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1. Macroeconomia:

1.1. Economia portuguesa deverá crescer 1% em 2010.

Depois de ter sofrido uma contracção de 2,7% no ano de 2009, a economia portuguesa deverá crescer 1% este ano, segundo as previsões de Primavera divulgadas pela OCDE.

Trata-se da previsão mais optimista apresentada pelas várias instituições internacionais, no que se refere às previsões para a economia portuguesa, superando os 0,3% previstos pelo FMI, os 0,5% da Comissão Europeia e os 0,7% previstos pelo Governo português.

No entanto, segundo a OCDE, prevê um crescimento de 0,8% para o ano de 2011, valor inferior ao previsto para a zona Euro, que se prevê crescer 1,8% e igualmente inferior aos 2,8% previstos para a média dos países da OCDE.

As previsões para o ano de 2010 das várias instituições são as seguintes:

Variáveis Macroeconómicas Previsão do Governo Previsão da Comissão Europeia Previsão da OCDE Previsão do FMI
PIB (%) 0,7% 0,5% 1,0% 0,3%
Taxa de desemprego (%) 9,8% 10,6% 9,9% n.d.
Inflação (%) 0,8% 1,0% 0,9% n.d.
Défice público (% PIB) 7,3% 8,5% 7,4% n.d.
Dívida pública (% PIB) 89,4% 85,8% n.d. n.d.
Défice externo (% PIB) 9,3% 10,1% 10,2% n.d.

Fonte: "Jornal de Negócios" e autor de 26 de Maio de 2010

1.2. Banco de Portugal prevê crescimento de 0,7% na economia nacional este ano.

Segundo os números revelados pelo Banco de Portugal, no seu Boletim de Inverno, a economia portuguesa irá aumentar 0,7% este ano e 1,4% em 2011.

Apesar da revisão em alta do crescimento do PIB, o BdP, alerta que o mercado de trabalho irá degradar a sua situação.

O emprego irá assim registar uma contracção de 1,3% face ao valor verificado em 2009.

O investimento será a única componente do PIB que irá contrair (-3,4%), sendo o consumo privado, a componente que crescerá mais (1%). As exportações irão crescer mais do que as importações, constituindo um dado igualmente positivo.

Variáveis Macroeconómicas Previsão do Banco de Portugal Previsão da Comissão Europeia Previsão da OCDE
PIB 0,7% 0,3% 0,8%
Consumo Privado 1% 0,6% 0,6%
Consumo Público 0,7% 0,7% 0,6%
Procura interna 0,3% -0,2% 0,6%
Exportações 1,7% 0,7% 1,7%
Importações 0,3% -0,2% 1%
Inflação 0,7% 1,3% 0,7%
Investimento -3,4% -4,1% 0,4%

Fonte: Jornal "Diário Económico" e autor de 13 de Janeiro de 2010

1.3. Economia nacional cresce 0,7% no terceiro trimestre de 2009 e sai da recessão técnica.

A economia portuguesa registou uma queda de 2,5% no terceiro trimestre do ano, face a igual período de 2008, mas exibiu um crescimento em cadeia de 0,7%, saindo assim da recessão técnica, em que se encontrava, segundo os números revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) .

Os cálculos apresentados, apontam para um comportamento geral melhor para a economia portuguesa em 2009, à excepção do défice orçamental, em relação aos países que integram a Zona Euro. Para os dois anos seguintes, o mesmo estudo conlui que iremos integrar o grupo de países que terão mais dificuldade na recuperação económica.

A recuperação do investimento, apesar de continuar em terreno negativo, é apontada como um dos principais factores para a melhoria da economia, aliado ao comércio internacional. Os dados mostram que o défice da balança comercial caiu em termos homólogos particularmente por causa do contributo positivo da procura externa líquida. As dificuldades nos orçamentos familiares, onde predomina o crédito malparado, tem colocado um travão ao consumo dos portugueses. Segundo o INE, o consumo privado recuou 1% no terceiro trimestre, quando no segundo tinha descido 0,9%.

Variáveis Macroeconómicas Principais alterações
PIB Crescimento de 0,7% no 3º Trimestre face ao 2º Trimestre de 2009 e queda de 2,5% face ao periodo homólogo.
Investimento Apesar de estar em quebra face a periodo homólogo, regista-se na componente do investimento, a forte recuperação na aquisição de materiais de transporte, que aumentou 1,3% contra a queda de 37% no segundo trimestre.
Consumo Quebra de 11,4% no consumo de bens duradouros. Nos bens não duradoiros, como a alimentação, registou-se uma descida menos acentuada. Passou de 1,1% para 0,4%.
Défice da balança comercial O défice da balança comercial portuguesa diminuiu nos três meses terminados em Outubro, na sequência de um recuo de 14,3% das exportações e de 17,4% das importações. O défice da balança do comércio internacional estabeleceu-se em 4.756,7 milhões entre Agosto e Outubro deste ano, contra 6.099,6 milhões em igual período de 2008. A taxa de cobertura subiu para 61,7%, contra 59,4% há um ano atrás. As exportações destinadas a países da União Europeia recuaram 11,6% de Agosto a Outubro, face a igual período do ano anterior, enquanto as importações baixaram 15,4%. No comércio com os países terceiros, a quebra das exportações atingiu os 21,1%, enquanto as importações recuavam 23,2% face aos mesmos meses de 2008.

Fonte: INE, Jornal "Correio da Manhã" e autor de 09 de Dezembro de 2009

1.4. Taxa de desemprego atinge 10,2%.

A taxa de desemprego em Portugal ultrapassou a barreira dos 10% e é já a quarta mais alta da Zona Euro. Os números divulgados pelo Eurostat mostram que em Outubro a taxa de desemprego chegou aos 10,2% em Portugal, acima da média dos países do euro (9,6%) e da UE (9,3%).

A população desempregada em Portugal é já a quarta mais elevada dos dezasseis países da moeda única – Eslováquia (12,2%), Irlanda (12,8%) e Espanha que com 19,3% tem a taxa mais elevada da Zona Euro.

Segundo o INE, no relatório de 17 de Novembro, as taxas de desemprego por região são:

 

Por região (NUTS II) Ano 2008 Ano 2009
Norte 7,7% 9,8%
Centro 9,1% 11,6%
Lisboa 5,7% 7,2%
Alentejo 9,1% 10,2
Algarve 6,1% 10,3%
Açores 5,2% 6,2%
Madeira 5,8% 7,9%
Despesa pública 2010 0,7% 1,1%

Fonte: INE, Jornal "Correio da Manhã e autor de 18 de Novembro de 2009

1.5. Comissão europeia estima para Portugal défice de 8% este ano

Segundo as últimas estimativas da Comissão Europeia, Portugal irá este ano atingir um défice orçamental de 8% do PIB, valor mais elevado desde 1985.

Os cálculos apresentados dia 03 de Novembro passado, apontam para um comportamento geral melhor para a economia portuguesa em 2009, à excepção do défice orçamental, em relação aos países que integram a Zona Euro. Para os dois anos seguintes, o mesmo estudo conlui que iremos integrar o grupo de países que terão mais dificuldade na recuperação económica.

Variáveis Macroeconómicas Portugal Zona Euro
PIB 2009 -2,9% -4%
PIB 2010 0,3% 0,7%
PIB 2011 1% 1,5%
Consumo privado 2009 -0,9% -1%
Consumo privado 2010 0,6% 0,2%
Consumo privado 2011 0,7% 1%
Despesa pública 2009 1,7% 2%
Despesa pública 2010 0,7% 1,1%
Despesa pública 2011 0,7% 1%
Taxa de desemprego 2009 9% 9,5%
Taxa de desemprego 2010 9% 10,7%
Taxa de desemprego 2011 8,9% 10,9%
Défice orçamental 2009 8% -6,4%
Défice orçamental 2010 8% 6,5%
Défice orçamental 2011 8,7% 6,9%
Inflacção 2009 -1% 0,3%
Inflacção 2010 1,3% 1,1%
Inflacção 2011 1,4% 1,5%

Fonte: Comissão Europeia

1.6. Banco de Portugal “decreta” fim das revisões em baixa

Banco central é o mais optimista nas estimativas de crescimentos da economia. As suas previsões têm sido as mais certeiras desde 2002.

Apesar dos aparentes sinais de optimismo, não apenas por ter o número menos negro mas também por avisar que as revisões em baixa das estimativas terão acabado, a mensagem que Constâncio levou ao Parlamento está longe de ser animadora. A economia nacional vai estar em recessão até 2010, o investimento vai ter um tombo de 14,3% este ano, as empresas nacionais vão perder quota de mercado no exterior e as exportações vão cair quase um quinto em 2009.

Um dos dados mais preocupantes vem do mercado de trabalho. O BdP estima que o emprego diminua 2,6% este ano e 1,5% em 2010. Uma evolução que representa a perda de cerca de 200 mil postos de trabalho ao longo destes dois anos. A destruição de emprego é, aliás, o factor que explica a contracção da economia nacional em 2010. O BdP não faz estimativas para o desemprego, mas as projecções já avançadas por outras instituições apontam para uma taxa acima de 10% em 2010.

É a primeira vez que Portugal estará nos dois dígitos. Não há, pois, razões para euforias antes do tempo, mas, em tempo de crise aguda, todos os pequenos sinais são bem-vindos.

 

Taxas de variação em percentagem (previsões) Ano 2009 Ano 2010
PIB -3,5% -0,6%
Consumo privado -1,5% -0,6%
Consumo público 1,0% 0,7%
Investimento -14,3% -3,8%
Exportações -17,7% -0,9%
Importações -17,1% -1,2%
Índice de preços -0,5% 1,3%

Fonte: Jornal "Expresso" de 18-07-2009

1.7. Novas projecções do Banco de Portugal para 2009 (Boletim de Primavera)

O Banco de Portugal reviu em forte baixa as suas estimativas para a economia nacional em 2009.

Para além da revisão em baixa do Produto Interno Bruto (PIB), que deverá contrair 3,5% este ano, o Banco de Portugal também baixou as suas previsões para a evolução do consumo privado, procura interna, exportações e importações. A inflação esperada é de -0,2%(conforme tabela seguinte).

Variáveis Projecção actual Projecção anterior
PIB -3,5% -0,8%
Consumo privado -0,8% -0,4%
Consumo público 0,4% -0,1%
Investimento -14,4% -1,7%
Procura interna -3,5% 0
Exportações -14,2% -3,6%
Importações -11,7% -1,0%
Inflação -0,2% 1,0%

Fonte: Banco de Portugal de 14-04-2009

1.8. Projecções do Banco de Portugal (2008-2010)

O Boletim Económico de Inverno, apresentado pelo Governador do Banco de Portugal - Vítor Constâncio, no passado dia 06-01-2009 prevê uma contracção da Economia Portuguesa neste ano e uma quase estagnação em 2010.

A recessão tem por base uma queda acentuada das exportações e do investimento. Apesar da tentativa das empresas portuguesas de diversificar os seus mercados de exportação, a dependência da Europa ainda é demasiado elevada (cerca de 75% dos produtos portugueses são destinados a países europeus). Os resultados estão à vista: a expectativa é de uma queda de 3,6% nas exportações deste ano. Tendo em conta a deterioração das perspectivas de evolução da procura, o investimento deverá cair 1,7% este ano e 0,3% em 2010.

Assim sendo, as principais projecções do Banco de Portugal são:

Variáveis Pesos 2007 2008 2009 2010
PIB 100 0,3 -0,8 0,3
Consumo privado 65 1,4 0,4 0,6
Consumo público 20,3 0,2 -0,1 -0,2
Investimento 21,8 -0,8 -1,7 -0,3
Procura interna 107,6 1 0 0,3
Exportações 32,6 0,6 -3,6 1,8
Importações 40,1 2,4 -1 1,5
Inflação - 2,7 1 2

Fonte: Banco de Portugal

1.9. Portugal e a Europa:


Anos
Rubricas Unidade 2002 2003 2004 2005 2006
Rubricas Unidade 2002 2003 2004 2005 2006
PIB 1.000.000 € 135.434 137.935 143.041 147.014 152.501
Remunerações 1.000.000 € 67.645 69.182 72.099 74.968 78.365
Nº Trabalhadores 1000 5.137 5.118 5.123 5.123 5.154
Remunerações Médias 13.168 13.517 14.074 14.634 15.205
Inflação % 3,6 3,3 2,4 2,3 3,1
Produtividade % 0,3 -0,8 1 0,3 0,6
Remunerações/PIB
Portugal % 49,9 50,2 50,4 51 51,4
Espanha % 48,7 48,4 47,7 47 nd
EUR12 % 49 48,8 48,3 48 nd
EUR15 % 50,6 50,3 49,8 49,7 nd

1.10. Evolução e previsões do PIB português:

O comportamento do PIB em Portugal cresceu a uma taxa média anual de 1,3% no período 2002-2007, tendo apresentado o valor negativo de -0,7% no ano 2003.

No periodo de 2008-2011, estima-se uma crescimento médio anual de 1.6% de acordo

com as recentes revisões da economia.

1.4

Fonte: Eurostat

1.11. Índice de poder de Compra (IpC) por concelho:

A Região de Lisboa congrega seis dos quinze concelhos portugueses com maior poder de compra do país, sendo que apenas quatro [Odivelas (98,7), Sintra (98,2), Seixal (96,1) e Moita (84,0)]dos dezoito municípios da região estão abaixo da média nacional, indicam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na lista dos concelhos com maior poder de compra, destacam-se também, no território metropolitano do Porto, os municípios do Porto (3.), São João da Madeira (12.) e Matosinhos (13.).

Faro, Porto Santo, Coimbra, Funchal, Aveiro e Sines completam a lista dos quinze concelhos de Portugal com maior poder de compra por concelho.

O indicador pretende caracterizar os municípios "sob o ponto de vista do poder de compra, numa aceção ampla, a partir de um conjunto de variáveis", esclareceu o INE à agência Lusa.

O vencimento salarial, contratos imobiliários e o número de automóveis são algumas das variáveis em questão.

O Indicador per Capita (IpC) do poder de compra corresponde ao fator com "maior poder explicativo extraído da análise fatorial" e "pretende traduzir o poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões, tendo por referência o valor nacional", nota o INE.

Assim os concelhos com o IpC mais elevados são:

Concelho Índice poder de Compra (IpC)
Lisboa 235,74
Oeiras 172,95
Porto 170,50
Cascais 155,74
Alcochete 144,81
Faro 141,85
Porto Santo 139,92
Coimbra 139,13
Montijo 137,64
Funchal 135,44
Aveiro 134,02
São João da Madeira 131,69
Matosinhos 127,88
Sines 127,61
Almada 121,41

Fontes: INE, Agência "Lusa", Siconline e autor de 09 de Agosto de 2010

1.12. PIB português por regiões:

A distribuição da riqueza produzida pelo nossa país no ano 2005 (149.010 Milhões de EUROS) exibiu a acentuada assimetria entre as regiões. A região de Lisboa e Norte do país concentram juntas 65% do PIB.

1.5

Fonte: Eurostat

2. Microeconomia - Sector da saúde e do medicamento:

2.1 . Especial "PEC para a Saúde":

Para além das medidas que fazem parte do novo regime de comparticipação dos medicamentos, regulado pelo recente Decreto-Lei Nº 48-A de 13 de Maio de 2010, O Governo adopta as seguintes medidas adicionais para conter o défice:

1. Estado mantém a comparticipação de 100% dos medicamentos genéricos aos pensionistas e alarga a comparticipação igualmente para os 5 medicamentos com preço de venda ao público mais baixos;

2. Preço de novos genéricos desce em 5%. O Estado só comparticipa novos genéricos se estes custarem menos 5% em relação ao genérico já comercializado.

3. A comparticipação passa a ser em valor absoluto e não uma percentagem do valor do medicamento;

4. Os medicamentos mais baratos vão sofrer actualização de preço.

5. O preço de referência será actualizado e será sobre este aplicada a respectiva comparticipação;

6. Fim da majoração de 20% do preço de referência aos utentes do regime especial;

7. Cortes na despesa das horas extraordinárias em 5% e na despesa com serviços de 2% dos Hospitais;

8. Cortes de 5% na despesa corrente do Ministério da Saúde e administrações regionais de saúde.

9. As novas contratações nos hospitais com prejuízos serão sujeitas a aprovação dos Ministros da Saúde e Finanças;

10. As receitas passam a incluir o valor do medicamentos mais barato.

Fontes: Jornal "Diário Económico de 31 de Maio de 2010 e autor

2.2 . Encargos com medicamentos crescem 3,6%:

Os encargos com medicamentos do Serviço Nacional de Saúde nas Farmácias cresceram 3,6% entre Janeiro de Julho de 2009, face a igual período homólogo, atingindo o valor de 892 Milhões de Euros.

Meses Encargos SNS em ambulatório(€) Variação em relação ao período homólogo
Janeiro 127.516 € -0,8%
Fevereiro 115.302 € -2,6%
Março 131.073 € 10,9%
Abril 124.753 € 0,1%
Maio 123.935 € 0,7%
Junho 128.098 € 9,0%
Julho 142.025 € 8,3%
Acumulado Janeiro-Julho 2009 892.684 € 3,6%

Fontes: Lusa, Infarmed de 07 de Setembro de 2009 e autor

2.3. Vendas totais de medicamentos vendidos nas Farmácias diminuem 2,8%:

O acumulado das vendas de medicamentos vendidos nas Farmácias comunitárias entre Janeiro e Julho deste ano, face a igual período homólogo, diminuiram 2,8%, totalizando 1.924 Milhões de Euros, correspondendo a 146 Milhões de embalagens (sem variação face ao período homólogo).

Classe de medicamento Quota de mercado(PVP) Quota de mercado (Nº embalagens)
Marca 82,7% 84,5%
Genérico 17,3% 15,5%

Fontes: Lusa, Infarmed de 07 de Setembro de 2009 e autor

2.4. Comportamento do mercado de medicamentos em Portugal no ano de 2008:

O Mercado de medicamentos em Portugal no ano de 2008 atingiu os 3.300 Milhões de EUROS, registando-se um crescimento de 0,4% em relação ao ano de 2007 (3.287 Milhões de EUROS).

Os medicamentos genéricos atingiram o valor de 622 Milhões de EUROS, evidenciando um crescimento de 6% face ao ano de 2007, correspondendo a 34,2 Milhões de embalagens e alcançando 18,5% do mercado total de medicamentos.

Grupo de Medicamentos Quota de mercado (%) Valor de vendas
Medicamentos de marca 81,5% 2.678 Milhões €
Medicamentos genéricos 18,5% 622 Milhões €
Total mercado 100% 3.300 Milhões €

Fonte: Jornal Diário de Notícias de 08 de Abril de 2009 e autor

2.5. Definição do preço do medicamento até ao consumidor final em Portugal:

O preço de venda ao público é definido e só posteriormente o valor é dividido pelos vários intervenientes (líquido de IVA), consoante as margens previstas por lei, conforme esquema seguinte, onde se evidencia a forte contribuição da indústria farmacêutica na formação dos preços.

Intervenientes Medicamentos comparticipados (%) Medicamentos não comparticipados (%)
Laboratório 74,88% 72,00%
Armazenista/Distribuidor 6,87% 8,00%
Farmácia 18,25% 20,00%
Total cadeia distribuição 100,00% 100,00%

Fonte: Jornal Diário de Notícias de 08 de Abril de 2009 e autor

2.6. Comportamento do mercado de medicamentos em Portugal no ano de 2007:

O Mercado de medicamentos em Portugal atingiu os 2.700 Milhões de EUROS, valor muito pouco significativo (0,39%), quando comparado com os mais de 700.000 Milhões de EUROS, que o sector dos medicamentos representa a nível mundial.

Os medicamentos genéricos atingiram aproximadamente os 587 Milhões de EUROS (17,85% do mercado total, cujo valor ascende a mais de 3.200 Milhões de EUROS)

2.5

Fonte: Infarmed

2.7. Encargos do Estado com medicamentos:

Os encargos do estado com medicamentos nas Farmácias (ambulatório), apresentam crescimentos sucessivos entre 2002 e 2005, tendo decrescido 2% no ano de 2006 face ao ano de 2005. O valor desses encargos totalizou 1,42 Mil Milhoes de EUROS em 2006. Relativamente à percentagem desta despesa no orçamento global do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a mesma representou 18,2%, conforme illustra o gráfico seguinte.

2.2

Fontes: Infarmed e IMS HEALTH

2.8. Lançamento de novos medicamentos na Europa (período 1997-2007):

Em 10 anos, apenas foram disponibilizados em Portugal cerca de 70 remédios novos, neste caso, produtos com princípios activos inovadores. De acordo com um relatório da consultora IMS Health, Portugal é o último de uma lista de 13 países europeus, que lançaram, na sua maioria, mais de 150 produtos novos entre 1997 e 2007, como a seguir se evidencia:

2.3

Fontes: Jornal "Diário de Notícias" de 06 de Outubro de 2008 e IMS HEALTH

2.9. Ranking de mercado de medicamentos:

Em Portugal, o mercado de medicamentos (vendas em ambulatório), segundo a IMS Health é composto da seguinte forma, enumerando as 10 primeiras empresas a actuar em Portugal:

2.41

As empresas nacionais representam aproximadamente 17% do mercado, totalizando um valor de vendas que em conjunto representa 463 Milhões de EUROS.

2.42

Fontes: Jornal Expresso de 27 de Setembro de 2008 e IMS HEALTH. Os dados são de Julho e têm por base o preço de venda aos armazenistas.

3. População:

3.1. Evolução da população em Portugal

A população em Portugal tem crescido em média 0,7% ao ano no período entre 1999-2007, sobretudo por via da entrada de emigrantes no nosso país. Em 2007 o número de habitantes em Portugal era de 10.617.575 indivíduos. Estima-se que em 2050 o número de habitantes seja de aproximadamente 10.700.000.

3.1

Fonte: INE

3.2. Envelhecimento da população

A população idosa (com mais de 65 anos) tem vindo a crescer e representou no ano 2007 17,4% da população total, ou seja 1.847.458 indivíduos! Estima-se que no ano 2050 a população idosa represente 30% do total da população, ou seja 3.210.000 indivíduos!

3.2

Fonte: INE

 
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