| Farmácias entram nas bombas de gasolina |
| Terça, 12 Maio 2009 17:06 |
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A primeira abre em Agosto na A5, em Oeiras, e pertence ao secretário-geral da ANF. Muito perto do Ibis e do McDonald's.
A primeira farmácia numa bomba de gasolina vai ser instalada pela mão do secretário-geral da Associação Nacional das Farmácias, Paulo Duarte, na auto-estrada que liga Lisboa a Cascais. A notícia foi confirmada ao Diário Económico pelo secretário-geral da associação liderada por João Cordeiro e representa a primeira farmácia que é criada num espaço de abastecimento de combustíveis.
O proprietário da farmácia recebeu já do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento a autorização formal para fechar a sua actual farmácia, na Calçada do Combro, em Lisboa, e mudá-la para o distrito de Oeiras. Com abertura prevista para Setembro, esta unidade de venda de medicamentos vai beneficiar da localização, uma vez que está inserida numa das bombas de maior dimensão e movimento da Galp. A estação de serviço, aliás, tem também nas imediações o hotel Ibis e o restaurante McDonald's. Ao Diário Económico, a Galp confirma saber da intenção de abertura de uma farmácia nesta estação de serviço, mas prefere não comentar até ter autorização formal do instituto público que regula os espaços de venda de combustível. O proprietário da farmácia, em declarações ao Diário Económico, confirma que a abertura está prevista para Agosto, mas escusa-se a fornecer quaisquer outros pormenores sobre a dimensão, a previsão de facturação ou a razão que o levou solicitar ao Infarmed a autorização para mudar a localização da sua farmácia. Certo é que a decisão de Paulo Duarte só foi possível depois da assinatura do acordo entre o antigo ministro da Saúde António Correia de Campos e o presidente da Associação Nacional das Farmácias, João Cordeiro, a 26 de Maio de 2006. O Compromisso para a Saúde estabelece novas regras para o funcionamento e para a abertura destas unidades de venda de medicamentos, entre as quais um conjunto de novos parâmetros relativamente à distância e aos limites demográficos de instalação de novas farmácias. Logo em 2005, aliás, José Sócrates anunciou a possibilidade de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias. Em entrevista ao Diário Económico no final de Abril, a ministra da Saúde, Ana Jorge, confirmou que duas das mais importantes alíneas deste acordo - a prescrição por Denominação Comum Internacional e a venda em unidose - não vão avançar até às legislativas de Outono. "Não consigo cumprir o Compromisso nesta legislatura, porque esse acordo tem uma série de medidas que são difíceis de implementar e estamos a seis meses de eleições", disse, na altura, a governante. Nº de locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica = 680 locais Valor do volume de vendas = 18,4 milhões de euros
Fonte: Diário Económico de 9 de Maio 2009 |