| Medicamentos genéricos batem recorde de vendas em Outubro |
| Sexta, 11 Dezembro 2009 09:31 |
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No passado mês de Outubro, venderam-se mais de quatro milhões de embalagens de genéricos às Farmácias.
Foi o mês do ano em que se consumiram mais destes medicamentos. Crise económica e comparticipação a 100% aos idosos são apontadas como as causas no aumento do consumo. O mês de Outubro bateu o recorde de vendas de genéricos, medicamentos que são entre 20 e 35% mais baratos do que os outros. Ao todo foram vendidas nas farmácias mais de quatro milhões de embalagens só no último mês. O presidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen), Paulo Lilaia, diz que o aumento de vendas de genéricos "é positivo", mas ainda insuficiente. "Temos de nos aproximar mais dos números europeus", defende, acrescentando: "Em Portugal a percentagem de consumo de genéricos é 17,4% e a média de venda na União Europeia é superior a 50%." A subida da venda de genéricos está a registar-se já desde os últimos meses, com as vendas situadas entre os 3 e os 3,5 milhões de embalagens, de acordo com dados da consultora de marketing farmacêutico IMS Health. O único mês em que se registaram vendas inferiores a três milhões foi o Fevereiro (2 882 528). Além disso, "os próprios doentes devem falar com os médicos sobre a possibilidade de usarem genéricos", aconselha o dirigente da Apogen. A crise económica é para Paulo Lilaia um dos motivos principais para o crescimento do consumo de genéricos. "A crise criou situações difíceis e os médicos e farmacêuticos estão mais sensibilizados para prescrever e aconselhar os genéricos", explica. Para este responsável, a subida pode estar ainda ligada à distribuição gratuita dos medicamentos genéricos para os pensionistas que recebem uma reforma inferior ao salário mínimo e que está em vigor desde Junho. "A medida aplicada aos pensionistas e a redução de 30% nos preços dos genéricos, decidida pelo Governo, levam a que as pessoas comprem mais", reconhece Paulo Lilaia. Estas medidas e os números permitem ao dirigente associativo concluir que "há um efeito de aumento da terapêutica". Ou seja, as pessoas que antes não podiam pagar um tratamento, com a redução dos preços dos genéricos podem agora conseguir fazê-lo de forma contínua. Os genéricos mais vendidos são para o tratamento de problemas de estômago e para reduzir o colesterol. Segundo dados revelados no início deste mês pelo Ministério da Saúde, uma em cada seis embalagens de medicamentos vendidos em Portugal já é de genéricos. Um valor que comprova a subida, pois há seis meses, garante a tutela, a proporção era de uma em cada sete embalagens. Ou seja, a quota dos genéricos em termos de embalagens está em 17,4%. A maioria dos genéricos vendidos em Portugal são mais baratos em Portugal do que em Espanha (mais caros 23%) e do que noutros países europeus como França, Itália e Grécia. Mas o omeprazol e a sinvastatina, que são as substâncias activas recordistas de vendas nas farmácias portugueses, têm preços mais caros do que naqueles quatro países, segundo um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos.
Fonte: Jornal "Diário de Notícias" de 21-11-2009 e autor |