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OMS Aconselha incentivos para subir venda de genéricos
Segunda, 27 Junho 2011 00:00
Especialista da OMS diz que é preciso ensinar jovens médicos a prescrever por nome genérico e garantir margens de lucros às Farmácias.

Ensinar jovens médicos a receitar pelo nome comum, manter as margens de lucro das Farmácias quando vendem remédios mais baratos e descontos para os utentes são algumas das soluções que o novo Governo poderá adoptar para aumentar a venda de genéricos em Portugal.

Os conselhos partem de um especialista da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dão resposta às obrigações assumidas com a Troika.

Actualmente, a quota de mercado é de 21%, muito inferior a outros países da Europa.

" Há trabalho a ser feito ao nível da regulamentação, é preciso repetir as campanhas informativas, que sei que tiveram resultados positivos. É muito importante trabalhar com os estudantes de medicina para que estes se habituem a lidar com os genéricos e sejam imunes às investidas dos laboratórios de marca. Com este trabalho, as dúvidas desaparecem", explicou ao DN kees de Joncheere, responsável da OMS para a área do medicamento na Europa.

As sugestões que apresentou numa reunião em Portugal, promovida pela Autoridade Nacional do Medidamento e Produtos de Saúde, I.P.(INFARMED), não ficam por aqui e têm por base medidas tomadas por outros países europeus. A prescrição por nome comum (DCI) é uma das soluções. Por cá, uma decisão sobre o assunto continua à espera de melhores dias.

"Não sei se é só uma questão de simplificar a legislação. É preciso que as Farmácias sintam confiança e motivação para alterar os medicamentos por outros mais baratos. São precisos incentivos para que tenham a mesma margem de lucro, mesmo que estejam a vender algo mais barato, como o pagamento igual por venda. No caso dos doentes, se estes escolhessem genéricos não pagavam e se optassem por um medicamento de marca teriam de assumir um custo", avançou Kees de Joncheere.

"Incentivar os médicos,a todos os níveis do sistema, tanto público como privado, a prescreverem genéricos e os medicamentos de marca que sejam menos dispendiosos". A medida está prevista para o terceiro trimestre deste ano.

Já para os últimos nove meses do ano, o novo governo terá de "remover todas as barreiras à entrada de genéricos, especialmente através da redução de barreiras administrativas/legais, com vista a acelerar a conmparticipação de genéricos".

Segundo os dados disponíveis no site so INFARMED, a quota de mercado em número de embalagens dos genéricos no acumulado de Janeiro a Abril deste ano é de 21,01%, enquanto que em valor é de 19,14%. Números muito aquém dos registados noutros países europeus e que Portugal devia alcançar.

"Para nós a questão dos genéricos é simples. Quando um medicamento fica sem patente e o laboratório de marca já ganhou o seu dinheiro, então novos concorrentes devem entrar no mercado. São medicamentos que têm a mesma qualidade que os originais", assegurou, reconhecendo que a resistência aos genéricos é "um caso português". "Os genéricos são a melhor forma de poupar dinheiro e de garantir financeiramente os sistemas de saúde", afirmou o responsável da OMS.

Fontes: Jornal "Diário de Notícias" e autor em 27 de Junho de 2011

 
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