"Lamento aquilo que aconteceu", disse Ana Jorge, referindo-se à aprovação no Parlamento da reposição do preço dos medicamentos nas embalagens, por iniciativa do Bloco de Esquerda
Questionada se será a indústria farmacêutica a suportar os custos, Ana Jorge respondeu: "Terá de ser, porque é a indústria que produz e obviamente terá de ser analisado, mas aquilo que eu posso garantir é que não pode ser nem o cidadão, nem o Estado".
A ministra referiu que a iniciativa do Governo para retirar os preços das embalagens dos medicamentos teve o apoio da Deco porque representava "uma grande defesa" para o cidadão.
Ana Jorge disse que sem a obrigatoriedade dos preços nas embalagens, quando há uma alteração no preço para redução, esta poderia entrar quase imediatamente em vigor porque não é preciso remarcar, nem fazer o escoamento.
"Basta introduzir no sistema informático a alteração dos preços e isso tem um efeito imediato", frisou, aludindo aos vários milhares de produtos farmacêuticos distribuídos nas diferentes farmácias.
A ministra lamentou que a iniciativa do Governo tenha agora sido retirada em discussão parlamentar "por proposta de um dos grupos" e que baixou à especialidade.
Ana Jorge falava aos jornalistas no final de uma sessão de esclarecimento, em Lisboa, promovida pela eurodeputada Edite Estrela, relativa à proposta de legislação sobre licença de maternidade aprovada no Parlamento Europeu e que terá ainda de ser negociada com o Conselho.
Fontes: Jornal "Económico" de 17 de Dezembro de 2010 e autor