| Orçamento de Estado para 2012 - Cortes nas comparticipações dos medicamentos |
| Sexta, 14 Outubro 2011 00:00 |
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O que muda na Saúde com o Orçamento do Estado para 2012:
1. Taxas moderadores ficam mais caras:
- As taxas moderadoras ficam mais caras em Janeiro. O Governo ainda não revelou o aumento nominal das taxas, mas a receita estimada triplica: dos actuais cerca de 100 milhões anuais, as taxas moderadoras passarão a valer ao Estado cerca de 300 milhões, o que deixa antever aumentos nominais significativos. O ministro da Saúde já anunciou que os aumentos maiores incidirão nas taxas a pagar nos hospitais. Na quarta-feira, Paulo Macedo garantiu que as taxas só voltarão a subir em 2013, devido à indexação à inflação. O novo valor das taxas será definido por portaria. 2. Isenções só para quem ganhe menos de 628 euros: - Ao mesmo tempo que os preços sobem, o regime de isenções é alterado e fica dependente da condição de recursos: só ficam isentos os utentes que receberem menos de 628 Euros e todos os rendimentos contam. No caso dos doentes crónicos, os cuidados inerentes à doença é que passam a estar isentos. 3. Multas para quem não pagar as taxas moderadoras: - A versão preliminar do Orçamento do Estado para 2012, a que o Diário Económico teve acesso, prevê que os utentes que não paguem as devidas taxas moderadoras nos serviços de saúde fiquem sujeitos a coimas mínimas de 50 euros, que serão cobradas pela Direcção Geral de Impostos. 4. Pensionistas perdem medicamentos gratuitos: - O regime especial de comparticipação de medicamentos para os pensionistas mais pobres vai ser revisto. Até agora, estes reformados tinham direito a medicamentos comparticipados a 90% ou 95%. No próximo ano, porém, este valor vai ser substancialmente reduzido. A medida não consta da Lei do OE/12 mas será regulamentada por despacho no próximo ano. 5. Comparticipações do Estado com os medicamentos descem: - A ‘troika’ exige uma redução drástica nos gastos com medicamentos e para conseguir uma poupança de 500 milhões de euros o Governo vai rever as comparticipações: reduz-se o apoio estatal e alguns medicamentos perdem a comparticipação. A lista de meios complementares de diagnóstico também está a ser revista pela tutela em conjunto com a Ordem dos Médicos. 6. Prescrições de medicamentos por princípio activo avançam em 2012: - De acordo com a versão preliminar das Grandes Opções do Plano a que o Diário Económico teve acesso, a prescrição de medicamentos através do princípio activo, para promover a utilização de genéricos, vai mesmo avançar em 2012. 7. Serviços de urgência vão ser encerrados: - O Governo já está a estudar a racionalização da rede hospitalar. Por outras palavras, vai haver encerramento de urgências e fusão de serviços de saúde, à semelhança da reforma levada a cabo pelo anterior ministro socialista Correia de Campos. 8. Mais médicos estrangeiros: - É outra exigência da ‘troika’: o Governo terá de reforçar o número de médicos de saúde, para reforçar os cuidados de saúde primários aliviando as urgências. Como o Diário Económico já avançou, a tutela vai contratar mais médicos ao estrangeiro, nomeadamente à Colômbia.
Fontes: Jornal "Diário Económico", RCM Pharma e autor em 14 de Outubro de 2011 |