"Não concordamos com a substituição de medicamentos na farmácia, dado que há uma proliferação grande de genéricos", afirmou hoje o vice-presidente da APMCG numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde. Rui Nogueira explicou que "os genéricos têm uma dose de medicamento que é mais variável do que o medicamento original, de marca".
A Associação aceita a substituição de um medicamento de marca por um genérico, mas não que "o doente umas vezes tome um genérico que tem um bocadinho menos e outras um que tem um bocadinho mais" [quando as farmácias não têm disponível o genérico do laboratório X que o doente habitualmente toma].
"Há a possibilidade de a farmácia não ter todos e ter que substituir por outros, ou ter vantagens em dar ao doente outro em detrimento daquele que o médico prescreveu. Isso não concordamos porque dá confusão para o doente, que acaba por estar a mudar de medicamento para medicamento", afirmou.
Fontes: Jornal "Diário de Notícias" e autor em 09 de Março de 2011