EMA aprova vacina da Moderna para crianças dos 12 aos 17 anos

EMA aprova vacina da Moderna para crianças dos 12 aos 17 anos - 

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou hoje o uso da vacina anticovid-19 da Moderna para crianças dos 12 aos 17 anos na União Europeia (UE), sendo o segundo fármaco aprovado pelo regulador europeu para esta faixa etária.

Em comunicado, a EMA informa que o seu comité de medicamentos humanos “recomendou a concessão de uma extensão de indicação para a vacina Spikevax Covid-19 [nome comercial da vacina da Moderna] para incluir a utilização em crianças com idades entre os 12 e os 17 anos”.

Esta vacina está já desde Janeiro deste ano para adultos pelo regulador da UE e torna-se agora a segunda vacina anticovid-19 aprovada pela EMA para crianças dos 12 aos 17 anos, depois de a agência ter dado aval semelhante ao fármaco da Pfizer/BioNTech em Maio passado.

“A utilização da vacina Spikevax em crianças dos 12 aos 17 anos de idade será a mesma que em pessoas com 18 ou mais anos de idade. É administrada como duas injecções nos músculos da parte superior do braço, com quatro semanas de intervalo”, explica a EMA.

O regulador europeu indica ainda que “os efeitos da Spikevax foram investigados num estudo envolvendo 3.732 crianças dos 12 aos 17 anos de idade”, que revelou que esta vacina “produziu uma resposta de anticorpos comparável […] à observada em adultos jovens dos 18 aos 25 anos”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 26 de Julho de 2021

Infarmed aprovou Kaftrio para tratamento da fibrose quística

Infarmed aprovou Kaftrio para tratamento da fibrose quística - 

Medicamento pode ser usado nos hospitais do SNS em doentes a partir dos 12 anos. Foi igualmente aprovada uma nova indicação terapêutica de um outro fármaco, o Orkambi, que poderá ser utilizado para tratar a mesma doença em crianças dos dois aos 11 anos.

O medicamento Kaftrio e uma nova indicação terapêutica do fármaco Orkambi foram aprovados para utilização nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde no tratamento da fibrose quística, anunciou o Infarmed.

Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde explica que o medicamento Kaftrio foi aprovado para utilização, num determinado regime terapêutico, em doentes de idade igual ou superior a 12 anos.

Este medicamento ficou conhecido em Portugal depois do apelo para que fosse aprovado lançado pela jovem Constança Bradell, que sofria de fibrose quística e morreu no passado dia 11 de Julho, aos 24 anos.

Quanto ao medicamento Orkambi, está aprovado para tratamento da fibrose quística em crianças com idades entre dois e 11 anos.

“O financiamento para utilização destes medicamentos no Serviço Nacional de Saúde é regido por um contracto entre a empresa titular do medicamento e o INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP, autorizado pelo secretário de Estado da Saúde”, acrescenta a nota.

Até aqui, existiam em Portugal três medicamentos moduladores aprovados para a fibrose quística, uma doença crónica, hereditária, causada por alterações no gene CFTR.

 

Fonte: Site do Jornal "Público.pt" e autor em 22 de Julho de 2021.

Eis a lista de laboratórios que realizam testes rápidos comparticipados

Eis a lista de laboratórios que realizam testes rápidos comparticipados - 

Lista está em constante actualização.

A área Testes Covid-19, no site do Serviço Nacional de Saúde, disponibiliza agora, a par da lista de farmácias, a lista de laboratórios e postos de colheita que realizam testes rápidos antigénio (TRAg) de uso profissional e comparticipados.

Tal como recorda o Infarmed, esta quarta-feira, estas listas estão em constante actualização e nelas pode pesquisar as farmácias e laboratórios na sua localidade.

Adicionalmente, poderá também recorrer ao mapa interactivo que os localiza via georreferenciação.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 22 de Julho de 2021.

Plano de Recuperação prevê a criação de mais 100 centros de saúde

Plano de Recuperação prevê a criação de mais 100 centros de saúde - 

O Governo assinou, na manhã desta quarta-feira, um protocolo com sector social e solidário para o investimento de 465 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), para adaptar, requalificar e inovar as respostas sociais até 2026. Uma das medidas passa por criar mais 100 unidades de cuidados de saúde primários e requalificar 326 unidades existentes.

Está ainda previsto o alargamento da rede de cuidados continuados integrados com mais novas 5500 camas, a conclusão da resposta da saúde mental e a aposta na transição digital na saúde. No campo das respostas sociais, um dos objectivos é corrigir "as dificuldades identificadas nesta crise" pandémica e requalificar a rede de equipamentos e respostas existentes, criando "mais lugares nas creches e mais lugares nos lares" e inovando nas respostas domiciliárias.

Os investimentos foram destacados pela ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, durante a sua intervenção na cerimónia de assinatura do protocolo com sector social e solidário, sendo que o protocolo assinado "ultrapassa os 30% do PRR" e será "dedicado ao reforço do estado social, de retirar pessoas do ciclo de pobreza, mas também para responder à classe média". Na sessão esteve presente o primeiro-ministro, António Costa.

"Para este Governo, a importância do combate às desigualdades e da promoção da coesão social é uma marca desde 2015. Essa marca foi sendo construída com diversas políticas de reforço dos rendimentos, do salário mínimo nacional, das pensões, de apostas nas respostas sociais, de fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde ou de promoção de uma nova geração de políticas de habitação. E essa aposta teve resultados: desde 2015, tiramos cerca de 550 mil pessoas da pobreza, reduzimos o abandono escolar precoce, aumentamos cerca de 30% os alunos que beneficiam da acção social escolar no ensino superior, sendo esse um elemento fundamental para quebrar ciclos de desigualdade", enumerou Mariana Vieira da Silva, sublinhando que "estes resultados atenuaram a dificuldade da crise [pandémica] que vivemos".

"Se é verdade que esta crise foi muito difícil e teve expressões dramáticas, também é verdade que a União Europeia respondeu a esta fragilidade com uma resposta sem precedentes, mobilizando recursos sem precedentes. Este PRR é uma oportunidade muito importante para o nosso país e é fundamental que Portugal tenha decidido que uma parte muito significativa desses recursos são dedicados à coesão social", referiu Mariana Vieira da Silva.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro mostrou-se confiante de que o país estará entre os melhores a executar os fundos do PRR e defendeu que os investimentos a realizar terão impacto ao nível do emprego, uma vez que o sector social representa 6% da população empregada. António Costa anunciou ainda que o Governo vai aprovar esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a macro programação do Portugal 2030.

"Este não é um plano do Estado, para o Estado e feito para o Estado. Este é mesmo um plano para o conjunto do país. As instituições do sector social são de uma enorme importância no emprego, mas são também um factor de coesão territorial, porque levam estes equipamentos e as oportunidades de desenvolvimento a toda o território nacional. Tenho a certeza que é graças ao sector social que seremos mesmo os melhores a executar o PRR", afirmou o primeiro-ministro.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 21 de Julho de 2021.

Regulador europeu inicia avaliação de nova vacina da Sanofi Pasteur

Regulador europeu inicia avaliação de nova vacina da Sanofi Pasteur - 

A Vidprevtyn, desenvolvida pelo laboratório francês, vai passar por uma revisão por parte do Comité de Medicamentos para uso Humano da EMA.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) anunciou esta terça-feira que iniciou o processo de avaliação contínua de uma vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur.

"O Comité de Medicamentos para uso Humano da EMA deu início à revisão contínua da Vidprevtyn, uma vacina covid-19 desenvolvida pela Sanofi Pasteur", adiantou o regulador europeu em comunicado.

A revisão contínua é uma ferramenta regulatória que a EMA usa para acelerar a avaliação de um medicamento promissor durante uma emergência de saúde pública, como é o caso da pandemia de covid-19, tendo sido utilizado para as quatro vacinas já aprovadas.

Segundo a agência responsável pela aprovação de medicamentos na União Europeia, a decisão de avançar com a revisão contínua do fármaco é baseada em resultados preliminares de estudos laboratoriais (dados não clínicos) e clínicos em adultos, que sugerem que a Vidprevtyn "desencadeia a produção de anticorpos que têm como alvo o SARS-CoV-2, o vírus que causa covid-19 e pode ajudar a proteger contra a doença".

"A EMA avaliará os dados à medida que estiverem disponíveis para decidir se os benefícios [desta vacina] superam os riscos", através de uma análise em conformidade com os padrões adoptados na União Europeia para a eficácia, segurança e qualidade de medicamentos, assegurou.

Sem adiantar prazos para uma eventual luz verde à Vidprevtyn, o regulador europeu adiantou ainda que este processo de avaliação "deve levar menos tempo do que o normal" devido ao trabalho realizado durante a revisão contínua dos dados.

A EMA já aprovou quatro vacinas para comercialização nos Estados-membros, nomeadamente, da Pfizer/BioNTech, da Moderna, da Janssen (grupo Johnson & Johnson) e da AstraZeneca, que fazem parte do plano de vacinação português que arrancou a 27 de Dezembro de 2020.

Além Vidprevtyn da Sanofi Pasteur, o regulador tem em curso a avaliação contínua de outras quatro vacinas: a norte-americana Novavax, a alemã CureVac, a chinesa Sinovac e a Sputnik V, esta última desenvolvida pelo Centro Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia da Rússia.

Na semana passada, o regulador europeu disse à Lusa que mantém a revisão contínua destas vacinas contra a covid-19 até que existam dados suficientes que permitam às empresas farmacêuticas solicitar, formalmente, a sua introdução no mercado.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.100.352 mortos em todo o mundo, entre mais de 190,8 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em Março de 2020, morreram 17.219 pessoas e foram registados 935.246 casos de infecção, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 21 de Julho de 2021.

Medicamento para artrite reumatóide com dificuldade de abastecimento no 2.º semestre

Medicamento para artrite reumatóide com dificuldade de abastecimento no 2.º semestre - 

Trata-se do medicamento que contém a substância activa tocilizumab 162 mg/0.9 ml, solução injectável em caneta ou seringa pré-cheia, para administração subcutânea (Roactemra).

Um medicamento que contém tocilizumab e está indicado para a artrite reumatóide vai sofrer dificuldades de abastecimento no segundo semestre do ano por causa do aumento de utilização desta substância activa, informou o Infarmed.

Segundo o Infarmed, em causa está o medicamento que contém a substância activa tocilizumab 162 mg/0.9 ml, solução injectável em caneta ou seringa pré-cheia, para administração subcutânea (Roactemra).

A autoridade do medicamento lembra que este fármaco está indicado e financiado para o tratamento da artrite reumatóide, acrescentando que está em vigor um Programa de Acesso Precoce (PAP) no âmbito de autorizações de utilização excepcional para a arterite das células gigantes1.

"Para garantir o acesso ao medicamento pelos doentes que não disponham de alternativas, é essencial a gestão criteriosa dos stocks disponíveis", sublinha o Infarmed, que recomenda que a prescrição destes fármacos seja "reservada à continuação de tratamentos".

Diz igualmente que a decisão clínica de início de tratamento deve ser "contextualizada em ausência de alternativas no arsenal terapêutico disponível (aplicável, por exemplo, aos doentes passíveis de serem enquadrados no PAP em vigor para a arterite das células gigantes)".

Infarmed recomenda que sejam "apenas cedidas as quantidades necessárias para um mês de tratamento"

A Autoridade Nacional do Medicamento recomenda igualmente que sejam "apenas cedidas as quantidades necessárias para um mês de tratamento".

"Caso seja necessária a alteração da terapêutica instituída, recomenda-se a consulta ao documento Medicamentos Biológicos utilizados em doenças reumáticas, psoríase e doença inflamatória intestinal - Linhas de tratamento e alternativas terapêuticas da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica", acrescenta.

O Infarmed acrescenta que está a acompanhar a situação e que continuará, em conjunto com a empresa responsável pela comercialização deste medicamento, a disponibilizar informação actualizada sobre o assunto.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 21 de Julho de 2021.