Governo reforça stocks de medicamentos e de equipamentos médicos

Governo reforça stocks de medicamentos e de equipamentos médicos

O Governo avança com o reforço dos stocks de medicamentos e de diversos equipamentos médicos, bem como da reserva estratégica nacional, devido à imprevisibilidade da pandemia de Covid-19.

De acordo com o  Despacho n.º 8057/2020, publicado hoje, dia 19 de Agosto os stocks de medicamentos, dispositivos médicos, equipamentos de protecção individual, reagentes e outros materiais de laboratório devem ser reforçados em, no mínimo, 20%, relativamente ao consumo registado no segundo semestre de 2019 quanto aos medicamentos, e relativamente ao consumo registado no primeiro semestre do ano em curso quanto aos demais produtos.

O diploma, elaborado a partir das orientações da Direcção-Geral da Saúde (DGS), do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, assinala que o esforço de assegurar as condições do Serviço Nacional de Saúde para responder à Covid-19 tem de ser mantido, num quadro de imprevisibilidade da evolução da pandemia e do respectivo impacto nos mercados dos diferentes produtos médicos.

O despacho, assinado em 13 de Agosto pela Ministra da Saúde, Marta Temido, delega na DGS, no INSA e no Infarmed o reforço da reserva estratégica nacional de medicamentos e dispositivos, mediante a aquisição imediata dos medicamentos, dispositivos médicos, equipamentos de protecção individual, desinfectantes e material para testes laboratoriais, nomeadamente zaragatoas e reagentes de extracção e diagnóstico.

As quantidades a reforçar em cada produto – cuja lista apresentada no despacho inclui o medicamento Remdesivir, autorizado pela Comissão Europeia para o uso no tratamento de doentes infectados pelo novo coronavírus – serão determinadas pelas três entidades do Serviço Nacional de Saúde acima identificadas.

O armazenamento e a distribuição da reserva estratégica nacional de medicamentos e dispositivos ficam a cargo do Laboratório Militar, com a colaboração do Infarmed e das empresas fornecedoras. O INSA fica responsável pelo armazenamento dos reagentes necessários para os testes.

 

Fonte: Site da "sns.gov..pt"  e autor em 19 de Agosto de 2020

Investigadora da UMinho pretende reduzir mortes por malária

Investigadora da UMinho pretende reduzir mortes por malária - 

O Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho está a desenvolver um projecto de investigação, para encontrar novos tratamentos para a malária.

De acordo com um comunicado divulgado pela Universidade do Minho (UMinho), esta investigação está a cargo de Isabel Veiga, investigadora do ICVS, que tem como objectivo “poder contribuir para a redução do número de casos de morte por malária, em todo o mundo”.

Esta investigação “com ênfase na espécie mais mortífera Plasmodium falciparum, vai desde a descoberta e validação de factores moleculares que levam à falência terapêutica, desenvolvimento de novos fármacos e, até mesmo, ao desenvolvimento de dispositivos diagnósticos para a doença”, explica a Universidade.

Em comunicado, a investigadora explica que “é importante realçar que os números têm vindo a diminuir desde as últimas duas décadas, com mais de um milhão de mortes reportadas no ano 2000. Este decréscimo, muito encorajador, deveu-se, entre outras medidas, ao uso da combinação terapêutica baseada na substância artemisinina. No entanto, é também de salientar que a presente realidade de resistência, reportada em 2008, à composição actualmente utilizada, pode estar a reflectir-se no número de casos que temos actualmente, e que tem vindo a manter-se, desde 2015”.

A investigadora, que está a trabalhar em malária nos últimos 16 anos, refere ainda que “apesar de, actualmente, se tratar de uma doença de países tropicais e subtropicais, a malária é de declaração obrigatória no nosso país. Portugal regista uma média de 200 casos importados por ano, maioritariamente em portugueses que estiveram em trabalho nos PALOP”.

“A malária torna-se assim uma doença com relevância de estudo para o nosso país. Em colaboração com alguns hospitais do Norte, tenho vindo a desenvolver um estudo de marcadores moleculares de resistência dos casos importados”, avança Isabel Veiga.

A malária é uma doença provocada por protozoários do género Plasmodium, um parasita que é transmitido através da picada do mosquito (género Anopheles). Uma vez no ser humano, os parasitas multiplicam-se no fígado, e posteriormente infectam os glóbulos vermelhos do sangue.

Esta é uma doença que só em 2018 atingiu 228 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais 405 mil acabaram por morrer, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 19 de Agosto de 2020

Investigadores descobrem proteína associada ao envelhecimento vascular

Investigadores descobrem proteína associada ao envelhecimento vascular - 

Uma equipa internacional de investigadores, coordenada por um cientista da Universidade de Coimbra (UC), descobriu uma enzima (proteína) envolvida em doenças relacionadas com o envelhecimento vascular, foi hoje anunciado.

Os resultados da investigação, iniciada em 2012, que são hoje publicados na revista científica Nature Communications, podem "contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos para combater doenças associadas ao envelhecimento prematuro e ao envelhecimento fisiológico", afirma a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

No projecto, coordenado pelo cientista Lino Ferreira, da Faculdade de Medicina e do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC, "foram usadas células de indivíduos com síndrome Hutchinson-Gilford ou progeria, uma doença muito rara, caracterizada pelo envelhecimento precoce e morte prematura" (normalmente por doenças cardiovasculares, por volta dos 14 anos).

A doença "é provocada por uma mutação genética rara, no gene LMNA, que resulta na acumulação de uma proteína anormal no interior das células, denominada progerina", explica Patrícia Pitrez, primeira autora do artigo científico agora publicado.

Esta proteína é também observada no envelhecimento normal, ainda que em menor escala.

O estudo incidiu nas células do músculo liso (células que se encontram nos vasos sanguíneos), que são as "mais afectadas na progeria, existindo uma diminuição do seu número nas artérias envelhecidas", adianta, citada pela UC, Patrícia Pitrez.

"Mas a razão para esta perda não era ainda conhecida", sublinha a investigadora do CNC. "Recolhemos células da pele (fibroblastos) de indivíduos com e sem progeria, reprogramámos em células estaminais e depois diferenciámos em células do músculo liso", indica.

E foi justamente no processo de análise das diferenças entre as células saudáveis e de progeria que os investigadores descobriram "uma enzima, a metaloproteinase 13 (MMP13), cuja concentração está cerca de 30 vezes aumentada nas células de músculo liso de progeria em comparação com as saudáveis", salienta, citada pela UC, Patrícia Pitrez.

Na tentativa de inibir a acção desta enzima, os especialistas testaram ainda um fármaco, tendo conseguido desenvolver uma terapia específica para contrariar a diminuição do número de células nas artérias que ocorre com o envelhecimento vascular.

Face aos resultados obtidos, os autores do estudo acreditam que "a administração do fármaco em estágios iniciais da doença, combinado com outros fármacos já testados e que reduzam a quantidade de progerina, pode ser de valor acrescentado para melhorar a qualidade e esperança média de vida destes indivíduos", refere a UC.

Por outro lado, concluem, o 'microchip' desenvolvido no âmbito desta investigação "abre, também, novas perspectivas para o desenvolvimento de outros tratamentos, não só para indivíduos com progeria, mas também para o envelhecimento vascular fisiológico".

O projecto foi cofinanciado por fundos europeus, designadamente no âmbito do COMPETE (programa operacional Competitividade e Internacionalização), e portugueses, através da FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia).

Além da UC, participaram na investigação cientistas do Instituto de Medicina Molecular (Universidade de Lisboa) e de universidades e centros de investigação da Alemanha, de Espanha, de França e do Reino Unido.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 17 de Agosto de 2020.

Comissão Europeia está a negociar com a Johnson & Johnson 400 milhões de doses da vacina contra a covid-19

Comissão Europeia está a negociar com a Johnson & Johnson 400 milhões de doses da vacina contra a covid-19 - 

Compra será feita em duas fases. Anúncio foi feito pela própria presidente da Comissão, Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta tarde estarem a avançar “bem” as conversações com a Johnson & Johnson “para garantir 200 milhões de doses de uma futura vacina contra o coronavírus”. No mesmo tweet é referida a possibilidade do e acordo se estender a mais 200 milhões.

Para Ursula von der Leyen, este é mais um “passo importante para garantir o acesso europeu a vacinas de alta qualidade e acessíveis”.

Depois de, no final de Julho, a Comissão Europeia ter concluído as negociações com a farmacêutica francesa Sanofi para a compra de uma vacina contra a covid-19, assim que ela for desenvolvida e aprovada, este é mais um avanço num processo que - foi dito na altura - envolvia “intensas discussões com outros fabricantes de vacinas”.

Acontece também na mesma semana em que a Rússia anunciou ter registado a primeira vacina contra a Covid-19, ainda que em relação à chamada Sputnik V muitas tenham sido as vozes levantando reservas, dado os poucos dados científicos que dizem ter sido revelados por Moscovo.

Assim reagiu também a ministra portuguesa da Saúde, Marta Temido, pedindo cautela: “Há aqui factos que têm sido referidos de que a fase 3 [dos testes à vacina] não terá sido totalmente realizada”, disse a governante.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 14 de Agosto de 2020.

Estratégia da Rede Europeia de Agências de Medicamentos em consulta pública

Estratégia da Rede Europeia de Agências de Medicamentos em consulta pública - 

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou que já está disponível, para consulta pública até 4 de Setembro, a estratégia conjunta para os próximos cinco anos, desenvolvida com os chefes das agências nacionais de medicamentos (HMA – Heads of Medicines Agencies) nos países europeus.

“O projecto de estratégia detalha como a rede de agências europeias de medicamentos pode continuar a permitir o fornecimento de medicamentos seguros e eficazes que atendam às necessidades dos pacientes, face dos desafios colocados por desenvolvimentos cada vez mais acelerados na ciência, medicina, tecnologias digitais, globalização, bem como ameaças emergentes à saúde, como a pandemia covid-19”, indica o comunicado da EMA.

Esta Estratégia assenta em seis áreas prioritárias: disponibilidade e acessibilidade de medicamentos; análise de dados, ferramentas digitais e transformação digital; inovação; resistência antimicrobiana e outras ameaças emergentes à saúde; desafios da cadeia de suprimentos; e

Sustentabilidade da rede e a excelência operacional.

“Todas as partes interessadas, incluindo o público, podem fornecer opiniões sobre o documento de estratégia preliminar até 4 de Setembro de 2020 por meio de um questionário online“, indica a EMA.

O comunicado indica ainda que “o projecto de estratégia foi desenvolvido em consulta com a Comissão Europeia (CE) e os temas-chave estão alinhados com os abrangidos pela CE para uma nova Estratégia Farmacêutica”.

“Após a consulta pública, os comentários das partes interessadas e do público serão analisados e considerados na versão final do documento. Um resumo dos comentários será publicado no momento da publicação da estratégia final”, conclui a EMA.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 14 de Agosto de 2020

Infarmed aprovou Revestive para utilização no SNS

Infarmed aprovou Revestive para utilização no SNS - 

A Takeda Portugal anunciou que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) aprovou o medicamento Revestive (teduglutido), indicação adulta e pediátrica, para utilização no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Revestive (teduglutido), um tratamento na Síndrome do Intestino Curto (SIC), é indicado para o tratamento de doentes com 1 ano de idade ou mais. Os doentes devem estar estáveis após um período de adaptação intestinal depois da cirurgia.

Revestive (teduglutido) melhora a capacidade de absorção intestinal de nutrientes e líquidos, permitindo uma maior autonomia relativamente ao aporte endovenoso de nutrientes, reduzindo o risco de complicações e melhorando a qualidade de vida dos doentes.

Segundo as conclusões da avaliação prévia de Revestive (teduglutido) em meio hospitalar, existe sugestão de valor terapêutico acrescentado não quantificável no tratamento doentes com 1 a 17 anos com Síndrome do Intestino Curto, estáveis após um período de adaptação intestinal depois da cirurgia, dependentes de nutrição parentérica há pelo menos 1 ano. Na avaliação da evidência, existiu uma tendência para redução do volume/frequência/duração da nutrição parentérica.

Na avaliação económica, os resultados associados à introdução do medicamento Revestive no arsenal terapêutico, foram considerados aceitáveis, depois de negociadas condições para utilização pelos hospitais e entidades do SNS, tendo em atenção as características específicas do medicamento e da doença em causa.

A Síndrome do Intestino Curto (SIC) é uma doença rara e que afecta significativamente a qualidade de vida dos doentes, resultante de uma incapacidade do intestino para absorver os nutrientes e os líquidos necessários provenientes da alimentação, devido a uma resseção considerável do intestino. O controlo da SIC implica terapêutica nutricional, nomeadamente através do aporte artificial de nutrientes e fluidos por via endovenosa (suporte parentérico).

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 14 de Agosto de 2020