Infarmed emite alerta para champô que pode ser confundido com um produto alimentar

Infarmed emite alerta para champô que pode ser confundido com um produto alimentar - 

Na sequência da informação transmitida pela Comissão Europeia, o Infarmed fez uma alerta para os champôs e os amaciadores da gama Hair Food (Aloe Vera, Banana, Macadâmia, Melancia, Papaia), da marca Fructis de Garnier, que “podem, devido à sua apresentação, ser confundidos com géneros alimentícios”.

Numa nota partilhada esta terça-feira, dia 23, no site oficial, a entidade reguladora do medicamento indica que foram acordadas medidas com entidades europeias, entre as quais se destacam “alterações no sistema de fecho e selagem das embalagens, que pretendem dificultar a sua abertura, e as advertências e outras informações ao consumidor incluídas na rotulagem de cada um dos produtos, sob a forma de texto ou outros sinais figurativos.”

A autoridade refere ainda que estes “produtos cosméticos, colocados no mercado pela L’Oréal, têm vindo a ser amplamente distribuídos no mercado europeu desde Janeiro de 2020, não tendo sido reportado de ingestão intencional ou acidental”.

Ainda assim, apesar de não apresentarem risco “para a saúde e segurança dos consumidores, em condições normais de utilização”, os produtos foram “sujeitos a medidas correctivas que visam diminuir o risco de confusão com géneros alimentícios para os consumidores, em especial as crianças.”

As novas embalagens serão disponibilizadas no mercado nacional a partir de Maio.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 24 de Fevereiro de 2021.

Novartis recebe aprovação de financiamento para o SNS de Aimovig

Novartis recebe aprovação de financiamento para o SNS de Aimovig - 

A Novartis acaba de anunciar que o medicamento Aimovig (erenumab) recebeu o financiamento do Infarmed para o tratamento profiláctico em doentes adultos, com pelo menos quatro dias de enxaqueca por mês e que tenham tido três ou mais falências terapêuticas prévias.

“Esta terapêutica vem dar resposta a uma necessidade médica sem resposta há décadas e que está reflectida num estudo recentemente apresentado, que mostra que 92% dos tratamentos preventivos iniciados nos doentes portugueses com enxaqueca são descontinuados por falta de eficácia (mais de metade) e por baixa tolerabilidade (um terço)“, refere a empresa.

Aimovig é um anticorpo monoclonal 100% humano que bloqueia selectivamente o receptor do CGRP (péptido relacionado com o gene da calcitonina), o único receptor da família da calcitonina envolvido na fisiopatologia da enxaqueca. “Este medicamento demonstrou ser uma alternativa com valor terapêutico acrescentado e com vantagens ao nível económico e é a primeira terapêutica especificamente desenhada e desenvolvida para a prevenção da Enxaqueca aprovada e agora financiada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, acrescenta a Novartis.

De acordo com a Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, Elsa Parreira “os anticorpos monoclonais, e entre eles o erenumab, vieram revolucionar a terapêutica preventiva da enxaqueca constituindo um importante avanço no controlo desta patologia tão prevalente e impactante. A comparticipação pelo SNS irá permitir que os nossos doentes com enxaqueca possam ter acesso à mais recente inovação terapêutica e a tratamentos eficazes e bem tolerados que contribuirão para uma melhoria da sua qualidade de vida”.

Na opinião de Raquel Gil-Gouveia, neurologista, da direcção da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, “a experiência que temos tido, ao longo dos últimos dois anos, com a utilização destes fármacos tem sido claramente favorável, quer pela sua muito boa eficácia, quer pela sua excelente tolerabilidade. A sua comparticipação permitirá equidade para todos doentes com enxaqueca que deles possam beneficiar, minimizando o seu sofrimento e impactando positivamente as suas vidas, a nível familiar, social e profissional. É, sem dúvida, um marco na história do tratamento da enxaqueca em Portugal”.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 24 de Fevereiro de 2021.

Covid-19: OMS anuncia programa que indemniza pessoas vacinadas com efeitos adversos

Covid-19: OMS anuncia programa que indemniza pessoas vacinadas com efeitos adversos - 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a criação de um programa que permite indemnizar pessoas vacinadas contra a covid-19 que tenham reacções adversas graves, evitando que recorram a tribunais, um meio moroso e caro.

O programa, inédito, abrange apenas pessoas oriundas dos 92 países elegíveis (mais pobres) para vacinas financiadas pelo mecanismo de distribuição universal e equitativa Covax, co-dirigido pela OMS.

A iniciativa, sem custos para os beneficiários, é subsidiada pelos financiadores do Covax, por intermédio de uma pequena taxa adicionada a cada dose de vacina distribuída até 30 de Junho de 2022.

Em comunicado, publicado na página da organização na internet, a OMS refere que se trata de “um procedimento rápido, justo e transparente” para indemnizar possíveis lesados da vacinação, que tenham “efeitos adversos raros, mas graves”.

A OMS assinala que, apesar de as vacinas para a covid-19 adquiridas ou distribuídas pelo Covax terem uma “aprovação regulamentar” ou “autorização de uso de emergência” que confirmam a sua segurança e eficácia, podem, “em casos raros”, como “acontece com todos os medicamentos”, provocar “reacções adversas graves”.

Até 31 de Março será disponibilizado um portal com informações sobre o programa e a forma de acesso às compensações.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 23 de Fevereiro de 2021.

Novo fármaco poderá inibir transporte de vírus nas células

Novo fármaco poderá inibir transporte de vírus nas células - 

A descoberta de uma nova forma farmacológica na proteína que faz parte daquelas vias de transporte pode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos.

Um estudo publicado na segunda-feira revelou que as células possuem estruturas que funcionam como 'auto-estradas' para transportar substâncias e que podem ser usadas pelos vírus se houver infecção, mas um novo fármaco poderá inibir esse transporte.

O estudo que envolveu a maior instituição pública dedicada à pesquisa na Espanha, o Conselho Superior de Pesquisas Cientificas (CSIC) e publicado esta terça-feira pelo Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS) identificou uma nova forma farmacológica na tubulina, uma proteína que faz parte das estruturas que transportam substancias nas células, chamadas microtúbulos.

A descoberta de uma nova forma farmacológica na proteína que faz parte daquelas vias de transporte pode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos.

Esta identificação, a partir de um novo composto de origem natural de algas verdes-azuis (cianobactérias), "pode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos para o tratamento do cancro, da doença de Alzheimer e infecções virais emergentes", explicou o CSIC em comunicado.

Os microtúbulos são estruturas intracelulares que funcionam como vias celulares para o transporte de substâncias, vesículas e até vírus, no caso de uma célula ser infectada.

"Os pesquisadores acreditam que a desestabilização farmacológica dos microtúbulos contribuiria para evitar a geração de fábricas virais na célula", pode ler-se ainda no documento.

O trabalho, no qual participaram o Centro de Pesquisas Biológicas Margarita Salas (CIB-CSIC) e o Centro de Produtos Naturais, Descoberta e Desenvolvimento de Medicamentos da Flórida (EUA), inclui o procedimento de caracterização de um produto natural, obtido a partir de cianobactérias, que impede a activação da tubulina.

"Como a proteína é inactivada, os microtúbulos também não se podem formar, o transporte intracelular é bloqueado e, o mais importante, a separação dos cromossomas é evitada durante a divisão celular", explicou Marian Oliva, do CIB-CSIC e uma das autoras do estudo.

A tubulina, proteína que faz parte dos microtúbulos, é um dos alvos de maior sucesso para o descobrimento de fármacos contra as doenças virais, neurológicas ou o cancro.

Até ao momento, foram identificados seis sítios que promovem a estabilização ou desmontagem dos microtúbulos, aos quais é acrescentado o agora localizado através desta investigação.

Cada alvo farmacológico dentro da tubulina modifica o seu funcionamento de forma diferente.

"Encontrar um novo alvo implica ter um novo leque de possibilidades, com a opção de poder encontrar medicamentos que, sem serem tóxicos, são eficazes no tratamento de doenças", concluiu Oliva.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 23 de Fevereiro de 2021.

Covid-19: Vacinação deve ser alargada a centros e farmácias comunitárias, afirma Marta Temido

Covid-19: Vacinação deve ser alargada a centros e farmácias comunitárias, afirma Marta Temido - 

O aumento do ritmo de vacinação contra a covid-19 a partir do segundo trimestre deve contemplar a inclusão de outras plataformas, como centros de vacinação e farmácias comunitárias, admitiu a ministra da Saúde, Marta Temido.

“Estamos a equacionar a utilização de centros de vacinação”, afirmou a governante no final da reunião no Infarmed, em Lisboa, entre especialistas, governantes e o Presidente da República sobre a evolução da pandemia.

“Adicionalmente, a vacinação noutros pontos – as farmácias comunitárias -, será num momento que não este, em que ainda nos confrontamos com escassez de vacinas e condicionalismos referentes ao próprio armazenamento e distribuição”, completou.

De acordo com Marta Temido, o plano de vacinação “continua a correr conforme planeado”, reiterando que os números transmitidos, na segunda-feira, dia 22, pelo coordenador da ‘taskforce’, o vice-almirante Gouveia e Melo, permitem a Portugal manter-se “em linha com os objectivos europeus” para este ano.

“Desde logo, garantir que no final do primeiro trimestre conseguimos ter 80% das pessoas com mais de 80 anos e das pessoas que trabalham no sector da saúde ou no sector social no apoio a cidadãos vulneráveis vacinadas; depois, até ao final do Verão, termos 70% dos nossos cidadãos vacinados”, observou.

Na reunião do Infarmed, Gouveia e Melo notou que se se confirmarem as expectativas de entregas de vacinas para os próximos meses, o país poderá avançar para um ritmo de 100 mil inoculações diárias e que, perante a concretização dessa maior velocidade, a imunidade de grupo – em torno dos 70% da população – poderia ser alcançada já em Agosto.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 23 de Fevereiro de 2021.

Há 400 farmácias a fazerem testes à Covid-19 e número pode “triplicar” se necessário, diz presidente da ANF

Há 400 farmácias a fazerem testes à Covid-19 e número pode “triplicar” se necessário, diz presidente da ANF - 

O presidente da Associação Nacional de Farmácias assegurou, numa entrevista, que há já 400 farmácias a fazerem testes à Covid-19 e que o número pode triplicar se necessário.

Há quase quatro centenas de farmácias envolvidas na testagem à Covid-19 em Portugal e o número pode triplicar caso haja necessidade. Em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios, Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), diz ainda acreditar que o Governo vai avançar com uma linha de testagem rápida nestes estabelecimentos.

Na mesma entrevista, o representante sectorial afirma ainda que a situação financeira das farmácias se agravou, apontando que 25% da rede está em sofrimento financeiro e que há mais de 40 farmácias em processo de insolvência, ou sujeitas a planos de recuperação. Segundo Paulo Cleto Duarte, as medidas de apoio económico implementadas pelo Governo não se aplicam às farmácias, pelo que defende que as empresas do sector em vias de insolvência devem ter acesso a apoios públicos.

Sobre a vacinação contra a Covid-19, o presidente da ANF concorda que as farmácias só sejam chamadas a fazer parte da cadeia numa próxima fase, visto que, nesta altura, não há vacinas em quantidade que justifique o alargamento da rede. Paulo Cleto Duarte assegurou, por fim, que as farmácias não querem ter lucro com este processo de vacinação, mas apela a que sejam cobertos os custos.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 22 de Fevereiro de 2021.