Número de anos de vida perdidos por diabetes caiu 15% em três anos

Número de anos de vida perdidos por diabetes caiu 15% em três anos - 

O número de anos potenciais de vida perdidos por diabetes baixou 15% nos últimos três anos em Portugal, segundo dados hoje divulgados, que apontam uma tendência para a estabilização da incidência da doença no país desde 2008.

Apesar desta "diminuição significativa", a doença causou, em 2017, a perda mais de oito anos de vida por cada óbito provocado por esta doença na população com idade inferior a 70 anos, adianta o relatório 'Diabetes: Números 2015-2018', do Observatório Nacional da Diabetes (OND) da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

"A diabetes assume também um papel significativo nas causas de morte, tendo estado na origem de 3,8% das mortes ocorridas em 2017", refere o relatório divulgado na véspera do Dia Mundial da Diabetes.

De acordo com os dados preliminares do OND, constatou-se, nos últimos três anos, "um número muito elevado" de novos casos de diabetes diagnosticados anualmente em Portugal.

"Estima-se a existência de entre 605 a 618 novos casos de diabetes por cada 100 mil habitantes em 2018", refere o documento, adiantando que em 2016 se situava nos 524,5 novos casos por 100.000 habitantes e em 556,4 em 2017.

Comparando com os anos anteriores, o observatório verificou ainda "uma tendência para a estabilização da incidência da diabetes em Portugal desde 2008".

Em 2018, a prevalência estimada da diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de pessoas) foi de 13,6%, o que representa mais de um milhão de portugueses com esta patologia.

Já a prevalência da diabetes não diagnosticada era de 5,9% em 2018, indicam os dados do observatório, que tem como função "recolher, validar, gerar e disseminar informação fiável e cientificamente credível sobre a diabetes em Portugal".

O OND analisou também o impacto da diabetes na rede de cuidados de saúde primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no continente, sendo que em 2018 se encontravam registados 862.197 utentes com diabetes, num universo de 11.649.429 utentes registados.

No mesmo ano, o número de utentes com diabetes que utilizou os cuidados de saúde primários em Portugal continental (com pelo menos uma consulta registada em sistema) foi de 715.712.

O número total de consultas da diabetes realizadas pelo SNS em 2018 foi de 2.126.287. Em 2017, registaram-se 2.079.814 e no ano anterior 2.138.478.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), Rui Duarte, destaca, em comunicado, a importância destes indicadores, porque não havia "novos dados sobre o impacto da diabetes em Portugal desde 2015".

"O OND é um instrumento fundamental para conhecermos os números da diabetes ao longo da última década. Importa agora perceber se estamos a diagnosticar atempadamente e a tratar mais e melhor ou se muitos destes casos ainda não são devidamente acompanhados", sublinha Rui Duarte.

Já o director do Observatório Nacional da Diabetes, João Filipe Raposo, salienta a importância de olhar para o número de anos perdidos por cada morte provocada por diabetes: "Os oito anos de vida que a diabetes rouba, os casos de cegueira, amputações e doença renal crónica que continuam a ser elevados deixam-nos um alerta".

"Há muito a fazer no que toca ao tratamento e, sobretudo, à prevenção da diabetes em Portugal. Precisamos de mudar estilos de vida para que o número de casos de diabetes pare de aumentar e de acompanhar melhor os nossos doentes para diminuir o impacto das complicações desta doença", defende João Filipe Raposo.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 13 de Novembro de 2019.

Quase 10% dos portugueses não tem qualquer dente

Quase 10% dos portugueses não tem qualquer dente - 

Mais de 30% dos portugueses não vão ao dentista ou só o fazem em caso de urgência, segundo o Barómetro da Saúde Oral de 2019.

De acordo com os dados a que a Lusa teve acesso, há 6,8% de portugueses que nunca vão a consultas de medicina dentária e 24,8% que só vão em caso de urgência, dados que se têm mantido inalterados desde que o barómetro começou a ser feito, em 2014.

Segundo o barómetro, que vai ser apresentado na sexta-feira no Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, dos que nunca vão ao dentista ou só vão em caso de necessidade, mais de um em cada cinco (22,8%) alega não ter capacidade financeira, um valor que, contudo, baixou relativamente ao ano passado.

Dos inquiridos, 87,4% disseram ter mantido o número de idas ao dentista em 8,4% dos casos aumentaram. Apenas 4,1% revelaram ter diminuído a frequência destas consultas, um valor que baixou relativamente ao ano passado (7,2%).

 

35% não vai ao dentista há mais de um ano

 

Mais de um em cada três portugueses (35,7%) não vai ao dentista há mais de um ano e mais de metade nunca mudou de médico dentista.

“Ainda que os resultados mostrem que os portugueses estão a ir ao médico dentista com maior regularidade, não são novos doentes, são doentes habituais que aumentaram a regularidade das visitas aos consultórios de medicina dentária”, refere o barómetro.

O documento diz ainda que este aumento “pode ser explicado pela subida de pacientes com seguros ou planos de saúde”, que em 2014 eram apenas 4% e agora já chegam aos 15%.

Se quando o barómetro começou a ser elaborado quase três em cada quatro (72%) dos inquiridos consideravam a medicina dentária uma área mais cara do que as outras áreas da saúde, nesta edição o número caiu para pouco mais de metade (54%).

O número de portugueses com a dentição completa mantém-se à volta dos 31%, assim como o de portugueses com falta de todos os dentes (10%).

 

Doentes com dentes de substituição aumentaram

 

Contudo, apesar de o número de portugueses sem dentes naturais se manter em linha com as edições anteriores do barómetro, hoje “já existe maior probabilidade de terem dentes substitutos”, sublinha o documento.

Quase metade (48,6%) dos portugueses com falta de dentes naturais não têm dentes de substituição, quando em 2014 este valor era de 56,1%.

O Barómetro da Saúde Oral 2019 mostra ainda que 27,8% dos portugueses com mais de seis dentes em falta não têm nada a substituí-los.

Segundo o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, “existe hoje uma maior preocupação dos portugueses com a saúde oral, mas há uma percentagem elevada de pessoas que continuam longe dos consultórios de medicina dentária e a probabilidade de serem estas a quem mais faltam dentes naturais sem nada terem a substituir é muito grande”.

“São estas pessoas, por regra com menos recursos e informação, as mais vulneráveis e as que mais precisam de resposta urgente por parte do Ministério da Saúde”, sublinha.

O bastonário lembra que “há 59% de portugueses que não sabem que o Serviço Nacional de Saúde disponibiliza a área de medicina dentária”, um valor que tem vindo a cair face a edições anteriores do barómetro.

Apesar disso, o responsável considera “essencial que haja uma maior divulgação das consultas de medicina dentária nos centros de saúde e que os médicos de família indiquem os doentes em condições de aceder a essas consultas”.

O barómetro deste ano permitiu ainda perceber que nem todos os portugueses escovam os dentes duas vezes por dia, como recomendam as boas práticas da saúde oral, pois apenas 77,6% afirmam cumprir esta indicação.

“Continua a ser notória a maior implementação destes hábitos nas mulheres”, indica o documento.

Embora a maioria dos portugueses escove os dentes pelo menos duas vezes por dia, o uso do fio dentário e de elixir ainda não estão tão enraizados nos seus hábitos.

São apenas 3,7% os que usam o fio dentário duas vezes por dia e 19,7% usa menos de uma vez por semana. Já o elixir é usado duas vezes por dia por 6,5% dos que escovam os dentes segundo as boas práticas da saúde oral, enquanto 26,7% o usa menos de uma vez por semana.

Para os inquiridos pelo barómetro, grávidas, diabéticos e portadores de doenças cardíacas ou respiratórias deveriam ter acesso mais facilitado a cuidados de medicina dentária, por necessitarem de acompanhamento redobrado.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 13 de Novembro de 2019.

Infarmed informa da recolha voluntária de Nasorhinathiol, 0.25 mg ml, gotas nasais, solução

Infarmed informa da recolha voluntária de Nasorhinathiol, 0.25 mg ml, gotas nasais, solução - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) informa no seu portal, que a Sanofi – Produtos Farmacêuticos, Lda. irá proceder à recolha voluntária do lote nº 80034, número de registo 9679704, com o prazo de validade de 12/2019, do medicamento Nasorhinathiol, oximetazolina, gotas nasais, solução, 0.25 mg/ml.

O medicamento será recolhido por terem sido detectadas embalagens nas quais a validade inscrita está incorrecta (12/2020 em vez de 12/2019).

Posto isto, o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização deste lote.

Todas as entidades que possuam este lote de medicamento “não o podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução. Os doentes que estejam a utilizar medicamentos pertencentes a este lote não devem interromper o tratamento. Logo que possível, devem solicitar a sua substituição por uma embalagem pertencente a outro lote”, informa o Infarmed na sua circular.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 12 de Novembro de 2019.

Falta de medicamentos. Infarmed aperta regras e exige ‘stocks’ mínimos

Falta de medicamentos. Infarmed aperta regras e exige ‘stocks’ mínimos - 

Novo regulamento prevê ‘stocks’ mínimos nos distribuidores e a notificação da falta de fármacos num prazo até 24 horas.

O regulamento, que fixa regras e procedimentos para gerir a disponibilidade de medicamentos, foi aprovado em Outubro pelo Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Além de prever as quantidades mínimas de medicamentos que os distribuidores grossistas devem dispor permanentemente, o normativo determina os procedimentos de notificação da falta ou ruptura de fármacos.

De acordo com o regulamento, a notificação da falta de medicamento por farmácias, distribuidores e titulares de autorização no mercado “deve ser feita até 24 horas após a tomada de conhecimento”.

No caso de ruptura, devem os titulares de autorização de introdução do medicamento no mercado notificar o Infarmed com “a antecedência mínima de dois meses em relação à data prevista para início da indisponibilidade” do fármaco no circuito de distribuição, “salvo casos de urgência devidamente justificada”.

Os distribuidores grossistas devem “manter um ‘stock’ mínimo” de medicamentos, não inferior à média mensal das encomendas das farmácias e outras entidades habilitadas a dispensar fármacos.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 8 de Novembro de 2019.

"Portugal é o país da União Europeia que tem mais pessoas com diabetes"

"Portugal é o país da União Europeia que tem mais pessoas com diabetes" - 

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) alertou hoje para o "peso enorme" da diabetes em Portugal, onde diariamente são diagnosticadas cerca 200 pessoas com esta doença, que mata uma pessoa no mundo a cada oito segundos.

O alerta da APDP surge a propósito do Dia Mundial da Diabetes (14 de Novembro) que vai ser assinalado este ano com a campanha de sensibilização 'Diabetes: Proteja a sua família', promovida pela Internacional Diabetes Federation.

"Portugal é o país da União Europeia que tem mais pessoas com diabetes", advertiu o presidente da APDP, José Manuel Boavida, para quem é "urgente mudar este paradigma".

Os dados apontam "um quadro muito negro, de um peso enorme, com mais de um milhão de pessoas com diabetes e cerca de dois milhões de pessoas em risco de ter diabetes", disse o endocrinologista à agência Lusa.

No total, são três milhões de pessoas com diabetes ou pré-diabetes, o que representa 40% da população portuguesa, números que considera "absolutamente esmagadores".

Neste momento, "a diabetes é considerada a quarta causa de morte por si própria", mas a doença está "subestimada na sua importância" porque ela "duplica ou triplica" a mortalidade nas pessoas com cancro, com doença respiratória e doenças cardiovasculares.

Por esta razão, José Manuel Boavida defendeu que a diabetes deve ser assumida como "um risco para a saúde pública" e "não como uma doença com a qual já se lida facilmente" e que já permite uma boa qualidade de vida.

"As pessoas com diabetes necessitam de um acompanhamento cada vez mais rigoroso e principalmente necessitamos de um diagnóstico precoce da diabetes (...) e das suas complicações a fim de minorar os seus impactos seja na mortalidade, nas amputações, na cegueira, nas insuficiências renais", salientou.

O presidente da APDP salientou que mais de metade dos casos de diabetes tipo 2 são possíveis de prevenir com "hábitos simples" que começam em casa, como uma alimentação saudável, a prática de exercício físico e um ambiente familiar saudável.

"A campanha internacional é um alerta para recordar que as famílias têm um papel activo a desempenhar na prevenção e gestão da diabetes e que os profissionais de saúde devem ter acesso a informação e ferramentas para ajudar os doentes e as suas famílias", adiantou.

Apela também para a importância do diagnóstico precoce, uma das principais ferramentas para "prevenir ou adiar complicações que se podem revelar fatais".

"Há dois milhões de pessoas com pré-diabetes que têm que ser diagnosticadas com urgência e isso implica que os centros de saúde e os cuidados primários tenham políticas activas de rastreio dessa população". Isso também implica que "a medicina do trabalho assuma as suas responsabilidades" porque muitas destas pessoas estão em idade activa e não frequentam os centros de saúde.

"A ligação ou mesmo a integração da medicina do trabalho nos centros de saúde tem de ser equacionada e tem que se encontrar formas para que se possa avançar para que este rastreio seja sistematizado e que todas as pessoas tenham possibilidade de acesso", defendeu.

Para o especialista, o Dia Mundial da Diabetes deve representar "um alerta que deve ter consequências ao nível da organização dos cuidados de saúde (...) e da participação das pessoas com diabetes na decisão política".

Por outro lado, "as instituições não devem ficar fechadas sobre si próprias, não devem ter uma limitação da sua actividade. Devem ter permanentemente em atenção as pessoas que têm diabetes e que são o alvo principal de toda a nossa acção".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Novembro de 2019.

Receitas em papel acabam, de vez, em Março. Médicos contestam

Receitas em papel acabam, de vez, em Março. Médicos contestam - 

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) condena a decisão do Ministério da Saúde de acabar com as receitas médicas em papel.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, criticou a “insensibilidade” da tutela e o desconhecimento sobre as dificuldades existentes para a desmaterialização total das receitas médicas a partir de Março de 2020.

“Temos médicos em locais periféricos que receitavam por via manual, porque se deslocavam ao domicílio ou por falhas na cobertura de rede de telecomunicações, o que ainda se verifica em muitos locais”, disse.

zonas do país “sem cobertura adequada de rede de telecomunicações, aumentando ainda mais os obstáculos de quem, perante esta portaria, não terá uma alternativa a usar o computador ou a aplicação do telemóvel”. “É um erro grave imaginar que todos têm as condições adequadas para fazer uso das plataformas informáticas e que todos os doentes estão em condições imediatas de usar”, sublinhou.

Carlos Cortes salientou ainda que existem médicos “com dificuldades” na prescrição informática das receitas, pelo que é uma “grande insensibilidade” restringir a prescrição manual.

O presidente da SRCOM frisa que a “Ordem defende a desmaterialização, mas que tem de olhar para as excepções que sempre existiram e que foram atendidas até ao momento”. “É um erro grave ignorar a dificuldade de alguns médicos que fazem muito pelos seus doentes”, sublinhou o dirigente, salientando que a situação vai criar inacessibilidade de alguns doentes a cuidados médicos.

Para Carlos Cortes, a portaria que restringe “de forma drástica” a prescrição por via manual “cria grandes dificuldades à prática da medicina”, e, portanto, merece “total repúdio”. “Há uma série de excepções que é preciso atender”, reitera.

A SRCOM apela ao Ministério da Saúde e ao SPMS a “voltar atrás e a manter as excepções, que é preciso atender, pois não se pode permitir que se criem dificuldades no acesso dos doentes” aos cuidados médicos.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 7 de Novembro de 2019.