Profissionais de saúde são a fonte de informação em quem as grávidas e puérperas mais confiam

Profissionais de saúde são a fonte de informação em quem as grávidas e puérperas mais confiam - 

82% consideram a opinião dos médicos ‘muito importante’ e 83% consideram a opinião dos farmacêuticos ‘importante’ ou ‘muito importante’.

Um estudo desenvolvido pela Universidade Católica mostra que os profissionais de saúde são a fonte de informação em quem as grávidas e puérperas mais confiam (82% consideram a opinião dos médicos ‘muito importante’ e 83% consideram a opinião dos farmacêuticos ‘importante’ ou ‘muito importante’). Os fóruns digitais são as fontes de informação que as respondentes consideram ter menor grau de credibilidade (apenas 29% os consideram ‘importantes’ ou ‘muito importantes’).

O Estudo intitulado “Preocupações, Mitos e Tabus da Gravidez e do Pós-parto”, conduzido por investigadores da Universidade Católica Portuguesa, procurou compreender melhor as questões de grávidas e puérperas num contexto em que o ambiente digital potencia a existência de uma sobrecarga de informação, a disseminação de notícias falsas e um acesso imediato a conteúdos de saúde sem nenhuma curadoria por parte de profissionais credenciados. A confirmação de uma gravidez é, na maioria dos casos, um momento de grande alegria e expectativa, mas também de dúvidas e inseguranças relacionadas com as mudanças no corpo, o parto, a amamentação, os cuidados com o bebé, o tempo para os cuidados pessoais, o sono, a relação conjugal e a questão universal sobre as capacidades como mãe.

Relativamente aos maiores motivos de preocupação e ansiedade, têm maior peso a saúde do bebé (84%), a recuperação pós-parto (54%), parto (51%) e a amamentação (48%). Quanto aos cuidados de saúde durante a gravidez destacaram-se a utilização de cremes nos cuidados diários de higiene (94%), manter uma alimentação saudável e evitar ganhar peso excessivo (90%). As inquiridas desmentiram, porém, o mito dos “desejos” durante a gravidez. A maioria das inquiridas que já passou pela experiência do parto (n=439) relaciona o parto com uma experiência positiva (60%) e destacam o apoio dos profissionais de saúde nesta fase (82%). No entanto, 71% das respondentes afirmam que, por mais que lessem e se informassem, nunca podiam estar preparadas para uma experiência tão intensa como a do parto.

No inquérito destacam-se também alguns aspectos psicológicos relacionados com preocupações e motivos de ansiedade que registaram taxas de concordância por parte das inquiridas enquanto recém-mamãs (n=408), acima dos 50%, como sejam:

• Não ter tempo para cuidar do corpo e da imagem (63%)

• Sentir-se triste com as alterações no corpo (51%)

• Ter momentos de desespero achando que não seria capaz de tratar do bebé (60%)

• Alterações do humor (82%)

• Dificuldade em descansar e dormir as horas necessárias (81%)

• Sentir pressão social, por exemplo para amamentar (51%)

• Sentir que os familiares e amigos queriam ajudar, mas ainda complicavam mais (60%)

Em complemento a este estudo, , foi conduzido um estudo qualitativo através de uma dinâmica de World Café, junto de um grupo de 18 grávidas e puérperas da região de Lisboa, com uma média de idade de 33 anos, que contribuíram para aprofundar algumas das temáticas do inquérito.

No âmbito da informação recolhida no World Café, destacou-se a vontade de acesso a informação neutra e esclarecedora prestada durante a gravidez e pós-parto por profissionais multidisciplinares. Foram também muitas as participantes que referiram a necessidade de apoio psicológico no pós-parto e, que muitas vezes, a pressão recai mais sobre elas, porque a partir do momento em que o pai “ajuda”, parece que a obrigação de cuidar do bebé é apenas da mãe, quando na verdade é dos dois progenitores. Também é difícil para o pai desempenhar a sua paternidade, pois acaba por ter tantas ou mais dúvidas e dificuldades como a mãe.

Quanto ao relacionamento com o bebé, as participantes no World Café destacaram que a relação entre a mãe e o bebé se constrói e pode não ser imediata, que deveria haver acompanhamento não só da saúde física, mas também psicológica. Foi afirmado que o momento do regresso ao trabalho implica uma ruptura dramática e que existe muita pressão das entidades empregadoras. As participantes destacaram também que a sociedade e a legislação não apoiam as necessidades das famílias.

O Estudo “Preocupações, Mitos e Tabus da Gravidez e do Pós-parto” partiu de uma iniciativa de Barral, marca portuguesa com 184 anos especializada no bem-estar da pele de toda a família, no âmbito do lançamento da gama Barral MotherProtect, que inclui produtos específicos para grávidas (Creme Gordo Óleo de Amêndoas, Loção de Prevenção de Estrias, e Creme Protetor de Mamilos), e surgiu em resultado da necessidade de dar resposta às preocupações das mulheres numa fase tão importante das suas vidas. O estudo foi apresentado no dia 29 de Setembro durante o evento “Barral Family Brunch”.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 01 de Outubro de 2019.

Equipa da MAC vence prémio para investigar restrição do crescimento fetal

Equipa da MAC vence prémio para investigar restrição do crescimento fetal - 

A restrição de crescimento fetal é diagnosticada em cerca de 10% das gravidezes e "resulta da incapacidade de um feto de atingir o seu potencial de crescimento geneticamente predeterminado", ou seja, de crescer tudo aquilo que o seu património genético o deixaria crescer.

Uma equipa da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) venceu um prémio de investigação para estudar os efeitos da heparina de baixo peso molecular na restrição de crescimento fetal, um problema que afecta cerca de 10% das grávidas.

Segundo explicou à agência Lusa a investigadora Catarina Reis, da MAC, a restrição de crescimento fetal é diagnosticada em cerca de 10% das gravidezes e "resulta da incapacidade de um feto de atingir o seu potencial de crescimento geneticamente predeterminado", ou seja, de crescer tudo aquilo que o seu património genético o deixaria crescer.

"A restrição de crescimento fetal não tem qualquer tipo de tratamento disponível e o desfecho destas gestações são muitas vezes desfavoráveis porque estes fetos nascem precocemente e, na maioria dos casos, têm outras alterações associadas, nomeadamente alterações do desenvolvimento neurológico e endocrinológico (...) e podem ter problemas oftalmológicos", disse.

Este problema "é diagnosticado na presença de um feto abaixo do percentil 10 (...), associado ao diagnóstico de uma passagem do sangue que é difícil de fazer da placenta para o feto", acrescentou Catarina Reis, que é médica interna em Ginecologia/Obstetrícia da MAC.

A investigadora sublinha o que a equipa pretende com esta investigação é "tentar encontrar uma forma de melhorar os desfechos da restrição de crescimento fetal, ao dar às grávidas um fármaco para tentar melhorar o fluxo de sangue da mãe para o feto e, assim, poder fazer com que estes fetos nasçam um bocadinho mais tarde e possam ter melhores desfechos".

Com esta bolsa, de 10.000 euros, a equipa conseguiu a maioria do financiamento necessário para a investigação, cujo protocolo vai agora ser submetido às entidades competentes -- comissão de ética nacional e Infarmed -- para poder avançar o ensaio clínico com 120 grávidas seguidas na MAC na consulta de restrição de crescimento fetal.

A restrição de crescimento fetal precoce é geralmente diagnosticada antes das 32 semanas e é um problema que afecta milhares de mulheres em todo o mundo. É uma patologia que se reflecte na falta de oxigénio e nutrientes para o feto.

Esta investigação foi a vencedora da primeira edição do Prémio MSD de Investigação em Saúde, que contou com 100 candidaturas, submetidas por equipas de instituições científicas de todo o país.

Esta edição envolveu mais de 300 profissionais de saúde, de 58 entidades, e a cardiologia, Oncologia e Endocrinologia destacaram-se entre as 28 áreas de interesse dos projectos submetidos para apreciação do júri.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 01 de Outubro de 2019.

Aprovado 1.º tratamento para dermatite atópica moderada/grave em Portugal

Aprovado 1.º tratamento para dermatite atópica moderada/grave em Portugal - 

Novo medicamento inovador, disponível a partir de 1 de Outubro de 2019, traz esperança aos cerca de 34 mil portugueses com esta doença.

O Infarmed aprovou o financiamento do dupilumab, primeiro medicamento especificamente desenvolvido para tratar a dermatite atópica (DA) moderada a grave, uma doença inflamatória da pele crónica sem cura, altamente debilitante e que afecta cerca de 34 mil doentes no nosso país.

O dupilumab é um tratamento biológico inovador responsável pela inibição das interleucinas IL13 e IL4, responsáveis pela inflamação crónica do Tipo 2 que está na base da DA. O tratamento foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento em Setembro 2017 e já está disponível para profissionais de saúde e doentes na maioria dos países europeus.

“É com enorme satisfação que recebemos esta notícia numa data que coincidiu com o  Dia Mundial da Dermatite Atópica, uma efeméride dedicada a sensibilizar para o enorme impacto emocional, físico e social que esta doença tem na vida das pessoas e das suas famílias. Acreditamos que o dupilumab representa uma esperança para as pessoas com dermatite atópica moderada a grave que até ao momento não dispunham de tratamento e que será uma opção terapêutica que pode melhorar a saúde e a qualidade das suas vidas a longo prazo.”, diz-nos Francisco del Val, Diretor Geral da Sanofi Genzyme.

Até à data, as opções terapêuticas para a forma mais grave da DA não eram suficientes para controlar a patologia e não podiam ser usadas de forma continuada devido sobretudo aos efeitos secundários. Pela primeira vez, os doentes com resposta inadequada ou não ilegíveis para tratamento com imunossupressores poderão ter acesso a um medicamento biológico específico para o tratamento da sua doença, que demonstrou uma elevada eficácia e um perfil de segurança adequado.

Sobre o dupilumab

Anticorpo monoclonal humano que actua especificamente na inibição da sinalização hiperativa de duas proteínas essenciais, IL-4 e IL-13, consideradas factores importantes na inflamação persistente subjacente na DA e outras doenças alérgicas ou atópicas.

O dupilumab oferece maior controlo da doença inflamatória crónica permitindo minimizar o prurido, a vermelhidão, a secura da pele, a coceira e as erupções cutâneas.

O medicamento é administrado através de duas injeções subcutâneas no início do tratamento e uma repetição a cada catorze dias, melhorando o controlo da dermatite atópica”.

Sobre a dermatite atópica

A patologia afecta cerca de 1-3% da população adulta, e cerca de 15% a 20% das crianças e adolescentes. Em Portugal, segundo o estudo Nostradamus2, estima-se que existam cerca de 34 mil doentes com DA moderada a grave e destes, cerca 12.5 mil pessoas apresentam DA grave, representando 16% dos adultos com dermatite atópica.

A DA inadequadamente controlada é responsável por um forte impacto físico, emocional, psicológico e socioeconómico.A DA moderada a grave é caracterizada por surtos e erupções cutâneas imprevisíveis que podem cobrir grande parte do corpo e provocam prurido intenso e persistente, vermelhidão, lesões e fissuras, crostas e exsudação. Estes sintomas são muitas vezes causadores de perturbações do sono, ansiedade e depressão.

Dados de um estudo europeu realizado pela EFA (European Federation of Allergy and Airways Diseases Patient’s Associations):

- 1 em cada 4 pessoas sente incapacitada para lidar com a vida;

- 23% não têm uma visão optimista sobre a sua vida;

- 28% das pessoas vivem todos os dias com prurido (comichão) na pele;

- 38% declara-se prejudicado no trabalho por causa da sua pele;

- 45% das pessoas confessa que a dermatite atópica influenciou os seus relacionamentos, vida sexual e hobbies;

- 51% das pessoas tentam esconder a doença.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 30 de Setembro de 2019

Há mais farmácias em Portugal desde o início do milénio. Lisboa e Porto são excepção

Há mais farmácias em Portugal desde o início do milénio. Lisboa e Porto são excepção - 

Todas as regiões do país aumentaram o número de farmácias nos últimos 20 anos. Mas há municípios que não acompanharam esta tendência: Lisboa perdeu 73 farmácias e o Porto 10.

Desde o início do milénio, há mais 231 farmácias em Portugal. Quase todos os concelhos do país aumentaram o número destes estabelecimentos nas últimas duas décadas, salvo cerca de 20 municípios. Entre eles, estão Lisboa e Porto, as cidades que em termos absolutos perderam mais farmácias, segundo os dados disponíveis no Pordata. No entanto, o presidente da Associação Nacional de Farmácias alerta: nem todas estão a funcionar em pleno, 693 encontram-se em risco de fechar.

Em 2001, havia 2888 farmácias abertas e em 2018 eram 3119. O aumento está distribuído por todas as regiões, uma vez que praticamente em todos os concelhos do país abriram novas farmácias, sendo que, durante estes anos, o crescimento foi mais acentuado no norte e no centro.

A tendência inverte-se em poucos concelhos. Lisboa e Porto foram as cidades onde fecharam mais farmácias, na capital encerraram 73 farmácias e na Invicta outras dez. No entanto, estes números não têm o mesmo peso do que em concelhos como Montalegre, Cinfães, Peso da Régua, Nazaré, Batalha, Gouveia e Serpa, que perderam uma ou duas farmácias, o que representa cerca de um quarto dos estabelecimentos que existiam nestas localidades. Resende (distrito de Viseu) é o município onde a redução foi mais significativa: passaram de cinco (em 2001) para duas farmácias (em 2018).

"É verdade que o encerramento de uma farmácia em Lisboa é preocupante, mas é principalmente preocupante para o seu proprietário numa lógica económica. O encerramento de uma farmácia no interior tem muito mais relevância. Numa localidade de um concelho pequeno, deixa um conjunto de pessoas sem serviços", refere Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

693 farmácias em risco de fechar, segundo a ANF

"Os números mostram o número de farmácias em que o alvará existe e não estão encerradas, mas a verdade é que muitas não estão em condições de exercer a sua função, estão debilitadas: têm processos de penhora, de insolvência. Não estão a conseguir cumprir a sua missão". Paulo Cleto Duarte refere-se à falta de medicamentos disponíveis e a um número limitado de funcionários que obriga a horários mais reduzidos.

Há cerca de 693 farmácias identificadas pela associação como estando em risco de fechar (224 com processo de insolvência e 469 com processo de penhora) - quase todas no interior. Portalegre, Santarém e Guarda são os distritos onde há mais estabelecimentos em risco. "Estamos a agravar assimetrias", diz o responsável pelo organismo que representa mais de 90% das farmácias comunitárias de Portugal.

"Desde 2010, que temos uma das crises mais graves do nosso país em termos de farmácias e eu associo isso muito ao facto de termos perdido um terço daquilo que era a sua facturação. O que aconteceu com a liberalização do sector. Nós hoje estamos muito mais próximos da economia do mercado e as farmácias não são viáveis", diz Paulo Cleto Duarte. Por isto, a ANF apresentou em Abril, na Assembleia da República, uma petição para "salvar as farmácias", que contava com mais de 120 mil assinaturas. O sector pede um novo acordo com medidas que garantam a coesão territorial da rede.

Com a introdução dos genéricos, as farmácias perderam receitas na ordem dos 17% por fármaco. A média dos prejuízos por estabelecimento rondará os 3836 euros, segundo um estudo da Universidade de Aveiro, publicado em 2016. No entanto, conseguiram recuperar parte deste custo através de outro tipo de serviços como a vacinação para a gripe, vigilância de diabetes e troca de seringas.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 30 de Setembro de 2019.

Depois de Portugal, Zantac enfrenta entraves nos EUA

Depois de Portugal, Zantac enfrenta entraves nos EUA - 

Ainda este mês o Infarmed anunciou a retirada do medicamento do mercado português, depois de terem sido encontrados vestígios de um agente cancerígeno nestes produtos.

A preocupação sobre o medicamento Zantac e outros produtos farmacêuticos com ranitidina está a crescer. Depois de ter sido suspenso em Portugal, no Canadá, em França e na Suíça, começa agora a desaparecer das prateleiras nos EUA, por conterem vestígios de um conhecido agente cancerígeno em alguns destes fármacos. De acordo com a BBC, a empresa norte-americana CVS Health Corp anunciou este sábado que irá interromper as vendas do popular tratamento para a azia e indigestão Zantac e dos próprios produtos genéricos (CVS Health) que contenham ranitidina.

No início deste mês, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) alertaram para a presença de pequenas quantidades de N-nitrosodimetilamina (NDMA) em medicamentos com ranitidina. O NDMA está classificado como um provável agente cancerígeno, com base em estudos a animais, e pode ser encontrado na água e em alimentos, como carne, lacticínios e vegetais, embora em níveis tão baixos que não deve representar um risco.

Nos EUA, segundo a BBC, a decisão tomada pela CVS Health Corp não é pioneira. Já anteriormente a Walgreens (segunda maior empresa que opera farmácias dos Estados Unidos), Walmart (multinacional norte-americana) e Rite Aid (rede de drogarias) tinham retirado o medicamento das suas lojas.

Um fenómeno que se repete um pouco por todo o mundo. A 20 de setembro, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) anunciou a suspensão imediata do medicamento Zantac do mercado em Portugal - além de três outros: Bloculcer, Ranitidina e Ranitine.

"Na sequência da detecção de uma impureza, N-Nitrosodimethylamine (NDMA), na substância activa ranitidina, o Infarmed determina a recolha e suspensão imediata da comercialização dos lotes de medicamentos (...) O motivo desta determinação decorre da presença em alguns lotes da referida impureza, da classe das nitrosaminas, já identificada em 2018 em alguns fármacos anti-hipertensores", lê-se no comunicado do Infarmed.

Por isso, a autoridade do medicamento alerta que todos os doentes em tratamento com estes medicamentos indicados para a azia, úlcera duodenal ou gástrica e refluxo gastroesofágico devem interromper a toma de imediato e consultar um médico ou farmacêutico. Acrescenta que entidades todas as entidades "que possuam embalagens pertencentes a estes lotes em stock não as podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução".

Também o grupo farmacêutico suíço Novartis disse, ainda este mês, que estava a interromper a distribuição de Zantac em todos os seus mercados, nos quais estão incluídos países como EUA e Canadá.

Em território norte-americano, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) está a investigar se os baixos níveis de NDMA na ranitidina representam um risco à saúde dos pacientes.

Ainda segundo a BBC, os medicamentos estão também a ser suspensos em vários outros países, como França e Canadá.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 30 de Setembro de 2019.

ANF e APIFARMA unem-se para identificar causas e propor soluções

ANF e APIFARMA unem-se para identificar causas e propor soluções - 

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA), através de comunicado, informaram que solicitaram às consultoras hmR Portugal e IQVIA Portugal um estudo para identificar as causas para a falta de medicamentos nas farmácias portuguesas, de modo a propor soluções para resolver esta situação.

Para Paulo Duarte, Presidente da ANF, é urgente “pôr fim à generalizada escassez de medicamentos que se observa nas farmácias”.

Após a realização deste estudo, as farmácias e a indústria farmacêutica disponibilizarão os resultados ao Ministério da Saúde de modo a que se encontrem soluções efectivas para a resolução deste problema.

O Presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, refere que “a Indústria Farmacêutica está empenhada em encontrar justificação e soluções para a falta de medicamentos em Portugal”.

No mesmo comunicado, a ANF e a APIFARMA “reconhecem o importante contributo do INFARMED, durante o presente ano, para a resolução deste problema, reiteram o seu compromisso com a missão de disponibilizar medicamentos seguros e em tempo útil aos cidadãos e apoiam todas as medidas que permitam uma melhoria do acesso dos doentes aos fármacos”.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 30 de Setembro de 2019.