Infarmed alerta para utilização de pilares para implantes dentários

Infarmed alerta para utilização de pilares para implantes dentários - 

Os pilares para implantes dentários do fabricante Edison Medical não devem ser comprados nem usados em Portugal, alertou hoje a autoridade nacional do medicamento (Infarmed), após a congénere francesa ter ordenado a sua retirada do mercado.

"A autoridade competente francesa ordenou a suspensão da colocação no mercado, da distribuição, da importação, da exportação e da utilização, assim como a recolha, dos dispositivos com marcação CE 1023 e rotulagem a indicar o fabricante Edison Medical (...) dado esses dispositivos não cumprirem com os requisitos estabelecidos na legislação aplicável", refere a autoridade nacional do medicamento em comunicado publicado no seu 'site'.

Segundo o Infarmed, estes dispositivos médicos são para "aplicação na área dentária, nomeadamente pilares para implantes dentários", que são parafusos que servem de suporte à prótese.

A autoridade nacional do medicamente alerta também para a retirada do mercado, ordenada pela autoridade competente grega, do algodão hidrófilo Luxe gold line, do fabricante CottonSud Italia di Stasolla Vito, por não cumprir a legislação aplicável.

As micropipetas para fertilização in vitro ICSI (injecção intra-citoplasmática de espermatozóides) do fabricante Monash Biotech Pvt. Ltd também foram proibidas de comercializar pela autoridade competente dinamarquesa por apresentarem "marcação CE indevida".

De acordo com o Infarmed, não foram identificados registos da comercialização destes três produtos em Portugal, mas "atendendo a que existe livre circulação de produtos no Espaço Económico Europeu", o Infarmed recomenda que não sejam adquiridos nem utilizados.

A autoridade nacional do medicamento apela a quem detecte estes produtos em Portugal para reportar a situação à Direcção de Produtos de Saúde do Infarmed.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 24 de Outubro de 2019.

Cientistas testam medicamento que pode revelar-se mais eficaz para tratar gripe

Cientistas testam medicamento que pode revelar-se mais eficaz para tratar gripe - 

Cientistas testaram em animais um novo medicamento que pode revelar-se mais eficaz no tratamento da gripe, ao induzir mutações genéticas nos vírus que causam a infecção impedindo a sua replicação e a sua actividade, foi hoje divulgado.

O novo fármaco foi testado, em furões, contra várias estirpes virais, incluindo as sazonais e as pandémicas, como a gripe suína.

Na experiência, cujos resultados foram divulgados na edição digital da revista médica Science Translational Medicine, os cientistas descobriram que o medicamento inibia de forma eficaz todas as estirpes do vírus analisadas.

Segundo investigadores da Universidade do Estado da Geórgia, nos Estados Unidos, que liderou o trabalho, o fármaco bloqueia a ARN-polimerase, uma enzima que desempenha um papel fulcral na replicação do genoma (informação genética) dos vírus da gripe, gerando mutações.

"Se ocorrem mutações suficientes, o genoma torna-se disfuncional e o vírus não pode ser replicado", refere um comunicado da universidade norte-americana.

Os ensaios clínicos do fármaco devem iniciar-se no próximo ano.

A gripe é uma infecção viral que afecta principalmente as vias respiratórias. Os vírus da gripe estão em constante alteração, pelo que a imunidade dada pelas vacinas não é duradoura, sendo as pessoas aconselhadas a vacinarem-se todos os anos, sobretudo crianças, idosos, doentes crónicos e profissionais de saúde.

A doença manifesta-se por febre alta, dores musculares, articulares e de cabeça, inflamação dos olhos e tosse seca.

De acordo com o comunicado da Universidade do Estado da Geórgia, a eficácia dos medicamentos anti-gripais fica comprometida com a rápida e emergente resistência dos vírus da gripe aos fármacos.

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 24 de Outubro de 2019.

Cancro é a doença que mais preocupa portugueses (sobretudo no pulmão e mama)

Cancro é a doença que mais preocupa portugueses (sobretudo no pulmão e mama) - 

Um quarto dos portugueses entrevistados refere o cancro do pulmão como o tipo de doença oncológica que maior preocupação causa, logo seguido do cancro da mama, com 21%.

O cancro é a doença que mais preocupa os portugueses e os tumores do pulmão e mama são os que causam mais apreensão, segundo um estudo a nível nacional baseado em entrevistas presenciais a mais de mil adultos.

Um quarto dos portugueses entrevistados refere o cancro do pulmão como o tipo de doença oncológica que maior preocupação causa, logo seguido do cancro da mama, com 21%.

O estudo, realizado pela consultora GFK para uma farmacêutica, vai ser esta quinta-feira apresentado no âmbito das comemorações dos 10 anos da Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão -- Pulmonale.

Dentro dos vários tipos de tumor, seguem-se depois nas preocupações dos portugueses o cancro do pâncreas, o da próstata, o do intestino ou colorretal e o do estômago, segundo os dados a que a agência Lusa teve acesso.

Nas entrevistas realizadas para o estudo, a saúde surge como tema que maior atenção merece, seguido da justiça e da educação, numa análise que pretende aferir o conhecimento da população sobre avanços na área da saúde.

O responsável pelo estudo, António Gomes, explicou à agência Lusa que a questão sobre os "assuntos que merecem mais atenção" foi posta de forma aberta, sem limitação de temas.

Dentro da área da saúde, 86% dos inquiridos elegeu o cancro como a doença que maior preocupação ou atenção merece. Seguem-se depois as doenças cardiovasculares, a diabetes e a esclerose múltipla.

Entre as razões para o facto de o cancro ser o maior factor de preocupação surge o facto de ser "uma doença com elevada mortalidade".

De todos os tipos de cancro o do pulmão é o mais receado pelos portugueses inquiridos neste estudo.

A presidente da associação Pulmonale encara sem surpresa que o cancro do pulmão seja considerado como o mais preocupante, já que "é o mais mortífero em todo o mundo e continua a ter uma evolução preocupante, com crescimento de casos nas mulheres".

Em declarações à Lusa, Isabel Magalhães refere que esta percepção dos portugueses está muito ligada ao facto de, durante muitos anos, o diagnóstico de cancro do pulmão ser "quase uma sentença de morte", embora nos últimos anos tenha havido evoluções na inovação terapêutica que dão mais anos de vida e com maior qualidade.

Quase quatro em cada 10 dos mais de mil entrevistados no estudo consideram que a inovação na área da saúde é equivalente à das outras áreas, enquanto 21% defende que é maior na saúde. Para os inquiridos, a inovação em saúde significa sobretudo o surgimento de terapêuticas mais eficazes, essencialmente na oncologia.

Quanto à imunoterapia, um tratamento considerado inovador para o cancro, apenas 20% dos inquiridos conhecem ou já ouviram falar deste tratamento, embora muitos não saibam explicar em que consiste.

A presidente da Pulmonale reconhece que o estudo vem demonstrar que há ainda um desconhecimento generalizado em relação à imunoterapia, embora destaque que 86% dos inquiridos admite ser importante ter mais conhecimento sobre o assunto.

Em termos genéricos, a imunoterapia é uma forma considerada inovadora de tratamento para o cancro, através da qual se induz uma activação do sistema imunitário. As células do próprio organismo, que o defendem naturalmente contra as infecções, serão estimuladas a defendê-lo também contra o cancro.

O estudo mostrou ainda que a quase totalidade dos inquiridos (91%) refere a quimioterapia como o tratamento mais usado para tratar o cancro, surgindo a radioterapia em segundo lugar.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 24 de Outubro de 2019.

Carreira Especial Farmacêutica alargada aos Açores

Carreira Especial Farmacêutica alargada aos Açores - 

A Carreira Especial Farmacêutica foi alargada hoje também aos Açores, com a assinatura de acordos colectivos entre o sindicato, a secretaria regional da Saúde e os três hospitais da região.

"Na prática, permite regulamentar melhor as especialidades dos farmacêuticos e o modo como elas são exercidas, nomeadamente, vai permitir, com a publicação de um novo diploma, que diz respeito à residência farmacêutica, fazer a formação de especialidades no Serviço Nacional de Saúde", adiantou, em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, Henrique Reguengo.

O sindicalista falava em Angra do Heroísmo, à margem da assinatura dos acordos colectivos, cerimónia que integrou o programa de uma visita de três dias do Governo Regional dos Açores à ilha Terceira.

O decreto-lei que estabelece o regime legal da carreira farmacêutica foi publicado em 30 de Agosto de 2017, "após muito tempo de luta e negociações", e a implementação da carreira no continente português decorreu em Março de 2018.

Com a assinatura destes acordos, que entrarão em vigor no mês seguinte à sua publicação em Jornal Oficial, os farmacêuticos passam a ter também uma carreira especial nos Açores, faltando apenas estender essa condição à Região Autónoma da Madeira.

Segundo Henrique Reguengo, os acordos não trazem mudanças salariais, mas permitem regulamentar o modo do exercício farmacêutico nas suas diferentes especialidades nos serviços públicos: farmácia hospitalar, análises clínicas e genética humana.

"Normalmente, as carreiras são vistas como um modo de os trabalhadores alcançarem benesses. Neste caso, os farmacêuticos deram tanto valor a conseguirem estruturar a sua profissão no Serviço Nacional de Saúde de um modo coerente que cederam, numa altura em que o país estava em crise e não havia propriamente disponibilidade, nem abertura do Governo para poder alterar essa matéria, a fazer toda a negociação de todos os outros pontos, sem que houvesse alteração remuneratória", salientou.

Ainda assim, o sindicalista frisou que as outras carreiras da área da saúde tiveram adaptações nos últimos 10 anos, alegando que os farmacêuticos também terão de ver o seu vencimento adequado às suas competências no futuro.

"Obviamente que isso não poderá ser feito 'sine die'. Vai haver uma altura em que temos de olhar para a estrutura para vermos o que se passa lá fora para nos apercebermos que o vencimento dos farmacêuticos não tem nada a ver com as suas competências técnico-científicas", frisou.

Segundo a secretária regional da Saúde dos Açores, Teresa Machado Luciano, a carreira especial vai permitir "atribuir melhores condições de exercício profissional aos farmacêuticos".

"Reconhecemos, desta maneira, o elevado grau de especialização e o importante papel destes profissionais. Criamos condições mais favoráveis, tanto para os serviços, como para os trabalhadores", sublinhou.

Os acordos, que definem a organização do tempo de trabalho, o trabalho suplementar, a actividade sindical, a formação profissional, a segurança e saúde no trabalho e os serviços mínimos em situação de greve, serão aplicados não só aos farmacêuticos com vínculo de emprego público, como aos que têm contrato individual de trabalho, nos hospitais que são entidades públicas empresariais.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Outubro de 2019.

Mais de 5 milhões medicam-se contra a constipação ou gripe

Mais de 5 milhões medicam-se contra a constipação ou gripe - 

Entre 2012 e 2016, o consumo deste tipo de medicamentos teve uma quebra contrariada nos três últimos anos.

Entre os incómodos que vêm com o frio, estão as clássicas gripes e constipações. Os vírus responsáveis pela gripe e pela constipação são distintos: a gripe é uma doença aguda viral que afecta especialmente as vias respiratórias e a sua transmissão é feita através de espirros, tosse ou contacto directo; e a constipação é mais comum e mais ligeira e trata-se de uma infecção das vias respiratórias superiores provocada por um vírus.

Um estudo realizado pela Marktest dá conta que nos últimos 12 meses, 5 milhões e 135 mil indivíduos tomaram medicamentos para a constipação ou gripe, o que representa 60% dos residentes no Continente com idade igual ou superior a 15 anos. 

De acordo com grupo, entre 2012 e 2016 o consumo deste tipo de medicamentos sofreu uma quebra. Quebra essa que tem vindo a ser contrariada nos últimos três anos.

O estudo afirma que apesar do consumo destes medicamentes ser bastante homogéneo geograficamente, os residentes no Litoral Centro e no Sul, assim como os indivíduos das classes mais baixas apresentem taxas acima da média. Ao nível das idades, o consumo é maior junto dos indivíduos dos 45 aos 54 anos.

Os dados mostram ainda que a marca  Cêgripe é a mais utilizada pelos portugueses no combate a estas doenças, a que se seguem a Antigrippine, Ilvico e Griponal.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Outubro de 2019.

Nutricionistas alertam para importância de pequeno-almoço diário e com fruta nas crianças

Nutricionistas alertam para importância de pequeno-almoço diário e com fruta nas crianças - 

A bastonária dos nutricionistas diz que as crianças devem fazer diariamente um pequeno-almoço que inclua fruta, que segundo um estudo hoje divulgado apenas faz parte da primeira refeição de 17% dos mais pequenos.

Em declarações à agência Lusa a propósito de um estudo que indica que 99,6% das crianças inquiridas tomam o pequeno-almoço em casa, a maior parte com leite e pão ou cereais com leite, e que apenas 17% come fruta nesta refeição, Alexandra Bento sublinha a importância de a fruta fazer sempre parte da primeira refeição do dia.

Sublinhando que os dados deste estudo contrariam informações disponíveis de outras investigações, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas afirma: “Apesar destes dados, sabemos que há crianças mais carenciadas, provenientes de famílias com mais dificuldades económicas, que vão para a escola sem pequeno almoço”.

“O pequeno-almoço deve integrar vários grupos de alimentos (…) e a fruta deveria estar presente no pequeno almoço de todas as crianças”, afirmou a responsável.

Segundo os dados recolhidos por este estudo, que incluiu inquéritos presenciais a 1.086 pais/cuidadores de crianças dos três aos 10 anos de idade em Portugal continental e na Madeira, 99,6% das crianças abrangidas tomam pequeno almoço diariamente, mas apenas 17% consome fruta a esta refeição.

Diz também que mais de metade das crianças abrangidas (57,2%) bebe leite ao pequeno-almoço, 47,2% come pão e 31,3% cereais, acrescentando que o consumo de fruta é mais frequente nas crianças cujo pequeno almoço habitual é apenas leite simples (22% dessas crianças come fruta).

“A fruta deveria estar presente no pequeno-almoço de todas as crianças”, afirma Alexandra Bento, sublinhando que “com mais literacia os pais acabam por transmitir aos seus filhos que o leite, pão e fruta deverá ser a melhor solução para os seus pequenos almoços sempre”.

Por outro lado, a responsável refere que os casos em que a opção dos pequenos almoços são os cereais (22,4% nas crianças dos 3 aos 5 anos e 36,3% dos 6 aos 10 anos), habitualmente mais rápidos de preparar, “exigem mais literacia dos pais”.

“Isto exige mais atenção e mais literacia porque nos cereais há uma panóplia tão grande que é preciso os pais conhecerem o alimento. Temos cereais encharcados de açúcar e sal, como temos cereais de pequeno-almoço com pouco açúcar, sem sal e até com cereais integrais. É preciso saber olhar para o rótulo e saber escolher”, afirmou.

Alexandra Bento lembra que o pequeno-almoço é uma refeição muito importante, que deve rondar 20 a 25% do valor energético do dia da criança, com 300 a 400 calorias, num conjunto de alimentos dos diferentes grupos, e que para isso é preciso ter famílias conscientes e atentas a esta refeição.

O estudo, elaborado por uma empresa de consultoria científica na área da saúde entre abril e junho deste ano, indica que a maioria dos pais/cuidadores inquiridos atribui importância máxima, numa escala de 1 a 6, ao pequeno-almoço no que diz respeito à saúde (81%), crescimento (79%) e atenção/concentração da criança (74%). Esta última variante é mais valorizada nos pais de crianças entre os 6 e os 10 anos de idade.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 23 de Outubro de 2019.