Doentes com cancro na bexiga estão sem medicamento

Doentes com cancro na bexiga estão sem medicamento - 

Bacilo de Calmette e Guérin para tratar doença está esgotado.

Os doentes oncológicos com cancro na bexiga estão a ser tratados, na fase posterior à remoção do tumor, com métodos alternativos, devido ao medicamento Bacilo de Calmette e Guérin estar esgotado.

"Foi comunicada pelo nosso fornecedor a impossibilidade de manter o normal fornecimento da referência, devido a problemas no fabrico do medicamento. Situação análoga foi reportada pelo fornecedor alternativo", disse ao CM fonte do Hospital São João, no Porto, que fala numa situação "transversal a todo o País e a países europeus".

"Apesar do problema, foi possível adquirirmos algum produto com origem alemã", acrescentou. O hospital prevê a regularização do fornecimento ainda este ano.

Nos últimos anos verificaram-se rupturas pontuais. As aquisições foram sendo alternadas entre um e outro laboratório, mas este ano o corte foi total.

Por sua vez, a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla pede, em carta aberta, que os doentes tenham acesso aos medicamentos inovadores, que estabilizem a doença e permitam maior qualidade de vida.

Em resposta, a Autoridade do Medicamento - Infarmed diz que os doentes com esclerose múltipla têm acesso a todos os remédios autorizados na Europa e que há "um medicamento que está em avaliação".

 

Fonte:  Site do Jornal "Correio da Manhã" e autor em 20 de Setembro de 2019

Cuidadores informais e pessoas cuidadas com informação online a partir de hoje

Cuidadores informais e pessoas cuidadas com informação online a partir de hoje - 

Da informação disponível para os cuidadores e pessoas cuidadas, surgem vídeos, manuais, relatórios e aplicações para smartphones bem como ofertas informativas “que contribuem para facilitar e ajudar tanto os cuidadores como as pessoas cuidadas”.

O Portal ePortugal disponibilizou esta sexta-feira, 20 de Setembro, uma área dedicada aos cuidadores e pessoas cuidadas, de forma a evidenciar os seus direitos e benefícios, bem como medidas de apoio e serviços e respostas a vários níveis para “proporcionar às pessoas envolvidas um maior conhecimento da situação específica em que se encontram”, indica o comunicado conjunto dos ministérios da Saúde e do Trabalho, Solidariedade Segurança Social.

A área dos cuidadores disponibiliza informações sobre cuidados de saúde e de apoio social, além dos serviços onde os mesmos podem ser prestados e as abordagens temáticas em função de situações concretas.

Da informação disponível para os cuidadores e pessoas cuidadas, surgem vídeos, manuais, relatórios e aplicações para smartphones bem como ofertas informativas “que contribuem para facilitar e ajudar tanto os cuidadores como as pessoas cuidadas”.

“Está também disponível informação sobre benefícios, apoios e outras prestações no âmbito da Segurança Social e da Saúde, um conjunto de Perguntas Frequentes, contactos e linhas de apoio”.

Com esta área pretende atender às necessidades e expectativas dos cuidadores e das pessoas cuidadas, para contribuir para a “promoção da sua qualidade de vida”. “A área dos cuidadores pretende ser também uma ferramenta útil para os profissionais com especial interesse nesta área”, indica o comunicado.

O estatuto do cuidador informal foi publicado no passado dia 6 de Setembro e “vem regular os direitos e os deveres do cuidador e da pessoa cuidada, estabelecendo as respectivas medidas de apoio”, apesar de ainda estar a decorrer o prazo para a especificidades da regulamentação.

A área dos cuidadores é uma medida presente no Simplex+, da responsabilidade das áreas governativas, saúde, segurança social e modernização administrativa.

 

Fonte:  Site do "Jornal Económico" e autor em 20 de Setembro de 2019

Médicos mais jovens estão menos disponíveis para fazer interrupções voluntárias de gravidez. Alegam objecção de consciência

Médicos mais jovens estão menos disponíveis para fazer interrupções voluntárias de gravidez. Alegam objecção de consciência - 

Médicos mais jovens declaram-se objectores de consciência, mas não há números oficiais sobre quantos são. Especialistas dizem que falta de recursos humanos e valorização dificulta processo.

Os médicos mais jovens estão menos disponíveis e motivados para colaborar nas consultas e intervenções de interrupção voluntária de gravidez (IGV). Muitos declaram-se objectores de consciência, mas não há dados oficiais que indiquem exactamente quantos são. O Público noticia esta sexta-feira que a Ordem dos Médicos estimou em 2011 que, em cerca de cinco mil, seriam 1.300 os médicos que invocavam a objecção de consciência — mas não tem dados sobre o cenário actual. Já a Ordem dos Enfermeiros aponta para 285 objectores de consciência.

Ainda segundo o mesmo jornal, o número de interrupções voluntárias de gravidez está em queda desde 2012, tendo atingido o valor mais baixo em 2017: 14.889. Este número de IGV coloca Portugal abaixo da média europeia.

A especialista em ginecologia e obstetrícia Teresa Bombas diz ao Público que “é difícil motivar os profissionais mais jovens” para esta intervenção. A despenalização da IGV por opção da mulher até às dez semanas de gestação entrou em vigor em 2007 e Teresa Bombas e conta que, nessa altura, o processo era mais fácil: muitas mulheres pediam ajuda devido a complicações resultantes de abortos clandestinos. Mas a especialista adianta que, hoje, a falta de recursos humanos dificulta as IGV.

Ana Campos, ex-directora clínica adjunta da Maternidade Alfredo da Costa, refere, ainda, que a interrupção da gravidez não oferece valorização curricular aos médicos que estão a fazer a especialidade.

O Bloco de Esquerda vai perguntar ao Ministério da Saúde que avanços houve desde 2018, altura em que o partido liderado por Catarina Martins detectou vários problemas no encaminhamento das mulheres e reclamou que fossem asseguradas de acesso à IGV em todos os agrupamentos de centros de saúde.

 

Fonte:  Site do Jornal "Observador" e autor em 20 de Setembro de 2019

Associações querem maior acesso a medicamentos inovadores para esclerose múltipla

Associações querem maior acesso a medicamentos inovadores para esclerose múltipla

É divulgada hoje uma carta aberta a defender maior acesso a medicamentos inovadores.

Associações representativas dos cidadãos com esclerose múltipla divulgam hoje uma carta aberta em que defendem um maior acesso a medicamentos inovadores e que cada doente tenha um plano integrado de gestão da doença.

Na carta de princípios orientadores que hoje apresentam, a que a agência Lusa teve acesso, as associações pretendem assegurar que os portugueses que vivem com esta doença neurológica crónica, inflamatória e degenerativa "tenham assegurados os seus direitos enquanto cidadãos".

"É muito importante que os doentes com esclerose múltipla tenham acesso aos medicamentos inovadores, que estabilizam a doença e permitem uma maior qualidade de vida, não só para quem tem o diagnóstico, mas para todos aqueles que os acompanham", afirmou o presidente da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM).

Alexandre Guedes Silva recorda que esta semana, num congresso internacional, foram apresentados resultados muito importantes com diversos medicamentos que "ainda não estão disponíveis para os doentes portugueses".

"Há estudos que mostram, por exemplo, que é possível manter autonomia e adiar a utilização de cadeira de rodas se os tratamentos adequados forem utilizados desde o início da doença. Isto tem um impacto muito significativo na vida das pessoas e das suas famílias. Temos de assegurar que os doentes portugueses têm acesso a estes tratamentos", acrescenta Alexandre Guedes da Silva.

Na carta aberta, que é apresentada em Lisboa, na sede da SPEM, as associações defendem uma maior consciencialização sobre a esclerose múltipla, "incluindo a natureza invisível dos sintomas da doença", e a definição de "normas nacionais para o diagnóstico precoce, tratamento e elegibilidade para uma melhor protecção social" destes doentes.

"No caso de suspeita de esclerose múltipla, as pessoas devem ser imediatamente encaminhadas para um médico especialista na doença que garanta o acesso aos melhores tratamentos em tempo útil e de forma equitativa", consideram.

Defendem também que todos as pessoas com esclerose múltipla "devem ter acesso a um plano integrado de gestão da doença", que inclua formação, acesso adequado a serviços de reabilitação e/ou psicológicos e aos melhores tratamentos "de forma atempada e adequada a cada caso", bem como a uma monitorização contínua deste plano.

Pretendem ainda ver reconhecido o papel "do cuidador e dos seus benefícios indirectos para a sociedade" e concretizado o registo nacional da doença, "que capture todos os seus aspectos (...), caracterizando a progressão e medindo a qualidade de vida do doente e seu agregado familiar".

Entre os princípios orientadores está igualmente a necessidade de garantir condições flexíveis de educação e emprego para as pessoas afectadas pela doença, sejam doentes, cuidadores ou familiares, incluindo medidas para mitigar o sistema.

"Estas medidas abrem caminho para que o cidadão com esclerose múltipla veja reconhecidos pela sociedade e implementados pelo Governo os passos necessários à sua integração plena na comunidade, sem discriminação nem estigma", consideram.

A esclerose múltipla é uma doença crónica, auto-imune, inflamatória e degenerativa, que afecta o sistema nervoso central, particularmente a mielina, uma bainha que rodeia, alimenta, protege e isola electricamente as extensões dos neurónios, permitindo a rápida transmissão de impulsos.

Segundo a SPEM, a diversidade de sintomas e a ausência de indicadores específicos dificultam o diagnóstico.

A doença surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade e afeta com maior incidência as mulheres.Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2,5 milhões de pessoas com esclerose múltipla e em Portugal mais de 8.000.

 

Fonte:  Site "sicnoticias.pt" e autor em 19 de Setembro de 2019.

Medicamentos autorizados na Europa para esclerose múltipla estão disponíveis em Portugal

Medicamentos autorizados na Europa para esclerose múltipla estão disponíveis em Portugal - 

A garantia é dada pelo Infarmed.

O Infarmed garante que todos os medicamentos autorizados na Europa para esclerose múltipla estão disponíveis em Portugal e que mesmo o fármaco que está em avaliação para financiamento no SNS tem sido dado aos doentes através de autorizações excepcionais.

Em declarações à agência Lusa a propósito da carta aberta hoje divulgada pelas associações representativas das pessoas com esclerose múltipla e em que é defendido um maior acesso aos medicamentos inovadores, o presidente do Infarmed garante que os doentes em Portugal têm acesso a todos os medicamentos autorizados na Europa.

"Nesta área da esclerose múltipla, todos os medicamentos que estão autorizados a nível europeu estão actualmente disponíveis em Portugal. Não há nenhum que não esteja disponível", garante Rui Ivo, sublinhando que mesmo o medicamento que está actualmente em avaliação para financiamento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem sido facultado aos doentes através de autorizações de uso excepcional.

"Temos medicamentos aprovados no ano passado e temos actualmente um medicamento da empresa Roche, que está em avaliação, mas também está a ser dado aos doentes através do mecanismo de acesso especial", afirmou Rui Ivo, acrescentando que em cerca de ano e meio foram dadas perto de uma centena de autorizações especiais.

No medicamento que está ainda em avaliação, o que o Infarmed está a fazer é negociar com a empresa (Roche) as questões de financiamento para acesso através do SNS.

"Esta avaliação foi pedida Janeiro de 2018, terminou em Julho deste ano e, desde aí para cá, temos estado em negociação. Durante este período [de avaliação] foi pedido esclarecimento à empresa e isso demorou quase metade do tempo. Mas é um processo normal", afirmou.

O responsável da autoridade do medicamento disse ainda que o Infarmed está a participar na avaliação de um outro fármaco, que está "na fase final de avaliação na Agência Europeia".

 

Fonte:  Site "sicnoticias.pt" e autor em 19 de Setembro de 2019.

Estado já gastou 8,7 milhões de euros em vacinas contra gripe

Estado já gastou 8,7 milhões de euros em vacinas contra gripe - 

Até ao momento foram celebrados 16 contratos.

O Estado já gastou mais de 8,7 milhões de euros em vacinas da gripe para a época que se aproxima (2019/2020).

A Administração Regional de Saúde do Norte foi a que mais gastou, com mais de 3,5 milhões de euros em dois contratos com duas farmacêuticas para distribuir as vacinas por vários centros de saúde e hospitais da região Norte.

Em Lisboa, foram gastos mais 3,2 milhões de euros, segundo os contratos assinados pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e que podem ser consultados no Portal BASE dos contratos públicos.

Para o Alentejo foram gastos 200 mil euros. A maior parte dos contratos é para a aquisição de vacinas contra a gripe tetravalente, que é indicada para adultos e que deve imunizar contra a gripe A (H1N1 e H3N2) e contra vários tipos de gripe B (nomeadamente o Yamagata e o Victoria).

A vacina contra a gripe trivalente é aconselhada para menores de três anos, também possui dois tipos de gripe A, mas apenas um tipo de gripe B.

No total, e até ao momento, foram celebrados 16 contratos para a aquisição de milhares de doses de vacinas.

 

Fonte:  Site do "Correio da Manhã" e autor em 18 de Setembro de 2019