Medicamento para a artrite reduz mortalidade em casos graves de covid

Medicamento para a artrite reduz mortalidade em casos graves de covid - 

O tocilizumab, medicamento para artrite, reduz o risco de morte por Covid-19 em doentes graves, de acordo com os resultados de um estudo que os especialistas consideram um desenvolvimento "importante" na luta contra a doença.

O programa de pesquisa RECOVERY, sediado na Grã-Bretanha, que investiga os tratamentos contra a Covid-19, disse que esta descoberta pode ter um efeito significativo nas taxas de sobrevivência nos hospitais durante a pandemia.

O estudo incluiu mais de 2.000 pacientes que receberam o tocilizumab por via intravenosa, em comparação com quase 3.000 que receberam apenas os cuidados normais, como suporte de oxigénio e ventilação.

Mais de 80 por cento de todos os pacientes também estavam a receber tratamentos com esteróides, como a dexametasona, que já havia demonstrado em estudos anteriores diminuir o risco de morte.

A equipa responsável pelo ensaio revelado esta quinta-feira disse que o tocilizumab reduziu "significativamente" a mortalidade nos doentes graves.

Dos pacientes que receberam o medicamento, houve 596 (29 por cento) que morreram em 28 dias, em comparação com 394 (33 por cento) dos pacientes que morreram no grupo de controlo.

"Ora, isso é uma redução no risco de morte de cerca de um sexto ou um sétimo", disse Martin Landray, professor de Medicina e Epidemiologia do Departamento de Saúde Populacional de Nuffield da Universidade de Oxford.

"A mortalidade é importante, mas há outras coisas que importam também, como a oportunidade de deixar o hospital mais cedo", disse Landray.

Os dados mostraram que entre os pacientes que requerem oxigénio e sofrem de inflamação significativa, o tratamento com tocilizumab e dexametasona reduziu a mortalidade em cerca de um terço.

Descobriu-se também que os doentes a necessitar de ventilação têm um risco de morte cerca de 50% menor quando tratados com esta combinação dos dois medicamentos.

E, dos pacientes que não estavam em ventilação invasiva ao entrar no estudo, o tocilizumab reduziu a chance de eles progredirem para necessitar de um ventilador de 38 por cento para 33 por cento.

"Havia evidências muito fortes de que, ao dar tocilizumab, poderíamos aumentar a chance de alguém receber alta vivo, dentro do primeiro mês", disse Landray.

"O avanço mais significativo desde a dexametasona"

Anthony Gordon, Professor de Anestesia e Cuidados Críticos e NIHR Research Professor no Imperial College of London, no Reino Unido, deu as boas-vindas aos resultados.

"Esta é uma óptima notícia", disse ele.

"Sabemos que aproximadamente 4.000 pacientes graves já foram tratados com tocilizumab no Reino Unido. Agora, ainda mais doentes poderão beneficiar deste tratamento", acrescentou Gordon, que não esteve envolvido na pesquisa.

A pandemia viu uma corrida global para identificar tratamentos eficazes para casos graves e que não provoquem reacções adversas.

Apesar de dezenas de testes com vários medicamentos existentes, até esta quinta-feira o único medicamento que tinha mostrado eficácia significativa no tratamento da Covid-19 era a dexametasona.

"Depois da dexametasona, este é o avanço mais significativo no tratamento da COVID, que tem impacto na redução de mortes", disse Athimalaipet Ramanan, professor de Reumatologia Pediátrica da Universidade de Bristol, também no Reino Unido.

Landray disse que, em comparação com a primeira onda de pandemia, onde não havia tratamentos comprovados com Covid-19 para doentes hospitalizados, tanto o tocilizumab quanto a dexametasona oferecem alguma esperança.

"Agora podemos reduzir o risco de morte de um terço para até a metade, dependendo do paciente", disse ele.

"Isso é bom para os pacientes e bom para os serviços de saúde, no Reino Unido e internacionalmente."

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 12 de Fevereiro de 2021.

Covid-19: Farmacêuticos ajudam a testar toda a população de Castro Marim

Covid-19: Farmacêuticos ajudam a testar toda a população de Castro Marim - 

A Câmara Municipal de Castro Marim, no Algarve, vai testar massivamente toda a população dos munícipes interessada em fazer. Para isso, adquiriu quatro mil testes rápidos de antigénio para a COVID-19.

A acção vai decorrer nos dias 13 e 14 de Fevereiro, em sistema drive-thru e conta com o apoio de farmacêuticos, médicos e médicos-dentistas, que se voluntariaram para a operação.

“Face ao agravamento dos casos no concelho de Castro Marim (2000 casos por 100.000, o concelho do Algarve com maior risco pandémico) e o clima de pânico da população, decidimos avançar com a testagem massiva”, explica Francisco Amaral, presidente da Câmara, médico de profissão.

Para o farmacêutico Ricardo Pereira, delegado da ANF no Algarve, “os profissionais de saúde estão unidos na promoção da saúde dos cidadãos da região nesta dramática situação pandémica”.

Francisco Amaral sublinha o apoio “dos profissionais de saúde que se ofereceram para realizar os testes junto da população”.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 12 de Fevereiro de 2021.

Até à próxima semana, UE deve chegar a acordo para compra da Novovax

Até à próxima semana, UE deve chegar a acordo para compra da Novovax - 

União Europeia está em conversações com os advogados da empresa para garantir aquele que será o seu sétimo acordo para a aquisição de vacinas contra a Covid-19.

Bruxelas prevê chegar a acordo ainda esta semana ou na próxima para a compra da vacina Novavax, avança a Reuters.

Em Dezembro já se havia realizado negociações preliminares para a reserva de 100 milhões de doses desta vacina, com a opção de adquirir posteriormente mais 100 milhões.

"As conversações intensificaram-se e a vontade é a de encerrar este assunto esta ou na próxima semana", asseguram fontes próximas ao processo.

Os ensaios clínicos da vacina contra a Covid-19 da Novavax mostraram uma eficácia de 89,3%, declarou a empresa de biotecnologia norte-americana num comunicado, que divulgou os resultados dos testes de fase 3, no final de Janeiro.

Dias depois a Comissão Europeia revelava que ia investir 416 milhões de euros para aquisição das vacinas contra o SARS-CoV-2 da Valneva e da Novavax. Se se chegar a acordo com esta última, este será o sétimo a ser selado pela UE com fabricantes de vacinas para o fornecimento de doses contra a Covid-19. Bruxelas já chegou a acordo a AstraZeneca, Johnson & Johnson, Pfizer-BioNTech, CureVac, Moderna e Sanofi-GSK para um total de cerca de 2,3 mil milhões de doses.

Depois de uma semana de disputas com a AstraZeneca, por causa dos atrasos desta farmacêutica na distribuição da vacina à UE no primeiro trimestre deste ano, a directora-geral da Saúde do executivo comunitário, Sandra Gallina, defendeu o sistema colocado em marcha pela Comissão Europeia para reservar fármacos de vários laboratórios, antes de saber quais teriam maior eficácia contra o novo coronavírus.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 11 de Fevereiro de 2021.

Medicamento para asma reduz hospitalização por Covid-19 em 90%

Medicamento para asma reduz hospitalização por Covid-19 em 90% - 

Um medicamento comum usado para tratar a asma diminui em 90% a probabilidade de um doente com Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, necessitar de internamento hospitalar, dizem os especialistas.

A Budesonida também encurta o tempo de recuperação da infecção, de acordo com uma nova pesquisa.

Este esteróide é normalmente dado a pessoas com asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) e é vendido sob o nome de Pulmicort.

O Pulmicort é inalado através de um soprador, mas a Budesonida também vem em comprimidos, grânulos ou espuma rectal e é receitada para tratar vários problemas de saúde. 

Durante a primeira vaga da pandemia, investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, decidiram estudar o fármaco ao notarem que poucas pessoas com doenças respiratórias crónicas estavam a ser hospitalizadas devido à Covid-19. 

Em muitos dos casos estes indivíduos estavam a tomar o esteróide - originalmente produzido pela farmacêutica AstraZeneca, que também desenvolveu uma vacina contra o SARS-CoV-2 juntamente com a Universidade de Oxford. 

No estudo metade dos 146 participantes receberam Budesonida no prazo de sete dias após experienciarem sintomas de infecção pelo novo coronavírus.

O estudo, que durou 28 dias, descobriu que aqueles que inalaram a droga farmacológica apresentavam um risco 90% menor de precisarem de cuidados urgentes ou de hospitalização, comparativamente a quem não tomava o medicamento. 

Dados iniciais do estudo também detectaram que os voluntários tratados com Budesonida deixaram de ter febre mais rapidamente e menos sintomas persistentes, em sete dias em comparação com oito.

A professora Mona Bafadhel, que liderou a pesquisa, disse em comunicado: "houve avanços importantes em pacientes hospitalizados com Covid-19, mas é igualmente importante tratar a doença precocemente para prevenir a deterioração clínica e a necessidade de cuidados urgentes e de hospitalização, especialmente para os milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que têm acesso limitado a cuidados de saúde e hospitalares".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 11 de Fevereiro de 2021.

Laboratórios dizem ter capacidade para aumentar testes

Laboratórios dizem ter capacidade para aumentar testes - 

Laboratórios ouvidos pelo PÚBLICO saúdam o esforço para a realização de mais testes, mas sublinham que para que a estratégia resulte é preciso reforçar as equipas de rastreio de contactos.

O Governo quer aumentar o número diário de testes realizados para identificação de casos de covid-19 e os laboratórios estão prontos para o maior volume de testagem, mas avisam que é preciso agilizar os processos de rastreio de contactos para que a estratégia dê resultados.

Numa nota enviada à comunicação social esta quarta-feira, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) já anunciou que os testes laboratoriais vão ser alargados a todos os contactos de infectados, quer de alto, quer de baixo risco, uma medida que por si já vai permitir agilizar o processo de rastreio e de detecção de novos casos.

Só testar não é suficiente para garantir um combate eficaz contra o vírus: é bom testar mais, mas é preciso garantir que esse aumento é bem aproveitado. O “segredo” de uma resposta bem-sucedida ao vírus terá de passar pela agilização dos processos, a começar pela rapidez dos rastreios, na opinião dos representantes dos laboratórios ouvidos pelo PÚBLICO.

“Só um track & tracing rápido e uma testagem rápida dos casos é que evita a propagação das cadeias de transmissão”, diz o director executivo da Unilabs Portugal, Luís Menezes, uma ideia também apoiada pelo médico Germano de Sousa, fundador da rede de laboratórios com o seu nome.

“Mais do que fazer [testes em] massa, é importante que se consiga atempadamente chegar às pessoas que são positivas e verificar qual o contexto”, disse ao PÚBLICO. Para isso, é preciso reforçar a saúde pública, em que os profissionais de saúde se encontram “assoberbadíssimos”. “Os rastreios nada podem fazer se não houver capacidade [de testagem]. Mas capacidade sem rastreios de nada serve, também.”

O presidente da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), Francisco George, relembra a importância da máxima “testar, identificar, isolar, tratar e contactar” e sublinha que as medidas anunciadas esta quarta-feira por Marta Temido e pela DGS “têm toda a razão de ser”, acrescentando que a CVP tem ao dispor 34 postos fixos de testagem e 27 equipas móveis, números “flexíveis” que podem aumentar caso assim seja necessário.

Capacidade nacional na casa dos 100 mil testes diários

Marta Temido assumiu esta quarta-feira que a taxa de positividade no país está nos 14%, um valor ainda alto e que baixa quando há menos casos, mas também quando se testa mais para quebrar mais depressa cadeias de transmissão. A capacidade de testagem de Portugal tem vindo a aumentar consistentemente desde o início da pandemia, assim como a necessidade de fazer testes.

Germano de Sousa reconhece a importância de ter uma boa capacidade de testagem. Actualmente, os seus laboratórios têm capacidade instalada para “chegar facilmente aos 12 mil testes por dia”, um pouco acima dos cerca de 10.400 que receberam nos dias de maior afluência, nos últimos dias de Janeiro.

Esta testagem deve ser focada nos PCR (testes moleculares), no entender do médico, devido à “sensibilidade bastante menor” dos testes rápidos. A serem utilizados, interessa que o sejam em situações em que se possa “repeti-los todos os dias”. Luís Menezes também sublinha a maior sensibilidade dos testes PCR, mas defende uma estratégia “dual” com a aplicação de testes PCR e antigénio de forma complementar – tal como prevê a nova norma da DGS.

“Os testes rápidos são uma arma do arsenal de testada que deve ser usada. Mas num arsenal, tal como na guerra, cada arma deve ser usada com um propósito. Ou seja: os testes rápidos podem e devem ser usados em escolas, em empresas, em situações em que tenhamos populações bastante fixas e em que se pense fazer o rastreio com alguma periodicidade, por exemplo de 15 em 15 dias”, explicou, referindo que esse “ataque lateral com os testes de antigénio” é importante para dar apoio a um futuro desconfinamento que se quer “seguro” para evitar um “recrudescimento da pandemia” e dar “maiores certezas” à retoma da economia.

Luís Menezes estima que Portugal consiga ter capacidade para fazer entre 100 a 120 mil testes por dia. A Unilabs-Portugal tem capacidade para cerca de 15 mil testes PCR, mas não chegou ainda a utilizá-la, nem nos dias mais críticos de Janeiro. Como chega o país à centena de milhar?

“No pico, foram feitos cerca de 75 mil testes, foi o dia em que foram feitos mais, e nem todos os laboratórios do país nesse dia estavam a trabalhar nesse dia. Nesse dia fizemos 10.500 testes. A minha lógica foi: se os laboratórios todos do país conseguirem fazer mais 50% de testes, vamos para um número entre os 100 e 120 mil”, calcula.

Germano de Sousa acredita que o país chega “facilmente” aos 80 mil testes “ou mais” por dia, entendendo que é “natural” que se chegue aos 90 mil “se todos os laboratórios acompanharem” a capacidade que os seus têm para aumentar a operação de um dia para o outro. O volume de pedidos começou a cair em Fevereiro para um número à volta dos seis mil testes diários.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 11 de Fevereiro de 2021.

Covid-19: AstraZeneca faz parceria com alemã IDT Biologika para acelerar produção de vacinas

Covid-19: AstraZeneca faz parceria com alemã IDT Biologika para acelerar produção de vacinas - 

A AstraZeneca estabeleceu uma parceria com a alemã IDT Biologika, para aumentar a capacidade de produção de vacinas contra a covid-19 destinadas à Europa a partir do segundo trimestre, anunciou na quarta-feira, dia 10, o grupo farmacêutico anglo-sueco.

Os dois laboratórios realçaram, em comunicado, que estão a “examinar as possibilidades de acelerar a produção da vacina AstraZeneca”, com o anúncio a surgir depois de a farmacêutica – que desenvolveu a vacina com a Universidade de Oxford -, ter sido acusada de atrasos nas entregas para a União Europeia (UE).

O grupo anglo-sueco informou que começou a expedir em 05 de Fevereiro as primeiras dos 17 milhões de doses de vacinas que vão ser entregues na UE nas próximas semanas, a que se seguirão novas entregas em Março.

Ainda assim, a AstraZeneca vincou que esta parceria com a empresa alemã, que visa acelerar a produção de vacinas “para ajudar imediatamente a vacinação na Europa”, contempla também uma segunda etapa, para aumentar a capacidade de uma unidade da IDT Biologika em Dessau, na Alemanha, para produzir milhões de doses por mês até ao final de 2022.

Este investimento, cujos detalhes ainda não foram divulgados, deverá permitir a produção de outras vacinas do mesmo tipo da AstraZeneca e fará do laboratório alemão um dos maiores fabricantes na Europa.

“Este acordo ajudará muito a Europa a aumentar as suas próprias capacidades de produção de vacinas, o que permitirá responder aos desafios atuais da pandemia e garantir uma oferta estratégica no futuro”, salientou, citado no comunicado, Pascal Soriot, presidente executivo da AstraZeneca, agradecendo o apoio ao projeto do governo federal alemão e da Comissão Europeia.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 11 de Fevereiro de 2021.