No último ano, SNS perdeu médicos e ganhou enfermeiros

No último ano, SNS perdeu médicos e ganhou enfermeiros - 

Serviço Nacional de Saúde perdeu 800 médicos e ganhou 2921 enfermeiros em período de pandemia. Dados da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público mostram também que as forças de segurança foram o sector que perdeu mais trabalhadores em 2020.

Entre Março e Dezembro do ano passado, o Serviço Nacional de Saúde perdeu 800 médicos, o equivalente a uma quebra de 2,5%. Em período de pandemia, os hospitais passaram de 31.898 médicos para 31.098, segundo os dados divulgados pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público e citados esta quarta-feira pelo "Jornal de Notícias". O número de médicos que se encontravam a trabalhar em Dezembro é, no entanto, superior ao registado no mesmo mês do ano anterior - período pré-pandemia.

Quanto aos enfermeiros, o número de contratações aumentou significativamente, quer em comparação com o final de 2019, quer em comparação com Março. Em relação ao período entre Março e Dezembro, o número de enfermeiros aumentou 6%, o equivalente a 2921 profissionais. Já em relação ao final de 2019, o aumento foi de 6,7%, ou seja, mais 3295 enfermeiros.

Os dados da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público mostram ainda que as forças de segurança foram o sector que mais profissionais perdeu em 2020 - num ano perdeu 1061 pessoas.

De acordo com a nota publicada, a nível nacional, a administração pública terminou o ano com mais 19.792 funcionários: "Na administração central, o aumento de emprego verificou-se essencialmente nas Entidades Públicas Empresariais do SNS (7114) e nos estabelecimentos de educação e ensino básico e secundário (6313)".

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 17 de Fevereiro de 2021.

Portugal recebe primeiras vacinas da Janssen no segundo trimestre

Portugal recebe primeiras vacinas da Janssen no segundo trimestre - 

O presidente do Infarmed revela que esta vacina de toma única deve ser aprovada no próximo mês.

O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) anunciou que Portugal deve receber no segundo trimestre do ano as primeiras vacinas da Johnson & Johnson, fármaco cujo pedido de aprovação foi esta segunda-feira submetido ao regulador europeu.

"À hora que estamos aqui reunidos deverá estar a ser formalizado o processo junto da Agência Europeia do Medicamento" (EMA) da vacina produzida pela Janssen", adiantou Rui Santos Ivo na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social.

Segundo o responsável do Infarmed, o novo fármaco da Janssen (companhia farmacêutica da Johnson & Johnson) de toma única entra agora na fase final de avaliação e, "se tudo correr bem" com a avaliação da sua segurança e eficácia, prevê-se que esteja aprovado no próximo mês, com as primeiras entregas de doses previstas para o segundo trimestre deste ano.

No final de Janeiro, o director médico da Janssen afirmou à Lusa que se mantinha o compromisso de disponibilizar na União Europeia as vacinas no segundo trimestre deste ano, altura em que Portugal receberá as primeiras 1,25 milhões de doses.

"O compromisso com a União Europeia é o segundo trimestre de 2021 e este compromisso mantém-se", garantiu Manuel Salavessa na altura, ao adiantar que as primeiras 1,25 milhões de vacinas da empresa norte-americana contra a covid-19 fazem parte de um lote de 4,5 milhões que o país vai receber ao longo deste ano.

O acordo desta farmacêutica com a Comissão Europeia prevê para este ano 200 milhões de doses, com uma opção de 200 milhões de doses adicionais.

Segundo Rui Santos Ivo, a informação disponível neste momento indica que a Pfizer "conseguiu praticamente já recuperar o atraso que se verificou no início" na entrega de vacinas, o que permite a Portugal contar, no final do primeiro trimestre, com cerca de 1,3 milhões de doses, que é "praticamente o volume que estava previsto".

Relativamente à Moderna, a "informação que temos é que serão entregues as 226 800 doses que estavam contratualizadas", referiu o presidente do Infarmed, ao adiantar que "onde efectivamente se observa uma redução é nas vacinas da AstraZeneca", uma vez que estavam previstas serem entregues cerca de 2,7 milhões, mas que não deverão ultrapassar as 930 mil doses nesta fase.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 17 de Fevereiro de 2021.

Grupo Bluepharma celebra 20 anos e prepara investimento de 200 milhões de euros

Grupo Bluepharma celebra 20 anos e prepara investimento de 200 milhões de euros - 

O Grupo Bluepharma celebra 20 anos em 2021, ano em que prepara um plano estratégico de crescimento que representa um investimento de 200 milhões de euros para os próximos 10 anos.

Em 2020, o volume de negócios não consolidado do grupo Bluepharma atingiu os 75 milhões de euros, resultado de um crescimento que ultrapassou os 20%.

“2020 foi um ano muito positivo para a Bluepharma, foi um ano de consolidação, de muito trabalho e, mais uma vez, de forte aposta na inovação e exportação. Factores chave para nós e que também contribuíram para fecharmos o ano com este crescimento superior a 20%”, refere Paulo Barradas Rebelo, presidente da Bluepharma. “Actualmente fornecemos mais de 100 empresas e exportamos, cerca de 88% da produção, para mais de 40 países, algo que nos coloca entre as 1000 maiores empresas a operar em Portugal e entre as maiores exportadoras a nível nacional”, acrescenta.

Em 2021, o ano em que celebra o seu 20º aniversário, o grupo farmacêutico apresenta no seu plano estratégico de crescimento, o projecto “Bluepharma Acelera 2030”, que estará concluído no decorrer de 2022, com a ampliação das actuais instalações, em São Martinho (Coimbra), bem como a construção de uma nova unidade industrial “state of the art” para a produção de formas sólidas orais potentes, em Eiras (Coimbra), um investimento global próximo dos 50M€.

Ainda no âmbito deste plano de investimento, está prevista a construção do Bluepharma Park, que dará origem ao maior parque tecnológico do cluster farmacêutico, a nível nacional, numa área total de 6,5 hectares, com 35 mil metros quadrados de área coberta, e cujo o investimento rondará mais de 150 M€.

O Presidente da Bluepharma revela que “em 2021 a Bluepharma entrará na fase de Aceleração do Crescimento para a qual em muito contribuem todos estes projectos, altamente tecnológicos, sofisticados e inovadores, promotores de exportações de alto valor acrescentado”.

“Nestes quase 20 anos, desenvolvemos tecnologias maioritariamente para mercado internacional e estabelecemos diversas parcerias a nível mundial, portanto, acreditamos que o futuro será de crescimento, como tem sido até aqui”, finaliza o Presidente da Bluepharma.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 17 de Fevereiro de 2021.

Simulador para vacinação de pessoas a partir dos 50 anos já está disponível

Simulador para vacinação de pessoas a partir dos 50 anos já está disponível - 

Ministra tinha anunciado que a nova ferramenta poderia ser consultada a partir do final desta semana. Idosos e doentes de risco podem verificar se constam das listas da primeira fase.

O anunciado simulador online que vai permitir às pessoas a partir dos 50 anos perceber se estão incluídas nas listas da primeira fase da vacinação já está disponível no portal covid-19 (https://covid19.min-saude.pt/vacinacao/).

O simulador foi colocado no portal ao início da noite deste domingo, depois de o PÚBLICO ter avançado que só iria ficar pronto e acessível a partir desta semana, como explicara uma fonte do Ministério da Saúde horas antes. “O formulário para verificação das listas para vacinação da fase 1 já se encontra publicado”, esclareceu a assessoria da ministra Marta Temido. 

Os idosos a partir dos 80 anos também podem consultar estas listas para verificar se estão inscritos ou se haverá algum erro a corrigir. Às vezes pode haver problemas entre o nome inscrito e o verdadeiro, normalmente por causa dos “de” e “da”, explicou.

Marta Temido explicou na segunda-feira passada que bastará ao cidadão inserir o número do SNS, a data de nascimento e o nome completo para perceber se está ou não incluído na primeira fase e frisou que, caso não conste da lista mas tenha critérios para tal, poderá “fazer a respectiva correcção”.

Os dois novos grupos prioritários que começaram já a ser vacinados são os idosos a partir dos 80 anos, mesmo que sejam saudáveis, e os doentes de maior risco associado a covid-19 a partir dos 50 anos. Neste último grupo, os quatro grandes grupos de patologias incluídos são insuficiência cardíaca, insuficiência renal mais grave, doença coronária e doença pulmonar obstrutiva crónica ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório ou oxigenoterapia de longa duração.

Representantes dos médicos de família têm, entretanto, reclamado orientações da tutela para esclarecer quais devem ser as pessoas a vacinar em primeiro lugar dentro destes grupos prioritários.

As listagens iniciais dos utentes com doenças mais graves já foram validadas em vários centros de saúde, mas o universo a vacinar é muito grande – são cerca de 400 mil doentes de maior risco a partir dos 50 anos a nível nacional, segundo as estimativas da “task force”.

Até ao início da semana passada, tinham já sido identificadas cerca de 957 mil pessoas dos 50 aos 79 anos com as quatro doenças mais graves associadas à covid-19, além dos idosos a partir dos 80 anos mesmo sem patologias, revelou então Marta Temido.

Questionada sobre a forma como os mais idosos e os doentes de risco elegíveis para esta fase vão ser contactados, a ministra voltou a frisar que isso vai ser feito “por SMS, telefone ou carta”. “Os nossos centros de saúde receberam a listagem das pessoas inscritas nesses centros de saúde. Se as pessoas estão numa destas circunstâncias, serão contactadas e a vacinação agendada”, disse.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 15 de Fevereiro de 2021.

Linha 1400 de assistência farmacêutica está disponível online

Linha 1400 de assistência farmacêutica está disponível online - 

A Linha 1400, de assistência farmacêutica gratuita e que funciona 24 horas, todos os dias da semana, está, a partir desta segunda-feira, também disponível ‘online’ através do site www.1400SAFE.pt, segundo um comunicado.

A Linha 1400, pela qual é possível obter informação sobre farmácias de serviço 24 horas, fazer encomendas ou a pré-reserva de medicamentos, evitando assim deslocações desnecessárias, já prestou apoio a mais de 50 mil portugueses, tendo sido registados mais de 10 mil pedidos de medicamentos.

Os medicamentos ou produtos de saúde são, posteriormente, entregues ao domicílio ou recolhidos na farmácia da escolha do utente.

A Linha Nacional 1400 resulta de um projecto promovido pelas Farmácias, Ministério da Saúde e unidades locais de saúde no Norte do País, tendo sido alargada a todo o território nacional em Março do ano passado, regiões autónomas incluídas, devido à pandemia por covid-19.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 15 de Fevereiro de 2021.

Medicamento para a artrite reduz mortalidade em casos graves de covid

Medicamento para a artrite reduz mortalidade em casos graves de covid - 

O tocilizumab, medicamento para artrite, reduz o risco de morte por Covid-19 em doentes graves, de acordo com os resultados de um estudo que os especialistas consideram um desenvolvimento "importante" na luta contra a doença.

O programa de pesquisa RECOVERY, sediado na Grã-Bretanha, que investiga os tratamentos contra a Covid-19, disse que esta descoberta pode ter um efeito significativo nas taxas de sobrevivência nos hospitais durante a pandemia.

O estudo incluiu mais de 2.000 pacientes que receberam o tocilizumab por via intravenosa, em comparação com quase 3.000 que receberam apenas os cuidados normais, como suporte de oxigénio e ventilação.

Mais de 80 por cento de todos os pacientes também estavam a receber tratamentos com esteróides, como a dexametasona, que já havia demonstrado em estudos anteriores diminuir o risco de morte.

A equipa responsável pelo ensaio revelado esta quinta-feira disse que o tocilizumab reduziu "significativamente" a mortalidade nos doentes graves.

Dos pacientes que receberam o medicamento, houve 596 (29 por cento) que morreram em 28 dias, em comparação com 394 (33 por cento) dos pacientes que morreram no grupo de controlo.

"Ora, isso é uma redução no risco de morte de cerca de um sexto ou um sétimo", disse Martin Landray, professor de Medicina e Epidemiologia do Departamento de Saúde Populacional de Nuffield da Universidade de Oxford.

"A mortalidade é importante, mas há outras coisas que importam também, como a oportunidade de deixar o hospital mais cedo", disse Landray.

Os dados mostraram que entre os pacientes que requerem oxigénio e sofrem de inflamação significativa, o tratamento com tocilizumab e dexametasona reduziu a mortalidade em cerca de um terço.

Descobriu-se também que os doentes a necessitar de ventilação têm um risco de morte cerca de 50% menor quando tratados com esta combinação dos dois medicamentos.

E, dos pacientes que não estavam em ventilação invasiva ao entrar no estudo, o tocilizumab reduziu a chance de eles progredirem para necessitar de um ventilador de 38 por cento para 33 por cento.

"Havia evidências muito fortes de que, ao dar tocilizumab, poderíamos aumentar a chance de alguém receber alta vivo, dentro do primeiro mês", disse Landray.

"O avanço mais significativo desde a dexametasona"

Anthony Gordon, Professor de Anestesia e Cuidados Críticos e NIHR Research Professor no Imperial College of London, no Reino Unido, deu as boas-vindas aos resultados.

"Esta é uma óptima notícia", disse ele.

"Sabemos que aproximadamente 4.000 pacientes graves já foram tratados com tocilizumab no Reino Unido. Agora, ainda mais doentes poderão beneficiar deste tratamento", acrescentou Gordon, que não esteve envolvido na pesquisa.

A pandemia viu uma corrida global para identificar tratamentos eficazes para casos graves e que não provoquem reacções adversas.

Apesar de dezenas de testes com vários medicamentos existentes, até esta quinta-feira o único medicamento que tinha mostrado eficácia significativa no tratamento da Covid-19 era a dexametasona.

"Depois da dexametasona, este é o avanço mais significativo no tratamento da COVID, que tem impacto na redução de mortes", disse Athimalaipet Ramanan, professor de Reumatologia Pediátrica da Universidade de Bristol, também no Reino Unido.

Landray disse que, em comparação com a primeira onda de pandemia, onde não havia tratamentos comprovados com Covid-19 para doentes hospitalizados, tanto o tocilizumab quanto a dexametasona oferecem alguma esperança.

"Agora podemos reduzir o risco de morte de um terço para até a metade, dependendo do paciente", disse ele.

"Isso é bom para os pacientes e bom para os serviços de saúde, no Reino Unido e internacionalmente."

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 12 de Fevereiro de 2021.