Infarmed retira do mercado cosméticos Real Natura, Salon Line e Gota Dourada

Infarmed retira do mercado cosméticos Real Natura, Salon Line e Gota Dourada - 

Decisão visa produtos para o cabelo, como cremes e champôs, comercializados pela empresa Pluricosmética S.A.

A autoridade nacional do medicamento ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado português de produtos cosméticos das marcas Real Natura, Salon Line e Gota Dourada por conterem um ingrediente proibido.

A ordem do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, divulgada esta quinta-feira no seu portal, foi emitida na quarta-feira e visa produtos para o cabelo, como cremes e champôs, comercializados pela empresa Pluricosmética S.A.

Os produtos contêm butylphenyl methylpropional, um composto químico aromático considerado cancerígeno e cujo uso em cosméticos foi proibido na União Europeia em Março.

A determinação do Infarmed, que resultou de uma acção de fiscalização, refere que “as entidades que disponham destes produtos não os podem disponibilizar”, tal como os consumidores que os tenham não devem utilizá-los.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 6 de Maio de 2022.

Taxas moderadoras acabam em Junho, mas há duas excepções

Taxas moderadoras acabam em Junho, mas há duas excepções - 

Na reunião de Conselho de Ministros foi decidido que a situação de alerta foi prolongada até 31 de Maio. A ministra da Saúde explicou ainda as duas situações em que ainda se vão pagar as taxas moderadoras nas urgências.

A ministra da Saúde, Marta Temido, explicou que apenas as urgências sem referenciação da linha SNS24 ou dos cuidados de saúde primários vão ser objecto de cobrança de taxas moderadoras, após decisão do Conselho de Ministros, comunicada esta quinta-feira em conferência de imprensa.

"A partir de Junho, apenas será devida a cobrança de taxas moderadoras - dentro daquilo que tinham sido os compromissos assumidos na lei de bases da saúde e no Orçamento do Estado - na circunstância de haver utilização de serviços de urgência que não é referenciada pela linha SNS24 ou pelos cuidados de saúde primários, e ainda a possibilidade de essa dispensa também acontecer quando não há uma referenciação, mas as pessoas são encaminhadas para internamento", explicou.

No briefing do Conselho de Ministros, Temido destacou o "progressivo alargamento" da dispensa do pagamento das taxas moderadoras, afirmando que, com esta alteração ao regime, "fica cumprido o último ponto do compromisso assumido pelo Governo" na eliminação de barreiras de acesso a cuidados de saúde.

Marta Temido esclareceu que as taxas moderadoras "deixam de ser cobradas em qualquer consulta", dando como exemplo as consultas subsequentes a uma primeira consulta em contexto hospitalar, que continuam sujeitas a taxas, mas que tal vai mudar com o diploma de alteração do regime de taxas, prevendo a entrada em vigor para 01 de Junho.

Questionada sobre um eventual aumento da procura dos cuidados de saúde primários e da sua capacidade de resposta às necessidades assistenciais dos cidadãos, em virtude de um expectável desvio das urgências de situações menos graves e sem referenciação prévia, Marta Temido garantiu que os cuidados de saúde primários permanecem "a principal resposta" e que o Orçamento do Estado prevê um investimento nesta área.

"Esse reforço acontece independentemente desta circunstância. A melhoria do acesso dos portugueses aos cuidados de saúde é uma preocupação deste governo e a melhoria desse acesso enfrenta ainda diversas barreiras; uma delas é a financeira -- demos aqui uma resposta com as taxas moderadoras, mas há naturalmente outras barreiras", notou, concretizando: "Há um conjunto de investimentos em infra-estruturas e meios humanos no Orçamento".

Por último, a governante abordou a questão dos quatro casos suspeitos e não confirmados de hepatite aguda em crianças (entre os sete meses e os oito anos) em Portugal para reiterar as informações anteriormente transmitidas pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), confirmando a necessidade de utilização de cuidados de saúde e uma posterior evolução favorável.

"Estas crianças apresentavam um quadro clínico de hepatite aguda. Continuamos a acompanhar estes casos, quer em termos de avaliação laboratorial complementar, quer em termos de avaliação epidemiológica, mas estes correspondem aos dados mais recentes de que dispomos", concluiu.

Situação de alerta prolongada até 31 de Maio

O Governo prolongou a situação de alerta devido à pandemia de covid-19 até 31 de Maio, mantendo as medidas actualmente em vigor, anunciou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

A situação de alerta, nível mais baixo de resposta a situações de catástrofes da Lei de Base da Protecção Civil, terminava hoje às 23.59.

"Foi ainda prorrogada a declaração da situação de alerta em todo o território nacional continental, até às 23.59 do dia 31 de Maio, mantendo-se inalteradas as medidas actualmente em vigor", afirmou Mariana Vieira da Silva.

Em 21 de Abril, o Governo tinha aprovado o fim do uso obrigatório de máscara, mantendo a sua utilização obrigatória nos estabelecimentos de saúde, serviços de saúde e estruturas onde residam pessoas especialmente vulneráveis, bem como nos transportes colectivos.

Por outro lado, deixou de ser exigido o certificado digital covid-19 na modalidade de teste ou de recuperação, ou outro comprovativo de realização laboratorial, para o acesso às estruturas residenciais e para as visitas a estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde.

No mesmo dia, o Conselho Ministros decidiu revogar o regime do formulário de localização de passageiros (Passenger Locator Form), deixando de ser obrigatório o seu preenchimento pelos passageiros dos voos com destino ou escala em Portugal continental ou de navios cruzeiro quando atraquem em Portugal continental.

Estas alterações foram justificadas, na altura, tendo em conta a "evolução positiva no que respeita à situação epidemiológica em Portugal".

O Governo, entretanto, está disponível para reavaliar a comparticipação de testes de detecção do vírus SARS-CoV-2, assegurou hoje a ministra da Saúde após o Conselho de Ministros.

"Estamos naturalmente disponíveis para reavaliar essa reintrodução se as circunstâncias epidemiológicas o exigirem", afirmou Marta Temido em conferência de imprensa no final da reunião semanal do governo, explicando que o fim dessa comparticipação em 30 de Abril se deveu à alteração da situação epidemiológica.

Aprovado diploma que permite revisão de preços nas empreitadas de obras públicas

O Conselho de Ministros aprovou na generalidade um diploma que cria regime excepcional facultativo e temporário para revisão de preços nas empreitadas de obra públicas, que vai agora ser sujeito a consulta pública.

A medida foi anunciada pelo ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, no final do Conselho de Ministros, que precisou que o regime terá uma vigência até ao final do ano.

"Vivemos hoje uma situação excepcional, no que diz respeito à pressão inflacionista, temos assistido a um aumento muito acentuado do preço das matérias-primas, temos mesmo algumas que no prazo de um ano quase duplicaram o valor", referiu o ministro no final da reunião do Conselho de Ministros.

Perante a "grande pressão e constrangimento" que esta situação está a causar nas empreitadas públicas, houve "necessidade de criar um regime excepcional que nos permita fazer a revisão de preços a estes contractos, para garantir que não temos nenhuma interrupção nem colapso no processo de investimento que está neste momento em curso em Portugal", afirmou o governante.

Depois desta aprovação na generalidade, o decreto-lei vai agora ser sujeito a consulta das regiões autónomas, da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e do sector da construção, e voltará "em breve" ao Conselho de Ministros, para "nova discussão e eventual aprovação", acrescentou.

Pedro Nuno Santos disse ainda que, apesar de este regime excepcional ser dirigido às empreitadas públicas, poderá, de forma facultativa, ser aplicado a obras particulares.

Salientando que o objectivo deste regime excepcional e temporário são as empreitadas de obras publicas e os contractos públicos e aquisição de bens e serviços, que são onde se verifica uma "maior rigidez em termos de preço", Pedro Nuno Santo esclareceu que o alargamento facultativo a obras particulares é no sentido de que este regime terá "um método de revisão de preços que pode ser adoptado nas relação entre particulares", ou seja, poderá ser usado como "guião para uma possível relação de preços entre dois particulares".

Uma vez que o decreto-lei hoje aprovado na generalidade vai ainda ser alvo de consulta por parte das entidades referidas, o ministro não entrou em detalhes, adiantando esperar que o diploma possa ser aprovado "rapidamente".

Sem entrar em valores ou pormenores explicou que o método visará situações em que um "determinado material, que atinge um peso numa obra superior a x% e cujo preço sobe mais do que y%, pode dar lugar a que o empreiteiro possa apresentar ao dono de obra, por exemplo a IP, uma revisão de preço".

Nesta situação, "a IP analisa a proposta, pode aceitá-la, rejeitá-la ou apresentar uma contraproposta", sendo que se, "entretanto, as duas partes chegarem a acordo, haverá uma revisão do preço", o que "permitirá ao empreiteiro receber mais para fazer face ao custo adicional que tem".

Salientando que o Código dos Contractos Públicos já contempla a revisão do preço, o ministro referiu que o que este regime faz é adaptá-la à situação excepcional actual.

"Todos os mecanismos de prova de alteração no preço são os que já estão hoje previstos na lei, sobre esse aspecto este diploma nada muda", disse, precisando que o que agora é criado "é um conjunto de regras que permitam de forma mais rápida e ajustada à realidade alterar os preços dos contractos", porque a alternativa seria o bloqueio dos investimentos em curso, o que "seria um preço insuportável porque precisamos que o investimento aconteça e porque temos prazos a cumprir em termos de fundos europeus".

Mantêm-se regras excepcionais para acesso ao ensino superior de alunos estrangeiros sem exames

O Governo decidiu manter as regras excepcionais que asseguram o acesso ao ensino superior português por estudantes oriundos de países onde os exames finais tenham sido suspensos devido à pandemia de covid-19.

O diploma que define as medidas excepcionais foi aprovado em reunião do Conselho de Ministros e mantém a possibilidade de os alunos que não realizaram os exames finais que habitualmente substituem as provas de ingresso se candidatarem às instituições portuguesas.

Em comunicado, o Conselho de Ministros explica que, devido à pandemia de covid-19, e ao contrário do que aconteceu em Portugal, alguns países voltaram a suspender a realização das provas de avaliação finais do ensino secundário, que são um dos critérios para o acesso ao ensino superior.

Por isso, "o Governo aprovou as medidas excepcionais adequadas a não prejudicar o prosseguimento de estudos desses candidatos, onde têm especial relevância os candidatos emigrantes e familiares que com eles residam".

A medida excepcional foi aplicada pela primeira vez em 2020 e renovada no ano passado em resposta à pandemia da covid-19, permitindo que os alunos utilizassem a classificação final das respectivas disciplinas em substituição aos exames.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 6 de Maio de 2022.

Menos consumo de antibióticos e de resistência das bactérias, mais infecções hospitalares em 2020

Menos consumo de antibióticos e de resistência das bactérias, mais infecções hospitalares em 2020 - 

No primeiro ano da pandemia, o uso de antibióticos na comunidade reduziu em 23%, mas nos hospitais, o estado grave dos doentes fez aumentar este consumo ligeiramente. O mesmo aconteceu em relação à incidência das infecções hospitalares, que vinham a reduzir desde 2015. Contudo, o balanço dos últimos anos, e segundo referiu ao DN o coordenador do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), cujo último relatório, já com os dados de 2020, é hoje divulgado, "é muito positivo", porque há 10 anos Portugal era dos piores da UE nestas áreas.

Hoje é o Dia Mundial da Higiene das Mãos. Ou seja, é o dia em que assinala um procedimento basilar através do qual se previne as infecções hospitalares e, por consequência, o consumo de antibióticos e a resistência às bactérias. E neste dia, precisamente, ficamos a saber que Portugal conseguiu mudar uma das realidades que envergonhavam o país na área da Saúde. Como recorda o coordenador do Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), da Direcção Geral da Saúde, o médico José Artur Paiva, "em 2009 éramos dos países da União Europeia com uma das taxas mais altas de infecção hospitalar e de consumo de antibióticos; hoje, podemos dizer que o percurso que fizemos foi muito positivo, pois conseguimos reduzir significativamente as infecções, o consumo de antibióticos e até as resistências a cinco bactérias".

A prová-lo estão os dados recolhidos e analisados no Relatório Anual, com dados até 31 de Dezembro de 2020, que hoje é divulgado. "Houve uma franca descida de consumo de antibióticos à escala europeia a nível de ambulatório ou da comunidade, através da compra nas farmácias, mas a descida registada em Portugal ainda foi mais significativa. Só no de 2020, em relação a 2019, foi de 23 %", referiu ao DN o coordenador do PPCIRA, sublinhando mesmo que a redução alcançada no consumo de um dos antibióticos mais associado à resistência das bactérias, e ao qual a monitorização do programa presta mais atenção, as quinolonas, foi da ordem dos 69%, entre 2014 e 2020. "É um resultado espectacular. Há 10 anos, Portugal era dos países que mais consumia quinolonas, agora já não e, a nível geral, no que toca ao consumo de antibióticos na comunidade está abaixo da média europeia", destacou.

Segundo os dados que constam neste relatório , o consumo de antibióticos no meio hospitalar também seguiu a mesma tendência de descida entre 2011 e 2019, mantendo-se estável e abaixo da média europeia durante estes anos. "O que é uma boa notícia", comenta José Artur Paiva, mas registou um revés em 2020.

"Por razões óbvias", argumenta ao DN. "Portugal reduziu, entre 2011 e 2019, o consumo de antibiótico nos hospitais da classe mais potente, os carbapenémicos, a chamada classe de largo espetro, mas a covid-19 veio provocar um ligeiro aumento no uso deste tipo de antibiótico. Porquê? Porque os doentes internados estavam em estado muito crítico, grave, e tiveram de ser tratados desta forma", explica.

Ou seja, a nível global Portugal conseguiu reduzir o consumo de antibióticos na comunidade, ficando abaixo do consumo médio da UE, entre 2015 e 2020, sendo esta redução, de 2019 para 2020, muito significativa, 23%. A nível hospitalar a descida no consumo de antibióticos também foi significativa entre 2015 e 2019, mas em 2020 registou um ligeiro aumento, precisamente pelo estado dos doentes internados.

Infecções regrediram até 2019, em 2020 aumentaram

Em relação à incidência de infecções em meio hospitalar, esta também diminuiu no período analisado, entre 2015 e 2019, nomeadamente infecções associadas a prótese do joelho, à cirurgia colorretal e da vesícula biliar, bem como pneumonias adquiridas em unidades de cuidados intensivos de adultos e neonatais.

No entanto, e segundo explica ao DN José Artur Paiva, a pandemia e o tratamento dos doentes em estado grave levou igualmente a um aumento "ligeiro" deste tipo de infecção nem 2020. Isto apesar de, neste ano, ter sido registado a maior adesão por parte dos profissionais às regras básicas de higienização e de prevenção de infecções no meio hospitalar.

Segundo o médico, "o ano de 2020, e muito devido à covid-19, foi o ano de maior adesão aos procedimentos de prevenção das infecções. Por exemplo, em relação à higienização das mãos, que é a pedra basilar das precauções do controlo da infecção, assistiu-se a uma subida progressiva no seu cumprimento: pela primeira vez tivemos uma taxa de higienização das mãos superior a 80%, foi de 83%, em relação ao ano anterior. No entanto, os doentes internados nos hospitais estavam em estado mais grave, tivemos mais doentes em cuidados intensivos, e isto fez com que as infecções hospitalares também aumentassem ligeiramente".

O coordenador do PPCIRA assume que a incidência das infecções hospitalares começou a reduzir desde que o programa fez uma série de recomendações de boas práticas. Em cinco anos, o país conseguiu mudar a realidade que o marcava, mas no primeiro ano de pandemia esta tendência foi cortada. O desafio agora é conseguir melhorar o que a covid-19 veio alterar.

Resistências das bactérias: continua a diminuir

No que toca à resistência das bactérias aos antibióticos, o relatório do PPCIRA também demonstra ter havido uma tendência decrescente, até desde 2013. "Monitorizámos a resistência a antibióticos de seis bactérias diferentes e de forma permanente. E, em cinco das seis, houve uma redução significativa da taxa de resistência. Só uma delas registou um aumento na resistência e este vai ser o grande desafio dos próximos anos", explica o coordenador José Artur Paiva, dando ainda como exemplo uma das bactérias muito conhecidas em Portugal: "Entre 2012 e 2020, a resistência do Estafilococos Áureos aos antibióticos, que era um problema grave no nosso país, passou de 54% para 30%". Outro exemplo, a bactéria Acinetobacter, reduziu a sua resistência de 79% para 17%, entre 2012 e 2020. E como estas, outras três bactérias fizeram o mesmo caminho".

Há só uma bactéria que está a fazer o caminho inverso, estando a revelar-se cada vez mais com um nível crescente de resistência, o que já se tornou um problema à escala mundial. "É a Klebsiella, que, em Portugal, tem-se feito sentir de forma significativa. Está a ficar mais resistente aos antibióticos de uso hospitalar, de largo espetro, tendo a sua resistência aumentado de 2% para 12 %, entre 2012 2020".

Crianças dão exemplo na lavagem das mãos

Os resultados constantes do relatório anual do PPCIRA até ao ano de 2020 são positivos. Agora, e como diz o coordenador do programa nacional, "é preciso focarmo-nos no que estamos menos bem e no que deve ser melhorado, nomeadamente nos problemas que a covid-19 nos trouxe, como o aumento do consumo de antibióticos de largo espetro nos hospitais". Por isto mesmo, uma das primeiras preocupações "será a de reforçar o programa de apoio à prescrição de antibióticos em meio hospitalar, mas sem se descurar os cuidados de saúde primários".

A segunda preocupação será combater a resistência da Klebsiella; a terceira é fazer com que as boas práticas definidas no programa passem também a ser seguidas nas unidades de cuidados integrados, de forma a proteger os seus residentes, que, por norma, são pessoas mais debilitadas e mais frágeis. "Se conseguirmos reduzir as infecções nestas unidades também reduzimos o consumo de antibióticos", sublinha o médico.

Por último, e para um futuro diferente, há que apostar na "literacia do cidadão", há que apostar em acções de sensibilização e formas de fazer passar a mensagem, mesmo através dos mais novos. O PPCIRA, em parceria com a Direcção-Geral da Educação (DGE), começou a desenvolver um estudo sobre os hábitos de higiene das mãos dos alunos do 2.º e 3.º ciclos, e o que se verificou é que os inquiridos higienizavam as mãos ao chegar a casa. Ora se assim é, as crianças poderão ser o exemplo, junto de outras gerações, para que a mensagem da higienização das mãos seja interiorizada, permitindo reduzir ainda mais a incidência de infecções e do consumo de antibióticos, tanto a nível hospitalar como na comunidade.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 5 de Maio de 2022.

Infarmed suspende distribuição de lotes de medicamento para osteoporose

Infarmed suspende distribuição de lotes de medicamento para osteoporose - 

Em causa, refere o Infarmed numa circular informativa, está a detecção de “resultados fora das especificações (OOS) para a substância activa Colecalciferol”.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde - Infarmed informou, esta quarta-feira, que a empresa Aristo Pharma GmbH “irá proceder à recolha voluntária” de dois lotes do medicamento Ácido Alendrónico + Colecalciferol Aristo, pelo que determinou “a suspensão imediata da distribuição” dos mesmos.

Em causa, refere o Infarmed numa circular informativa, está a detecção de “resultados fora das especificações (OOS) para a substância activa Colecalciferol”. Segundo a bula do medicamento, o  Ácido Alendrónico + Colecalciferol Aristo “é um comprimido que contém duas substâncias activas, ácido alendrónico (frequentemente chamado alendronato) e colecalciferol conhecido por vitamina D3” e é utilizado no tratamento da osteoporose. 

Os lotes retirados do mercado são o ‘5717343 - 4 comprimidos Ácido Alendrónico + Colecalciferol Aristo 70 mg + 5600 U.I. 1106052 04/2023’ e e ‘5717327- 4 comprimidos Ácido Alendrónico + Colecalciferol Aristo 70 mg + 2.800 U.I. 1106669 04/2023’.

O Infarmed alerta que “as entidades que possuam estes lotes de medicamento em stock não os podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução”.

Já “os doentes que estejam a utilizar medicamentos pertencentes a estes lotes não devem interromper o tratamento” e “logo que possível, devem contactar o médico para substituir por outro lote ou um medicamento alternativo”.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 5 de Maio de 2022

Investimento no SNS permitiu um retorno de 7,5 mil milhões de euros para a economia

Investimento no SNS permitiu um retorno de 7,5 mil milhões de euros para a economia - 

Foi esta terça-feira, dia 3 de Maio, apresentado o estudo “Índice de Saúde Sustentável”, durante a 10ª Conferência Sustentabilidade, realizada no Centro Cultural de Belém.

Este estudo, desenvolvido pela NOVA Information Management School (NOVA-IMS) da Universidade Nova de Lisboa, concluiu que em plena pandemia, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) permitiu um retorno de 7,5 mil milhões de euros para a economia nacional através do seu impacto positivo no absentismo laboral e na produtividade.

Os dados mostram que a maioria dos portugueses (52%) faltou pelo menos um dia ao trabalho devido a questões relacionadas com saúde.

Contudo, a prestação de cuidados de saúde através do SNS evitou a ausência laboral de 2,8 dias, o que se traduziu numa poupança de mil milhões de euros. Permitiu, ainda, evitar 9,9 dias de trabalho perdidos em produtividade, resultando numa poupança de 3,9 mil milhões de euros.

No total, o SNS permitiu uma poupança global de 5 mil milhões de euros (impacto por via dos salários), um aumento de 500 milhões face a 2020.

Considerando o impacto dessa poupança por via dos salários e a relação entre a produtividade/remuneração do trabalho, é possível determinar que os cuidados concedidos pelo SNS permitiram um retorno para a economia que ronda os 7,5 mil milhões de euros.

Já o Índice de Sustentabilidade subiu de 87,9 para os 92,5 pontos, devido ao aumento da actividade (13%), que foi superior ao aumento da despesa (8%) e levou a um respectivo aumento da produtividade.

Pela primeira vez, o estudo analisou a perspectiva dos cidadãos em relação ao futuro e inovação em Saúde. A maioria dos portugueses considera importante melhorar o acesso a meios de diagnóstico (97%), à medicina personalizada (96%) e aos medicamentos inovadores (95%). Já a telemedicina é considerada uma área de investimento importante, mas apenas por 77% dos inquiridos.

O estudo revela ainda que perto de dois terços dos portugueses (62%) acederam a cuidados de saúde como forma de prevenção e não por se sentirem necessariamente doentes. O estudo revela ainda que cerca de 65% dos utentes estaria disponível para fornecer dados sobre a sua saúde, através de um dispositivo electrónico, com o objectivo de receber aconselhamento e 66% está disponível para ter uma teleconsulta na próxima vez que seja necessário.

Questionados sobre aquelas que serão as doenças do futuro, a maioria dos portugueses destacam a doenças oncológicas (62%), seguidas das doenças cardiovasculares (26%) e a Saúde Mental (25%). Apesar da pandemia de covid-19, apenas 5% dos inquiridos consideraram as doenças infecciosas.

A maioria dos portugueses (77%) considera que o seu estado de saúde actual é “bom” ou “muito bom”, uma percentagem superior à registada no ano anterior (59,8%).

Na óptica dos utentes, os profissionais de saúde e a qualidade da informação fornecida pelos mesmos continuam a ser o ponto forte do SNS e que merece ser valorizado. Já o acesso aos cuidados é um dos pontos a melhorar, assim como os tempos de espera entre marcação e a realização dos actos médicos.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 4 de Maio de 2022

Volume de negócios da Pfizer sobe 77% no primeiro trimestre

Volume de negócios da Pfizer sobe 77% no primeiro trimestre - 

Entre Janeiro e Março, o lucro líquido do grupo atingiu 7,9 mil milhões de dólares (cerca de 7,5 mil milhões de euros), um lucro por acção de 1,62 dólares, acima das previsões do mercado.

O grupo farmacêutico Pfizer registou um volume de negócios de 25,7 mil milhões de dólares (24,3 mil milhões de euros) no primeiro trimestre, o que se deve essencialmente à venda da vacina contra a covid-19. Este montante representa uma subida de 77% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre Janeiro e Março, o lucro líquido do grupo atingiu 7,9 mil milhões de dólares (cerca de 7,5 mil milhões de euros), um lucro por acção de 1,62 dólares, acima das previsões do mercado.

A empresa manteve a sua previsão de conseguir 22 mil milhões de dólares com a venda dos comprimidos anticovid-19, Paxlovid, no conjunto do ano.

Por outro lado, foi revista em baixa a estimativa de lucro anual, principalmente devido a uma alteração do procedimento usado para o apurar.

A Pfizer prevê um lucro por acção entre 6,25 e 6,45 dólares, quando anteriormente previa entre 6,35 e 6,55 dólares.

As previsões para o volume de negócios anual ficam entre 98 e 102 mil milhões de dólares. As vendas da vacina Cominarty (contra a covid-19) devem atingir 32 mil milhões de dólares.

“Continuamos as entregas de Cominarty, que continua a ser uma ferramenta crucial para ajudar […] a evitar os piores efeitos da pandemia de covid-19”, comentou o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, citado num comunicado.

“Estamos no bom caminho para conseguir cumprir o nosso compromisso de entregar 2 mil milhões de doses a países de baixos e médios rendimentos em 2021 e 2022, incluindo pelo menos mil milhões este ano”, acrescentou.

Sobre a invasão russa da Ucrânia, o grupo lembrou que manteve as entregas humanitárias de medicamentos na Rússia, mas que todos os lucros das suas sucursais no país servem para financiar a ajuda humanitária ao povo ucraniano.

A Pfizer indicou ainda que já não vai iniciar mais testes clínicos na Rússia, nem recrutar novos pacientes para os ensaios em curso e falou na suspensão de futuros investimentos em parcerias locais destinadas à construção de fábricas.

As acções da Pfizer sobem 2,38% para 49,49 dólares a 45 minutos do fecho das negociações em Wall Street.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 4 de Maio de 2022.