Farmacêuticas GSK e CureVac desenvolvem em conjunto vacina contra variantes já detectadas

Farmacêuticas GSK e CureVac desenvolvem em conjunto vacina contra variantes já detectadas - 

O objectivo é desenvolver "uma vacina que responda às variantes que possam surgir durante a pandemia".

O laboratório farmacêutico britânico GSK e o concorrente alemão CureVac anunciaram que vão desenvolver em conjunto uma vacina contra o novo coronavírus que esperam estar pronta em 2022.

Em comunicado, as empresas referem que têm como objectivo desenvolver "uma vacina que responda às variantes que possam surgir durante a pandemia".

Neste momento, a investigação vai ter como "alvo" as variantes que já foram detectadas e outras que podem vir a surgir, indica o documento divulgado hoje.

O laboratório GSK (GlaxoSmithKline) através do mesmo comunicado acrescenta que, numa primeira fase, vai apoiar durante 2021 a produção de uma primeira vacina que já foi desenvolvida pela farmacêutica CureVac e que já se encontra na "fase 3" dos ensaios clínicos.

As duas empresas já têm vínculos estabelecidos, desde Julho de 2020, altura em que a GSK adquiriu 10% do capital da biotecnológica alemã CureVac.

Farmacêuticas esperam ter resultados em 2022

Os trabalhos vão começar de imediato sendo que as empresas esperam obter resultados em 2022, desde que obtenham "luz verde" das autoridades sanitárias.

O acordo prevê um investimento de 150 milhões da GSK na empresa alemã e que vai permitir aos britânicos obter os direitos da nova vacina para todos os países, excepto Alemanha, Áustria e Suíça.

"Nós pensamos que a 'próxima geração da vacina' vai ser crucial na luta que continua contra o covid-19", disse Emma Walmsley, directora geral da GSK.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 3 de Fevereiro de 2021.

Covid-19. Roche lança novo teste de antigénio, menos invasivo

Covid-19. Roche lança novo teste de antigénio, menos invasivo - 

O novo teste para despiste da covid-19, de amostra nasal, estará disponível em meados de Fevereiro, anunciou a farmacêutica.

Menos invasivo e mais rápido, assim apresenta a Roche o seu novo teste de antigénio, de amostra nasal, para despiste da covid-19. Segundo a farmacêutica, o teste obteve a marcação CE e estará disponível em meados de Fevereiro de 2021 nos países que aceitem a certificação de conformidade europeia.

A utilizar por profissionais de saúde, o novo teste “permitirá a recolha da amostra da zona frontal do nariz, em vez da nasofaringe, resultando num procedimento de teste simplificado e mais rápido”, que ajudará a “reduzir o desconforto geral” provocado pela procedimento, particularmente no caso de “crianças, idosos e/ou pessoas com deficiências”.

Outra vantagem apontada pela Roche é a possibilidade de ser o doente a auto-recolher a sua amostra nasal “sob a supervisão de um profissional de saúde”, o que permite diminuir a necessidade de contacto físico, logo, “o risco de exposição ao vírus das equipas de saúde”.

Os testes antigénio são utilizados como alternativa aos chamados testes PCR, que são os que verificam se o vírus SARS-CoV-2 está presente numa amostra.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 2 de Fevereiro de 2021.

Covid-19: Novo site permite marcação de testes rápidos

Covid-19: Novo site permite marcação de testes rápidos - 

Foi lançado um portal que permite agendar a realização de testes à covid-19 em todo o país, com a possibilidade de execução ao domicílio e em empresas.

O objectivo passa por sistematizar informação de modo a facilitar e a democratizar o acesso à marcação dos mesmos.

O portal disponibiliza os postos disponíveis em cada distrito, e nos quais é possível fazer o teste rápido de antigénio, assim como permite o agendamento dos mesmos.

“Disponibilizamos não só informação sobre o teste, os locais onde os mesmos podem ser realizados, permitindo ainda que as pessoas que o queiram fazer possam fazer a marcação do teste à covid-19, seja em postos existentes próximos da sua área de residência ou mesmo ao domicílio, sendo que o mesmo se aplica também às empresas que o pretendam fazer junto dos seus colaboradores”, explicou João Monteiro, autor da iniciativa, numa nota divulgada.

O teste antigénio é nasofaríngeo (com recurso a zaragatoa) e serve para controlo regular e confirmação de casos suspeitos. O mesmo realiza-se em cerca de 2-3 minutos e os resultados são apresentados em 15 minutos. Após a realização do mesmo, é enviado um relatório médico a todos os casos positivos.

Estes testes são aprovados pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) e pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), com uma fiabilidade de desempenho acima de 93%.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 2 de Fevereiro de 2021.

Genéricos geram poupança recorde de 462 milhões de euros em 2020

Genéricos geram poupança recorde de 462 milhões de euros em 2020 - 

Os medicamentos genéricos dispensados nas farmácias portuguesas permitiram uma poupança superior a 462 milhões de euros ao Estado e às famílias no ano passado, o valor mais alto de sempre, segundo dados hoje divulgados por duas associações.

"O ano de 2020 foi um ano anómalo e a indústria farmacêutica foi afectada pela pandemia como toda a restante economia. Ainda assim, a poupança promovida pelos medicamentos genéricos atingiu um valor recorde", realçou à Lusa Maria do Carmo Neves, presidente da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (Apogen).

Segundo a responsável, os dados do contador 'online' lançado no ano passado pela Associação Nacional de Farmácias (ANF) e pela Apogen, demonstram "a importância e relevância destes medicamentos no equilíbrio do sistema de saúde", isto "num ano de crise sanitária com impacto directo na economia das famílias".

Paralelamente, os indicadores mostram que, pela primeira vez, registou-se uma quebra de 1,3 milhões de embalagens no consumo de medicamentos genéricos, ainda que o valor da poupança tenha subido 14 milhões de euros em 2020 face ao ano anterior.

Maria do Carmo Neves explicou a queda das vendas com a redução de doenças, como por exemplo a gripe, no ano passado, devido a todos os condicionalismos provocados pela pandemia de covid-19, como é o caso das medidas de confinamento, que deixam os portugueses "muito mais protegidos contra outro tipo de doenças".

Quanto à subida do valor da poupança gerada com os medicamentos genéricos, a líder da Apogen apontou para o facto de vários produtos de referência terem perdido a patente, permitindo uma redução dos custos quer para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), quer para os utentes.

"É de crer que este ano e nos próximos, haja ainda mais necessidade, por parte dos cidadãos e do SNS em geral, em recorrer cada vez mais à utilização dos medicamentos genéricos, não só pela qualidade indiscutível, mas também, pelo equilíbrio financeiro que propomos ao sistema", antecipou.

Por seu turno, Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF, destacou que "as farmácias foram pioneiras na promoção de medicamentos genéricos e lutarão sempre para que os portugueses tenham acesso a medicamentos seguros, ao melhor preço possível".

E acrescentou: "O Estado deve criar condições para que a nossa rede, a braços com uma crise que se arrasta há doze anos, possa prosseguir essa missão, que tão bom resultado tem dado para a saúde e as contas públicas".

Já Maria do Carmo Neves considerou que Portugal "ainda está longe de ter o valor de poupança optimizado", e que a dispensa de genéricos "fica muito aquém do que deveria ser", assegurando que a Apogen vai continuar a trabalhar com as tutelas no sentido de ser promovida uma maior utilização destes medicamentos.

O contador 'online' (apogen.pt) do valor da contribuição dos medicamentos genéricos para o SNS e para as famílias pode ser consultado em tempo real e, em 2021, a poupança já ultrapassa os 40 milhões de euros.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 2 de Fevereiro de 2021.

Relatório europeu: Portugal vacinou 1,6% da população adulta, Irlanda lidera

Relatório europeu: Portugal vacinou 1,6% da população adulta, Irlanda lidera - 

Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças publica novos dados sobre a vacinação na União Europeia. Dois países avançaram com a decisão de espaçar a toma entre doses além do que está previsto para conseguir vacinar mais pessoas em menos tempo. Discussão prossegue na Europa.

O problema é comum – escassez de vacinas -, as estratégias para lidar com ele divergem, com os países da União Europeia a gerir os reduzidos lotes que vão recebendo de forma diferente. De acordo com o relatório do European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) publicado esta segunda-feira sobre o processo de vacinação na União Europeia e países membros do Espaço Económico Europeu, 1,6% da população portuguesa com mais de 18 anos tinha recebido pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19.

O valor é baixo comparando com a maioria dos restantes 22 países que reportaram dados ao ECDC a 25 de Janeiro. Com números inferiores aparecem Chipre, Eslováquia, Letónia e Países Baixos. A maioria tem 2 a 3 por cento da sua população adulta com uma dose da vacina tomada e a Irlanda destaca-se de todos os outros, com 11,5%.

Em conferência de imprensa esta segunda-feira à tarde, a ministra da Saúde sublinhou, no entanto, que os dados constantes do relatório estão "desactualizados" e que Portugal tem já "3,3 doses de vacinas administradas por cada 100 pessoas, sendo o sétimo neste indicador”.

Mas o que o relatório também mostra é que a percentagem de administração das doses já distribuídas na União Europeia (a esmagadora maioria da Pfizer/BioNTech, já que a compra da UE à Moderna foi bem mais reduzida) varia muito de país para país. Portugal, por exemplo, tinha utilizado metade das doses recebidas. Já em Espanha esse valor chega aos 85%.

A diferença tem a ver com a forma como os stocks são geridos e a maior ou menor prudência com que se guardam vacinas suficientes para garantir a segunda toma de quem já iniciou o processo de vacinação, evitando que atrasos ou percalços nas entregas façam interromper o processo. Em Portugal, o grupo de trabalho para a vacinação anunciou recentemente que ia mudar o critério, muito prudente, e em vez de manter reservas para três semanas reduzir para uma.

Adiar ou não a segunda dose

Mas há outra forma de acelerar o processo e que tem a ver com adiar a segunda toma e administrar as doses que vão chegando a cada país ao maior número de pessoas possível.

O Reino Unido já tinha tomado essa decisão tanto para a vacina da Pfizer como para a da Astrazeneca, aprovada na passada sexta-feira pela Agência Europeia do Medicamento para utilização na UE. Em vez das três a quatro semanas de intervalo entre doses, como previsto nos ensaios clínicos e aprovação dos reguladores, estenderam até um máximo de 12 semanas.

Na União Europeia, e segundo o relatório do ECDC, a Irlanda já está a usar um intervalo de 28 dias em vez de 21 dias no caso da vacina da Pfizer e os Países Baixos permitem também um alargamento até aos 42 dias – este é o período máximo de extensão admitido pela Organização Mundial de Saúde em função do agravamento da situação epidemiológica e da pressão sobre os sistemas de saúde em vários países. A República Checa deverá tomar decisão semelhante.

No entanto, a maioria dos Estados-membros (14 em 23) comunicaram ao ECDC que não estavam a pensar para já em mudar os intervalos inicialmente definidos. Outros seis, incluindo Portugal, indicaram que a decisão ainda estava em “discussão”.

No fim de semana, o "Público" noticiou que a comissão técnica para a vacinação defende precisamente o maior espaçamento entre doses, até seis semanas, como forma de vacinar mais pessoas mais rapidamente, mas que o grupo de trabalho responsável pelo plano de vacinação em Portugal não aceitou a sugestão, estando a aguardar orientações da Agência Europeia do Medicamento.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 2 de Fevereiro de 2021.

UE investe 416 milhões para comprar vacinas da Novavax e da Valneva

UE investe 416 milhões para comprar vacinas da Novavax e da Valneva - 

A Comissão Europeia vai investir 416 milhões de euros para aquisição das vacinas contra o SARS-CoV-2 da Valneva e da Novavax, elevando para oito o número de fármacos disponíveis para os Estados-membros da União Europeia.

O anúncio foi feito pela directora-geral da Saúde do executivo comunitário, Sandra Gallina, que explicou que aos 2.700 milhões de euros de fundos comunitários destinados à vacinação em 2020 se soma um contributo adicional de 750 milhões de euros provenientes dos Estados-membros.

Deste último valor, 333 milhões de euros foram utilizados nos últimos anos, ficando disponíveis 416 milhões de euros que serão investidos na aquisição de "outras duas vacinas", nomeadamente a da Valneva e da Novavax.

Depois de uma semana de disputas com a AstraZeneca, por causa dos atrasos desta farmacêutica na distribuição da vacina à UE no primeiro trimestre deste ano, Gallina defendeu o sistema colocado em marcha pela Comissão Europeia para reservar fármacos de vários laboratórios, antes de saber quais teriam maior eficácia contra o novo coronavírus.

A directora-geral da Saúde acrescentou que foram adquiridas "todas as doses disponíveis" aquando da realização dos contractos e que até ao momento todas as farmacêuticas estão a cumprir com a calendarização, excepto a AstraZeneca

Estes contractos, prosseguiu Sandra Gallina, são "muito bons" quer em termos de rentabilidade, quer ao nível da atribuição de responsabilidades.

A responsável também negou que Bruxelas tivesse pagado um preço demasiado baixo pelas doses das vacinas em comparação com outros países.

"Os preços que pagamos são totalmente justificados, não acredito que deveríamos pagar mais. As empresas deveriam cumprir com os seus compromissos", explicitou, referindo-se ao diferendo com a AstraZeneca, acrescentando que os fundos europeus foram "bem usados".

Na opinião de Gallina, não se trata de uma questão de mais dinheiro visado nos contractos, mas sim de maior capacidade de produção, imputada às farmacêuticas.

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios" e autor em 2 de Fevereiro de 2021.