Infarmed garante que vacina só será disponibilizada se for segura e eficaz

Infarmed garante que vacina só será disponibilizada se for segura e eficaz - 

Estão ainda a ser negociados contratos para adquirir mais cinco vacinas, que o Infarmed espera "fechar" nas próximas semanas. Perspectiva é de ter uma vacina disponível ainda este ano.

Fazendo um ponto da situação das vacinas em estudo na reunião sobre a evolução da covid-19 em Portugal, que reuniu hoje peritos, políticos e parceiros sociais no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Rui Ivo afirmou que estão em desenvolvimento “um número importante de vacinas”.

Neste momento são 176, das quais 33 estão em fase de avaliação clínica, já estão a ser estudadas em pessoas, e há oito vacinas que estão na terceira fase dos ensaios, a fase prévia à sua apresentação às autoridades para a sua utilização, disse o presidente do Infarmed.

“Face à incerteza e à situação concreta com que estamos a trabalhar é importante abranger um leque alargado de vacinas”, defendeu, adiantando que neste momento estão a ser objecto de discussão e de negociação a nível europeu seis das oito vacinas que estão na fase 3.

Rui Ivo enfatizou que embora se esteja “perante uma situação de urgência, que uma situação pandémica exige”, esta é “uma decisão diferente de todas as outras”.

“A vacina tem de ser objecto de autorização em termos de qualidade segurança e eficácia. Só após esse percurso, que será feito através da Agência Europeia do Medicamento, onde também participa o Infarmed, a vacina poderá ser autorizada”, defendeu.

Segundo o responsável, estas vacinas irão ser objecto de um sistema de monitorização de segurança após a sua autorização.

Conclusão de contratos para adquirir mais vacinas nas próximas semanas

“Os dados preliminares que já foram disponibilizados, e a breve trecho teremos os dados deste estudo de fase 3, são positivos, portanto, são bastante promissores em termos do desenvolvimento das vacinas”, salientou.

Relativamente à negociação que está a decorrer a nível europeu, Rui Ivo disse que há já um contrato assinado com a AstraZeneca, que prevê quantidades para todos os países da União Europeia, tendo sido negociados 300 milhões de unidades para a UE, para “um período que – se ela vier a ser autorizada e estiver disponível – desde o final deste ano, princípio de 2021, até meados de 2021”.

Há mais cinco vacinas que estão neste momento em fase bastante avançada. “Eu penso que nas próximas semanas iremos verificar a conclusão destes contratos”, salientou.

O presidente do Infarmed disse ainda que as quantidades estão distribuídas pelas diferentes tipologias das vacinas e há uma regra que está subjacente a estes processos de aquisição que é a alocação de quantidades à população, o que indica que Portugal irá receber ao longo do período do contrato com a AstraZeneca 6,9 milhões de vacinas.

Disse também que está previsto nos contratos que pode haver produção de doses adicionais caso sejam necessárias.

“Até agora os dados que temos em termos das vacinas apontam para a necessidade de duas doses, mas não é de excluir que avançando o processo de desenvolvimento possa haver alguma vacina que possa apenas necessitar de uma dose”, sublinhou.

De acordo com Rui Ivo, se as várias vacinas forem objecto de autorização, irão surgir gradualmente e ter “um volume mais significativo, nomeadamente a partir do princípio do segundo trimestre 2021”.

“Isto é extremamente importante nomeadamente para o trabalho que caberá à Direcção-Geral da Saúde em termos de delineamento da estratégia de vacinação e da forma de a introduzir e a definir em termos de desenvolvimento”, vincou.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 8 de Setembro de 2020

Infarmed retira do mercado as máscaras cirúrgicas OrbitPlatform

Infarmed retira do mercado as máscaras cirúrgicas OrbitPlatform - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) emitiu uma circular informativa no seu portal, a indicar a Suspensão da comercialização e retirada do mercado das máscaras cirúrgicas, com marcação CE, do fabricante OrbitPlatform.

De acordo com o Infarmed, “foi identificada a colocação no mercado nacional e comercialização de máscaras cirúrgicas do tipo I com as referências MC10001, MC10001.1, MC10002, MC10003 e do tipo IIR com referências MC20001, MC20002 e MC20003, do fabricante OrbitPlatform, Lda. ostentando marcação CE indevida, por não existir evidência de cumprimento de todos os requisitos legais aplicáveis e pela documentação técnica se encontrar incompleta, nos termos previstos do Anexo VII do Decreto-Lei n.º 145/2009, de 17 de Junho, na sua actual redacção”.

Sendo assim, o Infarmed “determinou a imediata retirada do mercado nacional dos referidos dispositivos”.

A Autoridade para o Medicamento alerta ainda que “as entidades que eventualmente disponham de unidades deste dispositivo médico, com data de fabrico anterior a esta Circular, não as devem utilizar e devem reportar o facto à Direcção de Produtos de Saúde do Infarmed”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 7 de Setembro de 2020

Falsas urgências voltam a aumentar nos hospitais

Falsas urgências voltam a aumentar nos hospitais - 

Número de urgências regressou, em Agosto, para perto dos níveis pré-pandemia. Falsas urgências já representam quase metade do total.

No pós-férias, os portugueses estão a recorrer mais às urgências hospitalares, ao ponto de a afluência já se aproximar da que se registava antes da pandemia de covid-19, que levou a uma queda abrupta dos atendimentos a partir de Março. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, metade são falsas urgências, ou seja, doentes não urgentes que não precisam de tratamento hospitalar.

Em Agosto os doentes não prioritários nas urgências dos hospitais (que receberam pulseira branca, azul ou verde na triagem) representavam 45% do total, quando em 2019, em média, rondavam 42%, segundo avança o jornal Público.

Numa fase em que os casos de Covid-19 deverão aumentar, com o regresso das aulas e ao trabalho, os médicos mostram-se preocupados com o avolumar de falsas urgências sobretudo no próximo inverno, numa altura em que os serviços estarão sob pressão por causa do aumento de casos de gripe sazonal, Covid-19 e outras patologias do foro respiratório.

Muitos doentes não-urgentes recusam ser encaminhados para os centros de saúde, numa consulta com hora marcada. Se esta opção já era pouco escolhida antes da pandemia, agora, com os centros de saúde a funcionar a meio-gás e com muitas assimetrias, são muitas as situações em que terá sido a falta de resposta dos cuidados de saúde primárias a levar o doente ao hospital.

“Os doentes dizem que vão aos centros de saúde e não são recebidos ou que telefonam para lá e ninguém atende”, sublinha a médica Cristina Marujo, directora do serviço de urgência do Hospital de São João, onde já se fazem mais de 400 atendimentos por dia.

Aliás, se em Abril e maio a quebra foi acentuada, a verdade é que a procura pelos serviços começou a recuperar de forma consistente em Junho e, em Agosto, já se aproxima de valores normais em alguns hospitais da região Norte. “No Reino Unido se o doente não tiver uma carta do médico de família, não entra na urgência. Isto está muito interiorizado na nossa cultura”, diz o presidente do conselho de administração da ULS de Matosinhos, Taveira Gomes, em declarações ao Público.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 7 de Setembro de 2020

Custo de vacina desenvolvida por Sanofi e GSK fica abaixo dos 10 euros

Custo de vacina desenvolvida por Sanofi e GSK fica abaixo dos 10 euros - 

O presidente da Sanofi reitera que “os franceses e os europeus terão a vacina ao mesmo tempo que os doentes americanos".

A vacina em desenvolvimento pelo laboratório francês Sanofi e pelos britânicos da GSK para a covid-19 terá um preço abaixo dos 10 euros por dose, assegurou o presidente da Sanofi France, Olivier Bogillot.

“Ainda não está bem definido. Estamos em vias de medir todos os custos de produção que serão nossos nos próximos meses”, disse o líder da companhia farmacêutica, saudando a “partilha de riscos com os Estados” que permite ter preços “tão baixos quanto possível” e deixando uma garantia: “Estaremos a menos de 10 euros por dose”.

Confrontado com o custo de cerca de 2,50 euros por dose da vacina desenvolvida pelo concorrente AstraZeneca, Olivier Bogillot justificou a diferença com o facto de a sua empresa apostar na utilização de recursos internos, como os “próprios investigadores e as próprias fábricas”, ao passo que a companhia anglo-sueca “externalizou a produção” em larga escala.

Paralelamente, o presidente da Sanofi reiterou que “os franceses e os europeus terão a vacina ao mesmo tempo que os doentes americanos”.

Segundo os dados avançados pela empresa, os Estados Unidos terão cerca de 100 milhões de doses, os europeus receberão 300 milhões e a Grã-Bretanha irá ser contemplada com 60 milhões de doses.

Olivier Bogillot enalteceu ainda a importância da colaboração com o concorrente britânico, assumindo que “não é comum” haver a junção de forças numa investigação desta dimensão, mas considerou ser “bastante saudável nesta guerra contra a covid-19″.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 7 de Setembro de 2020

UNICEF coordena compra e distribuição de vacinas em operação "inédita"

UNICEF coordena compra e distribuição de vacinas em operação "inédita" - 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou hoje que vai coordenar uma operação de proporções "inéditas" de compra e distribuição de vacinas contra a doença covid-19 para dezenas de países de baixos e médios rendimentos.

É "a maior e mais rápida operação alguma vez realizada na aquisição e distribuição de vacinas" e está integrada no plano do Mecanismo de Acesso Mundial às Vacinas contra a Covid-19 (COVAX), um mecanismo global co-liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a compra e distribuição equitativa de vacinas a países com baixos e médios rendimentos, segundo indicou a UNICEF num comunicado.

A UNICEF, em colaboração com o Fundo Rotativo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), irá coordenar os esforços para comprar e distribuir doses de vacinas contra a covid-19 para um total de 92 países de baixos e médios rendimentos, com o apoio do mecanismo COVAX e das reservas para emergências humanitárias.

A agência da ONU também vai a ajudar a obter vacinas para cerca de 80 países de maior rendimento que já manifestaram a intenção de participar no mecanismo COVAX, doses essas que serão financiadas com os respectivos orçamentos públicos.

"Trata-se de uma aliança entre governos, fabricantes e parceiros multilaterais na qual todos devemos fazer a nossa parte para continuar com a batalha decisiva contra a pandemia da covid-19", disse a directora-executiva da UNICEF, Henrietta Fore.

De acordo com os prazos comunicados à UNICEF por 28 fabricantes com centros de produção em dez países, o período estimado entre o desenvolvimento e a produção de vacinas poderá constituir "um dos avanços científicos e de fabricação mais rápidos da história".

A organização referiu, citando as explicações fornecidas pelos fabricantes, que os investimentos necessários para obter uma produção em grande escala de doses de vacinas vão depender do sucesso dos ensaios clínicos, da disponibilidade de acordos para uma compra antecipada, da confirmação de fundos de financiamento, bem como de uma optimização, por exemplo, dos registos e das medidas de regulação.

O próximo passo desta grande operação será garantir que os países que vão financiar directamente as vacinas confirmem a sua participação no mecanismo COVAX antes do dia 18 de Setembro, o que irá permitir conseguir fundos para aumentar a capacidade de fabricação em grande escala através de acordos de aquisição antecipada.

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte de pelo menos 869.718 pessoas e infectou mais de 26,3 milhões em todo o mundo desde Dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 4 de Setembro de 2020.

Liga Portuguesa Contra a Sida recebe Prémio Nacional de Psicologia

Liga Portuguesa Contra a Sida recebe Prémio Nacional de Psicologia - 

A Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) recebe hoje o Prémio Nacional de Psicologia, uma distinção que, para a presidente, reflecte "um longo percurso e trabalho" no apoio a doentes com doenças e infecções sexualmente transmissíveis.

"Esta distinção é um incentivo para continuar a prática de acções e gestos solidários para a LPCS, mas importantes para outros, a quem pudemos e podemos continuar a ser úteis", considerou a presidente da instituição, citada em comunicado.

Desde a formação disponibilizada a psicólogos à produção de conhecimento com a colaboração desses mesmos profissionais, Maria Eugénia Saraiva recordou o trabalho que a liga tem desenvolvido desde a sua fundação, em 1990, referindo que foi uma das primeiras organizações não-governamentais criadas para dar resposta nesta área.

"O primeiro e grande projecto da LPCS a ser criado foi a Linha SOS SIDA, com o objectivo de apoiar o maior número de pessoas possível, mantendo-se até hoje, mas de uma forma mais alargada e acessível, com um reforço extraordinário de horário durante a pandemia covid-19", sublinhou, referindo também a criação de centros de apoio e unidades de rastreio.

O Prémio Nacional de Psicologia é atribuído todos os anos pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, para distinguir instituições pelo contributo para a afirmação da psicologia na sociedade.

O prémio é hoje entregue à presidente da LPCS, que sublinha que a distinção é também de todos os profissionais que passaram pela instituição.

"Orgulho-me de dizer que passaram na LPCS várias gerações de psicólogos, é deles também este prémio, e que, a todos eles foi sempre passado o testemunho do reconhecimento das ciências psicológicas na literacia da saúde, na promoção e educação para a saúde e na prevenção da doença e na valorização das práticas de supervisão", afirma.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 4 de Setembro de 2020.