Governo termina com a comparticipação dos TRAg

Governo termina com a comparticipação dos TRAg - 

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional para a detecção da covid-19 vão deixar de ser comparticipados a partir de Maio.

A noticia foi avançada pelo jornal “Público”.

Segundo o jornal, a portaria que estabeleceu o regime excepcional e temporário que permitia a comparticipação de testes rápidos não vai voltar a ser renovada.

Isto significa que, a partir de domingo, quem se dirigir a uma farmácia ou a um laboratório para realizar o teste, vai ter de pagar.

Esta decisão surge na sequência das medidas de alívio de medidas de combate à covid-19, que o Governo implementou, como ter acabado a obrigatoriedade de uso de máscara para a generalidade dos espaços públicos fechados.

Nesse contexto, está também a ser revista a estratégia nacional de testagem ao SARS-CoV-2, sendo que o objectivo é acabar com rastreios sistemáticos em vários locais, como em lares de idosos ou nos hospitais.

Aliás, desde Fevereiro, altura em que o governo terminou com a obrigatoriedade de apresentação de um teste negativo para o acesso a determinados locais caiu, há menos pessoas a testarem-se.

Segundo os dados do Instituto de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em Janeiro fizeram-se quase oito milhões de testes de diagnóstico (7.967.359) e, em Março o número não ultrapassou 1,7 milhões.

Neste momento, as pessoas que optam por realizar testes são as pessoas que têm sintomas sugestivos de infecção.

Lembrar que a comparticipação a 100% dos TRAg começou a 1 de Julho de 2021, tendo-se prolongado até ao até ao final de Setembro. A medida temporária voltou a entrar em vigor a 18 de Novembro e foi sendo sempre renovada, mantendo-se em vigor até 30 de Abril.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 29 de Abril de 2022

DGS actualiza regra para uso de máscara

DGS actualiza regra para uso de máscara - 

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizou, esta quinta-feira, a orientação sobre o uso obrigatório e recomendado de máscara, considerando que a sua utilização se mantém como uma "importante medida" para conter as infecções pelo SARS-CoV-2. Uma das mudanças prende-se com o esclarecimento sobre a obrigatoriedade do uso de máscara nos acesso aos meios de transportes públicos, como aeroportos e plataformas cobertas de acesso ao metro ou comboio.

"Apesar da elevada cobertura vacinal em Portugal, a utilização de máscaras na comunidade é uma medida eficaz na prevenção da transmissão de SARS-CoV-2 e continua assim a ser uma importante medida de contenção da infecção, sobretudo em ambientes e populações com maior risco para infecção", refere o documento assinado pela directora-geral Graça Freitas.

A orientação recorda que Portugal tem vindo a eliminar a generalidade das medidas restritivas de resposta à pandemia, tendo permanecido em vigor a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços interiores, que passou a ser "objecto de um novo enquadramento" já aprovado pelo Governo.

Nesse sentido, a DGS indica que o uso de máscara cirúrgica ou FFP2 é obrigatório por qualquer pessoa a partir dos 10 anos nos estabelecimentos e serviços de saúde, incluindo farmácias comunitárias, assim como nas estruturas residenciais ou de acolhimento e serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou com deficiência, bem como nas unidades de cuidados continuados integrados.

A máscara é ainda obrigatória nos transportes colectivos de passageiros, incluindo o aéreo, táxis e TVDE, e nas plataformas e acessos cobertos a transportes públicos, como aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio.

Estão também obrigadas a usar a máscara as pessoas que sejam casos confirmados de covid-19 em todas as circunstâncias, sempre que estejam fora do seu local de isolamento até ao décimo dia após o início de sintomas ou do teste positivo, assim como os contactos com casos confirmados de infecção durante 14 dias após a data da última exposição.

Pessoas mais vulneráveis devem usar

A orientação hoje publicada avança que se mantém a recomendação de uso de máscaras para as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente com doenças crónicas ou estados de imunossupressão com risco acrescido para covid-19 grave, sempre que em situação de risco aumentado de exposição.

É também recomendado o seu uso por pessoas que tenham contacto com outras mais vulneráveis, assim como por "qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados".

"Para garantir a utilização da máscara em todas as circunstâncias previstas na presente orientação, e sempre que a pessoa considere que a sua utilização se justifica, recomenda-se que qualquer pessoa seja portadora de uma máscara cirúrgica ou FFP2, sempre que se desloque ou circule para fora do local de residência ou permanência habitual", adianta o documento.

A DGS actualizou também a orientação sobre as medidas de saúde pública no âmbito da pandemia da covid-19, adequando-a às novas regras de utilização das máscaras, e sublinhando que "é da responsabilidade de cada um adoptar comportamentos que minimizem o risco de transmissão do vírus".

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 28 de Abril de 2022.

Mais de metade de inquiridos num estudo desvaloriza a asma

Mais de metade de inquiridos num estudo desvaloriza a asma - 

A maioria não sabe que a gravidade de um ataque de asma pode ser comparável à de um ataque cardíaco.

Mais de metade dos inquiridos num estudo sobre asma desvaloriza a doença e três em cada quatro não conhecem todos os sintomas, segundo dados hoje divulgados, quando arranca uma campanha de alerta sobre esta doença respiratória.

De acordo com o estudo, divulgado a propósito do Dia Mundial da Asma, que se assinala a 3 de Maio, 65,1% dos inquiridos considera normal um doente asmático ter uma crise de asma, mesmo estando medicado, e 66,6% não sabe que a gravidade de um ataque de asma pode ser comparável à de um ataque cardíaco.

"A asma pode ser, em termos de interferência na vida diária, o equivalente a uma diabetes ou insuficiência cardíaca, mas as pessoas não valorizam pois tendem a valorizar só os episódios de crise, minorando os intervalos em que podem estar bem, ou quase bem, e acham que não têm a necessidade de tratar e fazer a medicação para a controlar", disse à Lusa a coordenadora do grupo de interesse sobre asma na Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), Ana Mendes.

A especialista explicou ainda que, muitas vezes, as pessoas "vão limitando a sua vida no dia a dia, devagarinho, às vezes sem ter a noção do que já deixaram de fazer por causa da asma".

O estudo hoje divulgado - com base em informação recolhida através de mil inquéritos feitos entre 24 Março e 7 de Abril a uma amostra de população proporcional aos censos 2011 nas categorias género, idade e distrito de residência - sublinha que apenas 25,7% dos inquiridos identifica todos os possíveis sintomas da asma (falta de ar, tosse, sensação de aperto no peito, cansaço, tosse durante a noite e pieira).

"As pessoas devem estar atentas a sintomas como a sensação de falta de ar, que normalmente descrevem como gatinhos ou pieira, mas também pode surgir como uma sensação de aperto no peito, como se tivessem algo pesado em cima do peito que os impedisse de respirar, ou até tosse, que se mantém no período da manhã, ou mais ao final do dia", explicou Ana Mendes.

A imunoalergologista acrescenta que, se as pessoas sentirem "alguma limitação nas suas actividades diárias (...), se andarem um pouco e ficarem mais cansados do que seria suposto" também é um sinal para "procurar ajuda e ver o que se passa".

Para alertar doentes, cuidadores e população para a importância de valorizar a doença, a SPAIC, em conjunto com a Associação Portuguesa de Asmáticos, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, a Plataforma Saúde em Diálogo, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (Nucelo de Estudos de Doenças Respiratórias), entre outas entidades, lançam hoje uma campanha, no âmbito do Dia Mundial da Asma.

Os dados hoje divulgados mostram também que 82,8% dos inquiridos sabem que a asma é uma doença crónica, mas quando questionados sobre se a asma passa com a idade, apenas 65,4% reconhece que não. "Sendo uma doença crónica, a inflamação está sempre presente e se interpretarmos a doença com a necessidade de fazer terapêutica diária e de ser avaliada vamos ter muito menos descompensações e menos gastos", sublinha a especialista da SPAIC, acrescentando que "o objectivo da medicação é reduzir as crises e fazer com que a pessoa "não tenha sintomas que limitem o seu dia a dia".

"Pode acontecer alguma crise ou outra, por exemplo, nalguma infecção, que pode levar a uma descompensação, mas não deve ser interpretado como normal. (...). Não nos devemos habituar a ter ataques de asma no dia a dia", acrescentou.

A especialista lembra também que "as infecções virais são principais factores de risco para uma crise e para agravamento de sintomas" e que "se a pessoa não estiver controlada, pior vai ser, mais queixas terá e até pode desencadear uma crise grave". Sublinha, por isso, a importância de se controlar a doença e cumprir a medicação, para que este risco seja menor.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 28 de Abril de 2022

OMS. Redução acentuada de testes compromete vigilância do coronavírus

OMS. Redução acentuada de testes compromete vigilância do coronavírus - 

A redução acentuada dos testes de despiste do SARS-CoV-2 no mundo está a comprometer a vigilância sobre o coronavírus que causa a covid-19, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apelou aos países para manterem o rastreio.

Este vírus não vai desaparecer só porque os países pararam de procurá-lo. Ainda está a disseminar-se, ainda está a mudar e ainda está a matar", salientou o director-geral da OMS em conferência de imprensa.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, com a diminuição da testagem a nível global, a organização está a receber menos informação sobre a transmissão e a sequenciação do coronavírus SARS-CoV-2.

Esta situação "deixa-nos cada vez mais cegos relativamente aos padrões de transmissão e de evolução", sublinhou o responsável da OMS, que apelou aos países para que continuem a monitorizar a evolução da covid-19.

Tedros Adhanom Ghebreyesus adiantou que globalmente o número de casos e de mortes continua a decair, o "que é muito encorajador", tendo sido reportados na última semana pouco mais de 15 mil óbitos, o total semanal mais baixo desde Março de 2020, mas que deve ser visto "com alguma cautela".

Na conferência de imprensa, Bill Rodriguez, o responsável da Global Alliance for Diagnostics (FIND), uma organização que colabora com a OMS na área do rastreio, também lamentou a decisão tomada por vários governos de "baixar a guarda" face ao SARS-CoV-2.

Nos últimos quatro meses e apesar da maior transmissibilidade da variante Ómicron, as "taxas de rastreio baixaram entre 70% a 90% em todo o mundo", afirmou Bill Rodriguez.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 27 de Abril de 2022

O que é o adenovírus, a possível causa do surto de hepatite em crianças

O que é o adenovírus, a possível causa do surto de hepatite em crianças - 

A onda de casos de hepatite continua a intrigar os cientistas, mas estes acreditam estar cada vez mais perto da origem do surto. O Lifestyle ao Minuto explica-lhe tudo.

As autoridades de saúde britânicas acreditam que uma alteração genética de uma estirpe de adenovírus, geralmente associado a constipações, pode estar na origem da onda de hepatite aguda que está a afectar crianças, sobretudo até aos seis anos, na Europa e nos Estados Unidos da América. Meera Chand, que lidera o departamento de infecciologia da UK Health Security Agency, o equivalente à Direcção-Geral da Saúde no Reino Unido, crê que a estirpe do adenovírus denominada F41 é a causa mais provável destes 'misteriosos' casos de hepatite.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças marcou uma reunião de emergência para esta quarta-feira. Segundo os especialistas, o vírus terá sido detectado em, pelo menos, 75% dos casos reportados, sobretudo depois da eliminação das restrições associadas à pandemia de Covid-19. 

Os dados disponíveis até ao momento mostram que há perto de 200 casos em vários países, sendo que em 10% é necessário fazer transplante de fígado. Regista-se ainda um óbito. 

A rede portuguesa de hospitais CUF descreve a hepatite como uma inflamação do fígado "que pode ter diversas causas, sendo as mais comuns os vírus. "Quando ocorre, o fígado não consegue desempenhar as suas funções e as lesões nele causadas podem evoluir para cirrose ou cancro. Uma vez que existem vários tipos, a sua gravidade é muito variável." Dentro das hepatites contraídas por bactérias ou vírus, existem seis tipos diferentes de vírus: A, B, C, D, E e G.

Segundo o SNS 24, quando ocorrem sintomas, os mais comuns são fadiga, perda de apetite, náuseas, vómitos, diarreia, urina escura, fezes claras, dores abdominais e coloração amarela da pele e dos olhos (icterícia). 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que têm sido registados sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia e vómito, icterícia e níveis elevados das enzimas do fígado. A maioria dos pacientes não apresentou febre.

A OMS acrescenta que esta forma de hepatite não é provocada por nenhum dos vírus conhecidos como causadores da doença, seja ela do tipo A, B, C, D ou E.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 27 de Abril de 2022

Lucros da farmacêutica GSK aumentam mais de 40% no primeiro trimestre

Lucros da farmacêutica GSK aumentam mais de 40% no primeiro trimestre - 

Tratamento anti-covid da GSK foi aprovado em Dezembro na Europa. As vendas da farmacêutica aumentaram 32%.

A farmacêutica britânica GSK obteve um lucro de 1979 milhões de libras (cerca de 2348 milhões de euros à taxa de câmbio actual), mais 42% que no mesmo período do ano passado, segundo anunciado esta quarta-feira.

O aumento de mais de 40% dos lucros no primeiro trimestre acontece depois de, no ano passado, a GSK ter visto uma queda de 20% dos lucros.

As vendas da farmacêutica aumentaram 32% para 9780 milhões de libras (11.603 milhões de euros).

Por vírus, foram o HIV e a pandemia de covid-19 os que mais impacto tiveram nas vendas. No caso do primeiro, houve um aumento de 15% nas vendas, em parte devido à distribuição de novos medicamentos. Quanto ao segundo, destaca-se o Xevudy - tratamento para a covid-19 aprovado em Dezembro de 2021 pela Agência Europeia do Medicamento - que atingiu 1307 milhões de libras (1551 milhões de euros).

Perante este resultado, a GSK mantém as suas perspectivas para 2022. Isto é, um aumento de 5% a 7% das vendas e de cerca de 14% do lucro. Além do mais, esperam que as vendas de Xevudy continuem ao mesmo ritmo, mas com uma contribuição para o lucro menor, devido à redução das suas margens nos acordos com os vários governos.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 27 de Abril de 2022.