FMUP e CINTESIS sugerem reabilitação à distância para doentes respiratórios

FMUP e CINTESIS sugerem reabilitação à distância para doentes respiratórios - 

Uma equipa de especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do CINTESIS alerta, numa “Letter” publicada na revista científica Pulmonology, para os efeitos da pandemia de COVID-19 sobre as pessoas com doenças respiratórias crónicas a necessitar de reabilitação respiratória.

“É urgente aumentar o acesso dos doentes a programas de reabilitação respiratória e os programas de telerreabilitação poderão ajudar. Nesta nova normalidade, a reabilitação à distância pode ser uma ferramenta útil, desde logo, para chegar aos doentes que vivem longe dos centros existentes a nível nacional”, exorta Cristina Jácome, primeira autora do artigo.

Em Portugal, a percentagem de doentes com acesso a programas de reabilitação respiratória está entre os 0,5 e os 2%. “Esta situação já era muito preocupante, mas agravou-se ainda mais com a COVID-19. Isso deve-se não só à interrupção dos programas, mas também ao aumento do número de doentes com problemas respiratórios”, explica.

De acordo com a investigadora, uma das soluções passou e deverá continuar a passar pela implementação de sessões de reabilitação à distância. A ideia é combinar o conhecimento prévio e a experiência acumulada durante a pandemia de COVID-19 para dar um passo em frente e avançar com programas de telerreabilitação.

Segundo a equipa de especialistas faltam, agora, orientações específicas para a implementação de telerreabilitação respiratória, tal como já existem para outras áreas da saúde.Essas orientações, diz Cristina Jácome, “terão de emergir de um esforço conjunto da tutela e das diferentes sociedades científicas e profissionais envolvidas na prestação destes cuidados, prevendo a segurança dos doentes e a manutenção da multidisciplinaridade das equipas como “um pilar fundamental”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 16 de Julho de 2020

Takeda e Logista Pharma ampliam e renovam colaboração para distribuição em Espanha e Portugal

Takeda e Logista Pharma ampliam e renovam colaboração para distribuição em Espanha e Portugal - 

Depois de a Takeda concluir o processo de integração da Shire, a Logista Pharma incorporou os novos produtos no contrato de distribuição para Espanha e Portugal, que mantém com a gigante bio farmacêutica japonesa.

A Takeda, com sede em Osaka, no Japão, conta com 239 anos de história, é a maior empresa bio farmacêutica da Ásia e está no TOP 10 do mundo.

Atualmente, a Takeda concentra os esforços de pesquisa e desenvolvimento em quatro áreas terapêuticas: Oncologia, Gastroenterologia, Neurociência e doenças raras, com investimentos específicos em I&D em terapias e vacinas derivadas de plasma.

A Logista Pharma, empresa do Grupo Logista, é o distribuidor farmacêutico especializado em Hospitais e Farmácias, em Espanha e Portugal, possuindo uma ampla gama de serviços, trabalhando com mais de 200 laboratórios.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 15 de Julho de 2020

Ventilador produzido em Portugal recebe autorização de utilização

Ventilador produzido em Portugal recebe autorização de utilização - 

O ventilador produzido em Portugal designado Atena recebeu na terça-feira a autorização do Infarmed para o seu uso em contexto hospitalar na luta contra a covid-19, anunciou hoje o CEiiA -- Centro de Engenharia e Desenvolvimento, em Matosinhos.

Numa publicação na rede social Facebook, o CEiiA avança hoje que o Atena foi "autorizado pelo Infarmed para uso no âmbito do procedimento da covid-19".

"Foi com humanidade, resiliência, paixão e entrega que a comunidade 4Life, através do CEiiA, desenvolveu e produziu em 45 dias o ventilador Atena e recebeu ontem (14 de Julho) autorização especial do Infarmed para o seu uso em contexto covid-19", revela.

Para o centro, este é um "passo importante" para a distribuição nacional e internacional daquele ventilador médico invasivo para dar suporte ao tratamento de doentes com falência respiratória aguda provocada pela covid-19 produzido em Portugal. 

"Um momento histórico que valida definitivamente a nossa capacidade para desenvolver e produzir novos produtos críticos para a soberania do país", adianta o CEiiA.

O ventilador, produzido em 45 dias pelo CEiiA, no âmbito da comunidade 4Life, juntou o conhecimento médico especializado, empresas, universidades e o apoio financeiro de mecenas e de milhares de portugueses.

O equipamento, que foi distinguido entre 349 iniciativas no concurso 'express' do programa Caixaimpulse da Fundação da Caixa, conta com o apoio da Clarke Modet para a obtenção da Propriedade Intelectual e Industrial, anunciado pela empresa no dia 21 de Maio.

A primeira fase do projecto já foi concluída, com a entrega de 100 unidades que passaram nos ensaios pré-clínicos, e na segunda fase a previsão do CEiiA é produzir mais 400 unidades até Setembro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 578 mil mortos e infectou mais de 13,34 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.676 pessoas das 47.426 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 15 de Julho de 2020.

Dor crónica: mais de metade dos doentes não segue tratamento prescrito

Dor crónica: mais de metade dos doentes não segue tratamento prescrito - 

Um estudo, desenvolvido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), conclui que o tratamento da dor crónica é feito frequentemente com recurso a fármacos, no entanto, mais de 50% dos doentes não toma a medicação conforme as indicações do médico prescritor.

Esta foi uma das principais conclusões do estudo que procurou compreender e descrever os motivos que levam os doentes a abandonar o tratamento prescrito.

A investigação acompanhou, durante um ano, um total de 562 pacientes, que foram encaminhados para uma primeira consulta nas Unidades de Dor dos cinco hospitais do grande Porto. Os resultados evidenciaram que cerca de 37% dos doentes deixou de seguir um dos tratamentos ou alterou a sua toma ao final de 7 dias. A taxa de “não adesão” aumentou para mais de 50% durante os 12 meses de avaliação, “comprometendo a persistência dos tratamentos”, explicam os autores do trabalho.

“A não adesão significa que um paciente decidiu, ao longo deste período, não seguir a prescrição do médico, seja por não tomar um determinado medicamento ou por alterar as doses e ou horários”, esclarece Rute Sampaio, investigadora e docente da FMUP.

Entre os factores que motivaram a não adesão dos doentes aos tratamentos, os investigadores identificaram 13 categorias diferentes. “Constrangimentos financeiros”, “comunicação pobre com o profissional de saúde”, “efeitos secundários percebidos” e “percepção de baixa necessidade” foram algumas das justificações dadas pelos doentes.

Os investigadores constataram, também, que alguns desses motivos se relacionavam com os diferentes grupos farmacoterapêuticos específicos para a dor crónica. Por esse motivo, acreditam que esta identificação “poderia fornecer informações confiáveis para desenvolver novas intervenções para prevenir e reduzir comportamentos de não adesão.”

Os autores consideram que “ainda há um longo caminho a percorrer na área da Adesão Terapêutica”. “Dar informação clara e concisa; simplificar o regime terapêutico; melhorar a comunicação médico-doente e promover a motivação para comportamentos de saúde, podem ser alguns dos caminhos a seguir para melhorar a adesão dos doentes aos tratamentos prescritos”, conclui Rute Sampaio.

Intitulado “Non-Adherence to Pharmacotherapy: A Prospective Multicentre Study About Its Incidence and Its Causes Perceived by Chronic Pain Patients”, o artigo científico é assinado pelos investigadores Rute Sampaio, Luís Filipe Azevedo, Cláudia Camila Dias e José M. Castro Lopes.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 15 de Julho de 2020

SICAD revela que consumo de tabaco tende a reduzir nos jovens

SICAD revela que consumo de tabaco tende a reduzir nos jovens - 

De acordo com um inquérito realizado pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), o consumo de tabaco tende a reduzir, mas continua a ser a segunda substância mais consumida pelos jovens.

O estudo foi realizado no Dia da Defesa Nacional de 2019, e foi direccionado aos jovens de 18 anos, com o objectivo de aferir comportamentos aditivos nos 12 meses anteriores ao inquérito. Esta é a 5ª edição deste inquérito, sempre realizado na mesma ocasião, de modo a haver uma comparabilidade de dados.

O estudo mostra que o tabaco é a segunda substância mais consumida pelos jovens, logo a seguir ao álcool, com metade dos inquiridos a declarar ser fumador.

Mas nota-se uma clara descida nesse consumo a nível nacional.

“Entre 2015 e 2019 a prevalência de consumo recente sofreu uma variação de 4 pontos percentuais (prevalência de 52% em 2015 e de 48% em 2019)”, indica o relatório deste inquérito.

O estudo mostra ainda que o Alentejo e o Centro são as regiões “que mais contrariam a tendência de descida do consumo de tabaco que se verifica a nível nacional”. São também aquelas “onde se verificam os maiores aumentos no consumo de álcool e drogas ilícitas”.

Relativamente às substância ilícitas, verificou-se que “um terço dos jovens já contactou com substâncias ilícitas, um quarto consumiu nos últimos 12 meses, sobretudo de forma ocasional (seis em cada 10 consumidores de cannabis consumiram em menos de 10 ocasiões por ano, por exemplo). Trata-se essencialmente de consumo de cannabis: nos últimos 12 meses, 28% dos jovens consumiram uma qualquer substância ilícita, 27% consumiram cannabis, 8% consumiram outras substâncias ilícitas (podendo ter consumido também cannabis) e 1% consumiu exclusivamente outras substâncias ilícitas”.

Este aumento do consumo desta substância é mais visível entre os jovens estudantes, nomeadamente os que frequentam o ensino superior.

Sobre o consumo de tranquilizantes e sedativos sem receita médica, o relatório indica que sete em cada 100 jovens já o fez pelo menos uma vida na vida e cinco em cada 100 nos últimos 12 meses, com uma prevalência superior junto das raparigas, mas a frequência do consumo é maioritariamente ocasional.

O estudo mostra “um consumo mais elevado” de “substâncias ilícitas no Algarve e de medicamentos na Região Autónoma dos Açores”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 14 de Julho de 2020

Infarmed proíbe distribuição e venda de dois lotes de Tamiflu

Infarmed proíbe distribuição e venda de dois lotes de Tamiflu - 

Medicamento é produzido pela empresa Roche Farmacêutica Química, que procederá à recolha voluntária de dois lotes com prazos de validade de Março e Junho de 2029. Fármaco é usado no tratamento da gripe.

A Autoridade Nacional do Medicamento proibiu esta segunda-feira a distribuição e comercialização de dois lotes do medicamento Tamiflu, usado no tratamento da gripe, por ter sido detectada uma incorrecção nas instruções de preparação da suspensão oral a partir das cápsulas.

Numa nota publicada esta segunda-feira no seu site, o Infarmed determina a “suspensão imediata” da distribuição dos lotes “F0251B53” e “F0255B02” com os prazos de validade de Março e Junho de 2029, respectivamente, do medicamento Tamiflu, oseltamivir, 75 mg, cápsula, com o número de registo 4014882, da empresa Roche Farmacêutica Química, Lda.

Segundo o Infarmed, a empresa irá proceder à recolha voluntária destes lotes “por ter sido detectada uma incorrecção no folheto informativo, nas instruções de preparação da suspensão oral a partir das cápsulas”. A Autoridade Nacional do Medicamento apela às entidades que disponham destes lotes de medicamento em stock para não os vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

Já os doentes que estejam a utilizar medicamentos pertencentes a estes lotes não devem interromper o tratamento, alerta o Infarmed, aconselhando que, “logo que possível, devem contactar o médico para substituir por outro lote ou um medicamento alternativo”.

Segundo o resumo das características do medicamento da Roche, “a utilização correcta de Tamiflu na prevenção da gripe deve ser determinada, caso a caso, tendo em conta as circunstâncias e as necessidades de protecção da população”.

“Em situações excepcionais (por exemplo, no caso das estirpes do vírus em circulação não coincidirem com as que constituem a vacina, ou no caso de uma situação pandémica) deve considerar-se a prevenção sazonal nos indivíduos com idade igual ou superior a um ano”, refere o documento, ressalvando que este medicamento não substitui a vacina contra a gripe.

Portugal adquiriu o antiviral Oseltamivir em 2005 para responder a uma eventual pandemia do vírus da gripe das aves. Parte dos 2,5 milhões de tratamentos, adquiridos por 22,58 milhões de euros para a reserva estratégica de medicamentos, foi usada aquando da pandemia do H1N1, em 2009, e a restante acabou por ser destruída porque deixou de ter condições de segurança.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 14 de Julho de 2020.