Em Novembro mais de 85 mil doentes esperavam por cirurgia para lá do tempo aceitável

Em Novembro mais de 85 mil doentes esperavam por cirurgia para lá do tempo aceitável - 

Desde Agosto até Novembro houve um aumento da percentagem de pacientes à espera dentro do tempo recomendado, mas insuficiente para chegar ao valor do período homólogo. Doentes inscritos em lista para cirurgia diminuíram ao longo de 2020.

É mais uma mostra do efeito da pandemia. Ao longo do ano passado, o número de pessoas inscritas em lista para cirurgia foi diminuindo, assim como a percentagem daqueles que aguardavam dentro do tempo máximo de resposta garantido (TMRG) para serem operados. Neste último campo, Agosto foi o pior mês: dos 226.129 inscritos, só 48,8% estavam dentro do tempo adequado, segundo dados disponibilizados ao PÚBLICO pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A informação vai até Novembro e mostra, desde Agosto até aquele mês, um esforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em recuperar resposta a doentes não covid, com um incremento na percentagem de pacientes dentro dos TMRG. Mesmo assim, em Novembro, mais de 85 mil pessoas (40,1%), dos 213.452 doentes em lista de espera para cirurgia, aguardavam para lá do tempo recomendado. Já quanto à lista de inscritos, o número só não foi o mais baixo do ano (não há ainda informação de Dezembro) porque eram mais 631 doentes do que em Outubro.

As diferenças são notórias em relação ao mesmo período de 2019. Em Novembro daquele ano estavam na lista para cirurgia 247.572 utentes, dos quais 168.596 (68,1%) estavam dentro dos TMRG. Ou seja, perto de 79 mil já tinham ultrapassado o tempo aceitável para serem operados. Um ano depois – Novembro de 2020 –, a lista de inscritos tinha menos cerca de 34 mil pessoas, mas mais cerca de 6600 doentes à espera por uma operação fora do tempo recomendado.

Isto apesar do esforço realizado, como salienta a ACSS ao recordar os incentivos criados à recuperação de cirurgias e primeiras consultas não realizadas por causa da pandemia e que entraram em vigor a 15 de Julho. A monitorização destes incentivos, dessa data até final de Novembro, revela “a realização de um total de 48.703 primeiras consultas e de 13.260 cirurgias programadas, demonstrando o esforço e organização das entidades hospitalares que integram o SNS em recuperar actividade assistencial”.

A grande paragem de actividade aconteceu em Março e Abril e o final do ano não trouxe nem melhores notícias nem um futuro mais animador para 2021, com os hospitais em grande pressão e nova indicação, para a região de Lisboa e Vale do Tejo, de suspensão de actividade não urgente. E a factura já é grande – entre Janeiro e Novembro do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2019, fizeram-se menos 121 mil cirurgias e 1,2 milhões de consultas nos hospitais e nos centros de saúde realizaram-se menos 7,2 milhões de consultas presenciais –, mesmo que alguns hospitais tenham encontrado soluções como protocolos com entidades privadas e sociais que já permitiram operar perto de 6000 doentes.

“O Ministério da Saúde encontra-se sempre em articulação com as entidades centrais e regionais do sistema a estimular a adopção de práticas tendentes à melhoria do acesso tempestivo aos cuidados de saúde, em alinhamento com as necessidades em saúde da população”, afirma a ACSS, referindo que “o regime excepcional de pagamento aos profissionais do SNS para realização de actividade adicional está previsto para 2021”.

Só 17,7% aceitaram vales-cirurgia

Os TMRG estão divididos por prioridades. Os doentes classificados como muito prioritários, seja doença oncológica ou não, deveriam ser operados num prazo de 15 dias após a indicação para cirurgia. Já no caso dos prioritários, o TMRG vai até aos 45 dias para doentes com cancro e 60 dias para as restantes doenças. Prazo mais alargado é atribuído à prioridade normal: 60 dias para oncologia e 180 dias para doença não oncológica.

Quando estes prazos se aproximam do fim são emitidas notas de transferência (se for entre hospitais públicos) ou vales-cirurgia (quando as alternativas são hospitais privados ou do sector social com quem o SNS tem protocolos), que os doentes podem cativar. Ou seja, aceitam a opção de realizar a cirurgia numa das unidades indicadas, evitando assim esperar mais tempo.

Mas esta é uma solução que não tem gerado grande adesão, com apenas 17,7% das 222.002 requisições emitidas no ano passado a terem sido cativadas. Percentagem semelhante à do ano anterior (17,4%), embora o número de vales-cirurgia e notas de transferência emitidos tenha sido superior: 249.962. “Os três principais motivos de não cativação referem-se a recusa de transferência para outro hospital pelo utente, desistência e cirurgia já realizada”, explica a ACSS.

Ainda assim, numa análise mensal é possível observar diferenças em relação ao ano anterior. Entre Abril e Julho a emissão de requisições foi sempre superior às 24 mil – em 2019 só Março teve números dessa ordem – e em oito meses do ano a aceitação das requisições esteve acima dos 19% (em 2019 só em quatro isso aconteceu). E Abril de 2020 foi o mês dos extremos: 34.853 notas de transferência e vales-cirurgia emitidos, mas apenas 4,6% aceites pelos doentes. As emissões são automáticas e naquele mês só os privados e o sector social mantinham alguma actividade não urgente, a que se juntou o receio dos doentes.

A ACSS salienta que “o acesso aos cuidados de saúde em tempo útil é uma prioridade do SNS, objectivo que determina a emissão de notas de transferência ou vales-cirurgia, dando oportunidade ao utente de poder ver assegurada a sua cirurgia, independentemente da tipologia do hospital (público, privado, sector social)”. “Todavia, compete sempre ao utente decidir se pretende ou não ser intervencionado num hospital que não o de origem”, reforça.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 11 de Janeiro de 2021.

 

Covid-19: CE adquire mais 300 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech

Covid-19: CE adquire mais 300 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech - 

A Comissão Europeia (CE) chegou a acordo com a Pfizer e a BioNTech para a aquisição de mais 300 milhões de doses da sua vacina contra a covid-19.

O anúncio foi feito pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa conferência de imprensa em Bruxelas.

Ursula Von der Leyen explicou que a Comissão negociou a extensão do contracto com a Pfizer e BioNTech, com mais 300 milhões de doses da vacina, o que faz duplicar o número de vacinas.

Destas doses, 75 milhões irão estar disponíveis “já a partir do segundo trimestre”, sendo as restantes entregues no terceiro e no quarto trimestres.

Com as vacinas da Pfizer e BioNTech, assim como da Moderna, a CE já garantiu “um número de doses que permite vacinar 380 milhões de europeus, mas de 80% da população europeia”, indicou Von der Leyen.

Von der Leyen reiterou ainda que “outras vacinas se seguirão nas próximas semanas e meses”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 8 de Janeiro de 2021

SNS: um terço das cirurgias marcadas estão em atraso

SNS: um terço das cirurgias marcadas estão em atraso - 

Em Outubro do ano passado, mais de 67 mil utentes aguardavam por uma cirurgia já fora do prazo recomendado, o equivalente a cercada de 32%. Ainda assim, a lista de espera para uma operação atingiu o valor mais baixo dos últimos quatro anos.

O número de cirurgias em atraso tem vindo a aumentar ao longo dos últimos meses e, segundo o "Jornal de Notícias", registaram-se em Outubro 67.121 utentes a aguardar operação já fora do tempo recomendado, o equivalente a um terço do total de 209.385 operações em lista de espera.

De acordo com os dados do Portal da Transparência do Sistema Nacional de Saúde (SNS), 20,5% dos doentes esperavam por uma operação já fora dos prazos recomendados em Janeiro de 2019, enquanto que em Outubro do ano passado a taxa subiu para os 32,1%. No entanto, é preciso recuar quatro anos para encontrar um valor tão baixo de inscritos para cirurgias, fruto da diminuição das cirurgias programadas.

"Os recursos não são elásticos e foram redimensionados para a covid. O que teve efeitos nos atrasos da actividade cirúrgica, além de que tudo hoje se faz mais lentamente: protecções individuais, circuitos alterados, testes aos utentes", explicou ao "Jornal de Notícias" Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.

Alexandre Lourenço alerta para a urgência de reabilitar os cuidados de saúde primários, que não estão a referenciar doentes para cirurgias, o que se reflecte no baixo número de operações marcadas. "Não estão a ser diagnosticadas patologias que seriam depois referenciadas para os hospitais para plano terapêutico, incluindo cirurgia", explica.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 7 de Janeiro de 2021.

Hospital Póvoa de Varzim/Vila do Conde volta a bater recorde de partos

Hospital Póvoa de Varzim/Vila do Conde volta a bater recorde de partos - 

Pelo quinto ano consecutivo, o Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, no distrito do Porto, voltou a aumentar o número de partos efectuados, fechando o ano de 2020 com 1.324 bebés nascidos na unidade.

Em comparação com 2019, foram realizados mais 59 partos, confirmando uma tendência crescente que se verifica desde 2015, quando se verificaram 737 nascimentos, o número mais baixo dos registos.

"Quando a nível nacional existe uma quebra de natalidade, é um orgulho verificar que ano após anos continuamos a aumentar os números, merecendo a confiança das parturientes. Todo o mérito tem de ser dado aos nossos profissionais, nomeadamente da área da obstetrícia", disse à agência Lusa o presidente do Conselho de Administração do Hospital, Gaspar Pais.

O responsável enalteceu a superação do serviço, sobretudo num ano de 2020 tão condicionado pela pandemia de covid-19, garantindo que a integridade do serviço de obstetrícia foi resistindo às alterações estruturais que foram necessárias aplicar em outros serviços.

"Um parto é sempre um acto urgente, e, por isso, não podíamos deixar que a pandemia tivesse um impacto directo nessa actividade. Tivemos que impor alguns constrangimentos, nomeadamente nos acompanhantes, mas nunca deixámos que globalmente se afectasse o bem-estar das parturientes e dos bebés", vincou Gaspar Pais.

O presidente do Conselho de Administração desta unidade, que serve uma população de mais de 140 mil habitantes dos dois concelhos, garantiu que, "apesar das limitações das infra-estruturas", o hospital está a preparar-se para em 2021 voltar a aumentar o número de partos.

"O nosso grande calcanhar de Aquiles centra-se nas instalações, que não são tão actualizadas e espaçosas como pretendíamos. Mas é um problema que estamos a resolver, melhorando a parte do internamento. Teremos, depois, de acompanhar essa evolução com mais recursos humanos", partilhou Gaspar Pais.

O responsável enalteceu a confiança dos residentes nos dois concelhos nos serviços prestados pelo Centro Hospitalar, e lembrou que no caso da obstetrícia a valência é procurada por muitas grávidas de outras regiões, nomeadamente das ilhas.

De acordo com dados do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como "teste do pezinho", divulgados em 13 de Outubro, o número de bebés nascidos em Portugal nos primeiros nove meses do ano passado baixou 1,2% em relação ao mesmo período de 2019, totalizando 64.390.

O número representa uma quebra de 775 nascimentos entre Janeiro e Setembro face a igual período de 2019, em que foram rastreados 65.165 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Janeiro foi o mês que registou o maior número de "testes do pezinho" realizados (8.043), seguido de Setembro (7.712), Julho (7.625), Março (7.182), Abril (7.067), Junho (7.048), Maio (6.910), Agosto (6.904) e Fevereiro (5.899).

O "teste do pezinho", que cobre quase a totalidade dos nascimentos no país, é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar alterações neurológicas graves, alterações hepáticas, entre outras situações.

Estes testes permitem identificar crianças que sofrem de doenças, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de intervenção terapêutica precoce.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Janeiro de 2021.

Covid-19: Testes rápidos de antigénio da BioJam revelam-se eficazes no diagnóstico da nova estirpe

Covid-19: Testes rápidos de antigénio da BioJam revelam-se eficazes no diagnóstico da nova estirpe - 

De acordo com estudos realizados pela empresa alemã nal von minden, fabricante dos testes de antigénio da BioJam Holding Group, os estes rápidos NADAL covid-19 Ag e NADAL covid-19 Ag+Influenza A/B revelaram-se eficazes no diagnóstico da nova estirpe da covid-19.

“A mutação verificada nas nucleoproteína viral de SARS-CoV-2 não interfere na capacidade de diagnóstico dos testes rápidos de antigénio NADAL covid-19 Ag e NADAL covid-19 Ag+Influenza A/B”, indica a BioJam, em nota divulgada.

A nova estripe identificada no Reino Unido apresenta mutações na proteína do pico (proteína S) que poderão estar na origem do aumento da transmissibilidade.

Contudo, os testes rápidos nal von minden não utilizam a proteína spike (proteína S) na detecção do vírus, mas sim a proteína do nucleocapsídeo (proteína N), proteína que segundo a Organização Mundial de Saúde e o Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças da União Europeia, não sofreu alterações.

“Isto significa que a mutação verificada ao nível das proteínas S não tem qualquer efeito na capacidade de detecção dos nossos testes rápidos de antigénio covid-19 e covid-19 Ag+Influenza A/B”, concluiu Carlos Monteiro, CEO da BioJam Holding Group, citado na nota enviada.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 6 de Janeiro de 2021

Vacina da Moderna recebe “luz verde” do regulador europeu

Vacina da Moderna recebe “luz verde” do regulador europeu - 

A Agência Europeia de Medicamentos deu "luz verde" à vacina desenvolvida pela Moderna contra o novo coronavírus. Falta agora a palavra final da Comissão Europeia.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) deu “luz verde” à vacina desenvolvida pela Moderna contra o novo coronavírus, anunciou o regulador esta quarta-feira no Twitter. Falta agora o parecer final da Comissão Europeia que, a acontecer, fará deste o segundo fármaco a ser administrado na Europa, depois da vacina da Pfizer e da BioNTech que começou a ser distribuída na semana passada.

“A EMA recomendou [à Comissão Europeia] a atribuição de uma autorização de comercialização condicional para a vacina da Moderna para prevenir a Covid-19 nas pessoas a partir dos 18 anos”, escreveu o regulador no Twitter.

Num comunicado (em inglês) publicado na sua página oficial, a EMA refere que “o Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da EMA avaliou exaustivamente os dados sobre a qualidade, segurança e eficácia da vacina e recomendou por consenso uma autorização de comercialização formal condicional concedida pela Comissão Europeia“.

Esta recomendação favorável “assegurará aos cidadãos da UE que a vacina cumpre as normas da UE e estabelece as salvaguardas, controlos e obrigações” no território europeu. “Esta vacina dá-nos outra ferramenta para superar a emergência actual”, diz Emer Cooke, director-executivo da EMA, citado em comunicado. “É uma prova dos esforços e compromisso de todos os envolvidos que temos esta segunda recomendação de vacina positiva pouco menos de um ano depois de a pandemia ter sido declarada pela OMS“.

Fica agora a faltar a aprovação da Comissão Europeia, que tem a palavra final. A presidente da Comissão Europeia já reagiu, afirmando que são “boas notícias” para os “esforços” que têm sido feitos para “trazer mais vacinas contra a Covid-19 para os cidadãos europeus”. “A EMA decidiu que vacina da Moderna é segura e eficaz. Estamos agora a trabalhar a todo o vapor para aprová-la e disponibilizá-la na UE“, continuou Ursula von der Leyen.

Ensaio clínico mostrou eficácia de 94,1% da vacina

Esta recomendação favorável da EMA teve por base também um ensaio clínico que foi feito com a vacina, envolvendo cerca de 30.000 pessoas, das quais metade recebeu a vacina e a outra metade injecções simuladas. O fármaco mostrou ser eficaz em cerca de 28.000 pessoas dos 18 aos 94 anos de idade, refere o regulador, no mesmo comunicado. Foi ainda registada uma redução de 94,1% dos casos sintomáticos nas pessoas vacinadas.

A vacina da Moderna será — tal como a da Pfizer –, administrada em duas doses, com 28 dias de intervalo. Os efeitos secundários mais frequentes “foram geralmente ligeiros ou moderados e melhoraram alguns dias após a vacinação”. Os efeitos colaterais mais comuns são dor e inchaço no local da injecção, cansaço, calafrios, febre, gânglios linfáticos inchados ou sensíveis no braço, dor de cabeça, dores musculares e articulares, náuseas e vómitos.

De acordo com a Moderna em Dezembro, citada pela Bloomberg, a Comissão Europeia encomendou 160 milhões de doses da vacina. A farmacêutica norte-americana deverá começar a distribuir as primeiras doses na próxima semana, disse o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, esta quarta-feira, citado pela agência de notícias. A Alemanha espera receber mais de 50 milhões de doses, acrescentou.

Contas feitas pelo Financial Times em Julho indicam que a vacina da Moderna poderá custar entre 50 a 60 dólares (entre 42,6 a 51,1 euros) por tratamento aos Governos, o equivalente a 25 a 30 dólares (21,3 a 25,6 euros) por dose. Apesar de não ser um valor definitivo, é um pouco mais elevado do que o das outras vacinas, dado que o objectivo da farmacêutica norte-americana é vender esta vacina apenas nos países mais ricos.

A EMA arrancou na segunda-feira com as discussões sobre a vacina da Moderna, conforme anunciou no Twitter, mas estas não ficaram concluídas nesse dia e foram retomadas esta quarta-feira, por volta das 9h, hora de Lisboa. “A reunião do Comité de Medicamentos para Uso Humano da EMA para discutir a vacina Covid-19 da Moderna já começou”, escreveu o regulador europeu esta manhã.

Vacina AstraZeneca-Oxford em linha de espera

A vacina da Moderna passará a ser, assim, a segunda a ser administrada aos cidadãos europeus. O primeiro fármaco a receber “luz verde” da Europa foi o da Pfizer e da BioNTech, a 21 de Dezembro. Até ao momento já foram vacinadas 32.000 pessoas em Portugal, como adiantou esta terça-feira Graça Freitas, salientando que é sempre necessária uma segunda dose da vacina.

O fármaco da empresa norte-americana já tinha sido aprovado nos Estados Unidos a 19 de Dezembro, uma semana depois de o Food and Drug Administration (FDA) ter aprovado a vacina da Pfizer.

Por aprovar está ainda a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, num processo que demorará ainda algumas semanas, diz a Bloomberg. Isto porque, na semana passada, a EMA referiu que ainda não tinha recebido informações suficientes para avaliar a vacina Astra-Oxford, tendo pedido informação adicionais aos responsáveis. Esta vacina começou esta segunda-feira a ser administrada no Reino Unido.

 

Fonte: Site da "Eco.sapo.pt"  e autor em 6 de Janeiro de 2021