Paracetamol na origem de efeito secundário raro (e potencialmente fatal)

Paracetamol na origem de efeito secundário raro (e potencialmente fatal) - 

Eis os sinais de alerta a que deve estar atento.

O uso de Paracetamol, um comprimido usado recorrentemente pelas suas capacidades analgésicas e antipiréticas, pode, segundo o Daily Express, desencadear um efeito secundário raro: anafilaxia.

Em causa está uma reacção alérgica grave. Pode provocar edema (inchaço), urticária, diminuição súbita da pressão arterial, falta de ar, dificuldade em engolir e perda de consciência. Se não for tratada com urgência, pode até mesmo levar à morte.

Assim, na ocorrência de sintomas alérgicos graves, deve-se dirigir-se de imediato a um serviço de urgência.

Veja, abaixo, alguns sintomas que não deve ignorar:

  • Prurido cutâneo, ou seja, comichão;
  • Eritema (vermelhidão);
  • Urticária;
  • Edema dos lábios, língua, pálpebras ou outras regiões do corpo;
  • Tosse;
  • Espirros;
  • Corrimento nasal;
  • Obstrução nasal;
  • Dificuldade respiratória ou pieira;
  • Opressão no tórax;
  • Alterações da voz;
  • Sensação de engasgamento;
  • Náuseas e vómitos;
  • Tonturas;
  • Fraqueza;
  • Diminuição da pressão arterial;
  • Ritmo cardíaco irregular; 
  • Dor abdominal;
  • Cólicas abdominais;
  • Diarreia;
  • Ansiedade;
  • Confusão;
  • Desmaio.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 20 de Abril de 2022

ERS recebeu mais de 84 mil reclamações sobre unidades de saúde

ERS recebeu mais de 84 mil reclamações sobre unidades de saúde - 

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recebeu em 2021 mais de 84 mil reclamações, algumas registadas em 2016, sendo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo a instituição com mais queixas.

O "Sistema de Gestão de Reclamações: Relatório do ano de 2021" apresenta uma lista das 20 entidades com mais reclamações, surgindo no topo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) com 10.447 queixas e a Administração Regional de Saúde do Norte (ARNS) com outros 6.725 processos.

O Centro Hospitalar Universitário do Porto surge em terceiro lugar (4.299 reclamações), seguindo-se o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (2.985).

Entre os principais motivos das queixas registadas no ano passado destacam-se problemas no "acesso a cuidados de saúde", "cuidados de saúde e segurança do doente" e "procedimentos administrativos".

O plano de vacinação contra a covid-19 também aparece como um dos principais motivos para o aumento das queixas entre os meses de Maio e Julho, comparativamente com o período de 2020.

O relatório da ERS revela ainda que no ano passado chegaram 76.130 queixas relativas a esse mesmo ano e que as restantes oito mil diziam respeito a situações ocorridas em outros anos, havendo mesmo 920 casos de 2016 ou anteriores.

Mas à ERS chegaram também elogios e sugestões: Foram 13.884 processos elogiosos e 976 sugestões. Mais uma vez, foram analisados processos que diziam respeito a situações ocorridas há já vários anos.

Os motivos de elogio dirigiram-se frequentemente ao pessoal clínico (38%), mas também foram relacionados com o funcionamento dos serviços.

Entre reclamações, elogios e sugestões (REC), a ERS apreciou um total de 99.264 processos, o que representa um aumento de cerca de 3% em relação ao período homólogo do ano anterior.

Destes, a ERS emitiu decisão relativamente a 89.460 processos, tendo terminado cerca de 75 mil (83,9%) processos.

Quanto aos restantes, mais de 12 mil processos continuaram a ser analisados à luz das demais competências da ERS, mas também houve processos encaminhados externamente, sendo que metade seguiu para a Ordem dos Médicos.

No que toca à intervenção regulatória adicional pela ERS, na sequência da análise dos processos, em 860 casos houve resolução da situação e adopção de medidas correctivas.

O relatório revela ainda que em 3,5% dos casos foi aberto um processo de inquérito, mas também houve situações em que houve uma proposta de mediação de conflitos (42 casos), foi aberto um processo de contra-ordenação (15) ou um pedido interno de fiscalização (17 casos).

"A intervenção regulatória adicional de apensação dos processos REC a outros processos já em curso na ERS (39%), nomeadamente, processos de inquérito ou processos de monitorização, deveu-se, na sua maioria (64%), a falhas processuais no tratamento de reclamações, e não a situações graves do ponto de vista material", refere o documento.

No total, os processos recebidos no ano passado dizem respeito a 3.663 estabelecimentos, que representam 10% do total dos estabelecimentos registados no Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados.

Três em cada quatro processos de reclamações, elogios e sugestões (REC) são relativos a estabelecimentos detidos por 34 entidades, das quais se destacam novamente pela negativa a ARSLVT, com 12.756 REC, e a ARSN (7.564).

Estas duas instituições concentram cerca de 20% das REC, seguindo-se o Centro Hospitalar Universitário do Porto e o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, com 5.659 e 3.465 REC, respectivamente.

A maioria das entidades que se destaca pela negativa também aparece no topo da lista como as que recebem mais elogios: A ARSLVT teve 2.304 elogios, seguindo-se o Centro Hospitalar Universitário do Porto (983), a ARSN (837) e o Hospital da Luz, com 689 elogios.

Cerca de nove em cada dez processos foram enviados pelos próprios prestadores, seguindo-se apenas 9% de casos enviados pelos reclamantes.

O documento refere ainda que no final do ano havia 20.395 registos que tinham sido inseridos na plataforma e estavam identificados como "registos provisórios por submeter à ERS", ou seja, são registos de uma reclamação, elogio ou sugestão "que o prestador iniciou, mas não finalizou".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 20 de Abril de 2022

Ómicron XE: Por que motivo as variantes híbridas são mais frequentes

Ómicron XE: Por que motivo as variantes híbridas são mais frequentes - 

Cientistas sublinham que é necessário permanecer em estado de alerta relativamente a novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, e simultaneamente continuar a adoptar medidas de protecção contra a doença pandémica.

Conforme explica um artigo publicado pela revista Galileu, recentemente uma nova variante híbrida da Covid-19 denominada de XE despertou a preocupação da comunidade médica e científica. 

Ora, a XE é uma estirpe que combina as variantes altamente transmissíveis BA.1 e BA.2 da Ómicron, tendo sido identificada pela primeira vez em Janeiro no Reino Unido. A proteína 'spike' (ou espícula) da XE resulta da BA.2. 

Estima-se que em todo o mundo, aproximadamente 700 genomas virais tenham sido até ao momento atribuídos a XE. 

Segundo dados actuais do Reino Unido, a XE é ligeiramente mais transmissível (5-10%) comparativamente à BA.2 - tornando-a assim a subvariante mais contagiosa da Ómicron até ao momento. Sendo que sempre que surge uma nova variante mais transmissível, é provável que esta se torne a estirpe dominante. 

No entanto, explica a revista Galileu, ainda não existem evidências suficientes que permitam tirar conclusões sólidas acerca do grau de transmissibilidade da XE. Adicionalmente, quase não existem dados que informem sobre a sua gravidade ou capacidade de evadir a imunidade proporcionada pelas vacinas ou adquirida naturalmente pelo organismo. 

Como nascem variantes híbridas

Cada vírus individual tende a ser uma cópia quase exacta de seu vírus original. Todavia, os vírus são igualmente sujeitos ao processo de recombinação.

De acordo com a Galileu, os vírus recombinantes podem surgir quando duas ou mais variantes infectam a mesma célula num indivíduo, levando a que as variantes interajam durante a replicação. Tal pode originar uma mistura do material genético, produzindo consequentemente combinações virais alternativas. 

A recombinação viral e o rearranjo são comuns entre os vírus, mas as taxas variam acentuadamente, dependendo do tipo de vírus e da chance de co-infecção.

Após mais de dois anos de pandemia da Covid-19 e com elevadas taxas de infecção, a recombinação do coronavírus SARS-CoV-2 é agora mais provável e mais facilmente detectável do que nos estágios anteriores. O 'ataque' global da Ómicron levou a uma subida rápida dos casos de Covid, o que aumenta o risco de co-infecção e dá ao vírus mais chances de se recombinar.

Mais ainda, os cientistas estão mais habilitados para detectarem o fenómeno de recombinação do que previamente. Já aquando do começo da pandemia, havia pouca diversidade genética do SARS-CoV-2 - ou seja, os recombinantes não pareciam ser recombinantes porque os dois vírus 'pais' eram praticamente iguais.

Contudo, actualmente proliferam múltiplas estirpes genomicamente díspares infectando pessoas na mesma área, tornando os genomas recombinantes muito mais fáceis de identificar entre os milhões de genomas. 

Os recombinantes virais conhecidos até ao momento

Segundo a revista Galileu, recentemente foram detectadas várias variantes recombinantes do coronavírus, denominadas XA, XB, XC, etc., até XS. 

Para os cientistas existem dois tipos principais de estirpes recombinantes agora detectadas regularmente: misturas de Delta e Ómicron (Deltacron) e misturas de subvariantes da Ómicron. Estas comportam a XD e XF, que consistem em material genético da Delta e da subvariante BA.1 da Ómicron.

A XD foi originalmente identificada em França e contém uma mistura da proteína espícula da BA.1 e parte do genoma da Delta. Havia alguma preocupação de que herdaria a capacidade da BA.1 de evadir as defesas imunológicas dos seres humanos e a elevada virulência da Delta - porém, até ao momento a XD não se está a propagar tão intensamente.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 20 de Abril de 2022

Descoberta proteína que prevê eficácia da quimioterapia no cancro da mama

Descoberta proteína que prevê eficácia da quimioterapia no cancro da mama - 

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto integraram um estudo no qual foi descoberta uma proteína que permite prever a eficácia da quimioterapia em pacientes com cancro da mama triplo negativo.

Em comunicado, o instituto da Universidade do Porto revela que a investigação, publicada na revista Cell Reports, abre "portas a uma utilização mais inteligente da quimioterapia" que, apesar de não ser "eficaz" em todas as mulheres com cancro da mama, é o método mais utilizado.

A par dos efeitos secundários como a fadiga, anemia, náuseas e perda de cabelo, "em cerca de metade dos casos a quimioterapia nem sequer funciona", salienta o i3S, acrescentando que a equipa de investigadores, da qual fez parte Sandra Tavares, tentou perceber as razões do sucesso ou insucesso dos tratamentos.

Como resultado, os investigadores descobriram uma proteína, presente nas células tumorais e designada FER, que permite prever a eficácia da quimioterapia nos pacientes com este tipo de cancro.

Citada no comunicado, Sandra Tavares salienta que as mulheres com cancro da mama triplo negativo que apresentam elevados níveis de proteína FER "reagem melhor à quimioterapia com taxanos, um tipo de medicamento normalmente associado ao retardamento da divisão celular e, consequentemente, ao crescimento do tumor".

"Quando [as pacientes] não têm esta proteína a quimioterapia não faz qualquer efeito", salienta a investigadora, que integra o grupo 'Cytoskeletal Regulation & Cancer' do i3S.

Neste momento, os investigadores estão a trabalhar no desenvolvimento de um teste para avaliar os níveis da proteína em tumores de mama triplo negativo.

Também citado no comunicado, Patrick Derksen, investigador do Centro Médico Universitário de Utrecht (Holanda) que liderou o estudo, afirma que o objectivo é "usar o teste desde o momento do diagnóstico" para que seja possível "oferecer um tratamento mais personalizado".

"O teste é realizado no laboratório com o material tumoral recolhido. Não é necessário pedir exames extra aos pacientes. Vamos fazer ensaios clínicos deste teste para confirmar a nossa previsão e assim poder oferecer um tratamento mais personalizado e eficaz", esclarece.

A par do teste, o mecanismo desvendado na investigação será "extremamente importante para clínicos e pacientes", uma vez que explica a diferença de reacção à quimioterapia com taxanos.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 19 de Abril de 2022

Concentrações de pólen muito elevadas em Portugal continental

Concentrações de pólen muito elevadas em Portugal continental - 

Devem evitar-se as actividades ao ar livre quando as concentrações polínicas forem elevadas, recomenda a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

Todas as regiões do continente apresentam esta semana concentrações muito elevadas de pólen na atmosfera, segundo o boletim polínico, divulgado pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

De acordo com as previsões até quinta-feira (dia 21), nas regiões do Norte, nos dias de precipitação registar-se-á uma redução dos níveis de pólen no ar. Já para os arquipélagos dos Açores e da Madeira, “esperam-se baixos níveis de pólen na atmosfera”, indica o boletim. Segundo a SPAIC, o pólen presente no ar atmosférico provem essencialmente das árvores carvalhos e da erva urtiga.

Nas regiões a Sul e nas regiões do interior do país, de acordo com o boletim, estão a aumentar os níveis dos pólenes, no ar, das ervas tanchagem, gramíneas e azeda. O boletim prevê ainda que, nas regiões da Estremadura e Algarve, o pólen de oliveira atinja “níveis importantes”, assim como o de parietária na região da Estremadura. O pólen de bétula estará presente no ar “em concentrações importantes” nas regiões do Norte, acrescenta.

Segundo a SPAIC, devem evitar-se as actividades ao ar livre quando as concentrações polínicas forem elevadas. “Passeios no jardim, cortar a relva, campismo ou a prática de desporto na rua, irão aumentar a exposição aos pólenes e o risco para as alergias”, acrescenta.

A SPAIC considera ainda que a medicação será a forma mais eficaz de combater os sintomas de alergia, aconselha a consulta de um médico especialista de imunoalergologia para o diagnóstico correcto e prescrição da medicação mais adequada e alerta que a prevenção “poderá passar pela realização de vacinas antialérgicas”.

O boletim polínico divulga todas as semanas os níveis de pólenes existentes na atmosfera, recolhidos através da leitura de postos em várias regiões do país.

Fundada a 10 de Julho de 1950 como Sociedade Portuguesa de Alergia, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica agrega especialistas médicos, principalmente imunoalergologistas, investigadores e técnicos dedicados ao estudo da alergia, asma e imunologia clínica.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 18 de Abril de 2022.

Menos de 0,5% dos doentes têm acesso a programas de reabilitação respiratória

Menos de 0,5% dos doentes têm acesso a programas de reabilitação respiratória - 

Considerada como “uma terapêutica basilar” na abordagem dos doentes respiratórios, não substituível pelo uso da medicação, a SPP lembra que a reabilitação respiratória “tem inúmeras vantagens”

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia alerta que menos de 0,5% dos doentes com indicação para reabilitação respiratória têm acesso a programas e diz que é preciso aumentar o conhecimento e formação dos profissionais, assim como o financiamento.

Num comunicado divulgado a propósito do Dia Nacional da Reabilitação Respiratória, que se assinala na quinta-feira, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) sublinha a importância de “aumentar o conhecimento e formação dos profissionais, dos doentes, melhorar a acessibilidade aos programas (em aspectos como o transporte, acesso à internet, financiamento e reembolsos) e aumentar a oferta dos programas em todos os sectores do sistema de saúde”.

“O financiamento insuficiente e o grande desconhecimento sobre as mais-valias desta terapêutica por parte dos profissionais de saúde, dos sistemas de saúde/seguradoras, dos doentes e da população em geral são as principais barreiras”, consideram as pneumologistas Susana Clemente e Inês Faria, citadas no comunicado.

As duas especialistas sublinham ainda a “diminuta disponibilidade de programas face ao elevado número de candidatos”.

Destacam o papel fundamental que os cuidados de saúde primários têm no tratamento dos doentes respiratórios e sublinham a necessidade de os sensibilizar para a possibilidade terapêutica da recuperação respiratória, sugerindo ainda a criação de programas de base comunitária, com parcerias com os cuidados de saúde primários.

“Esta necessidade ficou expressa numa publicação em Diário da República em 2016, onde se determinava que, até ao final do ano seguinte, todos os ACES [Agrupamentos de Centros de Saúde] possuíssem acesso a tratamentos de reabilitação respiratória”, refere a nota, lembrando que em 2019 foram publicadas orientações da Direcção-Geral da Saúde sobre os programas de reabilitação respiratória nos cuidados primários. “Contudo, a acessibilidade continua a ser baixa e ainda há um longo caminho a percorrer”, insiste a SPP.

Considerada como “uma terapêutica basilar” na abordagem dos doentes respiratórios, não substituível pelo uso da medicação, a SPP lembra que a reabilitação respiratória “tem inúmeras vantagens”.

“Apesar de não recuperar a função respiratória, permite a melhoria sintomática e da qualidade de vida relacionada com a saúde e da tolerância ao esforço. Contribui, igualmente, para a redução dos episódios de agravamento da doença respiratória, dos custos relacionados com a saúde e, possivelmente, da mortalidade”, explicam Susana Clemente e Inês Faria.

As especialistas lembram ainda que, na DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), a reabilitação respiratória é uma terapêutica com uma excelente relação custo-eficácia, melhor do que a própria terapêutica farmacológica, sendo apenas ultrapassada pela cessação tabágica e vacinação antigripal.

“No doente cirúrgico, esta intervenção no período peri-operatório diminui a ocorrência de complicações pulmonares pós-operatórias, a duração de internamento e os custos relacionados com a saúde”, acrescentam.

A SPP diz que, nos últimos dois anos, marcados pela pandemia de covid-19, o cenário da fraca acessibilidade dos doentes aos programas de recuperação respiratória foi agravado e que a maioria dos serviços que prestam este serviço encerraram temporariamente ou diminuirão a sua capacidade de resposta.

“Esta situação deveu-se, não apenas à necessidade de medidas de controlo de infecção mais restritivas e/ou recolocação de profissionais de saúde na prestação de cuidados a doentes com covid-19, como também ao aumento dos candidatos a programas de RR [reabilitação respiratória], que passaram a incluir doentes com incapacidade funcional por covid.19”, explicam as especialistas.

Lembram ainda que a pandemia provocou também uma redução na adesão ou na retoma dos doentes aos programas de reabilitação respiratória presenciais, por receio de contágio.

Na nota, a SPP considera, por isso, fundamental assinalar o Dia Nacional da Reabilitação Respiratória lembrando os doentes, suas famílias e profissionais de saúde dos benefícios da reabilitação respiratória, reforçando que “há ainda muito trabalho a ser desenvolvido em conjunto por vários sectores da saúde para que a oferta desta terapêutica seja adequada às necessidades daqueles que dela necessitam”.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 18 de Abril de 2022.