Portugal inicia produção de primeiro ventilador certificado

Portugal inicia produção de primeiro ventilador certificado - 

Obtida a certificação de Bruxelas, a Sysadvance vai dar início à produção de um ventilador português desenvolvido em conjunto com a Ordem dos Médicos. E as primeiras unidades já têm destino definido.

Portugal vai dar início à produção de um primeiro ventilador certificado por Bruxelas para ser usado em doentes internados em cuidados intensivos. O equipamento, designado “SYSVENT OM1” foi desenvolvido pela Ordem dos Médicos (OM) e pela empresa privada Sysadvance, especializada em geradores de oxigénio.

Segundo um comunicado da OM, divulgado esta segunda-feira, o ventilador já foi certificado, pelo que vai começar a ser produzido em Portugal pela Sysadvance. As primeiras unidades destinam-se a Portugal e à República Checa.

José Vale Machado, engenheiro e presidente do Conselho de Administração da fabricante, espera que o produto “contribua para salvar vidas em Portugal e noutros países”. Segundo a referida nota, vários países têm manifestado interesse no ventilador desde que foi anunciado o seu desenvolvimento, em Março de 2020.

Também citado em comunicado, Miguel Guimarães, bastonário da OM, afirma que o ventilador é “um motivo de grande satisfação”, pois “um equipamento fiável é determinante para o sucesso do tratamento dos doentes“. “Esta aliança frutuosa entre médicos e engenheiros demonstrou que devemos investir na investigação clínica para chegarmos às soluções que os hospitais precisam”, acrescenta.

O desenvolvimento do ventilador “SYSVENT OM1” resultou do trabalho em conjunto de uma equipa da Sysadvance com um grupo de médicos especialistas em cuidados intensivos, designado pela OM, e ainda laboratórios acreditados em três países. O “SYSVENT OM1” é complementar aos sistemas de geração de oxigénio, produzidos pela Sysadvance, “permitindo uma solução completa para a saúde”, assegura a nota.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 1 de Fevereiro de 2021.

Bayer vai produzir 160 milhões de doses da vacina da CureVac contra a Covid-19

Bayer vai produzir 160 milhões de doses da vacina da CureVac contra a Covid-19 - 

A alemã Bayer aliou-se à CureVac e estima produzir 160 milhões de doses da vacina experimental contra a Covid-19 a partir de 2022.

Grandes empresas farmacêuticas estão a unir-se para acelerar a produção de vacinas contra a Covid-19. O exemplo mais recente é o da gigante alemã Bayer, que anunciou esta segunda-feira um acordo para a produção da vacina experimental da CureVac, uma das que foram contratualizadas pela Comissão Europeia para distribuição nos Estados-membros.

A Bayer já tinha um acordo com a CureVac, mas que se limitava a apoio na obtenção de aprovações regulatórias e na distribuição global da vacina contra o novo coronavírus. Agora, essa parceria foi agora alargada, avança a Bloomberg (acesso condicionado), com a Bayer a aceitar produzir 160 milhões de doses da vacina da CureVac a partir de 2022, segundo estimativas próprias. Para tal, recorrerá à fábrica em Wuppertal, perto de Düsseldorf.

Esta vai ser a primeira vez que a empresa vai pôr mãos à obra para produzir uma vacina e a notícia dá continuidade a uma tendência que tem sido evidente nas últimas semanas. Perante a escassez de vacinas e os avisos dos especialistas para a necessidade de se acelerar a vacinação para travar a pandemia antes do surgimento de variantes mais perigosas, Sanofi e Novartis anunciaram recentemente que vão ajudar a escalar a produção de doses da vacina da BioNTech/Pfizer.

“Vamos precisar de vacinas para lá do verão. É possível que, devido a mutações que não podemos prever ainda, as vacinas tenham de ser ajustadas e alteradas. A tecnologia mRNA torna isso possível relativamente depressa”, disse o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, citado pela agência. Há já duas variantes a preocupar as autoridades de saúde mundiais, uma originada no Reino Unido e outra em África do Sul, e a estirpe britânica, mais contagiosa, está perto de ser a variante predominante na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Ora, a vacina da CureVac é desse tipo (mRNA), sendo administrada num regime de duas doses distanciadas por duas semanas. Pode ser armazenada durante três meses a uma temperatura entre dois e oito graus celsius, segundo uma plataforma de acompanhamento das vacinas desenvolvida pelo The New York Times. Porém, ainda não foi aprovada na União Europeia nem se conhece informação sobre a sua eficácia.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 1 de Fevereiro de 2021.

Primeira substância à base da planta da canábis para fins medicinais aprovada em Portugal

Primeira substância à base da planta da canábis para fins medicinais aprovada em Portugal - 

"Esta é a primeira e única preparação ou substância à base da planta da canábis para fins medicinais permitida no nosso país", revelou a empresa Tilray, instalada em Cantanhede.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) aprovou a primeira substância à base da planta da canábis para fins medicinais em Portugal, foi esta segunda-feira anunciado pela empresa Tilray, responsável pela sua produção.

"Esta é a primeira e única preparação ou substância à base da planta da canábis para fins medicinais permitida no nosso país e estamos a planear num futuro próximo tornar outros produtos acessíveis aos doentes em Portugal", afirma Rita Barata, diretora geral da Tilray Portugal, instalada em Cantanhede, no distrito de Coimbra, em comunicado enviado à agência Lusa.

Segundo a responsável, as exigências dos doentes estão a aumentar "e a missão da Tilray é disponibilizar os produtos mais seguros e de melhor qualidade que satisfaçam ao máximo as suas necessidades".

Em Portugal, a utilização de preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais está, segundo a Tilray, aprovada para várias indicações, "nos casos em que se determine que os tratamentos convencionais não produzem os efeitos esperados".

Entre as várias utilizações, está a dor crónica (associada a doenças oncológicas ou ao sistema nervoso), espasticidade associada à esclerose múltipla ou a lesões da espinal medula, náuseas e vómitos (resultantes da quimioterapia, radioterapia e terapia combinada de HIV e medicação para a hepatite C) e estimulação do apetite nos cuidados paliativos de doentes sujeitos a tratamentos oncológicos ou com SIDA.

"A conclusão deste processo [de aprovação] confirma os padrões de qualidade e segurança da produção da Tilray", frisa o comunicado, acrescentando que "esta é a primeira vez que é exigido e entregue um dossiê completo de qualidade para obter a autorização de comercialização de uma substância à base da planta da canábis".

Sascha Mielcarek, diretor geral da empresa na Europa, salienta que a autorização do Infarmed "confirma que os produtos de canábis medicinal da Tilray estão à altura dos mais altos padrões nacionais e internacionais".

A empresa é pioneira mundial na investigação, cultivo, produção e distribuição de canábis medicinal, tendo os seus produtos disponíveis em 16 países do mundo.

A unidade de produção em Cantanhede possui todas as certificações necessárias para cultivar e produzir localmente preparações e substâncias à base de canábis para fins medicinais e exportar produtos acabados com certificação de Boas Práticas de Produção para toda a União Europeia e outros mercados internacionais que tenham a utilização da planta regulamentada.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 1 de Fevereiro de 2021.

Agência do Medicamento confirma segurança de vacina da Pfizer/BioNTech

Agência do Medicamento confirma segurança de vacina da Pfizer/BioNTech - 

A vacina para a covid-19 da Pfizer/BioNTech não está ligada a qualquer morte pós-inoculação notificada nem apresenta risco particular para idosos, divulgou hoje a Agência Europeia para o Medicamento (EMA, na sigla inglesa).

"Não foi identificada qualquer preocupação específica de segurança para a utilização de vacinas em indivíduos idosos frágeis", segundo um comunicado da EMA, no qual é sublinhado que "os benefícios da Comirnaty na prevenção da covid-19 continuam a superar quaisquer riscos, não sendo recomendada qualquer alteração sobre a utilização da vacina".

O regulador europeu dos medicamentos afirmou numa declaração que tinha revisto as mortes desde que a vacina foi lançada pela primeira vez, incluindo uma série de idosos, e "concluiu que os dados não mostravam uma ligação com a vacinação Comirnaty e que os casos não suscitam preocupações de segurança".

Na sua primeira actualização sobre a segurança da vacina da Pfizer/BioNTech desde que a União Europeia (UE) iniciou a sua campanha de vacinação em Dezembro, a EMA concluiu que os dados "são consistentes com o perfil de segurança conhecido da vacina e não foram identificados novos efeitos secundários".

O efeito secundário já identificado é o de uma reacção alérgica à vacina.

O regulador da UE aprovou já as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Moderna, esperando-se para breve a da AstraZeneca/Oxford.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.176.000 mortos resultantes de mais de 100 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 11.305 pessoas dos 668.951 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 29 de Janeiro de 2021.

Há novos grupos prioritários no acesso à vacina. Sete perguntas e respostas sobre o acesso à vacinação

Há novos grupos prioritários no acesso à vacina. Sete perguntas e respostas sobre o acesso à vacinação - 

Numa altura em que a pandemia não dá descanso aos profissionais de saúde, o Governo quer acelerar o processo de vacinação e, por isso, reviu os grupos prioritários.

Portugal, à semelhança da Europa, está a tentar acelerar o processo de vacinação. Para tal, houve uma mudança nos grupos prioritários de acesso à vacina, como anunciou esta quinta-feira o coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19, Francisco Ramos. Assim, o Governo espera ter cerca de 810 mil portugueses com a vacinação completa (duas doses) em Março. Quem são os novos portugueses a ser vacinados na primeira fase? Quando vão ser vacinados? O ECO preparou algumas perguntas e respostas sobre o processo de vacinação. A actualização ao plano de vacinação pode ser consultada no site do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Quem faz parte dos novos grupos prioritários que são vacinados na primeira fase?

Entre as pessoas que passam a estar incluídas na primeira fase de vacinação, encontram-se aqueles com mais de 80 anos, independentemente de terem, ou não, alguma patologia preexistente. Além do mais, também os titulares de órgãos de soberania, pessoas com altos cargos com funções no quadro do estado de emergência, responsáveis da Protecção Civil e responsáveis da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público.

Porque é que se criaram novos grupos prioritários?

As pessoas com mais de 80 anos, com ou sem comorbilidades, passaram a ser incluídas por duas razões. Primeiro, porque a evolução da pandemia tem-se agravado, sendo ainda mais importante proteger este grupo de risco, mesmo quando não têm outras doenças, evitando assim uma maior taxa de mortalidade. Segundo, para ir ao encontro dos objectivos da União Europeia “de até ao final de Março vacinarmos 80% das pessoas com mais de 80 anos e os profissionais de saúde”.

Quanto à vacinação dos líderes e decisores políticos, os especialistas já vinham alertando há semanas que era algo que teria de acontecer, pois estas pessoas mantêm a funcionar as instituições democráticas, e consequentemente, o país e a sociedade. A ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, partilha desta opinião. A 19 de Janeiro explicou ao ECO que a vacinação das altas figuras do Estado “é importante porque é preciso haver uma liderança num contexto tão difícil (…) é importante que estejam protegidos, porque se estiverem doentes ou limitados na sua actividade por isolamento, acaba por ser toda esta condução que fica prejudicada”.

Quantas pessoas vão ser vacinadas nesta fase?

A primeira fase de vacinação divide-se agora em cinco grupos. Importante relembrar que esta fase já começou, em Dezembro. Já quase 74 mil pessoas tomaram as duas doses da vacina e 178 mil uma das doses necessárias, das quais 168 mil em lares ou cuidados continuados, segundo indicou esta quinta-feira o primeiro-ministro. Contudo, ainda há muitos portugueses para vacinar. No total, entre os cinco grupos, o Governo estima estes valores:

  • Profissionais e residentes em lares e instituições similares e profissionais e internados em unidades de cuidados continuados: 250 mil pessoas;
  • Profissionais de saúde directamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes, dos contextos primários e profissionais essenciais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos, com destaque para órgãos de soberania: 300 mil pessoas;
  • Titulares de órgãos de soberania, pessoas com altos cargos com funções no quadro do estado de emergência, responsáveis da Protecção Civil e responsáveis da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público: 1.000 pessoas;
  • Pessoas entre os 50 e os 79 anos com patologias associadas (doenças respiratórias sob suporte ventilatório ou oxigenoterapia de longa duração, insuficiência renal, insuficiência cardíaca, doença coronária: 400 mil pessoas;
  • Pessoas com 80 ou mais anos: 670 mil pessoas

Assim, o Governo espera que, na primeira fase, sejam vacinadas 1,621 milhões de pessoas.

Quando vão ser vacinados?

A vacinação já começou nos profissionais de saúde, nos lares e na rede de cuidados continuados. Esta semana também já 12 mil pessoas do grupo com mais de 50 anos com patologias associadas iniciaram a vacinação. As restantes deverão começar a ser vacinas nas próximas semanas.

Até ao final de Março, o Governo espera ter cerca de 810 mil pessoas com a vacinação completa (duas doses tomadas) e 520 mil com a primeira dose tomada.

Há vacinas para toda a gente?

No total, Portugal tem quase 30 milhões de vacinas contratadas. Se a vacina da AstraZeneca for aprovada esta sexta-feira, Portugal deve receber, até ao final de Março, 2.214 mil doses, segundo indicou esta quinta-feira Francisco Ramos. “Para atingir este objectivo [810 mil pessoas totalmente vacinadas] vamos precisar de 1.642 mil doses e 520 mil para iniciar a vacinação em 520 mil pessoas” explicou. Só será possível com as doses que o país deverá receber da AstraZeneca, uma vez que, entre a Pfizer/BioNTech e a Moderna, até ao final de Março, estão previstas chegar cerca de 1.500 mil.

Há ainda a esperança que a vacina da Janssen seja aprovada no primeiro semestre (ainda sem data marcada), podendo estes valores aumentarem.

O resto da população será vacinado logo de seguida?

Não será tudo ao mesmo tempo. O plano de vacinação compreende ainda mais duas fases. Na segunda fase serão vacinadas as pessoas entre os 50 e 64 anos que tenham uma patologia de risco (numa lista mais abrangente do que a primeira fase, que inclui diabetes, obesidade e hipertensão arterial) e todas as pessoas com mais de 65 anos que ainda não tenham sido vacinadas. De acordo com o calendário inicial, a segunda fase deverá começar a partir de Abril, mas as datas podem sofrer ligeiras alterações tendo em conta o ritmo de produção de vacinas.

Já a terceira fase contempla a restante população do país, sendo que os grupos nesta terceira fase poderão ser revistos consoante os calendários e ritmo de entrega das vacinas.

Como é feito o agendamento da minha vacina?

Para receber a vacina as unidades de vacinação irão contactar por SMS (preferencialmente), por chamada telefónica (quando acharem necessário ou não houver resposta ao SMS) ou por carta (quando não existirem contactos telefónicos disponíveis). O utente terá que responder se quer, ou não, tomar a vacina. De lembrar que a vacina não é obrigatória, mas é altamente recomendada para travar a propagação do SARS-CoV-2 (vírus que provoca a Covid-19).

Depois, o agendamento será realizado para a primeira data disponível a partir do quinto dia seguinte. Na véspera do dia agendado será enviada uma mensagem a lembrar que tem agendada a vacina. Este sistema entra em vigor na sexta-feira, 29 de Janeiro, e será alargado a todo o país no dia 4 de Fevereiro.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 29 de Janeiro de 2021.

Pfizer-BioNTech diz que vacina é eficaz face às mutações do vírus

Pfizer-BioNTech diz que vacina é eficaz face às mutações do vírus - 

A vacina da Pfizer-BioNTech mantém grande parte da eficácia contra as principais mutações do vírus covid-19 verificadas no Reino Unido e na África do Sul, anunciaram hoje as duas empresas através de um comunicado. 

Os testes 'in vitro' "não demonstraram a necessidade de uma nova vacina para fazer face às variantes emergentes", referem as duas companhias.

O documento da Pfizer.BioNTech acrescenta que as empresas "vão continuar a monitorar as variantes emergentes estando prontas a reagir" se uma das mutações se mostrar resistente à vacina.

Na terça-feira, a directora da Agência Europeia do Medicamento (EMA) já tinha dito que as vacinas da Pfizer-BioNtech e da Moderna contra a covid-19 são eficazes para a variante britânica, mas admitiu que a mutação da África do Sul é "mais complicada".

"No que toca às duas vacinas que já foram autorizadas, pedimos às empresas para verificar o efeito das novas variantes no seu desempenho e [...], de acordo com os estudos preliminares, estas vacinas continuarão a ser eficazes pelo menos relativamente à variante britânica", declarou a responsável.

  

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 28 de Janeiro de 2021.