Vacina da Valneva contra a Covid-19 é a sexta aprovada pelo Reino Unido

Vacina da Valneva contra a Covid-19 é a sexta aprovada pelo Reino Unido - 

Torna a sexta vacina a receber autorização do regulador britânico, juntando-se às da AstraZeneca, Pfizer, Moderna, Janssen de dose única (Johnson & Johnson) e Novavax.

O Reino Unido aprovou, esta quinta-feira, uma nova vacina contra a Covid-19. Desta feita, concebida pela fabricante de medicamentos do franco-austríaca Valneva, segundo refere a autoridade de regulação britânica.

O país foi primeiro a aprovar o produto da Valneva, que se torna a sexta vacina a receber autorização da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde britânica (MHRA, sigla em inglês), juntando-se às da AstraZeneca, Pfizer, Moderna, Janssen de dose única (Johnson & Johnson) e Novavax. Tendo já, no entanto, recebido autorização para uso de emergência no Reino do Bahrein, que comprou um milhão de doses.

"Foi concedida a aprovação após a vacina da Valneva contra a Covid-19 ter cumprido os padrões exigidos de segurança, qualidade e eficácia", referiu a empresa em comunicado.

Segundo a empresa esta é, também, "a primeira vacina contra a Covid-19 sem vírus activo a receber aprovação do regulador no Reino Unido. Com este tipo de vacina, o vírus é criado em laboratório e depois tornado completamente inactivo de forma a que não infecte células ou replicar-se no corpo, mas consiga ainda espoletar imunidade ao vírus. Este processo já é utilizado em vacinas para a gripe e a poliomielite".

Pode ser usada em pessoas com idades entre 18 e 50 anos, com a primeira e a segunda dose tomadas com pelo menos 28 dias de intervalo. Pode ser armazenada à temperatura dos frigoríficos convencionais.

O laboratório também assinou um acordo com a Comissão Europeia para o fornecimento de um máximo de 60 milhões de doses ao longo de dois anos, em 2022 e 2023.

A aprovação desta vacina surge num momento em que o número de mortes por Sars-Cov-2 está a aumentar. Até agora, a doença já provocou mais de seis milhões de mortos em todo o mundo desde o início da pandemia. Mais de 92% da população com 12 anos ou mais recebeu uma primeira dose da vacina covid-19, 86,2% uma segunda dose e 67,8% uma dose de reforço.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 14 de Abril de 2022

Governo prevê gastar 1.943 milhões com medidas para responder à pandemia

Governo prevê gastar 1.943 milhões com medidas para responder à pandemia - 

O Governo prevê gastar 1.943 milhões de euros este ano com as principais medidas de emergência para responder à pandemia da covid-19, um montante substancialmente inferior à despesa de 2021, indica a proposta de Orçamento do Estado hoje apresentada.

Segundo o documento do Governo hoje entregue na Assembleia da República, estes 1.943 milhões de euros representam 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), quando em 2021 os 6.667 milhões de euros despendidos nas medidas de emergência significaram 3,2% PIB.

Do total orçamentado para este ano para estas medidas, 650 milhões destinam-se à área dos Transportes, incluindo 600 milhões de euros de "apoio extraordinário à TAP", refere a proposta de Orçamento do Estado.

"Em 2022, no âmbito do plano de reestruturação da TAP conforme aprovado pela Comissão Europeia, encontra-se previsto um apoio financeiro, por parte do Estado Português, de até 990 milhões de euros", refere ainda o documento.

Na área da Saúde, que tem previstos 555 milhões de euros para medidas de emergência, 220 milhões estão reservados para a aquisição de vacinas e medicamentos da covid-19, 227 milhões para testes de diagnóstico do coronavírus, 41 milhões para equipamentos de protecção individual e outro material e 67 milhões para os recursos humanos.

Já na Segurança Social, o Orçamento do Estado prevê, no âmbito das principais medidas de emergência, 508 milhões de euros, 247 milhões dos quais para suportar as despesas com isolamentos profilácticos e subsídio de doença, 183 milhões para apoio aos custos do trabalho, como o `layoff´ simplificado, e 78 milhões para apoio às famílias.

Para o apoio à economia e aos sectores mais atingidos, a proposta de Orçamento do Estado para 2022 reserva 230 milhões de euros para o programa Apoiar.

O ministro das Finanças entregou hoje no parlamento a proposta de Orçamento do Estado para 2022 que mantém a economia numa rota de recuperação, ao mesmo tempo que procura mitigar os impactos da escalada de preços devido à guerra na Ucrânia.

O Governo reviu em ligeira baixa a projecção de crescimento económico para 4,9%, face aos 5% no cenário macroeconómico, apresentado em 25 de Março no Programa de Estabilidade para o período 2022-2026, mas manteve previsão de um défice de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.

A proposta de OE2022 vai ser debatida na generalidade na Assembleia da República a 28 e 29 de Abril, estando a votação final global marcada para 27 de Maio.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 14 de Abril de 2022

Distribuidores Farmacêuticos já doaram à Ucrânia mais de 5 toneladas de medicamentos e produtos de saúde

Distribuidores Farmacêuticos já doaram à Ucrânia mais de 5 toneladas de medicamentos e produtos de saúde - 

A Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) emitiu um comunicado a dar conta que, o apoio dos seus associados já se traduziu em mais de cinco toneladas de medicamentos e produtos de saúde para ajudar a população ucraniana.

“Através do apoio e contributo dos distribuidores farmacêuticos de serviço completo seus associados, a ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos já conseguiu angariar cinco toneladas de medicamentos e produtos de saúde para ajudar a população ucraniana”, indica a Associação, em nota divulgada.

Segundo a ADIFA, “diversas entidades do sector farmacêutico em Portugal estão a responder ao repto das autoridades nacionais e europeias, num esforço colectivo de apoio humanitário na área saúde e com vista a corresponder às necessidades e aos pedidos de auxílio das entidades oficiais ucranianas”.

Nuno Flora, presidente da ADIFA refere, na nota divulgada, que “desde o início do conflito os nossos associados mobilizaram-se para prestar apoio humanitário aos cidadãos ucranianos e, na medida do possível, fazer chegar medicamentos e produtos de saúde fundamentais e necessários à sua vida, sobretudo em época de guerra. Continuaremos a prestar este apoio até o conflito se resolver, esperando que isso aconteça o mais rapidamente possível”.

A ADIFA informa ainda que para além desta ajuda, “as empresas associadas da ADIFA têm colaborado com várias ONG’s, ajudando no transporte de mercadorias e outras diversas doações”.

Este esforço tem ainda sido apoiado pela associação europeia de distribuição farmacêutica (GIRP – European Healthcare Distribution Association).

As necessidades têm sido geridas a nível nacional pelo Infarmed e pela DGS, e a nível europeu pela Direcção-Geral da Protecção Civil Europeia e das Operações de Ajuda Humanitária.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 13 de Abril de 2022

Fábrica de vacinas injecta 4,3 milhões de euros em redes de água e gás

Fábrica de vacinas injecta 4,3 milhões de euros em redes de água e gás - 

As empresas Águas do Norte e Portgás vão investir cerca de 4,3 milhões de euros na construção de novas redes de abastecimento de água e gás natural, que vão servir a fábrica de vacinas da Zendal, instalada na zona industrial de Formariz, em Paredes de Coura.

As obras vão decorrer até ao Verão e implicam a instalação de alguns quilómetros de condutas e infra-estruturas, apenas para abastecer a nova unidade, cuja entrada em actividade deverá acontecer ainda em 2022.

Oficialmente, o grupo galego Zendal, com sede em Porriño, indica que a fábrica estará concluída no final do ano, mas o Presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira, acredita que a produção de vacinas possa começar mais cedo. "Neste momento a fábrica está em testes e podemos chegar ao final do ano e estar a produzir, mas também não será surpreendente se em Julho ou Agosto os primeiros lotes de vacinas possam sair de Formariz", disse, mostrando-se também optimista quanto a futuros novos investimentos daquele fabricante de vacinas veterinárias e humanas.

"Estão previstas outras unidades, ligadas também à produção de vacinas, e também a construção de um laboratório de controlo de qualidade e de um armazém. Já há contactos para implantação de novos investimentos, que brevemente poderão ser anunciados", afirmou, manifestando contentamento com um projecto industrial que vai injectar "vitalidade" àquele concelho de interior.

Entretanto, a reboque do projecto industrial da Zendal, que representa um investimento de 22 milhões de euros, a Portgás está a investir um milhão de euros em infra-estruturas para levar o gás natural pela primeira vez a Paredes de Coura.

"Só para aquele caso [fábrica da Zendal], estamos a falar de cerca de um milhão de euros para uma extensão de rede de seis quilómetros, para fazer chegar a rede de transporte até àquela unidade fabril. E estamos a falar de seis milhões metros cúbicos em velocidade de cruzeiro, apenas para aquela indústria", resumiu o administrador da Portgás, Nuno Mendes. "Dado o interesse do projecto, foi instalada uma unidade autónoma, que já está a funcionar para fazer o abastecimento provisório da fábrica", acrescenta. "Prevemos ter concluída, se as cadeias de abastecimento nos ajudarem, a obra de construção da rede infra-estruturante até ao terceiro trimestre de 2022", declarou, adiantando que, numa segunda fase, a Portgás prevê ainda investir "mais três milhões de euros" para construir 10 quilómetros de rede de forma a garantir a chegada do gás natural à sede do município. "Dos 29 concelhos que temos atribuídos ao nível do regime de concessão, 28 já estavam abastecidos. O único que ainda não estava era Paredes de Coura", disse.

O consumo de água da fábrica da Zendal, que em plena laboração poderá atingir em média "180 metros cúbicos por dia", implicou a construção de novas infra-estruturas.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 13 de Abril de 2022.

Covid-19: risco de miocardite após vacinação é muito baixo, revela estudo que analisou quase 400 milhões de dose

Covid-19: risco de miocardite após vacinação é muito baixo, revela estudo que analisou quase 400 milhões de doses - 

A investigação refere que o risco associado às vacinas contra a covid-19 é comparável, e em alguns casos menor, face a outras vacinas contra outras doenças

O risco de desenvolver miocardite após ser vacinado contra a covid-19 é muito baixo e equiparado a vacinas contra outras doenças, revela um estudo divulgado hoje na revista The Lancet Respiratory Medicine.

A análise juntou onze estudos que abrangem dados de 395 milhões de doses de vacina administradas, sendo cerca de 300 milhões vacinas de ARN (mRNA, sigla em inglês).

Segundo os investigadores, a miocardite afecta cerca de 18 pessoas em cada um milhão de injecções.

O estudo refere que o risco associado às vacinas contra a covid-19 é comparável, e em alguns casos menor, face a outras vacinas contra outras doenças.

O risco associado à vacinação contra o SARS-CoV-2 é maior no caso das vacinas de mRNA, com 22,6 casos por um milhão de doses, em comparação com as tradicionais, com 7,9 casos por um milhão de inoculações.

Segundo a análise, o risco é também maior em grupos populacionais com menos de trinta anos, com 40,9 casos por um milhão de vacinas, e nos homens, com 23 casos por um milhão.

O risco de desenvolver miocardite após ser vacinado contra a covid-19 é muito baixo e equiparado a vacinas contra outras doenças, revela um estudo divulgado hoje na revista The Lancet Respiratory Medicine.

A análise juntou onze estudos que abrangem dados de 395 milhões de doses de vacina administradas, sendo cerca de 300 milhões vacinas de ARN (mRNA, sigla em inglês).

Segundo os investigadores, a miocardite afecta cerca de 18 pessoas em cada um milhão de injecções.

O estudo refere que o risco associado às vacinas contra a covid-19 é comparável, e em alguns casos menor, face a outras vacinas contra outras doenças.

O risco associado à vacinação contra o SARS-CoV-2 é maior no caso das vacinas de mRNA, com 22,6 casos por um milhão de doses, em comparação com as tradicionais, com 7,9 casos por um milhão de inoculações.

Segundo a análise, o risco é também maior em grupos populacionais com menos de trinta anos, com 40,9 casos por um milhão de vacinas, e nos homens, com 23 casos por um milhão.

“O risco de sofrer um destes eventos raros deve ser avaliado em relação ao risco de miocardite representado pela infecção” de covid-19, realçou Kollengode Ramanathan, médico do Hospital Universitário Nacional de Singapura, citado no estudo.

Os investigadores também analisaram outros nove estudos sobre efeitos de outras vacinas, publicados entre 1945 e 2001.

A taxa de casos de miocardite associada às demais vacinas analisadas foi de 56 casos por milhão de doses.

“O aparecimento de miocardite após outras vacinas que não covid-19 pode sugerir que é um efeito secundário do processo inflamatório que qualquer vacina induz e não se limita às proteínas da vacina contra a covid-19”, referiu Jyoti Somani, também do Hospital Universitário de Singapura.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 12 de Abril de 2022.

 

Infarmed anuncia suspensão da máscara cirúrgica tipo IIR da Borgstena Textile Portugal

Infarmed anuncia suspensão da máscara cirúrgica tipo IIR da Borgstena Textile Portugal - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) anunciou, no seu portal, a suspensão da comercialização do dispositivo médico máscara cirúrgica tipo IIR, do fabricante Borgstena Textile Portugal, Lda.

“Foi identificada a colocação no mercado nacional e comercialização do dispositivo médico máscara cirúrgica tipo IIR, Marca PHAR+, refa: E_E_E, do fabricante Borgstena Textile Portugal, Lda. ostentando marcação CE indevida, por não existir evidência de cumprimento de todos os requisitos legais aplicáveis a nível europeu, incluindo o facto da documentação técnica se encontrar incompleta”, explica o Infarmed, no seu portal.

De acordo com o fabricante, o dispositivo médico só foi “disponibilizado até meados do ano transacto (2021)”, contudo a Autoridade Nacional do Medicamento como medida “determinou a imediata suspensão da comercialização do referido dispositivo”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 12 de Abril de 2022