Vacina da Moderna protege 6 meses e é eficaz contra variante britânica

Vacina da Moderna protege 6 meses e é eficaz contra variante britânica - 

Estes são resultados muito semelhantes aos da Pfizer, que anunciou, na semana passada, que a sua vacina contra a Covid-19 protege durante, pelo menos, seis meses e é eficaz contra as variantes já identificadas do vírus.

A vacina da Moderna contra o novo coronavírus protege durante, pelo menos, seis meses, e parece ser eficaz no combate à variante detectada no Reino Unido, conclui um relatório publicado esta terça-feira no New England Journal of Medicine. Estes resultados são muito semelhantes aos da farmacêutica Pfizer.

O novo estudo acompanhou 33 participantes nos testes que levaram à aprovação da vacina. Seis meses após terem recebido a segunda dose, "a actividade dos anticorpos permaneceu elevada em todas as faixas etárias", garante a equipa liderada por Nicole Doria-Rose, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.

Os participantes tinham entre 18 e 71 anos de idade. Embora todos mantivessem altos níveis de anticorpos em amostras de sangue, os níveis pareciam diminuir com o aumento da idade. 

Ainda assim, todos os participantes "tinham actividade [de anticorpos] detectável" seis meses depois.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Abril de 2021.

Portugueses dão prioridade ao pagamento de despesas de saúde?

Portugueses dão prioridade ao pagamento de despesas de saúde? - 

Portugal encontra-se a meio da tabela entre os países com a maior percentagem de inquiridos que afirma que o pagamento das despesas da saúde são a prioridade.

A prioridade para pagar despesas de saúde tem vindo a diminuir entre os portugueses nos últimos três anos. A conclusão é de um estudo da Intrum, a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala esta quarta-feira, dia 7 de Abril. 

"Em 2018, o valor situava-se nos 85%, tendo sofrido um decréscimo acentuado em 2019, passando para 57%. Esta diminuição continuou a registar-se em 2020, atingindo os 54%", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. 

Em Portugal  são os homens que dão prioridade ao pagamento das despesas relativamente à saúde. "Analisando os países da União Europeia contemplados no estudo da Intrum, conclui-se que são as mulheres que registam uma maior preocupação face a esta temática, ao contrário do que se verifica em Portugal", pode ler-se. 

Em termos de idades, na faixa etária dos maiores de 65 anos, 7% dos inquiridos revela que as despesas da saúde são a sua prioridade, uma percentagem superior à média europeia que se situa nos 5%.

Já na faixa etária dos 38 aos 44 anos, apenas 2% dos inquiridos portugueses revela considerar pagar as contas relativas à saúde como prioridade.

Do ponto de vista europeu, o estudo da Intrum revela que a Suíça e Itália são os países com a maior percentagem de inquiridos que afirma que o pagamento das despesas da saúde são a prioridade. Portugal encontra-se a meio da tabela juntamente com países como França, Alemanha, Áustria, Finlândia, Grécia e Roménia.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Abril de 2021.

 

Antigos combatentes estão isentos do pagamento de taxas moderadoras

Antigos combatentes estão isentos do pagamento de taxas moderadoras - 

Para não pagar as taxas moderadoras, os ex-combatentes têm apenas de apresentar o cartão de utente ou cartão de cidadão em qualquer deslocação a uma unidade de saúde.

Os antigos combatentes têm, a partir desta terça-feira, isenção do pagamento de taxas moderadoras quando acedem aos serviços disponibilizados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), indicam os Ministérios da Defesa Nacional e da Saúde.

Para não pagar as taxas moderadoras, os ex-combatentes têm apenas de apresentar o cartão de utente ou cartão de cidadão em qualquer deslocação a uma unidade de saúde.

De acordo com o comunicado conjunto dos dois Ministérios, a isenção insere-se “num conjunto de outras medidas de natureza social e económica” já consagradas no Estatuto do Antigo Combatente. Esta isenção estende-se ainda a “viúvas e viúvos dos antigos combatentes, bem como àqueles que se encontrassem a residir em união de facto reconhecida judicialmente, à data do falecimento do antigo combatente”.

Um protocolo assinado entre a Direcção-Geral de Recursos da Defesa Nacional (DGRDN), a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) permite garantir a isenção do pagamento das taxas moderadoras nas consultas, exames complementares de diagnóstico e nos serviços de urgência do SNS.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 6 de Abril de 2021.

Utentes já podem obter informação sobre rupturas de medicamentos

Utentes já podem obter informação sobre rupturas de medicamentos - 

Informação sobre rupturas e cessações de comercialização de medicamentos, e as alternativas terapêuticas, está disponível no site do Infarmed.

Os utentes já podem obter informação sobre rupturas e cessações de comercialização de medicamentos, e as alternativas terapêuticas disponíveis, numa ferramenta‘online’ disponibilizada pelo Infarmed.

A nova funcionalidade de pesquisa pública de informação sobre disponibilidade de medicamentos visa “sobretudo, que com transparência seja possível actuar nas soluções tanto ao nível do medicamento, como ao nível dos distribuidores e farmácias”, adianta a Autoridade Nacional do Medicamento em comunicado.

Na funcionalidade “Gestão da disponibilidade do medicamento”, disponível no ‘site’ do Infarmed, o utente pode pesquisar pelo nome do medicamento ou pela substância activa, pelo titular da autorização de introdução no mercado ou o número de registo para saber se o fármaco está disponível.

No comunicado, autoridade do medicamente refere que “a gestão da disponibilidade de medicamentos é muito importante para as instituições nacionais e europeias, constituindo uma prioridade da Presidência Portuguesa da União Europeia”.

Em linha com a estratégia farmacêutica europeia de Novembro de 2020, a Comissão Europeia, os Estados membros e os parceiros (indústria farmacêutica, profissionais de saúde e associações de doentes) iniciaram “um diálogo estruturado” para avaliar “as principais razões das vulnerabilidades e dependências das cadeias de distribuição europeias e a identificação de medicamentos críticos, com vista à implementação de políticas que dêem resposta aos desafios”, um processo que se desenrolará durante este ano.

Nos últimos anos, o Infarmed tem criado algumas ferramentas que têm permitido mitigar este problema, onde se destaca a criação da Unidade de Projectos Interinstitucionais e para o Sistema de Saúde (USS), sublinha.

Segundo a autoridade do medicamento, “é uma equipa especificamente dedicada à área da disponibilidade de medicamentos, com o fim último de salvaguardar o superior interesse dos doentes na obtenção dos medicamentos que necessitam e contribuir para o regular, adequado e contínuo abastecimento do mercado”.

Nesse sentido, adianta, foram desenvolvidas algumas acções que visam proporcionar ao utente o acesso a mais informação sobre rupturas e cessações de comercialização de medicamentos e as alternativas terapêuticas disponíveis.

Desenvolveram-se “mais e melhores orientações específicas para todos os intervenientes do circuito do medicamento e ainda a simplificação da comunicação com os titulares de autorização de introdução no mercado” e o ‘microsite’ sobre disponibilidade de medicamentos

“Estas acções complementam a actividade diária que o Infarmed desenvolve na monitorização das rupturas e cessações, bem como das faltas reportadas pelas farmácias, cidadãos e profissionais de saúde, com o intuito de melhorar o acesso dos cidadãos aos medicamentos de que necessitam”, refere a autoridade do medicamento.

O Infarmed integra a rede europeia de pontos de contacto das autoridades reguladoras, da Agência Europeia de Medicamentos e da Comissão Europeia que, desde Abril de 2019, é utilizada para a partilha de informação sobre rupturas de abastecimento e questões de disponibilidade de medicamentos autorizados na União Europeia.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 5 de Abril de 2021

Teste genético português ajuda a perceber o que evitar numa dieta saudável

Teste genético português ajuda a perceber o que evitar numa dieta saudável - 

Investigadores portugueses desenvolveram um teste que analisa mais de 70 genes para perceber como a genética influencia a composição corporal e a reacção a alguns nutrientes, ajudando a personalizar a estratégia para uma vida mais saudável.

Em declarações à agência Lusa, o investigador Daniel Luís, que criou o teste, explicou que, através da saliva, se consegue analisar mais de uma centena de marcadores genéticos que ajudam a perceber se a pessoa tem mais tendência para ganhar peso e como reage à ingestão de alguns nutrientes, permitindo ainda perceber qual a reacção à cafeína e às restrições de sono.

"O teste que o faz é a análise de marcadores genéticos [75 genes e 102 marcadores genéticos] para que a pessoa consiga ter mais informação acerca de si própria. Permite, por exemplo, perceber como a genética influencia a composição corporal, como reage a dietas, ao exercício físico e à ingestão de vários nutrientes", como os hidratos de carbono, gorduras ou fibras, disse.

Desta forma, o teste ajuda a perceber "que alterações é que a pessoa pode fazer na dieta de forma a promover a saúde e um peso saudável", acrescentou.

Segundo o investigador, que pertence a uma equipa da startup portuguesa HeartGenetics, uma empresa que nasceu no Instituto Superior Técnico (IST), o teste permite também perceber se a pessoa tem uma sensibilidade maior ou menor restrições de sono, o que tem impacto a nível metabólico.

Em declarações à Lusa, a nutricionista e investigadora Conceição Calhau, coordenadora da licenciatura em Ciências da Nutrição na NOVA Medical School - Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, explicou a importância de perceber se a pessoa é "coruja" ou "cotovia".

"Com este tipo de testes conseguimos identificar cronotipos, ou seja, quem é mais cotovia ou mais coruja, quem tem a sua actividade mais cedo ou mais tarde no dia e isso pode ser importante em termos de intervenção alimentar por causa das horas das refeições", explicou.

Tudo isto, acrescentou, "vai permitir, por exemplo, perceber que quem é cotovia e está a fazer refeições tardias e trabalha à noite, geneticamente não está ajustada".

O investigador Daniel Luis lembrou também que, com uma simples recolha de células do interior da bochecha, feita com uma espécie de cotonete, é possível perceber se as pessoas metabolizam a cafeína mais rapidamente ou mais lentamente, o que tem um efeito na ansiedade.

Segundo explicou, o teste é inovador porque permite cruzar o contributo de vários marcadores genéticos para uma determinada característica: "Nós utilizamos um algoritmo para somar o contributo de vários marcadores genéticos para uma determinada característica".

"Por exemplo, existem vários marcadores que estão implicados na predisposição para um índice de massa corporal elevado (...). As características humanas dependem de múltiplas regiões do DNA. Eu não posso olhar só para um gene e dizer com base nesse resultado que a pessoa tem predisposição para ter um índice de massa corporal elevado" acrescentou.

Reconhecendo que há estratégias de perda de peso que podem funcionar genericamente para todos, como a restrição da ingestão calórica e o exercício físico, o investigador disse que com este teste, que se faz apenas uma vez na vida, se consegue definir exactamente qual o plano que funciona melhor para determinado perfil genético.

A equipa desenvolveu ainda uma aplicação com a qual, a partir de um telemóvel, a pessoa pode ter acesso aos seus dados e a uma lista de alimentos passível de ser consultada, por exemplo, quando se vai às compras, para escolher com mais facilidade os alimentos mais ajustados ao seu perfil e que podem trazer mais benefícios.

Questionada pela Lusa sobre a importância de conhecer a genética para a adopção de um determinado tipo de alimentação, a investigadora Conceição Calhau deu o exemplo do teste do pezinho, que se faz à nascença, "em que um erro genético dita a necessidade de fazer uma alimentação sem fenelanina durante pelo menos os primeiros anos ou na infância".

A investigadora disse que os estilos de vida influenciam - "como quando temos um carro e o tratamos bem ou não, ou se fazemos as revisões na marca" -, mas que é importante conhecer os genes de cada um para ajustar prioridades e estratégias.

Estas intervenções personalizadas "só se podem imaginar conhecendo todas as variáveis de uma pessoa, conhecendo os seus genes, as suas peças", afirmou.

Conceição Calhau frisou ainda que "estes testes são importantes não só na medicina personalizada, mas também na área da medicina preventiva": "É a prevenção que vai dar a sobrevivência do Serviço Nacional de Saúde".

"Ter um bom envelhecimento não é ter as pessoas mais anos com medicação, mas sim evitar que adoeçam. Quando ficam doentes, é sempre o estilo de vida que não está ajustado à maquinaria de cada um, aos genes", acrescenta.

A nutricionista Teresa Herédia, que exerce há mais de 25 anos, disse que já usa testes genéticos há cerca de um ano, em pessoas de todas as idades, com análises bioquímicas antes e após o teste, e reconhece que "ajudam a ajustar estratégias".

"Vejo pessoas que, por exemplo, vinham resistentes ao consumo de hidratos de carbono complexos, porque estavam muito envolvidas nestas doentes híper proteicas (...) e, na prática, sabendo o que está nos seus genes, já têm uma abertura diferente para aderir a novos hábitos".

"E os resultados são obviamente diferentes", sublinhou.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 5 de Abril de 2021.

Infarmed emite esclarecimento acerca de testes rápidos

Infarmed emite esclarecimento acerca de testes rápidos - 

Um dia depois de ter sido noticiado que os autotestes para o Covid-19 irão começar a chegar às farmácias esta semana, o Infarmed emitiu uma nota de esclarecimento acerca das autorizações concedidas, até ao momento, aos fabricantes.

Foram definidos os critérios de inclusão no regime excepcional, no passado dia 22 de Março, e, desde então, o Infarmed refere que “recebeu efectivamente 32 pedidos, relativos a 31 referências de testes (algumas variam na apresentação – nº de testes) de 21 fabricantes distintos. De todos os requerimentos recebidos, apenas 10 foram devidamente submetidos pelo fabricante, tal como exigido, uma vez que este é o responsável por toda a informação e documentação técnica relativa aos testes”, esclarece a autoridade reguladora.

O Infarmed acrescenta, ainda, que “mesmo não sendo o pedido devidamente submetido pelo fabricante, tem procedido à verificação de toda a informação que recebe, e tem informado os distribuidores sobre os elementos em falta, assim como, da necessidade do requerimento formal ser submetido pelo fabricante enquanto responsável pelo teste (salienta-se que existem muitas vezes vários distribuidores para o mesmo teste, e é necessário assegurar, que apenas um processo/teste é submetido ao Infarmed e sob a responsabilidade do fabricante)”.

“Verifica-se ainda que a maioria dos processos apresenta vários elementos em falta ou informação pouco precisa e insuficiente, designadamente, no que respeita aos estudos de avaliação de desempenho do teste para colheita nasal, perante o método considerado de referência (PCR utilizando amostras da nasofaringe ou orofaringe)”, continua o Infarmed, que explica, ainda, que, “em alguns casos os testes apresentados não utilizam a amostra nasal como previsto na referida Portaria, utilizando outras amostras como as colhidas na nasofaringe (a qual é restrita a uso profissional devido ao seu grau de invasibilidade no corpo humano), ou não se tratam de TRAg”.

Assim, até à data, “encontra-se autorizado o teste SARS-CoV-2 Rapid Antigen Test Nasal do fabricante SD Biosensor, Inc., uma vez que deu cumprimento aos critérios definidos, quer na apresentação de 25 testes quer na apresentação de 25 testes destinada a ser fraccionada em farmácias e LVMNSRM 1 autorizados”, rematou o Infarmed.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 1 de Abril de 2021.