Novas estirpes não “têm impacto de provocar maior doença”, diz virologista

Novas estirpes não “têm impacto de provocar maior doença”, diz virologista - 

O facto de uma estirpe ser mais contagiosa, "não quer dizer que tenha propriedades de causar doenças maiores", explica o virologista Pedro Simas.

O virologista Pedro Simas afirma que as novas estirpe não “têm impacto de provocar maior doença”, depois de ter sido identificado o primeiro caso de covid-19 associado à variante genética da África do Sul em Portugal.

Em declarações à agência Lusa, o virologista do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa explicou que estão sempre a surgir novas variantes, desde o início da pandemia. “Estão sempre a aparecer variantes e as variantes que predominam, em relação às outras, são aquelas que têm mais vantagem de disseminação, mais aptidão para se disseminar”, disse, adiantando que é um “processo natural”.

De acordo com o virologista, as novas variantes devem ser vigiadas e não criar pânico na sociedade, porque faz parte do processo de replicação e evolutivo do vírus SARS-CoV-2.

“[As variantes] Não têm impacto de provocar maior doença. Do ponto de vista evolutivo, não faz sentido, porque se assim fosse não tinha uma capacidade de disseminação tão rápida, seriam facilmente identificadas em termos clínicos e as pessoas isoladas sem hipótese de as disseminar”, realçou.

Estirpe pode ser mais contagiosa mas não necessariamente mais danosa

Para Pedro Simas, as variantes não devem ser utilizadas para tentar justificar falhas na contenção da propagação comunitária e nem usadas para “tentar incutir um sentido de insegurança nas pessoas em relação às vacinas”.

Se uma variante como a do Reino Unido que tem uma maior vantagem de disseminação numa determinada área geográfica e é natural que ela se espalhe, porque ela domina em relação às outras, isso não quer dizer que tenha propriedades de causar doenças maiores, não quer dizer necessariamente impacto na eficácia das vacinas”, indicou.

Demonstrando preocupação, mas não alarmismo, o virologista precisou que as vacinas serão mudadas caso surja uma estirpe com “impacto significativo”. “Não é um caso que não possamos resolver ou solucionar”, concluiu.

O primeiro caso de covid-19 associado à variante genética da África do Sul foi identificado em Portugal pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

O caso identificado em Portugal, através da sequenciação genómica, foi já reportado pelo INSA às autoridades de saúde, que estão já “a realizar as devidas diligências para o rápido rastreio de contactos e interrupção da potencial cadeia de transmissão”, referiu o INSA.

Segundo cientistas sul-africanos, os dados recolhidos até agora não mostraram que a nova variante do SARS-CoV-2 detectada na África do Sul, nomeada 501Y.V2, não acompanha uma maior taxa de morbilidade, embora o aumento da pressão do sistema de saúde possa estar por detrás de mais mortes.

O INSA tem vindo a desenvolver desde Abril de 2020, em articulação com o Instituto Gulbenkian de Ciência e com a colaboração de mais de 65 laboratórios, hospitais e instituições de todo o País, um estudo que visa determinar os perfis mutacionais do SARS-CoV-2 para identificação e monitorização de cadeias de transmissão do novo coronavírus, bem como identificação de novas introduções do vírus em Portugal.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 25 de Janeiro de 2021

Cientistas criam fórmula para ajudar detecção precoce de picos da pandemia

Cientistas criam fórmula para ajudar detecção precoce de picos da pandemia - 

Fórmula pode ainda contribuir para uma "detecção precoce e previsão de diferentes tipos de cancro em desenvolvimento", de acordo com a Universidade de Coimbra.

Um estudo internacional demonstrou que “um novo formato de análise dos modelos matemáticos” pode ajudar na “detecção precoce e previsão de diferentes tipos de cancro em desenvolvimento e pandemias”, anunciou esta segunda-feira a Universidade de Coimbra (UC).

A investigação fornece à comunidade científica que trabalha com este tipo de modelos matemáticos “um novo formato de leitura dos dados, mais precisamente, numa escala logarítmica e linear”, designada ‘log-lin’, explicita a UC, numa nota enviada à agência Lusa.

Liderado por Paulo Rocha, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), e Lode Vandamme, da Universidade de Eindhoven (Holanda), o estudo já foi publicado na Scientific Reports, revista do grupo Nature.

“Nós explorámos o modelo matemático mais frequentemente utilizado pela comunidade científica, um modelo proposto por Verhulst, e verificámos que, se interpretarmos os dados desta forma (‘log-lin’) e não nos formatos convencionais, consegue-se obter informação que permite a detecção precoce, não só dos picos de pandemias, mas também do desenvolvimento de vários tipos de cancro, embora em escalas temporais muito diferentes”, explica Paulo Rocha.

O cientista da FCTUC, citado pela UC, afirma que “este artigo científico sugere à comunidade científica que trabalha com este tipo de modelos que passe a usar este formato de análise”.

Atendendo à situação pandémica que se vive, o estudo pode permitir “detectar mais atempadamente quando os picos da pandemia vão surgir”, sustenta o investigador.

“O cancro e as pandemias são duas das principais causas de morte em todo o mundo e representam, actualmente, uma severa preocupação global. Para ambos os cenários, a detecção precoce e respectiva previsão são críticas”, salienta.

“O nosso trabalho mostra que, em pandemias e cancros, problemas semelhantes podem ser resolvidos e sinalizados em tempo útil, usando modelos matemáticos e físicos análogos”, nota o investigador, acrescentando que estes modelos “podem sinalizar, oportunamente, o aparecimento de picos epidemiológicos – actualmente importantes para a previsão do segundo e terceiro picos de Covid-19 –, além de resumir dados vitais para entidades governamentais e cidadãos”.

Outro dado importante do estudo é o facto de o modelo de análise proposto por este grupo de cientistas revelar que o “movimento browniano explica as regras de comportamento numa pandemia e enfatiza a importância do confinamento, distanciamento social, máscaras, protectores faciais e ar condicionado”.

Os resultados apresentados no artigo científico definem, segundo os autores, um novo marco científico, “uma vez que a nossa investigação matemática entre cancros e pandemias revela uma correlação multifactorial entre ambas as fragilidades e ajuda a compreender, prever em tempo oportuno e, em última análise, diminuir o obstáculo socioeconómico de doenças oncológicas e pandemias”.

Esta investigação matemática possui um amplo e importante impacto científico com relevância técnica e constitui uma relevante contribuição, tanto para a comunidade científica, como também para a população em geral.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 25 de Janeiro de 2021.

OF pede intervenção do Governo e apela aos portugueses

OF pede intervenção do Governo e apela aos portugueses - 

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) divulgou no seu portal um comunicado onde pede a intervenção urgente do Presidente da República e do Primeiro-Ministro, assim como um apelo aos portugueses.

A Ordem começa por apelar ao “sentido cívico dos portugueses e à solidariedade nacional” indicando que “está solidária com as famílias que todos os dias perdem os seus entes queridos e com o esforço de milhares de profissionais de saúde para salvar inúmeras vidas neste contexto de luta contra a pandemia de covid-19”.

Contudo “entende que a situação limite que o País actualmente enfrenta justifica a adopção de todas as medidas que possam minimizar a propagação do vírus SARS-CoV-2 na comunidade, reduzir o congestionamento do internamento hospitalar e, ainda mais importante, poupar vidas, tal como tem sido reiteradamente proposto e defendido por várias outras instituições e especialistas na área da Saúde Pública”, explica no comunicado divulgado.

E para que essas medidas sejam tomadas, a “OF solicita a intervenção urgente do Governo e do Chefe de Estado, concretizando as recomendações dos peritos para contenção da pandemia”.

A Ordem dos Farmacêuticos indica estar de acordo com as medidas sugeridas pela Ordem dos Médicos, e acreditam que estas “merecem-nos total concordância e são o caminho para começar a inverter esta tendência alarmante de aumento da infecção e mortalidade por covid-19, cujo impacto se estende além da prestação cuidados, à economia e à sociedade no geral”.

Para além do apelo ao Governo, a “OF apela ainda a todos os portugueses, sem excepção, para o respeito e cumprimento escrupuloso das medidas para a contenção da mobilidade decretadas pelas autoridades. Há muitas vidas em jogo que não podemos continuar a perder se queremos ter futuro”.

Neste apelo, a OF defende que não é o momento de nos preocuparmos “com a nossa passividade enquanto cidadãos”. O momento é o de “Tinterromper de forma categórica este ciclo trágico de perdas de vidas, todos os dias somadas. Mortes irreparáveis, mas que podiam ter sido evitadas; vidas que podem ser poupadas pelas acções de todos e cada um de nós individualmente”.

A Ordem lembra que “os profissionais de saúde estão no limite. O Serviço Nacional de Saúde e o Sistema de Saúde, na sua globalidade, já atravessaram a linha vermelha”, e como tal, cabe aos portugueses fazerem a diferença, pois “já não temos mais tempo!”

“Os farmacêuticos continuarão a cumprir o seu dever, de serviço público e protecção aos portugueses. Disponíveis para reforçar a capacidade de testagem no País, contribuindo assim para isolar pessoas numa fase cada vez mais precoce da doença, quebrando cadeias de transmissão e aliviando a pressão sobre os nossos hospitais e profissionais de saúde. Mas também na vacinação em massa, com a segurança, o rigor e a proximidade que o acto requer. Tudo o que deles depender será feito sem hesitação. Onde quer que exerçam a sua actividade. Portugal e os portugueses vêm em primeiro lugar!”, indica a OF no comunicado divulgado.

A OF termina com um apelo de união.

“É tempo de unirmos esforços, de pensar nos mais frágeis, nos mais desprotegidos. É tempos de assumirmos a nossa responsabilidade individual e colectiva. Este é um dos maiores desafios da nossa História. Temos de continuar a lutar! Que seja a esperança, e não a adversidade, a moldar o nosso futuro!”, termina a Ordem, no seu portal.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 25 de Janeiro de 2021

DGS alerta para falsos profissionais de saúde a agendar vacinação contra Covid-19

DGS alerta para falsos profissionais de saúde a agendar vacinação contra Covid-19 - 

A autoridade de saúde recomenda que estes casos sejam denunciados à polícia.

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) alertou, esta sexta-feira, que estão pessoas a fazerem-se passar por profissionais de saúde que vão a casa das pessoas para agendar vacinação contra a Covid-19 e recomenda que os casos sejam denunciados à polícia.

Na rede social Twitter, o órgão liderado por Graça Freitas avisa: “Há pessoas a bater às portas e a fazerem-se passar por profissionais de saúde que vão agendar a vacinação. Não abra a porta e denuncie o caso à polícia.”

A DGS sublinha que “o agendamento da vacina não é feito ao domicílio”. O agendamento é feito pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o contacto será feito através de uma mensagem de texto.

Este alerta surge um dia depois de a DGS ter alertado para a circulação de números falsos quanto ao número de casos confirmados e óbitos por Covid-19. Nas redes sociais, o órgão garantiu que “a informação oficial é a que consta no boletim da DGS, que será divulgado ao início da tarde, como habitualmente, após um processo aprofundado de verificação”.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 22 de Janeiro de 2021.

Tecnologia pioneira contra infecção vai ser instalada pela primeira vez em farmacêutica

Tecnologia pioneira contra infecção vai ser instalada pela primeira vez em farmacêutica - 

A AT MicroProtect foi desenvolvida pelo consórcio liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, em parceria com as faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra, e com o Departamento de Física da Universidade do Minho.

A tecnologia pioneira AT MicroProtect de combate à covid-19 e às contaminações microbiológicas, desenvolvida por um consórcio liderado pela BLC3, vai ser instalada, pela primeira vez no mundo, na Generis Farmacêutica, foi esta quinta-feira anunciado.

A técnica AT MicroProtect de combate à covid-19 e às contaminações microbiológicas vai ser implementada em parceria com a Generis Farmacêutica, na unidade industrial deste laboratório farmacêutico, na zona de Lisboa, com o "objectivo de tornar esta unidade mais segura para os seus colaboradores", disse hoje à agência Lusa o presidente da BLC3, João Nunes.

A AT MicroProtect foi desenvolvida pelo consórcio liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, em parceria com as faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra, e com o Departamento de Física da Universidade do Minho.

A inovadora tecnologia "consegue inactivar, num minuto, 99,97% das partículas de vírus SARS-CoV-2 [que provoca a doença da covid-19] no ar com aplicação a outros microorganismos, como a Mycobacterium tuberculosis (responsável pela doença da Tuberculose) e até bactérias multirresistentes E. Coli e Satphycoccus Aureus, que estão na origem de graves problemas de contaminações em unidades de saúde, como hospitais", sublinha João Nunes.

Tendo por "base e visão o combate às contaminações microbiológicas", a nova tecnologia e conceito está "não só preparada para a actual pandemia e vírus SARS-CoV-2, como para futuras pandemias e até mesmo para os problemas actuais de contaminação originados por bactérias multirresistentes e vírus", afirma o responsável.

Por exemplo, em termos de resultados científicos, "em um minuto, de 16.982 partículas de vírus SARS-CoV-2, apenas cinco partículas não foram inactivadas ("mortas", em termos de senso comum), o que deu um resultado de 99,97%".

"E, ao fim de cinco e 15 minutos, obteve-se uma inactividade total, 100%, e sem qualquer variação no comportamento do vírus", destaca João Nunes, referindo que "isto foi efectuado em 27 amostras diferentes validadas cientificamente".

Numa outra vertente de validação, "em um minuto, de 59.250 bactérias Mycobacterium tuberculosis, em três das quatro variações da tecnologia desenvolvida, conseguiu-se alcançar os 100% de inactivação e na outra variação 98,75%, em ensaios efectuados em triplicado", explicita o presidente da BLC3, que também coordenou a investigação.

A Generis, "empresa líder em Portugal no mercado de medicamentos genéricos e parte de um dos maiores grupos mundiais" do sector -- o Aurobindo -- "enfrenta, como toda a indústria, desafios sem precedentes na manutenção da sua actividade e segurança dos seus colaboradores".

Por isso, "atenta à inovação tecnológica e ao desenvolvimento nacional, a Generis lançou o desafio junto da BLC3 para aplicar a tecnologia AT Micro Protect nas suas instalações fabris", refere Rosário Fonseca, responsável pela Unidade Industrial e Operações em Portugal, citada numa nota hoje divulgada pelo Campus de Tecnologia e Inovação.

"Para passarmos da prova de conceito laboratorial para a real/industrial é muito importante a interacção com a indústria e a realidade", realça João Nunes.

"Este foi um caminho que se efectuou e chegou agora à fase de implementação real numa unidade industrial de elevada exigência e complexidade. Isto só foi possível porque houve sempre uma abertura e cooperação da Generis e um trabalho de mais de três meses entre as equipas", salienta João Nunes.

"Apenas as empresas que se adaptam rapidamente a novas situações, procurando soluções tecnologicamente inovadoras e com impacto para garantir a continuidade da actividade, permanecem na linha da frente", sustenta, por seu lado, o director executivo da Generis, Luís Abrantes.

"O combate a esta pandemia é crucial e todos devem, na sua área de actuação, tomar acções nesse sentido", conclui.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 22 de Janeiro de 2021.

Horta Osório vai substituir Luís Portela como chairman da Bial

Horta Osório vai substituir Luís Portela como chairman da Bial - 

Após ser nomeado chairman do Credit Suisse, um dos maiores bancos do mundo, Horta Osório vai ser também presidente não executivo do conselho de administração da farmacêutica portuguesa.

António Horta Osório vai ser o próximo presidente não executivo do conselho de administração da farmacêutica portuguesa Bial, a partir de Abril. Após anunciar a saída do cargo de presidente executivo do banco Lloyds, o banqueiro português foi nomeado chairman do Credit Suisse, um dos maiores bancos do mundo, e agora vai também substituir Luís Portela, accionista maioritário da empresa e presidente durante os últimos 42 anos.

“A Bial é uma das empresas portuguesas que mais admiro e, por isso, o convite que me foi dirigido pelo Luís Portela constitui um enorme orgulho. O Luís lançou a Bial no mundo, tornando-a numa empresa internacional de renome. Desejo que a minha experiência ajude a consolidar ainda mais esse caminho”, evidencia António Horta Osório, citado em comunicado.

António Horta Osório, de 56 anos, tem uma longa carreira na banca, que teve início em 1987 no Citibank, passando depois pelo Goldman Sachs, em Nova Iorque e Londres. Em 1993, foi convidado por Emilio Botín para o Santander, onde criou o Banco Santander de Negócios Portugal, tendo liderado as operações do banco no país e no Brasil e, posteriormente, no Reino Unido, tornando-se, em 1999, vice-presidente executivo do Grupo Santander. Foi durante quase 20 anos o braço direito de Emilio e de Ana Botín no gigante Santander.

Onze anos depois António Horta Osório foi nomeado presidente executivo do Lloyds. No seu currículo acumula ainda lugares de administrador não executivo no Banco de Inglaterra e em alguns grandes grupos económicos, como a Exor (holding da família Agnelli) e a INPAR (holding da família Lemann), que ainda mantém. No Verão passado anunciou a sua saída do Lloyds no final do actual mandato, completando um ciclo de dez anos à frente daquele que é o maior banco comercial e de retalho do Reino Unido.

Em Dezembro foi noticiado que António Horta Osório será o futuro chairman do banco Credit Suisse, a partir de Maio deste ano. Será o primeiro banqueiro não suíço a assumir este cargo. No Credit Suisse, Osório vai ocupar o lugar do banqueiro suíço Urs Rohner que chegou ao limite permitido pelos estatutos de renovação de mandatos (12 anos).

Em Portugal, para além de assumir a função de chairman da farmacêutica portuguesa Bial, o banqueiro português com mais currículo desempenha funções não executivas na Fundação Champalimaud e na Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

Luís Portela revela que “esta mudança vem sendo preparada há algum tempo, visando, por escolha da minha família, o reforço da estrutura profissional que desenvolvemos, preparando a Bial para um novo patamar no contexto internacional.” E acrescenta: “Retiro-me com um enorme agradecimento à fantástica equipa que tive o privilégio e o prazer de capitanear e com a convicção de que, com o apoio de António Horta Osório, estão criadas condições para servirmos cada vez melhor a saúde de um cada vez maior número de pessoas”, refere Luís Portela, citado em comunicado.

Luís Portela já tinha anunciado a intenção de retirar-se da vida profissional antes dos 70 anos — que atinge dentro de meses –, para se dedicar à Fundação Bial, aos seus livros e à família. A farmacêutica criada pelo seu avô, em 1924, continua a ser gerida pela família, embora já com uma dimensão internacional e com dois medicamentos resultantes de investigação própria, um antiepiléptico e um antiparkinsoniano. A presidência executiva passou para as mãos do seu filho mais velho, António, em 2011, subindo Luís Portela a chairman. Um ano antes, o filho Miguel Portela também passou a fazer parte da administração, reforçando a presença da quarta geração da família na gestão.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 22 de Janeiro de 2021.