Reduzir infecções hospitalares? Cientistas portugueses explicam como

Reduzir infecções hospitalares? Cientistas portugueses explicam como - 

A equipa de investigadores da Universidade do Minho espera que o desenvolvimento de um tubo endotraqueal antimicrobiano possa ser uma estratégia segura na prevenção deste tipo de patologias.

Por ano, na Europa, cerca de quatro milhões de pessoas contraem infecções no contexto hospitalar que, em casos extremos, podem levar à morte. Mais de metade estão relacionadas com o uso de dispositivos médicos, sujeitos à colonização por microrganismos patogénicos causadores ou transmissores de infecções graves e, frequentemente, fatais.

A pensar nestes elevados números de mortalidade e morbilidade associados às infecções relacionadas com biomateriais, uma equipa de investigadores do Centro de Engenharia Biológica (CEB) da Universidade do Minho está a desenvolver um revestimento antimicrobiano a ser aplicado na superfície dos tubos endotraqueais (TET), os dispositivos que asseguram a ventilação assistida dos pacientes.

"A pneumonia associada à ventilação mecânica (VAP, em inglês) é a segunda infecção hospitalar mais comum, contribuindo com mais de 50% dos casos das unidades de cuidados intensivos", explica Susana Lopes, investigadora do CEB responsável pelo projecto, em comunicado. Embora os TET ajudem a salvar vidas, "são também um factor de risco para o estabelecimento deste tipo de infecção pulmonar, por prejudicarem os mecanismos naturais de defesa e permitirem a entrada directa dos microrganismos nos pulmões", acrescenta.

É justamente isso que pretendem resolver. Com o POLY-PrevEnTT (nome atribuído ao projecto), os cientistas estão a desenvolver um revestimento capaz de prevenir a presença de microrganismos na superfície dos TET e, consequentemente, reduzir as infecções hospitalares.  Segundo a equipa, esta estratégia permitirá ainda diminuir o tempo e custos inerentes à hospitalização/recuperação dos pacientes, as terapias adicionais e as taxas de morbilidade e mortalidade associadas à VAP.

Uma alternativa "segura, biocompatível e estável a longo prazo, com baixa propensão para induzir resistência microbiana", ao contrário dos comuns tubos feitos de PVC, diz Susana Lopes.

Com uma estratégia de revestimento de amplo espectro, biocompatível e realista já identificada e caracterizada, isto é, "bem-sucedida contra diversos tipos de microrganismos, nomeadamente bactérias e fungos" e "eficaz na prevenção do desenvolvimento de biofilmes (comunidades de microrganismos difíceis de tratar com antibióticos", os investigadores vão agora avançar para a validação clínica deste tipo de tubos endotraqueais, num modelo artificial que simula um paciente submetido a ventilação mecânica. O objectivo é aplicar e comercializar esta solução.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Abril de 2022

Ordem estima que seriam necessários mais cerca de 800 nutricionistas no SNS

Ordem estima que seriam necessários mais cerca de 800 nutricionistas no SNS - 

Há apenas um nutricionista para cerca de 100 mil utentes, quando o rácio defendido pela ordem de 12 mil utentes por cada profissional

A Ordem dos Nutricionistas estima que seriam necessários mais cerca de 800 nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde, o que corresponde ao dobro dos que trabalham nos hospitais e a sete vezes mais nos Cuidados de Saúde Primários.

Segundo o estudo “Integração de Nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde” apresentado esta quinta-feira, Dia Mundial da Saúde, pela Ordem dos Nutricionistas, nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) há um nutricionista para cerca de 100 mil utentes, sendo o rácio defendido pela ordem de 12 mil utentes por cada profissional.

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, salienta que, mesmo com a inclusão de mais profissionais no âmbito do concurso iniciado em 2018, “estima-se um rácio de cerca de 90 mil utentes por nutricionista, o que é claramente desajustado, não garantindo o acesso dos portugueses aos cuidados de nutrição”.

Recorda que a OMS estima que mais de 13 milhões de mortes em todo o mundo, a cada ano, se devem a causas evitáveis, como é o caso dos maus hábitos alimentares, e insiste que é urgente olhar para a nutrição como uma garantia de prevenção de doença e promoção de saúde.

Tendo em conta a recente publicação dos locais de estágio do concurso para admissão de nutricionistas ao estágio da carreira de Técnico Superior de Saúde – ramo nutrição, o estudo testou o cenário com a integração destes profissionais, o que resulta num aumento de profissionais na região de Lisboa e Vale do Tejo (31 das 40 vagas a concurso), “cumprindo um dos objectivos de existir, pelo menos, um nutricionista em cada ACeS [agrupamento de centros de saúde)”.

Contudo, sublinha o estudo, “não é uma dotação suficiente, face às necessidades da população ao nível do acompanhamento nutricional nos CSP e do cenário epidemiológico do país”.

Em qualquer dos cenários analisados, “é notório o défice de nutricionistas nos CSP: estima-se que sejam necessários, incluídas as colocações do concurso iniciado em 2018, entre 556 a 861 profissionais para cumprimento de dotações recomendadas em outros países, resultando na necessidade de contratar entre 403 e 708 nutricionistas para os Cuidados de Saúde Primários a nível nacional”, aponta.

“Hoje, mais do que nunca, a Ordem dos Nutricionistas relembra que urge olhar para a nutrição como uma garantia de uma população portuguesa mais saudável, consequência de uma estratégia focada na prevenção e no tratamento da doença, ao reforçar a presença de nutricionistas no SNS”, insiste Alexandra Bento.

Nos cuidados hospitalares, tendo em conta as recomendações de entre 50 a 75 camas hospitalares para cada nutricionista seriam necessários entre 39 a 141 destes profissionais.

O estudo, da autoria do Observatório da Profissão da Ordem dos Nutricionistas, conclui que há um nutricionista por cada 89 camas nos cuidados de saúde hospitalares.

O rácio de camas por nutricionista não apresentou diferenças significativas entre 2020 e 2022, ainda que se registem melhorias nas regiões do Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo e Norte, refere.

O trabalho fala de uma “evolução favorável” do rácio em relação a 2020, mas lembra que na amostra analisada o aumento foi apenas de nove profissionais nos cuidados hospitalares.

A Ordem dos Nutricionistas estima que seriam necessários mais cerca de 800 nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde, o que corresponde ao dobro dos que trabalham nos hospitais e a sete vezes mais nos Cuidados de Saúde Primários.

Segundo o estudo “Integração de Nutricionistas no Serviço Nacional de Saúde” apresentado esta quinta-feira, Dia Mundial da Saúde, pela Ordem dos Nutricionistas, nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) há um nutricionista para cerca de 100 mil utentes, sendo o rácio defendido pela ordem de 12 mil utentes por cada profissional.

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, salienta que, mesmo com a inclusão de mais profissionais no âmbito do concurso iniciado em 2018, “estima-se um rácio de cerca de 90 mil utentes por nutricionista, o que é claramente desajustado, não garantindo o acesso dos portugueses aos cuidados de nutrição”.

Recorda que a OMS estima que mais de 13 milhões de mortes em todo o mundo, a cada ano, se devem a causas evitáveis, como é o caso dos maus hábitos alimentares, e insiste que é urgente olhar para a nutrição como uma garantia de prevenção de doença e promoção de saúde.

Tendo em conta a recente publicação dos locais de estágio do concurso para admissão de nutricionistas ao estágio da carreira de Técnico Superior de Saúde – ramo nutrição, o estudo testou o cenário com a integração destes profissionais, o que resulta num aumento de profissionais na região de Lisboa e Vale do Tejo (31 das 40 vagas a concurso), “cumprindo um dos objectivos de existir, pelo menos, um nutricionista em cada ACeS [agrupamento de centros de saúde)”.

Contudo, sublinha o estudo, “não é uma dotação suficiente, face às necessidades da população ao nível do acompanhamento nutricional nos CSP e do cenário epidemiológico do país”.

Em qualquer dos cenários analisados, “é notório o défice de nutricionistas nos CSP: estima-se que sejam necessários, incluídas as colocações do concurso iniciado em 2018, entre 556 a 861 profissionais para cumprimento de dotações recomendadas em outros países, resultando na necessidade de contratar entre 403 e 708 nutricionistas para os Cuidados de Saúde Primários a nível nacional”, aponta.

“Hoje, mais do que nunca, a Ordem dos Nutricionistas relembra que urge olhar para a nutrição como uma garantia de uma população portuguesa mais saudável, consequência de uma estratégia focada na prevenção e no tratamento da doença, ao reforçar a presença de nutricionistas no SNS”, insiste Alexandra Bento.

Nos cuidados hospitalares, tendo em conta as recomendações de entre 50 a 75 camas hospitalares para cada nutricionista seriam necessários entre 39 a 141 destes profissionais.

O estudo, da autoria do Observatório da Profissão da Ordem dos Nutricionistas, conclui que há um nutricionista por cada 89 camas nos cuidados de saúde hospitalares.

O rácio de camas por nutricionista não apresentou diferenças significativas entre 2020 e 2022, ainda que se registem melhorias nas regiões do Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo e Norte, refere.

O trabalho fala de uma “evolução favorável” do rácio em relação a 2020, mas lembra que na amostra analisada o aumento foi apenas de nove profissionais nos cuidados hospitalares.

“Deve ser notado que a lotação praticada nos hospitais foi também mais elevada em 2022 que em 2020, o que contribuiu para parte das variações observadas, uma vez que a alteração no número de profissionais é pouco relevante”, acrescenta.

A Ordem reconhece que as necessidades apontadas representam “um desafio substancial” para o reforço dos recursos humanos do SNS, mas sublinha a “comprovada eficácia do investimento nestes profissionais em ganhos de saúde e ganhos económicos a médio e a longo prazo”.

Globalmente, sublinha o estudo, “é possível concluir que, ainda que a implementação do Serviço de Nutrição esteja a ser efectuada, é notada alguma falta de harmonização no que respeita à designação e coordenação, sendo necessário um contacto mais estreito com as instituições hospitalares no sentido de identificar barreiras à implementação do despacho”.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 7 de Abril de 2022.

Apenas 4,4% dos portugueses consideram a saúde prioritária nos gastos mensais

Apenas 4,4% dos portugueses consideram a saúde prioritária nos gastos mensais - 

Despesas com água, luz e gás ocupam o lugar de destaque de prioridades, juntando 25,8% dos inquiridos, seguidas das obrigações com hipotecas (25,3%) e rendas de habitação (24,9%). São as gerações das faixas etárias extremadas que consideram o sector da saúde prioritário nas despesas.

Apenas 4,4% dos portugueses consideram o sector da saúde como a principal prioridade nos seus gastos mensais em 2021 e 44% nem coloca a saúde no top cinco de gastos prioritários, revela estudo. Despesas com água, luz e gás ocupam o lugar de destaque de prioridades, juntando 25,8% dos inquiridos.

O European Consumer Payment Report, da Intrum Portugal, indica que em segundo e terceiro lugar surgem as obrigações com hipotecas (25,3%) e rendas de habitação (24,9%). Como sectores menos prioritários surgem as compras online (1,2%), os custos com cuidados infantis (1,6%) e as despesas com acesso à internet (2,7%).

“As pessoas com rendimentos familiares mais baixos não tendem a atribuir tanta importância à saúde nas suas despesas mensais (apenas 1,4% destas coloca a saúde em primeiro plano). Este facto contribui então para aumentar a desigualdade presente na sociedade, extrapolando-se as diferenças económicas a uma desigualdade também na saúde”, alertou o director-geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra.

São as gerações das faixas etárias extremadas que consideram o sector prioritário nas despesas, ou seja, as pessoas acima dos 65 anos (8,7%) ou entre os 18 e 21 (7,0%). A geração que prioriza menos os gastos com a saúde situa-se na faixa dos 45 aos 54 anos (2,9%). A nível global, os homens preocupam-se mais com a saúde (5,9%) do que as mulheres portuguesas (2,8%).

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 6 de Abril de 2022.

INE sublinha “quebra sem precedentes” na actividade hospitalar no primeiro ano da pandemia

INE sublinha “quebra sem precedentes” na actividade hospitalar no primeiro ano da pandemia - 

O Instituto Nacional de Estatística sublinhou hoje a “quebra sem precedentes” na actividade hospitalar no primeiro ano da pandemia, insistindo que o serviço de urgência e o internamento registaram os valores mais baixos dos últimos 20 anos.

Segundo informação hoje divulgada, a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala na quinta-feira, além das urgências e dos internamentos, com os valores mais baixos da série iniciada em 1999, houve também “quebras acentuadas” no número de cirurgias em bloco operatório, de consultas médicas e de exames nos hospitais.

Os hospitais públicos ou em parceria público-privada continuaram em 2020 a ser os principais prestadores de serviços de saúde, assegurando 83,2% dos atendimentos em urgência, 74,9% dos internamentos, 69,6% das cirurgias em bloco operatório e 65,1% das consultas médicas.

A situação epidemiológica de 2020 teve repercussões na actividade quer dos prestadores públicos, quer dos prestadores privados, com a actividade privada a sofrer cabras de 20,6% nos actos complementares de diagnóstico e/ou terapêutica e de 18,3% nas consultas externas.

Os dados do INE indicam que houve menos 2,4 milhões de atendimentos nos serviços de urgência dos hospitais no primeiro ano da pandemia (total de 5,7 milhões de atendimentos).

Este é o valor mais baixo registado no período de 1999 a 2020 e é o serviço hospitalar em que se verificou uma quebra mais acentuada na actividade prestada, com uma diminuição de 29,6% em relação ao ano anterior, acrescenta o instituto.

O INE refere ainda que o número de internamentos nos hospitais em 2020 foi o mais baixo dos últimos 20 anos, com um total de 987,2 mil dias e 9,4 milhões de dias. Os hospitais públicos ou em parceria público-privada asseguraram 74,9% do total.

“Pela primeira vez, o número de internamentos não atingiu um milhão e o número de dias de internamento ficou abaixo dos 10 milhões, em resultado de terem ocorrido menos 162,9 mil internamentos e menos 968,4 mil dias de internamento do que no ano 2019”, refere.

Do total de internamentos ocorridos em 2020, 77,5% ocuparam camas de enfermaria, com especial relevo nas especialidades de Medicina Interna (25,2%), Cirurgia Geral (14,2%) e Ginecologia-Obstetrícia (13%).

A especialidade de Doenças Infecciosas representava menos de 2% dos internamentos ocorridos em enfermaria no ano 2020, mas destacou-se por ter tido “um aumento de mais de 10 mil internamentos, mais do dobro dos internamentos registados nesta especialidade no ano anterior”.

Quanto às consultas médicas, no primeiro ano da pandemia foram efectuadas cerca de 18,4 milhões na unidade de consulta externa dos hospitais portugueses, menos 2,7 milhões (-12,7% do que em 2019), refere o INE, que indica que a quebra nos hospitais privados foi mais expressiva (-18,3%). Nos hospitais do sector público foram realizadas menos 1,2 milhões de consultas, o que representa um decréscimo de 9,3%.

O INE diz ainda que as pessoas que terminaram o ensino superior ou com maiores rendimentos “têm maiores probabilidades de avaliar o seu estado de saúde como bom ou muito bom” relativamente àquelas que completaram, no máximo, o ensino básico.

Acrescenta que o ensino superior e o rendimento “têm também uma relação com a diminuição da probabilidade de existência de limitações na realização de actividades habituais”.

As especialidades com maior número de consultas médicas na unidade de consulta externa dos hospitais públicos ou em parceria público-privada foram, em 2020, por ordem decrescente, a Oftalmologia, a Ginecologia-Obstetrícia, a Ortopedia, a Psiquiatria e a Cirurgia Geral.

No caso dos hospitais privados, foram as especialidades de Ortopedia, de Oftalmologia, de Ginecologia-Obstetrícia, de Otorrinolaringologia e de Medicina Física e de Reabilitação, acrescenta.

Comparando com o ano de 2019, houve menos consultas em quase todas as especialidades, “exceptuando-se as consultas de Oncologia Médica, em que se registou um aumento de 3,6% em 2020 (3,7% nos hospitais do sector público e 2,6% nos hospitais privados) e as consultas de Psiquiatria nos hospitais públicos ou em parceria público-privada [+1,7%]”.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 6 de Abril de 2022.

Médicos de família já podem pedir exames por SMS ou email

Médicos de família já podem pedir exames por SMS ou email - 

Radiografias, TAC ou provas da função respiratória são alguns dos meios complementares de diagnóstico agora disponíveis sem papel.

De agora em diante, já não é preciso ir ao centro de saúde buscar a credencial para ir fazer um exame. Todos os meios complementares de diagnóstico estão agora acessíveis por requisição electrónica. O médico de família pode assim pedir qualquer exame por SMS ou email.

Segundo os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), “já é possível para todos os meios complementares de diagnóstico e terapêutica a prescrição de forma desmaterializada nos cuidados de saúde primários”. E explicam: “A alteração permitiu atingir uma taxa de prescrição electrónica de cerca de 85%, quando anteriormente rondava os 36%.”

Os exames médicos agora desmaterializados abrangem todas as áreas, da endoscopia gastrenterológica, medicina física e reabilitação, pneumologia-imunoalergologia à radiologia. Os SPMS dão um exemplo: “São abrangidas as requisições de radiografias, de TAC, de provas de exercício com avaliação de parâmetros cardiorrespiratórios (em tapete rolante ou bicicleta ergonómica), de testes de alergologia ou de colonoscopias.”

Além de mensagem escrita no telemóvel ou o email, as prescrições electrónicas de exames podem ser consultadas na app SNS24 ou na Área Pessoal do Portal SNS24 (sns24.gov.pt).

Desde o dia 1 de Abril foram emitidas mais de 302 mil requisições sem papel, das quais mais de 33 mil só nesta quarta-feira.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 6 de Abril de 2022.

União Europeia exportou 235 mil milhões de euros em medicamentos. Alemanha, Bélgica e Irlanda lideram vendas

União Europeia exportou 235 mil milhões de euros em medicamentos. Alemanha, Bélgica e Irlanda lideram vendas - 

A Alemanha foi o Estado-membro que mais medicamentos exportou (56 mil milhões de euros). Estados Unidos foram o principal destino das exportações e Suíça o principal fornecedor das importações

No ano passado a União Europeia (UE) exportou 235,2 mil milhões de euros em medicamentos, muito mais do que importou (99,6 mil milhões), gerando assim um excedente de 135,6 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat.

Desde 2002 que as exportações têm vindo a aumentar mais que as importações e este é o maior excedente desde essa altura (quando foi registado um excedente de quase 18 mil milhões de euros).

A Alemanha foi o Estado-membro que mais exportou (56 mil milhões de euros), seguida da Bélgica (46 mil milhões de euros) e da Irlanda (38 mil milhões de euros).

Os dois primeiros foram também os países que mais importaram medicamentos (19 mil milhões de euros na Bélgica e 18 mil milhões na Alemanha), seguindo-se a Holanda (15 mil milhões).

Quanto ao destino das exportações extracomunitárias de medicamentos e produtos farmacêuticos em 2021, o destino principal foram os Estados Unidos, representando quase um terço (32%) dessas exportações. Segue-se a Suíça (12%), Reino Unido (7% ) e China (6%).

Já as importações vieram, em grande parte, da Suíça (36%) e Estados Unidos (30%).

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 6 de Abril de 2022.