ADSE comparticipa testes à Covid-19 antes de cirurgias

ADSE comparticipa testes à Covid-19 antes de cirurgias - 

O valor máximo do teste laboratorial para SARS-COV-2 é de 87,95 euros, sendo 68,50 euros financiados pela ADSE e 19,45 euros financiados pelo beneficiário.

ADSE passou a comparticipar os testes de diagnóstico à Covid-19 realizados aos seus beneficiários antes de qualquer cirurgia, desde que feitos no regime convencionado, disse à Lusa fonte oficial do Ministério da Administração Pública.

“No seguimento das orientações da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que estabeleceram a obrigatoriedade de rastreio de Covid-19 antes dos tratamentos do foro oncológico, bem como antes de qualquer cirurgia, foi alargada a comparticipação pela ADSE aos beneficiários que se encontrem nessa situação”, afirmou o gabinete da ministra Alexandra Leitão.

A mesma fonte referiu ainda que, tal como já estava estipulado, “também as grávidas assintomáticas com contacto com casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 ou com sintomas sugestivos daquela doença devem realizar o teste laboratorial”.

“Este alargamento da comparticipação comunicado hoje entra imediatamente em vigor“, adianta o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.

Para que o beneficiário tenha direito à comparticipação, acrescenta o ministério, a prescrição do teste laboratorial “deverá ser feita por prestadores do regime convencionado [com acordo com a ADSE], podendo no caso das grávidas a prescrição ser feita por um médico do regime livre”.

De acordo com a nota informativa enviada esta quinta-feira aos beneficiários da ADSE e aos prestadores do regime convencionado, a que a Lusa teve acesso, “a ADSE financia o diagnóstico laboratorial do SARS-CoV-2 aos beneficiários da ADSE que se encontrem nas condições previstas” nas normas 9/2020 e 13/2020 da DGS e na orientação 18/2020.

A mesma nota realça que “não são financiados pela ADSE actos cuja prescrição tenha origem numa entidade pertencente ao SNS [Serviço Nacional de Saúde]”.

O instituto de protecção e assistência na doença da Função Pública refere ainda que “a ADSE não reembolsa nenhum teste que não venha acompanhado de uma prescrição médica que indique os motivos do teste (…) e, no caso das grávidas, deve constar também a descrição do respectivo estado de gravidez e razão da prescrição”.

O valor máximo do teste laboratorial para SARS-COV-2 é de 87,95 euros, sendo 68,50 euros financiados pela ADSE e 19,45 euros financiados pelo beneficiário.

Segundo a nota, a ADSE não procede ao reembolso do teste laboratorial efectuado em regime livre (entidades sem acordo com a ADSE).

Em 16 de Abril o ministério de Alexandra Leitão anunciou a comparticipação pela ADSE dos testes de diagnóstico do novo coronavírus a grávidas e doentes oncológicos bem como a possibilidade de entrega de pedidos de reembolso das despesas de saúde de forma desmaterializada, através do portal ADSE Directa, uma medida prevista no Orçamento do Estado para 2020.

 

Fonte: Site da "eco.sapo.pt"  e autor em 19 de Junho de 2020

Investigadores avaliam rejuvenescimento das células estaminais de idosos infectados

Investigadores avaliam rejuvenescimento das células estaminais de idosos infectados - 

Investigadores vão tentar perceber se as células estaminais de doentes idosos com covid-19 podem ser “rejuvenescidas” e “manipuladas” para regenerar os tecidos pulmonares.

“A abordagem que nós propomos é a de tentarmos rejuvenescer estas células nos doentes idosos, onde o problema da mortalidade da covid-19 é muito maior”, afirmou hoje Paulo Correia de Sá, investigador do ICBAS.

Em declarações à Lusa, o coordenador do projecto explicou que, como em “tempos de pandemia” não há dadores e é “difícil” o transporte de células estaminais, a equipa, composta maioritariamente por estudantes de doutoramento, vai estudar a possibilidade de realizar um “auto-transplante”.

“Surgiu a ideia de ver se tínhamos alguma possibilidade de utilizar as células do próprio doente e se tínhamos a possibilidade de as manipular laboratorialmente, criar condições para que elas se diferenciem e reinjectar no indivíduo. No fundo, seria um auto-transplante que não colocaria problemas de rejeição”, salientou.

Segundo Paulo Correia de Sá, a equipa de investigadores vai ainda “aproveitar um problema associado às células estaminais como uma vantagem” para a covid-19.

As células, quando injectadas perifericamente, ficam “aprisionadas” no pulmão

“Ora isto é um problema grave quando queremos fazer auto-transplantação destas células para desenvolver outro tipo de tecidos, mas aqui é a parte importante, porque queremos é que estas células fiquem no pulmão”, referiu.

Paulo Correia de Sá salientou que “outra vantagem” associada à utilização das células estaminais, provenientes da medula óssea, é que não têm o ACE, receptor presente na membrana celular e através do qual o SARS-CoV-2 infecta as células humanas.

“Logo, as células que ficam no pulmão são células que dificilmente são infectadas e que ainda por cima, têm grande capacidade de se diferenciarem noutros tecidos”, sublinhou.

Durante os próximos seis meses, os investigadores do projecto, desenvolvido no âmbito da 2.ª edição da linha de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) RESEARCH 4 COVID-19, vão, em laboratório, “juntar” as células estaminais de dadores de medula óssea com células do pulmão que vão ser “infectadas com vírus modificado”.

Projecto poderá vir a ter “impacto” noutras doenças como em pneumonias graves.

“É possível que as ideias que venhamos a obter com este projecto também possam ser extrapoladas para outro tipo de doenças. Esta não é uma panaceia para resolver o problema da infecção, mas pode ser uma terapêutica avançada para se fazer em casos especiais que, no fundo, são também os casos mais dramáticos”, afirmou.

Além de estudantes de doutoramento do ICBAS, o projecto conta também com doutorados do instituto da Universidade do Porto e tem como parceiros o Hospital de Santo António e o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

Com um financiamento de 40 mil euros, este é um dos 55 projectos apoiado pela 2.ª edição da linha RESEARCH 4 COVID-19, que visa responder às necessidades do Serviço Nacional de Saúde e que na sua 1.ª edição apoiou 66 projectos.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 19 de Junho de 2020

Especialistas do Porto estudam período de transmissibilidade do SARS-CoV-2

Especialistas do Porto estudam período de transmissibilidade do SARS-CoV-2 - 

Margarida Tavares, investigadora do ISPUP, afirma que determinar qual o tempo de transmissibilidade do vírus "pode permitir tornar menor o tempo de internamento das pessoas”.

Especialistas em infecciologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) vão, durante os próximos seis meses, tentar perceber qual o período de transmissibilidade do novo coronavírus e a evolução do perfil imunológico dos doentes com covid-19.

Em declarações à Lusa, a médica infecciologista no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, salientou ser “extremamente relevante” desenvolver um estudo longitudinal para encontrar respostas para esta questão, uma vez que não se sabe quanto tempo o vírus “fica no organismo”.

“A partir do momento em que saibamos que uma pessoa não reinfecta e saibamos quanto tempo é que ela é capaz de infectar, é um avanço gigantesco”, salientou.

O projecto, desenvolvido no âmbito da 2.ª edição da linha de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), ‘RESEARCH 4 COVID-19’, além do período de transmissibilidade do SARS-CoV-2, vai também debruçar-se sobre a evolução do perfil imunológico dos doentes com a covid-19.

Através de colheitas seriadas de amostras, os mais de 20 investigadores envolvidos no projecto vão quantificar a carga vírica nas secreções respiratórias, fazer cultura de vírus, determinar uma série de marcadores inflamatórios e fazer a titulação dos anticorpos por classe, por forma a perceber “quando é que ocorre a passagem de anticorpos da classe igM (que indica infecção recente) para classe igG”.

Vão ser acompanhados, durante dois a três meses, “quatro grupos diferentes de indivíduos”

“Vamos seguir ao longo do tempo estes doentes, para perceber todas estas dinâmicas quer da nossa resposta quer da forma como o vírus se comporta perante essa resposta quer a nossa produção de anticorpos”, referiu Margarida Tavares.

Tudo depende daquilo que tivermos em termos de números. Tínhamos proposto avaliar 30 doentes internados, seja nos cuidados de enfermaria, intermédios ou intensivos, 20 doentes sintomáticos em ambulatórios, 10 infectados assintomáticos e seguir 60 expostos no sentido de encontrar, entre 15 a 30% de pessoas que vão positivar”, esclareceu.

Financiado em 40.000 euros, este é um dos 55 projectos apoiado pela 2.ª edição da linha ‘RESEARCH 4 COVID-19’, que visa responder às necessidades do Serviço Nacional de Saúde e que na sua 1.ª edição apoio 66 projectos.

Além do ISPUP, o projecto integra também investigadores do Centro Hospitalar Universitário de São João, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto e agentes de saúde pública da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte).

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 18 de Junho de 2020

Infarmed renova Infomed

Infarmed renova Infomed - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) anunciou a renovação da Infomed, a base de dados nacional de medicamentos de uso humano destinada à consulta por parte de todos os cidadãos.

A Infomed tem agora “um novo layout, mais informação e apresentando-se numa versão que se adapta a qualquer dispositivo sem perder funcionalidades são só algumas das novidades”, indica o Infarmed em comunicado.

“A pesquisa geral está disponível logo na página inicial, permitindo a busca por nome do medicamento ou da substância ativa. Já a pesquisa avançada inclui novos campos de pesquisa, resultado das sugestões que o Infarmed tem recebido ao longo dos anos de existência desta aplicação, como a via de administração, a comercialização das apresentações ou o número de processo”, explica a Autoridade do Medicamento no seu portal.

“A lista de resultados permite verificar o estado de Autorização de Introdução no Mercado (AIM), se o medicamento está comercializado e consultar logo o Resumo de Características do Medicamento (RCM) e o Folheto Informativo (FI)”, acrescenta.

Para além disso, a Infomed apresenta ainda melhorias a nível de informação, com mais conteúdos “como a duração do tratamento, os dispositivos de segurança e, em breve, os relatórios de avaliação de financiamento público” no que respeita aos medicamentos.

Outra das novidades é que esses mesmos conteúdos estão agora disponíveis em português e em inglês.

A nova Infomed está disponível nos Serviços Online, no portal do Infarmed.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 17 de Junho de 2020

Dexametasona poderá estar a ser utilizada em doentes com covid-19, admite Infarmed

Dexametasona poderá estar a ser utilizada em doentes com covid-19, admite Infarmed - 

Estudo sobre o anti-inflamatório dexametasona, realizado por um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, mostra que o medicamento “tem um efeito positivo na redução da mortalidade” de doentes infectados gravemente com covid-19, afirmou o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo.

“Admito que o medicamento dexametasona possa estar a ser utilizado” em doentes infectados com covid-19, afirmou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo.

Questionado sobre o estudo realizado por um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, que concluiu que o medicamento pode aumentar a probabilidade de sobrevivência de doentes com covid-19, o responsável começou por esclarecer que a dexametasona, um anti-inflamatório, é comercializada "há cerca de 60 anos" e "utilizada em várias situações".

Esclareceu, contudo, "que não se trata de um medicamento que se dirige especialmente à infecção por covid-19, mas que, em doentes com determinado tipo de características ou que estejam a ser ventilados devido à falta de oxigénio, pode ser útil". "Devemos aguardar a análise dos dados apresentados mas o estudo mostra que, de facto, nesses doentes, com inflamações graves, há um efeito positivo no sentido de reduzir a mortalidade", explicou Rui Santos Ivo, reforçando que "nestas situações tudo indica que o medicamento será importante".

INFARMED ESTÁ A MONITORIZAR DISPONIBILIDADE DE DEXAMETASONA

O medicamento é comercializado em Portugal, tendo sido "utilizadas cerca de 200 mil unidades" do mesmo "nos primeiros quatro meses do ano", incluindo em doentes com covid-19, adiantou ainda o responsável. "Nas situações que considerem adequadas, os nossos profissionais de saúde poderão utilizar este medicamento", acrescentou, chamando a atenção, ainda assim, para a necessidade de manter a "prudência" e "aguardar mais informação para conhecer em detalhe as condições em que o medicamento pode ser utilizado".

Mais adiante, na mesma conferência de imprensa, Rui Ivo adiantou que o Infarmed está a monitorizar a disponibilidade da dexametasona, mas que não há "qualquer indicação de que o medicamento não esteja disponível" em Portugal. "É evidente que iremos verificar [isso] para termos a certeza de que continua disponível no nosso país."

SURTO DE COVID-19 NO IPO DE LISBOA

Também presente na conferência de imprensa desta quarta-feira, Graça Freitas, directora-geral da Saúde, confirmou a existência de vários casos de covid-19 no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

"O IPO de Lisboa tem feito um plano de contingência muito ativo e tem feito um plano de testagem. Foram realizados seis mil testes a profissionais de saúde, doentes e prestadores externos. O IPO detectou dois casos em profissionais de saúde assintomáticos e foi à procura de mais casos”, explicou Graça Freitas, esclarecendo depois que “houve mais doentes e profissionais identificados”.

 

 Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 17 de Junho de 2020.

Vendas a fiado nas farmácias atingem valor mais alto de sempre

Vendas a fiado nas farmácias atingem valor mais alto de sempre - 

Os farmacêuticos consideram a situação actual "insustentável" mas não querem deixar doentes sem tratamento.

A venda de medicamentos a crédito pelas farmácias aos utentes elevou a dívida global das farmácias para 76 milhões de euros. Valor registado é o mais alto de sempre, disse a Associação Nacional das Farmácias (ANF).

Os resultados divulgados pela ANF são provenientes de um estudo que observou uma amostra de 625 farmácias comunitárias de todos os distritos do continente e ilhas. A ANF revelou que a estimativa é que cada uma destas farmácias adianta medicamentos sem custos a 163 utentes, acumulando em média 26.323 euros de crédito à comunidade.

Na farmácia Vitória em Campanhã, no Porto, esta situação já existia, contudo foi agravada durante o período de pandemia da Covid-19. Em declarações ao Jornal de Notícias, o director técnico desta farmácia Rui Antelo disse que, actualmente, o crédito aos utentes atinge uma média de “cinco a seis mil euros por mês”.

Situação “condiciona a actividade da empresa”

Rui Antelo referiu ainda que “a farmácia tem que se autofinanciar na falha desse valor“, o que por sua vez condiciona a actividade da mesma, dado que os fornecedores têm créditos limitados. Quando esses valores são atingidos, o pagamento a pronto do fornecimento dos medicamentos tem de ser feito pelas próprias farmácias.

Apesar desta situação, que os farmacêuticos consideram “insustentável”, estes profissionais de saúde não querem deixar os doentes sem tratamento. O director técnico disse que “há muitos que não pagam a totalidade de uma vez” e que “há outros que quando liquidam uma conta iniciam outra.”

Para o farmacêutico, é altura de se reverter a legislação “penalizadora”, aprovada para fazer face à crise económico-financeira, que implicou a diminuição das margens de lucros dos medicamentos mais caros.

No final de maio foram aprovadas pela Assembleia da República, quatro recomendações ao Governo a pedir medidas de apoio às farmácias comunitárias.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 17 de Junho de 2020