Biotecnológica aposta no desenvolvimento de imunoterapias

Biotecnológica aposta no desenvolvimento de imunoterapias - 

A empresa Immunethep, sediada em Cantanhede, assinou um acordo de investigação com a farmacêutica Merck Sharp and Dohme MSD com o objectivo de "desenvolver imunoterapias inovadoras para infecções bacterianas".

A empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento de imunoterapias antibacterianas assinou um acordo com a farmacêutica MSD para avaliar a gliceraldeído 3-fosfato desidrogenase bacteriana (GAPDH) como um alvo de imunoterapias para o tratamento e/ou prevenção de infecções bacterianas.

"Acreditamos que o desenvolvimento de imunoterapias em colaboração com a MSD, tendo como alvo o mecanismo de virulência que descobrimos, representa um marco significativo para a Immunethep e reflecte o trabalho promissor que temos vindo a desenvolver no campo das infecções bacterianas", refere Bruno Santos, CEO da Immunethep.

A Immunethep, sediada em Cantanhede, desenvolveu estratégias para combater a resistência antimicrobiana para a neutralização da GAPDH bacteriana.

A primeira imunoterapia desenvolvida foi a vacina Paragon Novel Vaccine (PNV), que visa induzir anticorpos específicos para a GAPDH para proteger a pessoa da infecção por "bactérias patogénicas conhecidas pela sua resistência a antibióticos".

A Immunethep está a investigar o potencial uso de "anticorpos monoclonais contra a GAPDH bacteriana (UnimAb) para tratar casos de infecção aguda", lê-se em comunicado de imprensa enviado à agência Lusa.

A neutralização da GAPDH bacteriana serve para a "criação de imunoterapias para prevenir e travar infecções bacterianas", que actualmente representam um risco de saúde pública no mundo.

Nesta colaboração, a empresa farmacêutica MSD financiará a investigação, que tem como objectivo "avaliar o mecanismo de acção da GAPDH bacteriana em humanos e, por outro lado, perceber se a presença de anticorpos circulantes anti-GAPDH constitui um factor de diagnóstico favorável em indivíduos pertencentes a grupos de risco para este tipo de infecções".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 18 de Fevereiro de 2021.

Infarmed vai aproveitar lições da Covid para reforçar autonomia europeia

Infarmed vai aproveitar lições da Covid para reforçar autonomia europeia - 

O Infarmed vai coordenar cerca de 20 reuniões técnicas com os Estados-membros nos próximos meses para, aproveitando as lições da pandemia, definir propostas que reforcem a autonomia estratégica da União Europeia na produção e abastecimento de medicamentos.

"Pretendemos trabalhar ao nível dos vários grupos que vamos coordenar, com perfis técnicos e estratégicos, e abordar o reforço da autonomia da própria União Europeia, identificando propostas concretas para a reforçar as cadeias de fornecimento", avançou à Lusa o presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

No âmbito das prioridades da presidência portuguesa da União Europeia na área dos medicamentos, Rui Santos Ivo adiantou que Portugal pretende, assim, contribuir para soluções concretas que reforcem o papel dos países em áreas em que a pandemia da covid-19 "veio dar mais visibilidade", como é a disponibilidade de medicamentos e dispositivos médicos.

"É uma lição da pandemia que reforça a importância de, nas áreas críticas, poder haver uma maior articulação entre a própria União Europeia, garantindo que há um contributo de todos os Estados-membros para garantir esse reforço", sublinhou o responsável do regulador português.

Segundo Rui Santos Ivo, todos os Estados-membros da UE "terão vantagem em poder reforçar a sua capacidade instalada ao nível de unidades produtivas de medicamentos e dispositivos médicos", sendo necessário acautelar aspectos regulamentares e legislativos nesta matéria.

O presidente do Infarmed disse que, ao longo deste semestre, a presidência portuguesa pretende ainda trabalhar numa proposta que permita definir medicamentos considerados críticos, o que poderá levar à criação de reservas estratégicas na própria União Europeia essenciais para o funcionamento dos sistemas de saúde em situações como a que se verifica com a pandemia.

Com o objectivo de contribuir para uma UE menos dependente do exterior nesta área, "vamos identificar, desde já, aspectos que possam ajudar a esta reposta, concretamente na capacidade de fornecimento e na identificação de medicamentos críticos", adiantou Rui Santos Ivo.

Outra das prioridades da presidência portuguesa tem a ver com a futura Estratégia Farmacêutica para a Europa, na qual o Infarmed pretende assumir o papel de mediador no sentido de se avançar na sua implementação com base nos três objectivos definidos, o acesso, a sustentabilidade e a disponibilidade de medicamentos e dispositivos médicos no espaço comunitário.

Ao longo deste semestre, o Infarmed vai também promover a discussão sobre a proposta da Comissão Europeia de um novo regulamento para a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), em áreas como a coordenação para evitar ruptura de medicamentos e novas metodologias de avaliação em situações críticas, como a avaliação continua de vacinas contra a covid-19.

"Estes aspectos resultam muito da experiência vivida no concreto e foram plasmados na proposta de regulamento. Vamos promover essa discussão, dando um impulso para que isso seja concretizado, com propostas que fazem sentido para que essa articulação entre a EMA e a agências nacionais saia reforçada e permita ser mais eficaz na resposta às necessidades", adiantou.

De acordo com Rui Santos Ivo, este trabalho culminará com uma conferência europeia para definir o conjunto de conclusões que funcionarão como recomendações da presidência portuguesa "para poderem ser desenvolvidas e dar origem a medidas concretas" nesta área do medicamento.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 18 de Fevereiro de 2021.

Centros de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo com recorde de consultas

Centros de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo com recorde de consultas - 

Os centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo registaram um recorde no atendimento de pessoas com sintomas de covid-19 durante o mês de Janeiro, com 61.289 consultas, avançou hoje a Administração Regional de Saúde (ARS).

"Realizaram em Janeiro de 2021 quase tantas consultas como em todo o último trimestre de 2020", indicou a ARS da região de Lisboa e Vale do Tejo, revelando que o somatório de Outubro, Novembro e Dezembro resulta num total de 68.143 consultas, um valor superior em 6.854 consultas ao verificado no primeiro mês deste ano.

Através das Áreas Dedicadas a Doentes Respiratórios (ADR-C), disponibilizadas pelos 15 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), foram realizadas 61.289 consultas em Janeiro deste ano, aquando do pico da 3ª vaga de covid-19 em Portugal.

"O aumento vertiginoso do número de casos e o reforço destas ADR-C explicam essa realidade", apontou a administração regional.

Para o presidente da ARSLVT, Luís Pisco, o número de consultas realizadas em Janeiro no atendimento de doentes suspeitos de covid-19 "demonstra a relevância destes serviços em complemento à resposta dada pelos Atendimentos a Doentes Respiratórios (ADR) hospitalares e à Linha SNS24".

Em comunicado, a ARSLVT lembrou que, face à evolução da pandemia, o número de ADR-C passou de 20 no final de 2020 para 34 no início de 2021, as equipas foram reforçadas e os horários de funcionamento foram alargados.

"Os números apurados até ao momento relativos a Fevereiro indiciam que a procura por ADR-C na região acompanha a tendência de diminuição de novos casos", apontou a administração regional de Lisboa e Vale do Tejo.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.419.730 mortos no mundo, resultantes de mais de 109,4 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 15.649 pessoas dos 790.885 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 18 de Fevereiro de 2021.

No último ano, SNS perdeu médicos e ganhou enfermeiros

No último ano, SNS perdeu médicos e ganhou enfermeiros - 

Serviço Nacional de Saúde perdeu 800 médicos e ganhou 2921 enfermeiros em período de pandemia. Dados da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público mostram também que as forças de segurança foram o sector que perdeu mais trabalhadores em 2020.

Entre Março e Dezembro do ano passado, o Serviço Nacional de Saúde perdeu 800 médicos, o equivalente a uma quebra de 2,5%. Em período de pandemia, os hospitais passaram de 31.898 médicos para 31.098, segundo os dados divulgados pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público e citados esta quarta-feira pelo "Jornal de Notícias". O número de médicos que se encontravam a trabalhar em Dezembro é, no entanto, superior ao registado no mesmo mês do ano anterior - período pré-pandemia.

Quanto aos enfermeiros, o número de contratações aumentou significativamente, quer em comparação com o final de 2019, quer em comparação com Março. Em relação ao período entre Março e Dezembro, o número de enfermeiros aumentou 6%, o equivalente a 2921 profissionais. Já em relação ao final de 2019, o aumento foi de 6,7%, ou seja, mais 3295 enfermeiros.

Os dados da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público mostram ainda que as forças de segurança foram o sector que mais profissionais perdeu em 2020 - num ano perdeu 1061 pessoas.

De acordo com a nota publicada, a nível nacional, a administração pública terminou o ano com mais 19.792 funcionários: "Na administração central, o aumento de emprego verificou-se essencialmente nas Entidades Públicas Empresariais do SNS (7114) e nos estabelecimentos de educação e ensino básico e secundário (6313)".

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 17 de Fevereiro de 2021.

Portugal recebe primeiras vacinas da Janssen no segundo trimestre

Portugal recebe primeiras vacinas da Janssen no segundo trimestre - 

O presidente do Infarmed revela que esta vacina de toma única deve ser aprovada no próximo mês.

O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) anunciou que Portugal deve receber no segundo trimestre do ano as primeiras vacinas da Johnson & Johnson, fármaco cujo pedido de aprovação foi esta segunda-feira submetido ao regulador europeu.

"À hora que estamos aqui reunidos deverá estar a ser formalizado o processo junto da Agência Europeia do Medicamento" (EMA) da vacina produzida pela Janssen", adiantou Rui Santos Ivo na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social.

Segundo o responsável do Infarmed, o novo fármaco da Janssen (companhia farmacêutica da Johnson & Johnson) de toma única entra agora na fase final de avaliação e, "se tudo correr bem" com a avaliação da sua segurança e eficácia, prevê-se que esteja aprovado no próximo mês, com as primeiras entregas de doses previstas para o segundo trimestre deste ano.

No final de Janeiro, o director médico da Janssen afirmou à Lusa que se mantinha o compromisso de disponibilizar na União Europeia as vacinas no segundo trimestre deste ano, altura em que Portugal receberá as primeiras 1,25 milhões de doses.

"O compromisso com a União Europeia é o segundo trimestre de 2021 e este compromisso mantém-se", garantiu Manuel Salavessa na altura, ao adiantar que as primeiras 1,25 milhões de vacinas da empresa norte-americana contra a covid-19 fazem parte de um lote de 4,5 milhões que o país vai receber ao longo deste ano.

O acordo desta farmacêutica com a Comissão Europeia prevê para este ano 200 milhões de doses, com uma opção de 200 milhões de doses adicionais.

Segundo Rui Santos Ivo, a informação disponível neste momento indica que a Pfizer "conseguiu praticamente já recuperar o atraso que se verificou no início" na entrega de vacinas, o que permite a Portugal contar, no final do primeiro trimestre, com cerca de 1,3 milhões de doses, que é "praticamente o volume que estava previsto".

Relativamente à Moderna, a "informação que temos é que serão entregues as 226 800 doses que estavam contratualizadas", referiu o presidente do Infarmed, ao adiantar que "onde efectivamente se observa uma redução é nas vacinas da AstraZeneca", uma vez que estavam previstas serem entregues cerca de 2,7 milhões, mas que não deverão ultrapassar as 930 mil doses nesta fase.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 17 de Fevereiro de 2021.

Grupo Bluepharma celebra 20 anos e prepara investimento de 200 milhões de euros

Grupo Bluepharma celebra 20 anos e prepara investimento de 200 milhões de euros - 

O Grupo Bluepharma celebra 20 anos em 2021, ano em que prepara um plano estratégico de crescimento que representa um investimento de 200 milhões de euros para os próximos 10 anos.

Em 2020, o volume de negócios não consolidado do grupo Bluepharma atingiu os 75 milhões de euros, resultado de um crescimento que ultrapassou os 20%.

“2020 foi um ano muito positivo para a Bluepharma, foi um ano de consolidação, de muito trabalho e, mais uma vez, de forte aposta na inovação e exportação. Factores chave para nós e que também contribuíram para fecharmos o ano com este crescimento superior a 20%”, refere Paulo Barradas Rebelo, presidente da Bluepharma. “Actualmente fornecemos mais de 100 empresas e exportamos, cerca de 88% da produção, para mais de 40 países, algo que nos coloca entre as 1000 maiores empresas a operar em Portugal e entre as maiores exportadoras a nível nacional”, acrescenta.

Em 2021, o ano em que celebra o seu 20º aniversário, o grupo farmacêutico apresenta no seu plano estratégico de crescimento, o projecto “Bluepharma Acelera 2030”, que estará concluído no decorrer de 2022, com a ampliação das actuais instalações, em São Martinho (Coimbra), bem como a construção de uma nova unidade industrial “state of the art” para a produção de formas sólidas orais potentes, em Eiras (Coimbra), um investimento global próximo dos 50M€.

Ainda no âmbito deste plano de investimento, está prevista a construção do Bluepharma Park, que dará origem ao maior parque tecnológico do cluster farmacêutico, a nível nacional, numa área total de 6,5 hectares, com 35 mil metros quadrados de área coberta, e cujo o investimento rondará mais de 150 M€.

O Presidente da Bluepharma revela que “em 2021 a Bluepharma entrará na fase de Aceleração do Crescimento para a qual em muito contribuem todos estes projectos, altamente tecnológicos, sofisticados e inovadores, promotores de exportações de alto valor acrescentado”.

“Nestes quase 20 anos, desenvolvemos tecnologias maioritariamente para mercado internacional e estabelecemos diversas parcerias a nível mundial, portanto, acreditamos que o futuro será de crescimento, como tem sido até aqui”, finaliza o Presidente da Bluepharma.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 17 de Fevereiro de 2021.