Simulador para vacinação de pessoas a partir dos 50 anos já está disponível

Simulador para vacinação de pessoas a partir dos 50 anos já está disponível - 

Ministra tinha anunciado que a nova ferramenta poderia ser consultada a partir do final desta semana. Idosos e doentes de risco podem verificar se constam das listas da primeira fase.

O anunciado simulador online que vai permitir às pessoas a partir dos 50 anos perceber se estão incluídas nas listas da primeira fase da vacinação já está disponível no portal covid-19 (https://covid19.min-saude.pt/vacinacao/).

O simulador foi colocado no portal ao início da noite deste domingo, depois de o PÚBLICO ter avançado que só iria ficar pronto e acessível a partir desta semana, como explicara uma fonte do Ministério da Saúde horas antes. “O formulário para verificação das listas para vacinação da fase 1 já se encontra publicado”, esclareceu a assessoria da ministra Marta Temido. 

Os idosos a partir dos 80 anos também podem consultar estas listas para verificar se estão inscritos ou se haverá algum erro a corrigir. Às vezes pode haver problemas entre o nome inscrito e o verdadeiro, normalmente por causa dos “de” e “da”, explicou.

Marta Temido explicou na segunda-feira passada que bastará ao cidadão inserir o número do SNS, a data de nascimento e o nome completo para perceber se está ou não incluído na primeira fase e frisou que, caso não conste da lista mas tenha critérios para tal, poderá “fazer a respectiva correcção”.

Os dois novos grupos prioritários que começaram já a ser vacinados são os idosos a partir dos 80 anos, mesmo que sejam saudáveis, e os doentes de maior risco associado a covid-19 a partir dos 50 anos. Neste último grupo, os quatro grandes grupos de patologias incluídos são insuficiência cardíaca, insuficiência renal mais grave, doença coronária e doença pulmonar obstrutiva crónica ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório ou oxigenoterapia de longa duração.

Representantes dos médicos de família têm, entretanto, reclamado orientações da tutela para esclarecer quais devem ser as pessoas a vacinar em primeiro lugar dentro destes grupos prioritários.

As listagens iniciais dos utentes com doenças mais graves já foram validadas em vários centros de saúde, mas o universo a vacinar é muito grande – são cerca de 400 mil doentes de maior risco a partir dos 50 anos a nível nacional, segundo as estimativas da “task force”.

Até ao início da semana passada, tinham já sido identificadas cerca de 957 mil pessoas dos 50 aos 79 anos com as quatro doenças mais graves associadas à covid-19, além dos idosos a partir dos 80 anos mesmo sem patologias, revelou então Marta Temido.

Questionada sobre a forma como os mais idosos e os doentes de risco elegíveis para esta fase vão ser contactados, a ministra voltou a frisar que isso vai ser feito “por SMS, telefone ou carta”. “Os nossos centros de saúde receberam a listagem das pessoas inscritas nesses centros de saúde. Se as pessoas estão numa destas circunstâncias, serão contactadas e a vacinação agendada”, disse.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 15 de Fevereiro de 2021.

Linha 1400 de assistência farmacêutica está disponível online

Linha 1400 de assistência farmacêutica está disponível online - 

A Linha 1400, de assistência farmacêutica gratuita e que funciona 24 horas, todos os dias da semana, está, a partir desta segunda-feira, também disponível ‘online’ através do site www.1400SAFE.pt, segundo um comunicado.

A Linha 1400, pela qual é possível obter informação sobre farmácias de serviço 24 horas, fazer encomendas ou a pré-reserva de medicamentos, evitando assim deslocações desnecessárias, já prestou apoio a mais de 50 mil portugueses, tendo sido registados mais de 10 mil pedidos de medicamentos.

Os medicamentos ou produtos de saúde são, posteriormente, entregues ao domicílio ou recolhidos na farmácia da escolha do utente.

A Linha Nacional 1400 resulta de um projecto promovido pelas Farmácias, Ministério da Saúde e unidades locais de saúde no Norte do País, tendo sido alargada a todo o território nacional em Março do ano passado, regiões autónomas incluídas, devido à pandemia por covid-19.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 15 de Fevereiro de 2021.

Medicamento para a artrite reduz mortalidade em casos graves de covid

Medicamento para a artrite reduz mortalidade em casos graves de covid - 

O tocilizumab, medicamento para artrite, reduz o risco de morte por Covid-19 em doentes graves, de acordo com os resultados de um estudo que os especialistas consideram um desenvolvimento "importante" na luta contra a doença.

O programa de pesquisa RECOVERY, sediado na Grã-Bretanha, que investiga os tratamentos contra a Covid-19, disse que esta descoberta pode ter um efeito significativo nas taxas de sobrevivência nos hospitais durante a pandemia.

O estudo incluiu mais de 2.000 pacientes que receberam o tocilizumab por via intravenosa, em comparação com quase 3.000 que receberam apenas os cuidados normais, como suporte de oxigénio e ventilação.

Mais de 80 por cento de todos os pacientes também estavam a receber tratamentos com esteróides, como a dexametasona, que já havia demonstrado em estudos anteriores diminuir o risco de morte.

A equipa responsável pelo ensaio revelado esta quinta-feira disse que o tocilizumab reduziu "significativamente" a mortalidade nos doentes graves.

Dos pacientes que receberam o medicamento, houve 596 (29 por cento) que morreram em 28 dias, em comparação com 394 (33 por cento) dos pacientes que morreram no grupo de controlo.

"Ora, isso é uma redução no risco de morte de cerca de um sexto ou um sétimo", disse Martin Landray, professor de Medicina e Epidemiologia do Departamento de Saúde Populacional de Nuffield da Universidade de Oxford.

"A mortalidade é importante, mas há outras coisas que importam também, como a oportunidade de deixar o hospital mais cedo", disse Landray.

Os dados mostraram que entre os pacientes que requerem oxigénio e sofrem de inflamação significativa, o tratamento com tocilizumab e dexametasona reduziu a mortalidade em cerca de um terço.

Descobriu-se também que os doentes a necessitar de ventilação têm um risco de morte cerca de 50% menor quando tratados com esta combinação dos dois medicamentos.

E, dos pacientes que não estavam em ventilação invasiva ao entrar no estudo, o tocilizumab reduziu a chance de eles progredirem para necessitar de um ventilador de 38 por cento para 33 por cento.

"Havia evidências muito fortes de que, ao dar tocilizumab, poderíamos aumentar a chance de alguém receber alta vivo, dentro do primeiro mês", disse Landray.

"O avanço mais significativo desde a dexametasona"

Anthony Gordon, Professor de Anestesia e Cuidados Críticos e NIHR Research Professor no Imperial College of London, no Reino Unido, deu as boas-vindas aos resultados.

"Esta é uma óptima notícia", disse ele.

"Sabemos que aproximadamente 4.000 pacientes graves já foram tratados com tocilizumab no Reino Unido. Agora, ainda mais doentes poderão beneficiar deste tratamento", acrescentou Gordon, que não esteve envolvido na pesquisa.

A pandemia viu uma corrida global para identificar tratamentos eficazes para casos graves e que não provoquem reacções adversas.

Apesar de dezenas de testes com vários medicamentos existentes, até esta quinta-feira o único medicamento que tinha mostrado eficácia significativa no tratamento da Covid-19 era a dexametasona.

"Depois da dexametasona, este é o avanço mais significativo no tratamento da COVID, que tem impacto na redução de mortes", disse Athimalaipet Ramanan, professor de Reumatologia Pediátrica da Universidade de Bristol, também no Reino Unido.

Landray disse que, em comparação com a primeira onda de pandemia, onde não havia tratamentos comprovados com Covid-19 para doentes hospitalizados, tanto o tocilizumab quanto a dexametasona oferecem alguma esperança.

"Agora podemos reduzir o risco de morte de um terço para até a metade, dependendo do paciente", disse ele.

"Isso é bom para os pacientes e bom para os serviços de saúde, no Reino Unido e internacionalmente."

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 12 de Fevereiro de 2021.

Covid-19: Farmacêuticos ajudam a testar toda a população de Castro Marim

Covid-19: Farmacêuticos ajudam a testar toda a população de Castro Marim - 

A Câmara Municipal de Castro Marim, no Algarve, vai testar massivamente toda a população dos munícipes interessada em fazer. Para isso, adquiriu quatro mil testes rápidos de antigénio para a COVID-19.

A acção vai decorrer nos dias 13 e 14 de Fevereiro, em sistema drive-thru e conta com o apoio de farmacêuticos, médicos e médicos-dentistas, que se voluntariaram para a operação.

“Face ao agravamento dos casos no concelho de Castro Marim (2000 casos por 100.000, o concelho do Algarve com maior risco pandémico) e o clima de pânico da população, decidimos avançar com a testagem massiva”, explica Francisco Amaral, presidente da Câmara, médico de profissão.

Para o farmacêutico Ricardo Pereira, delegado da ANF no Algarve, “os profissionais de saúde estão unidos na promoção da saúde dos cidadãos da região nesta dramática situação pandémica”.

Francisco Amaral sublinha o apoio “dos profissionais de saúde que se ofereceram para realizar os testes junto da população”.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 12 de Fevereiro de 2021.

Até à próxima semana, UE deve chegar a acordo para compra da Novovax

Até à próxima semana, UE deve chegar a acordo para compra da Novovax - 

União Europeia está em conversações com os advogados da empresa para garantir aquele que será o seu sétimo acordo para a aquisição de vacinas contra a Covid-19.

Bruxelas prevê chegar a acordo ainda esta semana ou na próxima para a compra da vacina Novavax, avança a Reuters.

Em Dezembro já se havia realizado negociações preliminares para a reserva de 100 milhões de doses desta vacina, com a opção de adquirir posteriormente mais 100 milhões.

"As conversações intensificaram-se e a vontade é a de encerrar este assunto esta ou na próxima semana", asseguram fontes próximas ao processo.

Os ensaios clínicos da vacina contra a Covid-19 da Novavax mostraram uma eficácia de 89,3%, declarou a empresa de biotecnologia norte-americana num comunicado, que divulgou os resultados dos testes de fase 3, no final de Janeiro.

Dias depois a Comissão Europeia revelava que ia investir 416 milhões de euros para aquisição das vacinas contra o SARS-CoV-2 da Valneva e da Novavax. Se se chegar a acordo com esta última, este será o sétimo a ser selado pela UE com fabricantes de vacinas para o fornecimento de doses contra a Covid-19. Bruxelas já chegou a acordo a AstraZeneca, Johnson & Johnson, Pfizer-BioNTech, CureVac, Moderna e Sanofi-GSK para um total de cerca de 2,3 mil milhões de doses.

Depois de uma semana de disputas com a AstraZeneca, por causa dos atrasos desta farmacêutica na distribuição da vacina à UE no primeiro trimestre deste ano, a directora-geral da Saúde do executivo comunitário, Sandra Gallina, defendeu o sistema colocado em marcha pela Comissão Europeia para reservar fármacos de vários laboratórios, antes de saber quais teriam maior eficácia contra o novo coronavírus.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 11 de Fevereiro de 2021.

Medicamento para asma reduz hospitalização por Covid-19 em 90%

Medicamento para asma reduz hospitalização por Covid-19 em 90% - 

Um medicamento comum usado para tratar a asma diminui em 90% a probabilidade de um doente com Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, necessitar de internamento hospitalar, dizem os especialistas.

A Budesonida também encurta o tempo de recuperação da infecção, de acordo com uma nova pesquisa.

Este esteróide é normalmente dado a pessoas com asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) e é vendido sob o nome de Pulmicort.

O Pulmicort é inalado através de um soprador, mas a Budesonida também vem em comprimidos, grânulos ou espuma rectal e é receitada para tratar vários problemas de saúde. 

Durante a primeira vaga da pandemia, investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, decidiram estudar o fármaco ao notarem que poucas pessoas com doenças respiratórias crónicas estavam a ser hospitalizadas devido à Covid-19. 

Em muitos dos casos estes indivíduos estavam a tomar o esteróide - originalmente produzido pela farmacêutica AstraZeneca, que também desenvolveu uma vacina contra o SARS-CoV-2 juntamente com a Universidade de Oxford. 

No estudo metade dos 146 participantes receberam Budesonida no prazo de sete dias após experienciarem sintomas de infecção pelo novo coronavírus.

O estudo, que durou 28 dias, descobriu que aqueles que inalaram a droga farmacológica apresentavam um risco 90% menor de precisarem de cuidados urgentes ou de hospitalização, comparativamente a quem não tomava o medicamento. 

Dados iniciais do estudo também detectaram que os voluntários tratados com Budesonida deixaram de ter febre mais rapidamente e menos sintomas persistentes, em sete dias em comparação com oito.

A professora Mona Bafadhel, que liderou a pesquisa, disse em comunicado: "houve avanços importantes em pacientes hospitalizados com Covid-19, mas é igualmente importante tratar a doença precocemente para prevenir a deterioração clínica e a necessidade de cuidados urgentes e de hospitalização, especialmente para os milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que têm acesso limitado a cuidados de saúde e hospitalares".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 11 de Fevereiro de 2021.