Anunciado primeiro medicamento para covid-19 com resultados positivos: dexametasona ajuda a salvar a vida de doentes

Anunciado primeiro medicamento para covid-19 com resultados positivos: dexametasona ajuda a salvar a vida de doentes - 

Dexametasona é o primeiro medicamento com resultados positivos. O anúncio é de um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Um grupo de investigadores do Reino Unido encontrou as primeiras evidências de que um medicamento pode ajudar a melhorar a taxa de sobrevivência de pacientes diagnosticados com covid-19. De acordo com o documento do grupo de trabalho divulgado esta terça-feira, a dexametasona, um esteróide com um baixo custo e disponível no mercado para tratamento de outras patologias, reduz a probabilidade de morte dos pacientes hospitalizados com a doença.

Este medicamento está incluído num grande ensaio mundial que tem estado a analisar os tratamentos já existentes para outras doenças para verificar se estes também funcionam no novo coronavírus. De acordo com os investigadores da Universidade de Oxford, o medicamento reduz o risco de morte para os doentes que estão ligados a ventiladores em um terço. Para os pacientes que estão apenas a receber oxigénio, o tratamento reduzi a probabilidade de morte em um quinto.

“Um total de 2104 pacientes foram escolhidos de forma aleatória para receber dexametasona uma vez por dia (por via oral ou através de injecção intravenosa) durante dez dias. Foram comparados com 4321 pacientes escolhidos da mesma forma que receberam apenas os cuidados habituais [de um doente com covid-19]. Entre os pacientes que receberam os cuidados normais e durante 28 dias, a taxa de mortalidade foi mais alta do que no grupo que necessitou de ventilação (41%), intermediária nos pacientes que necessitavam apenas de oxigénio (25%) e menor entre aqueles que não necessitaram de intervenção respiratória (13%)”, lê-se no documento agora divulgado.

De acordo com a BBC, os investigadores estimam que se o medicamento tivesse sido usado para tratar pacientes com covid-19 no Reino Unido desde o início da pandemia cerca de 5 mil vidas podiam ter sido salvas. No Reino Unido já morreram quase 42 mil pessoas por covid-19.

De acordo com Peter Horby, professor de Doenças Infecciosas Emergentes na Universidade de Oxford e um dos principais investigadores do ensaio, é a primeira vez que se prova que um medicamento pode ajudar a salvar a vida de doentes infectados com o SARS-CoV-2.

“Este é um resultado extremamente bem-vindo. O benefício para a sobrevivência é claro e imenso em pessoas doentes o suficiente para necessitar de tratamento com oxigénio. A dexametasona deve tornar-se um medicamento padrão para ser usado no tratamento a estas pessoas. A dexametasona é barata, está disponível, e pode ser usada imediatamente para salvar vidas em todo o mundo”, refere o docente citado no comunicado.

É de ressalvar que os dados agora divulgados não foram ainda publicados nem avaliados de forma independente. De acordo com o comunicado e dada “a importância destes resultados para a saúde pública”, o grupo de investigadores garante estar a trabalhar para publicar todos os detalhes assim que possível.

Também citado no documento, Patrick Vallance, o principal conselheiro científico do governo do Reino Unido, refere que a descoberta é “particularmente excitante” porque a dexametasona é um medicamento barato e que está amplamente disponível. “Este é um desenvolvimento inovador na nossa luta contra a doença e a velocidade com que os investigadores encontraram um tratamento eficaz é verdadeiramente notável. Isto demonstra a importância de serem realizados ensaios clínicos de alta qualidade e de serem tomadas decisões baseadas nos resultados desses ensaios”, sublinhou o responsável.

Esta segunda-feira, a Autoridade para a Alimentação e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla inglesa) revogou o uso da hidroxicloroquina como uma alternativa de emergência ao tratamento para a covid-19. O uso do medicamento foi promovido no país pelo próprio Presidente, Donald Trump, que admitiu estar a tomá-lo como tratamento preventivo.

A FDA considerou que o uso oral de hidroxicloroquina ou de cloroquina, um medicamente relacionado com o primeiro, “já não é eficiente” contra a covid-19. A decisão surge depois de um grande debate em torno dos possíveis efeitos secundários da hidroxicloroquina. Em Março, Donald Trump começou a defender o uso do medicamento, habitualmente administrado para tratar a malária, e acabou por confessar em Maio que estaria a utilizá-lo preventivamente, depois de duas pessoas na Casa Branca terem sido diagnosticadas com covid-19. 

No fim de Maio, também o Infarmed decidiu recomendar a suspensão do uso da hidroxicloroquina no tratamento de doentes com covid-19, decisão que a autoridade do medicamento dizia estar em linha com as directrizes defendidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que, entretanto, decidiu retomar os ensaios clínicos nestes doentes.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 16 de Junho de 2020.

Farmácias da cidade de Ovar deixaram de funcionar durante a madrugada

Farmácias da cidade de Ovar deixaram de funcionar durante a madrugada - 

As cinco farmácias da cidade de Ovar, sede do concelho que esteve em estado de calamidade pública devido à covid-19, estabeleceram um acordo mediante o qual deixaram de funcionar durante a madrugada, revelaram hoje responsáveis desses estabelecimentos.

A medida, que foi implementada no início do mês, já era reivindicada há alguns anos pelas equipas afectas a esses espaços do distrito de Aveiro, pelo facto de a actividade nocturna não se revelar rentável desde que o Hospital Francisco Zagalo, no mesmo município, deixou de incluir serviço de urgência.

Maria José Coelho é directora técnica da Farmácia Central e, embora reconhecendo à Lusa o carácter experimental da medida, adianta que a mudança vigorará até final de Novembro, sendo que, até lá, se mantém a habitual escala de serviço indicando que estabelecimento funciona até às 24:00 e, a partir desse horário, a alternativa é contactar a linha telefónica com o número 1.400 - disponibilizada pela Associação Nacional de Farmácias para indicar a disponibilidade geográfica dos medicamentos em 'stock'.

"A linha 1.400 diz qual é a farmácia mais próxima disponível e o mais provável é que os clientes sejam encaminhados para o concelho de Santa Maria da Feira, porque também é lá que funciona o hospital a que a população de Ovar deve recorrer em caso de emergência médica", disse.

Para a decisão colectiva das cinco farmácias também contribuiu a perda de valências do Hospital Francisco Zagalo. "No verão do ano passado a Consulta Aberta ainda funcionava até à meia-noite, por Ovar ter muita gente que cá vinha passar férias, mas este ano nem isso", referiu Maria José Coelho, notando que esse serviço foi, entretanto, transferido para o Centro de Saúde e acabou por ser encerrado em Março.

Feitas as contas, a directora da Farmácia Central considera que abrir a farmácia durante a madrugada é uma prática de má gestão que tem de ser eliminada: "As pessoas não gostam que estejamos fechados, mas, se pensarem bem, vêm que temos razão. Não se justifica estar aqui um técnico ou farmacêutico toda a noite para garantir um serviço que não tem rentabilidade - e até dá é prejuízo, porque fica caro, sem motivar qualquer contrapartida".

Essa opinião é partilhada por Cátia Veiga, que, enquanto responsável pela Farmácia Lamy, admite que "as pessoas ficam muito preocupadas ao saberem do novo horário, por associarem a decisão a questões relacionadas com a pandemia", mas acabam por "perceber que a medida não tem nada a ver com a covid-19 e já era desejada há muito tempo" para melhorar a sustentabilidade financeira dos estabelecimentos em causa.

"O nosso hospital não tem Serviço de Urgência, a Consulta Aberta passou para o Centro de Saúde de Ovar e funciona de uma forma que está longe de ser a ideal, e simplesmente não fazia sentido continuarmos a abrir durante a madrugada com tão baixa procura", justificou.

Cátia Veiga apela, por isso, a uma maior divulgação da linha telefónica 1.400, "para se evitarem viagens inúteis a pessoas que consultam na Internet escalas de serviço que estão desactualizadas" ou que se deslocam presencialmente às farmácias e, no seu estado aflitivo e sonolento durante a madrugada, "nem reparam na informação afixada na porta, com dados correctos sobre as alternativas disponíveis".

A mesma responsável referiu, aliás, que o recurso ao número 1.400 foi igualmente implementado no concelho vizinho de Espinho, cujo hospital também perdeu há anos o respectivo Serviço de Urgência, pelo que "a opção mais segura será sempre a deslocação a Santa Maria da Feira", onde a actividade do Hospital São Sebastião motiva que haja "sempre uma farmácia aberta 24 horas por dia".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 16 de Junho de 2020.

Taxa de cesarianas sobe pelo terceiro ano consecutivo

Taxa de cesarianas sobe pelo terceiro ano consecutivo - 

Em 2019, 29,79% dos partos realizados no SNS foram realizados por intervenção cirúrgica. Médicos alertam para maternidades tardias e excesso de peso nas grávidas.

A taxa de cesarianas nos hospitais públicos subiu pelo terceiro ano consecutivo, sendo que, antes disso, o valor mais alto tinha sido em 2013, quando a taxa de cesarianas no SNS ultrapassou os 30%. A tendência preocupa os médicos, que apontam o aumento das maternidades tardias e o excesso de peso das grávidas como possíveis causas. A estas possíveis causas, soma-se ainda a falta de recursos dos serviços.

Segundo os dados do Portal da Transparência, em 2019 foram realizados 69.244 partos, apenas mais 13 partos face ao ano anterior (69.231). Já o número de cesarianas entre os dois anos aumentou significativamente, tendo sido realizadas 20.630 em 2019, mais 1.001 face a 2018 (19.629). A taxa de cesarianas aumentou, deste modo, 1,44% entre 2018 e 2019, quando se registou a maior percentagem desde 2013, quando foram realizadas um total de 20.155 cesarianas dos 66.141 partos no SNS, o equivalente a 30,47%.

Em declarações ao Jornal de Notícias, o antigo presidente da Comissão Nacional para a Redução da Taxa de Cesarianas afirmou que “se sobe um ano, pode ser algo ocasional, mas três anos seguidos já indica que as coisas não estão a correr no sentido que nós queremos”.

Taxa de 29,79% é “muito preocupante”, uma vez que parece “estar a resvalar para números de 2013”

O antigo presidente apontou ainda como principais causas para o aumento recente desta percentagem a “falta de recursos e o excesso de horas extraordinárias” e o facto de “algumas pessoas que trabalham no público e no privado trazerem para os hospitais públicos alguns dos pensamentos do privado”.

A directora do Serviço de Urgência de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital de São João, Marina Moucho refere ainda, como possível causa, a evidência de que as grávidas actuais “são mais velhas, com mais patologias e mais gordas”. Os números do Hospital de São João demonstram isso mesmo, com 2336 partos realizados no ano passado, dos quais 15,5% foram de grávidas obesas e 34,2% de mulheres com mais de 35 anos. A médica especialista em Medicina Materno-Fetal acrescenta ainda que a estas patologias juntam-se outras como a hipertensão e a diabetes.  

Por último, Marina Moucho destaca o facto de haver mais partos pélvicos, em que o bebé está sentado. “É preciso muita experiência. Quase todos são por cesariana”, disse a médica especialista ao Jornal de Notícias.

Os dados analisados dizem respeito apenas às unidades públicas, que, segundo o Jornal de Notícias, correspondiam a 73,2% dos partos realizados em Portugal em 2018. Os restantes foram realizados em unidades privadas, nas quais apenas um terço dos partos são vaginais, valores que os especialistas consideram um “disparate”.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 15 de Junho de 2020

Coronavírus. Farmacêutica garante vacina no final do ano.

Coronavírus. Farmacêutica garante vacina no final do ano - 

 

Quatro países europeus já assinaram contrato para 400 milhões de doses de vacinas.

 A empresa farmacêutica Astrazeneca garante que vai ter no final do ano quase 100 milhões de vacinas contra o novo coronavírus para a Europa.

Os estudos estão numa fase avançada e nos ensaios clínicos participam 10 mil voluntários.

A vacina está a ser desenvolvida em colaboração com a Universidade de Oxford.

O ministro italiano da Saúde revela que a fase de testes deve terminar no Outono e acredita que a vacina contra a Covid-19 vai estar disponível no fim do ano.

Quatro países europeus: Itália, Alemanha, França e Holanda, que fazem parte do IVA – aliança internacional para a vacina - assinaram um contrato com o laboratório farmacêutico para garantirem 400 milhões de doses de vacinas.

 

 Fonte: Site da Rádio "Renascença" e autor em 14 de Junho de 2020.

Covid-19. Lilly lança primeiro estudo de tratamento com anticorpos

Covid-19. Lilly lança primeiro estudo de tratamento com anticorpos - 

 

O diretor médico da Lilly em Portugal, Luís Laranjeira, explicou que este anticorpo impede a entrada nas células humanas do vírus que provoca a covid-19.

 

A farmacêutica Lilly lançou o primeiro estudo mundial de um potencial tratamento da covid-19 com anticorpos, em doentes internados nos Estados Unidos da América, e conta ter resultados desta fase já no final do mês.

Em declarações à Lusa, o diretor médico da Lilly em Portugal, Luís Laranjeira, explicou que este anticorpo - a que deram o nome de LY-CoV555 e que resulta de uma colaboração com a empresa de biotecnologia AbCellera - impede a entrada nas células humanas do vírus que provoca a covid-19.

"O que vimos em laboratório é que este potencial medicamento é muito eficaz ao ligar-se às proteínas em volta do vírus, impedindo a acoplagem do vírus e a sua entrada nas células humanas", explicou.

O responsável disse que esta fase do estudo, a primeira, pretende testar a segurança e a tolerabilidade deste anticorpo em doentes internados em três centros nos EUA (Nova Iorque, Los Angeles e Atlanta) e deverá ter os primeiros resultados "no final deste mês, início do próximo".

"Só depois é que avançamos para uma segunda fase, para avaliar a eficácia", explicou, lembrando que, ao mesmo tempo, a empresa irá na segunda fase avançar também para a produção", disse, acrescentando: "Claro que se não vier a ser aprovado ou se tiver algum problema a produção é destruída e não será utilizada".

"Como estamos numa luta de contrarrelógio contra a pandemia, o que a Lilly pretende é ter no final do ano já umas centenas de milhares de doses de potencial medicamento para o caso da fase 2, que avançará em doentes em ambulatório, se correr bem", sublinhou.

Luís Laranjeira explicou ainda que, além de um tratamento, este anticorpo também pode vir a ser usado em doentes mais idosos ou com doenças autoimunes, que habitualmente não podem levar a vacina.

"Nestes doentes, a pequena infeção que a vacina provoca para estimular o sistema imunitário a produzir anticorpos para o vírus poderia ser muito grave", explicou.

"Vamos querer avaliar se nestes doentes internados não há problemas de segurança nem de tolerabilidade e saber ao fim de quanto tempo temos concentrações máximas do medicamento e durante quanto tempo se mantêm", explicou.

"Na segunda fase, esperamos estender a mais centros, com doentes em ambulatório, e provavelmente fora dos Estados Unidos. Sempre em doentes muito selecionados para sermos rápidos, pois o objetivo é conseguir ter o potencial medicamento ainda este ano", acrescentou.

Este anticorpo foi desenvolvido pelos cientistas da Lilly em três meses, depois de a AbCellera e o Vaccine Research Center at the National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) o terem identificado a partir de uma amostra de sangue de um doente americano que recuperou da covid-19.

Questionado sobre a forma de administração, o responsável da Lilly disse que deverá ser injetável e, em princípio, de toma única. "Vamos ver como é que este anticorpo se comporta. Tudo está ainda a ser avaliado".

 

 Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 12 de Junho de 2020.

IPO Porto cria programa gratuito de entrega de medicação ao domicílio

IPO Porto cria programa gratuito de entrega de medicação ao domicílio - 

O programa 'Operação Luz Verde' está disponível a partir desta semana.

IPO do Porto (IPOP) tem em marcha o programa 'Operação Luz Verde', disponível a partir desta semana, de entrega de medicação ao domicílio. E a boa notícia é que o serviço é gratuito.

A medida destina-se a "utentes que se encontrem impossibilitados de providenciar por meios próprios o levantamento da sua medicação junto da Farmácia de Ambulatório", refere Florbela Braga, directora dos Serviços Farmacêuticos, em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

Em Março, devido às circunstâncias motivadas pela pandemia de Covid-19, surgiu a necessidade de desenvolver um projecto deste género. Na altura, o IPO do Porto juntou-se "ao programa nacional criado e disponibilizado pela DGS", mas entretanto decidiu "desenvolver um projecto próprio, que pretende ser de continuidade se reunir as condições necessárias".

O programa garante, assim, uma resposta efectiva aos utentes que apresentam “debilidade do estado de saúde, dificuldade de transporte e/ou circulação ou falta de substituto legal/cuidador para efectuar o levantamento”.

Dá ainda conta o comunicado que a entrega "de medicamentos ao domicílio faz parte de um conjunto de medidas tomadas pela Farmácia para minimizar o risco associado à deslocação dos doentes aquando do levantamento da sua medicação". A medida reduz ainda as deslocações ao IPOP para levantar a medicação habitual, "que era mensal e passou agora a ser bimestral e semestral, dependendo do tipo de medicação a ceder".

De Março a Maio, detalha a instituição, os Serviços Farmacêuticos permitiram o acesso à medicação prescrita a cerca de 200 doentes através do programa 'Operação Luz Verde' e do apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro. “Dada a vulnerabilidade e necessidade dos doentes oncológicos, este era um projecto que já estava em cima da mesa antes da pandemia, mas que agora se tornou eminente. A Farmácia de Ambulatório do IPO do Porto dispensa medicação mensalmente a cerca de 2500 doentes, num total de 3000 prescrições médicas”, explica Florbela Braga.

Para usufruir deste serviço, deverá preencher um formulário disponível no site do IPOP (para adulto ou pediátrico) e enviar para o email ambulatoriofarmacia@ipoporto.min-saude.pt

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 9 de Junho de 2020.