Coronavírus. Farmacêutica garante vacina no final do ano.

Coronavírus. Farmacêutica garante vacina no final do ano - 

 

Quatro países europeus já assinaram contrato para 400 milhões de doses de vacinas.

 A empresa farmacêutica Astrazeneca garante que vai ter no final do ano quase 100 milhões de vacinas contra o novo coronavírus para a Europa.

Os estudos estão numa fase avançada e nos ensaios clínicos participam 10 mil voluntários.

A vacina está a ser desenvolvida em colaboração com a Universidade de Oxford.

O ministro italiano da Saúde revela que a fase de testes deve terminar no Outono e acredita que a vacina contra a Covid-19 vai estar disponível no fim do ano.

Quatro países europeus: Itália, Alemanha, França e Holanda, que fazem parte do IVA – aliança internacional para a vacina - assinaram um contrato com o laboratório farmacêutico para garantirem 400 milhões de doses de vacinas.

 

 Fonte: Site da Rádio "Renascença" e autor em 14 de Junho de 2020.

Covid-19. Lilly lança primeiro estudo de tratamento com anticorpos

Covid-19. Lilly lança primeiro estudo de tratamento com anticorpos - 

 

O diretor médico da Lilly em Portugal, Luís Laranjeira, explicou que este anticorpo impede a entrada nas células humanas do vírus que provoca a covid-19.

 

A farmacêutica Lilly lançou o primeiro estudo mundial de um potencial tratamento da covid-19 com anticorpos, em doentes internados nos Estados Unidos da América, e conta ter resultados desta fase já no final do mês.

Em declarações à Lusa, o diretor médico da Lilly em Portugal, Luís Laranjeira, explicou que este anticorpo - a que deram o nome de LY-CoV555 e que resulta de uma colaboração com a empresa de biotecnologia AbCellera - impede a entrada nas células humanas do vírus que provoca a covid-19.

"O que vimos em laboratório é que este potencial medicamento é muito eficaz ao ligar-se às proteínas em volta do vírus, impedindo a acoplagem do vírus e a sua entrada nas células humanas", explicou.

O responsável disse que esta fase do estudo, a primeira, pretende testar a segurança e a tolerabilidade deste anticorpo em doentes internados em três centros nos EUA (Nova Iorque, Los Angeles e Atlanta) e deverá ter os primeiros resultados "no final deste mês, início do próximo".

"Só depois é que avançamos para uma segunda fase, para avaliar a eficácia", explicou, lembrando que, ao mesmo tempo, a empresa irá na segunda fase avançar também para a produção", disse, acrescentando: "Claro que se não vier a ser aprovado ou se tiver algum problema a produção é destruída e não será utilizada".

"Como estamos numa luta de contrarrelógio contra a pandemia, o que a Lilly pretende é ter no final do ano já umas centenas de milhares de doses de potencial medicamento para o caso da fase 2, que avançará em doentes em ambulatório, se correr bem", sublinhou.

Luís Laranjeira explicou ainda que, além de um tratamento, este anticorpo também pode vir a ser usado em doentes mais idosos ou com doenças autoimunes, que habitualmente não podem levar a vacina.

"Nestes doentes, a pequena infeção que a vacina provoca para estimular o sistema imunitário a produzir anticorpos para o vírus poderia ser muito grave", explicou.

"Vamos querer avaliar se nestes doentes internados não há problemas de segurança nem de tolerabilidade e saber ao fim de quanto tempo temos concentrações máximas do medicamento e durante quanto tempo se mantêm", explicou.

"Na segunda fase, esperamos estender a mais centros, com doentes em ambulatório, e provavelmente fora dos Estados Unidos. Sempre em doentes muito selecionados para sermos rápidos, pois o objetivo é conseguir ter o potencial medicamento ainda este ano", acrescentou.

Este anticorpo foi desenvolvido pelos cientistas da Lilly em três meses, depois de a AbCellera e o Vaccine Research Center at the National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) o terem identificado a partir de uma amostra de sangue de um doente americano que recuperou da covid-19.

Questionado sobre a forma de administração, o responsável da Lilly disse que deverá ser injetável e, em princípio, de toma única. "Vamos ver como é que este anticorpo se comporta. Tudo está ainda a ser avaliado".

 

 Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 12 de Junho de 2020.

IPO Porto cria programa gratuito de entrega de medicação ao domicílio

IPO Porto cria programa gratuito de entrega de medicação ao domicílio - 

O programa 'Operação Luz Verde' está disponível a partir desta semana.

IPO do Porto (IPOP) tem em marcha o programa 'Operação Luz Verde', disponível a partir desta semana, de entrega de medicação ao domicílio. E a boa notícia é que o serviço é gratuito.

A medida destina-se a "utentes que se encontrem impossibilitados de providenciar por meios próprios o levantamento da sua medicação junto da Farmácia de Ambulatório", refere Florbela Braga, directora dos Serviços Farmacêuticos, em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

Em Março, devido às circunstâncias motivadas pela pandemia de Covid-19, surgiu a necessidade de desenvolver um projecto deste género. Na altura, o IPO do Porto juntou-se "ao programa nacional criado e disponibilizado pela DGS", mas entretanto decidiu "desenvolver um projecto próprio, que pretende ser de continuidade se reunir as condições necessárias".

O programa garante, assim, uma resposta efectiva aos utentes que apresentam “debilidade do estado de saúde, dificuldade de transporte e/ou circulação ou falta de substituto legal/cuidador para efectuar o levantamento”.

Dá ainda conta o comunicado que a entrega "de medicamentos ao domicílio faz parte de um conjunto de medidas tomadas pela Farmácia para minimizar o risco associado à deslocação dos doentes aquando do levantamento da sua medicação". A medida reduz ainda as deslocações ao IPOP para levantar a medicação habitual, "que era mensal e passou agora a ser bimestral e semestral, dependendo do tipo de medicação a ceder".

De Março a Maio, detalha a instituição, os Serviços Farmacêuticos permitiram o acesso à medicação prescrita a cerca de 200 doentes através do programa 'Operação Luz Verde' e do apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro. “Dada a vulnerabilidade e necessidade dos doentes oncológicos, este era um projecto que já estava em cima da mesa antes da pandemia, mas que agora se tornou eminente. A Farmácia de Ambulatório do IPO do Porto dispensa medicação mensalmente a cerca de 2500 doentes, num total de 3000 prescrições médicas”, explica Florbela Braga.

Para usufruir deste serviço, deverá preencher um formulário disponível no site do IPOP (para adulto ou pediátrico) e enviar para o email ambulatoriofarmacia@ipoporto.min-saude.pt

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 9 de Junho de 2020.

Em três meses, vendidas mais de 5 milhões de embalagens de ansiolíticos e antidepressivos

Em três meses, vendidas mais de 5 milhões de embalagens de ansiolíticos e antidepressivos - 

Portugal é o quinto país da OCDE que mais consome ansiolíticos e antidepressivos, atingindo já uma taxa que duplica a de países como Holanda, Itália e Eslováquia. Não se sabe se a pandemia veio agravar esta situação, mas nos primeiros três meses do ano foram vendidas mais 400 mil embalagens do que no mesmo período em 2019.

"Um povo de brandos costumes." É assim que os portugueses costumam autodefinir-se, mas não só. Lá fora, a imagem de um povo brando nos costumes, tolerante, resiliente, com grande capacidade para se adaptar às situações difíceis, também vence. Mas o que explica então que sejamos o quinto povo dos 29 que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que mais consome medicamentos ansiolíticos e antidepressivos? Será o medo de sentir a dor psicológica, será o cansaço pelas condições de vida precárias? Será a própria prática médica de prescrição fácil? O que explica que os portugueses consumam este tipo de medicamentos de forma exagerada?

A resposta não chega com certezas. Aliás, Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa Medicina Geral e Familiar (APMGF), diz mesmo, em tom de brincadeira: "A resposta vale um milhão. Não a tenho. Nem eu e provavelmente nenhum dos meus colegas. Há um conjunto de circunstâncias, desde a prescrição à automedicação, e este é um dos grandes problemas", defende.

O psiquiatra António Leuschner, presidente do Conselho Nacional para a Saúde Mental, concorda que a resposta para esta situação "é multifatorial" e defende mesmo que o sofrimento psicológico dos portugueses deveria ser objecto de estudo, até para se procurar e planear respostas mais adequadas.

O médico diz ser difícil lutar contra "hábitos que estão enraizados na sociedade," um deles o da automedicação. "Há doentes que começam a tomar ansiolíticos porque têm amigos que tiveram os mesmos sintomas que eles - como ansiedade ou perturbação do sono - e tomaram estes medicamentos, porque foram prescritos pelo médico, e que se deram bem. Este tipo de automedicação é um problema, tomo porque o meu pai ou meu amigo tomou e correu bem. Muitos não têm sequer prescrição e se fossem avaliados por um médico ou não tomariam medicamentos ou então teriam de tomar outros."

Acrescentando: "Estamos a falar de substâncias que dão mais tolerância à pessoa para suportar determinada situação, mas que causam habituação, e pode dar-se o caso de a pessoa continuar a tomar sem necessitar. E hoje há outras formas de tratamento e de apoio a alguns doentes que poderiam ver a sua situação ou os sintomas resolvidos sem medicamentos."

De acordo com os dados fornecidos ao DN pelo Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), de Janeiro a Março deste ano foram vendidas 2 664 414 embalagens de medicamentos da categoria dos ansiolíticos, sedativos e hipnóticos, e 2 262 530 embalagens da categoria dos antidepressivos, num total de 5 277 144 embalagens.

Ao todo, mais 433 214 embalagens do que no mesmo período homólogo de 2019. Mas durante o ano passado todo foram vendidas quase 20 milhões de embalagens destes dois tipos de medicamentos.

Segundo os mesmos dados da autoridade do medicamento durante o ano passado foram vendidas 10 329 106 milhões de embalagens de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos e 9 368 778 de embalagens de antidepressivos, com um encargo para o SNS da ordem dos mais de cem milhões de euros, uma subida da ordem dos 5% em relação ao ano anterior.

No universo da OCDE, o último relatório, publicado em Dezembro de 2019, pode ler-se que a tendência de consumo deste tipo de medicamentos em Portugal mantém-se estável desde 2014, sendo preocupante, sobretudo no que toca ao consumo de benzodiazepinas.

A preocupação sobre o consumo dos medicamentos ansiolíticos e antidepressivos, refere a OCDE, é generalizada, já que entre 2000 e 2017 alguns países, como Portugal, atingiram taxas que são mais de metade de países como a Holanda, a Itália e a Eslováquia.

A explicação para este aumento pode estar no facto de algumas doenças, como a depressão, serem mais sinalizadas e diagnosticadas, mas a organização alerta para a necessidade de se conter ou inverter esta tendência. À frente de Portugal, neste tipo de consumo está a Islândia, o Canadá, a Austrália e o Reino Unido.

Para Rui Nogueira, uma boa parte da explicação para o consumo exagerado destes medicamentos tem que ver com a automedicação. "A automedicação não tem mal se for orientada, o problema é quando não é." Ou seja, sublinha, "uma coisa é quando a automedicação surge já depois de o doente estar a tomar um medicamento prescrito pelo seu médico. Por exemplo, o médico diz-lhe que deve tomar durante dez dias, o doente sente-se bem e continua a tomar, mas regressa ao médico e a situação é reavaliada. Esta é uma automedicação orientada. Outra coisa é quando o doente, por sua iniciativa, começa a tomar medicamentos para a ansiedade ou para perturbações do sono sem qualquer avaliação técnica. Isto pode dar mau resultado."

O médico refere também outro facto como alerta para as consequências desta automedicação: "A dor física pode ser avaliada pela pessoa, sente uma dor de cabeça, uma dor no corpo, consegue medir essa intensidade e como a tratar sem ir ao médico, A dor psicológica não consegue avaliá-la, esta carece de uma avaliação médica, "porque estamos a falar de medicamentos que causam habituação e que, muitas vezes, depois os doentes não conseguem deixar de tomar".

Rui Nogueira é médico de família há muitos anos e hoje assume mesmo não saber o que explica o comportamento dos portugueses. "Com a pandemia sentimos medo e metemo-nos em casa. Fizemos o correto. Com os ansiolíticos e antidepressivos, não sei se será também o medo de sentir a angústia, a ansiedade, o medo de não dormir, que nos faz, muitas vezes por iniciativa própria, tomar estes medicamentos", sublinha.

E desabafa: "Se olharmos para os relatórios internacionais, os portugueses são dos povos com melhores indicadores de saúde, são saudáveis, mas queixam-se muito e consomem muitos medicamentos."

O psiquiatra António Leuschner diz ter poucas certezas, mas, hoje, com 70 anos, e com quase 50 de medicina e exercício de psiquiatria, tem uma: "O ato de prescrever é fácil e rápido, mais do que ter tempo para se falar com o doente para perceber a causa da sua ansiedade ou a perturbação do sono."

O médico diz que apenas compreende a situação porque, "entre o ter de ver entre cinco doentes ou dez ou 15 num só dia, entre outras tarefas, o médico pode não ter tempo para ouvir um doente durante o tempo necessário para perceber a causa dos sintomas e propor-lhe outro tipo de tratamento, como a psicoterapia, que resulta muito bem em situações mais ligeiras, e sem termos de se avançar logo para a medicação".

Mas como não há tempo, admite, prescrever logo medicamentos para situações mais ligeiras "é uma prática que está enraizada na nossa medicina. Têm vindo a ser feitos muitos esforços para a reverter, até do ponto de vista legislativo - as receitas dos medicamentos ansiolíticos não são renováveis, o doente tem de voltar ao médico".

Mas a verdade é que esta prática mantém-se. O psiquiatra defende que a mudança na abordagem deste tipo de situação deveria começar logo nos cuidados primários, ou melhor, de proximidade, como prefere designá-los, porque "são o primeiro contacto com o doente. É ao médico de família que o doente fala em primeiro lugar sobre os sintomas que sente e é nestas unidades que se deveria começar por ter técnicos, como psicólogos, que pudessem acompanhar estes doentes. Se fosse possível, não tenhamos dúvidas de que o consumo destes medicamentos cairia logo".

O psiquiatra defende que cada vez mais a medicina, como a psiquiatria, é feita em equipa, com a interacção de vários técnicos. "Sobre isto não posso estar mais de acordo", e que as mudanças em termos de saúde mental deveriam ir por aqui.

Sobre o cenário da pandemia, António Leuschner diz que não ficaria surpreendido que o tempo de confinamento trouxesse um aumento de consumo destes fármacos, assim como mais consumo de álcool, mas é prematuro fazer tal avaliação. "É muito prematuro, teria de ter dados para os avaliar", refere.

A tendência do consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos mantém-se há anos. Os especialistas temem que se agrave com a pandemia, se os efeitos desta, como a crise económica, perdurarem muito no tempo. Por isso, e como defendeu recentemente em entrevista ao DN o director do Programa Nacional para a Saúde Mental, Miguel Xavier, "a resposta para a saúde mental não passa só pela oferta de cuidados de saúde, mas de políticas fortes a nível económico e social".

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 9 de Junho de 2020.

Covid-19. Medidas de reforço do SNS rondam os 100 milhões de euros

Covid-19. Medidas de reforço do SNS rondam os 100 milhões de euros - 

As medidas para reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) este ano rondam os 100 milhões de euros, segundo o Plano de Estabilização Económica e Social publicado no sábado à noite em Diário da República.

Este plano prevê a contratação de quase 3.000 profissionais de saúde até Dezembro, para aumentar a capacidade de resposta do SNS nas suas diferentes dimensões.

No documento, está contemplado o aumento das consultas hospitalares -- após os cancelamentos devido à pandemia de covid-19, com foco nas especialidades com maior espera, através do aumento do limite máximo do pagamento por produção adicional interna às equipas, de 55% para 95% do valor da primeira consulta.

Idêntica medida está prevista para as cirurgias, através do aumento do limite máximo do pagamento por produção adicional interna às equipas, de 55% para 75% "do valor dos episódios agrupados em Grupos de Diagnósticos Homogéneos", aplicável a todas as situações em que os tempos máximos de resposta garantidos se encontram ultrapassados, "com enfoque nas especialidades e procedimentos com maiores listas de inscritos para cirurgia".

Para os profissionais de saúde estão, neste capítulo, destinados 33,7 milhões de euros (7,7 milhões para a recuperação de toda a actividade de primeira consulta perdida e 26 milhões de euros para recuperação de 25% da actividade cirúrgica de doentes.

Para o reforço da medicina intensiva, está previsto um montante de 26 milhões de euros.

O reforço da rede laboratorial tem inscritos 8,4 milhões de euros, no sentido de alargar a capacidade de testagem para "detectar o eventual reaparecimento" do vírus da covid-19 "e responder de forma célere a novos surtos".

No âmbito da valorização dos profissionais do SNS, estão estimados encargos financeiros de 29 milhões de euros, de Abril a Dezembro, repartidos por 912 enfermeiros (12.227.972,27 euros), 220 técnicos superiores de diagnóstico (2.953.648,80 euros), 480 assistentes técnicos (3.375.533,47 euros) e 1.320 assistentes operacionais (9.482.803,26 euros).

O governo sublinha no documento a necessidade das novas contratações, em função das necessidades de reforço devido à pandemia e das aposentações: em 2019, aposentaram -se, em média, 43 assistentes operacionais e 20 assistentes técnicos por mês. Nos quatro primeiros meses de 2020, a média subiu para 57 assistentes operacionais e 30 assistentes técnicos.

O executivo pretende também reforçar a vigilância epidemiológica e simplificar processos, bem como "valorizar os médicos de saúde pública que exercem funções de autoridades de saúde, compensando a disponibilidade e responsabilidade", uma rubrica que tem inscritos 700.000 euros.

Nas redes de informação em sistemas de saúde podem ser investidos até 6,8 milhões de euros.

"Pretende -se, entre outros aspectos, promover a aquisição de equipamento informático para o SNS, de modo a garantir o acesso universal aos meios tecnológicos adequados pelos estabelecimentos de saúde e doentes internados ou em domicílio, necessários à aplicação de mecanismos de telessaúde, designadamente, teleconsulta e telemonitorização, excepto quando tal não for clinicamente adequado ou tecnicamente possível, permitindo ainda o acompanhamento não presencial por video-chamada de familiares de doentes internados", nos termos do diploma.

O Programa de Estabilização Económica e Social, aprovado na quinta-feira pelo Conselho de Ministros e publicado no sábado à noite no Diário da República, vigorará este ano para responder à crise provocada pela pandemia da covid-19. O Governo vai aprovar na próxima terça-feira, dia 09 de Junho, a proposta de revisão do Orçamento do Estado de 2020 relacionada com a covid-19 que reflectirá o Programa de Estabilização Económica e Social.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 8 de Junho de 2020.

Infarmed preocupado com uso generalizado de testes serológicos

Infarmed preocupado com uso generalizado de testes serológicos - 

A autoridade do medicamento diz que os testes serológicos rápidos agora disponíveis são os que levantam "maiores preocupações".

Têm-se multiplicado em Portugal a oferta dos testes serológicos, que servem para perceber se a pessoa já teve contacto com o SARS-CoV-2 e se desenvolveu anticorpos produzidos pelo sistema imunitário. Através de uma picada no dedo, é recolhida uma amostra de sangue e os resultados são obtidos em poucos minutos.

Estes testes rápidos começam a ser disponibilizados em farmácias e clínicas em Portugal, com preços que oscilam entre os 25 e os 50 euros. Já há mais de 50 marcas de testes serológicos rápidos diferentes com certificação CE registadas no Infarmed. “Contudo, este registo não constitui qualquer autorização ou validação por parte do Infarmed”, esclareceu o regulador ao jornal Público.

Está ainda registada no Infarmed uma dezena de testes ditos automatizados, que são apenas realizados nos laboratórios de análises clínicas, e que custam entre 78 e 86 euros.

Em Maio, a Ordem dos Farmacêuticos pediu um esclarecimento ao Infarmed porque queria saber se as farmácias estão ou não habilitadas a realizar estes testes rápidos para pesquisar a presença de anticorpos. O Infarmed respondeu que os farmacêuticos estão habilitados do ponto de vista técnico para os fazer, e que as farmácias “poderiam” realizá-los “caso se revelassem úteis para a população em geral”, mas, “no contexto actual, não estão reunidas as condições para que os testes serológicos rápidos possam ser realizados nas farmácias comunitárias ou em qualquer outro local de forma generalizada como método de diagnóstico”.

O seu “resultado isolado não pode excluir a possibilidade de infecção” pelo novo coronavírus, refere o Infarmed.

Desempenho dos diferentes testes no mercado ainda está a ser “alvo de discussão”

Foi ainda frisado que estes são dispositivos destinados “apenas para uso profissional“, até à data, e que estes testes rápidos levantam preocupações “dada a disseminação da sua comercialização”. O facto de a sua utilização ser “simples” pode muitas vezes induzir o público a erro. O regulador frisa ainda que “é proibida a sua publicidade junto do público em geral”.

“O que está aqui em causa não é a capacidade de os profissionais fazerem este teste, mas sim a capacidade da sua interpretação”, revelou Franklim Marques, presidente da Direcção Regional do Norte da OF, ao jornal Público.

Em Abril, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) recomendou às suas associadas que, por enquanto, estes testes sejam realizados apenas internamente aos disponibilizados em farmácias e clínicas, que custam entre 25 a 50 euros.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 8 de Junho de 2020