Sábado é dia de doar medicamentos. Mais de 200 farmácias participam

Sábado é dia de doar medicamentos. Mais de 200 farmácias participam - 

A 29 de Fevereiro acontece a XII Jornada de Recolha de Medicamentos do Banco Farmacêutico. Estes serão entregues a quem mais precisa.

próximo sábado, dia 29 de Fevereiro, é dia de doar medicamentos. São 206 farmácias que, a nível nacional, vão participar na XII Jornada de Recolha de Medicamentos do Banco Farmacêutico, sendo que as ajudas recolhidas serão entregues a 120 instituições de solidariedade social.

Durante todo o dia, os profissionais de saúde das farmácias aderentes, "vão ter disponível uma lista, de medicamentos não sujeitos a receita médica e outros produtos de saúde, elaborada para responder às necessidades de cada instituição que os farão chegar a quem mais precisa", explica o Banco Farmacêutico em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.  

Esta iniciativa conta ainda com a ajuda de 800 voluntários. Pela primeira vez, Celorico de Basto, Chamusca, Fundão, Gondomar, Mafra e Murça vão também ter farmácias "que se juntam a 59 concelhos onde já é possível doar medicamentos".

Desde o início da iniciativa, em 2009, o Banco Farmacêutico "já entregou 111.500 medicamentos não sujeitos a receita médica e outros produtos de saúde a instituições de solidariedade social".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 28 de Fevereiro de 2020.

Portugal gasta hoje menos na saúde do que há 10 anos

Portugal gasta hoje menos na saúde do que há 10 anos - 

A despesa pública com saúde diminuiu cerca de 1.200 milhões de euros desde 2009 e caiu 1,7 pontos percentuais do PIB.

Segundo avança hoje o Jornal de Negócios, a despesa pública em saúde em Portugal é hoje inferior ao que era em 2009, tanto em valores absolutos como em percentagem do PIB. E, em ambos os casos, Portugal está entre os países da União Europeia (UE) que mais cortou despesa neste sector, um pódio que ocupa com a Grécia, que fica em primeiro lugar, e com a Espanha.

Segundo dados do Eurostat divulgados ontem, citados pelo jornal diário, Portugal viu a despesa das Administrações Públicas na saúde diminuir de 14.089 milhões de euros em 2009 para 12.851,9 milhões de euros em 2018. A título de comparação, este corte, de pouco mais de 1.200 milhões de euros, aproxima-se, por exemplo, ao montante que o Fundo de Resolução injectou no Novo Banco em 2019.

Os números do gabinete de estatística europeu mostram que a despesa com saúde em Portugal também diminuiu em percentagem do PIB. Se em 2009, no momento pré-crise, rondava os 8%, em 2018 desceu para 6,3%. A redução de 1,7 pontos percentuais coloca Portugal no topo da tabela novamente. Só a Irlanda e a Grécia apresentam reduções superiores à de Portugal, de 2,9 e 1,8 pontos percentuais do PIB, respectivamente.

Apesar de Portugal continuar abaixo da média da UE (que gasta 7,1% do PIB), a despesa pública na saúde tem vindo a crescer desde 2016, quando atingiu 6,1% do PIB, mas a um ritmo incapaz de compensar as perdas dos anos anteriores.

No Orçamento do Estado para 2020, o Governo estima uma despesa de 11.225,6 milhões de euros no Programa Orçamental da Saúde este ano, mais 4,9% do que em 2019. No entanto, esta despesa aplica-se apenas a objectivos de políticas públicas específicos, deixando de fora informação como, por exemplo, a despesa com pessoal do sector – informação que é incluída pelo Eurostat.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 28 de Fevereiro de 2020.

Stada adquire 15 marcas da GSK

Stada adquire 15 marcas da GSK - 

A Stada, através de comunicado, veio informar que procedeu à aquisição de 15 marcas da GSK, no mercado do Consumer Healthcare, em mais de 40 países e em múltiplas áreas terapêuticas.

“Esta aquisição vem fortalecer a nossa posição como um forte player no mercado Consumer Healthcare e contribuir para a aceleração do nosso crescimento”, indica Peter Goldschmidt, o CEO da Stada, na nota divulgada.

O portefólio adquirido inclui marcas das áreas de gripe e constipações, dor e protecção da pele, predominantemente em países Europeus como a França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Portugal.

Produtos como o Venoruton no tratamento venoso, Coldrex para constipações, Cetebe de vitamina C, Mebocaína na inflamação e dor da garganta e o anti-histamínico Tavegyl, foram algumas das marcas adquiridas, com um peso superior a mais de metade do valor total do portefólio comprado.

“A aquisição das marcas e a sua presença geográfica estão alinhados com os principais mercados da Stada e a nossa actividade orgânica”, explica Peter Goldschmidt.

A transacção deve ser concluída no segundo trimestre de 2020.

A Stada está presente em Portugal através da sua subsidiária Ciclum Farma, com marcas como o Hirudoid, Elmetacin, Nizoral, assim como os Genéricos Ciclum.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 27 de Fevereiro de 2020.

Hospitais. Mesmo sem cativações, muitas compras precisam do ‘OK’ das Finanças

Hospitais. Mesmo sem cativações, muitas compras precisam do ‘OK’ das Finanças - 

Hospitais estão dependentes das Finanças para adquirir bens essenciais, como cateteres, seringas ou compressas. Administradores pedem mais autonomia.

Em 2020, tal como já tinha acontecido nos anos anteriores, não há (pelo menos oficialmente) cativações no Serviço Nacional de Saúde. Contudo, as unidades hospitalares continuam a depender da autorização do Ministério das Finanças para executar despesas, mesmo para adquirir materiais essenciais de utilização diária – como luvas, cateteres ou seringas.

Segundo avança o Jornal de Negócios, os administradores hospitalares não têm autonomia para executar determinadas despesas, tendo estas de passar sempre pelo crivo do secretário de Estado do Orçamento João Leão. Na semana passada, por exemplo, foram publicadas em Diário da República (DR) 19 portarias de extensão a autorizar compras de bens e serviços.

A tutela deu, assim, ‘luz verde’ a várias aquisições de bens de utilização corrente. Assim, foi o secretário de Estado do Orçamento e também a secretária de Estado da adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, que autorizaram, por exemplo, o Centro Hospitalar de Lisboa Central a gastar mais de 600 mil euros em luvas até ao final deste ano, 300 mil euros em fraldas descartáveis e resguardos, quase 114 mil euros em seringas, cerca de 470 mil euros em sistemas, torneiras e cateteres endovenosos, 190 mil em compressas.

Já o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (que integra o Santa Maria), teve de esperar pela portaria para poder adquirir dois milhões de euros em oxigénio líquido medicinal.

Se, por um lado, se conhecem os contratos de aquisição de bens ou serviços que são autorizados pelas Finanças – uma vez que são publicados em DR -, por outro, não há nenhuma informação sobre aqueles que os hospitais vêem recusados. Questionado, o Ministério das Finanças não avança com nenhum número.

A falta de autonomia das administrações hospitalares é um problema estrutural e que afecta a forma como são geridos os hospitais do SNS. Os administradores queixam-se de não terem liberdade para definir planos de despesa plurianuais e de serem muitas vezes obrigados a celebrar contratos com duração inferior a um ano, o que aumenta os preços cobrados pelos fornecedores e conduz frequentemente a ajustes directos. Num círculo vicioso, as Finanças demoram demasiado tempo a autorizar as despesas, o que impede um planeamento atempado de futuros contratos.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 27 de Fevereiro de 2020.

 

Ordem dos Nutricionistas quer sistema de rotulagem único

Ordem dos Nutricionistas quer sistema de rotulagem único - 

Alexandra Bento diz que é urgente aumentar a literacia alimentar da população. Cerca de 40% dos portugueses não saberem ler rótulos.

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas defendeu ontem, 25 de Fevereiro, a urgência de o Estado aumentar a literacia alimentar da população e adoptar um sistema de rotulagem único para ajudar os consumidores a fazer escolhas “mais saudáveis e sustentáveis”.

“Aumentar a literacia alimentar da população portuguesa é uma medida que é urgente e deverá estar claramente na mão do Estado”, disse Alexandra Bento, que falava à agência Lusa a propósito do seminário “Escolhas alimentares informadas e literacia nutricional do consumidor”, que decorre amanhã, 27 de Fevereiro, no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), em Lisboa.

“Se não conseguirmos capacitar a população para escolher bem, combinar bem os alimentos e para os cozinhar de forma adequada, e conseguir desfrutar da comida de uma forma saudável e sustentável, certamente não vamos contribuir para mais e melhor saúde da população portuguesa”, afirmou, defendendo um “maior investimento” nesta área.

Actualmente, há muitos portugueses que têm capacidade, vontade e conhecimento para se alimentarem convenientemente e fazem-no, “mas também há muitos outros que não podem, porque não têm condição económica para o fazer” ou porque “não sabem como se devem alimentar correctamente”.

Para estes, terá de haver “um grande investimento por parte de todos nós, mas claramente por parte do Estado que não se pode demitir desta situação de poder colocar ferramentas, instrumentos e estratégias disponíveis para o cidadão se poder alimentar melhor e ter melhor saúde”, defendeu Alexandra Bento.

“Será desconfortante se pensarmos que muitos portugueses comem mal porque não houve no passado, e continua a não haver no presente, programas que sejam intencionalmente desenhados de educação alimentar em consonância com as grandes mudanças que a sociedade tem tido”, vincou.

Segundo a bastonária, as mudanças que têm existido no sistema alimentar não têm sido acompanhadas de um processo informativo.

“Temos um sistema alimentar, nos dias de hoje, que é complexo, tem muita diversidade e muitos problemas” e, por isso, é necessário “colocar mais informação na mão do consumidor” para poder fazer escolhas alimentares informadas.

Se no passado o problema do mercado português era a falta de sistemas interpretativos, actualmente cada marca ou cadeia parece estar a desenvolver um semáforo nutricional diferente. Acresce a esta situação o facto de cerca de 40% dos portugueses não saberem ler rótulos.

Existe actualmente no mercado rotulagem nutricional com diferentes formatos e cores que visam melhorar a interpretação do rótulo para se fazerem melhores escolhas, o que acaba por não acontecer porque “o consumidor fica muito baralhado na altura da escolha e de verificar essas diferentes rotulagens”.

“A bem do consumidor”, defendeu a bastonária, “o Governo tem que tomar uma decisão que aponte para um esquema único [de rotulagem] no país”, para que este possa conseguir “escolher de forma clara, simples, rápida e eficaz os alimentos que são mais saudáveis”.

Alexandra Bento espera que Portugal siga o exemplo de países europeus que já implementaram um “modelo interpretativo único”, porque, além de ser uma “estratégia promissora” para melhorar a qualidade das escolhas alimentares, “incentiva os fabricantes a oferecerem produtos mais saudáveis”.

“É isto que se espera do Governo, uma tomada de decisão”, disse, lembrando que a Assembleia da República e a DGS já recomendaram ao Governo que avance neste sentido.

A alimentação é um dos principais factores de risco modificáveis que mais contribui para a mortalidade e morbilidade dos cidadãos e que, segundo a DGS, em Portugal, os hábitos alimentares inadequados são o terceiro principal factor de risco que mais contribui para o total de anos de vida saudável perdidos”, refere a Ordem dos Nutricionistas.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 26 de Fevereiro de 2020.

Título de especialista para farmacêuticos entra domingo em vigor

Título de especialista para farmacêuticos entra domingo em vigor - 

O diploma que define o regime jurídico para a atribuição do título de especialista nas "carreiras farmacêutica e especial farmacêutica" entra em vigor no domingo, segundo um despacho publicado hoje em diário da República.

O decreto-lei define o regime jurídico da residência farmacêutica, tendo em vista a obtenção do título de especialista na correspondente área de exercício profissional.

Para efeitos da sua aplicação, são consideradas as áreas de exercício adequadas à natureza da actividade desenvolvida, nomeadamente análises clínicas, farmácia hospitalar e genética humana.

Segundo o diploma, a residência farmacêutica tem como objectivo "a formação teórica e prática no sentido de capacitar os profissionais de saúde, detentores do título de farmacêutico concedido pela Ordem dos Farmacêuticos, para o exercício autónomo e tecnicamente diferenciado, na correspondente área de exercício profissional".

O decreto-lei, aprovado no passado dia 30 em Conselho de Ministros, define a forma de ingressos nas carreiras farmacêuticas, dando forma à obtenção do título de especialista, considerada uma componente essencial para a "autonomização da carreira".

"Este diploma corresponde ao último ato legislativo do processo de autonomização da carreira de farmacêutico", referiu na altura em comunicado o Governo.

Em Dezembro, a Ordem dos Farmacêuticos apelou para uma "rápida intervenção" do primeiro-ministro e da ministra da Saúde na regulamentação da carreira farmacêutica, em falta há dois anos e que impedia a contratação de profissionais para os hospitais.

A resolução aprovada na Assembleia-Geral da Ordem dos Farmacêuticos em Dezembro manifestava a "enorme preocupação" pelos atrasos na regulamentação do acesso à carreira farmacêutica, que ultrapassou o prazo definido em mais de dois anos.

A Ordem lembrava que sem carreira regulamentada se torna "quase impossível colmatar as graves carências de recursos humanos em muitos serviços farmacêuticos hospitalares do país".

A carreira farmacêutica foi instituída em Agosto de 2017, mas era essencial aprovar o diploma que a regulamenta, para permitir a entrada de farmacêuticos nos hospitais públicos ao abrigo da nova carreira, iniciando o seu percurso profissional e formativo pós-graduado.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 24 de Fevereiro de 2020.