Parkinson. Cientistas descobrem medicamento seguro para humanos

Parkinson. Cientistas descobrem medicamento seguro para humanos - 

Um grupo de investigadores dos Estados Unidos descobriu que um novo medicamento, designado DNL201, que pode inibir os sintomas de Parkinson, uma doença neurodegenerativa que afecta, sobretudo, o sistema motor, também é seguro para o uso em humanos. 

Os cientistas administram o fármaco a 150 pessoas receberam durante 28 dias. Desses, 122 eram adultos saudáveis e 28 tinham Parkinson. O medicamento terá reduzido significativamente os níveis de enzimas LRRK2 – uma das responsáveis pela doença quando superproduzida – e não mostrou sinais de efeitos secundários.

Até agora, o fármaco só havia sido testado em animais, nos quais foram constatados alguns efeitos nocivos, mas também uma importante redução da produção exacerbada de LRRK2. Assim, para os investigadores, os resultados são promissores. No entanto, serão realizados mais estudos e testes clínicos para determinar se o medicamento também será capaz de retardar o Parkinson em humanos.

Recorde-se que demência é um termo genérico utilizado para designar um conjunto de doenças que se caracterizam por alterações cognitivas que podem estar associadas a perda de memória, alterações da linguagem e desorientação no tempo ou no espaço. Para a maioria não existe tratamento e também não há uma forma definitiva de prevenir a demência. 

A Organização Mundial de Saúde estima que existam 47.5 milhões de pessoas com demência em todo o mundo, número que pode chegar os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050, para 135.5 milhões.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 20 de Junho de 2022

“Decisões sem precedentes”. OMC acorda suspender patentes de vacinas antivírus como o HIV

“Decisões sem precedentes”. OMC acorda suspender patentes de vacinas antivírus como o HIV - 

Terminou esta sexta-feira a 12º Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o acordo para suspender um conjunto de patentes de vacinas antivírus, entre as quais contra o HIV.

“Terminámos mais tarde do que o esperado, mas com um pacote de decisões sem precedentes”, disse a directora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, citada pela Lusa. A responsável garantiu que as medidas “irão mudar a vida das pessoas em todo o mundo” e mostrar que a organização “é capaz de responder às emergências de hoje”.

O acordo para suspender as patentes de vacinas contra o HIV (vírus da imunodeficiência humana), que está em discussão há cerca de 20 meses desde que foi proposto pela Índia e pela África do Sul, também “tornará o acesso a fornecimentos e componentes médicos mais previsível nesta e em futuras pandemias”, explicou.

Após cinco dias de árduas negociações, que forçaram a conferência a ser prolongada por mais de um dia e a cerimónia de encerramento a ser realizada esta madrugada, os 160 países membros chegaram a acordo sobre sete documentos, declarações e acordos. “Há muito tempo que a OMC não alcançava tantos resultados multilaterais”, disse a política nigeriana na cerimónia de encerramento, onde sublinhou que os membros da OMC “mostraram ao mundo que se podem reunir apesar das diferenças políticas para enfrentar os problemas globais”.

Da iniciativa saíram os compromissos de proibir subsídios que apoiem a pesca ilegal e em zonas de sobrecarga, eliminar as restrições à aquisição de ajuda alimentar humanitária pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU e ainda alargar a moratória de isenção de direitos aduaneiros sobre o comércio electrónico global.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 17 de Junho de 2022

Covid-19: Regulador europeu inicia estudo de versão de vacina Pfizer adaptada

Covid-19: Regulador europeu inicia estudo de versão de vacina Pfizer adaptada - 

A Agência Europeia do Medicamento anunciou esta quarta-feira que iniciou o processo de revisão contínua de uma versão da vacina da covid-19 do laboratório Pfizer adaptada a subvariantes da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2.

A revisão contínua é uma ferramenta que a EMA (sigla em inglês do regulador europeu) usa para “acelerar a avaliação de dados de um medicamento ou vacina durante uma emergência de saúde pública”, explica a agência em comunicado.

O processo concentrar-se-á inicialmente na química e no controlo relacionados com a produção da vacina. À medida que o laboratório avança no desenvolvimento de uma vacina da covid-19 adaptada, a EMA receberá mais dados, incluindo sobre a resposta imunitária e sobre a eficácia da vacina contra subvariantes da variante Ómicron do SARS-CoV-2 em circulação.

Apesar de os detalhes sobre a vacina adaptada, por exemplo se visará especificamente uma ou mais variantes ou subvariantes do SARS-CoV-2, ainda não estarem definidos, a revisão da EMA focar-se-á inicialmente nos “dados para o componente direccionado para as subvariantes da Ómicron”, consideradas mais contagiosas.

Ao iniciar o processo de revisão contínua de uma vacina adaptada, no caso a produzida pelo consórcio que agrega o laboratório Pfizer e a empresa biotecnológica BioNTech, a EMA poderá avaliar esses dados assim que estiverem disponíveis.

A revisão contínua prosseguirá até que haja dados suficientes para a apresentação por parte do laboratório de um pedido de aprovação. Posto isto, o regulador estará em condições de emitir um parecer.

A EMA esclarece que a composição das vacinas da covid-19 adaptadas “dependerá, em última análise, das recomendações das autoridades de saúde pública e da Organização Mundial da Saúde, bem como das considerações de órgãos reguladores como a EMA e outros membros da Coligação Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos”.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado em 2019 na China e que se disseminou rapidamente pelo mundo, tendo assumido várias variantes e subvariantes.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 15 de Junho de 2022

Novo método de desinfecção pode reduzir infecções hospitalares

Novo método de desinfecção pode reduzir infecções hospitalares - 

Saiba o que revela um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) mostra que a nebulização de espaços hospitalares com peróxido de hidrogénio contribui na prevenção de infecções por bactérias, vírus e fungos, disse hoje o investigador Acácio Rodrigues.

Em declarações à agência Lusa, o professor da FMUP e investigador do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) descreveu uma "estratégia alternativa" para desinfecção nas unidades de saúde de forma a aumentar o controlo das infecções e a segurança dos doentes, bem como reduzir custos.

Em causa está o recurso a uma nebulização com peróxido de hidrogénio (H2O2), mais conhecido como água oxigenada, durante 15 minutos, em comparação com um ciclo 'standard' de uma hora na desinfecção de superfícies hospitalares infectadas.

"A vulgar água oxigenada - não a que temos em casa, mas uma específica e produzida por um fabricante - associada a um equipamento que a faz vaporizar, cria uma névoa seca de peróxido de hidrogénio que se difunde por todo o espaço. A eficácia da nebulização sobre biofilmes produzidos pelos microrganismos infecciosos mais frequentes no contexto dos cuidados de saúde está provada", descreveu Acácio Rodrigues.

Biofilmes são uma espécie de "película" através da qual os agentes infecciosos aderem, crescem e podem persistir nas superfícies mesmo após estas serem limpas, tornando-se resistentes aos antibióticos, mas também aos próprios detergentes, sobrevivendo aos protocolos de limpeza habituais.

Recordando um estudo que indica que há 60% de probabilidade de um microrganismo reinfectar um doente que é admitido num quarto onde esteve um doente infectado, mesmo depois do espaço ter sido higienizado e considerado pronto para receber o novo utente, o professor da FMUP frisou que a estratégia agora estudada "tem um grau de eficácia muito elevado".

"De zero a 100 pode atingir 95. O doente tem alta e se for aplicada esta desinfecção num ciclo curto, a tal probabilidade dos 60% do doente ser infectado baixa muito. O quarto não fica esterilizado, mas fica desinfectado num grau muito elevado", sublinhou.

Salvaguardando que as estratégias de prevenção face às chamadas infecções hospitalares têm "eficácia relativa" e "não existe uma estratégia única", o investigador referiu que o estudo demonstra que "um ciclo de 15 minutos [de nebulização] tem a eficácia de uma hora, mas até ciclos mais curtos são eficazes".

Blocos operatórios, salas de tratamentos, espaços onde são admitidos doentes críticos, como quartos de isolamento em unidades de queimados e unidades de cuidados intensivos, são alguns dos locais sugeridos pela equipa de investigadores da FMUP para implementar a técnica. Esta estratégia não é compatível com a presença de doentes ou de prestadores de cuidados de saúde no espaço a desinfectar.

À Lusa, Acácio Rodrigues defendeu que "a introdução de ciclos curtos não impacta no número de cirurgias ou tratamentos que são efectuados, porque, por outro lado, até pode significar redução de gastos de tempo e recursos na limpeza manual".

Num período em que se multiplicam as dificuldades na área da saúde, o investigador recordou que "as pessoas estão esgotadas, as unidades estão cheias" e "não há só falta de médicos e enfermeiros, também há falta de assistentes".

"Não é novidade nenhuma que um dos problemas mais graves que aflige a prestação de cuidados de saúde são as chamadas infecções associadas a cuidados de saúde. Pior em alguns países, melhor em outros (...). Somos um país que está geralmente no extremo pior daquilo que é a incidência de infecções associadas a cuidados de saúde e investimos muito na prevenção, e este pode ser um contributo importante", concluiu.

Publicado no Journal of Hospital Infection, um jornal médico da Healthcare Infection Society, uma rede de especialistas que trabalham na prevenção e controle de infecções, o estudo da FMUP incidiu sobre diferentes tipos de superfícies existentes nos hospitais, designadamente fórmica, aço inoxidável, linóleo, couro/napa e PVC, infectadas com microrganismos como 'staphylococcus aureus', 'candida albicans', 'klebsiella pneumoniae' ou 'acinetobacter baumannii'.

O estudo foi financiado pelo FEDER e cofinanciado pelo COMPETE 2020, Portugal 2020 e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), tendo como autores Luís Cobrado, Patrícia Ramalho, Elisabete Ricardo, Ângela Rita Fernandes, Maria Manuel Azevedo e Acácio Gonçalves Rodrigues.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 15 de Junho de 2022

Covid-19. Mais de 300 mil idosos receberam segunda dose de reforço em Portugal

Covid-19. Mais de 300 mil idosos receberam segunda dose de reforço em Portugal - 

Mais de 300 mil pessoas acima dos 80 anos e os residentes dos lares de idosos elegíveis já receberam a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19, anunciou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

“Até ao final de segunda-feira, 13 de Junho, já tinham sido vacinadas cerca de 303 mil pessoas, tendo sido já visitadas todas as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) elegíveis”, adiantou em comunicado a DGS, citada pela Lusa. Esta fase da imunização contra o SARS-CoV-2, que se integra na estratégia de reforço da protecção da população mais vulnerável, está a decorrer nos centros de vacinação ou nos centros de saúde.

De acordo com a DGS, a população elegível para esta segunda dose deve ser vacinada com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infecção. A próxima campanha de vacinação do Outono e Inverno prevê a co-administração das vacinas contra a gripe e covid-19 em idosos, pessoas com mais de 18 anos com doenças graves, profissionais de saúde e utentes de lares e cuidados continuados.

Entre Setembro e Dezembro, serão vacinados os residentes em lares e na rede de cuidados continuados integrados, as pessoas com mais de 65 anos, os maiores de 18 anos que tenham doenças crónicas como insuficiência cardíaca, doença pulmonar grave, doença neuromuscular grave e insuficiência renal e os profissionais de saúde e dos lares de idosos.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 15 de Junho de 2022

Nova versão da vacina protege contra variantes, garante Sanofi

Nova versão da vacina protege contra variantes, garante Sanofi - 

Os ensaios clínicos mostraram um aumento significativo de anticorpos contra o coronavírus entre voluntários anteriormente vacinados com os imunizantes da Pfizer ou da Moderna.

A Sanofi revelou esta segunda-feira, 13 de Junho, que a versão actualizada da vacina da Covid-19 que tem como alvo tanto o SARS-CoV-2 'original' como as variantes produz uma resposta imunitária mais eficaz contra as principais estirpes da Covid-19, incluindo as sublinhagens da Ómicron BA.1 e BA.2, quando aplicada como dose de reforço.

A empresa francesa e a parceira GlaxoSmithKline trabalham numa imunizante moldada a partir da variante Beta. "A variante Beta expressa mutações semelhantes a outras variantes de preocupação, incluindo a Ómicron, tornando-a uma forte candidata à vacina para conferir ampla protecção contra várias estirpes de Covid-19", disse  Thomas Triomphe, chefe da unidade de vacinas da Sanofi, em comunicado.

A Sanofi garante que o imunizante aumentou significativamente os níveis de anticorpos contra as variantes de preocupação quando usado como reforço em voluntários anteriormente inoculados com as vacinas da Pfizer e Moderna.

Os resultados de estudos da Sanofi e GSK sobre a eficácia da primeira versão da vacina das empresas está, actualmente, em processo de revisão pela Agência Europeia de Medicamentos.

O que fazer se apresentar sintomas de Covid-19:

Mantenha a calma e evite deslocar-se aos hospitais. Fique em casa e ligue para o SNS 24 (808 24 24 24). Escolha a opção 1 (para outros sintomas deve escolher a opção 2) ou 112 se for emergência médica. Siga todas as orientações dadas e evite estar próximo de pessoas, mantendo uma distância de, pelo menos, dois metros.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 14 de Junho de 2022