Farmacêutica Sanofi poderá fabricar vacinas de concorrentes

Farmacêutica Sanofi poderá fabricar vacinas de concorrentes - 

A farmacêutica Sanofi e o governo francês estão a estudar a possibilidade de o grupo francês usar as suas cadeias de produção para fabricar vacinas contra a covid-19 dos laboratórios Pfizer-BioNTech e Janssen.

O grupo farmacêutico francês está a desenvolver duas vacinas, mas que não deverão estar disponíveis antes do final de 2021.

A ministra francesa da Economia, Agnès Pannier-Runacher, disse esta sexta-feira que pediu ao grupo que estudasse a possibilidade de, entretanto, disponibilizar as suas cadeias de produção para a fabricação de vacinas anti-covid de outros grupos farmacêuticos como a BioNTech e a Janssen.

Sem citar o nome do laboratório, a Sanofi, citada pela agência AFP, indicou que "avalia em particular a viabilidade técnica de realizar temporariamente certas etapas de fabricação para apoiar outros fabricantes de vacinas covid-19", enfatizando que é "nesta fase" uma "reflexão ainda muito preliminar".

Segundo a ministra francesa, a questão é antes de mais de natureza "técnica", se tem equipas suficientes e quanto tempo demoraria a desenvolver esta produção.

A farmacêutica francesa Delpharm anunciou em Novembro que produziria parte das vacinas contra a covid-19 da Pfizer-BioNTech, na sua fábrica na Normandia.

A fábrica da sua concorrente Recipharm, por sua vez, deverá produzir a vacina da Moderna a partir do final de Fevereiro ou início de Março, especificou a ministra Pannier-Runacher em 8 de Janeiro.

O porta-voz do governo francês Gabriel Attal disse na sexta-feira que as vacinas "produzidas em território francês" entrarão "na cota" de vacinas encomendadas pela União Europeia e distribuídas para a França de acordo com sua população.

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 15 de Janeiro de 2021.

Sociedade de Oncologia alerta que "o cancro não espera em casa"

Sociedade de Oncologia alerta que "o cancro não espera em casa" - 

A Sociedade Portuguesa de Oncologia alerta os doentes para a importância de não ficarem em casa, por medo da pandemia, lembrando que os hospitais são seguros e que é importante manter o contacto para não atrasar diagnósticos.

A campanha "O Cancro não Espera em Casa", da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), pretende lembrar a importância do diagnóstico atempado e do acompanhamento dos doentes oncológicos, insistindo que o doente não pode deixar de procurar ajuda médica, mesmo em tempo de pandemia e com um novo confinamento, que hoje começou.

"A campanha pretende sensibilizar a população para estar atenta a sintomas que possam estar relacionados com o diagnóstico de cancro, para as pessoas não deixarem de procurar ajuda médica", afirma a presidente da SPO, Ana Raimundo, sublinhando que, se for preciso fazer um diagnóstico, ele deve ser feito "o mais precocemente possível", evitando fases mais avançadas da doença.

Em declarações à agência Lusa no dia em que arrancou um novo confinamento imposto pelo Governo, Ana Raimundo afirma: "Parece um contrassenso [dizer para a pessoa não ficar em casa] mas na realidade não é. É nas fases mais difíceis que não nos podemos esquecer que existem outras doenças [além da covid-19]".

A especialista lembra os efeitos que o primeiro confinamento, no ano passado, teve nestes e noutros doentes, com os rastreios a ficarem suspensos, a maioria das consultas nos centros de saúde a fechar e as consultas de especialidade nos hospitais a diminuírem, o que levou a "uma quebra muito acentuada nos novos diagnósticos".

De acordo com a SPO, o impacto da pandemia causou uma quebra de 60 a 80% dos novos diagnósticos de cancro e, segundo estimativas da Liga Portuguesa Contra o Cancro, mais de mil cancros da mama, do colo do útero, colorretal e de outros tipos ficaram por diagnosticar em 2020, devido à redução dos rastreios por causa da covid-19.

Reconhecendo que a covid-19 representa um risco acrescido, uma vez que os doentes oncológicos são imunodeprimidos pela doença e pelo tratamento e que isso se reflecte no acesso às consultas e aos tratamentos, Ana Raimundo sublinha: "o que tinha de ser feito para tornar o percurso dos doentes [no hospital] mais seguro foi feito e os serviços reorganizaram-se".

"Depende do sistema de saúde, mas também das populações", frisa a especialista, insistindo que os hospitais são locais seguros.

A presidente da SPO diz que se observou uma recuperação de diagnósticos no final do ano passado, a partir de Setembro/Outubro", e explica: "Agora estamos numa terceira fase e vamos ter novamente limitações em termos de consultas e meios com diagnóstico. Esta campanha destina-se exactamente a lembrar que as outras doenças [além da covid-19] continuam e não podem ser esquecidas".

"Tendo em atenção a capacidade de resposta e as prioridades, temos de fazer algo para diagnosticar o mais rápido possível", afirmou a responsável, sublinhando que é preciso continuar a encontrar alternativas e mecanismos de resposta a estes doentes.

A especialista considera que, neste momento, as situações mais complicadas estão nos centros de saúde, porque muitos médicos de medicina geral e familiar estão com tarefas ligadas aos rastreios epidemiológicos da covid-19, e nas cirurgias, pois em muitos casos implicam o recurso a camas de cuidados intensivos e equipas e o sistema está sobrecarregado.

Um despacho da ministra da Saúde enviado na quarta-feira para os hospitais decretou a suspensão da actividade não urgente e o adiamento da actividade cirúrgica programada de prioridade normal ou prioritária, desde que não implique risco para o doente, mas o documento não se aplica a hospitais como o Instituto Português de Oncologia.

Na primeira semana de 2021 foi atingido o número máximo de internamentos por covid-19 nas instituições do Serviço Nacional de Saúde desde o início da pandemia.

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios" e autor em 15 de Janeiro de 2021.

Farmacêutica investe 15 milhões numa fábrica de vacinas em Paredes de Cour

Farmacêutica investe 15 milhões numa fábrica de vacinas em Paredes de Coura - 

A farmacêutica Zendal, que tem sede em Porriño, na Galiza, está a investir cerca de 15 milhões de euros na construção de uma fábrica de vacinas em Paredes de Coura.

Segundo noticia esta quinta-feira o jornal galego "Faro de Vigo", citando o CEO da empresa, Andréz Fernandez, a unidade deverá estar concluída até ao final deste ano, para passar a produzir vacinas. Prevê-se que vá empregar 30 pessoas numa fase inicial.

Para a criação dos referidos postos de trabalho, dos quais cerca de metade serão quadros superiores, a empresa "contará com a colaboração de centros de formação profissional, universidades e centros tecnológicos do Norte de Portugal".

"Poder criar e ampliar fronteiras faz parte de um processo de crescimento que nos deixa orgulhosos, tendo sempre como base central a nossa origem na Galiza", declarou Andréz Fernandez ao diário espanhol, referindo que a nova fábrica de Paredes de Coura "faz parte de um plano ambicioso de criar um polo bioteconológico Galiza-Norte de Portugal".

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 14 de Janeiro de 2021.

 

Covid–19: Farmácias em Inglaterra começam a vacinar grupos prioritários

Covid–19: Farmácias em Inglaterra começam a vacinar grupos prioritários - 

De acordo com a BBC, as farmácias em Inglaterra começaram, esta quinta-feira, a vacinar pessoas dos grupos prioritários, estabelecidos no Plano de Vacinação daquele país. 

Foram seis farmácias as escolhidas para administrar as vacinas da Oxford/AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech. 

Os primeiros a serem vacinados pertencem a grupos de risco e receberam uma “carta-convite” em casa para se deslocarem à farmácia. 

Segundo o noticiado, estas farmácias foram escolhidas pela sua dimensão, sendo capazes de administrar a vacina a um elevado número de pessoas, num espaço amplo, de modo a garantir o distanciamento social. As farmácias têm capacidade para administrar mil vacinas por semana e espaço suficiente para armazenar, no frio, todas as doses. 

A BBC avança ainda que mais de 70 farmácias já começaram a aceitar agendamentos para vacinação na próxima semana. O objectivo é chegar às 200 farmácias na próxima quinzena. 

Até ao momento, o Reino Unido já vacinou mais de 2,6 milhões de pessoas, em hospitais, casas de saúde, clínicas e centros de vacinação. 

A extensão da vacinação às farmácias surge numa altura em que o Reino Unido bate recordes no número de mortes diárias.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 14 de Janeiro de 2021

SNS alerta para sms falso sobre vacinação

SNS alerta para sms falso sobre vacinação - 

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a alertar para a circulação de uma mensagem falsa que está a ser enviada aos cidadãos em seu nome, a convocá-los para serem vacinados contra a covid-19.

"Atenção: está a circular uma mensagem fraudulenta em nome do SNS. Se a receber, por favor, ignore", avisa o SNS, nas redes sociais.

A mensagem falsa diz: "Ex.mo(a) Senhor(a), Vimos, pela presente informar, que o Serviço Nacional de Saúde seleccionou-lhe para o Plano de Vacinação contra a COVID-19 - Primeira Fase - Seguem em anexo todos os dados e informações necessárias seguindo o calendário de distribuição das vacinas. Seu número de adesão: V7RS6. A Vacina não dispensa medidas de protecção da COVID-19. Dep. de Comunicação SNS. Jaime Gama Sodre".

De recordar que na primeira fase da vacinação contra a covid-19 em Portugal, a terminar em Abril, apenas são inoculados os profissionais de saúde; os profissionais das forças de segurança, das forças armadas e de serviços críticos; os profissionais e residentes em lares de idosos; os profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e as pessoas com 50 ou mais anos com uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal e doença respiratória crónica com suporte ventilatório.

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 14 de Janeiro de 2021.

Estirpes do vírus da gripe são mais violentas este ano, avisa especialista

Estirpes do vírus da gripe são mais violentas este ano, avisa especialista - 

"Por haver taxas de vacinação inadequadas na população, nos grupos de maior risco, [há mais perigo] de adoecerem com gravidade", sublinha o médico infecciologista.

O especialista em doenças infecciosas Francisco Antunes adverte que este ano as estirpes do vírus da gripe sazonal são mais violentas e, por haver “taxas de vacinação inadequadas na população”, poderá existir maior risco para as pessoas mais vulneráveis.

“O mais complexo e pior do ponto de vista da saúde pública é este ano a gripe sazonal ter aspectos de (maior) gravidade. Por as estirpes serem mais violentas, por haver taxas de vacinação inadequadas na população, nos grupos de maior risco, como as crianças, os idosos e as grávidas, (há mais perigo) de adoecerem com gravidade e mesmo de morrerem”, disse Francisco Antunes, que falava à Lusa a propósito do ‘webinar’ “Gripe e COVID-19: A tempestade perfeita?”.

“Estamos em plena campanha de vacinação contra a gripe sazonal e teve início aos soluços o plano de vacinação contra a covid-19” disse Francisco Antunes, adiantando que neste contexto surgem questões como saber se a infecção pelo vírus da gripe agrava a evolução da covid-19, saber se a vacinação contra a gripe pode proteger contra a covid-19 e saber se as as medidas de mitigação que estão a ser usadas actualmente e que vão ser reforçadas para a covid-19 podem reduzir o peso da gripe sazonal.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) estimam que entre 28 de Dezembro e 03 de Janeiro a taxa de incidência de síndrome gripal era de 5,39 por 100.000 habitantes, valor que “deve ser interpretado tendo em conta que a população sob observação foi menor do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

No início de 2020, quando ainda circulava o vírus da gripe e emergiu o coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, verificou-se “uma atenuação relativamente aos casos de gripe sazonal”, disse Francisco Antunes, considerando que essa situação esteve associada às medidas de mitigação que foram adoptadas na altura para a covid-19.

“É evidente que o frio leva a que as pessoas se mantenham mais em casa, mas quando circulam fora de casa em espaços fechados estão mais próximas umas das outras e a temperatura, o frio e a baixa da humidade são factores relevantes para o risco de transmissão das doenças respiratórias”, adiantou.

Sobre o excesso de mortalidade que se tem verificado, Francisco Antunes disse ser “perfeitamente admissível” porque “o Serviço Nacional de Saúde já entrou em ruptura” com “a incapacidade” de dar resposta, por exemplo, às cirurgias programadas, assinalando que ao mesmo tempo que há “uma redução substancial de testes (à covid-19), que são fundamentais para quebrar as cadeias de transmissão”.

“A sensação que tenho é que estamos a voar neste momento sem uma bússola”, lamentou, considerando que o país está “numa corrida contra o tempo”, considerando que os efeitos da vacina só se vão sentir no próximo ano.

Francisco Antunes defendeu que a vacinação contra a covid-19 deveria abranger desde já o maior número de pessoas, protelando a administração da segunda dose.

“Há vários países que já adoptaram essa estratégia”, salientou. Quanto às medidas de confinamento que hoje vão ser anunciadas, defendeu que já deviam ter sido tomadas há 15 dias, considerando que “o aligeiramento das medidas no Natal foi muito imprudente”.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 13 de Janeiro de 2021