DGS alerta para falsos profissionais de saúde a agendar vacinação contra Covid-19

DGS alerta para falsos profissionais de saúde a agendar vacinação contra Covid-19 - 

A autoridade de saúde recomenda que estes casos sejam denunciados à polícia.

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) alertou, esta sexta-feira, que estão pessoas a fazerem-se passar por profissionais de saúde que vão a casa das pessoas para agendar vacinação contra a Covid-19 e recomenda que os casos sejam denunciados à polícia.

Na rede social Twitter, o órgão liderado por Graça Freitas avisa: “Há pessoas a bater às portas e a fazerem-se passar por profissionais de saúde que vão agendar a vacinação. Não abra a porta e denuncie o caso à polícia.”

A DGS sublinha que “o agendamento da vacina não é feito ao domicílio”. O agendamento é feito pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o contacto será feito através de uma mensagem de texto.

Este alerta surge um dia depois de a DGS ter alertado para a circulação de números falsos quanto ao número de casos confirmados e óbitos por Covid-19. Nas redes sociais, o órgão garantiu que “a informação oficial é a que consta no boletim da DGS, que será divulgado ao início da tarde, como habitualmente, após um processo aprofundado de verificação”.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 22 de Janeiro de 2021.

Tecnologia pioneira contra infecção vai ser instalada pela primeira vez em farmacêutica

Tecnologia pioneira contra infecção vai ser instalada pela primeira vez em farmacêutica - 

A AT MicroProtect foi desenvolvida pelo consórcio liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, em parceria com as faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra, e com o Departamento de Física da Universidade do Minho.

A tecnologia pioneira AT MicroProtect de combate à covid-19 e às contaminações microbiológicas, desenvolvida por um consórcio liderado pela BLC3, vai ser instalada, pela primeira vez no mundo, na Generis Farmacêutica, foi esta quinta-feira anunciado.

A técnica AT MicroProtect de combate à covid-19 e às contaminações microbiológicas vai ser implementada em parceria com a Generis Farmacêutica, na unidade industrial deste laboratório farmacêutico, na zona de Lisboa, com o "objectivo de tornar esta unidade mais segura para os seus colaboradores", disse hoje à agência Lusa o presidente da BLC3, João Nunes.

A AT MicroProtect foi desenvolvida pelo consórcio liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, no interior do distrito de Coimbra, em parceria com as faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra, e com o Departamento de Física da Universidade do Minho.

A inovadora tecnologia "consegue inactivar, num minuto, 99,97% das partículas de vírus SARS-CoV-2 [que provoca a doença da covid-19] no ar com aplicação a outros microorganismos, como a Mycobacterium tuberculosis (responsável pela doença da Tuberculose) e até bactérias multirresistentes E. Coli e Satphycoccus Aureus, que estão na origem de graves problemas de contaminações em unidades de saúde, como hospitais", sublinha João Nunes.

Tendo por "base e visão o combate às contaminações microbiológicas", a nova tecnologia e conceito está "não só preparada para a actual pandemia e vírus SARS-CoV-2, como para futuras pandemias e até mesmo para os problemas actuais de contaminação originados por bactérias multirresistentes e vírus", afirma o responsável.

Por exemplo, em termos de resultados científicos, "em um minuto, de 16.982 partículas de vírus SARS-CoV-2, apenas cinco partículas não foram inactivadas ("mortas", em termos de senso comum), o que deu um resultado de 99,97%".

"E, ao fim de cinco e 15 minutos, obteve-se uma inactividade total, 100%, e sem qualquer variação no comportamento do vírus", destaca João Nunes, referindo que "isto foi efectuado em 27 amostras diferentes validadas cientificamente".

Numa outra vertente de validação, "em um minuto, de 59.250 bactérias Mycobacterium tuberculosis, em três das quatro variações da tecnologia desenvolvida, conseguiu-se alcançar os 100% de inactivação e na outra variação 98,75%, em ensaios efectuados em triplicado", explicita o presidente da BLC3, que também coordenou a investigação.

A Generis, "empresa líder em Portugal no mercado de medicamentos genéricos e parte de um dos maiores grupos mundiais" do sector -- o Aurobindo -- "enfrenta, como toda a indústria, desafios sem precedentes na manutenção da sua actividade e segurança dos seus colaboradores".

Por isso, "atenta à inovação tecnológica e ao desenvolvimento nacional, a Generis lançou o desafio junto da BLC3 para aplicar a tecnologia AT Micro Protect nas suas instalações fabris", refere Rosário Fonseca, responsável pela Unidade Industrial e Operações em Portugal, citada numa nota hoje divulgada pelo Campus de Tecnologia e Inovação.

"Para passarmos da prova de conceito laboratorial para a real/industrial é muito importante a interacção com a indústria e a realidade", realça João Nunes.

"Este foi um caminho que se efectuou e chegou agora à fase de implementação real numa unidade industrial de elevada exigência e complexidade. Isto só foi possível porque houve sempre uma abertura e cooperação da Generis e um trabalho de mais de três meses entre as equipas", salienta João Nunes.

"Apenas as empresas que se adaptam rapidamente a novas situações, procurando soluções tecnologicamente inovadoras e com impacto para garantir a continuidade da actividade, permanecem na linha da frente", sustenta, por seu lado, o director executivo da Generis, Luís Abrantes.

"O combate a esta pandemia é crucial e todos devem, na sua área de actuação, tomar acções nesse sentido", conclui.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 22 de Janeiro de 2021.

Horta Osório vai substituir Luís Portela como chairman da Bial

Horta Osório vai substituir Luís Portela como chairman da Bial - 

Após ser nomeado chairman do Credit Suisse, um dos maiores bancos do mundo, Horta Osório vai ser também presidente não executivo do conselho de administração da farmacêutica portuguesa.

António Horta Osório vai ser o próximo presidente não executivo do conselho de administração da farmacêutica portuguesa Bial, a partir de Abril. Após anunciar a saída do cargo de presidente executivo do banco Lloyds, o banqueiro português foi nomeado chairman do Credit Suisse, um dos maiores bancos do mundo, e agora vai também substituir Luís Portela, accionista maioritário da empresa e presidente durante os últimos 42 anos.

“A Bial é uma das empresas portuguesas que mais admiro e, por isso, o convite que me foi dirigido pelo Luís Portela constitui um enorme orgulho. O Luís lançou a Bial no mundo, tornando-a numa empresa internacional de renome. Desejo que a minha experiência ajude a consolidar ainda mais esse caminho”, evidencia António Horta Osório, citado em comunicado.

António Horta Osório, de 56 anos, tem uma longa carreira na banca, que teve início em 1987 no Citibank, passando depois pelo Goldman Sachs, em Nova Iorque e Londres. Em 1993, foi convidado por Emilio Botín para o Santander, onde criou o Banco Santander de Negócios Portugal, tendo liderado as operações do banco no país e no Brasil e, posteriormente, no Reino Unido, tornando-se, em 1999, vice-presidente executivo do Grupo Santander. Foi durante quase 20 anos o braço direito de Emilio e de Ana Botín no gigante Santander.

Onze anos depois António Horta Osório foi nomeado presidente executivo do Lloyds. No seu currículo acumula ainda lugares de administrador não executivo no Banco de Inglaterra e em alguns grandes grupos económicos, como a Exor (holding da família Agnelli) e a INPAR (holding da família Lemann), que ainda mantém. No Verão passado anunciou a sua saída do Lloyds no final do actual mandato, completando um ciclo de dez anos à frente daquele que é o maior banco comercial e de retalho do Reino Unido.

Em Dezembro foi noticiado que António Horta Osório será o futuro chairman do banco Credit Suisse, a partir de Maio deste ano. Será o primeiro banqueiro não suíço a assumir este cargo. No Credit Suisse, Osório vai ocupar o lugar do banqueiro suíço Urs Rohner que chegou ao limite permitido pelos estatutos de renovação de mandatos (12 anos).

Em Portugal, para além de assumir a função de chairman da farmacêutica portuguesa Bial, o banqueiro português com mais currículo desempenha funções não executivas na Fundação Champalimaud e na Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

Luís Portela revela que “esta mudança vem sendo preparada há algum tempo, visando, por escolha da minha família, o reforço da estrutura profissional que desenvolvemos, preparando a Bial para um novo patamar no contexto internacional.” E acrescenta: “Retiro-me com um enorme agradecimento à fantástica equipa que tive o privilégio e o prazer de capitanear e com a convicção de que, com o apoio de António Horta Osório, estão criadas condições para servirmos cada vez melhor a saúde de um cada vez maior número de pessoas”, refere Luís Portela, citado em comunicado.

Luís Portela já tinha anunciado a intenção de retirar-se da vida profissional antes dos 70 anos — que atinge dentro de meses –, para se dedicar à Fundação Bial, aos seus livros e à família. A farmacêutica criada pelo seu avô, em 1924, continua a ser gerida pela família, embora já com uma dimensão internacional e com dois medicamentos resultantes de investigação própria, um antiepiléptico e um antiparkinsoniano. A presidência executiva passou para as mãos do seu filho mais velho, António, em 2011, subindo Luís Portela a chairman. Um ano antes, o filho Miguel Portela também passou a fazer parte da administração, reforçando a presença da quarta geração da família na gestão.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 22 de Janeiro de 2021.

Comprou estas luvas? Não devem ser utilizadas, alerta o Infarmed

Comprou estas luvas? Não devem ser utilizadas, alerta o Infarmed - 

As SoundGloves foram detectadas na Alemanha e ainda não terão sido identificadas em Portugal, mas a autoridade deixa o alerta devido à livre circulação de produtos no Espaço Económico Europeu.

O Infarmed alerta, esta quinta-feira, que não devem ser adquiridas nem utilizadas as luvas SoundGloves. Até ao momento, a Autoridade Nacional do Medicamento não identificou o produto em Portugal, mas o alerta é deixado devido à livre circulação de produtos no Espaço Económico Europeu.

Em nota partilhada esta quinta-feira, a autoridade revela que, na Alemanha, "foram identificadas as luvas de exame em nitrilo de uso único SoundGloves, que não apresentam informação acerca do fabricante e que identificam fraudulentamente a entidade MedNet GmbH como mandatário".

O Infarmed recomenda, por isso, "que os dispositivos supramencionados não sejam adquiridos nem utilizados".

Quem tiver comprado este tipo de dispositivos deve reportá-lo à Direcção de Produtos de Saúde do Infarmed.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Janeiro de 2021.

Portugal já assegurou "doses suficientes para vacinar mais de 18 milhões"

Portugal já assegurou "doses suficientes para vacinar mais de 18 milhões" - 

Esclarecimento surge depois de o Jornal de Negócios ter avançado que Portugal deixou de lado cerca de 800 mil doses de vacinas da Moderna contra a Covid-19.

Depois de o Jornal de Negócios ter avançado que Portugal deixou cerca de 800 mil doses de vacinas da Moderna contra a Covid-19 por comprar, o Ministério da Saúde esclareceu, num comunicado enviado às redacções, que "não optou pela compra de mais 800 mil doses adicionais da Moderna, porque seriam entregues apenas no fim do ano".

Realçando que nos contractos iniciais com as várias farmacêuticas que têm acordo com a Comissão Europeia, com calendários de entrega em 2020 e 2021, "Portugal adquiriu todas as vacinas possíveis de serem compradas face à sua população" e que "adquiriu ainda quantidades adicionais de outras vacinas, nomeadamente da BioNTEch-Pfizer e da Moderna", a tutela de Marta Temido refere que relativamente à companhia Moderna e para além do contracto inicial, "Portugal comprou 1 milhão de doses", não tendo optado pela compra de mais 800 mil doses adicionais da Moderna, "porque seriam entregues apenas no fim do ano".

"Relativamente à compra de doses adicionais, a opção de Portugal foi a de escolher as doses adicionais em função dos prazos de entrega, ou seja, escolhendo aquelas que chegariam mais cedo", pode ler-se no comunicado.

O Ministério da Saúde garante que, neste momento, Portugal já assegurou "mais de 31 milhões de doses de vacinas", o que equivale "a doses suficientes para se vacinar mais de 18 milhões de pessoas (tendo em conta o actual conhecimento, uma vez que há vacinas que são unidose)". Confirmando-se a entrega relativa a todos os contractos já estabelecidos, "Portugal terá todas as doses de vacinas de que necessita para cumprir o seu Plano de Vacinação, que, como se sabe, é universal e gratuito", acrescenta a nota.

Por fim, o Ministério da Saúde esclarece que a questão essencial para se acelerar o ritmo de vacinação no país "não se prende com a quantidade de vacinas adquiridas, mas sim com o seu calendário de entrega".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Janeiro de 2021.

Teste genético português ajuda a tratar doentes com uma gota de saliva

Teste genético português ajuda a tratar doentes com uma gota de saliva - 

“Em ano e meio construímos um painel de laboratório em que, a partir de uma amostra de saliva que a pessoa pode colher em casa e enviar pelo correio, pois não se degrada à temperatura ambiente, no laboratório conseguimos extrair o DNA das células e ir a uma série de posições do genoma buscar, de uma forma agregada, toda a informação de que precisamos para cinco áreas terapêuticas: cardiologia, psiquiatria, gestão da dor, diabetes e oncologia”, explicou Ana Teresa Freitas, da startup portuguesa HeartGenetics.

Investigadores portugueses desenvolveram um teste genético que pode ajudar médicos a escolher os medicamentos mais eficazes e adequados ao doente, evitando efeitos adversos que podem implicar despesas com internamento e, no limite, levar à morte.

Em declarações à agência Lusa, Ana Teresa Freitas, da startup portuguesa HeartGenetics, uma empresa que nasceu no Instituto Superior Técnico (IST), explica que o teste, único a nível europeu, avalia 88 variantes genéticas em 32 genes através de uma colheita de saliva.

“A indústria farmacêutica tem muita falha terapêutica e gasta milhões em medicamentos na Europa que depois vão para África ou para a Ásia e falham na eficácia”, disse, sublinhando que tanto a eficácia do fármaco como os eventuais efeitos adversos dependem das características genéticas de cada pessoa.

Ana Teresa Freitas, professora no IST, explica que um fármaco é desenhado “para agarrar determinada proteína” e que, “se essa proteína estiver alterada há falha terapêutica”, ou seja, o medicamento perde eficácia.

A especialista lembra que as pessoas podem reagir de forma diferente aos medicamentos, por diversas razões: “se a metabolização for muito rápida o organismo expulsa depressa e há pouco efeito [do fármaco] e se for lento pode ter toxicidade. Assim como, por exemplo, os genes de cada pessoa podem fazer ganhar peso com determinada medicação, ou ter reacções cutâneas”.

“É por tudo isto que alguns fármacos são mais eficazes numas pessoas do que noutras”, afirma.

Em declarações à Lusa, contou que as agências reguladoras foram ao longo dos tempos elaborando ‘guidelines’ fármaco a fármaco, indicando que quem tem determinadas características no genoma pode ou não tomar determinados medicamentos, mas diz que esta informação existe de forma “muito dispersa”.

“Em ano e meio construímos um painel de laboratório em que, a partir de uma amostra de saliva que a pessoa pode colher em casa e enviar pelo correio, pois não se degrada à temperatura ambiente, no laboratório conseguimos extrair o DNA das células e ir a uma série de posições do genoma buscar, de uma forma agregada, toda a informação de que precisamos para cinco áreas terapêuticas: cardiologia, psiquiatria, gestão da dor, diabetes e oncologia”, explicou.

Para poder transformar toda esta informação em algo que todos pudessem entender, foi desenvolvido um software que, com a informação recolhida, elabora um relatório fácil de interpretar para cada pessoa.

“É como que um código de cores em que cada um sabe, consoante a cor, se pode ou não tomar determinado medicamento. Tudo isto está associado a uma aplicação para telemóvel, de forma a que a pessoa tenha sempre a informação consigo e a possa partilhar com o seu médico”, explicou a investigadora, acrescentando que, desta forma, consegue-se gerir melhor a terapêutica.

A especialista em genética humana e biologia computacional sublinha que o teste é feito “uma única vez” e acompanha a pessoa para toda a vida, frisando que a informação é “muito relevante sobretudo para os doentes polimedicados [que tomam vários medicamentos]”: “Ajuda a perceber se há medicamentos que podem interferir com o que a pessoa já está a tomar. Podem até ser ajustadas as dosagens”.

A equipa já preparou uma proposta para ter o teste em cinco hospitais (privados e públicos) e diz que o processo só atrasou “por causa da pandemia”.

Ana Teresa Freitas dá ainda o exemplo da importância que o teste tem na área da psiquiatria: “Pelo genoma, sabemos que 28% da população portuguesa vai ter falha terapêutica nas terapias de primeira linha. É por isso que se muda muitas vezes de medicação nos tratamentos nesta área”.

Segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Infarmed, em 2019, a autoridade nacional do medicamento recebeu mais de 10.600 notificações de reacções adversas a medicamentos, a maioria (62,7%) das quais consideradas graves.

De acordo com o relatório “Farmacovigilância em Portugal 25+”, do Infarmed, todos os anos morrem na União Europeia mais de 197.000 pessoas devido a reacções adversas a medicamentos.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 21 de Janeiro de 2021.