COVID-19: Equipamentos de protecção interditados nas fronteiras por incumprimento das regras, diz Infarmed

COVID-19: Equipamentos de protecção interditados nas fronteiras por incumprimento das regras, diz Infarmed - 

O presidente do Infarmed disse hoje que já foram interditados nas fronteiras portuguesas alguns equipamentos de protecção contra o novo coronavírus por incumprimento das regras em vigor.

“Já houve algumas situações em que isso aconteceu e os produtos não chegaram a entrar no nosso mercado”, afirmou Rui Santos Ivo na conferência de imprensa sobre o ponto da situação da COVID-19 em Portugal, que decorreu no Ministério da Saúde, em Lisboa.

As alfândegas controlam todas as entradas de produtos para o combate à COVID-19 e, em caso de dúvidas, é contactado o Infarmed ou a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) no sentido de se clarificar se estes cumprem os requisitos para poderem entrar no país e serem utilizados pelos profissionais ou pelos cidadãos.

O presidente da autoridade do medicamento referiu também que as duas entidades com responsabilidade, nomeadamente fiscalizadora, são o Infarmed, para as máscaras cirúrgicas e outros dispositivos e a ASAE no que diz respeito aos respiradores (FP2), garantindo que está “a funcionar a articulação entre o Infarmed, a ASAE e as alfândegas”.

Rui Ivo acrescentou que ambas as autoridades – Infarmed e a ASAE - “fazem inspecções ao mercado e estão constantemente junto dos locais onde os dispositivos médicos e equipamentos podem ser comercializados para verificar”.

Em caso de haver dúvidas por exemplo sobre os critérios de segurança dos produtos podem ser accionados os institutos de Qualidade ou o de Acreditação.

“Há um processo integrado de colaboração de todas estas entidades que permitem assegurar que estes produtos que chegam ao nosso mercado são conformes. Se houver situações que requeiram intervenção, estas são de imediato accionadas e são tomadas as medidas necessárias”, que passam por reter o produto e não o deixar entrar no mercado ou até retirá-lo se já estiver a ser vendido.

“Situações de retirar do mercado um produto que já está a ser comercializado ainda não ocorreram”, sublinhou.

Sobre a necessidade que Portugal teve de comprar Equipamentos de Protecção Individual (EPI) de combate ao vírus SARS-CoV-2, Rui Ivo afirmou que “o mercado que estava mais preparado e disponível foi a China”.

Portugal regista 1.231 mortes relacionadas com a covid-19, mais 13 do que no domingo, e 29.209 infectados, mais 173, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direcção Geral da Saúde.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia já provocou mais de 315.000 mortos e infectou mais de 4,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

 

Fonte:  Site "lifestyle.sapo.pt" e autor em 18 de Maio de 2020.

Mais sono, menos droga, mais medicação: o que os esgotos revelam sobre o confinamento

Mais sono, menos droga, mais medicação: o que os esgotos revelam sobre o confinamento - 

Os lisboetas acordam às 7h30 e deitam-se às 23h30. Consomem menos cocaína, ecstasy e anfetaminas. Tomam muitos anti-diabéticos, muito paracetamol e ibuprofeno.

As horas a que nos levantamos ou deitamos, os medicamentos que tomamos, as drogas ilícitas que ingerimos ou até os vírus de que podemos ser portadores podem ser detectados nos esgotos das nossas cidades. E não faltam estudos a comprová-lo. Numa era em que cada vez mais aplicações de telemóveis surgem como big brothers que observam cada passo que damos, a sociologia do esgoto (disciplina científica que tem vindo a ganhar peso) permite analisar hábitos, comportamentos e consumos diários de comunidades ou aglomerados populacionais sem nos invadir a casa.

Foi com base na análise de hidrogramas de caudais do sistema de tratamento de esgotos que a engenheira Conceição David da empresa Águas do Tejo Atlântico conseguiu comparar as rotinas dos portugueses entre a fase pré e pós-pandemia e perceber que as pessoas andaram a acordar duas horas mais tarde do que era hábito durante a fase de confinamento imposta pelo estado de emergência. E que, agora com o início do desconfinamento, “a tendência é retornar ao ‘antigamente’”, voltando a alvorada a aproximar-se das 7h30, ainda assim com mais meia hora de sono. As variações nos caudais do sistema controlado por esta empresa multimunicipal (que abrange 23 concelhos e um total de 2,4 milhões de pessoas) também permitiram verificar a que horas, em média, se deitam ou almoçam e como a falta de actividade nocturna nas cidades manda as pessoas mais cedo para a cama, pelas 23h30.

“As águas residuais são um espelho de tudo o que consumimos e de como nos comportamos”, atesta Eugénia Cardoso. A coordenadora do laboratório da Águas do Tejo Atlântico lembra que “o que é excretado através da urina e das fezes vai parar às grandes estações de tratamento sem controlo, o que transforma as ETAR numa ferramenta de enorme potencial ao nível epidemiológico e de estudo dos comportamentos e hábitos de uma determinada população”.

 

CONSUMO DE DROGAS DIMINUI

O que se encontra nos esgotos também serve de “alerta precoce” para novas tendências no consumo de drogas ilícitas. O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (que tem sede em Lisboa) usa as amostras recolhidas nas principais ETAR de cidades europeias para perceber esta realidade. O último relatório — “Perspectives on drugs wastewater analysis and drugs: a european multi-city study”, divulgado em Março — permite verificar uma redução do consumo de drogas como a cocaína, o ecstasy (MDMA) ou as anfetaminas em Lisboa, em contraste com um aumento generalizado noutras cidades europeias. Em 2018, Lisboa ocupava a 13ª posição no ranking de consumo de cocaína; em 2019 desceu para a 22ª entre 68 cidades de 23 países. A alteração da posição tem mais a ver com o aumento das quantidades registadas nos esgotos de outras cidades europeias, já que o consumo diário de cocaína apenas baixou de 454,5 miligramas para 453,3 mg/ por mil pessoas. Também o consumo de ecstasy e de anfetaminas baixou na capital portuguesa (de 49,4 mg/dia para 40,5 mg/dia em relação à primeira; e de 5,2 para 3,2 mg na segunda).

O Observatório europeu começou a fazer estes estudos em 2011, encontrando na análise das águas residuais uma “ferramenta de monitorização do uso de drogas”. Não se sabe quem as consome, mas sim que quantidades andam a circular e com que características. O relatório de 2020 revela, por exemplo, que “a pureza” da cocaína tem aumentado e que, tal como o ecstasy, é sobretudo consumida entre sextas e segundas-feiras nas grandes cidades da Europa Ocidental e do Sul, e menos nas do Leste. Já as anfetaminas são mais consumidas no Norte e Leste da Europa. Também é possível verificar que os consumos de drogas ilícitas estão associados a cidades com mais estabelecimentos de diversão nocturna e universidades.

 

ANTI-DIABÉTICOS SÃO OS MAIS CONSUMIDOS

Já no campo das drogas lícitas, as análises feitas a águas residuais permitiram perceber quais os fármacos mais usados pela população e as respectivas quantidades. Estudos envolvendo entidades como o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a Faculdade de Farmácia, a Águas do Tejo Atlântico ou a EPAL permitiram perceber que os anti-diabéticos são os mais presentes nas águas residuais das ETAR de Lisboa, seguidos dos analgésicos e dos antipiréticos (paracetamol e ibuprofeno). E que os menos abundantes são os betabloqueadores, andando lá pelo meio os anti-inflamatórios não esteróides (diclofenac) e os antibióticos.

O problema é que, enquanto uns são facilmente removidos pelos tratamentos aplicados nas ETAR, “outros precisam de novas soluções para que não se tornem prejudiciais para o meio ambiente onde são descarregados”, alerta a coordenadora do projeto Life Impetus, Maria João Rosa, que envolveu o LNEC e mais sete entidades. É preciso estar vigilante perante as substâncias que andam pelas águas dos rios ou das albufeiras, onde é captada água para consumo humano, já que ainda não estão fixados limites legais para as quantidades de contaminantes que chegando ao esgoto, deste não deviam passar.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 18 de Maio de 2020.

Santa Maria entrega 50 medicamentos em casa dos doentes todos os dias

Santa Maria entrega 50 medicamentos em casa dos doentes todos os dias - 

O Centro Hospitalar realizou, desde Abril, 1.330 entregas de medicamentos de dispensa hospitalar na casa de doentes ou nas farmácias de proximidade.

Em média, o Serviço de Gestão Técnico-Farmacêutica do centro hospitalar faz chegar diariamente medicamentos a 50 doentes de todo o país, garantindo o acesso aos tratamentos e a segurança dos utentes no âmbito do plano de contingência contra a pandemia da Covid-19, adianta o CHULN em comunicado.

“Desde o início da pandemia, entre atendimentos presenciais e envio de medicação, foi fornecida terapêutica para cerca de 9.200 doentes” do centro hospitalar, que integra o Hospital Santa Maria e o Hospital Pulido Valente.

Segundo o centro hospitalar, “todas as alterações introduzidas na Farmácia de Ambulatório do Hospital de Santa Maria permitiram o cumprimento das regras de higienização e de distanciamento, assim como a redução do tempo de espera em cerca de 50%”.

“O Programa de Acesso ao Medicamento Hospitalar (PAM-H) tornou mais fácil e seguro o levantamento de medicação, que passou a ser enviada para uma farmácia de proximidade ou domicílio do doente. Um serviço que abrange utentes do Minho ao Algarve, incluindo as ilhas”, refere o comunicado.

Este programa abrange doentes crónicos imunodeprimidos, destacando-se os transplantados renais, os doentes sob terapêutica com medicamentos biológicos, os oncológicos, e os doentes com esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica.

Para aceder ao programa o doente ou representante legal apenas necessita de enviar os dados para os contactos de apoio farmacêutico, disponíveis no ‘site’ do Centro Hospitalar.

Adicionalmente, a Consulta de Apoio Farmacêutico, que pode ser realizada nas instalações do hospital ou através de teleconsulta, permite assegurar a comunicação e os cuidados farmacêuticos prestados ao doente.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 15 de Maio de 2020

Farmácias lançam campanha para ajudar a distinguir alergia e constipação

Farmácias lançam campanha para ajudar a distinguir alergia e constipação - 

As farmácias portuguesas lançaram esta sexta-feira uma campanha de sensibilização e informação, sob o tema "Atchim, alergia ou constipação?", com o objectivo de informar e alertar a população para a diferença entre constipação e alergia, assim como os diferentes tratamentos associados.

Tendo em conta que as patologias associadas às constipações e às alergias (muito comuns nesta época do ano) podem motivar sintomatologias que geram factores de apreensão e preocupação adicionais para as pessoas nesta fase do covid-19, as farmácias pretendem "contribuir para a sua melhor compreensão e tranquilização", refere, em comunicado, a Cooprofar - Cooperativa dos Proprietários de Farmácia.

Neste sentido, é utilizada a relação de proximidade que as farmácias estabelecem com cada um dos seus utentes, "reforçada ainda mais durante este período da pandemia pela elevada procura e facilidade de acesso à informação nestes espaços de saúde", sublinha a Cooprofar.

"Esta capacidade para funcionar como o primeiro contacto na cadeia de saúde, possibilita uma antecipação no diagnóstico e, consequentemente, do encaminhamento e acompanhamento médico especializado se necessário", acrescenta.

Além das mais de 1.200 farmácias que vão divulgar a campanha, a Cooprofar - Cooperativa dos Proprietários de Farmácia, em parceria com a Perrigo, adaptou também os meios para conteúdos digitais de forma a facilitar a acessibilidade à consulta de informação através das redes sociais e website.

Paralelamente, a Cooprofar, enquanto Entidade Formadora Certificada e parceira da Ordem dos Farmacêuticos, organizará um conjunto de acções de formação para profissionais de farmácia, com o objectivo de dotá-los de ferramentas e das competências necessárias nestas patologias.

A campanha vai ter uma duração de cerca de três meses.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 15 de Maio de 2020.

EMA prevê vacina contra covid-19 só em 2021

EMA prevê vacina contra covid-19 só em 2021 - 

De acordo com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), uma vacina contra o covid-19 poderá estar pronta dentro de um ano, isto tendo como base os ensaios e investigações em curso.

Esta informação foi avançada por Marco Cavaleri, director de estratégia da EMA, durante uma videoconferência, onde avançou que “existe a possibilidade, se tudo correr como planeado, que algumas vacinas estejam prontas para serem aprovadas dentro de um ano”.

Para Marco Cavaleri, “essas são apenas previsões baseadas nos dados existente. Mas ressalvo novamente que tudo isto no melhor cenário, pois sabemos que todas as vacinas em desenvolvimento podem não receber autorização e desaparecer”, indicou alertando que no processo também “pode haver atrasos”.

O director de estratégia da EMA mostrou-se bastante cético em relação às informações que sugerem a hipótese de uma vacina estar pronta já em Setembro próximo.

Quanto aos receios da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o novo coronavírus “nunca desapareça”, Marco Cavaleri tentou minimizar esses receios.

“Acho que é um pouco cedo para dizer, mas temos boas razões para estarmos optimistas de que as vacinas vão chegar”, disse Cavaleri, acrescentando: “Ficarei surpreendido se falharmos na tarefa de encontrarmos uma vacina para o covid-19”, sublinhou.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 14 de Maio de 2020

Estudo: Duas em cada três mulheres consomem analgésicos

Estudo: Duas em cada três mulheres consomem analgésicos - 

De acordo com um estudo estudo TGI da Marktest, as mulheres são quem mais refere tomar analgésicos ou medicamentos para as dores de cabeça, um comportamento de duas em cada três mulheres.

O estudo que remonta a 2019, indica que 4 771 mil portugueses referem ter tomado analgésicos ou medicamentos para as dores de cabeça, o que representa 55,7% dos residentes no Continente com 15 e mais anos.

Destes, 43,4% são homens e 66,7% são mulheres. O que significa que duas em cada três mulheres consumiu analgésicos ou medicamentos para as dores de cabeça, no período de referência.

Quanto às idades de quem toma estes medicamentos, os valores sobem com o avanço da idade, até um máximo de 68,3% entre os indivíduos dos 45 aos 54 anos, para depois voltar a baixar para 50,1% entre os indivíduos com mais de 64 anos.

Entre regiões, é no Litoral Norte que a percentagem de consumidores destes medicamentos é maior.

Quanto a classes sociais, é nas mais altas que o consumo é maior.

Os dados e análises apresentadas fazem parte do estudo TGI, propriedade intelectual da Kantar Media, e do qual a Marktest detém a licença de exploração em Portugal.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 13 de Maio de 2020