Farmácias "devem ser incluídas" no plano de vacinação

Farmácias "devem ser incluídas" no plano de vacinação - 

Portugal está em vigésimo lugar, em termos mundiais, e abaixo da média europeia da taxa de vacinação contra a COVID-19. No entender de José Crespo Carvalho, especialista em logística na Saúde, quando chegarem as vacinas ainda por entregar, não haverá capacidade para vacinar ao ritmo que está inscrito no plano - 300 mil pessoas por semana. Segundo este especialista, o plano de vacinação deve ser revisto, de forma a simplificar o processo, e deve integrar também as farmácias.

 

Fonte: Site da "RTP.pt/Noticias"  e autor em 20 de Janeiro de 2021

Infarmed proíbe comercialização das máscaras Dr. Family do Jinhua Jiadaifu Medical Supplies

Infarmed proíbe comercialização das máscaras Dr. Family do Jinhua Jiadaifu Medical Supplies - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) emitiu uma Circular Informativa a dar conta da proibição da colocação no mercado dos dispositivos médicos máscaras Dr. Family do fabricante Jinhua Jiadaifu Medical Supplies Co., Ltd, por não apresentarem marcação CE nem declaração de conformidade.

Visto que em Portugal não foram identificados registos da comercialização de dispositivos médicos deste fabricante, mas “atendendo a que existe livre circulação de produtos no Espaço Económico Europeu, o Infarmed recomenda que os dispositivos supramencionados não sejam adquiridos nem utilizados”, indica no seu portal.

De acordo com as normas existentes, “a detecção, em Portugal, destes dispositivos deve ser reportada à Direcção de Produtos de Saúde do Infarmed”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 20 de Janeiro de 2021

Parkinson: Estudo descobre mecanismo de plasticidade molecular

Parkinson: Estudo descobre mecanismo de plasticidade molecular - 

Um estudo da Universidade de Coimbra (UC), liderado pelo neurocientista Miguel Castelo-Branco, da Faculdade de Medicina, revela "um mecanismo surpreendente de reorganização funcional do cérebro".

Publicado na PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), revista da Academia Americana de Ciências, o estudo teve como objectivo "avaliar a capacidade de reorganização do cérebro na fase inicial de uma doença neurodegenerativa, a doença de Parkinson", refere a UC numa nota hoje divulgada.

A investigação, que foi desenvolvida com a colaboração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), "insere-se numa estratégia de estudar a capacidade que o cérebro tem de se readaptar ao longo da vida na saúde e na doença".

Para isso, a equipa, que também integra investigadores do Coimbra Institute for Biomedical Imaging and Translational Research (CIBIT) e do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), "combinou de forma única um conjunto de métodos funcionais e moleculares de imagem que permitissem avaliar os movimentos oculares" -- uma função que na doença de Parkinson está alterada muito precocemente -- dos participantes no projecto durante a realização de tarefas muito simples.

O resultado do estudo é surpreendente, porque "a plasticidade foi demonstrada a nível funcional e molecular no cérebro adulto, que se pensa ter menor plasticidade que o cérebro jovem", afirma, citado pela UC, Miguel Castelo-Branco.

"Para além do mais, este efeito foi observado numa fase inicial de uma doença neurodegenerativa, a doença de Parkinson. Isto mostra as reservas de compensação que o nosso cérebro tem, mesmo na adversidade", sublinha.

Sabendo-se que os sistemas visual e motor se modificam na doença de Parkinson, o artigo agora publicado, que tem como primeira autora a investigadora do CIBIT Diliana Rebelo, demonstrou que "a falência do sistema de execução de movimentos oculares é compensada nas fases iniciais da doença pelo recrutamento aumentado da parte do sistema visual que os programa".

Os autores do estudo detectaram ainda, usando a técnica de PET (tomografia por emissão de positrões), um mecanismo molecular que "explica esta compensação funcional ao nível das estruturas que estão na base da comunicação entre os neurónios: as sinapses".

Verificou-se, prosseguem os especialistas, que "os níveis de um tipo de receptores (D2) de dopamina, que é a molécula chave na doença de Parkinson, ajustavam-se em várias partes do cérebro, relacionadas com a programação de movimentos oculares. Esse ajustamento tinha uma relação íntima com o padrão de compensação funcional encontrado".

De forma mais simples, pode dizer-se que "há uma espécie de reorientação dos circuitos oculares, de reformação de conexões, mesmo a nível molecular. É quase como se houvesse um 'shift' para a parte mais posterior do cérebro", ilustra, citado pela UC, Miguel Castelo-Branco.

A descoberta de um elo entre plasticidade sináptica e reorganização da actividade cerebral na doença de Parkinson "abre caminho para, em trabalhos futuros, se entender os limites da reorganização do cérebro adulto e na aplicação à reabilitação neurológica", informa.

Ou seja, esclarece o docente da Faculdade de Medicina da UC, este estudo demonstra que "a reabilitação em doentes de Parkinson é possível. Estes resultados podem ter impacto para atrasar o declínio".

Por outro lado, "este trabalho também dá informação sobre o efeito dos fármacos, isto é, fornece informação que pode ser relevante para a terapêutica, porque a dopamina é a molécula central na doença de Parkinson".

"Ao olharmos para os mecanismos de compensação molecular, ficamos com muito mais informação sobre os efeitos terapêuticos dos fármacos", que "nomeadamente dá pistas para ajudar a prevenir efeitos secundários associados à terapêutica", conclui.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 20 de Janeiro de 2021.

IPST e Fepodabes apelam à dádiva de sangue devido a reservas nacionais baixas

IPST e Fepodabes apelam à dádiva de sangue devido a reservas nacionais baixas - 

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), através de comunicado enviado, apelou à dádiva de sangue, indicando que as suas reservas dão para entre quatro e 19 dias e que os grupos sanguíneos mais afectados são o A positivo, A negativo, O negativo e B negativo.

O IPST alerta ainda para o facto de os meses de Janeiro e Fevereiro serem “particularmente exigentes para a manutenção das reservas de sangue em níveis confortáveis”, devido ao frio e às constipações.

A isto junta-se a situação agravada pela pandemia de covid-19, as medidas de confinamento e as regras para garantir a segurança para dadores e profissionais.

Segundo o IPST, a 19 de Janeiro, o grupo sanguíneo A positivo, o mais prevalente na população portuguesa, tinha reserva para quatro dias, e o de O negativo”(dador universal) e B negativo tinha somente reserva para cinco dias.

Esta reserva é maior nos hospitais, que apesar de terem cancelado muitas intervenções cirúrgicas, continuam a precisar de sangue.

“A reserva estratégica nacional, que considera também as reservas existentes nos hospitais, é de 12 a 35 dias, consoante os grupos sanguíneos. Apesar da suspensão da actividade programada não urgente em alguns Hospitais, a necessidade diária de componentes sanguíneos mantém-se”, afirma o IPST.

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação apela assim à dádiva de sangue, relembrando que “mesmo em tempos de pandemia é possível continuar a ajudar a salvar vidas, já que nos locais de colheita foram reforçadas todas as medidas para que o acto se efectue com segurança” e as deslocação para efeitos de dádiva são permitidas pelas autoridades.

Este pedido surge depois do apelo feito pela Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepodabes), que esta terça-feira já tinha alertando para a baixa reserva nacional de sangue, com diversos grupos sanguíneos a apresentarem reservas inferiores a sete dias.

A Fepodabes apelou à dádiva, pois os grupos A positivo, O negativo e B negativo encontram-se com reservas para quatro dias, enquanto o O positivo, A negativo e o AB negativo “estão um pouco melhor, mas não estão bons”.

“As reservas nacionais de sangue apresentam neste momento níveis preocupantes em diversos grupos sanguíneos. Mesmo em pandemia os hospitais continuam a necessitar de sangue para dar resposta às necessidades dos seus doentes”, indicou a Fepodabes, pedindo aos portugueses para que mantenham as suas dádivas.

Em declarações ao Observador, Alberto Mota, presidente da Fepodabes, indicou que esta situação “pode piorar com o confinamento”, mesmo tendo em conta que a doação de sangue é permitida dentro da situação de confinamento que se vive neste momento. Isto porque “empresas onde eram feitas recolhas que estão agora em teletrabalho, há entidades (como os bombeiros) que já não permitem a recolha nas suas instalações e as unidades móveis também não podem circular”.

Lembrar que para ser dador de sangue, basta ter entre 18 e 65 anos (o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos), ter peso igual ou superior a 50 quilos e ter hábitos de vida saudável.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 20 de Janeiro de 2021

Bluepharma anuncia lançamento das primeiras embalagens de medicamentos para daltónicos

Bluepharma anuncia lançamento das primeiras embalagens de medicamentos para daltónicos - 

ColorADD é um sistema de identificação de cores para daltónicos, uma linguagem universal que representa as três cores primárias - azul, amarelo e vermelho - através de símbolos gráficos.

A Bluepharma anunciou esta terça-feira o lançamento de embalagens de medicamentos com sistema de identificação para daltónicos, o código ColorADD, destacando tratar-se da primeira farmacêutica no mundo a fazê-lo.

ColorADD é um sistema de identificação de cores para daltónicos, uma linguagem universal que representa as três cores primárias - azul, amarelo e vermelho - através de símbolos gráficos.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, o presidente da Bluepharma, Paulo Barradas Rebelo, refere que se trata de um “projecto pioneiro” mundial na área da indústria farmacêutica, que “procura minorar um problema que afecta 350 milhões de pessoas”.

“É com enorme satisfação e orgulho que desenvolvemos este projecto e que adoptamos este sistema inclusivo em todo o nosso portefólio”, afirma Paulo Barradas Rebelo, responsável máximo por aquela empresa com sede em Coimbra.

O criador do código ColorADD, o designer Miguel Neiva, reconhece ser “um momento de enorme satisfação”, salientando ser “inquestionável o valor desta parceria pioneira no sector farmacêutico”.

“Um caminho longo que vimos fazendo lado a lado e que, através de modelo de co-criação, se materializa hoje numa solução de grande impacto para um sector onde a cor é um factor relevante na comunicação e a independência aquisitiva do daltónico é determinante para fazer a escolha correcta sempre que a cor é um factor de diferenciação/identificação do medicamento”, sublinha Miguel Neiva.

O designer agradece “à Bluepharma e a toda a sua equipa que, com resiliência e determinação, promoveu esta solução inovadora junto da entidade reguladora, reforçando a certeza” de que estão juntos “no objectivo de promover a inclusão de todos”.

O daltonismo é uma limitação não visível, incurável, transmitida hereditariamente e que afecta cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, maioritariamente homens.

O ColorADD está implementado em vários países de forma transversal e em diversos sectores de actividade social e económico: transportes, vestuário, saúde e hospitais, cidades e espaços públicos, ambiente, material didáctico e jogos, educação, entre outros, acrescenta a nota de imprensa.

A Bluepharma, empresa farmacêutica de capitais portugueses, tem sede em Coimbra, lê-se no seu 'site'.

“Ao longo dos seus 20 anos, a Bluepharma transformou uma unidade industrial que empregava 58 pessoas e que operava para o mercado nacional num grupo farmacêutico de 20 empresas e que emprega, actualmente, mais de 700 colaboradores”, informa a nota, adiantando que a empresa “abriu delegações em quatro países (Espanha, Angola, Moçambique e EUA) e exportou, em 2019, 88% da sua produção para mais de 40 países”.

 

Fonte: Site da"TVI24.iol.pt" e autor em 19 de Janeiro de 2021.

Covid-19. Laboratórios garantem estar longe do limite da capacidade de testagem

Covid-19. Laboratórios garantem estar longe do limite da capacidade de testagem - 

Os especialistas defendem que é necessário testar mais e os laboratórios garantem que o limite máximo da capacidade para realização de testes ainda não foi atingido. Carlos Antunes, matemático da Universidade de Lisboa, indica que o número de testes deveria estar, “idealmente, a triplicar”

Os laboratórios privados e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) garantem não existir, neste momento, falta de capacidade para realização de testes de diagnóstico à covid-19. Ao "Jornal de Negócios", o INSA referiu que "os laboratórios têm a possibilidade de escalar a resposta, quer afectando mais recursos humanos ou alargando horários de funcionamento, se necessário".

A manter-se a tendência, tendo em conta que até agora já foram realizados 725 mil testes PCR, serão realizados este mês, no conjunto, mais de 1,4 milhões de testes - mais 24% do que em Novembro e mais 32% do que em Dezembro. "Não existindo constrangimentos no mercado, em termos de testes de diagnóstico ou qualquer outro material necessário à sua realização, tais como reagentes ou zaragatoas, Portugal encontra-se a testar de acordo com as necessidades colocadas pela actual situação epidemiológica e com possibilidade de aumentar essa capacidade se tal for necessário", explicou fonte do INSA.

Do lado dos laboratórios privados, o grupo Germano de Sousa garantiu "estar longe da capacidade máxima de produção".

Nos últimos dias, vários especialistas têm alertado para a necessidade de aumentar a capacidade de testagem a nível nacional. Ao "Jornal de Notícias", Carlos Antunes, matemático da Universidade de Lisboa, indicou que o número de testes deveria estar, "idealmente, a triplicar". "Antes do Natal, com 250 mil testes/semana estávamos a detectar 3500 casos em média, então com dez mil deveríamos estar a testar entre duas a três vezes mais. Mas, por enquanto, só estamos com 343 mil por semana."

Em relação à taxa de positividade, esta encontra-se "mais alta do que nunca". Também ao "Jornal de Notícias", Óscar Felgueiras, matemático especialista em epidemiologia da Universidade do Porto, refere que "medida a sete dias, está nos 19,1%". "E continua a subir. É uma loucura."

Neste momento, defende o matemático, "está a falhar tudo", incluindo "o rastreio de contactos com milhares de inquéritos epidemiológicos atrasados".

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 19 de Janeiro de 2021.