Covid-19: SNS24 ultrapassa recorde semanal de chamadas

Covid-19: SNS24 ultrapassa recorde semanal de chamadas - 

O SNS24 atingiu um novo recorde semanal de chamadas atendidas. Este foi atingido entre 11 e 17 de Janeiro, com um aumento da procura para mais do dobro, de 126.860 para 279.279 chamadas.

De acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde, só na última sexta-feira foi atendido o maior número de chamadas desde que a linha está em funcionamento.

“Na última sexta-feira, dia 15 de Janeiro, foram atendidas 45.808 chamadas, o valor mais elevado de sempre, superando o dia anterior, o segundo maior de sempre, em que se tinham registado 43.487 chamadas”, indica a nota.

Segundo o Ministério da Saúde, Janeiro já é o terceiro mês, apesar de ainda irmos a meio, com maior número de chamadas atendidas de sempre no SNS24, com 553.645, superando o total do mês de Dezembro de 2020.

O comunicado indica ainda que a “a Linha de Aconselhamento Psicológico (LAP) atendeu, desde 01 de Abril, 61.068 chamadas, 4.728 das quais de profissionais de saúde”, e que também já foram efectuadas 907 triagens intermediadas por intérprete de Língua Gestual Portuguesa na plataforma de atendimento por videochamadas destinada aos cidadãos surdos, que está disponível no sítio na Internet do SNS24 desde o dia 21 de Abril de 2020.

Neste momento, o SNS24 conta com mais de cinco mil profissionais de saúde que prestam serviço na linha, compostos na maioria por enfermeiros, mas também psicólogos, farmacêuticos, administrativos, médicos-dentistas, intérpretes de Língua Gestual Portuguesa e estudantes de medicina do sexto ano.

A linha SNS24 está distribuída por oito centros de contacto em Lisboa, Porto, Braga, Algarve, Covilhã e Vila Nova de Gaia, ou à distância, num total de 369 postos de atendimento.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 19 de Janeiro de 2021

Portugal é dos países da UE que menos gasta em cuidados de saúde preventivos

Portugal é dos países da UE que menos gasta em cuidados de saúde preventivos - 

Abaixo de Portugal, apenas se encontram cinco países europeus: Roménia, Grécia, Chipre, Malta e Eslováquia.

Portugal é o sexto país da União Europeia que gasta uma menor percentagem das despesas correntes referentes à saúde em cuidados preventivos. Dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat mostram que, no que toca à média dos países da União Europeia, a despesa pública e privada em cuidados preventivos representou 2,8% da despesa total com saúde em 2018, percentagem que baixa para os 1,7% no caso português.

Abaixo de Portugal, apenas se encontram cinco países europeus neste âmbito: Roménia (1,4%), Grécia (1,3%), Chipre (1,3%), Malta (1,3%) e Eslováquia (0,8%). Em sentido oposto, Itália (4,4%), Finlândia (4,0%), Estónia (3,3%), Países Baixos (3,3%) e Suécia (3,3%) são os que mais investem no cuidado preventivo de doenças.

Considerando a despesa gasta em cuidados de saúde preventivos por habitante, Portugal apresenta-se um pouco melhor classificado, embora bastante abaixo da média europeia, que se fixa nos 82 euros por cidadão. Assim, Portugal gastou, em 2018, uma média de 32 euros em cuidados preventivos com cada um dos seus habitantes, fixando-se na 16.ª posição da tabela que engloba os 27 Estados-membros da União Europeia.

Neste sentido, a Suécia (165 euros por cidadão), a Finlândia (152 euros por habitante) e a Alemanha (148 euros por pessoa) são os que mais gastam no âmbito da prevenção de doenças. Ao contrário daquilo que ocorre nestes países, é na Eslováquia (8 euros por indivíduo) e na Roménia (8 euros por habitante) que menos se investe neste campo da saúde.

De destacar ainda como o Reino Unido se sobrepõe a todos os países que fazem parte da União Europeia, tanto no que diz respeito ao valor gasto em cuidados preventivos por cidadão (185 euros por habitante), bem como no que toca à percentagem gasta com este tipo de intervenções, considerando a totalidade da despesa tida na área da saúde (5,1%).

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 18 de Janeiro de 2021.

Covid-19: ARS contratam profissionais e recorrem a militares e médicos internos para rastrear cadeias de transmissão

Covid-19: ARS contratam profissionais e recorrem a militares e médicos internos para rastrear cadeias de transmissão - 

No Norte foram contratados 94 profissionais e em Lisboa e Vale do Tejo há um concurso a decorrer. ARS contam com a ajuda de militares, médicos internos, estudantes de enfermagem e profissionais cedidos pelos municípios para a realização dos inquéritos epidemiológicos

Nos últimos meses foram contratados dezenas de profissionais para reforçar as equipas de saúde pública para rastrear as cadeias de transmissão da covid-19. De acordo com o "Jornal de Notícias", a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte contratou 94 pessoas, dos quais 52 licenciados. "Outras contratações poderão acontecer, se a necessidade o justificar", adiantou a ARS daquela região.

Já em Lisboa e Vale do Tejo, a respectiva ARS referiu ao "Jornal de Notícias" que foram contratados 40 profissionais licenciados para integrarem o Gabinete Regional de Intervenção para a Supressão da Covid-19. Neste momento, está também a decorrer um concurso para recrutamento de licenciados nas áreas de psicologia, nutrição, fisioterapia, higiene oral, e medicina dentária para realização dos inquéritos epidemiológicos. Por estar ainda aberto, "é prematuro adiantar mais informações" sobre o concurso, referiu a ARS.

Além das contratações feitas directamente pelas ARS, estão também a colaborar nos inquéritos epidemiológicos, militares, médicos internos e outros profissionais cedidos pelos municípios. Por exemplo, a região de Lisboa e Vale do Tejo conta com mais de 200 militares, mais de 100 médicos internos e cerca de 80 trabalhadores dos vários municípios, como técnicos superiores, assistentes técnicos, técnicos de serviço social, psicólogos e nutricionistas.

No Norte colaboram também estudantes de enfermagem e enfermeiros em especialização e, na região Centro, estão 54 militares e "várias dezenas" de médicos internos de Saúde Pública a realizar os inquéritos epidemiológicos.

Na semana passada, durante a reunião no Infarmed, os especialistas referiam que é desconhecida a origem de 87% dos casos positivos - ou porque as pessoas não sabiam a origem da infecção, ou porque nunca foram contactadas.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 18 de Janeiro de 2021.

Farmacêutica Sanofi poderá fabricar vacinas de concorrentes

Farmacêutica Sanofi poderá fabricar vacinas de concorrentes - 

A farmacêutica Sanofi e o governo francês estão a estudar a possibilidade de o grupo francês usar as suas cadeias de produção para fabricar vacinas contra a covid-19 dos laboratórios Pfizer-BioNTech e Janssen.

O grupo farmacêutico francês está a desenvolver duas vacinas, mas que não deverão estar disponíveis antes do final de 2021.

A ministra francesa da Economia, Agnès Pannier-Runacher, disse esta sexta-feira que pediu ao grupo que estudasse a possibilidade de, entretanto, disponibilizar as suas cadeias de produção para a fabricação de vacinas anti-covid de outros grupos farmacêuticos como a BioNTech e a Janssen.

Sem citar o nome do laboratório, a Sanofi, citada pela agência AFP, indicou que "avalia em particular a viabilidade técnica de realizar temporariamente certas etapas de fabricação para apoiar outros fabricantes de vacinas covid-19", enfatizando que é "nesta fase" uma "reflexão ainda muito preliminar".

Segundo a ministra francesa, a questão é antes de mais de natureza "técnica", se tem equipas suficientes e quanto tempo demoraria a desenvolver esta produção.

A farmacêutica francesa Delpharm anunciou em Novembro que produziria parte das vacinas contra a covid-19 da Pfizer-BioNTech, na sua fábrica na Normandia.

A fábrica da sua concorrente Recipharm, por sua vez, deverá produzir a vacina da Moderna a partir do final de Fevereiro ou início de Março, especificou a ministra Pannier-Runacher em 8 de Janeiro.

O porta-voz do governo francês Gabriel Attal disse na sexta-feira que as vacinas "produzidas em território francês" entrarão "na cota" de vacinas encomendadas pela União Europeia e distribuídas para a França de acordo com sua população.

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 15 de Janeiro de 2021.

Sociedade de Oncologia alerta que "o cancro não espera em casa"

Sociedade de Oncologia alerta que "o cancro não espera em casa" - 

A Sociedade Portuguesa de Oncologia alerta os doentes para a importância de não ficarem em casa, por medo da pandemia, lembrando que os hospitais são seguros e que é importante manter o contacto para não atrasar diagnósticos.

A campanha "O Cancro não Espera em Casa", da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), pretende lembrar a importância do diagnóstico atempado e do acompanhamento dos doentes oncológicos, insistindo que o doente não pode deixar de procurar ajuda médica, mesmo em tempo de pandemia e com um novo confinamento, que hoje começou.

"A campanha pretende sensibilizar a população para estar atenta a sintomas que possam estar relacionados com o diagnóstico de cancro, para as pessoas não deixarem de procurar ajuda médica", afirma a presidente da SPO, Ana Raimundo, sublinhando que, se for preciso fazer um diagnóstico, ele deve ser feito "o mais precocemente possível", evitando fases mais avançadas da doença.

Em declarações à agência Lusa no dia em que arrancou um novo confinamento imposto pelo Governo, Ana Raimundo afirma: "Parece um contrassenso [dizer para a pessoa não ficar em casa] mas na realidade não é. É nas fases mais difíceis que não nos podemos esquecer que existem outras doenças [além da covid-19]".

A especialista lembra os efeitos que o primeiro confinamento, no ano passado, teve nestes e noutros doentes, com os rastreios a ficarem suspensos, a maioria das consultas nos centros de saúde a fechar e as consultas de especialidade nos hospitais a diminuírem, o que levou a "uma quebra muito acentuada nos novos diagnósticos".

De acordo com a SPO, o impacto da pandemia causou uma quebra de 60 a 80% dos novos diagnósticos de cancro e, segundo estimativas da Liga Portuguesa Contra o Cancro, mais de mil cancros da mama, do colo do útero, colorretal e de outros tipos ficaram por diagnosticar em 2020, devido à redução dos rastreios por causa da covid-19.

Reconhecendo que a covid-19 representa um risco acrescido, uma vez que os doentes oncológicos são imunodeprimidos pela doença e pelo tratamento e que isso se reflecte no acesso às consultas e aos tratamentos, Ana Raimundo sublinha: "o que tinha de ser feito para tornar o percurso dos doentes [no hospital] mais seguro foi feito e os serviços reorganizaram-se".

"Depende do sistema de saúde, mas também das populações", frisa a especialista, insistindo que os hospitais são locais seguros.

A presidente da SPO diz que se observou uma recuperação de diagnósticos no final do ano passado, a partir de Setembro/Outubro", e explica: "Agora estamos numa terceira fase e vamos ter novamente limitações em termos de consultas e meios com diagnóstico. Esta campanha destina-se exactamente a lembrar que as outras doenças [além da covid-19] continuam e não podem ser esquecidas".

"Tendo em atenção a capacidade de resposta e as prioridades, temos de fazer algo para diagnosticar o mais rápido possível", afirmou a responsável, sublinhando que é preciso continuar a encontrar alternativas e mecanismos de resposta a estes doentes.

A especialista considera que, neste momento, as situações mais complicadas estão nos centros de saúde, porque muitos médicos de medicina geral e familiar estão com tarefas ligadas aos rastreios epidemiológicos da covid-19, e nas cirurgias, pois em muitos casos implicam o recurso a camas de cuidados intensivos e equipas e o sistema está sobrecarregado.

Um despacho da ministra da Saúde enviado na quarta-feira para os hospitais decretou a suspensão da actividade não urgente e o adiamento da actividade cirúrgica programada de prioridade normal ou prioritária, desde que não implique risco para o doente, mas o documento não se aplica a hospitais como o Instituto Português de Oncologia.

Na primeira semana de 2021 foi atingido o número máximo de internamentos por covid-19 nas instituições do Serviço Nacional de Saúde desde o início da pandemia.

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios" e autor em 15 de Janeiro de 2021.

Farmacêutica investe 15 milhões numa fábrica de vacinas em Paredes de Cour

Farmacêutica investe 15 milhões numa fábrica de vacinas em Paredes de Coura - 

A farmacêutica Zendal, que tem sede em Porriño, na Galiza, está a investir cerca de 15 milhões de euros na construção de uma fábrica de vacinas em Paredes de Coura.

Segundo noticia esta quinta-feira o jornal galego "Faro de Vigo", citando o CEO da empresa, Andréz Fernandez, a unidade deverá estar concluída até ao final deste ano, para passar a produzir vacinas. Prevê-se que vá empregar 30 pessoas numa fase inicial.

Para a criação dos referidos postos de trabalho, dos quais cerca de metade serão quadros superiores, a empresa "contará com a colaboração de centros de formação profissional, universidades e centros tecnológicos do Norte de Portugal".

"Poder criar e ampliar fronteiras faz parte de um processo de crescimento que nos deixa orgulhosos, tendo sempre como base central a nossa origem na Galiza", declarou Andréz Fernandez ao diário espanhol, referindo que a nova fábrica de Paredes de Coura "faz parte de um plano ambicioso de criar um polo bioteconológico Galiza-Norte de Portugal".

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 14 de Janeiro de 2021.