Projeto-piloto de dispensa de medicamentos antirretrovíricos chega às farmácias

Projeto-piloto de dispensa de medicamentos antirretrovíricos chega às farmácias -  

Foi ontem lançado um projeto-piloto de dispensa de medicamentos antirretrovíricos nas farmácias comunitárias, em Lisboa, na presença do ministro da Saúde, que vai permitir «aumentar a adesão, comodidade e acesso à terapêutica» do VIH por parte dos doentes, segundo a agência “Lusa”.

Segundo o Ministério da Saúde, graças a esta iniciativa, muitos doentes que até agora tinham de percorrer longas distâncias, todos os meses, para se deslocarem ao hospital e levantarem a sua medicação VIH (SIDA), poderão passar a levantar a sua terapêutica, de forma mais cómoda, numa farmácia da sua preferência.

Com esta iniciativa, o Ministério da Saúde diz pretender a «valorização do papel das farmácias comunitárias enquanto agentes de prestação de cuidados, apostando no desenvolvimento de medidas de apoio à utilização racional do medicamento e aproveitando os seus serviços, em articulação com as unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para nelas ensaiar a delegação parcial da administração de terapêutica oral em oncologia e doenças transmissíveis enquanto uma das medidas prioritárias do seu programa».Nesse contexto, foi realizado um rigoroso processo de formação de farmacêuticos de 300 farmácias na área de Lisboa e arredores, organizado pela Ordem dos Farmacêuticos.

O evento, realizado na farmácia Estácio, em Xabregas, com a participação do ministro Adalberto Campos Fernandes, serviu para assinalar o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, tendo o programa envolvido o Infarmed, a Imperial College de Londres, a Direção-Geral da Saúde, a Ordem dos Farmacêuticos, a Associação Nacional das Farmácias, a Associação de Farmácias de Portugal, a Groquifar, e o Centro Hospitalar de Lisboa Central.

O projeto-piloto está a ser coordenado pelo Imperial College de Londres e foi aprovado pela Comissão de Ética da Administração Regional de Saúde - Lisboa e Vale do Tejo ARS-LVT e envolverá cerca de 800 doentes com VIH (SIDA), acompanhados no Hospital Curry Cabral, cuja participação será de cariz voluntário.

Fonte: site "Netfarma" e autor em 2 de Dezembro de 2016

Centro Hospitalar do Porto é o melhor do país

Centro Hospitalar do Porto é o melhor do país -  

O Centro Hospitalar do Porto voltou a ser distinguido como o melhor hospital entre os maiores do país.

O Centro Hospitalar Póvoa de Varzim / Vila do Conde, os hospitais de Cascais e de Braga e a Unidade Local de Saúde de Matosinhos completam o "TOP 5" dos melhores hospitais do Serviço Nacional de Saúde.

Os prémios do "Top 5'16 - A Excelência dos Hospitais" atribuídos pela multinacional IASIST foram entregues, ao final da manhã desta terça-feira, em Lisboa, na presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.

À exceção do Hospital de Cascais, todos os outros vencedores são da região de saúde do Norte.

O Centro Hospitalar do Porto - do qual faz parte o Hospital de Santo António, o Centro Materno - Infantil do Norte e o Joaquim Urbano - e o Hospital de Braga, gerido em parceria público-privada pela José de Mello Saúde, consolidam o reconhecimento, repetindo o primeiro lugar dos respetivos grupos.

Na avaliação da IASIST, empresa que se dedica à realização de estudos de benchmarking na área da Saúde, os hospitais são divididos em cinco grupos, definidos segundo critérios da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), e comparados com outros de mesma dimensão e nível de diferenciação.

Em cada grupo são nomeados três finalistas, entre os quais é escolhido o vencedor.

O estudo avalia o desempenho dos hospitais em 2015, analisando indicadores de qualidade assistencial (índices de mortalidade, de complicações, de readmissões e de cesarianas) e indicadores de eficiência (índices de demora média, de cirurgia ambulatória, número de doentes por médico e por enfermeiro e custos operacionais por doente padrão).

No grupo das maiores e mais diferenciadas unidades do país, o Centro Hospitalar do Porto bateu-se na final frente ao Centro Hospitalar de São João e ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O Hospital de Braga voltou a destacar-se diante dos finalistas Centro Hospitalar Tondela - Viseu e Hospital Espírito Santo, em Évora.

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos destronou a ULS do Alto Minho, que tinha ficado em primeiro lugar no ano passado e este ano estava novamente nomeada para a final. Neste grupo das Unidades Locais de Saúde estava também nomeada a ULS do Nordeste.

O Centro Hospitalar Póvoa do Varzim / Vila do Conde venceu os finalistas Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos (vencedor 2015) e o Hospital de Vila Franca de Xira.

O Hospital de Cascais conquistou o lugar que no ano passado tinha sido ocupado pelo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa. Neste grupo tinha sido também nomeado o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

Todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde aceitaram participara no estudo "Top 5 - A excelência dos hospitais portugueses".

Apesar de a ACSS definir um grupo dos institutos de oncologia (Porto, Coimbra e Lisboa), o desempenho dos IPO não são analisados neste estudo da IASIST.

Fonte: jornal "JN" e autor em 30 de Novembro de 2016

Médicos, enfermeiros e farmacêuticos entram em inspeções aos lares

Médicos, enfermeiros e farmacêuticos entram em inspeções aos lares -  

Acordos com regulador e Inspeção-Geral da Saúde permite que ordens profissionais acompanhem fiscalizações a entidades privadas.

As ordens dos enfermeiros, dos médicos e dos farmacêuticos assinaram um protocolo com a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e com a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que permitirá que acompanhem as duas entidades em inspeções e auditorias a unidades privadas e do setor social, como hospitais e lares onde se prestam cuidados de saúde. Esta última, reforça a bastonária dos enfermeiros, é uma das áreas com mais problemas.

São dezenas de queixas que têm chegado à Ordem dos Enfermeiros. Situações que se repetem, de lares sem enfermeiro, mas com uma auxiliar "que nem formação para tal tem, que faz de enfermeira": desde o controlo, a preparação e a administração de medicamentos até à realização de pensos. "A maioria dos utentes precisam de cuidados de saúde e os lares não os asseguram. As queixas que recebemos reencaminhamos para o Ministério Público, por usurpação de funções quando alguém está a desempenhar as funções de enfermagem, e para a IGAS", diz Ana Rita Cavaco, bastonária dos enfermeiros.

Com os protocolos de cooperação será possível conhecer melhor a realidade destas instituições, indica a bastonária. "Esta é uma das áreas prioritárias para nós. Só podíamos entrar nos lares se nos permitissem a entrada. Com estes protocolos com a ERS e a IGAS, que é tutelada pelo Ministério da Saúde, podemos acompanhá-las nas visitas que fizerem e assim perceber, do ponto de vista da regulação da profissão, o que está a acontecer", refere, acrescentando que as ações procuram ser preventivas, dando tempo às instituições para que possam resolver os problemas que venham a ser detetados e assegurar melhores cuidados.

Miguel Correia, vice-presidente do conselho jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros, reforça as palavras da bastonária e a importância que a assinatura dos dois protocolos tem para garantir melhores condições aos utentes dos lares. "O que temos são enfermeiros a tempo parcial. A nossa perceção é baseada nas queixas que chegam à ordem feitas por utentes, de familiares ou de colegas, de que as regras não têm sido cumpridas. Pela primeira vez, com estes protocolos, a ordem vai poder participar com estas entidades em ações inspetivas conjuntas. Agora somos parceiros e iremos contribuir para que se possam realizar mais ações. Para nós esta é uma questão importante, mas é-o ainda mais para todos os utentes", afirma.

Sobre a obrigatoriedade da presença de enfermeiros em lares, Miguel Correia afirma que a legislação em vigor não deixa dúvidas. "Para nós a lei é clara e deve existir um enfermeiro 24 horas por dia. Refere também que deve haver um enfermeiro por cada 40 residentes e sempre que a dependência for elevada o rácio diminui de um para cada 20 residentes."

A legislação que está em vigor é de 2012 e já não a de 1998, que embora desse indicação de um enfermeiro por cada 40 utentes não fazia referência à necessidade de ter pessoal para assegurar a prestação de serviços todo o dia. Apesar da mudança na lei, Miguel Correia considera que é preciso ir mais longe. "Não estamos satisfeitos com estes números, achamos que os rácios devem ser menores. Os lares são quase um prolongamento dos internamentos dos hospitais", diz, para reforçar que as necessidades de cuidados se mantêm mesmo fora das unidades hospitalares.

Mais oportunidades de colaborar

Ana Paula Martins, bastonária dos farmacêuticos, enaltece os protocolos assinados com a ERS e com a IGAS. "Este é um passo de grande importância. Pela primeira vez estas duas entidades com capacidades de inspeção e as ordens reguladoras destas três profissões da saúde assinaram um protocolo. Vai permitir uma colaboração mais estreita e mais oportunidades para entrar com estas entidades [em unidades do setor privado e social] que têm missões inspetivas que a ordem não tem. Vai permitir ver como os profissionais estão a desempenhar as suas ações e poder contribuir com propostas para os portugueses terem mais saúde."

Segundo a bastonária, os dois acordos vão "permitir a existência de uma bolsa de peritos em áreas técnico-científicas muito específicas para trabalhar com a ERS e com a IGAS e às ordens darem formação de forma que nas auditorias a sensibilização para detetar não conformidades seja maior e propor nos relatórios melhorias que sejam mais eficazes".

Fonte: jornal "Diário de Notícias" e autor em 29 de Novembro de 2016

Medicamentos para deixar de fumar vão ser comparticipados em 37%

Medicamentos para deixar de fumar vão ser comparticipados em 37% -  

Os medicamentos para deixar de fumar sujeitos a receita médica vão ser comparticipados pelo Estado em 37% do seu valor, a partir do próximo ano, uma medida que deverá custar 1,3 milhões de euros por ano, segundo fonte oficial.

Esta é uma das novas medidas de prevenção do tabagismo que o Ministério da Saúde apresentou, no centro de saúde de Sete Rios, em Lisboa, na presença do ministro Adalberto Campos Fernandes.

A comparticipação de fármacos de cessação tabágica leva em conta que «existe evidência que comprova que o uso de fármacos na cessação tabágica aumenta as taxas de abstinência».

«As taxas de sucesso aumentam quando o uso de fármacos é acompanhado por apoio comportamental. A redução de barreiras ao processo de mudança comportamental aumenta o número de tentativas e a probabilidade de estas serem bem-sucedidas», acrescenta o Ministério da Saúde, citado pela "Lusa".

A redução do custo do tratamento farmacológico – que assim ficará a custar apenas 63% do seu valor, desde que receitado pelo médico – permitirá «atingir estratos da população economicamente mais carenciados, para os quais a barreira “preço” é naturalmente mais significativa e potencialmente impeditiva da decisão de parar de fumar».

Em 2017, deverão ainda ser criadas 42 novas consultas de cessação tabágica a nível nacional. O objetivo é garantir pelo menos uma consulta aberta de cessação tabágica por Agrupamento de Centro de Saúde (ACES).

Até ao final do ano, o Ministério da Saúde quer que exista cobertura de pelo menos uma consulta de cessação tabágica por ACES. Neste ano, foram abertas 145 consultas abertas para cessação tabágica. Em 2017, deverão ser abertas mais 42 novas consultas, num total de 187.

Com vista à proteção da exposição ao fumo ambiental do tabaco, o governo aprovou em Conselho de Ministros uma Proposta de Lei que determina a proibição de tabagismo num perímetro de cinco metros de distância de instituições de saúde ou estabelecimentos frequentados por crianças, a qual encontra-se em discussão na Assembleia da República.

Fonte: site "Netfarma" e autor em 28 de Novembro de 2016

Crise faz aumentar consumo de antidepressivos e de ansiolíticos em Portugal

Crise faz aumentar consumo de antidepressivos e de ansiolíticos em Portugal -   

A crise económica que tem afetado Portugal tem contribuído para o aumento do consumo de antidepressivos e ansiolíticos. Este é um dos resultados preliminares do projeto “Crisis Impact”, que avalia os efeitos da crise económica sobre a saúde mental das populações em Portugal, e que será apresentado hoje, durante o Fórum Gulbenkian de Saúde Mental.

O estudo, da autoria de José Caldas de Almeida, presidente do Lisbon Institute of Global Mental Health, baseia-se numa atualização do estudo nacional de saúde mental de 2008-2009, permitindo comparar os dados do início da crise com os do final de 2015.

A conclusão que mais ressalta do estudo é o «aumento significativo da prevalência de problemas de saúde mental durante este período», evidenciando uma relação estreita com os fatores sociais e económicos resultantes da crise, avançou a agência “Lusa”.

Segundo os dados preliminares, os problemas de saúde mental passaram de uma prevalência de 19,8% em 2008, para 31,2% em 2015, um aumento que se verificou em todos os níveis de gravidade, mas sobretudo nos casos de maior gravidade.

Nos problemas ligeiros passou-se de 13,6% para 16,8% (um aumento de três pontos percentuais), nos problemas moderados de 4,4% para 7,6% (3,2 pontos percentuais), e nos problemas mais graves de 1,8% para 6,8% (5 pontos percentuais).

A prevalência de problemas de saúde mental em 2015 foi mais elevada entre as mulheres, os idosos, os viúvos e separados e as pessoas com baixa escolaridade.

Quanto à relação destes problemas com a crise económica - nomeadamente a diminuição de rendimentos, o desemprego, a privação financeira e a descida de estatuto socioeconómico – o estudo demonstra que estão significativamente associados, revelando igualmente elevados padrões de perturbações depressivas e de ansiedade.

Mais de 40% das pessoas da amostra do estudo reportaram descida de rendimentos desde 2008, cerca de metade por corte de salários e pensões, 14% por desemprego, 6% por mudança de emprego e 5% por reforma.

Os que referem não ter rendimentos suficientes para pagar as suas despesas são quase 40% da amostra e apresentam uma prevalência significativamente mais elevada de problemas de saúde mental do que as que não sentem privação financeira.

Fonte: site "Netfarma" e autor em 25 de Novembro de 2016

Portugueses vão saber mais sobre investigação de medicamentos através de uma nova plataforma

Portugueses vão saber mais sobre investigação de medicamentos através de uma nova plataforma -  

Os portugueses poderão saber mais sobre investigação de medicamentos e ensaios clínicos, a partir de amanhã, na nova plataforma nacional EUPATI que irá disponibilizar informações «credíveis» sobre o desenvolvimento de tratamentos clínicos.

«A nossa ambição, do EUPATI Portugal, será que esta plataforma se desenvolva como referência para a sociedade e para os doentes, em termos de informação credível e de qualidade, relativa aos diferentes aspetos da saúde e do desenvolvimento de medicamentos», disse hoje à agência “Lusa” Beatriz Lima, uma das responsáveis pelo projeto.

«As pessoas, em vez de fazerem pesquisas pouco diferenciadas na internet, poderão, ao saber da existência do site EUPATI e da informação que está associada, informar-se com mais confiança», realçou Beatriz Lima, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, uma das entidades parceiras.

Além da procura de novos parceiros, está também a ser iniciado o trabalho de tradução para português das ações de formação e dos textos informativos disponibilizados na plataforma internacional.

«Está previsto que o conjunto dos cursos que já foram desenvolvidos no âmbito do projeto EUPATI serão traduzidos para português. Trata-se de ações de informação e de formação dos doentes na área do desenvolvimento de medicamentos e da investigação clínica», explicou.

Na sexta-feira, o lançamento oficial da plataforma nacional vai ocorrer durante uma conferência na qual serão abordados temas relacionados com ensaios clínicos em Portugal e com a intervenção dos doentes nestes ensaios, um evento que conta com a participação de uma representante da plataforma internacional EUPATI, Ingrid Klingmann. A iniciativa irá decorrer no auditório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

O projeto integra representantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, da Universidade de Aveiro, do INFARMED, da APIFARMA, da Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas e da Associação Nacional de Displasias Ósseas (ANDO).

As plataformas nacionais do EUPATI juntam parceiros em saúde, entre pacientes, universidades e investigação e Indústria Farmacêutica, mas recebe adesões de representantes das autoridades nacionais, decisores políticos, profissionais de saúde, jornalistas da área da saúde ou intervenientes na área.

O objetivo é disponibilizar ao público «conhecimento objetivo, credível, correto e atualizado acerca dos processos de investigação e desenvolvimento de medicamentos», além de contribuir para «a literacia em investigação clínica», e facilitar o envolvimento dos pacientes como parceiros, com a academia, autoridades, indústria e nas comissões de ética, refere uma informação do EUPATI.

Fonte: site "Netfarma" e autor em 24 de Novembro de 2016