Covid–19: Farmácias em Inglaterra começam a vacinar grupos prioritários

Covid–19: Farmácias em Inglaterra começam a vacinar grupos prioritários - 

De acordo com a BBC, as farmácias em Inglaterra começaram, esta quinta-feira, a vacinar pessoas dos grupos prioritários, estabelecidos no Plano de Vacinação daquele país. 

Foram seis farmácias as escolhidas para administrar as vacinas da Oxford/AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech. 

Os primeiros a serem vacinados pertencem a grupos de risco e receberam uma “carta-convite” em casa para se deslocarem à farmácia. 

Segundo o noticiado, estas farmácias foram escolhidas pela sua dimensão, sendo capazes de administrar a vacina a um elevado número de pessoas, num espaço amplo, de modo a garantir o distanciamento social. As farmácias têm capacidade para administrar mil vacinas por semana e espaço suficiente para armazenar, no frio, todas as doses. 

A BBC avança ainda que mais de 70 farmácias já começaram a aceitar agendamentos para vacinação na próxima semana. O objectivo é chegar às 200 farmácias na próxima quinzena. 

Até ao momento, o Reino Unido já vacinou mais de 2,6 milhões de pessoas, em hospitais, casas de saúde, clínicas e centros de vacinação. 

A extensão da vacinação às farmácias surge numa altura em que o Reino Unido bate recordes no número de mortes diárias.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 14 de Janeiro de 2021

SNS alerta para sms falso sobre vacinação

SNS alerta para sms falso sobre vacinação - 

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a alertar para a circulação de uma mensagem falsa que está a ser enviada aos cidadãos em seu nome, a convocá-los para serem vacinados contra a covid-19.

"Atenção: está a circular uma mensagem fraudulenta em nome do SNS. Se a receber, por favor, ignore", avisa o SNS, nas redes sociais.

A mensagem falsa diz: "Ex.mo(a) Senhor(a), Vimos, pela presente informar, que o Serviço Nacional de Saúde seleccionou-lhe para o Plano de Vacinação contra a COVID-19 - Primeira Fase - Seguem em anexo todos os dados e informações necessárias seguindo o calendário de distribuição das vacinas. Seu número de adesão: V7RS6. A Vacina não dispensa medidas de protecção da COVID-19. Dep. de Comunicação SNS. Jaime Gama Sodre".

De recordar que na primeira fase da vacinação contra a covid-19 em Portugal, a terminar em Abril, apenas são inoculados os profissionais de saúde; os profissionais das forças de segurança, das forças armadas e de serviços críticos; os profissionais e residentes em lares de idosos; os profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e as pessoas com 50 ou mais anos com uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal e doença respiratória crónica com suporte ventilatório.

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 14 de Janeiro de 2021.

Estirpes do vírus da gripe são mais violentas este ano, avisa especialista

Estirpes do vírus da gripe são mais violentas este ano, avisa especialista - 

"Por haver taxas de vacinação inadequadas na população, nos grupos de maior risco, [há mais perigo] de adoecerem com gravidade", sublinha o médico infecciologista.

O especialista em doenças infecciosas Francisco Antunes adverte que este ano as estirpes do vírus da gripe sazonal são mais violentas e, por haver “taxas de vacinação inadequadas na população”, poderá existir maior risco para as pessoas mais vulneráveis.

“O mais complexo e pior do ponto de vista da saúde pública é este ano a gripe sazonal ter aspectos de (maior) gravidade. Por as estirpes serem mais violentas, por haver taxas de vacinação inadequadas na população, nos grupos de maior risco, como as crianças, os idosos e as grávidas, (há mais perigo) de adoecerem com gravidade e mesmo de morrerem”, disse Francisco Antunes, que falava à Lusa a propósito do ‘webinar’ “Gripe e COVID-19: A tempestade perfeita?”.

“Estamos em plena campanha de vacinação contra a gripe sazonal e teve início aos soluços o plano de vacinação contra a covid-19” disse Francisco Antunes, adiantando que neste contexto surgem questões como saber se a infecção pelo vírus da gripe agrava a evolução da covid-19, saber se a vacinação contra a gripe pode proteger contra a covid-19 e saber se as as medidas de mitigação que estão a ser usadas actualmente e que vão ser reforçadas para a covid-19 podem reduzir o peso da gripe sazonal.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) estimam que entre 28 de Dezembro e 03 de Janeiro a taxa de incidência de síndrome gripal era de 5,39 por 100.000 habitantes, valor que “deve ser interpretado tendo em conta que a população sob observação foi menor do que a observada em período homólogo de anos anteriores”.

No início de 2020, quando ainda circulava o vírus da gripe e emergiu o coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, verificou-se “uma atenuação relativamente aos casos de gripe sazonal”, disse Francisco Antunes, considerando que essa situação esteve associada às medidas de mitigação que foram adoptadas na altura para a covid-19.

“É evidente que o frio leva a que as pessoas se mantenham mais em casa, mas quando circulam fora de casa em espaços fechados estão mais próximas umas das outras e a temperatura, o frio e a baixa da humidade são factores relevantes para o risco de transmissão das doenças respiratórias”, adiantou.

Sobre o excesso de mortalidade que se tem verificado, Francisco Antunes disse ser “perfeitamente admissível” porque “o Serviço Nacional de Saúde já entrou em ruptura” com “a incapacidade” de dar resposta, por exemplo, às cirurgias programadas, assinalando que ao mesmo tempo que há “uma redução substancial de testes (à covid-19), que são fundamentais para quebrar as cadeias de transmissão”.

“A sensação que tenho é que estamos a voar neste momento sem uma bússola”, lamentou, considerando que o país está “numa corrida contra o tempo”, considerando que os efeitos da vacina só se vão sentir no próximo ano.

Francisco Antunes defendeu que a vacinação contra a covid-19 deveria abranger desde já o maior número de pessoas, protelando a administração da segunda dose.

“Há vários países que já adoptaram essa estratégia”, salientou. Quanto às medidas de confinamento que hoje vão ser anunciadas, defendeu que já deviam ter sido tomadas há 15 dias, considerando que “o aligeiramento das medidas no Natal foi muito imprudente”.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 13 de Janeiro de 2021

Infarmed proíbe venda de máscaras fabricadas na Suécia

Infarmed proíbe venda de máscaras fabricadas na Suécia - 

O Infarmed anunciou, esta terça-feira, que foram proibidas as máscaras Xi Ke, do fabricante Anhui Xinke Sanitation Equipment Manufacturing (Suécia) por não apresentarem marcação CE, nem rotulagem.

A Autoridade Nacional para o Medicamento e Produtos de Saúde - Infarmed - adianta que em Portugal não foram identificados registos da comercialização de dispositivos médicos deste fabricante, mas justifica o alerta atendendo "a que existe livre circulação de produtos no Espaço Económico Europeu".

Na nota divulgada no "site", o regulador pede que a detecção, em Portugal, destas máscaras seja reportada à Direcção de Produtos de Saúde do Infarmed.

Devido à pandemia de covid-19 é desde finais de Outubro obrigatório o uso de máscara em espaços interiores fechados com várias pessoas, em estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços, em edifícios públicos, em escolas e creches, em transportes públicos e em locais ao ar livre desde que não seja possível assegurar o distanciamento físico adequado.

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 12 de Janeiro de 2021.

 

 

Covid-19. Moderna usa tecnologia da nova vacina para combater HIV e gripe

Covid-19. Moderna usa tecnologia da nova vacina para combater HIV e gripe - 

A empresa norte-americana adiantou, em comunicado, que espera iniciar os ensaios clínicos das vacinas contra a gripe e o vírus da imunodeficiência humana (HIV), responsável pela síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA), ao longo de 2021

A empresa de biotecnologia Moderna anunciou, na segunda-feira, que está a usar a tecnologia de ARN mensageiro utilizada na vacina contra o novo coronavírus para desenvolver novas vacinas contra a gripe, o HIV e o vírus Nipah.

A empresa norte-americana adiantou, em comunicado, que espera iniciar os ensaios clínicos das vacinas contra a gripe e o vírus da imunodeficiência humana (HIV), responsável pela síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA), ao longo de 2021.

"Após termos demonstrado que a nossa vacina baseada no ARN mensageiro pode prevenir a covid-19, fomos encorajados a concretizar programas de desenvolvimento mais ambiciosos", realçou, na nota, o director-executivo da Moderna, Stéphane Bancel.

O responsável frisou que a Moderna vai tentar criar vacinas contra alguns vírus que "têm escapado aos esforços destinados às vacinas tradicionais" e mostrou-se convencido de que esses vírus podem ser combatidos através dessa técnica.

No caso da gripe, a empresa assumiu a vontade de explorar explorar possíveis combinações de vacinas contra esse vírus e o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Já para o HIV, a Moderna está a trabalhar em duas possíveis vacinas, conjuntamente com a Iniciativa Internacional para a Vacina da SIDA e a Fundação Bill e Melinda Gates, acrescentou o director-executivo.

A outra vacina destina-se a combater o vírus Nipah, transmitido pelos morcegos frugívoros, através de fluidos como a saliva e o sangue, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Descoberto em 1998, o vírus causa febre alta, cefaleia e distúrbios comportamentais, entre os sintomas iniciais, e encefalite, numa fase mais avançada, apresentando uma taxa de mortalidade superior a 70%.

A Moderna trabalha actualmente em 24 programas com tecnologia de ARN mensageiro, 13 dos quais em fase mais avançada, embora a vacina contra o novo coronavírus seja a primeira aprovada de todas as fabricadas pela empresa.

Portugal deve receber, nesta semana, 8400 doses da vacina da Moderna, destinada a profissionais de saúde prioritários do sector privado, anunciou nesta segunda-feira a ministra da Saúde, Marta Temido.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.934.693 mortos resultantes de mais de 90,1 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7925 pessoas dos 489.293 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 12 de Janeiro de 2021.

Em Novembro mais de 85 mil doentes esperavam por cirurgia para lá do tempo aceitável

Em Novembro mais de 85 mil doentes esperavam por cirurgia para lá do tempo aceitável - 

Desde Agosto até Novembro houve um aumento da percentagem de pacientes à espera dentro do tempo recomendado, mas insuficiente para chegar ao valor do período homólogo. Doentes inscritos em lista para cirurgia diminuíram ao longo de 2020.

É mais uma mostra do efeito da pandemia. Ao longo do ano passado, o número de pessoas inscritas em lista para cirurgia foi diminuindo, assim como a percentagem daqueles que aguardavam dentro do tempo máximo de resposta garantido (TMRG) para serem operados. Neste último campo, Agosto foi o pior mês: dos 226.129 inscritos, só 48,8% estavam dentro do tempo adequado, segundo dados disponibilizados ao PÚBLICO pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A informação vai até Novembro e mostra, desde Agosto até aquele mês, um esforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em recuperar resposta a doentes não covid, com um incremento na percentagem de pacientes dentro dos TMRG. Mesmo assim, em Novembro, mais de 85 mil pessoas (40,1%), dos 213.452 doentes em lista de espera para cirurgia, aguardavam para lá do tempo recomendado. Já quanto à lista de inscritos, o número só não foi o mais baixo do ano (não há ainda informação de Dezembro) porque eram mais 631 doentes do que em Outubro.

As diferenças são notórias em relação ao mesmo período de 2019. Em Novembro daquele ano estavam na lista para cirurgia 247.572 utentes, dos quais 168.596 (68,1%) estavam dentro dos TMRG. Ou seja, perto de 79 mil já tinham ultrapassado o tempo aceitável para serem operados. Um ano depois – Novembro de 2020 –, a lista de inscritos tinha menos cerca de 34 mil pessoas, mas mais cerca de 6600 doentes à espera por uma operação fora do tempo recomendado.

Isto apesar do esforço realizado, como salienta a ACSS ao recordar os incentivos criados à recuperação de cirurgias e primeiras consultas não realizadas por causa da pandemia e que entraram em vigor a 15 de Julho. A monitorização destes incentivos, dessa data até final de Novembro, revela “a realização de um total de 48.703 primeiras consultas e de 13.260 cirurgias programadas, demonstrando o esforço e organização das entidades hospitalares que integram o SNS em recuperar actividade assistencial”.

A grande paragem de actividade aconteceu em Março e Abril e o final do ano não trouxe nem melhores notícias nem um futuro mais animador para 2021, com os hospitais em grande pressão e nova indicação, para a região de Lisboa e Vale do Tejo, de suspensão de actividade não urgente. E a factura já é grande – entre Janeiro e Novembro do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2019, fizeram-se menos 121 mil cirurgias e 1,2 milhões de consultas nos hospitais e nos centros de saúde realizaram-se menos 7,2 milhões de consultas presenciais –, mesmo que alguns hospitais tenham encontrado soluções como protocolos com entidades privadas e sociais que já permitiram operar perto de 6000 doentes.

“O Ministério da Saúde encontra-se sempre em articulação com as entidades centrais e regionais do sistema a estimular a adopção de práticas tendentes à melhoria do acesso tempestivo aos cuidados de saúde, em alinhamento com as necessidades em saúde da população”, afirma a ACSS, referindo que “o regime excepcional de pagamento aos profissionais do SNS para realização de actividade adicional está previsto para 2021”.

Só 17,7% aceitaram vales-cirurgia

Os TMRG estão divididos por prioridades. Os doentes classificados como muito prioritários, seja doença oncológica ou não, deveriam ser operados num prazo de 15 dias após a indicação para cirurgia. Já no caso dos prioritários, o TMRG vai até aos 45 dias para doentes com cancro e 60 dias para as restantes doenças. Prazo mais alargado é atribuído à prioridade normal: 60 dias para oncologia e 180 dias para doença não oncológica.

Quando estes prazos se aproximam do fim são emitidas notas de transferência (se for entre hospitais públicos) ou vales-cirurgia (quando as alternativas são hospitais privados ou do sector social com quem o SNS tem protocolos), que os doentes podem cativar. Ou seja, aceitam a opção de realizar a cirurgia numa das unidades indicadas, evitando assim esperar mais tempo.

Mas esta é uma solução que não tem gerado grande adesão, com apenas 17,7% das 222.002 requisições emitidas no ano passado a terem sido cativadas. Percentagem semelhante à do ano anterior (17,4%), embora o número de vales-cirurgia e notas de transferência emitidos tenha sido superior: 249.962. “Os três principais motivos de não cativação referem-se a recusa de transferência para outro hospital pelo utente, desistência e cirurgia já realizada”, explica a ACSS.

Ainda assim, numa análise mensal é possível observar diferenças em relação ao ano anterior. Entre Abril e Julho a emissão de requisições foi sempre superior às 24 mil – em 2019 só Março teve números dessa ordem – e em oito meses do ano a aceitação das requisições esteve acima dos 19% (em 2019 só em quatro isso aconteceu). E Abril de 2020 foi o mês dos extremos: 34.853 notas de transferência e vales-cirurgia emitidos, mas apenas 4,6% aceites pelos doentes. As emissões são automáticas e naquele mês só os privados e o sector social mantinham alguma actividade não urgente, a que se juntou o receio dos doentes.

A ACSS salienta que “o acesso aos cuidados de saúde em tempo útil é uma prioridade do SNS, objectivo que determina a emissão de notas de transferência ou vales-cirurgia, dando oportunidade ao utente de poder ver assegurada a sua cirurgia, independentemente da tipologia do hospital (público, privado, sector social)”. “Todavia, compete sempre ao utente decidir se pretende ou não ser intervencionado num hospital que não o de origem”, reforça.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 11 de Janeiro de 2021.