Mais de 8 mil doentes já receberam medicamentos hospitalares na farmácia ou em casa

Mais de 8 mil doentes já receberam medicamentos hospitalares na farmácia ou em casa - 

33 hospitais e 15 associações de doentes envolvidos.

Através da Operação Luz Verde, mais de 8 mil doentes crónicos já receberam medicamentos sem terem de se deslocar ao hospital. Num mês, beneficiaram desta medida 8.306 pessoas com cancro, VIH/sida, esclerose múltipla ou outras patologias, em Portugal continental e nas ilhas.

Resultado do esforço concertado entre associações de doentes, farmácias, hospitais e distribuidores farmacêuticos, para evitar deslocações desnecessárias aos hospitais e diminuir o risco de infecção dos doentes mais frágeis, a Operação Luz Verde está a ser um sucesso: à data, são já 1.980 as farmácias a entregar medicamentos hospitalares aos seus utentes. Estão envolvidos na iniciativa 33 hospitais de todo o continente e das ilhas, e ainda 15 associações de doentes, permitindo assim assegurar o acesso dos mais frágeis à saúde, em condições de segurança.

A Operação Luz Verde pressupõe um processo dinâmico. Cada vez há mais associações envolvidas e é expectável que este número continue a crescer durante os próximos dias, aumentando assim o número de doentes a beneficiar da entrega de medicamentos hospitalares numa farmácia próxima ou em casa.

 

Fonte: Site do "Revistasaude.pt"  e autor em 30 de Abril de 2020

Notificação de suspeita de reacções adversas a medicamentos em doentes com COVID-19

Notificação de suspeita de reacções adversas a medicamentos em doentes com COVID-19 - 

A Agência Europeia do Medicamento (EMA na sigla inglesa) e o Infarmed alertam os doentes com doença por coronavírus (COVID-19), confirmada ou suspeita, para a importância de notificar de suspeita de reacção adversa (RAM) ocorrida em associação com a toma de qualquer medicamento. Esta notificação deve ser feita quer para os medicamentos para tratar a COVID-19, bem como para os medicamentos que toma habitualmente para tratar doenças crónicas pré-existentes.

Actualmente não existem medicamentos autorizados para tratar a COVID-19 estando, no contexto da pandemia, a ser utilizados diversos medicamentos autorizados para outras doenças.

O conhecimento sobre o novo vírus ainda está incompleto, desconhecendo-se possíveis interacções medicamentosas que possam estar a ocorrer com a terapêutica destes doentes. Através da notificação de qualquer suspeita de RAM relacionadas com os medicamentos usados no contexto da COVID-19, doentes e profissionais de saúde podem ajudar a reunir evidências valiosas para a tomada de decisões informadas sobre a utilização segura e eficaz dos medicamentos à medida que a pandemia evolui.

As informações fornecidas pelos doentes e profissionais de saúde, através das notificações de RAM, contribuirão para aumentar o conhecimento gerado pelos ensaios clínicos e por outros estudos, pelo que se reforça a importância de ser notificada directamente ao Sistema Nacional de Farmacovigilância qualquer suspeita de RAM, utilizando o Portal RAM.

Esta notificação pode também ser efectuada junto do titular de autorização de introdução no mercado dos medicamentos associados, seguindo as instruções do respectivo folheto informativo.

Os doentes também podem relatar ao seu médico, enfermeiro ou farmacêutico as reacções adversas observadas, que encaminharão essas informações ao Infarmed.

Ao notificar reacções adversas, os doentes e os profissionais de saúde devem fornecer informações precisas e completas, sendo fundamentais os seguintes dados:

Informações sobre o doente que sofreu as reacções adversas, incluindo idade e sexo;

Se a infecção está confirmada através de testes ou se é baseada em sintomas clínicos;

Descrição das reacções adversas;

O nome do medicamento (nome da marca e substância activa) suspeito de ter causado as reacções adversas;

Dose e duração do tratamento com o medicamento;

O número do lote do medicamento (incluído na embalagem);

Quaisquer outros medicamentos que esteja a tomar concomitantemente (incluindo medicamentos sem receita médica, produtos à base de plantas ou contraceptivos);

Qualquer outra condição de saúde que o doente possa ter.

 Os doentes devem falar com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico, se tiverem dúvidas sobre a suspeita de ocorrência de alguma reacção adversa.

 

Fonte: Site do "Infarmed.pt"  e autor em 29 de Abril de 2020

Fundo Emergência Abem já angariou 159 mil euros para medicamentos

Fundo Emergência Abem já angariou 159 mil euros para medicamentos - 

O Fundo Emergência Abem Covid-19 divulgou hoje que já conseguiu angariar 159.000 euros para ajudar famílias que tenham dificuldades de acesso a medicamentos.

Em comunicado, este movimento solidário informa que 26 autarquias e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) activaram já o fundo, que actualmente assegura a entrega de medicamentos de 20 hospitais junto das famílias.

Os responsáveis desta iniciativa antecipam que as necessidades de acesso a medicamentos venham a crescer nos próximos dias, em função do crescimento de situações de desemprego e 'lay-off' nas empresas, pelo que estão no terreno a identificar cidadãos que, devido à pandemia do novo coronavírus, apresentem necessidades específicas para serem apoiados no acesso a medicamentos, produtos e serviços de saúde.

"A pandemia covid-19 vai levar muitas famílias a situações de carência económica que precisam da ajuda de todos nós para aceder a bens essenciais como os medicamentos. Por outro lado, há doentes de risco que necessitam de receber em casa os medicamentos hospitalares evitando deslocações a hospitais. Com a solidariedade de todos, a Emergência Abem covid-19 vem dar resposta a quem mais precisa", refere Maria de Belém Roseira, embaixadora da Associação Dignitude, entidade promotora da iniciativa.

A distribuição dos medicamentos hospitalares, entregues por mais de 20 hospitais, permite aos cidadãos recebê-los nas suas casas ou, caso prefiram, numa farmácia local, evitando deslocações que coloquem em risco a sua saúde.

Dezenas de empresas e cidadãos solidários já contribuíram para esta causa totalizando, até ao momento, 159.106,71 euros.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 211 mil mortos e infectou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Portugal contabiliza 948 mortos associados à covid-19 em 24.322 casos confirmados de infecção, segundo o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março, e o Governo já anunciou a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 01 a 03 de Maio.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 28 de Abril de 2020.

Resultados da Bayer sobem 20% para 1.489 milhões no primeiro trimestre

Resultados da Bayer sobem 20% para 1.489 milhões no primeiro trimestre - 

O grupo químico e farmacêutico alemão Bayer anunciou hoje que obteve um resultado líquido de 1.489 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, mais 20% que no mesmo período de 2019.

Segundo a farmacêutica, a melhoria dos resultados foi sustentada pelo aumento da procura de alguns produtos devido à pandemia da covid-19 e pela diminuição dos gastos de assessoria legal e de reestruturação, foi hoje anunciado.

No mesmo período, a facturação melhorou para 12.845 milhões de euros, mais 4,8% que no mesmo período de 2019, ainda que o aumento seja de 6% quando descontado o efeito das taxas de câmbio.

O resultado operacional subiu para 2.499 milhões de euros (+40,4%) depois dos gastos para assessoria legal, de reestruturação e relacionados com a integração de Monsanto terem caído para 639 milhões de euros, contra 1.043 milhões de euros no primeiro trimestre de 2019.

A Bayer, que começou bem o ano, apesar da actividade ter estado muito influenciada pela pandemia no primeiro trimestre, considera que o impacto da covid-19 ainda não pode ser quantificado de maneira fiável.

Devido à pandemia da covid-19, a Bayer acredita que não pode fazer previsões confiáveis para este ano e, portanto, retirou as previsões publicadas em Fevereiro.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 27 de Abril de 2020.

Medicamento da BIAL para a doença de Parkinson aprovado nos Estados Unidos

Medicamento da BIAL para a doença de Parkinson aprovado nos Estados Unidos - 

A BIAL tem mais um medicamento aprovado pelo regulador do mercado farmacêutico norte-americano, o Food and Drug Administration (FDA), essencial para iniciar a comercialização no país.

A BIAL e a farmacêutica Neurocrine Biosciences, cotada em bolsa, assinaram em Fevereiro de 2017 um contrato de licenciamento exclusivo para o desenvolvimento e comercialização na América do Norte da Opicapona, medicamento que acaba de ser aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), sem o qual não podia ser colocado naquele mercado. A Neurocrine perspectiva o lançamento da Opicapona nos Estados Unidos até ao final do ano – cujas vendas podem chegar aos cinco milhões de euros até 2021.

“Este segundo medicamento de investigação da BIAL para a doença de Parkinson já havia sido aprovado pela autoridade regulamentar europeia em 2016. Disponível no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Portugal, perspectiva-se que entre 2020 e 2021, possa vir a ser introduzido em outros países europeus, bem como no Japão e Coreia do Sul”, revela a farmacêutica nacional.

António Portela, CEO da BIAL, mostra-se “satisfeito por ultrapassar este grande marco para a Opicapona. Termos um segundo medicamento aprovado pelas autoridades regulamentares norte americanas é uma etapa muito relevante no reconhecimento do projecto de Investigação e Desenvolvimento da BIAL. Estamos muito motivados por poder, através do nosso parceiro nos EUA, a Neurocrine Biosciences, fazer chegar a todos os pacientes com Parkinson este nosso medicamento”.

A BIAL tem centrado a sua actividade na Investigação e Desenvolvimento (I&D) de novos medicamentos, nomeadamente nas neurociências, e é até hoje a única farmacêutica portuguesa com produtos de investigação própria: um medicamento para a epilepsia e um antiparkinsoniano.

A farmacêutica especifica que, “com mais de 15 mil novas moléculas sintetizadas, a BIAL aloca, em média, mais de 20% da sua facturação anual à I&D”. No ranking ‘The 2019 EU Industrial R&D Investment Scoreboard’ (dados referentes ao ano 2018), a BIAL foi a segunda empresa portuguesa com maior investimento em I&D, com 54 milhões de euros, ocupando a 395ª posição no ranking das mil empresas europeias.

Paralelamente, o grupo tem fortalecido a sua expansão internacional com o reforço da sua actividade em importantes mercados farmacêuticos europeus. BIAL tem actualmente filiais em nove países e vende os seus medicamentos em mais de 50, sobretudo da Europa, África e América. Os Estados Unidos representam já o primeiro mercado em vendas de farmácia para BIAL. Nos últimos 10 anos, o peso das vendas nos mercados internacionais tem sido crescente, representando hoje cerca de 75% do volume de negócios da empresa que em 2019 ultrapassou os 300 milhões de euros.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 27 de Abril de 2020.

Farmácias com diminuição significativa de vendas

Farmácias com diminuição significativa de vendas - 

De acordo com a hmR – Health Market Research, a rede de farmácias registou uma diminuição significativa de vendas, entre 13 e 19 de Abril, devido à pandemia de covid-19.

Neste período a dispensa de medicamentos não sujeitos a receita médica registou uma quebra de 20%, com menos 151 mil unidades vendidas, em comparação com igual período do ano passado.

O consumo global de medicamentos caiu cerca de 4% na primeira semana de Abril, em relação ao mesmo período do ano passado, tendência que se confirmou na segunda semana do mês, com menos de 22%.

Verificou-se também uma diminuição abrupta na dispensa de produtos de saúde e bem-estar, com a venda de produtos solares a cair 77%, o que equivale a menos 18 mil unidades vendidas na última semana do que em igual período do ano passado.

As quebras nos produtos de higiene e para cuidado dermo corporal foram de 17%, tendência que se acentua nos produtos dermatológicos para o rosto com menos 32%.

Segundo João Norte, CEO da hmR, “parece existir uma tendência de normalização depois do pico de consumo de medicamentos registado em Março, provavelmente porque muitas pessoas abasteceram as suas casas com fármacos para várias semanas de tratamento”.

Contudo, e devido ao período atípico em que vivemos devido à pandemia de covid-19, esta análise tem de ser muito cuidadosa.

“Devemos ser muito cautelosos na interpretação dos dados de mercado, porque vivemos uma situação atípica, mas na área de saúde e bem-estar é previsível uma redução substancial da actividade económica, com especial risco económico para as farmácias que já tinham feito as suas encomendas e poderão ficar com grandes quantidades de produtos em stock”, conclui o responsável desta empresa de estudos de mercado.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 24 de Abril de 2020