IVA das máscaras e gel desinfectante baixa para 6%

IVA das máscaras e gel desinfectante baixa para 6% - 

Medida foi aprovada em sede de Conselho de Ministros.

O Governo aprovou, esta quinta-feira, em sede de Conselho de Ministros, a redução do IVA das máscaras e dos desinfectantes para 6%, tal como o primeiro-ministro, António Costa, tinha anunciado na Assembleia da República. 

Faltava ainda perceber qual seria o IVA que seria agora aplicado a estes produtos de combate à Covid-19, informação confirmada há momentos pela ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros. 

A redução do IVA aplicado a estes produtos tinha sido anunciada pelo primeiro-ministro, que aceitou uma sugestão deixada pelo líder do principal partido da oposição, Rui Rio. 

O presidente do PSD tinha proposto a redução do IVA de 23% para 6% em produtos que considera essenciais no combate e prevenção da Covid-19, como máscaras de protecção individual, gel e suplementos para reforçar o sistema imunitário.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) recomenda o uso de máscaras não cirúrgicas em espaços interiores fechados e com elevado número de pessoas, como supermercados e transportes públicos.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Abril de 2020.

AbCellera e Eli Lilly anunciam parceria no combate à covid-19

AbCellera e Eli Lilly anunciam parceria no combate à covid-19 - 

Através de comunicado divulgado, as empresas AbCellera e Eli Lilly & Company anunciaram uma parceria com o intuito de desenvolverem em conjunto produtos à base de anticorpos para tratamento e prevenção da covid-19.

A AbCellera recebeu uma amostra de sangue de um dos primeiros doentes americanos com covid-19 que foram curados, e rastreou mais de 5 milhões de células imunitárias com o objectivo de detectar as que produziram os anticorpos que ajudaram o doente a neutralizar o vírus e a recuperar da doença.

A empresa conseguiu identificar mais de 500 sequências integrais de anticorpos humanos, o maior painel de anticorpos antiSARS-CoV-2 reportado até à data. Em seguida rastreou esses anticorpos a fim de descobrir os mais eficazes na neutralização do SARS-CoV-2.

Neste momento, em colaboração com parceiros do Vaccine Research Center (VRC) do National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), que fazem parte dos Institutos Nacionais de Saúde, aguardam autorização para testar esses anticorpos quanto à sua capacidade de neutralizar o vírus.

As empresas alertam para o facto de que um novo programa terapêutico à base de anticorpos pode demorar anos a chegar à prática clínica, contudo o objectivo é testar potenciais novas terapêuticas em doentes nos próximos quatro meses.

A parceria irá potenciar a plataforma de resposta rápida da AbCellera à pandemia, desenvolvida ao abrigo do programa DARPA Pandemic Prevention Platform (P3) e as capacidades globais da Lilly para um desenvolvimento, fabrico e distribuição céleres de terapêuticas à base de anticorpos.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 23 de Abril de 2020

Fármaco para artrite (vendido em Portugal) pode funcionar contra Covid-19

Fármaco para artrite (vendido em Portugal) pode funcionar contra Covid-19 - 

Os Estados Unidos e a Europa estão a realizar ensaios clínicos de modo a comprovar se o medicamento tem o potencial de tratar os casos mais graves do novo coronavírus, causador da doença da Covid-19. O fármaco é vendido em Portugal.

Desde o mês de Março, que a farmacêutica francesa Sanofi juntamente com a empresa norte-americana de biotecnologia Regeneron Pharmaceuticals estão a trabalhar num programa internacional de ensaios clínicos de forma a apurar se um dos seus fármacos poderá ser eficaz contra a SARS-CoV-2.

Conforme avança a revista Galileu, o kevzara ou sarilumabe, foi originalmente concebido para tratar casos da doença autoimune artrite reumatóide, que afecta gravemente as membranas das articulações e muitas vezes danifica os órgãos internos.

O medicamento tem na sua composição um anticorpo monoclonal, que se trata de uma proteína amplamente usada no tratamento de patologias autoimunes e até no cancro. O anticorpo consegue inibir o receptor da interleucina-6 (IL-6), uma molécula que, quando produzida em excesso no organismo, tende a causar inflamações. E é esse mesmo índice mais elevado de IL-6 que está a chamar a atenção dos médicos e cientistas.

Os investigadores pretendem assim apurar se o sarilumabe pode ser eficaz contra o SARS-CoV-2. Sobretudo tendo como base os dados preliminares de uma pesquisa chinesa que usou outro anticorpo receptor de IL-6 no tratamento da Covid-19. 

Neste momento, os estudos estão na fase ⅔ e estão a avaliar a eficácia clínica do sarilumabe. “Para isso, os pacientes serão randomizados em três grupos: dose mais alta de sarilumabe, dose mais baixa de sarilumabe e placebo”, escreveu a Sanofi num email enviado para a revista Galileu. “Os resultados extraídos dessa análise serão utilizados de maneira adaptativa para determinar a transição para a fase 3”.

Será nessa última fase, recorrendo aos resultados da segunda, que será estipulado se o sarilumabe pode ou não ser usado para tratar a Covid-19 nos indivíduos mais gravemente doentes. 

Segundo a Sanofi, se os ensaios apresentarem resultados positivos, espera-se que “o sarilumabe possa diminuir a reacção inflamatória extrema nos pulmões de pacientes com Covid-19 grave ou crítica, reduzindo sintomas de febre, congestão pulmonar e a necessidade de ventiladores e oxigénio suplementar, além de reduzir o risco de morte", concluíram os investigadores.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Abril de 2020.

Vendas de vitamina C e D dispararam nas farmácias

Vendas de vitamina C e D dispararam nas farmácias - 

De acordo com os dados do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR) da Associação Nacional das Farmácias (ANF), tendo em conta o mesmo período de 2019, as vendas de vitamina C em Portugal dispararam em 546,9% e de vitamina D cresceram 148%.

Estes dados indicam que em Março deste ano foram vendidas 159.216 embalagens de vitamina C, o que representa um aumento de 546,9%, em relação no mesmo período de 2019, em que apenas foram vendidas 24.613.

As vendas de medicamentos com ácido ascórbico (vitamina C), também dispararam em Março, com 114.396 embalagens vendidas, o que significa um aumento de 481,8% em relação a Março de 2019, em que se venderam 19.663.

Quanto às vendas de suplementos de vitamina D, as vendas registadas também cresceram, subindo 148% em relação ao mesmo período de 2019.

No que respeita à vitamina D, os dados indicam que foram vendidas 12.980 embalagens de suplemento, enquanto em 2019 foram vendidas apenas 5.234, o que significa um aumento de 148%.

Os medicamentos com a associação de carbonato de cálcio e Colecalciferol (vitamina D), também registaram em Março um aumento de vendas situado nos 38,1%, em relação ao período homólogo de 2019, em que se venderam cerca de 40 mil embalagens.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 22 de Abril de 2020

Mais casos de cancro de pele em doentes tratados com Picato

Mais casos de cancro de pele em doentes tratados com Picato - 

As autoridades concluíram pela maior ocorrência de cancro de pele nas pessoas que usaram o medicamento Picato, que trata algumas lesões de pele, e pedem a estes doentes que se mantenham atentos e procurem assistência médica.

e acordo com o Infarmed, o Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia de Medicamento (EMA, na sigla inglesa) terminou a revisão do risco de cancro de pele em doentes tratados com Picato (mebutato de ingenol) e concluiu que o perfil de benefício-risco deste medicamento é negativo.

O medicamento Picato estava indicado para lesões de pele como as queratoses actínicas, que são lesões de pele superficiais que podem surgir sob a forma de uma ou várias lesões escamosas.

Estas lesões, que ocorrem mais frequentemente em áreas sujeitas a exposição solar crónica ao longo de muitos anos, são vermelhas ou acastanhadas, algumas vezes com uma superfície escamosa e são ásperas ao toque.

A autorização de introdução no mercado do Picato estava revogada, a pedido do titular (LEO Laboratories Ltd.) desde Fevereiro deste ano.

As conclusões da revisão feita peça EMA "mostraram uma maior ocorrência de cancro de pele, especialmente carcinoma espinocelular, em doentes tratados com Picato comparativamente com Imiquimod, outro medicamento para queratose actínica, confirmando-se também que a eficácia de Picato não se mantém ao longo do tempo", esclarece o Infarmed.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos em Saúde e a EMA recomendam que os doentes que foram tratados com Picato se mantenham atentos ao desenvolvimento de lesões na pele e, caso estas ocorram, procurem assistência médica.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 22 de Abril de 2020.

Vacinação está em queda. Risco de um surto de sarampo é real

Vacinação está em queda. Risco de um surto de sarampo é real - 

Portugal já regista tantos casos como em quase todo o ano passado e na Europa o surto começa a formar-se. Médico Rui Nogueira reforça que existem circuitos separados nos centros de saúde.

É uma das consequências do novo coronavírus: a vacinação regular está em queda, o que pode aumentar o risco de surtos de outras doenças, a juntar à pandemia de Covid-19 que já grassa pela Europa. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) deixa o aviso e alerta para o risco de surgir um surto de sarampo a nível europeu.

Portugal registou 7 casos de sarampo entre o início do ano e final de Fevereiro, quase tantos quantos os que foram diagnosticados em todo o ano passado, avança o Jornal de Notícias.

Com receio de contraírem a infecção por Covid-19, os país vão adiando a deslocação aos centros de saúde, onde os filhos deveriam ser vacinados. Este comportamento levou a uma diminuição drástica da administração da VASPR (vacina contra o sarampo), que é dada em duas doses: uma aos 12 meses e outra aos 5 anos. Só entre 15 de Março e 15 de Abril, foram administradas em Portugal menos 13277 doses desta vacina.

“O combate à Covid 19 está a afectar a vacinação das crianças conduzindo ao atraso à interrupção do cumprimento dos planos de vacinação”, refere o CDC, num relatório publicado a 18 de Abril. Há países europeus que já têm centenas de casos registados em 2020. A Roménia conta com 793 casos (até Abril, a Bulgária regista outros 233 e França já ultrapassou as 160 infecções (só até Fevereiro). Ao todo, a Europa já tem quase 1500 casos mas as consequências da falta de vacinação ainda não reflectem nos dados disponibilizados pela maioria dos países, pelo o que se espera que as infecções já estejam numa trajectória galopante.

É maior risco de não tomar a vacina do que o risco de contágio porque os doentes com sintomas respiratórios estão separados dos restantes doentes. Têm circuitos separados” explica, Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Quando a pandemia de Covid-19 amenizar e os centros de saúde retomarem a actividade sem constrangimentos, estará tudo preparado para vacinar em segurança as pessoas que agora não se deslocam ao centro de saúde. “Os serviços estão a listar todas as pessoas com as vacinas em atraso e vão convocá-las, de forma organizada, para não haver aglomeração nas salas de espera”, garante Teresa Fernandes, coordenadora do Plano Nacional de Vacinação.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 21 de Abril de 2020