Governo vai adiar para Junho obrigatoriedade de receitas médicas electrónicas

Governo vai adiar para Junho obrigatoriedade de receitas médicas electrónicas - 

O Governo vai adiar para Junho a obrigatoriedade dos médicos passarem as receitas médicas por via electrónica.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado Adjunto da Saúde, Lacerda Sales, durante a visita ao centro de vacinação improvisado no Hospital de Portimão.

António Lacerda Sales revelou que o prazo para a possibilidade da prescrição das receitas poder ser feita “de forma manual” vai ser estendido “através de uma portaria” até Junho de 2021.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde indicou que o ministério tem “o maior respeito pelos colegas que têm maiores dificuldades”, e que vai ser estudado com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) “uma solução mais estruturada e mais robusta” para depois ser apresentada.

Esta declaração vem depois do comunicado emitido pela Ordem dos Médicos ter pedido ao Governo para resolver o problema dos médicos que têm dificuldade de adaptação aos meios informáticos e, por isso, dentro de dias deixarão de poder passar receitas em papel.

Na nota divulgada, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, lembrou que se trata de “um pequeno número de médicos” que, com o fim do prazo de transição para a desmaterialização das receitas em papel, deixarão de ter a possibilidade de as passar à mão.

Nesse comunicado, Miguel Guimarães lembrou que já tinha alertado o Ministério da Saúde para este problema, mas ainda não obteve resposta.

O prazo previsto para acabarem as receitas em papel, passando a haver apenas receitas electrónicas, tinha sido adiado até 31 de Dezembro por causa da situação pandémica que o país atravessa e pela dificuldade dos SPMS em prosseguirem com as formações necessárias para estes médicos.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 4 de Janeiro de 2021

Santa Casa distingue investigações sobre Parkinson e medula espinhal

Santa Casa distingue investigações sobre Parkinson e medula espinhal - 

Equipas lideradas pelos cientistas Noam Shemesh e Maria Leonor Saúde vão receber hoje os Prémios Santa Casa Neurociências por projectos de investigação sobre a doença de Parkinson e a reparação de lesões na medula espinhal.

Estas bolsas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), consideradas das mais importantes em Portugal nesta área, atribuem 400 mil euros para distinguir o trabalho de investigação científica ou clínica em áreas como a neurologia, a neuropatologia, a bioquímica, a biologia molecular, a genética molecular, a química, a farmacologia, a imunologia, a fisiologia e a biologia celular.

O Prémio Mantero Belard, no montante de 200 mil euros, destacou, nesta oitava edição dos prémios, o projecto da equipa de investigadores da Fundação Champalimaud liderada por Noam Shemesh pelo trabalho desenvolvido no conhecimento das anomalias nas redes neuronais no decurso da doença de Parkinson.

Esta investigação "tenta perceber como a informação genética altera a actividade do cérebro e a sua arquitectura", disse à Lusa Noam Shemesh, ao considerar que, na prática, vai permitir uma melhor compreensão da doença e contribuir para a possibilidade de ser detectada mais precocemente.

Considerada a segunda maior doença degenerativa no mundo, a doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo que surge a partir de uma combinação de factores genéticos e ambientais que afectam o sistema regulador do comportamento, levando à disfunção motora progressiva e declínio cognitivo, sendo mais prevalente em idades avançadas.

O projecto agora premiado pretende "entender os mecanismos" quanto à relação entre o que acontece ao nível das moléculas e a correspondente consequência comportamental, explicou Noam Shemesh.

Segundo o investigador, um exame de Ressonância Magnética (RM) poderá preencher esta lacuna no conhecimento, permitindo novos estudos longitudinais fidedignos do cérebro através de uma tecnologia à base de ondas de radiofrequência num forte campo magnético.

Esta abordagem, que poderá também ter um impacto na investigação sobre outras doenças neurodegenerativas, terá "valor clínico significativo para o diagnóstico e caracterização da doença de Parkinson em fases iniciais", permitindo ainda rastrear a progressão da doença ao longo do tempo.

Em declarações à Lusa, Noam Shemesh adiantou ainda que a bolsa de 200 mil euros vai permitir contratar mais recursos humanos e adquirir equipamentos necessários à prossecução do projecto de investigação.

O Prémio Melo e Castro, também no valor de 200 mil euros, foi atribuído à uma equipa do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, liderada pela investigadora Maria Leonor Saúde, pela investigação desenvolvida na área das lesões na medula espinhal.

Estudos desenvolvidos em modelos animais, como o ratinho, indicam que, como nos humanos, têm pouca capacidade regenerativa após uma lesão, enquanto outros, como o peixe zebra, exibem uma capacidade regenerativa excepcional.

A equipa de investigadores identificou recentemente as células senescentes como potenciais moduladores do resultado regenerativo após uma lesão da medula espinhal.

Na prática, a investigação concluiu que a eliminação das células senescentes com recurso a fármacos conduz a uma "notável recuperação funcional em ratinhos lesionados", um trabalho que pode contribuir para o desenvolvimento de uma nova terapia para regeneração da medula espinhal em mamíferos.

O Prémio Melo e Castro distingue projectos que potenciem a recuperação e tratamento de lesões vertebromedulares e foi criado para promover a descoberta de soluções para a reabilitação de pessoas que sofrem destas patologias, reduzindo as limitações motoras e fisiológicas associadas.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 22 de Dezembro de 2020.

 

Covid-19: EMA aprova vacina da Pfizer-BioNTech

Covid-19: EMA aprova vacina da Pfizer-BioNTech - 

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou esta segunda-feira, a autorização de introdução no mercado da vacina Comirnaty na União Europeia (UE), desenvolvida pelos laboratórios BioNTech e Pfizer, para prevenir a covid-19.

“Apraz-me anunciar que o comité científico da EMA se reuniu hoje e recomendou uma autorização condicional de mercado na UE para a vacina desenvolvida pela BioNTech e pela Pfizer. A nossa opinião científica abre caminho à primeira autorização de mercado para uma vacina contra a covid-19 na UE”, indicou Emer Cook, directora-executiva da entidade que regula a aprovação de medicamentos na UE, numa conferência de imprensa em Amesterdão.

O Comité dos Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da EMA, com peritos das autoridades do medicamento de todos os Estados-membros da UE, finalizou a avaliação da vacina, e concluiu que existem dados suficientes que asseguram a qualidade, segurança e eficácia desta vacina.

A avaliação desta vacina contou com o contributo de vários representantes do Infarmed nos diversos comités da EMA, como no CHMP, no European Task Force para a pandemia, no Grupo de Trabalho de Medicamentos Biológicos e no Comité de Avaliação do Risco de Farmacovigilância.

“O Infarmed reconhece publicamente o contributo de todos os seus peritos que de forma dedicada participam nesta avaliação para podermos dar confiança aos nossos concidadãos na qualidade, segurança e eficácia da vacina e que agora continuarão a trabalhar na monitorização da sua utilização”, afirmou Rui Santos Ivo, presidente da Autoridade Nacional do Medicamento, em comunicado.

Para que a esta vacina possa começar a ser comercializada e administrada na UE, terá de ser aprovada pela Comissão Europeia, o que deverá acontecer nas próximas 48 horas.

Caso isso aconteça, a campanha de vacinação arranca nos Estados-membros a partir de 27 de Dezembro, tal como anunciou a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

A vacina Comirnaty, que demonstrou eficácia na prevenção da covid-19 em pessoas a partir dos 16 anos de idade, será administrada em duas injecções no braço, com pelo menos 21 dias de intervalo.

A segurança e eficácia da vacina continuarão a ser alvo de uma rigorosa monitorização à medida que seja utilizada em todos os Estados-Membros, através do sistema europeu de farmacovigilância e de estudos adicionais realizados pela empresa e pelas autoridades do medicamento europeias.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 21 de Dezembro de 2020

Infarmed suspende venda de lotes de medicamento para tratar infecções graves

Infarmed suspende venda de lotes de medicamento para tratar infecções graves - 

A Autoridade Nacional do Medicamento refere que a Merck Sharp & Dohme B.V irá proceder à recolha voluntária do medicamento Zerbaxa 1g/0,5g pó para concentrado para solução para perfusão, com o número de registo 5665005 dos lotes "T003099", "T003958" e "T005031", todos com o prazo de validade de 28 de Fevereiro de 2022.

O Infarmed ordenou hoje a "suspensão imediata" da venda de alguns lotes do Zerbaxa, um medicamento utilizado para o tratamento de infecções intra-abdominais e do trato urinário complicadas e para pneumonias contraídas no hospital.

Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) refere que a empresa Merck Sharp & Dohme B.V irá proceder à recolha voluntária do medicamento Zerbaxa 1g/0,5g pó para concentrado para solução para perfusão, com o número de registo 5665005 dos lotes "T003099", "T003958" e "T005031", todos com o prazo de validade de 28 de Fevereiro de 2022.

"Esta recolha ocorre por precaução, na sequência da detecção de resultados fora da especificação nos testes de esterilidade de lotes do medicamento fabricados com o mesmo equipamento dos lotes acima referidos", refere o Infarmed.

Na sequência desta situação, a autoridade do medicamento determinou "a suspensão imediata da comercialização destes lotes" e apela às entidades que possuam este lote de medicamento em 'stock' para não o vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

Segundo o folheto informativo do medicamento, o Zerbaxa é utilizado em adultos para o tratamento de infecções complicadas no abdómen, nos rins e sistema urinário

É também indicado para o tratamento da "pneumonia adquirida no hospital (PAH), incluindo pneumonia associada ao ventilador (PAV)".

 

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios" e autor em 21 de Dezembro de 2020.

Farmácias disponíveis, Centros de Saúde sem informação

Farmácias disponíveis, Centros de Saúde sem informação - 

Na sequência das declarações emitidas pelo coordenador da “task-force”, Francisco Ramos, em que acusou a Associação Nacional das Farmácias (ANF) de ter sido um “obstáculo” na vacinação contra a gripe, o que teria contribuído para a exclusão das farmácias da primeira fase de vacinação contra a covid-19, aquela associação reiterou ao netfarma.pt a disponibilidade das farmácias para colaborarem com o Governo em prol da Saúde das populações. 

Não tecendo qualquer comentário ao teor das declarações proferidas por Francisco Ramos, fonte da ANF afirmou que “as farmácias estão prontas a colaborar na vacinação contra a covid-19 e nos testes à população, como estiveram para garantir o acesso aos medicamentos hospitalares e na vacinação contra a gripe.” 

A mesma fonte assegurou que a ANF está “concentrada em apoiar os portugueses e o Governo no combate à pandemia, utilizando a competência dos farmacêuticos e a confiança na rede de farmácias. Só isso nos preocupa, só isso nos motiva”. 

 

Centros de Saúde sem informação 

Já o presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-NA), Diogo Urjais, afirmou em entrevista à SIC Noticias que “algumas informações saem primeiro na comunicação social do que chegam aos profissionais de saúde”. Segundo aquele responsável, os Centros de Saúde sabem neste momento “o que foi divulgado ontem na conferência de imprensa”, ou seja, “o mesmo que o público sabe”. 

Diogo Urjais mostrou-se preocupado com a vacinação nos Centros de Saúde, garantindo que sem o reforço de profissionais de saúde “alguma coisa vai ficar por fazer”, sugerindo que a campanha de vacinação contra a covid-19 seja “organizada a nível regional”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 18 de Dezembro de 2020

Infarmed valida certificação de máscaras suspensas e regresso ao mercado

Infarmed valida certificação de máscaras suspensas e regresso ao mercado - 

O Infarmed validou a certificação CE das máscaras cirúrgicas do fabricante Interespuma - Indústrias de Poliuretanos, Lda e a sua reintrodução no mercado, depois de ter sido suspensa a sua comercialização em 30 de Outubro.

"Os dispositivos médicos máscaras cirúrgicas tipo I, tipo II e tipo IIR (...) da marca Orthia estão cobertos pela Declaração CE de Conformidade emitida em 30 de Novembro de 2020, pelo seu fabricante Interespuma -- Indústrias de Poliuretanos, Lda., pelo que podem voltar a ser comercializados sem restrição", informou a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Em causa para a decisão de suspensão esteve a apresentação indevida de marcação CE, "uma vez que a documentação técnica se encontrava incompleta". Contudo, o Infarmed esclareceu agora que a empresa notificou que "cumpre os requisitos legais aplicáveis, tendo, por isso, procedido à aposição da marcação CE nos seus dispositivos", bem como "à colocação/reintrodução dos mesmos no mercado nacional".

Numa circular informativa, o órgão regulador adianta que a indicação da marcação CE "importa a assunção da completa responsabilidade" pela retoma da comercialização e promete manter a fiscalização do mercado dos dispositivos médicos e o respectivo cumprimento dos requisitos legais "com vista à garantia da protecção da saúde pública".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 17 de Dezembro de 2020.