CTT e Well’s juntam-se para entregar medicamentos não sujeitos a receita médica

CTT e Well’s juntam-se para entregar medicamentos não sujeitos a receita médica - 

o serviço Well’s Express, criado em parceira com os CTT, permite que os portugueses encomendem os medicamentos e produtos comercializados na Well’s por telefone. Entregas podem chegar em duas horas.

Depois da Glovo, também os CTT vão levar medicamentos até às casas dos portugueses, bem como outros produtos essenciais de saúde, de bem-estar e para o bebé. O serviço foi criado em parceria com a Well’s e visa dar resposta a estas necessidades comuns durante a actual pandemia.

A solução tem o nome de Well’s Express e permite que os portugueses encomendem por telefone os medicamentos não sujeitos a receita médica e os produtos comercializados na marca de saúde e bem-estar do grupo Sonae. A entrega é garantida até duas horas depois da encomenda nas localidades onde o serviço está disponível (Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra, Évora, cidades do Algarve e Funchal), ou no dia útil seguinte, conforme for escolhido pelo cliente.

Para João Sousa, administrador executivo dos CTT, esta “sinergia” vai reforçar a prioridade do grupo em continuar “a suportar a economia nacional, através de parcerias que permitam às pessoas a possibilidade de ficarem em casa, podendo satisfazer os seus pedidos de entrega de bens necessários”, aponta em comunicado. Já João Cília, director-geral da Well’s, sublinha a importância de “garantir o acesso a todos os portugueses a medicamentos não sujeitos a receita médica, produtos de saúde, bem-estar e bebé”, citado em comunicado.

Esta parceria surge semanas depois de os CTT terem estabelecido uma parceria com a Associação Nacional de Farmácias para entregarem medicamentos ao domicílio, mesmo os sujeitos a receita médica. O anúncio foi feito a 20 de Março.

Também a Glovo já permite aos utilizadores obterem medicamentos não sujeitos a receita médica na categoria de parafarmácia, sendo que, só nesta categoria, os pedidos aumentaram 375% entre os dias 30 de Março e 5 de Abril. Entre os produtos mais pedidos estão compressas esterilizadas, colírios, testes de gravidez, luvas de látex, termómetros, produtos para dores no pescoço e produtos de higiene íntima.

Mas estes não são casos únicos. A Médis disponibiliza igualmente aos clientes a entrega ao domicílio de medicamentos e outros produtos farmacêuticos sem custo adicional.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt"  e autor em 21 de Abril de 2020

Covid-19: Laboratório Militar quadruplicou produção diária de gel desinfectante

Covid-19: Laboratório Militar quadruplicou produção diária de gel desinfectante - 

De acordo com o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, o Laboratório Militar quadruplicou a capacidade de produção de gel desinfectante devido à covid-19.

A informação foi dada esta segunda-feira, no fim da visita que o João Gomes Cravinho fez ao Laboratório Militar.

O ministro da Defesa Nacional adiantou que este laboratório, logo no início desta pandemia, “analisou as suas capacidades e efectuou um enorme aumento da sua produção”.

“O Laboratório Militar produz todo o gel para o Serviço Nacional de Saúde e faz também embalamento de gel que é doado. Quase que se quadruplicou a capacidade de produção do gel”, indicou.

De acordo com João Gomes Cravinho, este laboratório “está a produzir entre 3500 e 4000 litros por dia, a partir de uma base inicial de mil litros”.

“Também em termos da gestão da reserva estratégica, que obviamente teve de ter um grande aumento de capacidade para acorrer às necessidades face à pandemia”, acrescentou. “Hoje o laboratório está em pleno, a corresponder a essas necessidades”, garantiu.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 21 de Abril de 2020

Novo consórcio científico quer testar imunidade da população em Portugal

Novo consórcio científico quer testar imunidade da população em Portugal - 

Cinco institutos de investigação científica da área de Lisboa e Oeiras (IGC, iMM, CEDOC-NMS, ITQB NOVA e iBET) criaram o consórcio Serology4Covid com o objectivo de implementar um ensaio serológico para covid-19.

Cinco institutos de investigação científica da área de Lisboa e Oeiras (IGC, iMM, CEDOC-NMS, ITQB NOVA e iBET) criaram o consórcio Serology4Covid com o objectivo de implementar um ensaio serológico para covid-19. A iniciativa tem o apoio do Fundo de Emergência COVID-19 da Fundação Calouste Gulbenkian, da Sociedade Francisco Manuel dos Santos e da Câmara Municipal de Oeiras.

"A implementação de um ensaio serológico escalável e económico é essencial para perceber a expansão da imunidade na população e para suportar a implementação de novas estratégias para controlar a propagação e minimizar as suas consequências para a saúde, sociedade e economia", salienta, em comunicado, o consórcio formado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Instituto de Medicina Molecular (IMM), Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) da NOVA Medical School (NMS), Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA) e Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET).

"Cerca de 80% dos casos detectados de covid-19 têm sintomas leves e moderados (febre, tosse e cansaço). Estima-se que uma larga percentagem de casos - provavelmente até mais de 25% - poderão não apresentar quaisquer sintomas, apesar de permitirem a propagação da infecção. Os testes serológicos vão permitir reconstruir o passado e identificar quem esteve infectado com o vírus SARS-CoV-2, permitindo ter um panorama mais realista e completo do que se passou no país, para assim gerir melhor o futuro", refere o documento.

"É essencial desenhar ensaios serológicos específicos para a COVID-19, a um preço acessível, que possam ser utilizados à escala nacional em estudos epidemiológicos: é essa a nossa ambição" sublinha Mónica Bettencourt-Dias, directora do Instituto Gulbenkian de Ciência.

"Estão a ser desenvolvidos protótipos em todo o mundo, mas são dispendiosos e muitos apresentam uma elevada percentagem de resultados que são falsos negativos e falsos positivos e é preciso ter um instrumento melhor e mais acessível a todos; é aqui que nós, cientistas, podemos contribuir", frisa Bruno Silva-Santos, vice-director do iMM. O objectivo é complementar a capacidade já instalada, aumentando a abrangência dos testes serológicos.

O iBET encontra-se a produzir os antigénios necessários para o desenvolvimento do ensaio. "A Unidade de Biológicos do iBET produz proteínas à escala piloto para a indústria farmacêutica em projectos de I&D e para fases pré-clínicas", refere Paula Alves, CEO do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica.

"Estamos a optimizar um ensaio, já adoptado por alguns hospitais dos Estados Unidos, de modo a torná-lo ainda mais económico e autos-suficiente. Este ensaio permitir-nos-á quantificar possíveis diferenças na produção de anticorpos entre portadores assintomáticos, casos ligeiros e casos mais graves, com importantes repercussões a nível da saúde individual e pública", aponta, por sua vez, Helena Soares, investigadora do CEDOC-NMS.

Neste primeiro passo, são necessários bioquímicos (ITQB-NOVA), engenheiros (iBET) e imunologistas e virologistas (CEDOC-NMS, IGC e IMM). O desafio seguinte será o de encontrar parceiros industriais no país para possibilitar a massificação dos testes, salienta o comunicado.

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios"  e autor em 20 de Abril de 2020

Hospital realiza com sucesso duplo transplante de coração e rim

Hospital realiza com sucesso duplo transplante de coração e rim - 

O Hospital de Santa Cruz realizou um duplo transplante de coração e rim a um doente de 39 anos que está "estável e em recuperação", um caso de sucesso no SNS, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde.

"Felizmente todos os dias há boas notícias também no Serviço Nacional de Saúde para além da covid-19", disse hoje António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária de actualização dos dados da pandemia de covid-19.

O governante deu como exemplo o caso de um doente que saiu dos cuidados intensivos depois de "quadros complexos" e que foi operado no Hospital de Santa Cruz, unidade que pertence ao Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO), que integra ainda os hospitais Egas Moniz e São Francisco Xavier.

"Soubemos que o Hospital de Santa Cruz realizou com sucesso um duplo transplante de coração e rim a um doente que está estável e em recuperação. São notícias que nos devem deixar orgulhosos com confiança nos nossos profissionais de saúde e do nosso Serviço Nacional de Saúde", salientou.

Em declarações à agência Lusa, o director do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do CHLO, José Pedro Neves, afirmou que o doente "já estava há muitos meses à espera de coração, com uma doença arrastada e que estava nos cuidados intensivos há três meses ou mais".

Como o coração não funcionava, o rim também deixou de funcionar e o doente precisou de fazer também um transplante renal.

"O doente foi operado no domingo de Páscoa", disse o especialista, precisando que a operação do coração ocorreu na parte da manhã e o rim foi transplantado à tarde e "as coisas correram bem".

Segundo José Pedro Neves, o doente ainda permanece internado no Hospital de Santa Cruz em recuperação da intervenção, considerada complexa e relativamente rara.

"O transplante de coração e rim não é frequente, mas já temos três casos desses. Há outros hospitais que também têm casos semelhantes, portanto não é uma novidade, mas, a meu ver, é relativamente raro", sublinhou.

Segundo o CHLO, esta intervenção ilustra o trabalho integrado em equipa multidisciplinar num centro que é referência tanto para o transplante de coração como de rim e "demonstra que é possível continuar actividades nobres da medicina em plena ameaça à saúde pública mundial".

"Inicialmente, principalmente há um mês ou dois, pensávamos que isto era impossível, porque ia haver um desastre nacional, afinal as coisas estão mal, mas não estão assim tão mal, têm estado mais ou menos controladas", disse o cirurgião à Lusa.

Neste tempo de pandemia, "só houve este transplante, mas há outros serviços que também já fizeram outros tipos de transplantes. Portanto, é uma actividade que está um pouco reduzida, mas não parou", salientou.

José Pedro Neves explicou que o Hospital de Santa Cruz está preparado para receber doentes com e sem covid-19, uma vez que tem circuitos preparados.

Pelas directivas internas do CHLO, os doentes que têm covid-19 são preferencialmente internados no Hospital São Francisco Xavier, estando os hospitais Egas Moniz e Santa Cruz "relativamente poupados, mas têm enfermarias preparadas para os receber.

"Por exemplo, se nós tivermos um doente de coração que seja operado ao coração com covid-19 não deixa de ser operado, embora ainda não tenha acontecido", contou o cirurgião.

Exemplificou ainda que o hospital tem "um centro de hemodiálise muito grande e que recebe praticamente todos os dias doentes com covid-19".

"Vêm cá fazer diálise e depois vão embora, portanto eu diria que é um hospital poupado ao covid-19, mas não é um hospital sem doentes covid-19", sustentou José Pedro Neves.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 20 de Abril de 2020.

COVID-19: Farmácias apoiam controlo de preços

COVID-19: Farmácias apoiam controlo de preços - 

«Primeiro temos de resolver a crise da população, só depois a das farmácias», defende presidente da ANF.

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) apoia a fixação pelo Estado de uma margem máxima de comercialização das máscaras e outros produtos de prevenção do contágio pelo novo coronavírus. 

«Todas as medidas favoráveis à protecção da população merecem a adesão sem reservas das farmácias portuguesas», reage Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF.

«A maioria das farmácias, na prática, já está a adoptar margens inferiores ao limite fixado pelo Governo. Muitas estão mesmo a revender esses produtos ao preço de aquisição, juntando apenas o IVA, sem qualquer lucro próprio», explica Paulo Cleto Duarte, acrescentando que «infelizmente nem todas o podem fazer».

Neste momento, 24% das farmácias enfrentam processos de penhora e de insolvência. «Esta epidemia apanhou a nossa rede numa situação de crise económica, mas não de valores. Primeiro temos de resolver a crise sanitária que ameaça a população, só depois a crise das farmácias», defende o presidente da ANF.

O Governo definiu um limite máximo de 15% na percentagem de lucro na comercialização de máscaras, álcool, gel desinfectante e outros equipamentos de protecção individual contra o COVID-19. 

Estes eram produtos de preço livre, mas as farmácias anteciparam a sua regulação. A 24 de Março, a ANF recomendou às suas associadas uma margem máxima de 17,5%, igual à margem legal dos medicamentos sujeitos a receita médica, que é a mais baixa da Europa. 

A ANF escreveu então ao Primeiro-Ministro pedindo medidas para «restabelecer o fornecimento de matérias de protecção aos utentes e às equipas das farmácias a preços normais de mercado». 

Ao mesmo tempo, a ANF fez chegar à ASAE centenas de denúncias relativas a propostas de comercialização apresentadas às farmácias com preços 100% a 1.000% superiores aos praticados antes da pandemia.

 

Fonte: Site da "Revistasaude.pt"  e autor em 20 de Abril de 2020

Doentes com sintomas que não conseguiram contactar SNS24 foram à farmácia

Doentes com sintomas que não conseguiram contactar SNS24 foram à farmácia - 

Um inquérito do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto sobre a adaptação à covid-19 concluiu que os participantes com sintomas que não conseguiram contactar a Linha SNS24 recorreram mais à farmácia do que os que reportaram contacto.

Os dados divulgados hoje no relatório "Diários de uma Pandemia", iniciativa desenvolvida pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, analisaram a utilização dos cuidados de saúde, desde o dia 23 de Março, de 10.391 participantes, com idades entre os 16 e 89 anos.

O documento, a que a Lusa teve hoje acesso, conclui que os participantes recorreram "sobretudo" ao médico de família (seis em cada mil participantes) e à Linha SNS24 (quatro em cada mil).

No que à utilização da Linha SNS24 concerne, 8,4% dos participantes tentaram o contacto durante o mês de Março, sendo que 3,6% não conseguiu por "motivos independentes da sua vontade" (43% dos indivíduos que tentaram o contacto).

"Este insucesso não pareceu reflectir-se num aumento da procura dos cuidados presenciais - hospitais ou centros de saúde - quando comparado com o que foi relatado pelos participantes que conseguiram contactar a Linha", lê-se no documento.

Segundo o relatório, estes participantes foram mais vezes à farmácia (77 em cada mil) do que aqueles que conseguiram contactar a linha (55,7 em cada mil).

Os participantes que tentaram contactar a Linha SNS24, com ou sem sucesso, afirmaram também ter feito pesquisas "mais frequentes" na Internet sobre a covid-19, do que aqueles que não procuraram a linha.

Por sua vez, o relatório indica que os inquiridos que consideraram o seu risco individual como alto recorreram mais frequentemente ao médico de família, Linha SNS24 e a hospitais públicos do que os restantes.

Paralelamente, a ida à farmácia também aumentou "consideravelmente com a probabilidade percebida de doença", passando de 35,7 em cada mil nos inquiridos que consideravam ter "muito baixo risco" a 80,4 em cada mil nos que consideravam ter um risco "muito elevado"

O contacto com casos confirmados de infecção por covid-19 foi o principal motivo associado à procura de cuidados de saúde, seguindo-se os indivíduos que tiveram um ou mais sintomas associados ao vírus como tosse, febre e dificuldade respiratória.

O relatório indica também que os cuidados de saúde foram mais procurados por pessoas cujo agregado familiar incluía doentes crónicos, bem como crianças até aos 10 anos.

Já os profissionais do sector da saúde foram os que mais recorreram ao médico de família à distância (9,4 em cada mil) e aos hospitais públicos (5,2 em cada mil), segundo o relatório, "possivelmente por exposições de maior risco ou pela proximidade".

Paralelamente, foram as mulheres, entre os 40 e 59 anos, e os homens, com 60 ou mais anos, que mais contactaram com o médico de família (7,6 em cada mil e 7,9 em cada mil, respectivamente).

As mulheres com 60 anos ou mais anos foram as que mais utilizaram a Linha SNS24, seguindo-se os homens com menos de 40 anos. Já as deslocações a hospitais do Serviço Nacional de Saúde foram mais frequentes em mulheres mais jovens.

Ao nível das regiões, o relatório conclui que os cuidados de saúde foram menos utilizados pelos residentes no Alentejo e no Algarve. Nestas zonas, apenas 0,5 em cada mil participantes e 3,8 em cada mil recorreram, respectivamente, à Linha SNS24.

A iniciativa, também desenvolvida em colaboração com jornal Público, visa, com base em dados sobre as rotinas diárias da população, compreender a adaptação à covid-19.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infectou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 17 de Abril de 2020.