Infarmed proíbe venda de máscaras fabricadas na Suécia

Infarmed proíbe venda de máscaras fabricadas na Suécia - 

O Infarmed anunciou, esta terça-feira, que foram proibidas as máscaras Xi Ke, do fabricante Anhui Xinke Sanitation Equipment Manufacturing (Suécia) por não apresentarem marcação CE, nem rotulagem.

A Autoridade Nacional para o Medicamento e Produtos de Saúde - Infarmed - adianta que em Portugal não foram identificados registos da comercialização de dispositivos médicos deste fabricante, mas justifica o alerta atendendo "a que existe livre circulação de produtos no Espaço Económico Europeu".

Na nota divulgada no "site", o regulador pede que a detecção, em Portugal, destas máscaras seja reportada à Direcção de Produtos de Saúde do Infarmed.

Devido à pandemia de covid-19 é desde finais de Outubro obrigatório o uso de máscara em espaços interiores fechados com várias pessoas, em estabelecimentos comerciais ou de prestação de serviços, em edifícios públicos, em escolas e creches, em transportes públicos e em locais ao ar livre desde que não seja possível assegurar o distanciamento físico adequado.

 

Fonte: Site do "Jornal Notícias" e autor em 12 de Janeiro de 2021.

 

 

Covid-19. Moderna usa tecnologia da nova vacina para combater HIV e gripe

Covid-19. Moderna usa tecnologia da nova vacina para combater HIV e gripe - 

A empresa norte-americana adiantou, em comunicado, que espera iniciar os ensaios clínicos das vacinas contra a gripe e o vírus da imunodeficiência humana (HIV), responsável pela síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA), ao longo de 2021

A empresa de biotecnologia Moderna anunciou, na segunda-feira, que está a usar a tecnologia de ARN mensageiro utilizada na vacina contra o novo coronavírus para desenvolver novas vacinas contra a gripe, o HIV e o vírus Nipah.

A empresa norte-americana adiantou, em comunicado, que espera iniciar os ensaios clínicos das vacinas contra a gripe e o vírus da imunodeficiência humana (HIV), responsável pela síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA), ao longo de 2021.

"Após termos demonstrado que a nossa vacina baseada no ARN mensageiro pode prevenir a covid-19, fomos encorajados a concretizar programas de desenvolvimento mais ambiciosos", realçou, na nota, o director-executivo da Moderna, Stéphane Bancel.

O responsável frisou que a Moderna vai tentar criar vacinas contra alguns vírus que "têm escapado aos esforços destinados às vacinas tradicionais" e mostrou-se convencido de que esses vírus podem ser combatidos através dessa técnica.

No caso da gripe, a empresa assumiu a vontade de explorar explorar possíveis combinações de vacinas contra esse vírus e o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Já para o HIV, a Moderna está a trabalhar em duas possíveis vacinas, conjuntamente com a Iniciativa Internacional para a Vacina da SIDA e a Fundação Bill e Melinda Gates, acrescentou o director-executivo.

A outra vacina destina-se a combater o vírus Nipah, transmitido pelos morcegos frugívoros, através de fluidos como a saliva e o sangue, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Descoberto em 1998, o vírus causa febre alta, cefaleia e distúrbios comportamentais, entre os sintomas iniciais, e encefalite, numa fase mais avançada, apresentando uma taxa de mortalidade superior a 70%.

A Moderna trabalha actualmente em 24 programas com tecnologia de ARN mensageiro, 13 dos quais em fase mais avançada, embora a vacina contra o novo coronavírus seja a primeira aprovada de todas as fabricadas pela empresa.

Portugal deve receber, nesta semana, 8400 doses da vacina da Moderna, destinada a profissionais de saúde prioritários do sector privado, anunciou nesta segunda-feira a ministra da Saúde, Marta Temido.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.934.693 mortos resultantes de mais de 90,1 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 7925 pessoas dos 489.293 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 12 de Janeiro de 2021.

Em Novembro mais de 85 mil doentes esperavam por cirurgia para lá do tempo aceitável

Em Novembro mais de 85 mil doentes esperavam por cirurgia para lá do tempo aceitável - 

Desde Agosto até Novembro houve um aumento da percentagem de pacientes à espera dentro do tempo recomendado, mas insuficiente para chegar ao valor do período homólogo. Doentes inscritos em lista para cirurgia diminuíram ao longo de 2020.

É mais uma mostra do efeito da pandemia. Ao longo do ano passado, o número de pessoas inscritas em lista para cirurgia foi diminuindo, assim como a percentagem daqueles que aguardavam dentro do tempo máximo de resposta garantido (TMRG) para serem operados. Neste último campo, Agosto foi o pior mês: dos 226.129 inscritos, só 48,8% estavam dentro do tempo adequado, segundo dados disponibilizados ao PÚBLICO pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A informação vai até Novembro e mostra, desde Agosto até aquele mês, um esforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em recuperar resposta a doentes não covid, com um incremento na percentagem de pacientes dentro dos TMRG. Mesmo assim, em Novembro, mais de 85 mil pessoas (40,1%), dos 213.452 doentes em lista de espera para cirurgia, aguardavam para lá do tempo recomendado. Já quanto à lista de inscritos, o número só não foi o mais baixo do ano (não há ainda informação de Dezembro) porque eram mais 631 doentes do que em Outubro.

As diferenças são notórias em relação ao mesmo período de 2019. Em Novembro daquele ano estavam na lista para cirurgia 247.572 utentes, dos quais 168.596 (68,1%) estavam dentro dos TMRG. Ou seja, perto de 79 mil já tinham ultrapassado o tempo aceitável para serem operados. Um ano depois – Novembro de 2020 –, a lista de inscritos tinha menos cerca de 34 mil pessoas, mas mais cerca de 6600 doentes à espera por uma operação fora do tempo recomendado.

Isto apesar do esforço realizado, como salienta a ACSS ao recordar os incentivos criados à recuperação de cirurgias e primeiras consultas não realizadas por causa da pandemia e que entraram em vigor a 15 de Julho. A monitorização destes incentivos, dessa data até final de Novembro, revela “a realização de um total de 48.703 primeiras consultas e de 13.260 cirurgias programadas, demonstrando o esforço e organização das entidades hospitalares que integram o SNS em recuperar actividade assistencial”.

A grande paragem de actividade aconteceu em Março e Abril e o final do ano não trouxe nem melhores notícias nem um futuro mais animador para 2021, com os hospitais em grande pressão e nova indicação, para a região de Lisboa e Vale do Tejo, de suspensão de actividade não urgente. E a factura já é grande – entre Janeiro e Novembro do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2019, fizeram-se menos 121 mil cirurgias e 1,2 milhões de consultas nos hospitais e nos centros de saúde realizaram-se menos 7,2 milhões de consultas presenciais –, mesmo que alguns hospitais tenham encontrado soluções como protocolos com entidades privadas e sociais que já permitiram operar perto de 6000 doentes.

“O Ministério da Saúde encontra-se sempre em articulação com as entidades centrais e regionais do sistema a estimular a adopção de práticas tendentes à melhoria do acesso tempestivo aos cuidados de saúde, em alinhamento com as necessidades em saúde da população”, afirma a ACSS, referindo que “o regime excepcional de pagamento aos profissionais do SNS para realização de actividade adicional está previsto para 2021”.

Só 17,7% aceitaram vales-cirurgia

Os TMRG estão divididos por prioridades. Os doentes classificados como muito prioritários, seja doença oncológica ou não, deveriam ser operados num prazo de 15 dias após a indicação para cirurgia. Já no caso dos prioritários, o TMRG vai até aos 45 dias para doentes com cancro e 60 dias para as restantes doenças. Prazo mais alargado é atribuído à prioridade normal: 60 dias para oncologia e 180 dias para doença não oncológica.

Quando estes prazos se aproximam do fim são emitidas notas de transferência (se for entre hospitais públicos) ou vales-cirurgia (quando as alternativas são hospitais privados ou do sector social com quem o SNS tem protocolos), que os doentes podem cativar. Ou seja, aceitam a opção de realizar a cirurgia numa das unidades indicadas, evitando assim esperar mais tempo.

Mas esta é uma solução que não tem gerado grande adesão, com apenas 17,7% das 222.002 requisições emitidas no ano passado a terem sido cativadas. Percentagem semelhante à do ano anterior (17,4%), embora o número de vales-cirurgia e notas de transferência emitidos tenha sido superior: 249.962. “Os três principais motivos de não cativação referem-se a recusa de transferência para outro hospital pelo utente, desistência e cirurgia já realizada”, explica a ACSS.

Ainda assim, numa análise mensal é possível observar diferenças em relação ao ano anterior. Entre Abril e Julho a emissão de requisições foi sempre superior às 24 mil – em 2019 só Março teve números dessa ordem – e em oito meses do ano a aceitação das requisições esteve acima dos 19% (em 2019 só em quatro isso aconteceu). E Abril de 2020 foi o mês dos extremos: 34.853 notas de transferência e vales-cirurgia emitidos, mas apenas 4,6% aceites pelos doentes. As emissões são automáticas e naquele mês só os privados e o sector social mantinham alguma actividade não urgente, a que se juntou o receio dos doentes.

A ACSS salienta que “o acesso aos cuidados de saúde em tempo útil é uma prioridade do SNS, objectivo que determina a emissão de notas de transferência ou vales-cirurgia, dando oportunidade ao utente de poder ver assegurada a sua cirurgia, independentemente da tipologia do hospital (público, privado, sector social)”. “Todavia, compete sempre ao utente decidir se pretende ou não ser intervencionado num hospital que não o de origem”, reforça.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 11 de Janeiro de 2021.

 

Covid-19: CE adquire mais 300 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech

Covid-19: CE adquire mais 300 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech - 

A Comissão Europeia (CE) chegou a acordo com a Pfizer e a BioNTech para a aquisição de mais 300 milhões de doses da sua vacina contra a covid-19.

O anúncio foi feito pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa conferência de imprensa em Bruxelas.

Ursula Von der Leyen explicou que a Comissão negociou a extensão do contracto com a Pfizer e BioNTech, com mais 300 milhões de doses da vacina, o que faz duplicar o número de vacinas.

Destas doses, 75 milhões irão estar disponíveis “já a partir do segundo trimestre”, sendo as restantes entregues no terceiro e no quarto trimestres.

Com as vacinas da Pfizer e BioNTech, assim como da Moderna, a CE já garantiu “um número de doses que permite vacinar 380 milhões de europeus, mas de 80% da população europeia”, indicou Von der Leyen.

Von der Leyen reiterou ainda que “outras vacinas se seguirão nas próximas semanas e meses”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 8 de Janeiro de 2021

SNS: um terço das cirurgias marcadas estão em atraso

SNS: um terço das cirurgias marcadas estão em atraso - 

Em Outubro do ano passado, mais de 67 mil utentes aguardavam por uma cirurgia já fora do prazo recomendado, o equivalente a cercada de 32%. Ainda assim, a lista de espera para uma operação atingiu o valor mais baixo dos últimos quatro anos.

O número de cirurgias em atraso tem vindo a aumentar ao longo dos últimos meses e, segundo o "Jornal de Notícias", registaram-se em Outubro 67.121 utentes a aguardar operação já fora do tempo recomendado, o equivalente a um terço do total de 209.385 operações em lista de espera.

De acordo com os dados do Portal da Transparência do Sistema Nacional de Saúde (SNS), 20,5% dos doentes esperavam por uma operação já fora dos prazos recomendados em Janeiro de 2019, enquanto que em Outubro do ano passado a taxa subiu para os 32,1%. No entanto, é preciso recuar quatro anos para encontrar um valor tão baixo de inscritos para cirurgias, fruto da diminuição das cirurgias programadas.

"Os recursos não são elásticos e foram redimensionados para a covid. O que teve efeitos nos atrasos da actividade cirúrgica, além de que tudo hoje se faz mais lentamente: protecções individuais, circuitos alterados, testes aos utentes", explicou ao "Jornal de Notícias" Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.

Alexandre Lourenço alerta para a urgência de reabilitar os cuidados de saúde primários, que não estão a referenciar doentes para cirurgias, o que se reflecte no baixo número de operações marcadas. "Não estão a ser diagnosticadas patologias que seriam depois referenciadas para os hospitais para plano terapêutico, incluindo cirurgia", explica.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 7 de Janeiro de 2021.

Hospital Póvoa de Varzim/Vila do Conde volta a bater recorde de partos

Hospital Póvoa de Varzim/Vila do Conde volta a bater recorde de partos - 

Pelo quinto ano consecutivo, o Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, no distrito do Porto, voltou a aumentar o número de partos efectuados, fechando o ano de 2020 com 1.324 bebés nascidos na unidade.

Em comparação com 2019, foram realizados mais 59 partos, confirmando uma tendência crescente que se verifica desde 2015, quando se verificaram 737 nascimentos, o número mais baixo dos registos.

"Quando a nível nacional existe uma quebra de natalidade, é um orgulho verificar que ano após anos continuamos a aumentar os números, merecendo a confiança das parturientes. Todo o mérito tem de ser dado aos nossos profissionais, nomeadamente da área da obstetrícia", disse à agência Lusa o presidente do Conselho de Administração do Hospital, Gaspar Pais.

O responsável enalteceu a superação do serviço, sobretudo num ano de 2020 tão condicionado pela pandemia de covid-19, garantindo que a integridade do serviço de obstetrícia foi resistindo às alterações estruturais que foram necessárias aplicar em outros serviços.

"Um parto é sempre um acto urgente, e, por isso, não podíamos deixar que a pandemia tivesse um impacto directo nessa actividade. Tivemos que impor alguns constrangimentos, nomeadamente nos acompanhantes, mas nunca deixámos que globalmente se afectasse o bem-estar das parturientes e dos bebés", vincou Gaspar Pais.

O presidente do Conselho de Administração desta unidade, que serve uma população de mais de 140 mil habitantes dos dois concelhos, garantiu que, "apesar das limitações das infra-estruturas", o hospital está a preparar-se para em 2021 voltar a aumentar o número de partos.

"O nosso grande calcanhar de Aquiles centra-se nas instalações, que não são tão actualizadas e espaçosas como pretendíamos. Mas é um problema que estamos a resolver, melhorando a parte do internamento. Teremos, depois, de acompanhar essa evolução com mais recursos humanos", partilhou Gaspar Pais.

O responsável enalteceu a confiança dos residentes nos dois concelhos nos serviços prestados pelo Centro Hospitalar, e lembrou que no caso da obstetrícia a valência é procurada por muitas grávidas de outras regiões, nomeadamente das ilhas.

De acordo com dados do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como "teste do pezinho", divulgados em 13 de Outubro, o número de bebés nascidos em Portugal nos primeiros nove meses do ano passado baixou 1,2% em relação ao mesmo período de 2019, totalizando 64.390.

O número representa uma quebra de 775 nascimentos entre Janeiro e Setembro face a igual período de 2019, em que foram rastreados 65.165 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Janeiro foi o mês que registou o maior número de "testes do pezinho" realizados (8.043), seguido de Setembro (7.712), Julho (7.625), Março (7.182), Abril (7.067), Junho (7.048), Maio (6.910), Agosto (6.904) e Fevereiro (5.899).

O "teste do pezinho", que cobre quase a totalidade dos nascimentos no país, é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar alterações neurológicas graves, alterações hepáticas, entre outras situações.

Estes testes permitem identificar crianças que sofrem de doenças, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de intervenção terapêutica precoce.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Janeiro de 2021.