Empresas estão a pedir 150 euros às farmácias por máscaras

Empresas estão a pedir 150 euros às farmácias por máscaras - 

Fornecedores não têm máscaras para vender e existem empresas a propor às farmácias a compra de caixas de 50 máscaras por 150 euros.

Antes do surto do Covid-19, uma caixa de máscaras custava às farmácias aproximadamente cinco euros e ao público sete euros. Actualmente, face à escassez deste tipo de equipamento médico, os fornecedores habituais não têm máscaras para vender às farmácias e existem várias empresas, muitas nem são do ramo farmacêutico, a propor a compra de caixas de 50 máscaras por 150 euros, avança o Diário de Notícias.

“Caixas de 25 máscaras a 150 euros cada, 6 euros a unidade”, “mínimo de encomenda 100 caixas” ou “caixas de 50 ou de 500 a 5 euros cada unidade”, estas são algumas propostas que chegam às farmácias portuguesas.

“Os fornecedores normais não têm material para vender às farmácias, que estão a ser confrontadas com propostas enviadas por empresas de ocasião e com preços muito superiores ao normal”, explica a Associação Nacional das Farmácias, que escreveu uma carta ao primeiro-ministro, com conhecimento para várias entidades, nomeadamente para o Presidente da República, apelando para que coloquem um ponto final à especulação.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt"  e autor em 7 de Abril de 2020

Portugal reforça "stock" de novos fármacos para Covid-19

Portugal reforça "stock" de novos fármacos para Covid-19 - 

Medicamentos contra VIH e malária ainda não demonstraram eficácia, mas estão a ser adquiridos. Autorizados três pedidos para uso de antiviral do ébola.

O Infarmed está a adquirir mais fármacos para o VIH e para a malária, cuja utilização tem vindo a ser alargada a doentes Covid-19. O objectivo é que estes medicamentos não faltem nos hospitais ainda que, até agora, nenhum deles tenha eficácia comprovada no tratamento da doença provocada pelo novo coronavírus.

A hidroxicloroquina (malária) e o lopinavir + ritonavir (VIH) são medicamentos que já têm Autorização de Introdução no Mercado em Portugal para o tratamento das respectivas doenças.

O que está agora em causa é uma utilização "off-label", ou seja, para uma indicação terapêutica diferente daquela que consta na bula. Esta decisão é tomada pelo médico, com o consentimento informado do doente, e não requer autorização especial da autoridade do medicamento.

Em resposta ao JN, sobre a hidroxicloroquina, o Infarmed informou que "no âmbito do tratamento da Covid-19, estão a ser adquiridas centralmente mais embalagens, sendo a distribuição assegurada pelo Laboratório Militar".

Relativamente aos dois fármacos, o Infarmed acrescentou que, "além das aquisições efectuadas, ao nível central" está a ser assegurada "quantidade suficiente destes medicamentos para as necessidades previstas em estreita articulação com as empresas farmacêuticas". O objectivo é que, caso estes fármacos venham a demonstrar eficácia, os laboratórios mantenham a disponibilidade de produto para Portugal.

Experimental

Também o medicamento experimental para o tratamento do ébola (remdesivir) já está a ser usado em Portugal. Ao contrário dos fármacos do VIH e da malária, não está aprovado em nenhum país do Mundo para qualquer doença. Pelo que a sua utilização em contexto hospitalar carece de aprovação da Autoridade do Medicamento. Até à semana passada, já tinham sido autorizados três pedidos para utilização do remdesivir, disse o Infarmed.

Este antiviral, criado pela farmacêutica norte-americana Gilead como potencial tratamento para o ébola, é, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, "uma molécula promissora no tratamento de Covid-19 tendo em conta o seu largo espetro antiviral", a informação in vitro e in vivo disponível para os coronavírus, assim como a extensiva base de dados de segurança clínica, nota o Infarmed, acrescentando que estão a decorrer ensaios clínicos com remdesivir na China, EUA e que há um potencial alargamento a países na Europa.

Saber mais

Ensaios prioritários

O Infarmed vai dar prioridade à avaliação de novos ensaios clínicos para novos fármacos que visem prevenir ou tratar a doença Covid-19, segundo uma orientação publicada no site da instituição com "medidas excepcionais durante o período de risco para a saúde pública".

Petição pela cloroquina

Em França, está a correr uma petição para facilitar a prescrição da hidroxicloroquina, um tratamento que tem suscitado vivos debates sobre a sua utilização contra o coronavírus.

Plasma de curados

Na China e nos EUA, está a ser usado plasma de pessoas curadas no tratamento de doentes Covid-19.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias"  e autor em 7 de Abril de 2020

Covid-19 | CHULN medicamentos domicílio

Covid-19 | CHULN medicamentos domicílio - 

Farmácia do Hospital Santa Maria entrega medicamentos em casa.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), que integra o Hospital de Santa Maria, começa esta semana a entregar, de forma gratuita, medicação ao domicílio «o maior número possível de doentes e de patologias», no âmbito do plano de contingência para a Covid-19.

Numa resposta enviada hoje à agência Lusa, o centro hospitalar adianta que a entrega de medicamentos ao domicílio faz parte de um conjunto de medidas tomadas para minimizar o risco associado à deslocação dos doentes para levantamento de medicação na farmácia do Hospital de Santa Maria, «que atende cerca 500 doentes/dia».

O serviço de entregas de medicamentos ao domicílio vai abranger «doentes de praticamente todo o país e é totalmente gratuito», e estará disponível para «o maior número possível de doentes e de patologias».

O centro hospital sublinha que serviços de entrega cumprem a legislação em matéria de certificação de transporte de medicamentos, com todas as garantias de segurança envolvidas.

«O CHULN quer assegurar que este serviço é realizado por entidades de transporte profissionalizadas e credenciadas para o efeito, esperando-se por isso um serviço eficiente e com qualidade», acrescenta.

Reforço generalizado dos stocks de medicamentos

O reforço generalizado dos stocks de medicamentos, em especial os cedidos em ambulatório, foi outra das medidas tomadas pelo CHULN.

Esta decisão irá «permitir a cedência de medicação para períodos mais longos, nomeadamente dos habituais 30 para 60 dias, de acordo com as características do doente, patologia e enquadramento social», abrangendo «todos os doentes, incluindo com artrite reumatóide».

A Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR) tinha criticado a gestão da farmácia hospitalar do Hospital de Santa Maria, dizendo que esta recusou a dispensa de medicamentos a vários doentes, ignorando que as receitas desmaterializadas estão em vigor desde Setembro de 2017.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte está também a desenhar um procedimento para promover o recurso a receitas assinadas digitalmente pelos médicos prescritores (assinatura digital em documento PDF).

Contudo, sublinha o CHULN na resposta enviada à Lusa, se entrar em vigor «uma norma extraordinária que permita o pedido de dispensa de medicação através da apresentação de receita via e-mail, os serviços farmacêuticos adoptarão essa medida sem reservas».

Segundo o centro hospitalar, é necessário encontrar formas de validar as receitas recebidas por via electrónica, dadas as dificuldades de os médicos assistentes utilizarem prescrições em papel, uma vez que o recurso à «teleconsulta» é uma opção em crescendo.

Dentes crónicos: acesso a medicamentos

A Directora-Geral da Saúde, Graça Freitas, já tinha anunciado que os doentes crónicos que necessitassem de medicamentos que são disponibilizados pelos hospitais iam passar a receber os fármacos em casa, após a agência Lusa ter tido conhecimento de alguns casos de doentes crónicos, nomeadamente transplantados, que estavam preocupados com a forma como podiam ter acesso aos medicamentos, devido às restrições de acesso aos estabelecimentos de saúde impostos surto de covid-19.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados da Covid-19 foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência desde as 0 horas de 19 de Março e até ao final do dia 17 de Abril.

 

Fonte: Site do "sns.gov.pt"  e autor em 7 de Abril de 2020

TEVA doa 50 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde

TEVA doa 50 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde - 

A TEVA Portugal anunciou a doação de 50 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde, para apoio no combate à pandemia da covid-19.

“O sulfato de hidroxicloroquina é aprovada no tratamento da malária, lúpus eritematoso e artrite reumatóide, sendo a que eficácia contra o SARS-CoV-2, a causa do coronavírus, está actualmente a ser alvo de investigação”, indica a nota divulgada.

Apesar deste medicamento não ser comercializado em Portugal pela TEVA, a farmacêutica foram importou o produto de outro mercado UE, para assim dar resposta à procura urgente do medicamento, e para que seja alvo de testes relacionados com o tratamento da covid-19.

O sulfato de hidroxicloroquina está aprovado para o tratamento da malária, lúpus eritematoso e artrite reumatóide. Embora o medicamento ainda não esteja aprovado para uso no tratamento da covid-19, a sua eficácia contra o SARS-CoV-2, a causa do coronavírus, está actualmente a ser alvo de investigação.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 6 de Abril de 2020

Medicamento inibidor da Covid-19 em teste na Austrália é feito em Portugal

Medicamento inibidor da Covid-19 em teste na Austrália é feito em Portugal - 

Cientistas australianos identificaram um medicamento que pode neutralizar o novo coronavírus em menos de 48 horas.

O Ivermectine é um desparasitante produzido pela farmacêutica portuguesa Hovione e está a mostrar eficácia contra o novo coronavírus em testes realizados na Austrália. É com cautela que Marco Gil, director comercial da marca, recebe a notícia de mais um estudo, desta vez australiano, que investiga um medicamento que pode ser eficaz no combate à Covid-19.

O medicamento em causa é um velho conhecido da farmacêutica portuguesa. Trata-se do Ivermectin, um desparasitante usado desde os anos 80 do século passado para combater diversas doenças como a cegueira dos rios e grande parte da produção mundial é feita pela Hovione.

Em declarações à Renascença, Marco Gil recorda essa bagagem toda que o Ivermectin tem e que, de resto já valeu o prémio Nobel a dois investigadores pela aplicação em África salvando milhares de pessoas.

O director comercial da Hovione lembra que, "neste momento, têm de ser feitos estudos de fase três - já em pacientes - e terá de descobrir-se a dose terapêutica, para se apurar se, de facto, essa dose está dentro dos limites de toxicidade com que pode ser usado este produto", mas reconhece que o facto de se conhecer a molécula há décadas "acelera o processo".

Este responsável aponta para daqui a "cerca de seis a nove meses" o resultado de uma eventual eficácia do Ivermectine no combate ao novo coronavírus.

A confirmar-se que é eficaz, a Hovione é capaz de produção em escala?

"Depende das quantidades e da população a tratar e evidentemente haverá depois limitações e um tempo de adaptação para conseguir aumentar de forma exponencial a produção caso venha a ser necessário."

Marco Gil garante que a empresa dará "obviamente" prioridade ao fármaco no caso de ser eficaz e que fará "tudo o que é humanamente possível para aumentar a capacidade de produção deste produto".

O Ivermectin não tem patente, é um genérico, por isso, a produção em escala também não deverá ser cara. O facto de existir há muitos anos no mercado "facilita o preço", e mais, "será um produto muito mais barato do que uma molécula nova neste momento em estudo", conclui.

Trata-se também de um medicamento seguro, sem efeitos secundários, mas, mais uma vez, Marco Gil trava expectativas exageradas, explicando que, se por um lado o Ivermectin "não tem efeitos secundários relevantes, sendo de administração segura, muito estudado há muitos anos, e, desse ponto vista traz a segurança de ser um produto com toxicidade baixa", por outro lado "dependerá muito da dose terapêutica que será necessário administrar aos doentes de a administrar estes doentes da Covid 19".

O estudo está disponível na página online da Universidade Monash, na Austrália, e conclui que o Ivermectine tem eficácia com um único tratamento e resultados visíveis em 48 horas. Mas estamos a falar ainda experiências até aqui em culturas de células em laboratório (in vitro) e não testes em humanos (in vivo).

Portugal regista este sábado 266 mortes associadas à covid-19, mais 20 do que na sexta-feira, e 10.524 infectados (mais 638), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil. Há ainda a registar mais de 229 pessoas de recuperaram.

 

Fonte: Site da "Rádio Renascença"  e autor em 4 de Abril de 2020

Vendas nas farmácias caem a pique após três semanas de fortes subidas

Vendas nas farmácias caem a pique após três semanas de fortes subidas - 

As vendas nas farmácias portuguesas caíram 35% na semana passada face à semana anterior, indicando uma normalização do abastecimento.

“Em relação à semana anterior (12.ª semana do ano), as vendas diminuem 34,6%, representando um possível efeito de normalização do abastecimento face ao comportamento verificado nas semanas anteriores”, revelou a Health Market Research (HMR) Portugal no “Market Watch Portugal Especial covid-19”.

Relativamente ao período homólogo do ano passado, as vendas na semana de 23 a 29 de Março recuaram 3,4%. Isto, depois de três semanas de crescimentos acentuados face às mesmas semanas de 2019: 18,6% na primeira semana de Março, 74,3% na segunda e 54,3% na terceira.

“A semana 11 de 2020 [entre 09 e 15 de Março] provavelmente representa um abastecimento reforçado de medicamentos por parte da população e um comportamento excepcional”, sublinhou a HMR, assinalando que o estado de emergência em Portugal devido à pandemia de covid-19 foi anunciado a 18 de Março e implementado a 22 de Março.

E destacou: “O pico de vendas na semana 11 de 2020 parece indicar uma provável antecipação do abastecimento de medicamentos por parte dos utentes, face à tomada de medidas que ocorreu no final da semana 12”.

Segundo a consultora, o volume de ‘sell out’ (vendas totais) na 13.ª semana do ano é de 2,9 milhões de unidades inferior ao da semana anterior, uma quebra de 36%, pois “muito provavelmente na 12.ª semana do ano já houve uma tendência de normalização do abastecimento por parte dos utentes”.

Também é salientada a forte diminuição (-30%) na venda de anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, desde a semana 11 de 2020, tal como a descida drástica no volume de vendas de produtos ‘consumer healthcare’ (produtos de bem-estar, higiene oral, nutrição e saúde dermatológica) na 13.ª semana do ano (23 a 29 de Março).

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 3 de Abril de 2020