TEVA doa 50 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde

TEVA doa 50 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde - 

A TEVA Portugal anunciou a doação de 50 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde, para apoio no combate à pandemia da covid-19.

“O sulfato de hidroxicloroquina é aprovada no tratamento da malária, lúpus eritematoso e artrite reumatóide, sendo a que eficácia contra o SARS-CoV-2, a causa do coronavírus, está actualmente a ser alvo de investigação”, indica a nota divulgada.

Apesar deste medicamento não ser comercializado em Portugal pela TEVA, a farmacêutica foram importou o produto de outro mercado UE, para assim dar resposta à procura urgente do medicamento, e para que seja alvo de testes relacionados com o tratamento da covid-19.

O sulfato de hidroxicloroquina está aprovado para o tratamento da malária, lúpus eritematoso e artrite reumatóide. Embora o medicamento ainda não esteja aprovado para uso no tratamento da covid-19, a sua eficácia contra o SARS-CoV-2, a causa do coronavírus, está actualmente a ser alvo de investigação.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 6 de Abril de 2020

Medicamento inibidor da Covid-19 em teste na Austrália é feito em Portugal

Medicamento inibidor da Covid-19 em teste na Austrália é feito em Portugal - 

Cientistas australianos identificaram um medicamento que pode neutralizar o novo coronavírus em menos de 48 horas.

O Ivermectine é um desparasitante produzido pela farmacêutica portuguesa Hovione e está a mostrar eficácia contra o novo coronavírus em testes realizados na Austrália. É com cautela que Marco Gil, director comercial da marca, recebe a notícia de mais um estudo, desta vez australiano, que investiga um medicamento que pode ser eficaz no combate à Covid-19.

O medicamento em causa é um velho conhecido da farmacêutica portuguesa. Trata-se do Ivermectin, um desparasitante usado desde os anos 80 do século passado para combater diversas doenças como a cegueira dos rios e grande parte da produção mundial é feita pela Hovione.

Em declarações à Renascença, Marco Gil recorda essa bagagem toda que o Ivermectin tem e que, de resto já valeu o prémio Nobel a dois investigadores pela aplicação em África salvando milhares de pessoas.

O director comercial da Hovione lembra que, "neste momento, têm de ser feitos estudos de fase três - já em pacientes - e terá de descobrir-se a dose terapêutica, para se apurar se, de facto, essa dose está dentro dos limites de toxicidade com que pode ser usado este produto", mas reconhece que o facto de se conhecer a molécula há décadas "acelera o processo".

Este responsável aponta para daqui a "cerca de seis a nove meses" o resultado de uma eventual eficácia do Ivermectine no combate ao novo coronavírus.

A confirmar-se que é eficaz, a Hovione é capaz de produção em escala?

"Depende das quantidades e da população a tratar e evidentemente haverá depois limitações e um tempo de adaptação para conseguir aumentar de forma exponencial a produção caso venha a ser necessário."

Marco Gil garante que a empresa dará "obviamente" prioridade ao fármaco no caso de ser eficaz e que fará "tudo o que é humanamente possível para aumentar a capacidade de produção deste produto".

O Ivermectin não tem patente, é um genérico, por isso, a produção em escala também não deverá ser cara. O facto de existir há muitos anos no mercado "facilita o preço", e mais, "será um produto muito mais barato do que uma molécula nova neste momento em estudo", conclui.

Trata-se também de um medicamento seguro, sem efeitos secundários, mas, mais uma vez, Marco Gil trava expectativas exageradas, explicando que, se por um lado o Ivermectin "não tem efeitos secundários relevantes, sendo de administração segura, muito estudado há muitos anos, e, desse ponto vista traz a segurança de ser um produto com toxicidade baixa", por outro lado "dependerá muito da dose terapêutica que será necessário administrar aos doentes de a administrar estes doentes da Covid 19".

O estudo está disponível na página online da Universidade Monash, na Austrália, e conclui que o Ivermectine tem eficácia com um único tratamento e resultados visíveis em 48 horas. Mas estamos a falar ainda experiências até aqui em culturas de células em laboratório (in vitro) e não testes em humanos (in vivo).

Portugal regista este sábado 266 mortes associadas à covid-19, mais 20 do que na sexta-feira, e 10.524 infectados (mais 638), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil. Há ainda a registar mais de 229 pessoas de recuperaram.

 

Fonte: Site da "Rádio Renascença"  e autor em 4 de Abril de 2020

Vendas nas farmácias caem a pique após três semanas de fortes subidas

Vendas nas farmácias caem a pique após três semanas de fortes subidas - 

As vendas nas farmácias portuguesas caíram 35% na semana passada face à semana anterior, indicando uma normalização do abastecimento.

“Em relação à semana anterior (12.ª semana do ano), as vendas diminuem 34,6%, representando um possível efeito de normalização do abastecimento face ao comportamento verificado nas semanas anteriores”, revelou a Health Market Research (HMR) Portugal no “Market Watch Portugal Especial covid-19”.

Relativamente ao período homólogo do ano passado, as vendas na semana de 23 a 29 de Março recuaram 3,4%. Isto, depois de três semanas de crescimentos acentuados face às mesmas semanas de 2019: 18,6% na primeira semana de Março, 74,3% na segunda e 54,3% na terceira.

“A semana 11 de 2020 [entre 09 e 15 de Março] provavelmente representa um abastecimento reforçado de medicamentos por parte da população e um comportamento excepcional”, sublinhou a HMR, assinalando que o estado de emergência em Portugal devido à pandemia de covid-19 foi anunciado a 18 de Março e implementado a 22 de Março.

E destacou: “O pico de vendas na semana 11 de 2020 parece indicar uma provável antecipação do abastecimento de medicamentos por parte dos utentes, face à tomada de medidas que ocorreu no final da semana 12”.

Segundo a consultora, o volume de ‘sell out’ (vendas totais) na 13.ª semana do ano é de 2,9 milhões de unidades inferior ao da semana anterior, uma quebra de 36%, pois “muito provavelmente na 12.ª semana do ano já houve uma tendência de normalização do abastecimento por parte dos utentes”.

Também é salientada a forte diminuição (-30%) na venda de anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, desde a semana 11 de 2020, tal como a descida drástica no volume de vendas de produtos ‘consumer healthcare’ (produtos de bem-estar, higiene oral, nutrição e saúde dermatológica) na 13.ª semana do ano (23 a 29 de Março).

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 3 de Abril de 2020

Infarmed pede disponibilidade continua de oxigénio e dispositivos médicos

Infarmed pede disponibilidade continua de oxigénio e dispositivos médicos - 

O Infarmed alertou hoje fabricantes e distribuidores para a necessidade de disponibilidade continua de oxigénio e dispositivos médicos tanto à casa dos doentes como aos hospitais, incluindo os de campanha, no contexto da pandemia de covid-19.

em nota publicada no 'site', a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) chama a atenção para a necessidade de "assegurar a permanente disponibilidade de gases medicinais [como o oxigénio, por exemplo] e dispositivos médicos com qualidade, tendo em conta os planos de contingência, as necessidades acrescidas de abastecimento e os novos intervenientes que possam surgir neste contexto de pandemia, como hospitais de campanha".

O Infarmed lembra ainda que, no âmbito da pandemia de covid-19, "foi determinado, em termos de Saúde Pública, sem prejuízo de outras prioridades, que o abastecimento e transporte de algumas categorias de medicamentos como os gases medicinais, e o transporte de algumas categorias de dispositivos médicos, como concentradores de oxigénio e ventiladores, são importantes e essenciais tanto para hospitais e outras instituições de saúde, como para o domicílio dos doentes e pessoas mais vulneráveis".

Para garantir o abastecimento contínuo do mercado e evitar o alastrar da pandemia, a Autoridade Nacional do Medicamento pede aos fabricantes e distribuidores de gases medicinais e de dispositivos médicos para assegurarem que "as instalações e equipamentos, o pessoal adstrito às diversas operações, bem como a estrutura e organização internas se encontram adequados e suficientes, de forma a disponibilizar eficazmente e com rapidez as quantidades de medicamentos e de dispositivos médicos que os clientes precisam".

Recomenda também que adoptem as medidas adequadas e necessárias com vista à protecção da saúde de todo o pessoal (incluindo os motoristas), tais como a formação eficaz relativamente às instruções de higiene e fardamento, verificando o seu cumprimento.

O Infarmed alerta ainda para a necessidade de adoptarem medidas cautelares adicionais, para evitar que os motoristas, técnicos e o pessoal de distribuição contactem com os colaboradores e doentes das entidades onde entregam e/ou instalam estes produtos, incluindo nos domicílios de utentes, "privilegiando a utilização de sistemas electrónicos e permanecendo apenas o tempo considerado necessário naqueles locais".

Devem igualmente "comunicar e sensibilizar as autoridades de segurança e rodoviárias de que a prossecução da sua actividade de distribuição é essencial à Saúde Pública, tendo disponíveis em cada camião ou carrinha toda a documentação comprovativa necessária para apresentar e justificar a necessidade de passagem", acrescenta.

O Infarmed refere também que os distribuidores domiciliários de medicamentos gases medicinais e de dispositivos médicos devem igualmente garantir "o retorno imediato aos respectivos fornecedores de todo o material usado e vasilhame vazio que detenham" e assegurar uma gestão adequada das equipas com formação adequada.

Os distribuidores domiciliários devem ainda assegurar a permanência do pessoal considerado essencial nas instalações da entidade, "admitindo-se a subcontratação externa de profissionais habilitados, se necessário, durante o tempo em que vigorar o estado de emergência", e "prestar especial atenção à monitorização, no local, de eventuais situações de pacientes infectados e ainda não sinalizados, informando imediatamente as respectivas autoridades".

A documentação referida, assim como a cópia da circular informativa do Infarmed que descreve esta actividade como sendo prioritária em estado de emergência, "devem existir, preferencialmente, em formato electrónico e estar prontamente disponíveis para apresentação a quaisquer autoridades de segurança, saúde e rodoviárias, ou forças de segurança que as solicitem", acrescenta.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 2 de Abril de 2020.

Covid-19: Infarmed faz actualização sobre tratamentos e vacinas em desenvolvimento

Covid-19: Infarmed faz actualização sobre tratamentos e vacinas em desenvolvimento - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I.P. (Infarmed), divulgou um comunicado com uma actualização sobre os vários tratamentos e vacinas que se encontram em desenvolvimento para combater a pandemia de covid-19.

“O Infarmed, I. P., encontra-se a acompanhar a nível nacional, europeu e internacional todos os dados relativos a potenciais medicamentos a serem considerados, no tratamento da infecção por coronavírus, bem como potenciais vacinas neste contexto, tendo disponível na sua página electrónica, informação sobre este assunto que pode ser consultada”.

Segundo a Autoridade do Medicamento “existem várias iniciativas que estão a decorrer, relativas a potenciais tratamentos da COVID-19. Contudo, à presente data e mediante os dados preliminares, nenhum medicamento se demonstrou ainda eficaz no tratamento da covid-19”.

Segundo o Infarmed, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) “tem interagido com várias empresas responsáveis pelo desenvolvimento de cerca de 40 opções terapêuticas”, e neste momento há a destacar cinco potenciais tratamentos.

Remdesivir (medicamento experimental também utilizado no tratamento da infecção pelo vírus Ébola); lopinavir/ritonavir (associação presentemente autorizada para o tratamento da infecção pelo VIH); cloroquina e hidroxicloroquina (presentemente autorizados a nível nacional como tratamentos para a malária e determinadas doenças autoimunes como a artrite reumatóide); interferões sistémicos, em particular o interferão beta (presentemente autorizados para tratar doenças como a esclerose múltipla); e anticorpos monoclonais, com actividade sobre os componentes do sistema imunitário, são os as potenciais terapêuticas, para as quais estão a decorrer ensaios clínicos.

O Infarmed avança ainda que “já a decorrer ensaios clínicos de fase I para duas vacinas, conforme informação da organização Mundial de Saúde. Os ensaios clínicos de fase I são os primeiros ensaios necessários e decorrem com voluntários saudáveis”.

Contudo, a Autoridade do Medicamento indica que ainda não é possível “fazer uma previsão sobre o tempo que levará até que estas vacinas estejam efectivamente aptas para aprovação, contudo, e com base na experiência do desenvolvimento de outras vacinas, considera-se que todo o processo demorará pelo menos 1 ano até que uma vacina para covid-19 possa estar preparada para a aprovação e disponível em quantidades suficientes para garantir uma utilização em larga escala”.

O Infarmed, termina por indicar que em articulação com a EMA, irá continuar a acompanhar e a seguir a “evolução das terapêuticas e vacinas para COVID-19, promovendo a sua divulgação”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 1 de Abril de 2020

Farmaemcasa. Uma aplicação para evitar filas nas Farmácias

Farmaemcasa. Uma aplicação para evitar filas nas Farmácias - 

 

Estudante do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave criou app gratuita que pode ser uma ajuda importante em tempos de pandemia.

Chama-se Rui Fernandes, é aluno de mestrado em Engenharia Informática do IPCA ( Instituto Politécnico do Cávado e do Ave), e criou a aplicação Farmaemcasa, com o objetivo de ajudar os portugueses a pedir medicamentos sem terem de se deslocar à Farmácia.

Nos casos em que as farmácias tenham o serviço de entrega ao domicílio, a aplicação permite que não seja necessário sair de casa.

No desenvolvimento da aplicação estiveram envolvidos outros estudantes do IPCA: Sérgio Cruz, Bruno Silva, José Rocha e Luís Macedo.

A aplicação está já disponível para Android e iOS e pode ser descarregada sem qualquer custo associado.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias"  e autor em 31 de Março de 2020