Dez misericórdias nortenhas vão fazer milhares de consultas e cirurgias

Dez misericórdias nortenhas vão fazer milhares de consultas e cirurgias - 

O primeiro-ministro António Costa, e a ministra da Saúde, Marta Temido, assinam, esta tarde de segunda-feira, em Vila Verde, um protocolo com dez Misericórdias dos distritos de Braga, Porto e Vila Real, para a realização de dezenas de milhar de consultas médicas e de cirurgias, por conta do Serviço Nacional de Saúde.

A visita foi confirmada ao JN pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, Bento Morais. "A nossa instituição acolherá a assinatura dos acordos com o Serviço Nacional de Saúde para realizar consultas e cirurgias, entre 12 de Novembro de 2020 e 31 de Dezembro de 2021", revelou.

Está igualmente prevista a presença na cerimónia protocolar desta segunda-feira do presidente da Administração Regional de Saúde do Norte, Carlos Nunes.

Além do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, o Governo vai assinar, ainda, protocolos com a Santa Casa da Misericórdia de Fão, de Esposende, Póvoa de Lanhoso, de Riba de Ave (distrito de Braga), de Lousada, Marco de Canavezes, Felgueiras e Vila do Conde (distrito do Porto) e ainda de Valpaços (distrito de Vila Real).

A Santa Casa da Misericórdia da Vila Verde terá "o encargo de realizar 20 mil consultas médicas e 2500 cirurgias", disse Bento Morais, elogiando a capacidade instalada e a qualidade dos serviços daquela instituição.

"Este protocolo constitui mais um reconhecimento do papel ímpar de proximidade que as Misericórdias desempenham há séculos, também a nível hospitalar, sempre presentes nos momentos mais dramáticos do nosso país, como é o que se vive", salientou Bento Morais.

Ainda no que diz respeito ao exemplo de Vila Verde, em tudo idêntico às restantes misericórdias, serão os médicos de família a encaminhar os casos prioritários, a partir dos Agrupamentos dos Centros de Saúde de Gerês-Cabreira, de Braga, de Barcelos e de Vila Nova de Famalicão.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 16 de Novembro de 2020.

OF pede avaliação independente ao relatório sobre dispensa de proximidade

OF pede avaliação independente ao relatório sobre dispensa de proximidade - 

Ordem expressa preocupação e diz não ter tido "previamente conhecimento do documento" e que o mesmo "tem sugestões sem suporte técnico que as justifique e que não fazem sentido".

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) vai pedir uma avaliação por peritos independentes do relatório do grupo de trabalho que analisou a dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade, que diz conter recomendações sem fundamentação técnica e desajustadas da realidade.

“Estamos muito surpreendidos, primeiro porque nem tivemos previamente conhecimento do documento e, depois, porque tem sugestões sem suporte técnico que as justifique e que não fazem sentido, como a proposta de ter os centros de saúde a fazer dispensa de medicamentos”, afirmou a bastonária da OF.

Ana Paula Martins diz-se “absolutamente surpreendida” com as sugestões apresentadas hoje no Fórum do Medicamento por um elemento do grupo de trabalho criado pelo Governo, lembrando que nesta altura de pandemia os centros de saúde estão “assoberbados de trabalho e sem recursos suficientes”.

“Surpreende que tenha surgido como recomendação a adopção de um modelo que nem foi testado. Ainda não tenho o relatório, que não nos foi enviado, mas esperamos para ver a sustentação técnica que suporta estas opções”, afirmou.

A bastonária questiona ainda como é que, numa altura em que se vive “uma pandemia que não se sabe quando acabará”, este grupo de trabalho proponha “medidas não testadas, que sobrecarregam os centros de saúde, quando eles nem sequer têm farmacêuticos disponíveis para garantir este circuito do medicamento”.

Proposta apresentada desperdiça quase 10.000 farmacêuticos das 2.990 farmácias comunitárias

“Então avançam com uma proposta de um modelo que assentaria na criação de serviços farmacêuticos nos centros de saúde. É esta uma prioridade para o governo?”, questionou a responsável.

Ana Paula Martins considera ainda que o que foi apresentado desperdiça quase 10.000 farmacêuticos das 2.990 farmácias comunitárias, “num país com tanta falta de recursos humanos”.

“Damo-nos ao luxo de, num grupo de trabalho, fazer uma recomendação destas, desperdiçando a existência de uma rede que cobre o país inteiro”, pergunta.

Além de propor um modelo de dispensa de medicamentos em proximidade que inclua os centros de saúde, o grupo de trabalho sugere ainda que cerca de 10 medicamentos oncológicos passem a ser de exclusiva gestão das farmácias comunitárias, sendo que, para tal, será preciso proceder a uma alteração do estatuto de medicamento de cedência exclusiva hospitalar para cedência em ambulatório.

“Isto é surpreendente. Há 10 anos atrás, numa primeira avaliação com este objectivo, havia uma lista muito mais extensa do que esta. (…) Surpreende também que o grupo de trabalho ‘ad-hoc’ não se tenha fundamentado em tantas audições que teve, designadamente na audição da comissão de avaliação de medicamentos do Infarmed, que é a quem compete fazer avaliação e recomendação para alteração de estatutos de medicamentos”, acrescentou.

A Ordem dos Farmacêuticos reclama a divulgação imediata das conclusões do grupo de trabalho, receando “atropelos à lei e adulteração do verdadeiro objectivo de garantir as necessidades e segurança dos doentes no acesso à terapêutica”.

Diz que o grupo de trabalho ignorou nas suas conclusões “as estruturas profissionais, os representantes dos doentes e os parceiros do sector farmacêutico e da distribuição”.

“A Ordem dos Farmacêuticos não pode compactuar com propostas que não apresentem a devida fundamentação técnica e científica e colocam em causa a segurança dos doentes”, acrescenta.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 16 de Novembro de 2020

Medicamento experimental à base de células estaminais está pronto a usar em Portugal

Medicamento experimental à base de células estaminais está pronto a usar em Portugal - 

"A utilização deste tipo de células está já a ser testada noutros países com resultados muito promissores. Não podíamos deixar de tentar desenvolver este tipo de terapia em Portugal", justificou o director geral da Crioestaminal, André Gomes.

A Crioestaminal anunciou esta sexta-feira ter concluído o desenvolvimento de um medicamento experimental à base de células estaminais do cordão umbilical expandidas para tratar doentes mais graves com covid-19, que se encontra disponível para utilização hospitalar.

Sediada no Biocant Park, em Cantanhede, a empresa tem já pronto o primeiro lote do medicamento experimental (SLCTmsc02), abrindo caminho à sua utilização como tratamento experimental em contexto hospitalar.

"O medicamento experimental surge como uma solução terapêutica para tratar doentes com covid-19 em situação grave. A utilização deste tipo de células está já a ser testada noutros países com resultados muito promissores. Não podíamos deixar de tentar desenvolver este tipo de terapia em Portugal", justificou o director geral da Crioestaminal, André Gomes.

Este medicamento experimental é constituído por doses de 100 milhões de células estaminais mesenquimais (MSCs, na sigla inglesa) do tecido do cordão umbilical, tendo as primeiras doses sido submetidas aos controlos de qualidade que permitiram a validação de todo o processo e a qualificação do mesmo como terapia experimental.

Segundo André Gomes, "este medicamento experimental foi desenvolvido, em tempo recorde, na nova unidade de produção de medicamentos de terapia celular da Crioestaminal" e resultou do esforço da equipa de técnicos e investigadores da empresa ao longo dos últimos meses.

"Estamos, neste momento, em condições de produzir cerca de duas dezenas de doses por semana, com a possibilidade de expandir a produção, se necessário", garantiu.

A empresa explica, em comunicado, que "a utilização deste tipo de células para tratar doentes com pneumonias graves associadas à covid-19 tem vindo a ser testada na China, EUA e alguns países europeus, estando em curso mais de 20 ensaios clínicos para estudar de forma alargada a segurança e eficácias desta terapia".

"Resultados de estudos clínicos recentes revelaram uma reversão notável dos sintomas, com melhoria significativa da função pulmonar e de outros sintomas dos doentes em estado mais grave, com redução do tempo de internamento em cuidados intensivos", acrescenta.

No seu entender, "apesar de estes estudos terem sido conduzidos num número ainda restrito de doentes, os resultados favoráveis obtidos sugerem que as MSCs do tecido do cordão umbilical podem constituir uma nova estratégia terapêutica para o tratamento desta doença".

O medicamento "tem ainda outras aplicações na área da regulação do sistema imunitário, nomeadamente no tratamento de doentes transplantados com medula óssea que desenvolvam uma forma grave da doença do enxerto contra o hospedeiro", acrescenta.

Neste âmbito, o uso do SLCTmsc02 foi já autorizado pelo Infarmed para aplicação clínica no Instituto Português de Oncologia de Lisboa.

Segundo a Crioestaminal, a inauguração da sua nova unidade de produção, este ano, no Biocant Park, "veio permitir não só a produção deste medicamento experimental, como outros para ensaios clínicos e terapias experimentais em diversas áreas da medicina, com a possibilidade de integração em consórcios internacionais na área das terapias celulares".

"O projecto, que representa um investimento de um milhão de euros e pretende ser referência na Europa, tem como objectivo a produção deste tipo de medicamentos e a exploração do potencial terapêutico das células estaminais, quer das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical, em doenças autoimunes, quer das células do sangue do cordão umbilical na área da pediatria do desenvolvimento", acrescenta

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 13 de Novembro de 2020.

Aprovado diploma para criar Laboratório Nacional do Medicamento

Aprovado diploma para criar Laboratório Nacional do Medicamento - 

O Conselho de Ministros aprovou na generalidade, o decreto-lei que estabelece os “termos da criação do Laboratório Nacional do Medicamento”, que vai suceder ao Laboratório Militar e continuará na dependência do Exército.

Esta foi uma proposta do PCP no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2020, aprovada pelo PS e Bloco de Esquerda, com a abstenção do PAN, CDS-PP e Chega, e com votos contra do PSD e da Iniciativa Liberal.

“A criação do Laboratório Nacional do Medicamento permite ao Estado deixar de estar refém da indústria farmacêutica. É uma medida que visa salvaguardar a independência e a soberania do Estado no setor do medicamento e a concretização de uma política do medicamento centrada nos interesses públicos e dos utentes”, indica a proposta do PCP.

O Laboratório Nacional do Medicamento, segundo a proposta apresentada, terá como missão “contribuir para o desenvolvimento da investigação e produção de medicamento, dispositivos médicos e outros produtos de saúde, diminuindo a dependência do país em face da indústria farmacêutica e afirmando a soberania nacional nessa área” e prestar apoio às Forças Armadas, assim como na área assistencial o apoio farmacêutico a militares e deficientes das Forças Armadas.

O diploma ainda tem de voltar a ser apreciado em Conselho de Ministros, após audição do Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas e do Conselho de Chefes de Estado-Maior.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 13 de Novembro de 2020

Acordo alargado pelo acesso aos cuidados de saúde

Acordo alargado pelo acesso aos cuidados de saúde - 

Instituições privadas da saúde e 70 associações de doentes assinaram protocolo.

Farmácias, hospitais, indústria, distribuidores, associações de doentes e outros uniram-se para criar condições que melhorem a relação entre as instituições de saúde e os doentes, e que garantam que estes têm acesso a cuidados de saúde de qualidade. O acordo nasce da necessidade de «retoma urgente dos cuidados de saúde», nomeadamente a doentes não COVID-19, num momento em que a pandemia compromete a resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Através deste acordo, as farmácias comprometem-se a dispensar medicamentos hospitalares num modelo de proximidade, garantindo a continuidade da terapêutica dos doentes. Juntamente com os distribuidores, comprometem-se ainda a estudar a melhor forma de entregar os medicamentos ao domicílio, evitando que os doentes tenham de sair de casa. O acordo prevê a integração da intervenção das farmácias na estratégia futura de vacinação do SNS, e a agilização dos canais de comunicação entre o médico e o farmacêutico para partilhar necessidades relativas à terapêutica do utente e dar resposta à renovação de receitas na farmácia.

São 13 as medidas de implementação imediata previstas no protocolo assinado no dia 11 de Novembro entre os membros do Conselho Estratégico Nacional da Saúde (CENS) da CIP (Confederação Empresarial de Portugal) e 70 associações de doentes. Entre elas estão a criação de um plano de recuperação específico para o acesso aos cuidados de saúde primários, o desenvolvimento de um serviço de apoio ao doente nas unidades de saúde de maior dimensão, e a garantia de acompanhamento efectivo dos doentes mais necessitados, como os idosos ou as pessoas com limitações físicas ou mentais. Os utentes devem ver facilitada a comunicação com os serviços de saúde, através de um contacto telefónico a que podem recorrer em caso de agravamento da doença. Os hospitais devem favorecer a comunicação por meios digitais, para evitar deslocações desnecessárias.

 

Fonte: Site da "Revistasaude.pt"  e autor em 13 de Novembro de 2020

MOVA apela à vacinação contra a Pneumonia

MOVA apela à vacinação contra a Pneumonia - 

No dia em que se comemora o Dia Mundial da Pneumonia, o Movimento Doentes Pela Vacinação (MOVA) lembra que a Pneumonia pode deixar sequelas irreversíveis ou mesmo levar à morte, sobretudo nos grupos de risco.

Tendo em conta o momento em que vivemos de pandemia de covid-19, o MOVA alerta para a importância da prevenção. Para além da protecção individual, optar pela vacinação é também investir em saúde pública, prevenir internamentos e assim contribuir para a diminuição do recurso aos serviços de saúde, nesta fase, sobrecarregados.

Para a fundadora do MOVA, Isabel Saraiva “a população sabe o que é a Pneumonia mas desconhece os riscos que corre ao contraí-la. Falar de Pneumonia é falar de mortes, de morbilidades e de sequelas graves. Podemos preveni-las, basta que nos vacinemos. Qualquer investimento que façamos em prevenção é preferível aos custos da cura”.

Em comunicado divulgado, o MOVA indica ainda que a vacinação antipneumocócica está recomendada pela Direcção Geral da Saúde a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco – idosos, pessoas com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais.

Esta é uma vacina gratuita para as crianças e alguns segmentos de adultos, e é comparticipada pelo estado em 37% para a restante população. A sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, incluindo na prevenção das formas mais graves da doença.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a Pneumonia mata uma média de 16 pessoas por dia, uma pessoa a cada 90 minutos. Em 2018, foi responsável 43.4% das mortes por doenças do aparelho respiratório, 5.1% do total de óbitos no nosso País. A maioria poderia ter sido evitada através de imunização.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 12 de Novembro de 2020