Governo investe mais de 13,6 milhões em 2 milhões de vacinas contra gripe

Governo investe mais de 13,6 milhões em 2 milhões de vacinas contra gripe - 

O Governo vai investir mais de 13,6 milhões de euros na compra de dois milhões de vacinas contra a gripe para a próxima época gripal, que será crítica porque decorrerá em simultâneo com a covid-19, foi hoje divulgado.

Na conferência de imprensa de hoje para actualização de informação sobre a pandemia de covid-19, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou que o Conselho de Ministros autorizou na quinta-feira "a despesa para aquisição de vacinas para a próxima época gripal" e "Portugal pretende adquirir dois milhões de doses de vacinas".

Trata-se de um aumento de 34% e de mais 500 mil doses em relação à última época gripal, disse o governante, referindo que "o Governo pretende fazer este esforço significativo, muito além da previsão inicial que era de um aumento de 5,4% das doses, num investimento global de 13,6 milhões de euros, valor sem IVA".

Segundo o secretário de Estado da Saúde, a próxima época gripal será "crítica do ponto de vista potencial de carga doença resultante de duas epidemias de doenças respiratórias em simultâneo", a gripe e a covid-19, e "prevê-se, e é bom que assim seja, uma maior procura de vacinas conjura a gripe sazonal por parte dos grupos de risco e da população em geral".

António Lacerda Sales disse que "chegaram esta semana a Portugal 44 ventiladores provenientes da China, 20 dos quais de uma doação para o Centro Hospitalar do Algarve e os restantes de aquisição central e que chegarão em breve a diferentes unidades do Serviço Nacional de Saúde" (SNS).

"Durante as próximas semanas, continuarão a chegar aviões com ventiladores cruciais para robustecer o nosso SNS e para a preparação de uma eventual segunda vaga de epidemia", adiantou.

"Preparamo-nos para o pior e esperamos o melhor. Continua a ser este o nosso caminho", rematou.

Portugal regista 1.289 mortos associados à covid-19 em 30.200 casos confirmados de infecção, segundo o último boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia hoje divulgado.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 22 de Maio de 2020.

Dívidas em atraso do SNS aos fornecedores em mínimos de 2014

Dívidas em atraso do SNS aos fornecedores em mínimos de 2014 - 

O prazo médio de pagamento do primeiro durante o primeiro trimestre de 2020 foi de 137 dias, enquanto no período homólogo estava em 145 dias.

valor das dívidas em atraso do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos fornecedores externos nunca foi tão baixo desde que há registo, avança o “Público” esta sexta-feira. Ou seja, desde Janeiro de 2014.

Em Março deste ano, a dívida vencida há mais de 90 dias das 54 entidades do SNS estava em cerca de 169 milhões de euros.

Os pagamentos em atraso das 54 entidades do SNS representam 11,8% do total das dívidas aos fornecedores externos: 1.425 milhões de euros.

Por sua vez, as dívidas de 46 hospitais estavam em 166 milhões de euros, representando 14,5% do total das dívidas em atraso. O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra era o que registava a maior dívida em atraso: 35 milhões de euros.

O prazo médio de pagamento do primeiro durante o primeiro trimestre de 2020 foi de 137 dias, enquanto no período homólogo estava em 145 dias, segundo os dados disponíveis no Portal do SNS. É preciso recuar ao primeiro trimestre de 2016 para encontrar o prazo médio de pagamento mais baixo: 126 dias.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 22 de Maio de 2020.

Infarmed informa recolha de lote do Lisaspin 1000, pó para solução oral

Infarmed informa recolha de lote do Lisaspin 1000, pó para solução oral - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed), divulgou no seu portal uma circular informativa sobre a recolha de lote do medicamento Lisaspin 1000, pó para solução oral.

De acordo com o Infarmed, a sucursal em Portugal da Aristo Pharma Ibéria S.L. “irá proceder à recolha voluntária do lote n.º 17204, com a validade 07/2020, do medicamento Lisaspin 1000 (acetilsalicilato de lisina – 1800 mg/saqueta – correspondentes a 1000 mg de ácido acetilsalicílico), pó para solução oral, embalagem de 20 saquetas, com o número de registo 9500421”.

Esta recolha prende-se com o facto de “terem sido detectados resultados fora das especificações no doseamento da substância activa nos ensaios de estabilidade”.

Sendo assim, “o Infarmed determina a suspensão imediata da comercialização deste lote”.

Todas as entidades que possuam este lote de medicamento em stock devem proceder à sua devolução e “não o podem vender, dispensar ou administrar”.

“Os doentes que estejam a utilizar medicamentos pertencentes a este lote não devem interromper o tratamento”, indica o Infarmed, acrescentando que como este é “um medicamento não sujeito a receita médica de venda exclusiva em farmácia, logo que possível, devem contactar o farmacêutico para indicação de um medicamento alternativo”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 22 de Maio de 2020

Medicina personalizada vai demorar algum tempo a ser incorporada no SNS

Medicina personalizada vai demorar algum tempo a ser incorporada no SNS - 

A especialista em bioinformática Ana Teresa Freitas considerou hoje que a medicina personalizada e precisa, com a vulgarização do recurso a dados genéticos, "vai demorar algum tempo" a ser incorporada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas é inevitável.

A adaptação do novo paradigma ao SNS vai demorar algum tempo, não quer dizer que não se possam dar passos", afirmou, numa videoconferência promovida pela Culturgest sobre longevidade, em particular sobre a medicina de precisão e o impacto da tecnologia e do conhecimento genético na gestão da doença e do prolongamento do tempo de vida saudável.

Para a professora catedrática do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, a medicina do século XXI é a medicina "centrada em tratar pessoas e não doenças".

"Uma medicina personalizada, preventiva, precisa e participativa", acentuou, defendendo que os testes genéticos são determinantes para se perceber, por exemplo, quais os medicamentos mais ajustados para uma pessoa tomar, evitando outros pelos seus efeitos secundários indesejáveis.

Ana Teresa Freitas é co-fundadora de uma empresa que aplica a informação genética das pessoas para mantê-las saudáveis, traçando, com base nos dados, planos de estilo de vida personalizados.

Os testes genéticos, que podem ser feitos a partir de uma amostra de saliva, permitem avaliar o risco de doenças cardiovasculares.

Para Ana Teresa Freitas, a informação genética "é relevante" para aferir "a predisposição" das pessoas para certas "características" que podem influenciar "as suas opções" de vida.

Segundo a docente, o novo paradigma da medicina, personalizada e participativa, pressupõe que as próprias pessoas sejam "corresponsáveis na gestão da sua saúde", tarefa que pode ser facilitada com aplicações móveis que permitem monitorizar sinais vitais, a alimentação, o exercício físico ou, mesmo, fazer um electrocardiograma em casa e depois ter uma consulta de telemedicina.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Maio de 2020.

Exportações portuguesas na área da saúde sobem 9% no primeiro trimestre

Exportações portuguesas na área da saúde sobem 9% no primeiro trimestre - 

As exportações da área da saúde ascenderam a 377 milhões de euros entre Janeiro e Março, um crescimento de 8,8% face a igual período de 2019, destacou hoje em comunicado o Health Cluster Portugal (HCP).

"As exportações da área da Saúde cresceram, assim, em contraciclo com as exportações nacionais de bens, que apresentam um decréscimo de 3,3% em comparação com igual período do ano passado", assinalou a associação sem fins lucrativos, que conta com mais de 180 associados, entre universidades, hospitais e empresas.

Segundo o HCP, que usou dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com fonte no Instituto Nacional de Estatística (INE), "estes números surgem no seguimento dos esforços desenvolvidos por empresas e entidades do sector no sentido de consolidar a presença de Portugal nos mercados externos".

O HCP definiu como objectivo, até 2025, ultrapassar os 2,5 mil milhões de euros de exportações em saúde, onde estão incluídas a fabricação de produtos farmacêuticos de base, a fabricação de preparações farmacêuticas, a fabricação de equipamento de radiação e electromedicina e a fabricação de instrumentos e material médico-cirúrgico.

O presidente do HCP, Salvador de Mello, salientou que o crescimento nos primeiros três meses do ano verificado nas exportações da área da saúde "reflecte o dinamismo e o esforço desenvolvido pelo sector, sendo particularmente importante num momento em que a área da saúde tem sido tão desafiada e colocada à prova".

De acordo com o responsável, "as empresas do cluster têm demonstrado uma forte capacidade de adaptação, assumindo o HCP o seu papel agregador promovendo sinergias entre muitos dos seus associados".

O sector da saúde representa para a economia portuguesa um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 9 mil milhões, envolvendo perto de 90 mil empresas e empregando quase 300 mil pessoas.

 

Fonte: Site do "Jornal Negócios" e autor em 21 de Maio de 2020.

Investigadores criam sistema que permite evitar ruptura de 'stocks' em hospitais e farmácias

Investigadores criam sistema que permite evitar ruptura de 'stocks' em hospitais e farmácias - 

Sistema, intitulado ‘KnowLogis – Expertise in Healthcare Logistics’, surgiu com o propósito de auxiliar a “logística e gestão de inventário hospitalar”

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, desenvolveram um sistema de “gestão inteligente” que permite evitar a ruptura de stocks em hospitais e farmácias, revelou esta quarta-feira o responsável.

Em declarações à Lusa, Mário Amorim Lopes, investigador responsável pelo projecto, explicou que o sistema, intitulado ‘KnowLogis – Expertise in Healthcare Logistics’, surgiu com o propósito de auxiliar a “logística e gestão de inventário hospitalar”.

“Em alguns hospitais estamos a falar de milhões de euros em compras e, se for possível, melhorar esta gestão de inventário significa que, por um lado, é possível poupar dinheiro e, por outro, garantir que os medicamentos estão no sítio certo à hora certa para serem administrados no paciente e que não há adiamentos de cirurgias porque falhou um ‘kit’ cirúrgico”, exemplificou.

O sistema de gestão inteligente desenvolvido para dar resposta à gestão de inventário de produtos farmacêuticos e consumíveis clínicos está implementado, desde Fevereiro, no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

Ligado aos sistemas de informação do hospital, o sistema permite saber a quantidade de fármacos que existem, o histórico de consumo e estimar o consumo que será necessário futuramente.

“Com base nesta informação, o KnowLogis gera um sistema de alarme para dizer quanto e quando encomendar, sejam produtos farmacêuticos ou equipamentos clínicos. Além disso, dá avisos para que os serviços do próprio hospital consigam calcular a encomenda a tempo”, esclareceu o investigador, que é também professor auxiliar na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Segundo Mário Amorim Lopes, este sistema não substitui a função dos auxiliares e técnicos de saúde, mas “ajuda-os bastante” e complementa o seu trabalho.

O investigador admitiu que o sistema ainda não está preparado para “lidar com riscos”, como é caso da pandemia da covid-19, mas que um dos objectivos da equipa é incorporar numa próxima versão do KnowLogis a “componente de previsão e capacidade para responder a riscos”.

“Se sabemos que vai haver um pico de gripe ou que é extemporâneo outro evento, podemos incorporar isso no sistema, que automaticamente vai converter essa informação em cuidados de saúde e, com base nisso, estimar quantos consumíveis clínicos e fármacos vão ser necessários. Numa das próximas versões do sistema queremos incorporar essa componente”, declarou.

Mário Amorim Lopes adiantou que, neste momento, “há outros hospitais no distrito do Porto interessados" este sistema, sendo que o objectivo dos investigadores passa por “consolidar o ‘software’ a nível nacional” e depois, eventualmente, a nível internacional.

“Este é um problema que é transversal a qualquer hospital do mundo, seja público ou privado”, concluiu.

No comunicado enviado esta quarta-feira, o INESC TEC adianta que o KnowLogis, que começou a ser desenvolvido em 2017 em parceria com a tecnológica Glintt e ao abrigo do programa COMPETE 2020, envolveu um investimento elegível de 532 mil euros e um incentivo de 332 mil euros do FEDER.

Citada no comunicado, Daniela Silva Maia, vogal do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho afirma que com este sistema inteligente a unidade hospitalar prevê “uma redução do valor médio de inventário em pelo menos 10%, assim como uma redução do tempo despendido em todo o processo, desde a detecção de uma necessidade até à colocação de uma nota de encomenda em pelo menos 20%”.

 

Fonte: Site da "TVI24.iol.pt"  e autor em 20 de Maio de 2020