Covid-19: INSA reforça vigilância das variantes em circulação em Portugal

Covid-19: INSA reforça vigilância das variantes em circulação em Portugal - 

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) anunciou hoje, quinta-feira, um reforço da vigilância das variantes do vírus que causa Covid-19 em circulação em Portugal, através da sua monitorização em contínuo.

“O INSA, através do Núcleo de Bioinformática do seu Departamento de Doenças Infecciosas, reforçou a sua estratégia de monitorização e vigilância da diversidade genética do novo coronavírus em Portugal, passando a adoptar uma monitorização em contínuo das variantes em circulação no país”, adiantou o instituto em comunicado.

Segundo a mesma fonte, esta nova estratégia permite uma “melhor caracterização genética do SARS-CoV-2”, uma vez que os dados serão analisados continuamente, deixando de existir intervalos de tempo entre análises, que eram dedicados, essencialmente, a estudos específicos de caracterização genética solicitados pela saúde pública.

“As mais-valias desta nova abordagem vão desde a identificação mais atempada de variantes genéticas que estejam a emergir no país, à monitorização contínua da prevalência das várias variantes em circulação, permitindo um apoio mais robusto e atempado à tomada de decisão em saúde pública”, referiu ainda o INSA.

A nova estratégia agora adoptada consiste na sequenciação de mais de 500 amostras positivas de SARS-CoV-2 por semana, sendo este o número considerado como ideal pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) para um sistema de vigilância genética robusto.

A monitorização da diversidade genética do SARS-CoV-2 em Portugal é coordenada pelo INSA, através da análise de sequências de amostras positivas de Covid-19 colhidas em laboratórios, hospitais e instituições de todo o país.

As amostras positivas estudadas são provenientes tanto de casos suspeitos de variantes de preocupação ou de interesse, como de amostras aleatórias obtidas no âmbito de uma vigilância de periodicidade mensal com amostragem nacional.

As quatro variantes classificadas pela Organização Mundial da Saúde como de preocupação – Alpha, Beta, Gamma e Delta – estão presentes em Portugal e apresentam transmissão comunitária, ou seja, quando se verifica a ocorrência de casos em que não é possível rastrear a origem da infecção.

Segundo os dados preliminares de Junho do INSA, a prevalência da variante Delta, associada à Índia, é superior a 60% na região de Lisboa e Vale do Tejo, sendo, porém, ainda inferior a 15% no Norte.

O INSA estima que a variante Delta tenha um grau de transmissibilidade cerca de 60% superior à variante Alpha, associada ao Reino Unido e que foi a predominante em Portugal durante Maio.

Em Portugal, morreram 17.079 pessoas e foram confirmados 869.879 casos de infecção, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 25 de Junho de 2021.

Apreensão de comprimidos aumenta com a pandemia: são mais de um milhão de fármacos

Apreensão de comprimidos aumenta com a pandemia: são mais de um milhão de fármacos - 

Não foram detectadas falsificações de vacinas nos 1,1 milhões de medicamentos interceptados em 2020

As autoridades nacionais apreenderam, ao longo de 2020, 1,1 milhões de unidades de medicamentos por suspeita de falsificação. O valor registado é o mais alto dos últimos anos. A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) garantiu, ao “Jornal de Notícias”, não ter sido encontrada nenhuma falsificação de vacinas contra a covid-19 nos 1.132.698 fármacos apreendidos.

Os principais fármacos interceptados pelas autoridades foram medicamentos para o sistema nervoso, psicofármacos e medicamentos para a disfunção eréctil. Os medicamentos são, maioritariamente, provenientes da Índia, EUA, Singapura, Suíça e China, esclarece o Infarmed.

Em comparação a 2019, ano em que foram apreendidos 721.431 medicamentos, o aumento foi de 57%. Nos últimos cinco anos, foram apreendidos três milhões de medicamentos - 38% em 2020. Dos 1.132.698, 7,5% (84.521) foram destruídos pelas autoridades.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em 24 de Junho de 2021.

Os principais sintomas da variante Delta em adultos e crianças

Os principais sintomas da variante Delta em adultos e crianças - 

A variante Delta, que originalmente surgiu na Índia, está a propagar-se pela Europa a um ritmo que os especialistas consideram "perigoso".

De acordo com um artigo publicado no jornal britânico The Sun, os sintomas decorrentes da variante Delta - oficialmente denominada de B.1.617.2 - diferem em parte dos associados à estirpe original da Covid-19. 

Sendo que as autoridades de saúde alertam que quem já tomou uma ou duas doses da vacina pode não manifestar quaisquer sintomas ou apenas sinais ligeiros da infecção.

No entanto, a agência de saúde pública Public Health England (PHE), no Reino Unido, sustenta que os dados actuais indicam que a variante Delta é mais perigosa e os casos de Covid-19 consequentes da infecção com essa estirpe tendem a ser mais severos, duplicando a taxa de hospitalização. 

Segundo a PHE, somente em Inglaterra registou-se um "aumento significativo do risco de hospitalização" para pessoas afectadas pela B.1.617.2 em aproximadamente 161%. 

Adicionalmente, constatou-se que os doentes apresentam uma probabilidade 67% superior de recorrer ao serviço de urgência. 

Relativamente aos efeitos da variante Delta nas crianças a PHE aponta que os pais devem estar atentos aos seguintes sintomas:

  • Fadiga;
  • Dores de cabeça;
  • Febre;
  • Garganta irritada/corrimento nasal;
  • Perda de apetite.

Entre os adultos, os especialistas notam que os principais sintomas da B.1.617.2 consistem na incidência de dores de cabeça, garganta irritada e corrimento nasal entre pessoas com menos de 40 anos - ao invés dos sintomas clássicos da doença, nomeadamente tosse seca persistente, temperatura elevada e perda de paladar ou de olfacto. 

Adicionalmente, adultos com mais de 40 anos estão com frequência a experienciar sintomas como dores de cabeça, corrimento nasal e espirros. 

A PHE destaca ainda que os principais afectados pela Delta são indivíduos jovens que ainda não receberam a vacina.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Junho de 2021.

Nova plataforma quer "imunizar" população contra desinformação de vacinas

Nova plataforma quer "imunizar" população contra desinformação de vacinas - 

Contribuir para que a população fique "imune à desinformação" sobre as vacinas é o principal objectivo de uma nova plataforma digital hoje lançada pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa (IHMT-Nova).

O projecto Imune.pt pretende "garantir a toda a população o acesso a informação correcta, factual e idónea sobre vacinas e imunização que possa ser facilmente entendível por qualquer pessoa, independentemente do seu nível de conhecimento prévio sobre este tema", adiantou a agência Lusa o director do IHMT-Nova.

Segundo Filomeno Fortes, este projecto, também dirigido aos países lusófonos, surge "num contexto de proliferação de desinformação e de fake-news" sobre a pandemia, com a questão das vacinas a "marcar a agenda mediática" nos últimos meses.

"Perante um volume enorme de informação proveniente de várias fontes, os cidadãos ficaram numa posição de não perceberem qual a qualidade das vacinas, que segurança essas vacinas poderão ter, qual poderá ser a sua eficácia e em que vacina poderão confiar", adiantou o especialista em saúde pública.

Apesar de não se limitar às vacinas contra a Covid-19, o Imune.pt "vai dar uma particular atenção à questão da pandemia", adiantou ainda o Filomeno Fortes, para quem este é o momento de se lançar uma "campanha de literacia sobre saúde e vacinação para tornar este público menos vulnerável à desinformação".

Segundo o epidemiologista, a disponibilização de informação correcta e de base científica sobre as vacinas e a imunização vai ser também pertinente quando Portugal atingir uma boa cobertura vacinal contra o vírus SARS-CoV-2, altura em que se vai verificar o que "já está a acontecer nos Estados Unidos em relação à Covid-19".

"Vai se atingir uma determinada cobertura vacinal e de certeza absoluta que o Ministério da Saúde vai se confrontar com um limiar de cobertura vacinal que depois vai ser muito difícil ultrapassar. Vão surgir os 10%, 15%, 20% de cidadãos que, à partida, não se querem vacinar, porque não estão devidamente sensibilizados e informados", referiu Filomeno Fortes, ao adiantar que a plataforma pode dar um "contributo para esse aumento da cobertura".

Assumindo-se como "instituição de ligação entre Portugal e os países lusófonos", o IHMT-Nova, desde o início da pandemia, reforçou o papel de interlocutor privilegiado no esclarecimento e disseminação do conhecimento sobre a pandemia, sobretudo, nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), disse.

"Nós temos uma ligação especial com os PALOP e achamos, quando eclodiu a pandemia, que deveríamos ter um papel mais pró-activo", avançando agora para a criação do Imune.pt, explicou o antigo director nacional do controlo de endemias de Angola.

A plataforma integra um menu sobre "vacinação", que disponibiliza informação sobre o tema das vacinas em geral, respectivos benefícios, contributos para a saúde global e mecanismos de aprovação e segurança.

Tem também uma área reservada à "Covid-19", onde é possível ter acesso a informação detalhada sobre as vacinas específicas para evitar a infecção, sobre como se transmite o vírus, que variantes existem e quais as medidas de prevenção mais eficazes.

Disponibiliza ainda uma área de "respostas directas", com esclarecimentos sobre a vacinação da Covid-19 e a vacinação em geral, uma área denominada "à descoberta", onde são disponibilizadas notícias e curiosidades sobre vacinação e, por fim, uma área intitulada "epidemias em imagem" que partilha uma visão sobre a história das epidemias e da imunização. 

O Imune.pt é produzido por um corpo editorial, com o apoio de uma comissão editorial especializada, constituída pela equipa científica do próprio instituto.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Junho de 2021.

 

 

Farmácias já receberam mais de meio milhão de autotestes à Covid

Farmácias já receberam mais de meio milhão de autotestes à Covid - 

Desde o início de Abril, os distribuidores farmacêuticos já entregaram mais de 500 mil de autotestes às farmácias portuguesas, revela a  ADIFA - Associação de Distribuidores Farmacêuticos.

Os distribuidores farmacêuticos já entregaram mais de meio milhão de autotestes às farmácias portuguesas, desde que estes testes passaram a ser comercializados nas farmácias e parafarmácias à população em geral, no início de Abril.

“Desde que a estratégia nacional de testes ao SARS-CoV-2 passou a permitir a utilização de autotestes pelos cidadãos, os distribuidores farmacêuticos de serviço completo já distribuíram mais de 500 mil autotestes Covid-19 às farmácias comunitárias“, informa a ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos, em comunicado divulgado esta segunda-feira.

Além disso, a associação salienta que o sector da distribuição farmacêutica continua a responder a mais uma exigência da pandemia, disponibilizando os autotestes às farmácias comunitárias em todo o país, e, por conseguinte, às populações.

No início de Abril, o Governo permitiu que os testes rápidos antigénio pudessem ser adquiridos por pessoas com mais de 18 anos, sem a supervisão de um profissional de saúde, nas farmácias ou outros locais autorizados à venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, na sequência de regime excepcional aprovado pelo Executivo. Na altura Infarmed, INSA e Direcção-Geral da Saúde (DGS) emitiram uma norma a definir como é que os resultados deveriam ser comunicados pelos cidadãos.

Contudo, só a 20 de Maio entrou em funcionamento a plataforma online que permite aos cidadãos reportarem os resultados dos autotestes. Até então, os utentes apenas podiam comunicar os resultados positivos ou inconclusivos a partir da linha SNS 24. Segundo as recomendações das autoridades de saúde, os utentes que tenham um teste positivo ou inconclusivo devem, depois de registarem na plataforma o resultado do teste, contactar a linha SNS24 e seguir as orientações emanadas pelos profissionais de saúde. Já no caso do resultado ser negativo, os utentes devem apenas comunicar o resultado na plataforma online.

Só no início deste mês, é que os autotestes passaram a integrar a estratégia nacional de testagem. No entanto, na actualização à norma, publicada a 7 de Junho, a DGS sublinha que sua utilização não substitui, mas complementa, a utilização dos restantes testes laboratoriais para SARS-CoV2, pelo que “não devem ser considerados como testes de diagnóstico em pessoas com suspeita de infecção por SARS-CoV-2 (pessoas sintomáticas) ou pessoas com contactos com casos confirmados de Covid-19”.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em  21 de Junho de 2021.

Testes Covid-19 ilimitados e abertos a não moradores em Lisboa

Testes Covid-19 ilimitados e abertos a não moradores em Lisboa - 

O número de testes efectuados, nas farmácias e postos móveis de Lisboa, mais do que duplicou na última semana.

Plano Municipal de Testagem de Lisboa Covid-19, a funcionar em 110 farmácias aderentes, deixou de estar limitado a dois testes mensais por morador na cidade de Lisboa, passando a oferecer um número de testes ilimitados, independentemente de ser ou não residente em Lisboa, anunciou, esta segunda-feira a autarquia, num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

Na mesma nota, a Câmara Municipal de Lisboa (CML)  revela que "o número de testes efectuados, nas farmácias e postos móveis mais do que duplicou na última semana, passando de uma média diária de mil testes para mais de 3500 testes/dia, nos dias 17 e 18 de Junho".

Desde o dia 31 de Março, quando o programa começou, já foram realizados nas farmácias mais de 60 mil testes gratuitos a moradores de Lisboa.

De acordo com a CML, a rede de pontos móveis de testagem, contando agora com 17 pontos, irá também ser reforçada a partir desta semana e assim como a regularidade nos pontos de maior procura.

Equipas dos serviços de protecção civil municipal de Lisboa estarão presentes a partir de hoje, segunda-feira, nas principais artérias comerciais a sensibilizar, porta a porta, o comércio local e restauração para a necessidade de testar os seus funcionários, visto que, no último mês apenas foram efectuados 31 testes ao abrigo do programa de testes gratuitos que a CML disponibilizou para os trabalhadores do comércio e restauração.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Junho de 2021.