Aorta torácica. Cirurgia Cardíaca do CHUC implanta primeira prótese

Aorta torácica. Cirurgia Cardíaca do CHUC implanta primeira prótese - 

Região centro tem agora uma nova opção terapêutica para doentes com patologia da aorta torácica.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) anunciou, esta quarta-feira, que o Serviço de Cirurgia Cardiotorácica e Transplantação de Órgãos Torácicos (CCTOT) daquele hospital realizou, "pela primeira vez", a implantação de uma prótese vascular destinada ao tratamento do arco aórtico e da aorta torácica.

Em comunicado, o CHUC revela que a intervenção cirúrgica foi realizada num doente de 67 anos, "com dissecção crónica da aorta ascendente, arco aórtico e aorta torácica descendente" e que o procedimento foi efectuado em estreita colaboração com o cirurgião cardíaco Juan José Legarra, director do serviço de Cirurgia Cardíaca do Hospital Álvaro Cunqueiro, Vigo-Espanha. 

O director do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica e Transplantação de Órgãos Torácicos do CHUC, David Prieto, explicou que "a intervenção consistiu na implantação da prótese híbrida Evita OPEN-NEO® que permitiu a substituição de toda a aorta ascendente e arco aórtico, bem como remodelagem da aorta torácica descendente".

"O procedimento e o internamento do doente decorreram sem intercorrências com alta clínica ao oitavo dia", acrescentou. 

O médico explica que esta esta nova opção terapêutica "tem como objectivo dotar a região Centro da capacidade para o tratamento agudo/crónico das patologias de toda a aorta torácica, tais como aneurismas e dissecções da aorta torácica" .

Após este "importante passo", será criada "uma consulta externa em conjunto com a Cirurgia Vascular do CHUC, para facilitar a referenciação destes doentes de toda a região Centro, os quais eram, até agora, orientados para outra unidade nacional e/ou internacional". 

"A abordagem conjunta destas patologias, numa área em que ambas as especialidades se complementam, é uma mais-valia considerável para o tratamento dos doentes", assinalou o médico.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 29 de Junho de 2022

GSK investe 1,1 mil milhões de euros em I&D para combater doenças infecciosas nos países em desenvolvimento

GSK investe 1,1 mil milhões de euros em I&D para combater doenças infecciosas nos países em desenvolvimento - 

A multinacional biofarmacêutica GSK vai investir cerca de 1,1 mil milhões de euros, ao longo de dez anos, para acelerar a Investigação e Desenvolvimento (I&D) dedicada a doenças infecciosas de elevado impacto nos países em desenvolvimento. O combate à malária, VIH e Doenças Tropicais Negligenciadas estão entre as prioridades.

“Através do nosso foco na inovação científica em saúde global, desenvolvemos a primeira vacina contra a malária, RTS,S, a tafenoquina, e um novo candidato à vacina da tuberculose. Temos, actualmente, mais de 30 potenciais novas vacinas e medicamentos (incluindo activos pré-clínicos), direccionados para 13 doenças infecciosas de elevado impacto”, afirma Thomas Breuer, Chief Global Health Officer da GSK, em comunicado.

O investimento em I&D vai ter quatro grandes prioridades de actuação. Em primeiro lugar, “fornecer a próxima geração de vacinas e medicamentos para a malária e tuberculose, oferecendo opções de tratamento mais curtas e simples para os doentes”, mas também, “trabalhar com o objectivo de vencer o VIH/SIDA, desenvolvendo e permitindo o acesso a opções inovadoras de tratamento e prevenção para pessoas afectadas por VIH”.

A biofarmacêutica pretende ainda “reduzir a resistência antibiótica”, o que inclui vacinas de primeira classe contra salmonelose não tifóide e invasiva e shigelose, bem como “catalisar o financiamento externo para a I&D face a doenças infecciosas de alto impacto através de colaborações e alianças multissectoriais”.

Para cumprir estes objectivos, a GSK formou uma Unidade de Saúde Global, para a qual o sucesso é medido pelo impacto na saúde. A multinacional reforçou ainda “o seu compromisso de fornecer albendazol, a maior doação de medicamentos alguma vez feita, até que a filaríase linfática e a morbilidade da helmintíase transmitida pelo solo sejam eliminadas como problemas de saúde pública em todo o mundo”

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 29 de Junho de 2022

SNS realizou até Maio 1,7 milhões de consultas de Medicina Geral

SNS realizou até Maio 1,7 milhões de consultas de Medicina Geral - 

Nos primeiros cinco meses do ano foram realizadas 1,7 milhões de consultas de Medicina Geral e Familiar, das quais um milhão em Lisboa e Vale do Tejo, onde se localiza a maioria dos utentes sem médico de família.

Os dados foram avançados pela ministra da Saúde, Marta Temido, na primeira audição regimental da governante nesta legislatura, na Comissão da Saúde, na sequência de questões levantadas pelo deputado do PSD Ricardo Baptista Leite e pelo deputado do Chega Pedro dos Santos Frazão sobre o número de portugueses sem médicos de família (1,4 milhões).

Em resposta às críticas dos deputados, Marta Temido esclareceu que "os utentes que não têm médico de família têm acesso a consultas de medicina geral e familiar no SNS".

"No ano 2021, as consultas para utentes sem médico de família no SNS foram 4 milhões e até Maio de 2022, foram 1.700.000. Destas, 1 milhão foi na região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo", precisou.

Para Marta Temido, estes dados são relevantes, porque é nesta região que se concentra "a maioria dos utentes sem médico de família".

Sublinhou ainda que é também devido a este facto que, das 239 vagas abertas para unidades de cuidados de saúde personalizados, cerca de 200 são na região de Lisboa e Vale do Tejo, sendo as restantes distribuídas pelas regiões carenciadas do Algarve, Alentejo e algumas unidades de cuidados de saúde primários em regiões como a Guarda ou outras unidades com "especiais dificuldades".

Na sua intervenção inicial na Comissão da Saúde, Marta Temido divulgou dados da actividade assistencial no SNS nos primeiros cinco meses deste ano e por comparação com o período homólogo de 2019.

Segundo os dados avançados pela governante, foram realizadas mais 1,2 milhões de consultas médicas, mais 193 mil consultas de enfermagem e mais 78 mil consultas de outros técnicos de saúde, nos cuidados de saúde primários, bem como mais 112 mil consultas e 23 mil cirurgias nos hospitais.

Adiantou ainda que, no âmbito do regime excepcional de incentivos à recuperação da actividade assistencial, no Verão de 2020, ano do início da pandemia, foram realizadas 142 mil consultas e 70 mil cirurgias em produção adicional no SNS, com incentivos de 74 milhões de euros aos seus profissionais.

A ministra destacou igualmente o aumento de cobertura dos rastreios oncológicos de base populacional, com o número de mulheres rastreadas ao cancro da mama a crescer 13% e 16% no rastreio do cancro do colo do útero.

Já o número de rastreios do cólon e reto aumentou 4%, disse, salientando ainda o crescimento de 32% do número de operados em cirurgia oncológica a Abril deste ano face a 2019.

Na audição, a ministra da Saúde foi também questionada sobre o processo de descentralização de competências para os municípios que está em curso na área da saúde.

Avançou que, até segunda-feira, 49 municípios já tinham os seus autos de transferência homologados, explicando que não estão abrangidos por este processo as autarquias da Madeira e dos Açores, nem os municípios que estão integrados em unidades locais de saúde, "o que significa que não são os 308, mas 201 os municípios onde se pretende avançar com a descentralização de competências".

"Tenho podido, ao longo dos últimos dias, com a senhora ministra da Coesão Territorial, percorrer o país em reuniões com os autarcas, no sentido de perceber quais são os constrangimentos que ainda temos por ultrapassar", afirmou Marta Temido.

"Há uma linha, uma esquadria da qual não nos demovemos, que é a da equidade, da manutenção, da equidade e do desenvolvimento de políticas nacionais na área dos cuidados de saúde primários", vincou.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 29 de Junho de 2022

Desenvolvido sistema que acompanha doentes com Parkinson a partir de casa

Desenvolvido sistema que acompanha doentes com Parkinson a partir de casa - 

A tecnologia foi desenvolvida por investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, no Porto.

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, desenvolveram uma tecnologia que, através de uma aplicação móvel e plataforma 'web', permite monitorizar pacientes com Parkinson fora do ambiente clínico. 

O sistema, intitulado iHandUapp, permite, a partir de casa e através de um telemóvel, que os doentes com Parkinson monitorizem os sintomas associados à doença e enviem, em tempo real, os dados para os profissionais de saúde que os acompanham, revela hoje o instituto do Porto em comunicado. 

A tecnologia é ainda composta por uma plataforma 'web' que agrega todos os dados e fornece aos profissionais de saúde o histórico sobre a evolução clínica dos doentes com Parkinson, doença neurodegenerativa que afecta sobretudo a coordenação motora e que se estima que afecte 10 milhões de pessoas em todo o mundo. 

Citado no comunicado, o investigador Duarte Dias esclarece que a aplicação móvel "híbrida" está preparada para funcionar nos sistemas operativos Android e iOS. Através da 'app', os doentes conseguem gerir a medicação, realizar testes para monitorizar os sintomas associados ao Parkinson e "manter os profissionais de saúde informados caso aconteça algum evento relevante". 

Duarte Dias acrescenta ainda que o sistema está preparado para se conectar com componentes externos, os designados 'appcessories', como o dispositivo iHandU, tecnologia que tem vindo a ser desenvolvida desde 2015 por investigadores do INESC TEC e que permite quantificar a rigidez do pulso, um dos principais sintomas da doença. 

"Esta tecnologia patenteada está a ser utilizada numa fase cirúrgica, durante intervenções de estimulação cerebral profunda, mas com este novo sistema irá ser possível também o seu uso em consultas clínicas para monitorização dos pacientes assim como em casa dos mesmos", assegura o investigador que é um dos coordenadores do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do INESC TEC.

O dispositivo iHandU foi transferido para o mercado através da InSignals Neurotech, uma 'spin-off' lançada pelo INESC TEC em 2019, tendo já sido testado e analisado por profissionais de saúde do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ). 

"O primeiro protótipo do sistema iHandUapp fornece uma prova de conceito promissora que, com alguns ajustes, acrescentará certamente valor à monitorização da doença de Parkinson", afirma Duarte Dias, acrescentando que o 'feedback' recebido dos profissionais do hospital de São João reforça a "usabilidade, simplicidade e adequabilidade da solução". 

O sistema iHandUapp, que começou a ser desenvolvido em 2020, foi distinguido com o prémio de melhor artigo científico na conferência IEEE MELECON, que decorreu este mês em Palermo, na Itália. 

Além de investigadores do instituto do Porto, o desenvolvimento do sistema foi acompanhado pelo neurologista João Massano, do CHUSJ, que permitiu "desenhar um sistema adaptado às necessidades clínicas". 

O sistema será utilizado num estudo clínico já aprovado no hospital de São João, sendo que o objectivo dos investigadores é licenciar a tecnologia à 'spin-off' InSignals Neurotech.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 29 de Junho de 2022

Roche faz "recolha voluntária" de adaptador e tubo de bomba de insulina

Roche faz "recolha voluntária" de adaptador e tubo de bomba de insulina - 

O Infarmed aconselha a "interrupção da utilização dos dispositivos Accu-Chek Insight Adapter & Tube" pertencentes aos lotes onde foram identificadas falhas.

O fabricante Roche Diabetes Care (RDC) está a levar a cabo a "recolha voluntária" dos modelos mais antigos do adaptador e do tubo Accu-Chek Insight, que conectam o cartucho de vidro pré-cheio de insulina à respectiva bomba. A informação foi avançada pelo Infarmed, através de uma nota publicada no seu site oficial.

Em causa está uma recolha que surge "no âmbito da actividade de monitorização do mercado efectuada pelo fabricante", que "identificou a possibilidade de ocorrência, num número reduzido de casos, de perdas de insulina", pode ler-se na mesma nota.

Isto porque, uma vez que tais "perdas podem não ser imediatamente detectadas durante a utilização, poderão levar à administração de uma dose de insulina inferior à desejada". Uma situação que, segundo o Infarmed, "pode não ter impacto clínico ou pode conduzir a consequências adversas para a saúde".

A Roche Diabetes Care garante ter já, entretanto, implementado "medidas correctivas a nível do fabrico do adaptador e do tubo Accu-Chek Insight", de forma a "reduzir a incidência de perdas de insulina". Neste momento, os lotes afectados por tais falhas estão a ser substituídos por lotes dos novos modelos, informa o Infarmed.

"O fornecimento começará por ser de uma embalagem por mês por doente", pode ler-se no mesmo comunicado.

Perante este facto, a Roche Diabetes Care destes produtos recomenda a "verificação da existência de fissuras caso os dispositivos tenham caído ou sofrido algum impacto mecânico". O fabricante esclarece ainda que os "cartuchos que tenham caído não deverão ser utilizados, uma vez que poderão apresentar microfissuras não visíveis, mas que podem causar perdas de insulina ao longo do tempo".

Já o Infarmed aconselha, perante este cenário, a "interrupção da utilização dos dispositivos Accu-Chek Insight Adapter & Tube afectados".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 29 de Junho de 2022

Insulina. Medtronic faz acção correctiva por eventual problema com tampa

Insulina. Medtronic faz acção correctiva por eventual problema com tampa - 

Infarmed "recomenda aos utilizadores destes dispositivos que sigam as recomendações do fabricante constantes no aviso de segurança". Saiba quais são.

O fabricante das Bombas de Insulina das séries MiniMed 600 e 700 (Medtronic MiniMed) está a realizar uma "acção correctiva voluntária devido a um potencial problema com a tampa do compartimento da pilha", é avançado, esta terça-feira, pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed). 

"A tampa da pilha é constituída por uma parte de plástico e por um contacto metálico que funcionam em conjunto com a pilha AA para alimentar a bomba" e, "caso o contacto metálico se solte ou caia da parte de plástico da tampa da pilha, tal poderá impossibilitar a alimentação eléctrica", assinala-se em comunicado. 

Quando a bomba "detectar que não existe nenhuma fonte de alimentação, será disparado um alarme de 'Inserir pilha', e a administração de insulina irá parar imediatamente", é acrescentado pelo Infarmed, sendo que, "após 10 minutos, o som do alarme poderá aumentar para uma sirene e a bomba irá desligar-se."

E mais. "Se a bomba interromper a administração de insulina devido a perda de energia, isto poderá resultar em níveis variáveis de açúcar elevado no sangue, e com consequências para a saúde, tendo o fabricante recebido notificações de incidentes relativas a este problema".

Assim, o fabricante emitiu um aviso de segurança e "está a desenvolver um novo design da tampa do compartimento da pilha". Já a Autoridade Nacional do Medicamento "recomenda aos utilizadores destes dispositivos que sigam as recomendações do fabricante constantes no aviso de segurança".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 28 de Junho de 2022