São João alarga projecto que permite levantar medicação em farmácias

São João alarga projecto que permite levantar medicação em farmácias - 

Vai ser alargado o número de doentes que não precisa de se deslocar à farmácia hospitalar para levantar a medicação.

O Farma2Care, projecto do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, que permite que doentes levantem medicação hospitalar em farmácias perto da sua residência, abrange “mais de 800” pessoas e “vai ser alargado”.

Estamos a trabalhar para enquadrar mais áreas terapêuticas e, logo, um maior número de doentes. Isso implica alguns desenvolvimentos até da parte logística e informática”, disse à agência Lusa o responsável da Unidade de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistência aos antimicrobianos (UPCIRA) do CHUSJ, Carlos Lima Alves.

Implementado em finais de 2019, o Farma2Care abrange, neste momento, “mais de 800 doentes, 600 já com pelo menos uma cedência efectivada em farmácias comunitárias, num total de mais de 1.500 dispensas”.

O projecto do CHUSJ, em parceria com Ordem dos Farmacêuticos (OF), com a Associação Nacional das Farmácias (ANF) e com a Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA), consiste na dispensa de medicamentos hospitalares em farmácias comunitárias nos casos de administração de terapêutica oral.

Na prática, o objectivo é disponibilizar, nas chamadas farmácias de rua, medicação habitualmente cedida nas farmácias hospitalares, excluindo-se a obrigatoriedade de deslocação dos doentes ao CHUSJ exclusivamente para aquele fim.

Carlos Lima Alves descreveu à Lusa alguns casos em que esta prática se revelou “importante” como a de doentes com infecção por VIH/Sida que fazem tratamento com base hospitalar ou pessoas com esclerose múltipla, casos em que às vezes acrescem limitações de mobilidade.

Em Outubro de 2020, os medicamentos para o cancro da mama também foram incluídos no Farma2Care.

Actualmente o programa abrange casos de administração de terapêutica oral em oncologia, neurologia e doenças infecciosas.

“É uma experiência que está ainda a crescer e que queremos melhorar. Tem a capacidade de expandir bastante. Começou com um número muito reduzido de doentes e mostrou ser possível de fazer e fazer com sucesso. Verificou-se que agora já com várias centenas de doentes incluídos teve um sucesso particularmente relevante para os nossos utentes”, descreveu Carlos Lima Alves.

O projecto abrange utentes do Norte de Portugal, “e fundamentalmente dos distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo”, mas também do interior, como Vila Real e Bragança, e “alguns doentes da zona Centro, nomeadamente Aveiro e Viseu”.

O responsável da UPCIRA do CHUSJ contou que o programa tem sido acompanhado por uma equipa de investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, bem como do Centro de Medicina Baseada na Evidência da Universidade de Lisboa que “comprovaram que os utentes tiveram benefícios concretos”.

Redução do número de quilómetros percorridos para levantar medicação, redução dos gastos em dinheiro, aumento da qualidade de vida, até porque muitos doentes passaram a fazer esta tarefa a pé, ou conseguir evitar faltas ao trabalho devido à necessidade anterior de fazer deslocações longas, são alguns dos benefícios registados.

“Vir ao hospital apenas para levantar os comprimidos é um processo que pode e deve ser evitado, ainda por cima quando existem farmácias próximas que permitem o contacto com o farmacêutico para ter apoio, retirar dúvidas”, defendeu o responsável.

Já informação remetida à Lusa pelo CHUSJ descreve que “registou-se um aumento considerável da satisfação [dos utentes] em relação a horário de atendimento, tempo de espera e condições de privacidade” e que em resultados de segurança “não se verificam diferenças”.

“Cerca de 97% dos utentes demonstraram adesão à terapêutica depois de aderir ao programa”, acrescenta este centro hospitalar do Porto.

A realização desta iniciativa partiu da criação de um circuito de informação, entre a unidade hospitalar, as farmácias comunitárias aderentes e os distribuidores farmacêuticos.

O Farma2Care arrancou antes de o mundo ter sido confrontado com a pandemia do novo coronavírus, acabando por “ajudar a acelerar o objectivo de retirar pessoas de espaços públicos como os hospitais”, razão pela qual, admitiu Carlos Lima Alves, “muitos doentes foram incorporados [no programa] durante o período pandémico com o benefício duplo: levantavam a medicação e mantinham-se protegidos”.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 25 de Maio de 2021

EMA favorável à utilização de medicamento para tratamento precoce da covid-19

EMA favorável à utilização de medicamento para tratamento precoce da covid-19 - 

O novo medicamento desenvolvido pela GSK mostrou uma eficácia de 85% e está sujeito a aprovação nos Estados Unidos. Na Europa, a decisão da EMA deve permitir aos países adoptar a terapêutica de forma independente.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) emitiu esta segunda-feira um parecer positivo à utilização do sotrovimab para o tratamento precoce da covid-19. O pedido de utilização já foi submetido nos Estados Unidos.

O medicamento está indicado para adultos e adolescentes com mais de 12 anos e, pelo menos, 40 quilos com covid-19 que não necessitem suplementação de oxigénio e que estejam em risco de progredir para um estado de doença grave. 

O parecer foi baseado na revisão cientifica do Comité de Medicamentos Humanos (CHMP) e pode ser utilizado pelas autoridades nacionais como base para decisões quanto à aplicação da terapêutica em doentes infectados com covid-19, apesar de não ter sido ainda concedida autorização de introdução no mercado.

Os ensaios clínicos considerados incluíram 583 doentes que demonstraram uma redução de 85% na hospitalização ou morte dos que receberam sotrovimab. Além disso, está também comprovada a eficácia do medicamento contra, pelo menos, as variantes do vírus detectadas na Índia, Reino Unido, Califórnia, Brasil, África do Sul e Nova Iorque. Segundo a GSK, a farmacêutica que desenvolveu o medicamento, isto acontece porque o tratamento "tem como alvo um epítopo conservado da proteína spike que é menos provável de sofrer mutação ao longo do tempo".

A farmacêutica pediu entretanto uma autorização para uso de emergência nos Estados Unidos junto da FDA (entidade responsável no país).

Christopher Corsico, vice presidente sénior da GSK está optimista com a possibilidade de utilização do medicamento e considera que "os tratamentos com anticorpos monoclonais são uma parte crítica de uma solução abrangente para covid-19, especialmente porque menos de 40% dos adultos, dos estados membros da UE, receberam pelo menos uma dose de uma vacina até ao momento".

George Scangos, CEO do departamento de virologia da GSK garante que o "sotrovimab continua a combater o covid-19 ao longo da sua evolução e retém a actividade contra todas as variantes circulantes" e adianta ainda que "a posição tomada é uma óptima notícia para os doentes em toda a Europa, já que os Estados-membros da UE são agora mais facilmente capazes de avançar com as suas próprias autorizações temporárias para sotrovimab".

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios" e autor em 24 de Maio de 2021.

 

 

Mais de 1400 portugueses participaram em ensaios para testar medicamentos contra a covid-19

Mais de 1400 portugueses participaram em ensaios para testar medicamentos contra a covid-19 - 

Hospital de São João é a única instituição portuguesa a integrar o EU Response. Um dos medicamentos a ser testado vai entrar na terceira fase de testes.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) recebeu seis pedidos de ensaios clínicos para testar a eficácia de diferentes tratamentos contra a covid-19, no total os testes envolveram 1441 participantes portugueses. Dos seis pedidos, três tiveram natureza comercial (indústria farmacêutica) e outros três foram feitos por promotores académicos.

O Hospital de São João é a única instituição portuguesa a integrar o EU Response, o consórcio europeu lançado em Julho passado e coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM, França). “É uma plataforma de investigação na área das doenças infecciosas, nomeadamente nesta fase de pandemia”, explica, ao “Jornal de Notícias”, o director do Serviço de Medicina Intensiva, José Artur Paiva, que é também coordenador nacional de dois dos ensaios clínicos aprovados pelo Infarmed - o DisCoVery e o SolidAct.

O DisCoVery é uma investigação do INSERM e, segundo revela o coordenador nacional, vai entrar na fase III de testes, após “terem sido testadas terapêuticas inovadoras para a covid, em fase de publicação dos resultados”. O São João foi “um bom recrutador” neste estudo que assenta em “estudos adaptativos, num conceito inovador: pega-se num fármaco já existente e usa-se para outra doença” e caso seja confirmado o “benefício, pode ser integrado no tratamento normal”.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em 24 de Maio de 2021.

Programa de saúde oral alargado aos alunos do ensino privado

Programa de saúde oral alargado aos alunos do ensino privado - 

A actualização do programa de promoção da saúde oral até 2025 prevê uma intervenção preventiva aos quatro anos e a emissão de cheques-dentistas entre os 7 e os 18 anos, “independentemente da escola que frequentem”.

A actualização do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) para o período entre 2021 e 2025 prevê o alargamento "a todas as crianças e jovens com idades compreendidas entre os 7 e os 18 anos, independentemente da escola ou instituição que frequentem".

A reforma do programa prevê também uma intervenção preventiva aos quatro anos de idade, a quem passa a ser atribuída referenciação para consulta de higiene oral nas unidades de cuidados de saúde primários ou são atribuídos até dois cheques-dentista".

Estas duas novidades fazem parte de um despacho com a data de 18 de Maio de 2021, assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, publicado em Diário da República esta segunda-feira.

O diploma prevê ainda o reforço das acções de promoção da saúde e da literacia em saúde oral nas consultas de vigilância da gravidez, de saúde infantil e juvenil e de medicina geral e familiar, assim como nos jardins-de-infância, escolas e instituições da área de abrangência do agrupamento de centros de saúde.

Segundo os dados revelados pelo Portal de Transparência do Serviço Nacional de Saúde, a taxa de utilização dos cheques-dentista, emitidos pelo PNPSO desde 2008, ficou-se pelos 70% e está a cair há cinco anos consecutivos. De um total de sete milhões de cheques, ficaram por utilizar mais de dois milhões.

Em Abril, o Ministério da Saúde adiantou ao JN que está previsto um "novo ciclo de auditoria" ainda em 2021 com o objectivo de "confirmar que todos os tratamentos pagos pelo cheque-dentista foram efectivamente realizados". E só não avançou ainda por causa da pandemia, uma vez que "é necessário um normal funcionamento dos estabelecimentos escolares e de saúde".

Reclamando que o programa "está, na sua génese, mal construído", o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, referiu ao mesmo jornal que esta auditoria deve avaliar também "se o investimento teve ou não impacto, se produziu resultados na saúde oral da população – como, por exemplo, o índice de CPO (dentes cariados, perdidos e obturados) – e também se houve, de facto, uma mudança comportamental".

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios" e autor em 24 de Maio de 2021.

Covid-19. Comissão Europeia espera ter três medicamentos aprovados até Outubro

Covid-19. Comissão Europeia espera ter três medicamentos aprovados até Outubro - 

A Comissão Europeia prevê ter três medicamentos "seguros e eficazes" para utilização contra a covid-19 aprovados até Outubro, como complemento ao actual processo de vacinação, que pode vir a incluir reforços de dose nos próximos anos

A revelação foi feita pela comissária europeia para a Saúde e Segurança dos Alimentos, Stella Kyriakides, na conferência de imprensa após a reunião informal dos ministros dos Estados-membros da União Europeia (UE) responsáveis pela Saúde, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da UE, em que defendeu que o combate à pandemia não se pode centrar somente nas vacinas e que é necessário assegurar mais respostas à infecção pelo SARS-CoV-2.

"O futuro a médio prazo e as próximas fases são também sobre como assegurar que aqueles que adoecem ou sofrem consequências a longo prazo da covid-19 podem ser tratados. E é por isso que lançámos a estratégia terapêutica para a covid-19, que vai desenvolver e autorizar três novos medicamentos eficazes e que podem mudar o rumo da doença por volta de Outubro", afirmou.

Stella Kyriakides salientou que "o vírus vai continuar" na comunidade e que essa circunstância exige da parte dos Estados-membros o desenvolvimento de "outras terapêuticas seguras" para os cidadãos europeus.

Por outro lado, a responsável europeia assumiu que o reforço de compras de vacinas para os próximos anos, já consubstanciado no contracto assinado com a Pfizer/BioNtech para o fornecimento de 1,8 mil milhões de doses adicionais até 2023, reflecte a possibilidade de virem a ser precisas doses subsequentes para manutenção da protecção contra o vírus.

"É verdade que num determinado ponto no futuro poderemos vir a precisar de reforços de dose de vacinas para prolongar a imunidade e de desenvolver vacinas que estejam adaptadas a novas variantes. E teremos de tê-las antecipadamente e em quantidades suficientes", notou, acrescentando: "Temos de estar preparados para estes desafios, mas, adicionalmente, temos também a estratégia terapêutica".

A comissária europeia para a Saúde e Segurança dos Alimentos enfatizou ainda a evolução positiva da situação epidemiológica na UE no último mês, com uma redução de 39% dos casos desde meados de Abril, bem como a aceleração do processo de vacinação.

"40% da população adulta europeia já recebeu pelo menos uma dose de vacina e 17% está completamente vacinada. Mais de 20 milhões de vacinações estão a ocorrer todas as semanas na UE, face a algumas centenas de milhares por semana em Janeiro. E este número vai continuar a subir à medida que a produção e a distribuição são aceleradas, pelo que podemos olhar para o futuro com mais confiança e ter um optimismo cauteloso para o Verão", notou.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.419.488 mortos no mundo, resultantes de mais de 164,8 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em 20 de Maio de 2021.

Autotestes. Todos os resultados já podem ser comunicados em plataforma

Autotestes. Todos os resultados já podem ser comunicados em plataforma - 

Os resultados dos autotestes ao vírus SARS-CoV-2 já podem ser todos reportados numa plataforma electrónica, através de formulário próprio, mesmo os positivos e inconclusivos, que até agora eram comunicados através da Linha SNS24, anunciou o Instituto Ricardo Jorge.

Em comunicado, o instituto refere que, a partir de agora, todos os resultados dos testes rápidos de antigénio realizados pelos cidadãos passam também a ser comunicados às autoridades de saúde através do preenchimento de um formulário electrónico disponível em https://covid19.min-saude.pt/.

"A notificação destes resultados é importante para monitorizar a actividade nacional de testagem. Os indivíduos assintomáticos com resultado positivo ou inconclusivo devem privilegiar o reporte através de contacto telefónico ao SNS24", refere a nota.

Até agora, o reporte pelos cidadãos de resultados positivos ou inconclusivos apenas era possível através do Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde - SNS24 (808 24 24 24).

Desenvolvida pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), em articulação com a Direcção-Geral da Saúde (DGS), INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde e Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a nova plataforma permitirá, por exemplo, "perceber se um utente com resultado positivo ligou para o SNS24 nas 12 horas seguintes ao reporte".

"Em caso de ausência de reporte, será enviada uma 'SMS' a solicitar esse contacto", acrescenta a nota da 'task force' de testagem.

Qualquer resultado positivo ou inconclusivo em pessoa assintomática, que não tenha tido contacto com um caso confirmado nos últimos 14 dias, deve levar a um teste de confirmação, por RT-PCR, "desde que o indivíduo não tenha tido infecção por SARS-CoV-2 confirmada laboratorialmente nos 90 dias anteriores".

"O resultado do teste confirmatório é notificado no SINAVElab pela entidade responsável pela sua realização", sublinha.

O INSA recorda que os autotestes "não se destinam a indivíduos sintomáticos ou com exposição conhecida a SARS-CoV-2", sublinhando que, mesmo que estas pessoas venham a realizar o autoteste, "devem contactar sempre o SNS24, independentemente do resultado".

"O resultado obtido por autoteste SARS-CoV-2 não dispensa a adopção das medidas de prevenção e controlo de infecção, nem a orientação de um profissional de saúde sempre que necessário", insiste o instituto.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 20 de Maio de 2021.