Em (apenas) duas semanas, farmácias venderam 9,7 milhões de máscaras

Em (apenas) duas semanas, farmácias venderam 9,7 milhões de máscaras - 

Após a escassez destes produtos em Março, as vendas de máscaras aceleraram em Abril.

As farmácias portuguesas venderam 9,7 milhões de máscaras em duas semanas no mês de Abril, de acordo com dados divulgados pela HMR, uma empresa que faz estudos de mercado de produtos farmacêuticos.

"As farmácias voltaram a ter máscaras em quantidade para fazer face às necessidades da população. Na semana de 13 a 19 de Abril, dispensaram 4,4 milhões de máscaras, e 5,3 milhões na semana seguinte, de acordo com dados da HMR, multinacional portuguesa líder em estudos de mercado de produtos farmacêuticos", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. 

Isto acontece depois de na última semana de Março só terem sido vendidas 278 mil máscaras, "número pouco acima do normal antes da epidemia da Covid-19", de acordo com o mesmo estudo.

"Como maior rede de saúde pública, temos a especial responsabilidade de garantir que todos os portugueses têm acesso a materiais de protecção adequados, em condições de igualdade, em qualquer ponto do território", afirma Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

Segundo a ANF, "as farmácias só dispensam à população máscaras certificadas" e os farmacêuticos estão "preparados para esclarecer quaisquer dúvidas sobre as especificações técnicas e o uso correto das máscaras e outros equipamentos".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 4 de Maio de 2020.

Covid-19: Teste 'caseiro' pode chegar às farmácias já no Outono

Covid-19: Teste 'caseiro' pode chegar às farmácias já no Outono - 

Universidade de Manchester está a desenvolver um mecanismo que "pode ser usado em casa, tal como um teste de gravidez doméstico".

A Universidade de Manchester anunciou, esta quinta-feira, em forma de comunicado, que se encontra a desenvolver um teste 'caseiro' de despiste à Covid-19, que promete levar a aliviar a carga que, nos últimos meses, tem sido colocada sobre o serviço nacional de saúde (NHS).

O mecanismo, explica a instituição "poderá ser usado em casa, tal como um teste de gravidez doméstico", e tem como base "o facto de o açúcar revestir todas as células humanas e poder ser usado na luta para detectar agentes infecciosos, como o coronavírus".

"O aparelho de teste de uso simples tem potencial para ser usado em comunidades cruciais, como os funcionários da linha da frente do NHS, permitindo aos médicos e enfermeiros serem facilmente testados em casa", refere.

Rob Field, professor responsável pelo projecto, espera que este esteja concluído no outono, onde adquirirá uma importância suplementar no sentido de facilitar a distinção entre a Covid-19 e a gripe sazonal.

"O nosso actual protótipo para a gripe consegue detectar o vírus em menos de 20 minutos e pode ser adaptado para identificar outros agentes patogénicos, como o coronavírus", explicou.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 30 de Abril de 2020.

Biofarmacêutica ajuda Oxford a criar vacina

Biofarmacêutica ajuda Oxford a criar vacina - 

A Universidade de Oxford anunciou que vai juntar-se a uma empresa biofarmacêutica para desenvolver a vacina para a Covid-19 que está a ser testada naquela instituição.

A farmacêutica britânica AstraZeneca deverá ajudar nos testes, fabrico em larga escala e distribuição da vacina, caso venha a ter sucesso.

Actualmente, a vacina criada pelo Instituto Jenner, associado à secular universidade, está já a ser testada em seres humanos. Oxford recebeu do governo britânico 20 milhões de libras para estudar potenciais vacinas e para financiar os testes.

Nos termos da parceria, se a vacina for adoptada, a AstraZeneca irá trabalhar com os seus parceiros internacionais para a distribuir, concentrando-se especialmente em torná-la acessível em países com baixos e médios rendimentos.

Enquanto durar a pandemia da Covid-19, o trabalho será feito sem fins lucrativos. Depois do fim da pandemia, todas as percentagens devidas à universidade pelo uso da vacina serão reinvestidas em investigação clínica, sobretudo na criação de um centro de investigação de vacinas e preparação para pandemias.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 30 de Abril de 2020.

Mais de 8 mil doentes já receberam medicamentos hospitalares na farmácia ou em casa

Mais de 8 mil doentes já receberam medicamentos hospitalares na farmácia ou em casa - 

33 hospitais e 15 associações de doentes envolvidos.

Através da Operação Luz Verde, mais de 8 mil doentes crónicos já receberam medicamentos sem terem de se deslocar ao hospital. Num mês, beneficiaram desta medida 8.306 pessoas com cancro, VIH/sida, esclerose múltipla ou outras patologias, em Portugal continental e nas ilhas.

Resultado do esforço concertado entre associações de doentes, farmácias, hospitais e distribuidores farmacêuticos, para evitar deslocações desnecessárias aos hospitais e diminuir o risco de infecção dos doentes mais frágeis, a Operação Luz Verde está a ser um sucesso: à data, são já 1.980 as farmácias a entregar medicamentos hospitalares aos seus utentes. Estão envolvidos na iniciativa 33 hospitais de todo o continente e das ilhas, e ainda 15 associações de doentes, permitindo assim assegurar o acesso dos mais frágeis à saúde, em condições de segurança.

A Operação Luz Verde pressupõe um processo dinâmico. Cada vez há mais associações envolvidas e é expectável que este número continue a crescer durante os próximos dias, aumentando assim o número de doentes a beneficiar da entrega de medicamentos hospitalares numa farmácia próxima ou em casa.

 

Fonte: Site do "Revistasaude.pt"  e autor em 30 de Abril de 2020

Notificação de suspeita de reacções adversas a medicamentos em doentes com COVID-19

Notificação de suspeita de reacções adversas a medicamentos em doentes com COVID-19 - 

A Agência Europeia do Medicamento (EMA na sigla inglesa) e o Infarmed alertam os doentes com doença por coronavírus (COVID-19), confirmada ou suspeita, para a importância de notificar de suspeita de reacção adversa (RAM) ocorrida em associação com a toma de qualquer medicamento. Esta notificação deve ser feita quer para os medicamentos para tratar a COVID-19, bem como para os medicamentos que toma habitualmente para tratar doenças crónicas pré-existentes.

Actualmente não existem medicamentos autorizados para tratar a COVID-19 estando, no contexto da pandemia, a ser utilizados diversos medicamentos autorizados para outras doenças.

O conhecimento sobre o novo vírus ainda está incompleto, desconhecendo-se possíveis interacções medicamentosas que possam estar a ocorrer com a terapêutica destes doentes. Através da notificação de qualquer suspeita de RAM relacionadas com os medicamentos usados no contexto da COVID-19, doentes e profissionais de saúde podem ajudar a reunir evidências valiosas para a tomada de decisões informadas sobre a utilização segura e eficaz dos medicamentos à medida que a pandemia evolui.

As informações fornecidas pelos doentes e profissionais de saúde, através das notificações de RAM, contribuirão para aumentar o conhecimento gerado pelos ensaios clínicos e por outros estudos, pelo que se reforça a importância de ser notificada directamente ao Sistema Nacional de Farmacovigilância qualquer suspeita de RAM, utilizando o Portal RAM.

Esta notificação pode também ser efectuada junto do titular de autorização de introdução no mercado dos medicamentos associados, seguindo as instruções do respectivo folheto informativo.

Os doentes também podem relatar ao seu médico, enfermeiro ou farmacêutico as reacções adversas observadas, que encaminharão essas informações ao Infarmed.

Ao notificar reacções adversas, os doentes e os profissionais de saúde devem fornecer informações precisas e completas, sendo fundamentais os seguintes dados:

Informações sobre o doente que sofreu as reacções adversas, incluindo idade e sexo;

Se a infecção está confirmada através de testes ou se é baseada em sintomas clínicos;

Descrição das reacções adversas;

O nome do medicamento (nome da marca e substância activa) suspeito de ter causado as reacções adversas;

Dose e duração do tratamento com o medicamento;

O número do lote do medicamento (incluído na embalagem);

Quaisquer outros medicamentos que esteja a tomar concomitantemente (incluindo medicamentos sem receita médica, produtos à base de plantas ou contraceptivos);

Qualquer outra condição de saúde que o doente possa ter.

 Os doentes devem falar com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico, se tiverem dúvidas sobre a suspeita de ocorrência de alguma reacção adversa.

 

Fonte: Site do "Infarmed.pt"  e autor em 29 de Abril de 2020

Fundo Emergência Abem já angariou 159 mil euros para medicamentos

Fundo Emergência Abem já angariou 159 mil euros para medicamentos - 

O Fundo Emergência Abem Covid-19 divulgou hoje que já conseguiu angariar 159.000 euros para ajudar famílias que tenham dificuldades de acesso a medicamentos.

Em comunicado, este movimento solidário informa que 26 autarquias e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) activaram já o fundo, que actualmente assegura a entrega de medicamentos de 20 hospitais junto das famílias.

Os responsáveis desta iniciativa antecipam que as necessidades de acesso a medicamentos venham a crescer nos próximos dias, em função do crescimento de situações de desemprego e 'lay-off' nas empresas, pelo que estão no terreno a identificar cidadãos que, devido à pandemia do novo coronavírus, apresentem necessidades específicas para serem apoiados no acesso a medicamentos, produtos e serviços de saúde.

"A pandemia covid-19 vai levar muitas famílias a situações de carência económica que precisam da ajuda de todos nós para aceder a bens essenciais como os medicamentos. Por outro lado, há doentes de risco que necessitam de receber em casa os medicamentos hospitalares evitando deslocações a hospitais. Com a solidariedade de todos, a Emergência Abem covid-19 vem dar resposta a quem mais precisa", refere Maria de Belém Roseira, embaixadora da Associação Dignitude, entidade promotora da iniciativa.

A distribuição dos medicamentos hospitalares, entregues por mais de 20 hospitais, permite aos cidadãos recebê-los nas suas casas ou, caso prefiram, numa farmácia local, evitando deslocações que coloquem em risco a sua saúde.

Dezenas de empresas e cidadãos solidários já contribuíram para esta causa totalizando, até ao momento, 159.106,71 euros.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 211 mil mortos e infectou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Portugal contabiliza 948 mortos associados à covid-19 em 24.322 casos confirmados de infecção, segundo o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março, e o Governo já anunciou a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 01 a 03 de Maio.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 28 de Abril de 2020.