Pandemia dificultou detecção da tuberculose

Pandemia dificultou detecção da tuberculose - 

Detecção e o tratamento poderão estar mais difíceis dada a dificuldade de acesso aos cuidados de saúde, alerta a Associação Contra a Tuberculose do Porto.

A Associação Contra a Tuberculose do Porto sublinhou que a detecção da doença e o seu tratamento está “mais dificultado” devido à pandemia de covid-19, sendo “fundamental” manter todas estruturas de apoio em funcionamento.

Quando se assinala o Dia Mundial da Tuberculose a 24 de Março, a associação lembrou que, devido ao actual estado pandémico, a detecção da tuberculose e o seu tratamento poderão estar mais difíceis dada a dificuldade de acesso aos cuidados de saúde, bem como ao receio na procura por parte dos utentes.

“Por esse motivo, é fundamental manter em funcionamento as estruturas de resposta à doença, bem como apoiar e seguir de uma forma atenta todos os doentes em risco de abandono do tratamento, muitas vezes associado a baixos rendimentos”, vincou a associação, em comunicado.

Apesar de Portugal ter registado uma diminuição do número de casos de tuberculose, tendo ultrapassado o limite definido como de baixa incidência, esta doença permanece como um dos principais problemas de saúde pública, ressalvou.

Por esse motivo, é necessário a adopção de “estratégias firmes” dirigidas à sua prevenção e controlo, considerou.

Citando dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), a associação referiu que a tuberculose está actualmente concentrada em populações vulneráveis como as pessoas em situação de sem-abrigo, os dependentes de drogas e álcool e os imigrantes.

Para assinalar o Dia Mundial da Tuberculose, a associação do Porto vai promover nas suas redes sociais a campanha “O Relógio está a Contar”, lançada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), salientou.

Esta campanha lembra que faltam menos de dois anos para cumprir as promessas feitas em 2018 de agir sobre os compromissos feitos na reunião de alto nível nas Nações Unidas de erradicação da tuberculose.

Na nota de imprensa, a Associação Contra a Tuberculose do Porto explicou que “O Relógio está a Contar” lembra que a Tuberculose se mantém com uma das doenças infecciosas mais frequentes e como uma das 10 principais causas da morte a nível mundial.

“O Relógio está a Contar” recorda que enquanto esta doença não for erradicada, o mundo regista a morte de 4.000 pessoas por dia.

A campanha diz ainda que é importante duplicar o esforço e mobilizar recursos para erradicar a doença até Dezembro de 2022 ou corre-se o risco de perder milhares de vidas para uma doença curável e evitável, salientou a associação.

O Dia Mundial da Tuberculose foi definido em 1982 pela OMS em homenagem aos 100 anos do anúncio da descoberta do bacilo causador da tuberculose, em 1882, por Robert Koch.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 24 de Março de 2021

Linha 1400 recebeu 74 mil chamadas no primeiro an

Linha 1400 recebeu 74 mil chamadas no primeiro ano - 

A Linha 1400 – Linha Nacional de Assistência Farmacêutica celebra o primeiro ano de actividade a apoiar os portugueses no acesso rápido a medicamentos nas farmácias.

Desde a sua criação, a 24 de Março de 2020, o serviço já recebeu 73.813 pedidos de assistência, pode ler-se no comunicado divulgado pela Associação Nacional das Farmácias (ANF).

Os dados do primeiro aniversário da Linha 1400 mostram que os utilizadores avaliam o serviço prestado em 4,53 numa escala de 1 a 5, sendo que cerca de 75% dos beneficiários não hesitaria em recomendá-la a um amigo ou familiar.

“O número 1400 pode ser utilizado para planear visitas à farmácia, reservar ou encomendar medicamentos, e tem também como finalidade apoiar as pessoas a encontrar medicamentos que, sendo urgentes, têm uma disponibilidade mais reduzida. A utilização da linha é ainda particularmente recomendada à noite, nomeadamente após a saída de uma urgência hospitalar ou em caso de necessidade súbita de um medicamento urgente”, refere Marisa Gomes, responsável pelo centro de atendimento da Linha 1400.

No comunicado é, ainda, acrescentado que cerca de 43% do total dos contactos telefónicos foram feitos durante o período nocturno, em que a Linha 1400 identificou, rapidamente, a farmácia de serviço mais próxima com disponibilidade para responder aos pedidos dos cidadãos, evitando assim deslocações desnecessárias.

A rapidez no atendimento, cujo tempo médio de espera é de 20 segundos, é outro dos factores em destaque no balanço deste primeiro ano de actividade da Linha 1400.

“O serviço garante a cada cidadão que terá à sua espera, na farmácia da sua preferência, todos os medicamentos e produtos de saúde que necessita, havendo ainda diversas modalidades de entregas ao domicílio asseguradas em todo o país. Antes de libertar qualquer encomenda, a farmácia escolhida contacta sempre o utente para o esclarecer quanto aos benefícios, riscos e instruções a seguir para o bom uso dos medicamentos. Este é um serviço que veio para ficar e que em muito tem contribuído para facilitar a vida dos portugueses, especialmente em contexto de pandemia”, acrescenta Marisa Gomes.

Recorde-se que a linha telefónica gratuita foi lançada pelas farmácias no primeiro confinamento provocado pela pandemia da Covid-19, de forma a garantir o acesso dos cidadãos aos medicamentos e a um aconselhamento farmacêutico.

A Linha 1400 está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e cobre todo o território nacional. Em Fevereiro de 2021, o serviço passou também a estar disponível online.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 23 de Março de 2021.

Covid-19. Farmacêutica Roche divulga resultados promissores de tratamento

Covid-19. Farmacêutica Roche divulga resultados promissores de tratamento - 

Os dados de um estudo de fase III, que abrangeu pacientes não hospitalizados, mostraram que este tratamento poderá significar uma redução de 70% nas hospitalizações ou mortes

O grupo farmacêutico suíço Roche divulgou esta terça-feira os resultados de ensaios clínicos promissores para tratamento experimental contra a covid-19, combinando os medicamentos casirivimab e imdevimab, em colaboração com laboratório norte-americano Regeneron.

Os dados de um estudo de fase III, que abrangeu pacientes não hospitalizados, mostraram que este tratamento poderá significar uma redução de 70% nas hospitalizações ou mortes, segundo o comunicado.

Os dados também mostraram uma redução na duração dos sintomas em quatro dias, reduzindo-os de 14 para 10 dias, indicou a Roche.

Esta fase dos ensaios clínicos, que se concentrou em pacientes de alto risco, avaliou tratamentos nas dosagens de 2400 miligramas e 1200 miligramas, segundo a farmacêutica.

O tratamento experimental, sublinhou, é a única combinação de anticorpos monoclonais que mantém a sua potência contra as principais novas variantes que estão a surgir.

"Novas infecções continuam a aumentar globalmente, com mais de três milhões de casos relatados na semana passada", disse Levi Garraway, director médico e director global de desenvolvimento de produtos, citado no comunicado.

O responsável referiu que "este coquetel experimental de anticorpos pode, portanto, oferecer esperança para uma potencial nova terapia para pacientes de alto risco".

Os resultados desses ensaios serão comunicados prontamente às autoridades de saúde e submetidos à análise de especialistas médicos o mais rápido possível.

Este tratamento experimental é objecto de vários ensaios, ainda em andamento, principalmente para pacientes hospitalizados. Até agora, cerca de 25.000 pessoas participaram nos vários tipos dos estudos clínicos.

Na França, a Agência de Medicamentos (ANSM) autorizou em meados de Março duas terapias baseadas em anticorpos sintéticos, incluindo o da Roche e do Regeneron, para tratar precocemente, assim que os sintomas surgirem, os adultos em maior risco.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 23 de Março de 2021.

Farmácias a postos para venderem autotestes. Falta saber quais

Farmácias a postos para venderem autotestes. Falta saber quais - 

Apesar de já terem sido divulgados os critérios a respeitar na utilização do autotestes à Covid, as farmácias estão a aguardar a listagem do regulador sobre os testes que poderão ser comercializados.

Depois de as autoridades de saúde terem definido os critérios para a utilização de testes rápidos de antigénio para uso da população em geral, as farmácias aguardam que o Infarmed publique a lista relativa aos testes passíveis de serem comercializados. Findo este passo, a Associação de Farmácias de Portugal assegura que em pouco tempo estes testes estarão disponíveis no mercado.

Na sexta-feira passada, Infarmed, Direcção-Geral da Saúde e Instituto Dr. Ricardo Jorge, divulgaram uma circular conjunta a estabelecer os “critérios de inclusão no regime excepcional para a utilização de testes rápidos de antigénio de uso profissional por leigos”, isto depois de o Governo ter autorizado a venda destes autotestes em farmácias e outros locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, como é o caso das parafarmácias e dos espaços bem-estar de alguns hiper e supermercados.

Em causa estão os testes rápidos de antigénio que permitem detectar possíveis casos de infecção por Covid-19 através da recolha de uma amostra de fluido das fossas nasais e cuja colheita é feita através de uma zaragatoa (mais pequena do que a utilizada nos testes PCR). Assim, além de ser um teste menos evasivo que o PCR, uma das grandes vantagens destes autotestes é o facto de permitir resultados entre 10 a 30 minutos, pelo que são especialmente recomendados em rastreios comunitários.

Contudo, apesar de terem sido divulgados os critérios a respeitar na utilização destes autotestes fica ainda a faltar a lista dos testes que poderão ser comercializados. “O Infarmed ainda terá que analisar e avaliar [os testes] para, depois, escolher quais são aqueles que têm mais confiança para depois serem utilizados pelos cidadãos comuns”, explica Manuela Pacheco, presidente da Associação de Farmácias de Portugal (AFP), em declarações ao ECO.

Assim apesar de ainda não existir qualquer previsão para a divulgação da lista, a responsável aponta que o processo estará também dependente da “proatividade dos fornecedores”. “Os fornecedores terão de enviar as características dos seus dispositivos médicos, — neste caso os testes que pretendem que sejam reconhecidos. E, e se eles o fizerem rapidamente, mais rapidamente serão avaliados“, aponta Manuela Pacheco.

Para serem utilizados como autotestes, têm de estar registados pelos fabricantes junto do regulador, tal como sublinha a circular conjunta divulgada pelas autoridades competentes. Até agora, os testes rápidos só tinham “luz verde” para ser executados para uso profissional, pelo que é necessário uma autorização para uso dos leigos.

Depois desta fase, a AFP garante que não haverá nenhum “problema” para os disponibilizar nas farmácias, pelo que o processo deverá ser rápido. “Qualquer armazenista consegue disponibilizar-nos o material nas farmácias em 12-24 horas, portanto isso não será um problema”, assinala Manuela Pacheco.

E se na Alemanha a procura por autotestes levou a que esgotassem em poucas horas, Manuela Pacheco não antecipa que a situação se repita em Portugal. “Vai haver procura mas a procura há-de ser q.b.”, antecipa a presidente da AFP, acrescentando que as farmácias estarão “devidamente preparadas” para responder às necessidades dos clientes. Além disso, a responsável sublinha que o número de testes disponíveis vai depender da quantidade de marcas que vão ser autorizadas pelo Infarmed.

Por fim, ao ECO, Manuela Pacheco aponta ainda que os farmacêuticos terão um “papel essencial” em todo este processo, já que devem transmitir aos cidadãos como executar estes testes, como devem recolher a amostra adequadamente, por forma a que “seja em quantidade suficiente e de boa qualidade” para evitar falsos negativos, bem como explicar como os cidadãos devem proceder à comunicação dos resultados.” Não é comprar em qualquer lado”, alerta, acrescentando que “tem de haver sempre alguém com conhecimento prévio para explicar como deverá ser executado, quais são os procedimentos e os passos a seguir”.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em 23 de Março de 2021.

Covid-19: Bluepharma desenvolve medicamento para tratamento da doença

Covid-19: Bluepharma desenvolve medicamento para tratamento da doença - 

A farmacêutica portuguesa Bluepharma, sediada em Coimbra, está a desenvolver um medicamento para o tratamento da covid-19, revelou à agência Lusa o presidente da empresa, Paulo Barradas Rebelo.

“Está aprovado o financiamento e estamos a fazer o desenvolvimento do medicamento para a covid”, disse o responsável, escusando-se a adiantar mais informação.

Paulo Barradas Rebelo explicou que, como empresa que desenvolve medicamentos, Bluepharma coloca “uma força muito grande em Investigação e Desenvolvimento (I&D)”.

“Separamos bem o ‘I’do ‘D’. A investigação é de maior risco, leva mais tempo, requer muito investimento. Não deixamos de fazer o investimento, mas doseamo-lo”, contou.

Da verba alocada a (I&D) – acrescentou o presidente da farmacêutica – “15% são para investigação e 85% para desenvolvimento”.

“O desenvolvimento é muito importante para nós e é uma área que emprega gente muito qualificada. Temos 130 cientistas muitos qualificados a trabalhar em I&D”, sublinhou.

A Bluepharma é uma empresa de capitais portugueses, que iniciou a sua actividade em Fevereiro de 2001, depois de um grupo de profissionais ligados ao sector ter adquirido a unidade industrial pertencente à multinacional alemã Bayer.

Ao longo dos seus 20 anos, transformou uma unidade industrial que empregava 58 pessoas e operava para o mercado nacional num grupo farmacêutico de 20 empresas e 750 trabalhadores.

A sua actividade percorre toda a cadeia de valor do medicamento, desde I&D até ao mercado.

A empresa projectou um plano estratégico de investimento de cerca de 200 milhões de euros para a próxima década, que inclui a ampliação das actuais instalações em São Martinho (Coimbra), a construção de uma nova unidade industrial em Eiras (Coimbra) e a construção do Bluepharma Park, que será o maior parque tecnológico do ‘cluster’ farmacêutico a nível nacional.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 22 de Março de 2021.

Plano de testagem em massa gratuito arranca nas farmácias de Lisboa

Plano de testagem em massa gratuito arranca nas farmácias de Lisboa - 

O Plano de Testagem em Massa e Gratuito na Cidade de Lisboa foi há pouco apresentado, em conferência de imprensa, e acompanhado, em directo, pelo Portal Netfarma. Todos os testes serão realizados nas farmácias aderentes a partir de 31 de Março.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, apresentou este plano, anunciando que objectivo é «monitorizar o desconfinamento gradual, montando um sistema de testagem em massa para acautelar a transmissão do vírus na comunidade e diminuição de contágios».

A partir do dia 31 de Março, os testes rápidos de antigénio podem ser realizados nas farmácias aderentes, que estarão identificadas e disponíveis nos sites da ANF e CML.

Segundo Medina, os critérios para se poderem fazer testes gratuitos da CML são: residir numa das freguesias acima de 120 casos por 100 mil habitantes (a lista será actualizada, quinzenalmente, nos sites e redes sociais da ANF e CML – ao dia de hoje as freguesias são Ajuda, Alvalade, Arroios, Estrela, Marvila, Olivais, S. Vicente, Sta Clara, Sta Maria Maior e Sto António); o agendamento dos testes pode ser feito directamente ou por telefone em qualquer uma das farmácias da cidade e que façam parte do programa; cada munícipe pode fazer um teste a cada 15 dias.

As farmácias aderentes estarão ligadas ao SINAVE (sistema de informação do SNS) e os resultados dos testes ficarão automaticamente registados e acessíveis às equipas de saúde pública. Nos casos positivos, o cidadão será contactado por profissionais do SNS.

O presidente da ANF assinalou o «momento histórico, que mostra a capacidade e a importância que o poder local tem e vai ter cada vez mais em matéria de saúde pública e, nós, farmácias, partilhamos com os municípios esta proximidade às pessoas e era cada vez mais natural que os nossos caminhos se reforçassem e se aproximassem ainda mais. Temos de resolver os problemas reais de pessoas reais e num momento como o que vivemos todos somos poucos para fazer face aos problemas de saúde que temos pela frente. Testes seguros de acesso fácil nos locais onde as pessoas vivem e trabalham são um grande serviço aos cidadãos».

Paulo Cleto Duarte adiantou que mais de 100, das 242 farmácias de Lisboa, estão a participar activamente na testagem e acredita que este número vai aumentar. «As farmácias garantem a competência do farmacêutico. Estamos preparados para assumir e reforçar esta linha da frente», frisou.

 

Fonte:  Site "Netfarma.pt" e autor em 19 de Março de 2021.