Covid-19: Testes rápidos de antigénio da BioJam revelam-se eficazes no diagnóstico da nova estirpe

Covid-19: Testes rápidos de antigénio da BioJam revelam-se eficazes no diagnóstico da nova estirpe - 

De acordo com estudos realizados pela empresa alemã nal von minden, fabricante dos testes de antigénio da BioJam Holding Group, os estes rápidos NADAL covid-19 Ag e NADAL covid-19 Ag+Influenza A/B revelaram-se eficazes no diagnóstico da nova estirpe da covid-19.

“A mutação verificada nas nucleoproteína viral de SARS-CoV-2 não interfere na capacidade de diagnóstico dos testes rápidos de antigénio NADAL covid-19 Ag e NADAL covid-19 Ag+Influenza A/B”, indica a BioJam, em nota divulgada.

A nova estripe identificada no Reino Unido apresenta mutações na proteína do pico (proteína S) que poderão estar na origem do aumento da transmissibilidade.

Contudo, os testes rápidos nal von minden não utilizam a proteína spike (proteína S) na detecção do vírus, mas sim a proteína do nucleocapsídeo (proteína N), proteína que segundo a Organização Mundial de Saúde e o Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças da União Europeia, não sofreu alterações.

“Isto significa que a mutação verificada ao nível das proteínas S não tem qualquer efeito na capacidade de detecção dos nossos testes rápidos de antigénio covid-19 e covid-19 Ag+Influenza A/B”, concluiu Carlos Monteiro, CEO da BioJam Holding Group, citado na nota enviada.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 6 de Janeiro de 2021

Vacina da Moderna recebe “luz verde” do regulador europeu

Vacina da Moderna recebe “luz verde” do regulador europeu - 

A Agência Europeia de Medicamentos deu "luz verde" à vacina desenvolvida pela Moderna contra o novo coronavírus. Falta agora a palavra final da Comissão Europeia.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) deu “luz verde” à vacina desenvolvida pela Moderna contra o novo coronavírus, anunciou o regulador esta quarta-feira no Twitter. Falta agora o parecer final da Comissão Europeia que, a acontecer, fará deste o segundo fármaco a ser administrado na Europa, depois da vacina da Pfizer e da BioNTech que começou a ser distribuída na semana passada.

“A EMA recomendou [à Comissão Europeia] a atribuição de uma autorização de comercialização condicional para a vacina da Moderna para prevenir a Covid-19 nas pessoas a partir dos 18 anos”, escreveu o regulador no Twitter.

Num comunicado (em inglês) publicado na sua página oficial, a EMA refere que “o Comité de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da EMA avaliou exaustivamente os dados sobre a qualidade, segurança e eficácia da vacina e recomendou por consenso uma autorização de comercialização formal condicional concedida pela Comissão Europeia“.

Esta recomendação favorável “assegurará aos cidadãos da UE que a vacina cumpre as normas da UE e estabelece as salvaguardas, controlos e obrigações” no território europeu. “Esta vacina dá-nos outra ferramenta para superar a emergência actual”, diz Emer Cooke, director-executivo da EMA, citado em comunicado. “É uma prova dos esforços e compromisso de todos os envolvidos que temos esta segunda recomendação de vacina positiva pouco menos de um ano depois de a pandemia ter sido declarada pela OMS“.

Fica agora a faltar a aprovação da Comissão Europeia, que tem a palavra final. A presidente da Comissão Europeia já reagiu, afirmando que são “boas notícias” para os “esforços” que têm sido feitos para “trazer mais vacinas contra a Covid-19 para os cidadãos europeus”. “A EMA decidiu que vacina da Moderna é segura e eficaz. Estamos agora a trabalhar a todo o vapor para aprová-la e disponibilizá-la na UE“, continuou Ursula von der Leyen.

Ensaio clínico mostrou eficácia de 94,1% da vacina

Esta recomendação favorável da EMA teve por base também um ensaio clínico que foi feito com a vacina, envolvendo cerca de 30.000 pessoas, das quais metade recebeu a vacina e a outra metade injecções simuladas. O fármaco mostrou ser eficaz em cerca de 28.000 pessoas dos 18 aos 94 anos de idade, refere o regulador, no mesmo comunicado. Foi ainda registada uma redução de 94,1% dos casos sintomáticos nas pessoas vacinadas.

A vacina da Moderna será — tal como a da Pfizer –, administrada em duas doses, com 28 dias de intervalo. Os efeitos secundários mais frequentes “foram geralmente ligeiros ou moderados e melhoraram alguns dias após a vacinação”. Os efeitos colaterais mais comuns são dor e inchaço no local da injecção, cansaço, calafrios, febre, gânglios linfáticos inchados ou sensíveis no braço, dor de cabeça, dores musculares e articulares, náuseas e vómitos.

De acordo com a Moderna em Dezembro, citada pela Bloomberg, a Comissão Europeia encomendou 160 milhões de doses da vacina. A farmacêutica norte-americana deverá começar a distribuir as primeiras doses na próxima semana, disse o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, esta quarta-feira, citado pela agência de notícias. A Alemanha espera receber mais de 50 milhões de doses, acrescentou.

Contas feitas pelo Financial Times em Julho indicam que a vacina da Moderna poderá custar entre 50 a 60 dólares (entre 42,6 a 51,1 euros) por tratamento aos Governos, o equivalente a 25 a 30 dólares (21,3 a 25,6 euros) por dose. Apesar de não ser um valor definitivo, é um pouco mais elevado do que o das outras vacinas, dado que o objectivo da farmacêutica norte-americana é vender esta vacina apenas nos países mais ricos.

A EMA arrancou na segunda-feira com as discussões sobre a vacina da Moderna, conforme anunciou no Twitter, mas estas não ficaram concluídas nesse dia e foram retomadas esta quarta-feira, por volta das 9h, hora de Lisboa. “A reunião do Comité de Medicamentos para Uso Humano da EMA para discutir a vacina Covid-19 da Moderna já começou”, escreveu o regulador europeu esta manhã.

Vacina AstraZeneca-Oxford em linha de espera

A vacina da Moderna passará a ser, assim, a segunda a ser administrada aos cidadãos europeus. O primeiro fármaco a receber “luz verde” da Europa foi o da Pfizer e da BioNTech, a 21 de Dezembro. Até ao momento já foram vacinadas 32.000 pessoas em Portugal, como adiantou esta terça-feira Graça Freitas, salientando que é sempre necessária uma segunda dose da vacina.

O fármaco da empresa norte-americana já tinha sido aprovado nos Estados Unidos a 19 de Dezembro, uma semana depois de o Food and Drug Administration (FDA) ter aprovado a vacina da Pfizer.

Por aprovar está ainda a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, num processo que demorará ainda algumas semanas, diz a Bloomberg. Isto porque, na semana passada, a EMA referiu que ainda não tinha recebido informações suficientes para avaliar a vacina Astra-Oxford, tendo pedido informação adicionais aos responsáveis. Esta vacina começou esta segunda-feira a ser administrada no Reino Unido.

 

Fonte: Site da "Eco.sapo.pt"  e autor em 6 de Janeiro de 2021

Covid-19: UE pretende aumentar a produção de vacinas

Covid-19: UE pretende aumentar a produção de vacinas - 

A União Europeia (UE) anunciou que pretende aumentar a capacidade de produção de vacinas contra a covid-19, pois reconhece existir uma “insuficiência global” que levou a um atraso das campanhas de vacinação na Europa.

“As dificuldades, de momento, não se devem ao volume de encomendas, mas à insuficiência à escala mundial da capacidade de produção. É o caso da BioNTech”, explicou a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, numa entrevista à agência alemã DPA.

Depois de uma encomenda inicial de 200 milhões de doses da vacina da Pfizer e da BioNTech, a União Europeia exerceu a opção de compra de 100 milhões de doses adicionais em 2021.

“Em boa hora a UE concedeu financiamento à BioNTech de 100 milhões de euros para desenvolver a sua capacidade de produção (…) A situação vai melhorar pouco a pouco”, disse a comissária europeia, acrescentando que a UE está “novamente pronta a ajudar a aumentar as capacidades de produção”.

A BioNTech espera poder fornecer 250 milhões de doses adicionais no primeiro semestre de 2021, através da sua nova fábrica em Marburg, na Alemanha. Esta fábrica vai reforçar a produção na fábrica belga de Puurs, onde são produzidos os lotes com destino à UE.

Entretanto, a BioNTech indicou ter concluído contractos com cinco fabricantes na europa para aumentar a produção, estando ainda em negociações contractos com outras empresas.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 5 de Janeiro de 2021

Governo vai adiar para Junho obrigatoriedade de receitas médicas electrónicas

Governo vai adiar para Junho obrigatoriedade de receitas médicas electrónicas - 

O Governo vai adiar para Junho a obrigatoriedade dos médicos passarem as receitas médicas por via electrónica.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado Adjunto da Saúde, Lacerda Sales, durante a visita ao centro de vacinação improvisado no Hospital de Portimão.

António Lacerda Sales revelou que o prazo para a possibilidade da prescrição das receitas poder ser feita “de forma manual” vai ser estendido “através de uma portaria” até Junho de 2021.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde indicou que o ministério tem “o maior respeito pelos colegas que têm maiores dificuldades”, e que vai ser estudado com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) “uma solução mais estruturada e mais robusta” para depois ser apresentada.

Esta declaração vem depois do comunicado emitido pela Ordem dos Médicos ter pedido ao Governo para resolver o problema dos médicos que têm dificuldade de adaptação aos meios informáticos e, por isso, dentro de dias deixarão de poder passar receitas em papel.

Na nota divulgada, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, lembrou que se trata de “um pequeno número de médicos” que, com o fim do prazo de transição para a desmaterialização das receitas em papel, deixarão de ter a possibilidade de as passar à mão.

Nesse comunicado, Miguel Guimarães lembrou que já tinha alertado o Ministério da Saúde para este problema, mas ainda não obteve resposta.

O prazo previsto para acabarem as receitas em papel, passando a haver apenas receitas electrónicas, tinha sido adiado até 31 de Dezembro por causa da situação pandémica que o país atravessa e pela dificuldade dos SPMS em prosseguirem com as formações necessárias para estes médicos.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 4 de Janeiro de 2021

Santa Casa distingue investigações sobre Parkinson e medula espinhal

Santa Casa distingue investigações sobre Parkinson e medula espinhal - 

Equipas lideradas pelos cientistas Noam Shemesh e Maria Leonor Saúde vão receber hoje os Prémios Santa Casa Neurociências por projectos de investigação sobre a doença de Parkinson e a reparação de lesões na medula espinhal.

Estas bolsas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), consideradas das mais importantes em Portugal nesta área, atribuem 400 mil euros para distinguir o trabalho de investigação científica ou clínica em áreas como a neurologia, a neuropatologia, a bioquímica, a biologia molecular, a genética molecular, a química, a farmacologia, a imunologia, a fisiologia e a biologia celular.

O Prémio Mantero Belard, no montante de 200 mil euros, destacou, nesta oitava edição dos prémios, o projecto da equipa de investigadores da Fundação Champalimaud liderada por Noam Shemesh pelo trabalho desenvolvido no conhecimento das anomalias nas redes neuronais no decurso da doença de Parkinson.

Esta investigação "tenta perceber como a informação genética altera a actividade do cérebro e a sua arquitectura", disse à Lusa Noam Shemesh, ao considerar que, na prática, vai permitir uma melhor compreensão da doença e contribuir para a possibilidade de ser detectada mais precocemente.

Considerada a segunda maior doença degenerativa no mundo, a doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo que surge a partir de uma combinação de factores genéticos e ambientais que afectam o sistema regulador do comportamento, levando à disfunção motora progressiva e declínio cognitivo, sendo mais prevalente em idades avançadas.

O projecto agora premiado pretende "entender os mecanismos" quanto à relação entre o que acontece ao nível das moléculas e a correspondente consequência comportamental, explicou Noam Shemesh.

Segundo o investigador, um exame de Ressonância Magnética (RM) poderá preencher esta lacuna no conhecimento, permitindo novos estudos longitudinais fidedignos do cérebro através de uma tecnologia à base de ondas de radiofrequência num forte campo magnético.

Esta abordagem, que poderá também ter um impacto na investigação sobre outras doenças neurodegenerativas, terá "valor clínico significativo para o diagnóstico e caracterização da doença de Parkinson em fases iniciais", permitindo ainda rastrear a progressão da doença ao longo do tempo.

Em declarações à Lusa, Noam Shemesh adiantou ainda que a bolsa de 200 mil euros vai permitir contratar mais recursos humanos e adquirir equipamentos necessários à prossecução do projecto de investigação.

O Prémio Melo e Castro, também no valor de 200 mil euros, foi atribuído à uma equipa do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, liderada pela investigadora Maria Leonor Saúde, pela investigação desenvolvida na área das lesões na medula espinhal.

Estudos desenvolvidos em modelos animais, como o ratinho, indicam que, como nos humanos, têm pouca capacidade regenerativa após uma lesão, enquanto outros, como o peixe zebra, exibem uma capacidade regenerativa excepcional.

A equipa de investigadores identificou recentemente as células senescentes como potenciais moduladores do resultado regenerativo após uma lesão da medula espinhal.

Na prática, a investigação concluiu que a eliminação das células senescentes com recurso a fármacos conduz a uma "notável recuperação funcional em ratinhos lesionados", um trabalho que pode contribuir para o desenvolvimento de uma nova terapia para regeneração da medula espinhal em mamíferos.

O Prémio Melo e Castro distingue projectos que potenciem a recuperação e tratamento de lesões vertebromedulares e foi criado para promover a descoberta de soluções para a reabilitação de pessoas que sofrem destas patologias, reduzindo as limitações motoras e fisiológicas associadas.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 22 de Dezembro de 2020.

 

Covid-19: EMA aprova vacina da Pfizer-BioNTech

Covid-19: EMA aprova vacina da Pfizer-BioNTech - 

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou esta segunda-feira, a autorização de introdução no mercado da vacina Comirnaty na União Europeia (UE), desenvolvida pelos laboratórios BioNTech e Pfizer, para prevenir a covid-19.

“Apraz-me anunciar que o comité científico da EMA se reuniu hoje e recomendou uma autorização condicional de mercado na UE para a vacina desenvolvida pela BioNTech e pela Pfizer. A nossa opinião científica abre caminho à primeira autorização de mercado para uma vacina contra a covid-19 na UE”, indicou Emer Cook, directora-executiva da entidade que regula a aprovação de medicamentos na UE, numa conferência de imprensa em Amesterdão.

O Comité dos Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da EMA, com peritos das autoridades do medicamento de todos os Estados-membros da UE, finalizou a avaliação da vacina, e concluiu que existem dados suficientes que asseguram a qualidade, segurança e eficácia desta vacina.

A avaliação desta vacina contou com o contributo de vários representantes do Infarmed nos diversos comités da EMA, como no CHMP, no European Task Force para a pandemia, no Grupo de Trabalho de Medicamentos Biológicos e no Comité de Avaliação do Risco de Farmacovigilância.

“O Infarmed reconhece publicamente o contributo de todos os seus peritos que de forma dedicada participam nesta avaliação para podermos dar confiança aos nossos concidadãos na qualidade, segurança e eficácia da vacina e que agora continuarão a trabalhar na monitorização da sua utilização”, afirmou Rui Santos Ivo, presidente da Autoridade Nacional do Medicamento, em comunicado.

Para que a esta vacina possa começar a ser comercializada e administrada na UE, terá de ser aprovada pela Comissão Europeia, o que deverá acontecer nas próximas 48 horas.

Caso isso aconteça, a campanha de vacinação arranca nos Estados-membros a partir de 27 de Dezembro, tal como anunciou a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

A vacina Comirnaty, que demonstrou eficácia na prevenção da covid-19 em pessoas a partir dos 16 anos de idade, será administrada em duas injecções no braço, com pelo menos 21 dias de intervalo.

A segurança e eficácia da vacina continuarão a ser alvo de uma rigorosa monitorização à medida que seja utilizada em todos os Estados-Membros, através do sistema europeu de farmacovigilância e de estudos adicionais realizados pela empresa e pelas autoridades do medicamento europeias.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 21 de Dezembro de 2020