Custo de vacina desenvolvida por Sanofi e GSK fica abaixo dos 10 euros

Custo de vacina desenvolvida por Sanofi e GSK fica abaixo dos 10 euros - 

O presidente da Sanofi reitera que “os franceses e os europeus terão a vacina ao mesmo tempo que os doentes americanos".

A vacina em desenvolvimento pelo laboratório francês Sanofi e pelos britânicos da GSK para a covid-19 terá um preço abaixo dos 10 euros por dose, assegurou o presidente da Sanofi France, Olivier Bogillot.

“Ainda não está bem definido. Estamos em vias de medir todos os custos de produção que serão nossos nos próximos meses”, disse o líder da companhia farmacêutica, saudando a “partilha de riscos com os Estados” que permite ter preços “tão baixos quanto possível” e deixando uma garantia: “Estaremos a menos de 10 euros por dose”.

Confrontado com o custo de cerca de 2,50 euros por dose da vacina desenvolvida pelo concorrente AstraZeneca, Olivier Bogillot justificou a diferença com o facto de a sua empresa apostar na utilização de recursos internos, como os “próprios investigadores e as próprias fábricas”, ao passo que a companhia anglo-sueca “externalizou a produção” em larga escala.

Paralelamente, o presidente da Sanofi reiterou que “os franceses e os europeus terão a vacina ao mesmo tempo que os doentes americanos”.

Segundo os dados avançados pela empresa, os Estados Unidos terão cerca de 100 milhões de doses, os europeus receberão 300 milhões e a Grã-Bretanha irá ser contemplada com 60 milhões de doses.

Olivier Bogillot enalteceu ainda a importância da colaboração com o concorrente britânico, assumindo que “não é comum” haver a junção de forças numa investigação desta dimensão, mas considerou ser “bastante saudável nesta guerra contra a covid-19″.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 7 de Setembro de 2020

UNICEF coordena compra e distribuição de vacinas em operação "inédita"

UNICEF coordena compra e distribuição de vacinas em operação "inédita" - 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou hoje que vai coordenar uma operação de proporções "inéditas" de compra e distribuição de vacinas contra a doença covid-19 para dezenas de países de baixos e médios rendimentos.

É "a maior e mais rápida operação alguma vez realizada na aquisição e distribuição de vacinas" e está integrada no plano do Mecanismo de Acesso Mundial às Vacinas contra a Covid-19 (COVAX), um mecanismo global co-liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a compra e distribuição equitativa de vacinas a países com baixos e médios rendimentos, segundo indicou a UNICEF num comunicado.

A UNICEF, em colaboração com o Fundo Rotativo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), irá coordenar os esforços para comprar e distribuir doses de vacinas contra a covid-19 para um total de 92 países de baixos e médios rendimentos, com o apoio do mecanismo COVAX e das reservas para emergências humanitárias.

A agência da ONU também vai a ajudar a obter vacinas para cerca de 80 países de maior rendimento que já manifestaram a intenção de participar no mecanismo COVAX, doses essas que serão financiadas com os respectivos orçamentos públicos.

"Trata-se de uma aliança entre governos, fabricantes e parceiros multilaterais na qual todos devemos fazer a nossa parte para continuar com a batalha decisiva contra a pandemia da covid-19", disse a directora-executiva da UNICEF, Henrietta Fore.

De acordo com os prazos comunicados à UNICEF por 28 fabricantes com centros de produção em dez países, o período estimado entre o desenvolvimento e a produção de vacinas poderá constituir "um dos avanços científicos e de fabricação mais rápidos da história".

A organização referiu, citando as explicações fornecidas pelos fabricantes, que os investimentos necessários para obter uma produção em grande escala de doses de vacinas vão depender do sucesso dos ensaios clínicos, da disponibilidade de acordos para uma compra antecipada, da confirmação de fundos de financiamento, bem como de uma optimização, por exemplo, dos registos e das medidas de regulação.

O próximo passo desta grande operação será garantir que os países que vão financiar directamente as vacinas confirmem a sua participação no mecanismo COVAX antes do dia 18 de Setembro, o que irá permitir conseguir fundos para aumentar a capacidade de fabricação em grande escala através de acordos de aquisição antecipada.

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte de pelo menos 869.718 pessoas e infectou mais de 26,3 milhões em todo o mundo desde Dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 4 de Setembro de 2020.

Liga Portuguesa Contra a Sida recebe Prémio Nacional de Psicologia

Liga Portuguesa Contra a Sida recebe Prémio Nacional de Psicologia - 

A Liga Portuguesa Contra a Sida (LPCS) recebe hoje o Prémio Nacional de Psicologia, uma distinção que, para a presidente, reflecte "um longo percurso e trabalho" no apoio a doentes com doenças e infecções sexualmente transmissíveis.

"Esta distinção é um incentivo para continuar a prática de acções e gestos solidários para a LPCS, mas importantes para outros, a quem pudemos e podemos continuar a ser úteis", considerou a presidente da instituição, citada em comunicado.

Desde a formação disponibilizada a psicólogos à produção de conhecimento com a colaboração desses mesmos profissionais, Maria Eugénia Saraiva recordou o trabalho que a liga tem desenvolvido desde a sua fundação, em 1990, referindo que foi uma das primeiras organizações não-governamentais criadas para dar resposta nesta área.

"O primeiro e grande projecto da LPCS a ser criado foi a Linha SOS SIDA, com o objectivo de apoiar o maior número de pessoas possível, mantendo-se até hoje, mas de uma forma mais alargada e acessível, com um reforço extraordinário de horário durante a pandemia covid-19", sublinhou, referindo também a criação de centros de apoio e unidades de rastreio.

O Prémio Nacional de Psicologia é atribuído todos os anos pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, para distinguir instituições pelo contributo para a afirmação da psicologia na sociedade.

O prémio é hoje entregue à presidente da LPCS, que sublinha que a distinção é também de todos os profissionais que passaram pela instituição.

"Orgulho-me de dizer que passaram na LPCS várias gerações de psicólogos, é deles também este prémio, e que, a todos eles foi sempre passado o testemunho do reconhecimento das ciências psicológicas na literacia da saúde, na promoção e educação para a saúde e na prevenção da doença e na valorização das práticas de supervisão", afirma.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 4 de Setembro de 2020.

OMS recomenda corticosteroides no tratamento de casos graves e críticos de covid-19

OMS recomenda corticosteroides no tratamento de casos graves e críticos de covid-19 - 

Os corticosteroides estão incluídos na lista de medicamentos essenciais da OMS, disponíveis em todo o mundo a um baixo custo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou nesta quarta-feira a utilização de corticosteroides sistémicos (classe de medicamentos de acção anti-inflamatória e imunossupressora, usada para suprimir os mecanismos de defesa do corpo) no tratamento da covid-19, mas apenas para casos graves e críticos.

O novo guia para médicos sobre o uso de corticosteroides em doentes com covid-19, que foi hoje publicado, sublinha que estes fármacos não devem ser utilizados para tratar pacientes que não estejam em estado grave.

Segundo o documento, a utilização nos pacientes graves e críticos é recomendada independentemente de os doentes estarem hospitalizados.

Por outro lado, a decisão de não recomendar o uso de corticosteroides em doentes que não estejam em estado grave é justificada pela existência de evidência científica, ainda que com baixos níveis de certeza, que aponta para um potencial aumento da mortalidade entre estes doentes.

Os corticosteroides estão incluídos na lista de medicamentos essenciais da OMS, disponíveis em todo o mundo a um baixo custo.

O guia foi desenvolvido em colaboração com a fundação não governamental MAGIC, que prestou apoio metodológico no desenvolvimento e na divulgação do guia para o tratamento farmacológico da covid-19.

O documento começou a ser preparado no final de Junho, quando foi publicado um relatório preliminar do ensaio RECOVERY sobre o impacto dos corticosteroides.

Além destes resultados, a OMS desenvolveu, em conjunto com os investigadores, uma meta-análise de outros sete ensaios sobre o medicamento com o objectivo de fornecer evidências adicionais.

A pandemia do coronavírus que provoca a covid-19 já provocou pelo menos 857 824 mortos e infectou mais de 25,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1827 pessoas das 58 633 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Fonte: Site do Jornal "Diário de Notícias" e autor em 3 de Setembro de 2020.

ID Logistics vai distribuir mais de 2,6 milhões de vacinas contra a gripe em Portugal

ID Logistics vai distribuir mais de 2,6 milhões de vacinas contra a gripe em Portugal - 

A empresa considera que esta operação funcionará como um “ensaio logístico” para a distribuição de uma futura vacina contra a Covid-19 no nosso país.

O grupo de logística ID Logistics vai distribuir mais de 2,6 milhões de vacinas contra a gripe em Portugal em tempo recorde. O valor corresponde a um aumento de 65% de unidades do que no ano passado.

Segundo um comunicado, “a complexidade desta operação logística em Portugal servirá como ‘ensaio logístico’ para uma potencial comercialização em massa” da vacina contra o novo coronavírus”, uma vez que a organização “conta com uma larga experiência na habitual campanha de vacinação” e “ficará responsável por receber, armazenar, preparar e distribuir” esses fármacos contra a gripe sazonal.

O operador logístico internacional, líder em logística farmacêutica, será responsável pela distribuição de 2,6 milhões de unidades de vacinas no país durante a campanha de vacinação contra a gripe sazonal promovida pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), gerindo todo o processo – recepção ao armazenamento, preparação e entrega – a partir da sua ID Logistics Portugal, plataforma localizada na Azambuja.

Os responsáveis da ID Logistics assinala que a empresa “garantirá também o processo de serialização, que visa evitar que medicamentos falsificados entrem na cadeia de abastecimento legal e, dessa forma, garantir maior protecção aos pacientes”.

“A ID Logistics conta com uma vasta experiência na gestão logística da campanha de vacinação, após desenvolvê-la com sucesso nos últimos anos. A campanha de vacinação contra a gripe, que terá início em Setembro, acontece num ano de convulsão na saúde devido à pandemia causada pelo SARs-CoV-2. Por isso, a distribuição de 2,6 milhões de vacinas é de vital importância para evitar o colapso dos hospitais devido à existência da gripe sazonal e do coronavírus”, sublinha o comunicado em questão.

No entender dos responsáveis esta empresa, “a gestão logística de tão grande quantidade de vacinas em tão curto espaço de tempo permite verificar se a logística portuguesa está preparada para fazer face à potencial comercialização massiva de vacinas contra a Covid-19, que exigirá uma distribuição muito rápida”.

“Algumas das ferramentas que tornarão esta tarefa possível são a capacidade da ID Logistics em garantir uma temperatura entre 2º e 8º durante todo o processo de armazenamento e distribuição das vacinas, bem como a sua rastreabilidade; a incorporação de tecnologia, mais especificamente a automação do processo de logística e serialização através de mecanismos de reconhecimento e leitura unitária massiva; bem como a estreita colaboração entre parceiros e clientes para atender a prazos tão apertados, etc”, esclarece o comunicado da ID Logistics.

Hugo Oliveira, country manager da ID Logistics Portugal, afirma que “a complexa operação que envolve a distribuição de 2,6 milhões de vacinas num curto espaço de tempo é um grande desafio que exige uma coordenação logística perfeita”.

“Na ID Logistics, sentimos muito orgulho de poder ajudar os nossos profissionais de saúde através da gestão da logística necessária para agilizar o seu trabalho num momento tão complicado como aquele que vivemos. Além disso, é uma boa oportunidade para mostrar que os operadores logísticos portugueses estão preparados para distribuir rapidamente grandes quantidades de vacinas contra o coronavírus, assim que estiverem disponíveis”, realça este responsável.

A ID Logistics é um grupo internacional de logística que obteve receitas de 1.534 milhões de euros em 2019. A empresa tem mais de 320 instalações em 18 países, incluindo Portugal, representando mais de 58 milhões de metros quadrados de armazéns distribuídos pela Europa, América, Ásia e África. Tem ao seu dispor 21 mil funcionários e uma carteira de clientes distribuída entre sectores como o retalho, detail picking e health e-commerce, por exemplo.

 

Fonte: Site do "Jornal Económico" e autor em 3 de Setembro de 2020.

Orientações sobre medicamentos dispensados na farmácia hospitalar em ambulatório em proximidade

Orientações sobre medicamentos dispensados na farmácia hospitalar em ambulatório em proximidade - 

A Ordem dos Farmacêuticos (OF), juntamente com os Conselhos dos Colégios de Especialidade de Farmácia Hospitalar e da Farmácia Comunitária, elaborou orientações sobre acesso a medicamentos dispensados por farmácia hospitalar em regime de ambulatório num regime de proximidade.

O anúncio foi feito pela OF no seu portal.

A OF indica que foram publicados dois despachos (Despacho nº 4270-C/2020 de 7 de Abril e Despacho nº 5315/2020 de 7 de maio) que permitem que “os medicamentos dispensados por farmácia hospitalar em regime de ambulatório podem, excepcionalmente, a pedido do utente, ser dispensados nas farmácias comunitárias por si indicadas, ou no seu domicílio, enquanto a situação no País assim o justifique”.

A OF indica ainda que as suas recomendações/orientações técnicas, contemplam três premissas essenciais:

1. A definição de uma estratégia para a intervenção entre farmacêuticos hospitalares e farmacêuticos comunitários, tendo como eixo central a pessoa que vive com doença, versando os eixos da acessibilidade, efectividade das terapêuticas e da segurança;

2. A garantia inexorável da intervenção farmacêutica em todo processo que envolve a dispensa do medicamento ao cidadão a quem o mesmo se destina (seja a própria pessoa que vive com doença ou através do seu representante/cuidador devidamente autorizado);

3. O escrupuloso cumprimento das boas práticas farmacêuticas, que não poderá, em momento algum, ficar vulnerabilizado ou comprometido e que globalmente compreende, no caso presente, o acesso a medicamentos de cedência exclusiva hospitalar, dispensados em regime de ambulatório pela farmácia hospitalar, assegurando a proximidade, mantendo a segurança e monitorização farmacêutica do resultado do tratamento, bem como a rastreabilidade do processo de dispensa.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 1 de Setembro de 2020