Covid-19: doentes em consultas externas vão poder ser vacinados nos hospitais. Ritmo da campanha aumenta na próxima semana

Covid-19: doentes em consultas externas vão poder ser vacinados nos hospitais. Ritmo da campanha aumenta na próxima semana - 

O coordenador da `task force´ da vacinação contra a covid-19 garantiu que para a próxima semana está também previsto "começar a vacinar mais de 100 mil pessoas por dia"

O coordenador da `task force´ da vacinação contra a covid-19 anunciou hoje que os doentes acompanhados em consultas externas vão poder ser vacinados nos próprios hospitais, um processo que deve iniciar-se na próxima semana.

"Estamos a organizar um processo em que todos os doentes que estão em consulta externa, porque são doentes mais graves, também sejam vacinados no contexto hospitalar imediatamente dentro das próprias consultas dos hospitais", afirmou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo em entrevista à RTP3.

Segundo o responsável do plano de vacinação que se iniciou no final de 2020, este procedimento "facilita muito o processo" de vacinar as pessoas com doenças e constitui também uma "vacinação mais segura".

"Estamos a preparar o processo. Não costumámos demorar muito tempo a preparar estes processos", disse Gouveia e Melo, que admitiu que esta vacinação em contexto hospitalar possa arrancar já na próxima semana.

Para a próxima semana está previsto "começar a vacinar mais de 100 mil pessoas por dia", "caso não haja contratempos na entrega das vacinas", acrescentou o o coordenador da `task force´. Se não existirem contratempos na entrega das vacinas que estão previstas chegar a Portugal, a meta de ter 70% da população vacinada com a primeira dose contra o vírus SARS-CoV-2 será atingida entre o final de Julho e Agosto.

De acordo com dados divulgados hoje pela Direcção-Geral da Saúde, um em cada quatro portugueses já recebeu a primeira dose da vacina contra a covid-19, o que representa mais de 2,5 milhões de pessoas.

Segundo o relatório semanal da vacinação, 2.568.344 pessoas já foram vacinadas contra o vírus SARS-CoV-2, das quais 341.313 na última semana, enquanto 915.246 já têm a vacinação completa com as duas doses, o que equivale a 9% da população.

Em Portugal, morreram 16.981 pessoas dos 837.715 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em  5 de Maio de 2021.

Asma. Excesso de medicação pode ter consequências graves e indica que doença não está controlada

Asma. Excesso de medicação pode ter consequências graves e indica que doença não está controlada - 

“A utilização excessiva de broncodilatadores de curta acção pode associar-se a alterações cardíacas e, no limite, a aumento da mortalidade", alerta o imunoalergologista João Gaspar Marques.

Respirar pode ser, para quem vive com asma, um verdadeiro problema. De acção involuntária passa a sacrifício que muitos procuram contrariar com recurso a medicação. Ao alívio imediato, o excesso de medicação junta outras consequências, que podem vir a ser muito graves. É para elas que se alerta neste Dia Mundial da Asma, que serve para reforçar a certeza de que a asma pode ser controlada.

“Na presença de sintomas, os doentes acabam por utilizar medicação de alívio, essencialmente broncodilatadores de curta acção e, nas exacerbações mais graves, recorrem a ciclos de corticóides orais”, confirma João Gaspar Marques, imunoalergologista do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental/Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central.

“A utilização excessiva de broncodilatadores de curta acção pode associar-se a alterações cardíacas e, no limite, a aumento da mortalidade. Os ciclos de corticóides orais, ainda que curtos, se frequentes, podem associar-se também a supressão adrenal, osteoporose, hipertensão arterial, obesidade e cataratas, entre outros.”

De acordo com o especialista, “quando um doente tem de recorrer demasiadas vezes à sua medicação de alívio é um sinal de que a asma não está controlada”. É, por isso, necessário, acrescenta o médico, “perceber se a adesão à terapêutica inalada prescrita é adequada e se a técnica inalatória é a correcta. Caso haja cumprimento destas, o passo seguinte é rever as opções terapêuticas, optando por um aumento do degrau terapêutico. Nos doentes com asma grave, há a necessidade de doses elevadas de corticoterapia inalada e de broncodilatadores, com os riscos associados a estas. Para estes doentes, temos actualmente opções inovadoras de anticorpos monoclonais que melhoram francamente o controlo da doença, minimizando também o seu risco futuro”.

A asma é, segundo João Gaspar Marques, “uma doença frequente”, o que os números comprovam: existem actualmente cerca de 695 mil portugueses a viver com asma e mais de 339 milhões de pessoas em todo o mundo com o diagnóstico. “E pode afectar a qualidade de vida dos doentes, sobretudo dos que não têm a doença controlada. Existem vários aspectos que podem ficar afectados, nomeadamente a presença de sintomas, a limitação funcional no dia-a-dia, o domínio emocional e o evitar de determinados ambientes pelo receio de potencialmente desencadearem sintomas”.

Mas para o especialista, “o mais importante é não interpretar os sintomas e o impacto na qualidade de vida como algo normal e expectável. Hoje em dia, com as opções terapêuticas disponíveis, é possível alcançar o controlo da doença e ter um dia a dia normal. Os fármacos actualmente ao nosso alcance permitem um superior controlo da doença, com menores taxas de efeitos adversos”*. Considera, por isso, que não se deve “perder a esperança, a esperança de que o doente, em parceria com o médico assistente, conseguirão encontrar um plano terapêutico que se ajuste a cada doente e que permitirá um controlo global da sua doença”. Por último, reforça que “não existem asmáticos. Existem pessoas com asma e que nunca devemos permitir que a doença suplante o ser humano”.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 4 de Maio de 2021

Governo aponta à redução de 50% de mortes precoces por cancro até 2030

Governo aponta à redução de 50% de mortes precoces por cancro até 2030 - 

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, manifestou hoje a expectativa de que a Europa possa reduzir em metade o impacto das mortes precoces por cancro até ao final desta década.

"O objectivo é mobilizarmos os centros para o cancro para que, no fim desta década, em 2030, possamos garantir que 75% dos doentes diagnosticados com cancro tenha uma sobrevivência de longo prazo, pelo menos de 10 anos, e isto significa reduzir mortes precoces por cancro em cerca de 50%", disse o governante na Cimeira Europeia de Investigação na Área do Cancro 2021, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE).

No discurso efectuado na iniciativa organizada pelo Porto Comprehensive Cancer Center (P.CCC), um consórcio entre o Instituto Português de Oncologia do Porto e o i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, o governante apelou a uma "acção colectiva" a nível europeu para "uma abordagem abrangente na investigação transnacional no cancro" e defendeu a valorização das infra-estruturas nesta área científica.

"Isso só pode ser feito se fortalecermos as redes europeias de centros de cancro através de três tipos básicos de infra-estruturas de investigação: infra-estruturas de investigação transnacional, infra-estruturas para investigação clínica e ensaios e, por fim, infra-estruturas em investigação de resultados", notou.

Com um alerta para a existência de uma dezena de estados-membros da UE sem uma rede plenamente integrada de centros para o cancro, Manuel Heitor vincou o aspecto crítico do desenvolvimento destas redes, na medida em que considerou a investigação transnacional como "uma ponte crítica entre investigação básica e a investigação clínica".

"E isto pode ser obtido em países e regiões com sistemas de saúde bem desenvolvidos, mas a nossa meta é tornar isto possível em toda a Europa e todas as regiões, não deixando ninguém para trás", referiu, valorizando a Declaração do Porto sobre Investigação do Cancro hoje apresentada na cimeira e que fixa as metas ambiciosas para a melhoria da investigação e dos resultados na área oncológica.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, a comissária europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, salientou a necessidade de "combinação de esforços" para uma resposta mais efectiva aos desafios na área do cancro e anotou o impacto que a covid-19 causou na investigação científica nesta patologia.

"Temos consciência de que a covid-19 enfraqueceu a investigação e redes no cancro. Temos agora de as recuperar", frisou a responsável da Comissão Europeia, continuando: "O objectivo da missão para o cancro é ter até 2030 mais de três milhões de vidas salvas, com as pessoas a viverem mais tempo e melhor".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 3 de Maio de 2021.

Lisboetas já fizeram mais de 11.200 testes à Covid-19 pagos pela Câmara

Lisboetas já fizeram mais de 11.200 testes à Covid-19 pagos pela Câmara - 

Entre 31 de Março e 26 de Abril, foram realizados 11.262 testes à Covid ao abrigo do programa de testagem em massa gratuito da Câmara Municipal de Lisboa, revelou fonte oficial da autarquia ao ECO.

o espaço de quase um mês, já foram realizados mais de 11.200 testes de despiste à Covid-19 ao abrigo da campanha de testagem gratuita promovida pela Câmara Municipal de Lisboa (CML). Na passada sexta-feira, 23 de Abril, foi o dia com maior adesão, com 1.022 testes feitos, revelou ao ECO fonte oficial da autarquia liderada por Fernando Medina.

Em causa está um plano de testagem destinado aos moradores do concelho de Lisboa, que permite que cada munícipe realize gratuitamente dois testes rápidos de antigénio por mês nas farmácias que aderiram à iniciativa. Entre 31 de Março e 26 de Abril, foram realizados 11.262 testes à Covid-19 ao abrigo deste programa, disse fonte oficial da CML.

Lançado no final de Abril, numa primeira fase, este programa era apenas dirigido aos moradores das freguesias consideradas de maior risco, por terem uma incidência superior a 120 casos de infecção por 100 mil habitantes. Contudo, a 14 de Abril, o programa foi alargado a todos os moradores da cidade.

Se nos primeiros setes dias a adesão ainda era pouco expressiva, com 1.071 testes realizados nessa semana (o que representa uma média de 153 testes realizados por dia), o alargamento a todos os munícipes deu fôlego à iniciativa. Nos sete dias anteriores a 26 de Abril, a média de testes realizados foi de 726, ou seja, mais do quadruplo dos número de testes realizados por dia na primeira semana. Foi, aliás, nessa semana que foi alcançado o número recorde de testes diários realizados, com 1.022 testes à Covid-19.

Ao ECO, a autarquia destaca também que, “quando o programa começou, existiam apenas 60 farmácias aderentes, dado a necessidade de autorização das autoridades de saúde”. Actualmente, há já “mais de 100 [farmácias] ligadas ao SINAVE e com capacidade de efectuar os testes”, justificando, deste modo, o alargamento da iniciativa a todos os moradores da cidade. “Foi uma questão de escala e de cobertura geográfica, concentrando inicialmente nas zonas com maior incidência e alargando, assim que possível, a toda a cidade, como veio acontecer”, ressalva a referida fonte.

Apesar de o foco deste programa estar direccionado aos lisboetas, o programa abrange também os comerciantes das feiras e mercados da capital. Nesse sentido, a CML assinala que “foram também efectuados 792 testes aos comerciantes e feirantes dos mercados de Lisboa”. Paralelamente, a autarquia liderada por Fernando Medina está também a realizar testes de despiste à Covid-19 aos seus funcionários, sendo que, dos 4.692 testes efectuados em Abril, foram detectados dois casos positivos.

Para aderirem a esta iniciativa, os munícipes têm de agendar a testagem directamente ou por telefone numa das farmácias abrangidas pelo programa, cuja lista pode ser consultada no site da CML. Depois de o teste ser realizado, caberá às respectivas farmácias comunicarem o resultado através da plataforma SINAVE. Importa ainda sublinhar que, nos caso de um munícipe testar positivo, o utente é depois contactado por profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt" e autor em  29 de Abril de 2021.

Observatório de Canábis Medicinal pede comparticipação de produto

Observatório de Canábis Medicinal pede comparticipação de produto - 

O Observatório Português de Canábis Medicinal (OPCM) vai solicitar ao Infarmed que a compra nas farmácias da primeira substância à base de canábis para fins terapêuticos seja comparticipada.

A presidente do OPCM, Carla Dias, admitiu à agência Lusa que o produto, lançado no mercado no início de Abril, "tem um custo muito alto para muitas pessoas", por não estar abrangido pela comparticipação do Estado. Cada embalagem da preparação extraída da planta da canábis, produzida em Cantanhede, distrito de Coimbra, pela multinacional canadiana Tilray, foi posta à venda sob prescrição médica nas farmácias portuguesas pelo preço de 150 euros.

Candidata única a um segundo mandato na liderança do Observatório de Canábis Medicinal, em eleições que se se realizam no sábado na Lousã, onde a organização tem sede, Carla Dias pretende concretizar a diligência junto da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde logo que a nova direcção assuma funções. "Enviaremos um pedido ao Infarmed para que esta preparação possa ser comparticipada", adiantou, reconhecendo, contudo, que se trata de uma iniciativa que cabe ao fabricante.

Carla Dias disse que o Observatório, criado há dois anos, vai "continuar a lutar ao lado dos doentes pela comparticipação" desta e outras preparações à base de canábis com fins medicinais que venham a surgir. "Com mais produtos destes no mercado, haverá maior competitividade", o que, na sua opinião, deverá também contribuir para uma redução dos custos para os doentes e suas famílias.

Relativamente ao fármaco produzido em Cantanhede, Carla Dias realçou que a sua qualidade e segurança estão garantidas pelo Infarmed. "Este produto foi vigiado e regulamentado. Não podemos comparar ao que as pessoas produzem ilegalmente em casa", alertou, frisando que, no primeiro caso, está assegurado "um acompanhamento médico" aos doentes.

A presidente do OPCM salientou que "vão surgir extractos para a dor crónica e para a epilepsia" em Portugal, cujos processos "já estão em andamento". "A nossa grande preocupação é ajudar todas as pessoas que recebemos diariamente", referiu, para explicar que são "doentes com patologias muito graves e que têm de ter um controle médico".

O OPCM, segundo a responsável, tem efectuado diligências junto do Ministério da Administração Interna com vista à criação de um cartão que "confere ao doente a possibilidade de transportar e ter na sua posse uma preparação legal de canábis".

Este documento pessoal, que segundo Carla Dias já existe no Reino Unido, "evitará mal-entendidos com as forças de segurança".

Outro projecto para o próximo mandato consiste numa aplicação para telemóvel que "permite ao doente registar a utilização diária" do produto para "uma melhor qualidade de vida". Na sequência de uma reunião no Infarmed, em Março, "o Observatório vai fazer uma proposta de alteração da lista de indicações terapêuticas" em vigor desde a publicação da lei 33/2018, de 18 de Julho, revelou. Este diploma regula a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base de canábis.

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 28 de Abril de 2021.

Maiores de 65 anos podem pedir vacina nos Espaços Cidadão a partir de quarta-feira

Maiores de 65 anos podem pedir vacina nos Espaços Cidadão a partir de quarta-feira - 

Com a aplicação desta medida, “multiplicam-se assim por 700 os locais” onde as pessoas se podem inscrever presencialmente para a vacinação, segundo Alexandra Leitão.

As pessoas com mais de 65 anos vão poder inscrever-se para vacinação contra a covid-19 nos Espaços Cidadão, a partir de quarta-feira, 28 de Abril, disse esta terça-feira a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão.

“Os Espaços Cidadão vão poder receber a inscrição para as vacinas dos maiores de 65 anos, nesta fase”, disse a governante durante uma audição na comissão de Administração Pública, Modernização Administrativa, Descentralização e Poder Local. Fonte oficial do ministério disse depois à Lusa que a inscrição nos Espaços Cidadão ficará disponível “a partir de amanhã [quarta-feira]”.

Segundo Alexandra Leitão, “de um momento para o outro, multiplicam-se assim por 700 os locais onde presencialmente as pessoas podem fazer essa inscrição”, referindo que estas serão provavelmente as pessoas com mais dificuldade em fazê-lo online.

A ministra disse que a medida foi concertada “em dois ou três dias” entre a task force da vacinação, a Saúde, a Agência para a Modernização Administrativa (AMA) e as freguesias.

Os Espaços Cidadão são pontos de atendimento que reúnem serviços de diferentes entidades num único balcão, instalados em Lojas de Cidadão e em pontos de atendimento da administração local, estando actualmente em funcionamento mais de 700 espaços.

Desde o dia 23 de Abril que as pessoas com mais de 65 anos podem escolher online a data e o local para serem vacinados, através do Portal do Auto-agendamento para Vacinação contra a covid-19.

No primeiro dia, mais de 50 mil pessoas agendaram a data da sua vacinação através do portal, revelou na altura o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Goes Pinheiro.

A funcionalidade está acessível a partir do Portal da Covid-19 e permite que os utentes com mais de 65 anos, faixa etária que começou agora a ser vacinada independentemente de qualquer doença, possam escolher o ponto de vacinação em que pretendem ser vacinados.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 28 de Abril de 2021.