Saúde já tem plano de combate ao vírus. Estes são 4 pontos a reter

Saúde já tem plano de combate ao vírus. Estes são 4 pontos a reter - 

As autoridades de saúde portuguesas já apresentaram o plano de contingência para a epidemia do coronavírus. Do trabalho às escolas, da máscara à higiene das mãos, o ECO compilou quatro pontos a reter.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) apresentou um plano nacional de “preparação e resposta” à doença provocada pelo novo coronavírus. Este plano define várias fases de alerta e de resposta consoante a evolução da epidemia, começando pela contenção, contenção alargada e mitigação, seguindo-se a fase de recuperação.

O documento dá resposta a algumas das perguntas mais frequentes. Entre elas, em que situações se deve usar uma máscara de protecção ou o que fazer no trabalho para prevenir a propagação deste surto. Conheça quatro pontos do documento que deve reter.

Horários flexíveis e trabalho remoto

O plano nacional de contingência da DGS prevê intervenção em contexto laboral desde a contenção alargada à fase de recuperação, com o objectivo de “reduzir o risco de transmissão” do vírus em meio laboral, “considerado como um contexto em que a interacção entre pessoas pode ser próxima e duradoura”.

Estas são algumas medidas a contemplar:

  • Implementação de horários de trabalho flexíveis e desencontrados;
  • Promoção do trabalho à distância;
  • Maior uso de ferramentas como email e videochamadas;
  • Disponibilização de meios que facilitem a higienização das mãos e etiqueta respiratória;
  • Encerramento de locais de trabalho.

Apesar de reconhecer que “a efectividade destas medidas é baixa em situações de epidemia ou pandemia grave”, as mesmas devem ser contempladas, uma vez que podem “aplanar o pico da epidemia”, refere a DGS no documento.

Escolas fechadas ou turmas reduzidas

Assim como no trabalho, a escola é outro dos locais em que mais facilmente haverá transmissão do novo coronavírus. Desta feita, a DGS estabelece uma intervenção em contexto escolar na fase de mitigação.

“Estas intervenções têm como público-alvo as crianças e/ou jovens em idade escolar e a comunidade escolar”, explica a DGS. Assim, prevê que haja:

  • Encerramento pró-activo ou reactivo de escolas;
  • Redução do tamanho das turmas;
  • Aumento do espaço entre alunos;
  • Actividades lectivas não presenciais.

Máscara? Para já, só se tiver sintomas

A corrida às máscaras de protecção facial levou ao este produto a esgotar em várias farmácias. Mas as autoridades portuguesas de saúde consideram que, neste momento, as mesmas devem ser utilizadas por indivíduos com sintomas de doença, nomeadamente problemas respiratórios.

“O uso de máscara por indivíduos sintomáticos é fortemente recomendado em todas as fases da epidemia”, considera a DGS. Isto para além dos “cuidadores de indivíduos doentes” ou “indivíduos com susceptibilidade acrescida”.

O uso de máscara é ainda recomendado a pessoas que não tenham sintomas em “grandes aglomerados populacionais” ou em idas a serviços de saúde na fase de mitigação da doença, caso tenham maior propensão para a doença.

Lavagem das mãos e etiqueta respiratória

A higienização das mãos tem sido apontada como uma das medidas mais eficazes de prevenção do coronavírus e a DGS recomenda-a para todas as fases da epidemia. Mais: para a DGS, a medida é mesmo “fortemente recomendada” a todas as pessoas, independentemente de terem ou não sintomas.

“Para a higienização das mãos podem ser utilizadas duas técnicas: lavagem com água e sabão ou fricção com solução antissética de base alcoólica (pelo menos com 60% de etanol)”, informa o plano de contingência.

Outra medida de prevenção é a adopção de medidas de “etiqueta respiratória”. “Cobrir a boca e/ou o nariz ao tossir, assoar ou espirrar, com lenços de papel descartáveis”, depositando “imediatamente” os lenços no lixo após a utilização é um dos apelos da DGS.

Mas, acima de tudo, as autoridades recomendam não tossir para as mãos, pois esta é uma forma de propagação do vírus. E sempre que tiver tossido, espirrado ou assoado, a DGS recomenda, uma vez mais, a lavagem das mãos.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco" e autor em 10 de Março de 2020.

Coronavírus: Agência Europeia admite risco de escassez de medicamentos

Coronavírus: Agência Europeia admite risco de escassez de medicamentos - 

A agência diz que até ao momento não foram reportados problemas.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) admitiu esta terça-feira que “não podem ser excluídos” problemas de escassez de medicamentos no quadro da propagação do novo coronavírus, mas disse que esse ainda não é o caso.

Em comunicado, a EMA indica que, em conjunto com os seus parceiros da rede europeia de autoridades responsáveis pelos medicamentos, está a monitorizar de perto “o potencial impacto do surto de Covid-19 nas cadeias de fornecimento farmacêutico na UE”.

A agência diz que até ao momento não foram reportados problemas, mas sustenta que, “à medida que a emergência de saúde pública progride, escassez ou perturbações [no fornecimento] não podem ser excluídas”.

A EMA refere que já teve lugar uma primeira reunião do chamado grupo director executivo sobre escassez de medicamentos provocada por eventos importantes – composto pela EMA, Comissão Europeia e autoridades nacionais competentes -, para discutir medidas para dar resposta ao impacto da epidemia do novo coronavírus no fornecimento de medicamentos na UE.

Nesse sentido, teve já início um trabalho de exame dos medicamentos, para uso humano e também veterinário, cujo fornecimento poderá sofrer mais perturbações, tendo em conta que muitos dos activos necessários à sua produção são oriundos da Ásia, pelo que é necessário acautelar os riscos associados às medidas de quarentena na China e outros países envolvidos no fornecimento de medicamentos para a Europa, encerramentos temporários de unidades de produção e restrições de viagens que possam afectar as remessas.

A EMA adverte também que “é responsabilidade das empresas farmacêuticas assegurar a continuidade do fornecimento dos seus medicamentos”, pelo que estas devem adoptar “medidas de resiliência”, tal como aumentar os seus ‘stocks’ e garantir que há mais de uma fonte de produção dos seus produtos e materiais.

A epidemia de Covid-19 foi detectada em Dezembro, na China, e já provocou mais de 3.900 mortos. Cerca de 113 mil pessoas foram infectadas em mais de uma centena de países, e mais de 62 mil recuperaram. Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 463 mortos e mais de 9.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infecções respiratórias como pneumonia.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 10 de Março de 2020.

14 mil medicamentos doados em Portugal num só dia

14 mil medicamentos doados em Portugal num só dia - 

A XII Jornada de Recolha de Medicamentos, organizada pelo Banco Farmacêutico, decorreu em 207 farmácias a nível nacional.

Angariou 14.000 embalagens de medicamentos, que serão entregues a 120 instituições de solidariedade social.

São instituições que se dedicam ao acolhimento de crianças e de jovens mães, ao apoio a famílias carenciadas e a sem abrigo, lares e centros de dia para idosos e instituições de recuperação de toxicodependentes e outros dependentes –   todas organizações com necessidades permanentes de medicamentos e produtos farmacêuticos.

Durante todo o sábado passado, 29 de Fevereiro, os profissionais de saúde das farmácias, que aderiram à iniciativa, receberam doações de medicamentos de acordo com a lista de necessidades de cada uma das instituições beneficiárias.

Este ano estrearam-se as farmácias localizadas em Celorico de Basto, Chamusca, Fundão, Gondomar, Mafra e Murça que se juntam a 59 concelhos onde já era possível doar medicamentos nesta Jornada, cuja edição de 2021, a XIII Jornada de Recolha do Medicamentos já está confirmada.

Luís Mendonça, do Banco Farmacêutico, afirma que “o balanço é mais uma vez positivo e temos de agradecer a todos aqueles, que se deslocaram a uma farmácia, num sábado chuvoso, para doar medicamentos e deixar desde já o apelo para voltarem a apoiar esta iniciativa em 2021, agradecendo também naturalmente às farmácias aderentes e respectivos profissionais de saúde, assim como aos 800 voluntários, que dedicaram o seu tempo a esta campanha de solidariedade, pois todos tornaram possível este contributo para as necessidades reais das instituições, que prestam apoio à população mais carenciada”.

 

Fonte:  Site "saudeonline.pt" e autor em 10 de Março de 2020.

Preço médio dos medicamentos sobe há três anos. Fármacos “inovadores” justificam tendência

Preço médio dos medicamentos sobe há três anos. Fármacos “inovadores” justificam tendência - 

2019 foi o terceiro ano consecutivo de subida do preço médio dos medicamentos em Portugal. Indicador está em máximos de sete anos, fruto da entrada de fármacos "inovadores" no mercado.

O ano de 2019 foi o terceiro ano consecutivo de subida do preço médio dos medicamentos em Portugal, uma evolução que o Infarmed justifica com a entrada no mercado de “medicamentos inovadores”, tendencialmente mais caros.

Os dados existentes, avançados ao ECO pelo regulador, referem-se ao período entre Janeiro e Setembro, altura em que o preço médio por embalagem subiu 24 cêntimos face a 2018, para 12,43 euros, o valor mais alto em sete anos.

Além disso, esta variação é superior às dos últimos três anos, tendo em conta que, desde 2016, que as variações em baixa ou em alta deste indicador são inferiores a dez cêntimos.

O ECO questionou o Infarmed sobre esta variação mais acentuada, nomeadamente se a evolução significa que os medicamentos estão, em geral, mais caros. O organismo explicou que a variação “não significa que os medicamentos tenham aumentado de preço”, até porque “as regras em vigor” não permitem “subidas de preço, excepto em casos excepcionais”.

“As ligeiras variações no preço médio resultam da prescrição e dispensa de medicamentos inovadores, cujo preço poderá ser mais elevado”, de acordo com o Infarmed.

"As ligeiras variações no preço médio resultam da prescrição e dispensa de medicamentos inovadores, cujo preço poderá ser mais elevado. Não significa que os medicamentos tenham aumentado de preço uma vez que segundo as regras em vigor não são permitidas subidas de preço, excepto em casos excepcionais.”

Fonte oficial do Infarmed

O preço médio dos medicamentos no mercado nacional tem vindo a subir desde 2016, ano em que o custo médio por embalagem rondava os 12,10 euros, menos 33 cêntimos do que no final de Setembro de 2019.

Contudo, este indicador mantém-se abaixo dos valores de 2012 e 2011, altura em que o preço médio era, respectivamente, de 13,25 euros e 15,19 euros.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco" e autor em 9 de Março de 2020.

Europol apreendeu 36 milhões de medicamentos em 2019

Europol apreendeu 36 milhões de medicamentos em 2019 - 

A Europol e a Polícia Judiciária portuguesa emitiram um comunicado conjunto a dar conta que em 2019, uma operação europeia contra o tráfico de medicamentos, apreendeu 36 milhões de fármacos e deteve 165 pessoas em 12 países.

Esta operação ocorreu entre Julho e Outubro de 2019, e foi liderada pela Gendarmerie National (polícia francesa) e pelos serviços alfandegários da Finlândia. Denominada por operação “Mismed” levou ao desmantelamento de 12 organizações criminosas e à apreensão de medicamentos num valor global de 7,9 milhões de euros, além de 1,5 milhões em activos. Para além disso, foram detidas 165 pessoas em 12 países: Portugal, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Reino Unido e Ucrânia.

Ao todo 18 países estiveram envolvidos na “Mismed”, 11 dos quais membros da União Europeia (UE).

Entre os medicamentos apreendidos contam-se pseudoefedrina, medicamentos contra o cancro, anti-histamínicos, ansiolíticos, medicamentos contra a disfunção eréctil, reguladores metabólicos e hormonais, estupefacientes, analgésicos, anti estrogénios, anti virais, hipnóticos e substâncias dopantes.

Segundo o comunicado divulgado, nos últimos três anos de operações “Mismed”foram apreendidos medicamentos no valor de 500 milhões de euros e detidos 600 suspeitos.

A Europol indica ainda que a Ásia continua a ser a principal fonte de medicamentos traficados e que a maioria das substâncias é vendida através da Internet.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 9 de Março de 2020.

Mais de 700 mil já optaram por consultas em hospitais fora da sua área

Mais de 700 mil já optaram por consultas em hospitais fora da sua área - 

As especialidades mais procuradas, como oftalmologia, ortopedia e dermatologia, estão também entre as que apresentam maiores listas de espera.

Mais de 700 mil portugueses preferiram ter uma consulta num hospital diferente do da sua área de residência desde a entrada em vigor do regime de livre acesso no Serviço Nacional de Saúde (SNS), há cerca de três anos e meio. No topo das especialidades que mais utentes escolhem quando exercem este direito estão oftalmologia, ortopedia e dermatologia, que são também das que apresentam maiores tempos de espera. Os centros hospitalares de Lisboa e do Porto são os mais procurados.

O regime de livre acesso e circulação entrou em vigor a 1 de Junho de 2016. Desde então, 711.264 pessoas pediram uma primeira consulta de especialidade num hospital do SNS que não o da sua rede de referenciação. Este número representa 11,4% dos mais de 6,2 milhões de primeiras consultas de especialidade pedidas pelos médicos de família no mesmo período, de acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Os mesmos números mostram também que, durante o último ano, houve 224 mil pessoas a exercer o direito ao livre acesso, requerendo uma consulta num hospital fora da sua área de residência. Este número tem-se mantido estável – representando entre 10 e 12% do total de consultas pedidas pelos médicos de família – em cada um dos anos desde a entrada em vigor deste regime, explica ao PÚBLICO Ricardo Mestre, vogal do conselho directivo da ACSS.

O sistema de livre acesso e circulação permite aos utentes, em conjunto com o seu médico de família, optar por qualquer hospital do SNS onde exista a consulta de especialidade hospitalar de que necessita. As especialidades onde foram feitos mais pedidos de primeira consulta foram, por esta ordem, oftalmologia, ortopedia e dermatologia, seguindo-se otorrinolaringologia e cirurgia geral.

As cinco especialidades mais procuradas estão também na lista das que apresentam maiores tempos de espera para uma primeira consulta. Todas estas áreas médicas foram incluídas, no início do ano passado, no plano de acção para reduzir as listas de espera apresentado pelo Ministério da Saúde. Essa iniciativa resultou numa redução de 40% nas listas de espera ao longo de 2019, segundo dados provisórios divulgados no mês passado pela tutela.

Os dados de que dispõe a ACSS confirmam que os tempos de espera são uma das principais justificações para que os utentes do SNS peçam uma consulta num hospital fora da sua área de residência. Ainda que aquela entidade pública não disponha de estatísticas específicas sobre o tema, o administrador Ricardo Mestre explica que as informações recolhidas junto dos utentes confirmam que a procura de “melhores tempos de resposta” é um dos motivos que mais contribui para a decisão dos doentes.

Outras motivações dos utentes do SNS para requererem o livre acesso são a “reputação do hospital e da equipa clínica” da área médica a que precisam de recorrer, bem como outras “preferências individuais”, como experiências anteriores e a proximidade a familiares ou amigos.

Lisboa e Porto mais procurados

“A larga maioria dos utentes” – quase 90% – continua, ainda assim, a escolher ser seguido no hospital de referência habitual, “por questões de proximidade e confiança”, valoriza o administrador da ACSS.

Os hospitais mais procurados pelos utentes que recorrem a unidades de saúde fora da sua área de residências estão nas duas principais cidades do país. No topo das preferências estão o Centro Hospitalar Lisboa Norte, que inclui o Hospital de Santa Maria, e o Centro Hospitalar Universitário do Porto, a que pertence o Hospital de Santo António. Seguem-se Lisboa Central, onde se integra o Hospital de S. José, o de São João, no Porto, e Lisboa Ocidental (S. Francisco Xavier e Egas Moniz).

Estes cinco centros hospitalares representam pouco mais de metade (52,5%) do total de pedidos de consultas de especialidade feitos pelos médicos de família. Os dados da ACSS destacam ainda o Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto, sediado em Lisboa, uma instituição especializada e que tem uma elevada procura proveniente de todo o Sul do país.

Já os agrupamentos de centros de saúde que mais doentes referenciam para uma primeira consulta de especialidade ficam também nas proximidades de Lisboa e do Porto. É o caso dos centros de saúde de Sintra, Amadora e Oeste Sul, que serve localidades como Lourinhã, Mafra e Torres Vedras. Seguem-se os agrupamentos do Arco Ribeirinho (Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo) e do Vale do Sousa Norte (Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira).

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 9 de Março de 2020.