Fabricantes de ventiladores têm de pedir parecer ao Infarmed

Fabricantes de ventiladores têm de pedir parecer ao Infarmed - 

Os fabricantes de ventiladores para uso profissional nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde têm de demonstrar a segurança clínica destes dispositivos médicos, assim como a sua viabilidade e o seu benefício em relação ao risco, segundo o Infarmed.

Antes de disponibilizar o dispositivo, o fabricante deverá remeter ao Infarmed a informação para apreciação, com vista à emissão de um parecer técnico, segundo o documento "Procedimento especial de avaliação de dispositivos médicos no âmbito covid-19 - Ventiladores" divulgado hoje pela autoridade nacional do medicamento.

Para que o fabricante seja incluído na lista de potenciais fornecedores destes dispositivos é necessário que o parecer do Infarmed seja positivo.

"É imprescindível que o fabricante demonstre capacidade de assegurar a assistência técnica dos ventiladores disponibilizados, assim como assegurar o fornecimento de acessórios, partes ou componentes, quando estes forem específicos do equipamento e não existirem compatíveis no mercado", adverte a autoridade do medicamento.

O documento, publicado no 'site' do Infarmed, descreve as "diferentes opções alternativas" e o procedimento regulamentar de aposição da marcação CE", para "a disponibilização mais célere desses dispositivos".

Divulga ainda as orientações sobre "as condições minimamente aceitáveis que os ventiladores devem ter, permitindo o fornecimento a curto prazo, sem prejuízo do seu desempenho e a segurança dos doentes".

Devido à escassez de ventiladores, e tendo em vista "o interesse da protecção da saúde, foram equacionadas opções alternativas para a disponibilização desses dispositivos, excepcionalmente num curto prazo, para uso profissional nos hospitais do SNS", explica.

Segundo a autoridade do medicamento, "os ventiladores devem evidenciar que são adequados às necessidades actuais do SNS, clinicamente seguros e apesar da situação de emergência, deve ficar demonstrado, pelo seu fabricante, a sua viabilidade e que o benefício clínico é superior ao risco".

Para a definição deste procedimento especial de avaliação dos ventiladores, o Infarmed considerou, entrou outros factores, que "poderão ser reavaliados caso a caso e revistos a qualquer momento", o grau de criticidade do uso do dispositivo para a protecção da saúde individual e pública e a informação recolhida pelo sistema de vigilância e/ou fiscalização do mercado.

"A saúde e a segurança dos cidadãos são prioridades absolutas, sendo essencial assegurar que os equipamentos médicos que são essenciais na prevenção e no combate ao novo coronavírus são rapidamente disponibilizados a quem deles mais necessita, designadamente os profissionais de saúde, uma vez garantidos os requisitos estabelecidos na legislação europeia dos dispositivos médicos", salienta.

Segundo os últimos dados oficiais, Portugal regista 762 mortos associados à covid-19, mais 27 do que na segunda-feira (2,5%) e 21.379 infectados, mais 516 (3,7%).

Das pessoas infectadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

Em todo o mundo, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infectou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Abril de 2020.

Câmara de Oleiros comparticipa medicamentos de habitantes a cem por cento

Câmara de Oleiros comparticipa medicamentos de habitantes a cem por cento - 

A Câmara de Oleiros vai suportar a cem por cento os custos dos medicamentos prescritos aos habitantes do concelho, uma medida que resulta de um protocolo assinado com a associação Dignitude.

"A Dignitude e a Câmara Municipal de Oleiros assinaram um protocolo que vem ajudar estas famílias, suportando cem por cento os custos com medicamentos prescritos pelos médicos na parte que não é comparticipada pelo Estado, permitindo assim que a ninguém falte a medicação por razões económicas", explica, em comunicado, o município de Oleiros.

A associação Dignitude é uma instituição sem fins lucrativos, responsável pela gestão do programa Abem - Rede Solidária do Medicamento.

"O município de Oleiros associa-se de novo a mais uma iniciativa desta instituição de solidariedade. Agora, apoiando famílias que, devido à pandemia provocada pelo coronavírus e pelo decretado Estado de Emergência, diminuíram os seus rendimentos, ficando ainda mais vulneráveis na sua situação financeira, precisando por isso dum apoio na aquisição de medicamentos", lê-se na nota.

O presidente deste município do distrito de Castelo Branco, Fernando Marques Jorge, realça que é nas alturas de dificuldade "que se dá um valor acrescido às organizações públicas e privadas que praticam a solidariedade ajudando a resolver problemas" das populações.

Adianta ainda que, sendo do conhecimento público a dificuldade que alguns doentes têm em adquirir medicamentos por razões de liquidez, o protocolo agora celebrado "vem minimizar as dificuldades destes munícipes".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 21 de Abril de 2020.

ONU aprova resolução para garantir “acesso igual” a vacinas

ONU aprova resolução para garantir “acesso igual” a vacinas - 

Os 193 países-membros da Assembleia-geral da ONU aprovaram, por consenso, uma resolução para garantir um “acesso igual” às “futuras vacinas” para a covid-19.

Na mesma resolução foi sublinhado o “papel dirigente crucial da Organização Mundial da Saúde” posto em causa pelos Estados Unidos.

Centrado na resposta sanitária, o texto, iniciado pelo México e também aprovado por Washington, pede o “reforço da cooperação científica internacional para combater a covid-19 e intensificar a coordenação”, incluindo com o sector privado.

O apelo para a obtenção de vacinas por todos os países surgiu quando várias indústrias farmacêuticas e laboratórios de investigação estão a tentar chegar a uma vacina.

Na resolução pede-se ao secretário-geral da ONU para garantir que os meios usados permitam assegurar “um acesso e uma distribuição justos, transparentes e eficazes aos instrumentos de prevenção, aos testes laboratoriais (…), aos medicamentos e às futuras vacinas para a covid-19”.

O objectivo deve ser “torná-las disponíveis para todos que precisarem, nomeadamente os países em desenvolvimento”, de acordo com o texto, o segundo da Assembleia-geral sobre a covid-19, desde o início da pandemia.

Os 193 países-membros adoptaram em 03 de Abril a primeira resolução sobre o novo coronavírus, ao pedir cooperação para um combate mais eficaz contra a doença.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 21 de Abril de 2020

CTT e Well’s juntam-se para entregar medicamentos não sujeitos a receita médica

CTT e Well’s juntam-se para entregar medicamentos não sujeitos a receita médica - 

o serviço Well’s Express, criado em parceira com os CTT, permite que os portugueses encomendem os medicamentos e produtos comercializados na Well’s por telefone. Entregas podem chegar em duas horas.

Depois da Glovo, também os CTT vão levar medicamentos até às casas dos portugueses, bem como outros produtos essenciais de saúde, de bem-estar e para o bebé. O serviço foi criado em parceria com a Well’s e visa dar resposta a estas necessidades comuns durante a actual pandemia.

A solução tem o nome de Well’s Express e permite que os portugueses encomendem por telefone os medicamentos não sujeitos a receita médica e os produtos comercializados na marca de saúde e bem-estar do grupo Sonae. A entrega é garantida até duas horas depois da encomenda nas localidades onde o serviço está disponível (Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra, Évora, cidades do Algarve e Funchal), ou no dia útil seguinte, conforme for escolhido pelo cliente.

Para João Sousa, administrador executivo dos CTT, esta “sinergia” vai reforçar a prioridade do grupo em continuar “a suportar a economia nacional, através de parcerias que permitam às pessoas a possibilidade de ficarem em casa, podendo satisfazer os seus pedidos de entrega de bens necessários”, aponta em comunicado. Já João Cília, director-geral da Well’s, sublinha a importância de “garantir o acesso a todos os portugueses a medicamentos não sujeitos a receita médica, produtos de saúde, bem-estar e bebé”, citado em comunicado.

Esta parceria surge semanas depois de os CTT terem estabelecido uma parceria com a Associação Nacional de Farmácias para entregarem medicamentos ao domicílio, mesmo os sujeitos a receita médica. O anúncio foi feito a 20 de Março.

Também a Glovo já permite aos utilizadores obterem medicamentos não sujeitos a receita médica na categoria de parafarmácia, sendo que, só nesta categoria, os pedidos aumentaram 375% entre os dias 30 de Março e 5 de Abril. Entre os produtos mais pedidos estão compressas esterilizadas, colírios, testes de gravidez, luvas de látex, termómetros, produtos para dores no pescoço e produtos de higiene íntima.

Mas estes não são casos únicos. A Médis disponibiliza igualmente aos clientes a entrega ao domicílio de medicamentos e outros produtos farmacêuticos sem custo adicional.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco.sapo.pt"  e autor em 21 de Abril de 2020

Covid-19: Laboratório Militar quadruplicou produção diária de gel desinfectante

Covid-19: Laboratório Militar quadruplicou produção diária de gel desinfectante - 

De acordo com o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, o Laboratório Militar quadruplicou a capacidade de produção de gel desinfectante devido à covid-19.

A informação foi dada esta segunda-feira, no fim da visita que o João Gomes Cravinho fez ao Laboratório Militar.

O ministro da Defesa Nacional adiantou que este laboratório, logo no início desta pandemia, “analisou as suas capacidades e efectuou um enorme aumento da sua produção”.

“O Laboratório Militar produz todo o gel para o Serviço Nacional de Saúde e faz também embalamento de gel que é doado. Quase que se quadruplicou a capacidade de produção do gel”, indicou.

De acordo com João Gomes Cravinho, este laboratório “está a produzir entre 3500 e 4000 litros por dia, a partir de uma base inicial de mil litros”.

“Também em termos da gestão da reserva estratégica, que obviamente teve de ter um grande aumento de capacidade para acorrer às necessidades face à pandemia”, acrescentou. “Hoje o laboratório está em pleno, a corresponder a essas necessidades”, garantiu.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 21 de Abril de 2020

Novo consórcio científico quer testar imunidade da população em Portugal

Novo consórcio científico quer testar imunidade da população em Portugal - 

Cinco institutos de investigação científica da área de Lisboa e Oeiras (IGC, iMM, CEDOC-NMS, ITQB NOVA e iBET) criaram o consórcio Serology4Covid com o objectivo de implementar um ensaio serológico para covid-19.

Cinco institutos de investigação científica da área de Lisboa e Oeiras (IGC, iMM, CEDOC-NMS, ITQB NOVA e iBET) criaram o consórcio Serology4Covid com o objectivo de implementar um ensaio serológico para covid-19. A iniciativa tem o apoio do Fundo de Emergência COVID-19 da Fundação Calouste Gulbenkian, da Sociedade Francisco Manuel dos Santos e da Câmara Municipal de Oeiras.

"A implementação de um ensaio serológico escalável e económico é essencial para perceber a expansão da imunidade na população e para suportar a implementação de novas estratégias para controlar a propagação e minimizar as suas consequências para a saúde, sociedade e economia", salienta, em comunicado, o consórcio formado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Instituto de Medicina Molecular (IMM), Centro de Estudos de Doenças Crónicas (CEDOC) da NOVA Medical School (NMS), Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier (ITQB NOVA) e Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET).

"Cerca de 80% dos casos detectados de covid-19 têm sintomas leves e moderados (febre, tosse e cansaço). Estima-se que uma larga percentagem de casos - provavelmente até mais de 25% - poderão não apresentar quaisquer sintomas, apesar de permitirem a propagação da infecção. Os testes serológicos vão permitir reconstruir o passado e identificar quem esteve infectado com o vírus SARS-CoV-2, permitindo ter um panorama mais realista e completo do que se passou no país, para assim gerir melhor o futuro", refere o documento.

"É essencial desenhar ensaios serológicos específicos para a COVID-19, a um preço acessível, que possam ser utilizados à escala nacional em estudos epidemiológicos: é essa a nossa ambição" sublinha Mónica Bettencourt-Dias, directora do Instituto Gulbenkian de Ciência.

"Estão a ser desenvolvidos protótipos em todo o mundo, mas são dispendiosos e muitos apresentam uma elevada percentagem de resultados que são falsos negativos e falsos positivos e é preciso ter um instrumento melhor e mais acessível a todos; é aqui que nós, cientistas, podemos contribuir", frisa Bruno Silva-Santos, vice-director do iMM. O objectivo é complementar a capacidade já instalada, aumentando a abrangência dos testes serológicos.

O iBET encontra-se a produzir os antigénios necessários para o desenvolvimento do ensaio. "A Unidade de Biológicos do iBET produz proteínas à escala piloto para a indústria farmacêutica em projectos de I&D e para fases pré-clínicas", refere Paula Alves, CEO do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica.

"Estamos a optimizar um ensaio, já adoptado por alguns hospitais dos Estados Unidos, de modo a torná-lo ainda mais económico e autos-suficiente. Este ensaio permitir-nos-á quantificar possíveis diferenças na produção de anticorpos entre portadores assintomáticos, casos ligeiros e casos mais graves, com importantes repercussões a nível da saúde individual e pública", aponta, por sua vez, Helena Soares, investigadora do CEDOC-NMS.

Neste primeiro passo, são necessários bioquímicos (ITQB-NOVA), engenheiros (iBET) e imunologistas e virologistas (CEDOC-NMS, IGC e IMM). O desafio seguinte será o de encontrar parceiros industriais no país para possibilitar a massificação dos testes, salienta o comunicado.

 

Fonte: Site do "Jornal de Negócios"  e autor em 20 de Abril de 2020