Dispensa de taxas moderadoras em cuidados primários custa 47 milhões

Dispensa de taxas moderadoras em cuidados primários custa 47 milhões - 

A dispensa do pagamento das taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários vai ter um impacto financeiro de 47,3 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado (OE2021), hoje entregue na Assembleia da República.

A medida, que prevê "a dispensa da cobrança nas taxas moderadoras nas consultas de cuidados de saúde primários a partir de abril de 2020 e a dispensa, de forma faseada, da cobrança nos exames complementares de diagnóstico e terapêutica", segue a orientação já definida na anterior proposta orçamental.

Os cuidados de saúde primários integram a linha de revisão do governo para a despesa no sector da saúde, com o documento hoje apresentado a preconizar "a melhoria da eficiência das unidades funcionais dos cuidados de saúde primários, atendendo-se ao mix da força de trabalho disponível --- médicos, enfermeiros, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos e assistentes operacionais".

No entanto, o executivo sublinha que os cuidados de saúde primários vão continuar a ser alvo de aposta no novo OE, através de um reforço do investimento para 90 milhões de euros.

"Pretende-se aumentar os níveis de cobertura dos cuidados referidos, robustecendo as equipas de saúde familiar, melhorando desta forma a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos", indica a proposta orçamental, que defende ainda a continuidade da "estratégia de alargamento de atribuição de equipa de saúde familiar a mais utentes".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 13 de Outubro de 2020.

Nascimentos em queda nos primeiros nove meses do ano

Nascimentos em queda nos primeiros nove meses do ano - 

Janeiro foi o mês que registou o maior número de “testes do pezinho” realizados mas registou-se uma quebra gradual nos meses seguintes.

O número de bebés nascidos em Portugal nos primeiros nove meses deste ano baixou 1,2% em relação ao mesmo período de 2019, totalizando 64.390, segundo dados do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como “teste do pezinho”.

O número representa uma quebra de 775 nascimentos entre Janeiro e Setembro face a igual período do ano passado, em que foram rastreados 65.165 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Comparando com o período homólogo de 2015, ano em que foram analisados 62.990 bebés, o número mais baixo dos últimos cinco anos para igual período, verificou-se um aumento de 2,2%, o que representa mais 1.400 nascimentos, apontam os dados os INSA avançados à agência Lusa.

Janeiro foi o mês que registou o maior número de “testes do pezinho” realizados (8.043), seguido de Setembro (7.712), Julho (7.625), Março (7.182), Abril (7.067), Junho (7.048), Maio (6.910), Agosto (6.904) e Fevereiro (5.899).

Os dados do rastreio neonatal indicam ainda que Lisboa foi a cidade que registou o maior número de nascimentos (18.867), seguida do Porto (11.831) e de Braga (5.032).

Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira nasceram 1.547 e 1.353 bebés, respectivamente.

O ano de 2019 foi aquele que registou o valor mais alto dos últimos quatro anos, com 87.364 recém-nascidos estudados. Em 2018, tinham sido 86.827 e no ano anterior 86.180.

Em 2016, foram rastreados 87.577 bebés, número que caiu em 2015 para 85.056, segundo os dados da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana do INSA.

O “teste do pezinho”, que cobre quase a totalidade dos nascimentos no país, é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar alterações neurológicas graves, alterações hepáticas, entre outras situações.

Estes testes permitem identificar crianças que sofrem de doenças, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de intervenção terapêutica precoce.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 13 de Outubro de 2020

Vacina da gripe gratuita nas farmácias só vai depender do investimento das autarquias

Vacina da gripe gratuita nas farmácias só vai depender do investimento das autarquias - 

O programa, destinado a cidadãos com mais de 65 anos, pretende facilitar a vacinação contra a gripe longe dos centros de saúde. Reduzir a pressão nos centros de saúde é objectivo.

Uma iniciativa do Ministério da Saúde está em marcha para disponibilizar a vacina da gripe de forma gratuita a pessoas acima dos 65 anos nas farmácias onde antes pagavam 2,5 euros. O programa chama-se Vacinação SNS Local e envolve a Associação Nacional das Farmácias (ANF) e as autarquias que aceitem participar.

Para as pessoas com 65 anos ou mais, a vacina já é gratuita, mas o custo de 2,5 euros habitualmente cobrado ao utente da farmácia passa a ser coberto pelas autarquias que cheguem a acordo com a associação. Dezoito câmaras chegaram a acordo até esta segunda-feira. 

Nos municípios envolvidos, as farmácias prestarão assim o serviço ao preço solidário de 2,5 euros convencionado com o Estado, explica o presidente da ANF, Duarte Santos, em comunicado. “Esse preço cobre apenas parcialmente os custos que têm com os gabinetes de vacinação, equipamentos de frio, materiais descartáveis de protecção individual, consumíveis e formação técnico-científica dos farmacêuticos”, acrescenta.

O Serviço Nacional de Saúde disponibilizou às farmácias 150 mil vacinas dos dois milhões comprados este ano e apresentados como a maior aquisição de sempre. Essas 150 mil juntam-se às 200 mil que as farmácias adquiriram para o seu próprio serviço de vacinação, como tem sido habitual nos últimos 12 anos. O programa tem efeitos a partir de 19 de Outubro com o começo da segunda fase do plano de vacinação que abrange esta população.

Além do Porto e de Sintra, as autarquias envolvidas até esta segunda-feira eram Águeda, Fafe, Faro, Guimarães, Loures, Monção, Oeiras, Reguengos de Monsaraz, Penela, Ourém, Oliveira do Bairro, Oliveira de Frades, Moura, Mondim de Basto, Fronteira e Fornos de Algodres, disse ao PÚBLICO fonte oficial da ANF. Mais poderão seguir-se.

O objectivo é oferecer às pessoas a possibilidade de se vacinarem numa farmácia à sua escolha para evitar uma ida aos centros de saúde, reduzir a pressão sobre os mesmos e garantir maior segurança sanitária. “Muitas pessoas preferem vacinar-se nas farmácias próximas de suas casas, o que evita deslocações de risco e a concentração de pessoas nas salas de espera dos cuidados primários, que devem estar livres para tantas outras necessidades”, diz ainda Duarte Santos.

A Câmara do Porto foi a primeira a anunciar um acordo com a Associação Nacional das Farmácias, em 25 de Setembro. Esta segunda-feira foi a vez de a Câmara de Sintra o fazer. Em declarações à Lusa, Basílio Horta, presidente da autarquia, esclareceu que o principal propósito desta medida, que representa um investimento de até 50 mil euros, é “aliviar a pressão” junto dos centros de saúde.

A primeira fase da campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde, que prossegue, começou a 28 de Setembro para as populações prioritárias – residentes em lares de idosos, profissionais de saúde, profissionais do sector social que prestam cuidados e grávidas.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 13 de Outubro de 2020.

Sintra anuncia protocolo com farmácias para vacinar 20 mil contra gripe

Sintra anuncia protocolo com farmácias para vacinar 20 mil contra gripe - 

A Câmara de Sintra anunciou hoje um acordo com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) que vai permitir vacinar contra a gripe idosos, grávidas e doentes de risco de forma gratuita, podendo chegar a 20 mil pessoas.

Em declarações à agência Lusa, Basílio Horta, presidente da autarquia, esclareceu que o principal propósito desta medida, que representa um investimento de até 50 mil euros, é "aliviar a pressão" junto dos centros de saúde.

"O nosso grande objectivo é tirar dos centros de saúde os processos de vacinação dos séniores. Os centros de saúde estão sobrecarregados e retirar-lhes essa tarefa significa aliviar essa pressão, algo que neste momento entendemos que é prioritário", explicou o autarca.

Basílio Horta realçou que "Sintra já gastou mais de 14 milhões de euros com a pandemia" e que até final do ano esse valor pode chegar a "mais de 20 milhões de euros".

Dentro deste valor está englobado um milhão de euros destinado ao aumento das urgências do Hospital Fernando Fonseca, uma obra que o presidente da câmara de Sintra revela que vai arrancar durante esta semana.

"Estamos a fazer tudo o que é possível para minorar os efeitos desta pandemia, que nesta fase são crescentes. É muito possível que no fim deste mês venhamos a ter uma afluência excepcional às urgências, com a confluência das urgências normais, das resultantes das patologias de Inverno e as decorrentes da pandemia de covid-19, pelo que, se não nos anteciparmos, há o risco sério de o hospital não conseguir dar resposta e ter de encaminhar doentes para outras unidades, que não é o mais indicado, obviamente", salientou o autarca.

Sobre a situação que o concelho vive neste momento, sendo um dos que regista maior número de infectados com o coronavírus que provoca a covid-19, Basílio Horta apelou à "responsabilidade individual", mas rejeitou que entre as medidas futuras que o governo possa vir a adoptar esteja um novo confinamento.

"Está à vista de todos a crise económica, a crise social e os efeitos psicológicos desta pandemia. Por tudo isso, temos de viver com este vírus. Há que adoptar precauções, apelar à responsabilidade individual, mas não é possível voltar a optar pelo confinamento e que as pessoas fiquem em casa. Não é possível. Não devemos sequer pensar nisso", defendeu Basílio Horta, que recusou igualmente que freguesias do concelho possam voltar à situação de calamidade, como aconteceu durante um período da primeira vaga da pandemia de covid-19.

Portugal contabiliza pelo menos 2.094 mortos associados à covid-19 em 87.913 casos confirmados de infecção, segundo o último boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 12 de Outubro de 2020.

Gripe. Vacina já começou a ser administrada à população "prioritária"

Gripe. Vacina já começou a ser administrada à população "prioritária" - 

Segunda fase da vacinação começa no próximo dia 19 de Outubro.

A vacina contra a gripe já começou a ser administrada nas faixas da população "consideradas prioritárias", de que são exemplos "os residentes em lares de idosos, profissionais de saúde, profissionais do sector social que prestam cuidados e grávidas", indica, esta segunda-feira, a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Numa publicação colocada no Facebook, a Autoridade para a Saúde recorda ainda que "a segunda fase de vacinação gratuita" começa em 19 de Outubro

Estão aqui incluídos "outros grupos de risco, como pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas".

Recorde que, na conferência de imprensa acerca da incidência da Covid-19 no nosso país, esta segunda-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, apontou que "a vacinação contra a gripe é também uma das componentes do sucesso nesta batalha" contra a Covid-19 que estamos a travar.

O governante frisou ainda o empenhamento para "garantir a maior cobertura vacinal de sempre em Portugal" de forma a minimizar a "coexistência" da gripe sazonal e do novo coronavírus. "A segunda fase de vacinação acontece a partir da próxima semana nos cuidados de saúde primários", recordou ainda.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 12 de Outubro de 2020.

É o Dia Mundial das Doenças Reumáticas. Sabe quem é mais atingido?

É o Dia Mundial das Doenças Reumáticas. Sabe quem é mais atingido? - 

Serviço Nacional de Saúde explica o que são as Doenças Reumáticas e dá mais informações sobre as mesmas.

Hoje assinala-se o Dia Mundial das Doenças Reumáticas e, como tal, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) marcou a data com uma publicação nas redes sociais. Além de explicar o que são estas doenças, a entidade aproveitou ainda o mesmo post para indicar qual a faixa da população que, habitualmente, é mais afectada. 

Explica então o SNS que as "doenças reumáticas são doenças e alterações funcionais do sistema musculoesquelético de causa não traumática".

Estas "podem ser agudas, recorrentes ou crónicas e atingem pessoas de todas as idades" mas, "as mulheres, sobretudo a partir dos 65 anos, são quem mais sofre com as doenças reumáticas"

Recorde-se ainda que outra doença, a Osteoporose, afecta um milhão de portugueses. Estima-se que afecte 17% das mulheres e 2,6% dos homens, fenómeno explicado pela deterioração hormonal que ocorre na menopausa e que aumenta a perda de massa óssea.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 12 de Outubro de 2020.