Vacinas da gripe nas farmácias vão ser pagas pelas Câmaras

Vacinas da gripe nas farmácias vão ser pagas pelas Câmaras - 

Porto, Guimarães, Oeiras e Loures já aderiram à medida, e há mais 13 municípios em vias de estabelecer protocolos, explica o “Jornal de Notícias”.

Este ano, 150 mil vacinas da gripe vão ser administradas nas farmácias comunitárias, nas mesmas condições do que nos centros de saúde, e os custos dessa administração irão ser suportados pelos municípios, diz o “Jornal de Notícias” desta segunda-feira.

Segundo o jornal, que cita a Associação Nacional de Farmácias (ANF), já aderiram à ideia as Câmaras Municipais do Porto, Guimarães, Oeiras e Loures (onde este projecto-piloto decorreu durante os dois últimos anos). Além disso, mais 13 autarquias estão em vias de acordar os protocolos necessários.

Cada administração da vacina irá render 2,5 euros às farmácias, um valor “solidário” que não chega para cobrir as despesas com as instalações e materiais de protecção individual, mas que a ANF considera ser “um contributo responsável de rede de farmácias para vencer a covid-19”. A vacina da gripe vai estar disponível em cerca de duas mil farmácias e será gratuita para pessoas com mais de 65 anos.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em 12 de Outubro de 2020.

Consultas de psiquiatria aumentaram em Portugal

Consultas de psiquiatria aumentaram em Portugal - 

As consultas de psiquiatria e psiquiatria da infância e da adolescência subiram nos primeiros meses do ano em Portugal, ao contrário do que aconteceu em outros países, segundo o director do Programa Nacional para a Saúde Mental.

Um inquérito divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala em 10 de Outubro, revela que a pandemia de covid-19 interrompeu ou suspendeu serviços essenciais de saúde mental em 93% dos países do mundo, numa altura em que a procura por estes cuidados de saúde está a aumentar.

Para o director do Programa Nacional para a Saúde Mental (PNSM), Miguel Xavier, o estudo indica que terá acontecido na área da saúde mental o que aconteceu na maior parte das especialidades médicas em que houve uma diminuição da prestação de cuidados associada à pandemia.

"Ao contrário dos outros países, em Portugal nos primeiros meses do ano, vários deles já de pandemia, o número de consultas em psiquiatria e psiquiatria da infância e da adolescência não baixou, subiu", observou o psiquiatra, adiantando que houve "um cuidado expresso" para que não houvesse uma interrupção de cuidados aos doentes que são seguidos em serviços de psiquiatria.

A este propósito, lembrou a norma na Direcção-Geral de Saúde relacionada com os internamentos dos doentes covid-19 que alertava para a necessidade dos serviços de psiquiatria se manterem como estavam para dar resposta ao que as autoridades de saúde pensavam que "iriam ser as necessidades aumentadas da população".

"Isto tanto resultou que o número de consultas aumentou em relação ao ano passado", salientou, referindo que a população que não é seguida em serviços de psiquiatria, mas que teve durante a fase da pandemia sofrimento psicológico, sintomas de depressão, ansiedade, insónia, foi seguida nos centros de saúde.

"Se me pergunta se a resposta de Portugal foi suficiente para o aumento das necessidades (...) em relação aos cuidados primários eu não consigo dar-lhe uma resposta cabal", afirmou Miguel Xavier, adiantando que essa resposta será conhecida dentro de alguns meses.

Para Miguel Xavier, o "mais expectável era que, tal como aconteceu nos restantes campos da medicina, houvesse um retraimento no número de consultas".

"Isto não é um assunto que só diz respeito à psiquiatria e a Portugal, isto tem a ver com toda a medicina e com todo o mundo", mas "é indiscutível que há uma necessidade acrescida decorrente do sofrimento psicológico das pessoas", disse.

Mas, ressalvou, nem todo o sofrimento psicológico necessita de cuidados de saúde, faz parte da vida e é importante que a população perceba isso para "ficar tranquila e não haver dramatismos nesta área".

"Há estudos longitudinais realizados desde o início do período de confinamento até ao fim que mostram que os sintomas depressivos e ansiosos da população iam diminuindo", porque as pessoas se vão habituando a lidar com o sofrimento, disse o director do PNSM.

Contudo, há um conjunto de pessoas em que "não se verificou uma diminuição tão acentuada" dos sintomas depressivos e ansiosos, nomeadamente as que estavam desempregadas.

Esta situação alerta para um aspecto "muito importante" e que já era conhecido: "o impacto do contexto económico no sofrimento psicológico das pessoas".

A pobreza, o desemprego, a desigualdade social são "factores determinantes, não exclusivos, mas importantes e relevantes, no aparecimento do sofrimento psicológico".

Por isso, defendeu Miguel Xavier, "a resposta às questões de saúde mental provocadas por uma crise, como a pandemia, têm de ser enquadradas do ponto de vista da saúde, mas também a nível do apoio social às pessoas que estão em situação mais precária".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 9 de Outubro de 2020.

​​​​Margem das farmácias em Portugal é a mais baixa da Europa

Margem das farmácias em Portugal é a mais baixa da Europa - 

A margem de comercialização das farmácias portuguesas continua a ser a mais baixa da Europa, a par da Roménia. Desde 2011, tem vindo a sofrer uma redução progressiva, na casa dos 2,4 pontos percentuais. Os dados foram apurados pela Federação Europeia de Indústrias e Associações Farmacêuticas (EFPIA).

A análise da EFPIA incide sobre os medicamentos com margens regulamentadas pelo Estado. Em Portugal, isso só acontece nos medicamentos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). Desde que a comercialização da maioria dos medicamentos não sujeitos a receita médica foi aberta aos supermercados, o respectivo preço passou a ser livre, ao contrário do que sucede noutros países.

Em 2019, a margem real das farmácias nos medicamentos comparticipados pelo SNS foi de 17,6 por cento do preço de venda ao público (PVP). Já a margem média praticada na Europa era de 19,9 por cento em 2018, último ano com dados apurados no relatório “Pharmaceutical Industry in Figures 2013-2020”. As farmácias podem ainda fazer descontos no PVP desses medicamentos, cuja publicidade é proibida, o que só acontece em Portugal. A Ordem dos Farmacêuticos tem alertado para os riscos para a Saúde Pública e para a sustentabilidade das farmácias mais pequenas desta originalidade portuguesa.

O Estado exclui as farmácias do seu próprio critério legal para fixar o valor dos medicamentos, que aplica apenas à indústria farmacêutica. O PVP dos medicamentos comparticipados, nos termos da lei, é igual à média de preços fixados em Espanha, França, Itália e Eslovénia. A margem das farmácias em Portugal é 36,6% mais baixa do que a margem média legal praticada pelas farmácias desses quatro países.

O contínuo desinvestimento do Estado conduziu a rede de farmácias comunitárias a uma crise sem precedentes. A dispensa de medicamentos comparticipados pelo SNS deixou de cobrir os custos, designadamente com pessoal, instalações e equipamentos. De acordo com a Universidade de Aveiro, o prejuízo desse serviço para a farmácia média quase duplicou em dois anos [ver indicadores económicos na página ao lado]. Só um terço das farmácias suporta os custos desse serviço público.

Portugal tem vindo a divergir da Europa quanto ao investimento público no serviço farmacêutico. Em 2011, a margem média de comercialização das farmácias europeias era de 21,4 por cento, contra 20 por cento das farmácias portuguesas. Em 2018, essa discrepância já atingia 2,2 pontos percentuais. A margem portuguesa voltou a cair em 2019, ano de que ainda não há dados apurados pela EFPIA.

 

Fonte:  Site "revistasaude.pt" e autor em 9 de Outubro de 2020.

 

 

 

 

Accenture lança solução de gestão de vacinas

Accenture lança solução de gestão de vacinas - 

A Accenture anunciou o lançamento de uma solução de gestão de vacinas para ajudar os Governos e as organizações de saúde a planear e desenvolver os programas de vacinação contra a covid-19.

Esta solução reúne a experiência que a Accenture tem da indústria, de análise e consultoria e inclui componentes modulares construídos através da plataforma Salesforce, para responder às diferentes necessidades das autoridades de saúde pública.

“A nossa solução foi projectada para apoiar de forma ampla as necessidades variadas de desenvolvimento, lançamento e execução de programas de imunização em massa, levados a cabo por autoridades públicas e órgãos de saúde em todo o mundo”, explica Ryan Oakes, managing director of global public sector da Accenture, em comunicado divulgado.

A solução inclui vários componentes que podem ser usados juntos ou individualmente, com base nas necessidades específicas: Plataforma de gestão e rastreio de vacinas, Gestão de fornecimentos,

Educação e envolvimento da comunidade, Gestão de contactos, Análise e relatórios e Suporte organizacional.

“Estamos orgulhosos por ampliarmos o nosso investimento nas plataformas Work.com e Customer 360 da Salesforce para oferecer soluções de gestão de vacinação aos nossos clientes nas áreas da saúde e serviços públicos, e dos sectores de ciências da vida e logística. A Accenture tem uma aliança de longa data com a Salesforce e um forte histórico de encontrar soluções para os desafios comerciais e Governamentais mais urgentes. Estamos empolgados por trabalharmos juntos neste importante imperativo social”, concluiu Yusuf Tayob, managing director do Accenture Salesforce Business Group.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 8 de Outubro de 2020

Covid-19: Bruxelas acorda com Johnson & Johnson vacina para 200 milhões

Covid-19: Bruxelas acorda com Johnson & Johnson vacina para 200 milhões - 

A Comissão Europeia concluiu hoje um contracto com a farmacêutica belga Janssen, do grupo norte-americano Johnson & Johnson, para permitir que a potencial vacina para a covid-19 desenvolvida pela companhia chegue a 200 milhões de europeus.

Em comunicado, o executivo comunitário dá conta da aprovação deste contracto, que já é o terceiro que a instituição conclui com empresas farmacêuticas que estão em fases avançadas no desenvolvimento de vacinas para o novo coronavírus.

"Assim que se comprovar a segurança e a eficácia da vacina contra a covid-19 [da belga Janssen], o contracto permite que os Estados-membros adquiram vacinas para 200 milhões de pessoas", tendo ainda "a possibilidade de adquirir vacinas adicionais para mais 200 milhões de pessoas", explica a Comissão Europeia.

Além disso, os países da União Europeia (UE) "podem também decidir doar a vacina a países com rendimentos baixos e médios ou redirecioná-la para outros países europeus".

Antes do contracto hoje anunciado, a Comissão concluiu acordos semelhantes com a AstraZeneca e com a Sanofi-GSK, tendo ainda terminado com êxito negociações exploratórias com a CureVac, a BioNTech-Pfizer e a Moderna.

A potencial vacina da Janssen contra a covid-19 tem por base uma tecnologia que permitiu à farmacêutica fabricar uma vacina contra o ébola, recentemente aprovada, e candidatas contra o zica, o RSV e o VIH.

"A decisão da Comissão de apoiar esta vacina baseia-se numa avaliação científica sólida, na tecnologia utilizada, na experiência da empresa em matéria de desenvolvimento de vacinas e na sua capacidade de produção para abastecer toda a UE", adianta a Comissão Europeia.

No final de Setembro, a Johnson & Johnson anunciou que iria começar os testes da fase 3, última etapa de desenvolvimento da sua vacina contra a covid-19, que deverá incluir até 60 mil voluntários em oito países, incluindo o Brasil.

A vacina, cujo nome oficial é Ad26.COV2.S, está a ser desenvolvida pela farmacêutica Janssen, que faz parte do grupo Johnson & Johnson.

A Johnson & Johnson, que está empenhada em distribuir a vacina sem ter lucro, já enfatizou que pretende aumentar a sua capacidade de produção, esperando desde logo ser capaz de entregar mil milhões de doses da vacina por ano.

Além do Brasil, a fase 3 de testes também abrangerá Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e nos Estados Unidos.

As fases 1 e 2 desta potencial vacina produzida da Janssen foram iniciados em Julho nos Estados Unidos da América e na Bélgica.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e cinquenta e um mil mortos e mais de 35,8 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.040 pessoas dos 81.256 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 8 de Outubro de 2020.

 

Profissionais dos centros de saúde dizem que há “incoerência” entre discurso político e medidas adoptadas

Profissionais dos centros de saúde dizem que há “incoerência” entre discurso político e medidas adoptadas - 

Ainda há muitos utentes sem equipa de saúde familiar e que muitas infra-estruturas estão desajustadas da realidade e precisam de obras, sublinha a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar.

Os profissionais dos centros de saúde manifestaram-se esta quinta-feira preocupados com a sobrecarga de solicitações por causa da covid-19 e lembram que as equipas de saúde familiar continuam a ter muitas tarefas burocráticas e as unidades muitas limitações.

Numa carta aberta publicada no PÚBLICO, a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) destaca a falta de recursos humanos, lembra que ainda há muitos utentes sem equipa de saúde familiar e diz que muitas infra-estruturas estão desajustadas da realidade e precisam de obras e que o sistema informático deveria ser único e comunicante.

“Não temos dúvidas de que é intenção do Ministério da Saúde e das suas Administrações Regionais apoiar as equipas de saúde familiar, mas infelizmente isso não está a acontecer apropriadamente. Em alguns de casos bem pelo contrário, pois há uma incoerência enorme entre o discurso político e as medidas aplicadas”, lê-se na carta aberta.

A associação observa que, apesar de os governantes dizerem diariamente que os cuidados de saúde primários (CSP) são o pilar do Serviço Nacional de Saúde (SNS), “na prática todas as medidas adoptadas demonstram que os CSP são o parente pobre do SNS”.

Os profissionais dos centros de saúde defendem uma aposta “num planeamento estratégico centrado nas necessidades dos cidadãos a curto, médio e longo prazo”, com equipas multiprofissionais, e lembram a falta de médicos de família, enfermeiros de família, secretários clínicos, assistentes operacionais e outros profissionais de saúde. “A escassez de secretários clínicos e assistentes operacionais ficou particularmente vincada numa época em que houve um aumento da procura do contacto telefónico e via email”, lembram.

A USF-AN diz também que muitas infra-estruturas continuam desajustadas da realidade e precisam de obras para terem “circuitos isolados e seguros para utentes e profissionais, bem como salas de espera adequadas”, e sublinha que continuam a registar-se quebras de fornecimento de material de consumo clínico e medicamentoso que “comprometem a eficiente prestação de cuidados”.

“É urgente um investimento sério na renovação de equipamentos informáticos e de apoio ao trabalho não-clínico, sendo exemplo disso a impreterível necessidade de centrais telefónicas adequadas aos dias de hoje, contribuindo assim para o aumento da eficiência, da produtividade e da satisfação dos utentes e profissionais”, frisa.

Na carta aberta, os profissionais dos centros de saúde lembram que ainda hoje há muitos portugueses sem equipa de saúde de familiar e dizem que esta flutuação de utentes sem equipa familiar vai manter-se “enquanto o Governo não apostar efectivamente no modelo USF e numa gestão eficiente de recursos humanos”.

Quanto aos sistemas de informação, recordam que se continua na era das “múltiplas aplicações informáticas”. Por isso exigem o “desenvolvimento estrutural de um sistema informático com termos de referência validados por todos os intervenientes, amigável, facilitador e promotor da segurança do utente”.

“Urge apostar claramente na história clínica única e na comunicação entre os diferentes níveis de cuidados, de forma a facilitar a vida aos profissionais e o percurso do utente no SNS”, acrescentam.

A associação destaca o importante papel das USF, que proporcionam maior acessibilidade às consultas programadas da equipa de saúde familiar, ao seguimento de grávidas, de crianças e jovens, consultas de planeamento familiar, de diabéticos e hipertensos, dando igualmente resposta no próprio dia às situações agudas que possam surgir. “Contribuem ainda para a diminuição de utilização dos serviços de urgência, sendo evitadas, anualmente, uma média de 650 mil idas às urgências hospitalares”, enfatiza a associação.

Na carta aberta, a USF-AN assinala igualmente que se vive actualmente “um momento ímpar na saúde” a nível da sobrecarga de trabalho dos profissionais, nomeadamente no seguimento de todos os casos suspeitos e positivos de covid-19 na comunidade, com contacto por telefone, nas deslocações destes profissionais para as Áreas Dedicadas a Covid (ADC) e no aumento da resposta em cuidados de saúde em contexto domiciliário aos mais vulneráveis.

 

Fonte: Site do Jornal "Público.pt" e autor em 8 de Outubro de 2020.