Infarmed alerta sobre máscaras de uso clínico Bellamask elastic mask

Infarmed alerta sobre máscaras de uso clínico Bellamask elastic mask - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) divulgou uma Circular Informativa no seu portal, a alertar para as máscaras de uso clínico Bellamask elastic mask.

De acordo com o Infarmed, “a autoridade competente sueca proibiu a distribuição dos dispositivos médicos máscaras de uso clínico Bellamask elastic mask, dada a impossibilidade de confirmar que as mesmas cumprem com os requisitos estabelecidos na legislação aplicável aos dispositivos médicos”.

Apesar de não terem sido “identificados registos da comercialização destes dispositivos médicos mas, atendendo a que existe livre circulação de produtos no Espaço Económico Europeu, o Infarmed recomenda que os dispositivos supramencionados não sejam adquiridos nem utilizados”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 27 de Outubro de 2020

Bayer compra Asklepios por 3.400 ME para reforçar desenvolvimento de medicamentos

Bayer compra Asklepios por 3.400 ME para reforçar desenvolvimento de medicamentos - 

O grupo farmacêutico e químico alemão Bayer vai comprar por quatro mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) a empresa norte-americana de biotecnologia Asklepios BioPharmaceutical para reforçar a divisão de desenvolvimento de medicamentos, foi hoje anunciado.

A Bayer informou que vai pagar agora dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) e outros dois mil milhões de dólares uma vez atingidos certos objectivos na investigação e desenvolvimento da terapia genética nos próximos anos.

A transacção, com a qual a Bayer está a reforçar a sua plataforma de terapia genética, será encerrada este ano e a AskBio continuará a operar como uma empresa independente.

A AskBio oferece terapias genéticas para o tratamento de doenças neuromusculares, cardíacas, circulatórias e metabólicas, entre outras.

A terapia genética é uma técnica experimental para tratar doenças através da alteração do material genético do paciente, introduzindo uma cópia saudável de um gene defeituoso nas suas células.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 26 de Outubro de 2020.

Consumo de antibióticos desce 22% durante a pandemia

Consumo de antibióticos desce 22% durante a pandemia - 

Dados do Infarmed citados pelo “Público” indicam que foram dispensadas 4,1 milhões de embalagens nos primeiros oito meses do ano. Descida é objectivo das autoridades de saúde. Medicamentos no geral também registaram quebra.

Entre Janeiro e Agosto deste ano foram consumidas 4,1 milhões de embalagens de antibióticos, menos 1,1 milhões do que no mesmo período do ano passado, segundo dados do Infarmed referidos esta esta segunda-feira pelo jornal “Público”. Trata-se de uma descida, nos primeiros oito meses de 2020, na ordem dos 22%.

A redução do consumo de antibióticos tem sido uma tendência nos últimos cinco anos e é um dos objectivos das autoridades de saúde, mas nunca a quebra tinha atingido esta dimensão: de 2018 para 2019, por exemplo, foi de apenas 238.079 embalagens. “Portugal não é dos países da Europa com o consumo mais elevado de antibióticos, mas está entre os que tem a resistência mais elevada a este tipo de fármacos”, diz José Artur Paiva, responsável pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA).

O médico aponta alguns factores que terão contribuído para esta descida acentuada: a menor exposição das pessoas a infecções bacterianas, devido ao uso generalizado de máscara nos últimos meses; ou a diminuição das idas a hospitais, nomeadamente às urgências, e aos centros de Saúde, “o que limitou a oportunidade de prescrição de antibióticos”. “Nos hospitais, verificou-se a suspensão de linhas de actividade programada, como as cirurgias [e] as transplantações. Sobretudo as que, para serem bem-sucedidas, dependem da toma de antibióticos”, acrescenta José Artur Paiva.

A descida no consumo não se verifica apenas nos antibióticos. Os dados do Infarmed mostram que a dispensa de medicamentos (nas diversas categorias) nas farmácias comunitárias registou uma quebra na ordem dos 2,5 milhões nos primeiros oito meses de 2020. Foram dispensados 107 milhões de embalagens de medicamentos, quando no ano passado tinham sido 109,5 milhões. Os utentes gastaram menos 5,5 milhões de euros em medicamentos, mas em compensação a comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) subiu mais 28,4 milhões de euros, e em Agosto esse encargo já ia nos 902,6 milhões.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 26 de Outubro de 2020.

Covid-19: quase mil cancros da mama, colo do útero e colo-rectal ficaram por diagnosticar

Covid-19: quase mil cancros da mama, colo do útero e colo-rectal ficaram por diagnosticar - 

A estimativa é da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que aponta “falhas na operacionalização” dos cuidados de saúde.

Quase mil cancros da mama, do colo do útero e colo-rectal não foram diagnosticados nos últimos oito meses devido à covid-19, estima a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), que aponta “falhas na operacionalização” dos cuidados de saúde.

O presidente da LPCC, Vítor Rodrigues, disse à Lusa que os rastreios do cancro da mama baixaram e os do colo do útero e colo-rectal “estão praticamente parados”.

O resultado, segundo estima a LPCC, é que quase mil cancros da mama, do colo do útero e colo-rectal não foram diagnosticados nos últimos oito meses por causa da pandemia da covid-19.

Ainda de acordo com Vítor Rodrigues, há “falhas na operacionalização” dos cuidados de saúde, com as consultas nos centros de saúde a não serem feitas na presença de um médico, o que permitiria dar a primeira referenciação da doença com a prescrição de um exame de diagnóstico perante um sintoma suspeito e após a observação do utente.

“Se o diagnóstico está a falhar, porque não há requisição de exames, vai haver impacto a prazo”, afirmou, assinalando que o cancro é tanto mais tratável quanto mais precocemente for diagnosticado.

Em comunicado, a LPCC avisa que “o combate ao cancro deve ser uma prioridade contínua, que não pode ficar em segundo plano face à pandemia da covid-19”.

“Não estão a resolver-se problemas concretos, depois acumulam-se todos”, ironizou Vítor Rodrigues, exemplificando que, não sendo possível rastrear num dia 100 pessoas, rastreiam-se 50.

E se as consultas médicas não podem ser dadas num centro de saúde, porque está fechado devido a um surto, deve ser providenciado um espaço alternativo, como um pavilhão municipal, sugeriu o dirigente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

A pandemia da covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 41,3 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência noticiosa francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.245 pessoas dos 109.541 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 23 de Outubro de 2020.

DGS vai comprar “mais de 100 mil frascos” de Remdesivir até Março

DGS vai comprar “mais de 100 mil frascos” de Remdesivir até Março - 

Aquisição de mais de cem mil frascos” terá um custo de cerca de 35 milhões de euros, uma vez que cada um custa 345 euros.

A Direcção-Geral da Saúde vai adquirir entre este mês e Março de 2021 mais de 100.000 frascos do medicamento antiviral remdesivir, com a designação comercial Veklury, para tratamento de doentes com covid-19.

A decisão foi tomada em Conselho de Ministros e anunciada pela ministra da Saúde, Marta Temido, que explicou que “a aquisição de mais de cem mil frascos” terá um custo de cerca de 35 milhões de euros, uma vez que cada um custa 345 euros.

Com esta compra, o Governo pretende “cobrir as necessidades assistenciais dos nossos doentes (…) entre Outubro de 2020 a Março de 2021”.

O remdesivir é indicado para o tratamento de doentes adultos e adolescentes com pneumonia que necessitem de oxigénio suplementar e foi autorizado na União Europeia para a covid-19, lembrou Marta Temido.

A aquisição será feita através de contracto específico a celebrar ao abrigo do contracto-quadro de aquisições conjuntas celebrado entre a Comissão Europeia e a empresa farmacêutica Gilead Sciences.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 23 de Outubro de 2020

Taxas moderadoras de exames feitos fora do SNS acabam em Janeiro

Taxas moderadoras de exames feitos fora do SNS acabam em Janeiro - 

Também os meios complementares realizados nos cuidados de saúde primários ficaram isentos de cobrança desde Setembro.

O Conselho de Ministros aprovou a isenção de taxas moderadoras para exames complementares de diagnóstico e terapêutica em cuidados de saúde primários realizados fora do SNS.

O decreto-lei sobre dispensa de cobrança de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) entrará em vigor em 1 de Janeiro de 2021, anunciou hoje a ministra da Presidência Mariana Vieira da Silva no final da reunião do Conselho de Ministros.

Com esta medida, o Governo pretende dar continuidade ao processo de “dispensa progressiva da cobrança das taxas moderadoras no SNS ou nos cuidados prescritos pelo SNS”, lembrou a ministra da Saúde, Marta Temido.

Em 01 de Janeiro deste ano entrou em vigor a dispensa de taxas moderadoras nas consultas dos cuidados de saúde primários. Também os meios complementares realizados nos cuidados de saúde primários ficaram isentos de cobrança desde Setembro de 2020, lembrou Marta Temido.

Agora somam-se todos os exames prescritos nos cuidados de saúde primários, “independentemente de serem em feitos em ambiente público, privado ou ambiente social”, explicou a ministra. Marta Temido lembrou que estas isenções de taxas moderadoras estavam inscritas no Orçamento do Estado de 2020.

Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), a dispensa do pagamento de taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários vai ter um impacto financeiro de 47,3 milhões de euros.

A proposta do OE2021, entregue em 12 de Outubro no parlamento, prevê um reforço de 90 milhões de euros para os cuidados de saúde primários.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 23 de Outubro de 2020