Covid-19: EMA inicia avaliação de vacina da AstraZeneca

Covid-19: EMA inicia avaliação de vacina da AstraZeneca - 

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, sigla inglesa) iniciou a avaliação da vacina produzida pela farmacêutica AstraZeneca contra a covid-19.

De acordo com um comunicado divulgado pela EMA, o seu comité sobre medicamentos para uso humano “iniciou a primeira revisão contínua de uma vacina contra a covid-19, que está a ser desenvolvida pela empresa AstraZeneca em colaboração com a Universidade de Oxford”.

“O início da revisão contínua significa que o comité começou a avaliar o primeiro lote de dados sobre a vacina, que provêm de estudos laboratoriais”, acrescenta a EMA.

Esta decisão vem no seguimento dos resultados preliminares dos estudos clínicos apontarem a produção de anticorpos.

“OS resultados preliminares de estudos não clínicos e clínicos iniciais sugeriram que a vacina desencadeia a produção de anticorpos e células T”, isto é, de “células do sistema imunitário, as defesas naturais do organismo”, contra o vírus, explica a EMA na nota.

Contudo, segundo a EMA, “isto não significa que se possa ainda chegar a uma conclusão sobre a segurança e eficácia da vacina, uma vez que muitas das provas ainda estão por apresentar ao comité”.

“A revisão contínua continuará até estarem disponíveis provas suficientes para apoiar um pedido formal de autorização de comercialização”, conclui a EMA na nota de imprensa.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 8 de Outubro de 2020

Infarmed alerta: Retiradas do mercado máscaras cirúrgicas OrbitPlatform

Infarmed alerta: Retiradas do mercado máscaras cirúrgicas OrbitPlatform - 

A comercialização das máscaras em causa foi suspensa "por não existir evidência de cumprimento de todos os requisitos legais", impostos pela Comissão Europeia.

Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) revelou, ontem (7), que ordenou a suspensão de comercialização e retirada do mercado das máscaras cirúrgicas do fabricante OrbitPlatform.

Numa nota divulgada no site oficial do organismo, é detalhado que as máscaras em causa são as do "tipo I com as referências MC10001, MC10001.1, MC10002, MC10003" e as do "tipo IIR com referências MC20001, MC20002 e MC20003".

De acordo com o Infarmed, as máscaras foram retiradas das prateleiras porque ostentam "uma marcação Comissão Europeia indevida", "por não existir evidência de cumprimento de todos os requisitos legais aplicáveis". A documentação técnica do produto também se encontra incompleta.

Posto isto, a autoridade determinou a imediata retirada do mercado nacional destas máscaras, sendo que as entidades que eventualmente disponham deste produto - com data de fabrico anterior a esta informação - não o devem utilizar, reportando o facto à Direcção de Produtos de Saúde do Infarmed.

Por fim, o organismo adiantou ainda que o fabricante "encetou voluntariamente os mecanismos necessários para a recolha e suspensão da colocação no mercado dos referidos dispositivos médicos" e que, simultaneamente, deu início ao "processo simplificado de colocação no mercado nacional desses dispositivos em conformidade com os requisitos normativos".

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 8 de Outubro de 2020.

Covid-19: Europa paga 70 milhões de euros por 500 mil doses de remdesivir, o medicamento reservado por Trump

Covid-19: Europa paga 70 milhões de euros por 500 mil doses de remdesivir, o medicamento reservado por Trump - 

Remdesivir, que foi criado para ajudar a superar crises como a do ébola, foi “reservado” há três meses pelos EUA, até Setembro. Passado esse período, a Europa faz uma compra que assegura medicamento a todos os países da União, ao Reino Unido e a seis candidatos ou potenciais candidatos a membros.

A Comissão Europeia assinou estas quinta-feira um contracto de 70 milhões de euros com a empresa farmacêutica Gilead para fornecimento de 500 mil doses do antiviral remdesivir, o primeiro medicamento autorizado na União Europeia (UE) para a covid-19. Há cerca de três meses, os Estados Unidos tinham reservado toda a produção até Setembro.

Em comunicado, o executivo comunitário dá conta da assinatura de um “contracto-quadro de aquisições conjuntas com a empresa farmacêutica Gilead para o fornecimento de até 500 mil doses de tratamento de Veklury, a marca da remdesivir”.

Orçado em 70 milhões de euros, o contracto, ao abrigo do apoio europeu do Instrumento de Apoio de Emergência, foi assinado pela Comissão Europeia em nome de todos os países da UE, do Espaço Económico Europeu, do Reino Unido e ainda dos seis países candidatos e potenciais candidatos (Albânia, Macedónia do Norte, Montenegro, Sérvia, Kosovo e Bósnia e Herzegovina).

Isto significa que “todos os países participantes podem agora fazer as suas encomendas para adquirir directamente a Veklury”, explica Bruxelas na nota de imprensa.

O antiviral remdesivir, designado oficialmente como Veklury, é o único medicamento com autorização condicional de comercialização na UE para o tratamento de pacientes covid-19 que necessitam de fornecimento de oxigénio.

Este novo contracto surge após um anterior efectuado entre a Comissão e a farmacêutica Gilead para assegurar 33.380 doses de tratamento de Veklury, que têm sido distribuídos em toda a UE e no Reino Unido desde Agosto.

O objectivo é que, com as novas doses adquiridas, se consiga “cobrir as necessidades imediatas desde Agosto até Outubro, para assegurar que os pacientes graves recebam os tratamentos”, adianta o executivo comunitário.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso.pt" e autor em 8 de Outubro de 2020.

Oftalmologistas alertam que falta de tratamentos pode levar à cegueira

Oftalmologistas alertam que falta de tratamentos pode levar à cegueira - 

A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia alertou hoje que a interrupção dos tratamentos oculares pode levar a perda grave de visão e cegueira, apelando aos doentes para não terem receio de ir aos hospitais e retomar as consultas.

O alerta é feito pelo médico oftalmologista e vice-presidente e da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), Rufino Silva, na véspera de se assinalar o Dia Mundial da Visão e numa altura em que muitas consultas, tratamentos e cirurgias, na área da oftalmologia, foram desmarcadas devido à pandemia de covid-19.

"É muito importante que as pessoas retomem os tratamentos e não faltem às consultas que estão marcadas", porque está a ser feito "um esforço enorme" para retomar o ritmo normal dos tratamentos e os "hospitais são lugares seguros", disse à agência Lusa Rufino Silva.

O especialista alertou para a importância de os doentes não pararem os tratamentos, porque nalguns casos pode levar mesmo à "perda irreversível de visão".

"Estou a falar, por exemplo, da degenerescência macular da idade, da retinopatia diabética, do glaucoma, que podem implicar perda de visão se os tratamentos forem interrompidos durante meses", alertou Rufino Silva.

Por outro lado, há outras doenças em que o diagnóstico tem que ser feito. Por isso, as pessoas que estão em primeiras consultas ou a fazer consultas regulares, devam mantê-las.

O especialista defendeu ainda que as pessoas devem estar atentas "a situações e sinais que possam estar associadas a doenças oculares" e não os desvalorizar, dando como exemplo pessoas com mais de 65 anos que tenham distorção da visão devem recorrer ao seu oftalmologista.

"Mais de 85% da informação que recebemos chega-nos através da visão. A nossa vida pessoal, profissional, afectiva e relacional está suportada na informação visual", referiu o médico.

Por isso, frisou, "há todo um cuidado a ter para que os cuidados médicos que antes eram prestados continuem", disse, reiterando que "as pessoas não devem ter medo de ir ao hospital" com o receio de contrair a covid-19, porque foi feita "reorganização dos serviços, dos circuitos", para que sejam lugares seguros.

"O medo de perder a visão, de acordo com estudos publicados, é superior, por exemplo, ao medo de ter um carcinoma da próstata ou um AVC. Exemplo disso é o caso dos doentes diabéticos, que como muito bem sabemos podem ter complicações graves em vários órgãos, mas a complicação que mais temem é a cegueira", segundo a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Outubro de 2020.

Máscaras de protecção? Portugal gastou quase 200 milhões em importações

Máscaras de protecção? Portugal gastou quase 200 milhões em importações - 

Números referem-se ao 1.º semestre e foram divulgados pelo Eurostat.

Portugal gastou 197 milhões de euros no primeiro semestre na importação de máscaras de protecção contra o novo coronavírus. O número é elevado, mas a Alemanha foi o país que mais gastou com a importação deste tipo de artigos (4.402 milhões de euros). 

"Comparando o primeiro semestre de 2019 com o primeiro semestre de 2020, o valor das importações da UE de máscaras faciais cresceu dramaticamente, de 800 milhões de euros para 14 mil milhões de euros; um aumento de 1800%", sublinha o Eurostat. 

O número da Alemanha tem explicação: "Como seria de esperar, os Estados-membros com mais população importaram mais máscaras do que os Estados-membros com uma população mais pequena", sublinha a agência de estatísticas. 

Importa, por isso, olhar para as importações per capita, onde há diferenças entre os Estados-membros, de acordo com o Eurostat. O Luxemburgo, com uma política do governo de distribuição de máscaras, "teve de longe a maior importação per capita de máscaras faciais", refere a agência de estatísticas da UE. 

E Portugal? No nosso país foi registada uma despesa de 19 euros por habitante. Bulgária, Grécia e Croácia foram os países onde a  importação per capita foi mais baixa, de três, seis e sete euros, respectivamente.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 7 de Outubro de 2020.

Infarmed anuncia que Tafixyl está indisponível até ao final do ano

Infarmed anuncia que Tafixyl está indisponível até ao final do ano - 

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (Infarmed) anunciou que o Tafixyl, o único medicamento contendo ácido tranexâmico para administração oral disponível em Portugal, vai estar indisponível no mercado até ao final do ano.

De acordo com um comunicado divulgado, o Infarmed indica que “o Tafixyl, comprimido revestido por película, 500 mg está em ruptura de stock” desde a passada quinta-feira, “até finais de Dezembro”.

De acordo com o Infarmed “este medicamento é um antifibrinolítico, indicado no tratamento da hiperfibrinólise primária ou fibrinogenólise com hemorragia ou risco de hemorragia, fibrinólise secundária e angioedema hereditário”, refere a autoridade do medicamento”.

A Autoridade do Medicamento indica ainda que “é essencial” que os médicos e os farmacêuticos façam uma gestão criteriosa desta utilização para garantir o acesso ao medicamento aos doentes que não disponham de alternativas.

“Para os doentes que apresentem intolerância ao ácido aminocapróico, os prescritores poderão considerar a possibilidade de prescrever o medicamento Tafixyl, uma vez que o titular de autorização de introdução no mercado (Pharma Bavaria Internacional (PBI) Portugal, Unipessoal Lda.) dispõe de um stock de emergência limitado para estas situações”, informa o Infarmed.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 7 de Outubro de 2020