Infarmed alerta para a falsificação de produto para preenchimento dérmico

Infarmed alerta para a falsificação de produto para preenchimento dérmico - 

O Infarmed apela às entidades que detectem o produto contrafeito para não o utilizar, devendo reportar a situação à Direcção de Produtos de Saúde da autoridade do medicamento.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) alertou nesta terça-feira que foi identificado um lote falsificado do dispositivo para preenchimento dérmico Juvéderm Voluma, utilizado na medicina estética.

A comercialização deste dispositivo, do fabricante Allergan, encontra-se notificada em Portugal, pelo que a autoridade do medicamento “recomenda a todos os intervenientes na cadeia de comercialização e utilizadores, o cuidado de verificar o lote dos produtos antes de proceder à sua disponibilização e/ou utilização”, refere o Infarmed numa circular informativa publicada no seu site.

O Infarmed foi alertado pelo distribuidor em Portugal dos produtos Allergan que tinha sido identificado um lote contrafeito do dispositivo para preenchimento dérmico Juvéderm Voluma, do fabricante Allergan (FR).

Segundo a autoridade do medicamento, o produto foi comprado por um português no Brasil a uma empresa que alegadamente o adquiriu a partir da China.

O fabricante confirmou que o número de lote VB31B91950 não corresponde a nenhum produto Allergan.

“Por outro lado, a referência que consta no ‘blister’ do produto (94506JR) não corresponde à referência indicada na caixa (94141EC)”, adianta.

O Infarmed apela às entidades que detectem o produto contrafeito para não o utilizar, devendo reportar a situação à Direcção de Produtos de Saúde da autoridade do medicamento.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 20 de Outubro de 2020.

Declaração médica substitui teste negativo em regresso à escola ou emprego

Declaração médica substitui teste negativo em regresso à escola ou emprego - 

Até agora, o regresso destes doentes à escola ou ao trabalho estava dependente de um teste negativo para o SARS-CoV-2.

A directora-geral da Saúde esclareceu que o regresso à escola ou ao emprego dos doentes assintomáticos ou com sintomas ligeiros de covid-19, após 10 dias de isolamento, depende apenas de uma declaração de alta clínica.

Até agora, o regresso destes doentes à escola ou ao local de trabalho estava dependente da apresentação de um teste negativo para o SARS-CoV-2, vírus da covid-19, mas com a actualização da norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que reduz o período de isolamento para 10 dias, a realização de teste deixa de ser necessária.

“O médico assistente passará a declaração necessária para aquela pessoa regressar à escola ou ao emprego”, esclareceu Graça Freitas durante a habitual conferência de imprensa sobre a covid-19 em Portugal.

Segundo a norma da DGS publicada na quarta-feira, o fim das medidas de isolamento, sem necessidade de realização de teste ao novo coronavírus, dos doentes assintomáticos ou dos que têm doença ligeira ou moderada ocorre ao fim de 10 dias, desde que, nos casos com sintomas, estejam sem usar antipiréticos durante três dias consecutivos e com “melhoria significativa dos sintomas”.

O Sindicato Independente dos Médicos alertou que a medida tem gerado dúvidas entre a população e, em particular, entre as direcções das escolas, associações de pais, associações empresariais e sindicais, direcções dos lares e segurança social.

Questionada sobre quais são as condições necessárias para a retoma, uma vez que o teste negativo deixa de ser um requisito, a directora-geral explicou que o mesmo médico assistente responsável por dar alta clínica ao doente deve preencher também uma declaração que o ateste.

“A essa alta clínica corresponde o fim do isolamento em que aquela pessoa se encontrava. Volta ao seu trabalho ou volta à sua escola”, referiu.

Graça Freitas justificou também a alteração, referindo que a actualização da norma acompanha os dados mais recentes sobre a evolução da doença e a transmissibilidade do vírus, e os pareceres da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Controlo de Doenças Infecciosas.

“A conclusão a que chegamos é que a evolução clínica é mais relevante que a evolução laboratorial para determinar se um individuo se mantém ou não se mantém infeccioso”, afirmou, acrescentando que este critério se aplica a muitas outras doenças, incluindo a gripe.

Segundo a directora-geral, os dados mais recentes apontam para uma capacidade reduzida de transmissão do novo coronavírus ao fim de um determinado período de tempo nos casos de doença ligeira ou assintomática, mesmo que o vírus continue a ser detectado em testes.

“Já se sabia que isso provavelmente se devia a partículas virais que ficavam no seu trato respiratório superior, mas que essas partículas virais não tinham capacidade de infectar outras pessoas”, explicou, sublinhando que isto acontece a partir do oitavo dia e até ao décimo dia.

De acordo com a mesma norma da DGS, os casos de doença grave ou crítica têm de permanecer em isolamento 20 dias desde o início de sintomas, o mesmo tempo definido para os doentes que tenham problemas de imunodepressão grave, independentemente da gravidade da doença.

A DGS sublinha ainda que no caso de profissionais de saúde ou prestadores de cuidados de elevada proximidade, de doentes que vão ser admitidos em lares ou unidades de cuidados continuados ou paliativos ou doentes que vão ser transferidos nas unidades hospitalares para áreas não dedicadas, será preciso sempre um teste negativo para que o isolamento seja considerado completo.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 20 de Outubro de 2020

Governo disponibiliza 10 mil doses de vacinas para farmacêuticos

Governo disponibiliza 10 mil doses de vacinas para farmacêuticos - 

Sobre a falta de resposta aos pedidos por parte de algumas farmácias, o governo pede serenidade à população.

O Governo disponibilizou 10 mil doses de vacinas da gripe para os profissionais das farmácias comunitárias na primeira semana da segunda fase da campanha de vacinação, informou o secretário de Estado e Adjunto da Saúde.

“Foram disponibilizadas 10 mil doses para os farmacêuticos de farmácias comunitárias para durante esta primeira semana de vacinação”, disse António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa sobre a pandemia da covid-19 em Portugal.

As vacinas para os profissionais chegam às farmácias na semana em que arranca a segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe, que começou com o alargamento da vacinação gratuita a pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

Questionado sobre a falta de resposta aos pedidos de algumas farmácias, o governante recordou que a disponibilização das vacinas é gradual e dividida em tranches e, por isso, apelou à serenidade e tranquilidade da população, assegurando que todas as pessoas incluídas na campanha vão ser vacinadas.

A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde arrancou em 28 de Setembro, com uma primeira fase que incluiu apenas as faixas da população consideradas prioritárias, como residentes em lares de idosos, grávidas e profissionais de saúde e do sector social que prestam cuidados.

Na segunda fase, que começou hoje, a vacina passa a ser também administrada a outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

A propósito da campanha de vacinação, António Lacerda Sales referiu ainda que no âmbito dos acordos celebrados com o Governo, aderiram 75% do total de farmácias a nível nacional, permitindo a cobertura em 256 concelhos (cerca de 92%).

“Neste contexto de emergência sanitária, trata-se de uma medida inovadora e complexa, do ponto de vista de logística, mas estamos em crer que, apesar de tudo, irá correr bem”, sublinhou o secretário de Estado.

O objectivo, acrescentou, é também que este seja um programa dinâmico que venha a envolver o maior número possível de farmácias, assegurando a cobertura em todo o território “num processo de equidade e de coesão territorial”.

Habitualmente, a campanha de vacinação começa apenas em 15 de Outubro, mas este ano arrancou mais cedo devido à pandemia de covid-19.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 20 de Outubro de 2020

Imunoglobulina humana só deve ser usada quando não há alternativa

Imunoglobulina humana só deve ser usada quando não há alternativa - 

Infarmed alerta que elevada procura está a "afectar a actividade dos pontos de colheita de plasma humano" na Europa, o que faz diminuir o produto disponível.

O Infarmed advertiu que a imunoglobulina humana normal, um medicamento hemoderivado, só deve utilizada quando não há outra alternativa terapêutica por ser um “produto escasso” e a sua utilização estar a aumentar de “forma significativa”.

“Atenta à sua origem, a imunoglogulina humana normal é um produto escasso, proveniente de dádivas de sangue ou plasma humano e com custo elevado, estando a sua utilização a nível nacional a aumentar de forma significativa”, refere a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

Por esta razão, a utilização de imunoglobulina humana normal deve ser reservada para quando não esteja disponível outra alternativa terapêutica.

“É do conhecimento do Infarmed, que o actual contexto pandémico que se vive está a afectar a actividade dos pontos de colheita de plasma humano a nível global, o que poderá originar, a prazo, a redução de produto disponível na Europa”, alerta a autoridade do medicamento no comunicado publicado no seu ‘site’.

A imunoglobulina humana normal (IgGN) é um medicamento hemoderivado sujeito a receita médica, que contém imunoglobulina G (IgG) com pureza mínima de 95% e um amplo espectro de anticorpos presentes na população normal.

O Infarmed já tinha difundido as orientações da Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica, de 08 de Maio de 2020, sobre a utilização de imunoglobulina humana normal.

As orientações pretendem “alertar as instituições e profissionais de saúde para um conjunto de recomendações relativas à utilização deste importante recurso”.

“Estas orientações assumem ainda mais relevância no presente contexto”, pelo que o Infarmed apela às entidades para a importância de as observar.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 20 de Outubro de 2020

Projecto português desenvolve testes rápidos de baixo custo para detectar imunidade

Projecto português desenvolve testes rápidos de baixo custo para detectar imunidade - 

Projecto TecniCov propõe-se desenvolver “testes inovadores, rápidos e de baixo custo, para monitorizar os anticorpos no soro ou na saliva”

Um consórcio de universidades e uma empresa querem desenvolver “testes rápidos e de baixo custo” para detectar a resposta imunitária ao vírus SARS-CoV-2, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

O projecto TecniCov, que “obteve um financiamento de 450 mil euros da Agência Nacional de Inovação”, propõe-se desenvolver “testes inovadores, rápidos e de baixo custo, para monitorizar os anticorpos para a covid-19, no soro ou na saliva”, afirma a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Liderado por Goreti Sales, da UC, o projecto vai ser desenvolvido em parceria com equipas da Universidade Nova de Lisboa, do Instituto Superior de Engenharia do Porto e da empresa INOVA+, coordenadas, respectivamente, por Elvira Fortunato, Felismina Moreira e Raquel Sousa.

“Neste momento da pandemia, importa monitorizar com maior rapidez e menor custo os anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2, mas a eficácia deste processo depende da fase da doença em que cada indivíduo se encontra e do objectivo clínico dessa monitorização, que pode ser um simples rastreio ou uma quantificação rigorosa”, explica, citada pela UC, Goreti Sales.

O TecniCov propõe, por isso, “um conjunto de técnicas novas, independentes e complementares, adequadas aos diferentes cenários”, acrescenta a docente do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Estas técnicas “incluem tiras de teste em papel (tipo tira de urina), sistemas de fluxo lateral (tipo teste de gravidez) e sensores eletroquímicos (tipo tira de diabetes), articuladas com ferramentas informáticas adequadas, que visam facilitar a interacção com o utilizador e a organização da recolha de dados”, especifica Goreti Sales.

A grande inovação deste projecto para detectar a resposta imunitária ao vírus da covid-19, de acordo com a cientista, “centra-se na utilização de materiais sintéticos de elevada afinidade para os anticorpos produzidos in vivo, que permitirão a produção de testes rápidos com elevada sensibilidade e baixo custo, enquanto asseguram uma capacidade produtiva futura destes testes à escala mundial”.

Deste modo, “espera-se que estes dispositivos sejam produzidos a baixo custo e numa escala global, cumprindo assim as necessidades globais das autoridades de saúde do ponto de vista de gestão da pandemia”.

Os testes desenvolvidos no âmbito do projecto, que tem a duração de oito meses, adianta a UC, vão ser validados pelas investigadoras Ana Miguel Matos e Teresa Rosete, do laboratório de análises clínicas da UC dedicado à covid-19.

Os grupos de investigação envolvidos no projecto são o BioMark do Centro de Engenharia Biológica (CEB) e o CENIMAT do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (i3N).

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 19 de Outubro de 2020

Há centros de saúde a marcar vacina da gripe para Dezembro

Há centros de saúde a marcar vacina da gripe para Dezembro - 

Há centros de saúde da região Norte que estão a convocar os utentes para tomarem a vacina da gripe em Dezembro, quando as orientações que receberam são para agendarem tudo até 30 de Novembro.

Outros optaram por não agendar e ir vacinando à medida que os utentes aparecem. A segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe arranca hoje nos centros de saúde e farmácias de todo o país e espera-se uma adesão superior à dos anos anteriores. Há farmácias a reportar uma procura cinco vezes superior à de 2019.

A Unidade de Saúde Familiar (USF) de Santo André de Canidelo, em Gaia, é uma das que está a chamar utentes que pertencem ao grupo de risco (mais de 65 anos) para Dezembro. Em concreto para 3 e 9 de Dezembro, como relataram ao JN duas famílias. Mas não é caso único: há relatos de problemas idênticos em Matosinhos.

O JN não conseguiu contactar as unidades em causa porque não atendem os telefones, mas a Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) esclareceu que as orientações foram no sentido de as marcações serem feitas até 30 de Novembro. E assegurou que iria tomar medidas para pressionar o cumprimento das mesmas.

Farmácias com 500 mil

No Agrupamento de Centros de Saúde Porto Ocidental, a maior parte das equipas de saúde familiar não estão a agendar a vacinação para a gripe. "À medida que as pessoas chegam, vacinamos, desde que haja vacinas disponíveis", explica Maria José Ribas, presidente do Conselho Clínico do Aces Porto Ocidental. A responsável assume que a opção foi tomada por causa da elevada procura.

"Antes agendávamos data e hora, mas como este ano o volume de pedidos é muito superior, não estamos a agendar", afirma. Maria José Ribas admite que possa haver "enchentes" nos primeiros dias, mas garante que as unidades estão a preparar-se para isso. Estão criados circuitos separados e espaços próprios para a vacinação e haverá equipas dedicadas a esta tarefa. "Se for necessário, vão trabalhar também ao sábado. Desde que haja vacinas, vacinamos", sublinha.

Este ano, por causa da pandemia de covid-19, o contingente de vacinas que chegará a Portugal é superior ao de anos anteriores, num total de 2,5 milhões de doses, das quais dois milhões para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e 500 mil para venda nas farmácias.

Do contingente do SNS, há 150 mil vacinas que serão administradas nas farmácias, aos doentes com mais de 65 anos, nas mesmas condições do que nos centros de saúde. O projecto resulta de uma parceria entre as associações do sector e municípios, que vão assumir os custos da administração. Os concelhos do Porto e de Gaia, entre outros, já aderiram ao programa "Vacinação SNS Local".

 

Fonte: Site do "Jornal de Notícias" e autor em 19 de Outubro de 2020.