Levantamento de medicamentos nos hospitais tem um custo anual para os doentes de 185 milhões de euros

Levantamento de medicamentos nos hospitais tem um custo anual para os doentes de 185 milhões de euros - 

Índice de Saúde Sustentável mostra que a qualidade percepcionada do SNS aumentou no ano passado. Também o retorno do investimento no SNS para a economia subiu para 5,4 mil milhões de euros.

Entre deslocações e tempo de espera, o levantamento de medicamentos em farmácias hospitalares tem um custo anual para os doentes de 185 milhões de euros. Este é um dos resultados apresentados pelo estudo que mede e avalia a evolução da sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), divulgado esta quinta-feira, e que mostra que a qualidade percepcionada do SNS aumentou no ano passado. Também o retorno do investimento no SNS para a economia subiu para 5,4 mil milhões de euros.

O Índice de Saúde Sustentável, que resulta de uma parceria entre a biofarmacêutica AbbVie e a NOVA Information Management School (NOVA-IMS) e é referente a 2019, foi realizado em Fevereiro deste ano e teve por base 506 entrevistas realizadas a pessoas com 18 ou mais anos, seleccionadas aleatoriamente de um universo de indivíduos que possuem telefone fixo e/ou telemóvel. Os resultados foram extrapolados para o universo segundo uma pós-estratificação que tem por base as variáveis género e classe etária.

Pela primeira vez, o estudo avaliou os custos associados ao levantamento de medicamentos nas farmácias hospitalares. Cerca de 89,8% dos inquiridos tomaram medicamentos no último ano e destes, 66,5% fazem medicação regular. É daqui que sai um universo de 6,4% de doentes que tomam medicamentos que só são dispensados em farmácias hospitalares. Valor que extrapolado estará entre as 35 mil e 40 mil pessoas nesta condição.

Segundo os resultados, em média cada um destes doentes desloca-se, por ano, entre sete e oito vezes ao hospital para ir buscar medicação, com cada deslocação a custar em média 14,30 euros. E gasta, entre viagens (uma média pouco acima das quatro horas) e tempo de espera no hospital (em média pouco mais de uma hora), em média perto de cinco horas e meia. Convertido em valor financeiro, o estudo estimou um custo total - para o global de doentes nesta situação - de 185 milhões de euros: 36 milhões de custo total de viagens e 149 milhões de valor económico do tempo despendido pelos doentes.

O coordenador do estudo, Pedro Simões Coelho, diz que o custo para os utentes “é significativo” e “superior” ao que esperava, pois contava com uma média inferior de tempo gasto com o processo. “Fui perceber o que as pessoas diziam e há pessoas que vivem em localidades muito longe dos hospitais, que implicam viagens grandes, e algumas que não têm condições para ir e vir no mesmo dia. Mesmo nas grandes cidades, em horas de trânsito, pode gastar-se hora e meia. Isso tem impactos e custos.”

Estimaram também um custo para os hospitais de 14 milhões de euros por ano com a dispensa dos medicamentos, valor que está abaixo da realidade por só ter sido possível contabilizar o valor económico do tempo despendido na entrega.

Pedro Simões Coelho colocou o tema na agenda ainda antes da pandemia, como uma das áreas a avaliar como forma de tentar aumentar produtividade do SNS. “Não se consegue fazer grandes aumentos de produtividade, a não ser introduzindo inovações disruptivas como esta. Esta linha de pensamento é ainda mais importante nesta época de pandemia, em que se estão a fazer um conjunto de experiências. É possível ter medicamentos prescritos no SNS a ser dispensados farmácias comunitárias. Isso reduz enormemente os custos e incómodos para os utentes, embora não reduza para os hospitais.”

5,4 mil milhões de retorno para a economia

Quanto à sustentabilidade do SNS, o índice desceu ligeiramente no ano passado em relação a 2018, valor que o coordenador do estudo não dá particular importância, destacando antes a tendência positiva desde índice em relação ao valor base de 2014. E nesse sentido, “temos um SNS mais sustentável” do que nessa altura.

“A fotografia que temos é de um serviço com actividade estável, que está a crescer em qualidade percepcionada e em despesa, mas com duas notas positivas: quer a dívida vencida quer o défice desceram”, diz Pedro Simões Coelho, referindo que “o que contribuiu mais para o aumento do nível de qualidade percepcionada foi a qualidade dos profissionais de saúde”. Os pontos mais fracos foram os tempos de espera e a facilidade de acesso. As áreas em que mais vale a pena investir são os profissionais - “São de tal forma valorizados que qualquer ganho tem um impacto muito grande na satisfação dos utentes” - nos tempos de espera - “São níveis mais modestos e há muito para progredir”.

Globalmente, os utentes consideram o preço do SNS mais adequado, mas as taxas moderadoras e o valor das deslocações ainda são um problema. Segundo o estudo, 3,3% das consultas externas e 3,1% dos exames de diagnóstico não se realizaram devido aos custos associados. No último ano 89,8% dos portugueses tomaram algum medicamento prescrito por um médico, mas 13,5% optou por não comprar pelo menos um por causa dos custos. Este é um tema que o coordenador do estudo quer explorar com maior detalhe, de forma a perceber se se trata de terapêuticas habituais ou de um medicamento optativo.

A avaliação analisa ainda o estado de saúde médio dos portugueses e o efeito do SNS nessa escala, que “permitiu melhorar este índice em 11,4 pontos”. “O que depois tem a tradução no absentismo e na produtividade. Estimamos que por trabalhador o SNS permitiu reduzir o absentismo em 2,8 dias e que permitiu poupar o equivalente a 6,4 dias de trabalho em produtividade.”

Ou seja, os cuidados prestados pelo SNS permitiram uma poupança global de 3,6 mil milhões de euros no absentismo e na produtividade. Se a este valor se juntar a relação entre produtividade/remuneração, “é possível concluir que os cuidados prestados pelo SNS permitiram um retorno para a economia de 5,4 mil milhões”. “De grosso modo, 50% do valor investido no SNS é retornado imediatamente para economia. É uma evolução positiva de 300 milhões de euros face a 2018”, salienta Pedro Simões Coelho.

 

Fonte: Site do Jornal "Público" e autor em 24 de Setembro de 2020.

Menos de 10% da população desenvolve anticorpos contra SARS-CoV-2

Menos de 10% da população desenvolve anticorpos contra SARS-CoV-2 - 

Alguns estudos com trabalhadores da saúde permitiram detectar pessoas com anticorpos entre 20% e 25%, contudo a maioria da população permanece livre de anticorpos.

Uma percentagem média inferior a 10% da população desenvolveu anticorpos contra a covid-19, segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) hoje divulgados, que concluem que “a maior parte da humanidade ainda é susceptível à doença”.

A directora técnica da OMS para a organização do estudo da covid-19, Maria Van Kerkhove, esclareceu hoje, citada pela agência noticiosa Efe, que existem centenas de estudos de soroprevalência com resultados muito diferentes e que, “por isso, é difícil chegar a conclusões categóricas, mas em princípio mostram que mais de 90% dos indivíduos permanecem livres de anticorpos”.

“Analisando estes casos colectivamente, parece que menos de 10% das pessoas mostram evidências de terem sido infectadas. Então a maioria do mundo ainda é susceptível e todos os tipos de acções continuam a ser aplicadas para prevenir o contágio“, respondeu a especialista, numa ronda de perguntas de internautas nas redes sociais.

A especialista norte-americana esclareceu que em alguns estudos com trabalhadores da saúde foram detectados percentuais mais elevados de pessoas com anticorpos, entre 20% e 25%, e em algumas áreas específicas, como por exemplo nos subúrbios de alguns países, foram obtidas soroprevalências superiores a 40%.

Van Kerkhove também indicou que existem resultados diferentes nos testes de medição da resistência desses anticorpos, uma vez que algumas investigações mostram que sua eficácia contra o vírus diminui após um certo tempo, enquanto outras indicam que não varia.

“Em qualquer caso, com outros coronavírus que causam constipações, SARS ou MERS, está provado que os anticorpos não são permanentes, então isso também pode ocorrer com a covid-19″, concluiu a especialista.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 24 de Setembro de 2020

Hovione anuncia parceria para aumentar a produção de remdesivir

Hovione anuncia parceria para aumentar a produção de remdesivir - 

A Hovione anunciou a parceria com a Ligand para aumentar a produção de Captisol, essencial para a produção do antiviral Veklury (remdesivir), da Gilead Sciences.

Este antiviral está indicado para o tratamento da infecção por SARS-CoV-2, o vírus na origem da covid-19.

A Hovione é o único produtor deste excipiente fundamental para a eficácia do remdesivir, fabricando-o nas suas fábricas de Loures e da Irlanda.

“Para satisfazer a procura de Captisol a Hovione irá produzir por mês a quantidade equivalente ao que produzia num ano. Este aumento repentino na procura está a exigir um grande esforço de mobilização da empresa a nível global para assegurar o seu fornecimento. Desde Abril realizámos investimentos avultados em equipamentos especializados, criámos emprego e colaborámos com concorrentes para aumentar a capacidade de produção”, indicou Luís Gomes, Vice-Presidente das Operações da Hovione, em comunicado divulgado.

O Captisol é uma ciclodextrina quimicamente modificada que melhora a solubilidade e estabilidade dos fármacos e assegura a biodisponibilidade e dosagem dos ingredientes farmacêuticos activos (API).

O Veklury, da Gilead Sciences, está em ensaios clínicos de fase 3 para avaliar a segurança e eficácia no tratamento da infecção por SARS-CoV-2. O medicamento obteve já uma autorização de emergência em diversos países.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 24 de Setembro de 2020

Covid-19: potencial vacina a ser desenvolvida em Portugal

Covid-19: potencial vacina a ser desenvolvida em Portugal - 

Helena Florindo, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, juntamente com a investigadora israelita Ronit Satchi-Fainaro, coordenadora do Cancer Research & Nanomedicine Laboratory da Universidade de Tel Aviv, estão a trabalhar numa potencial vacina, made in Portugal, contra a covid-19.

A noticia é avançada pelo “Observador”, que falou com a professora de Farmácia Galénica e Tecnologia Farmacêutica da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Até Fevereiro deste ano, a investigadora portuguesa e a investigadora israelita dedicavam-se ao desenvolvimento de vacinas, mas contra o cancro. Com o aparecimento do covid-19, o foco do trabalho mudou, e foi redireccionado pois acreditaram que tinham uma forma de fazer a diferença: as nanovacinas antitumorais que estavam a estudar há anos poderiam funcionar como plataforma de uma vacina para a covid-19.

As cientistas estão neste momento a trabalhar numa vacina que em vez de usar todo o vírus, utiliza apenas porções de proteínas para estimular a resposta imunológica. Mas a característica principal desta vacina que está a ser desenvolvida, tem menos que ver com o que é dado ao organismo e mais com a forma como é dado.

Este trabalho só está a ser possível devido ao financiamento que receberam de 300 mil euros, do programa CaixaImpulse covid-19 express, lançado pela Fundação “La Caixa” propositadamente para soluções de combate à pandemia, ao qual se candidataram com este projecto denominado por “Desenvolvimento de uma vacina translacional contra a covid-19”.

O projecto “Safe and Efficacious SARS-CoV-2-targeted Vaccine/Desenvolvimento de uma Vacina Translacional Contra a COVID-19, foi um dos seis seleccionados (dois em Portugal) – entre 349 candidaturas – para financiamento pela fundação sediada em Barcelona, ao abrigo da edição especial dedicada à covid do programa Caixa Impulse.

Este financiamento vai ajudar as investigadoras a fazerem a passagem do meio académico ao mercado. Vão ter acompanhamento, consultoria e mentoring para montar um plano de negócio, captar o investimento necessário à produção em escala, apoio no contacto com as agências reguladoras e constituir uma empresa para fazer toda a gestão deste processo.

Segundo Helena Florindo, se esta investigação for bem-sucedida, poderemos ter uma nova vacina contra a covid-19 dentro de dois anos. Contudo, “é expectável que haja pelo menos uma vacina aprovada no início de 2021”, indicou a cientista ao “Observador”.

Quando questionada sobre haver vacinas mais adiantadas do que esta, a investigadora responde ao “Observador” que “uma vacina, ou mesmo duas, não conseguem gerar doses suficientes para vacinar toda a população mundial. Prevê-se que acabem por chegar quatro vacinas ao mercado. Desejo – e acredito – que a nossa será uma delas”, conclui.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 23 de Setembro de 2020

Lisboa. Centros de saúde de Marvila e Benfica já estão em construção

Lisboa. Centros de saúde de Marvila e Benfica já estão em construção - 

As obras das novas unidades de saúde familiar de Marvila e de Benfica já estão a decorrer e vão servir cerca de 22 mil e 30 mil utentes, respectivamente, num investimento de 3,2 milhões de euros.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), e a ministra da Saúde, Marta Temido, marcaram hoje presença nas cerimónias de lançamento da primeira pedra de cada um destes centros de saúde, que deverão estar concluídos dentro de pouco mais de um ano.

A Unidade de Saúde Familiar de Marvila, a ser construída no antigo Palácio da Quinta dos Alfinetes, vai dar resposta a cerca de 22 mil fregueses "numa moderna instalação da rede de cuidados primários de saúde que terá todas as valências que um moderno centro de saúde deve ter", salientou Medina.

"Aqui, as pessoas poderão ter melhores cuidados, melhor atendimento e menor necessidade de terem de se deslocar aos hospitais para um conjunto de necessidades que têm no seu dia-a-dia", sublinhou o autarca.

O novo centro de saúde terá serviços de medicina dentária, consultas de nutrição, psicologia, saúde materno infantil, análises e exames de diagnóstico, bem como assistência ao domicílio.

Já a Unidade de Saúde Familiar de Benfica vai dar resposta a um total de 30 mil munícipes, uma obra que, no entender do presidente da Câmara de Lisboa, tem também uma "importância urbana de densificar e criar centralidades de espaço público, de serviços públicos, de circulação pública e de transformar zonas do domínio do automóvel e do individual para o domínio do público e do colectivo".

A ministra da Saúde, Marta Temido, destacou, por sua vez, que o concurso para a colocação de especialistas de medicina geral e familiar vai permitir contratar profissionais a partir de Outubro, garantindo que, concluído o centro de saúde, os 8 mil utentes que ainda não têm médico de família em Benfica possam passar a ter.

Estes centros de saúde fazem parte de um conjunto de 14 que estão a ser construídos ou requalificados pela Câmara de Lisboa, num investimento superior a 50 milhões de euros, para os quais foram assinados em 2017 protocolos com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

"No final deste processo, a cidade terá renovado, na íntegra, o seu corpo de unidades de saúde e de unidades de saúde familiar, permitindo assegurar a cobertura, a todos os utentes, relativamente a médicos de família, mas assegurar também que todos têm serviços de muito maior qualidade e com menos deslocações aos hospitais, na medida em que os centros de saúde terão maior capacidade de resposta", realçou Fernando Medina.

Em Fevereiro, o presidente da autarquia estimou que "no final de 2021, início de 2022", o processo esteja concluído e a capital disponha de "centros de saúde com mais valências do que aquelas que hoje normalmente um centro de saúde tem na cidade de Lisboa".

Inicialmente estava previsto que estes equipamentos substituíssem, até 2020, centros de saúde em prédios de habitação frequentados por mais 300 mil utentes.

Segundo um balanço hoje feito pelo autarca, estão dois centros de saúde "em obra avançada" (Alta de Lisboa e Alto dos Moinhos), duas unidades em obra, outras duas em início de obra, enquanto dois centros de saúde aguardam visto do Tribunal de Contas e os restantes estão em fases de concurso ou adjudicação.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 23 de Setembro de 2020.

Covid-19. “Se vacinarmos 20% ou 30% da população de cada país, poderemos voltar à normalidade”, estima médico e investigador

Covid-19. “Se vacinarmos 20% ou 30% da população de cada país, poderemos voltar à normalidade”, estima médico e investigador - 

Em entrevista ao diário “El País”, o director da Wellcome Trust defende que “a via para salvar vidas, abrir a economia e recuperar as escolas é vacinar algumas pessoas em todos os países” (e não todas em poucos países). O responsável calcula em 35 mil milhões de euros o montante necessário “para termos os medicamentos e as vacinas de que necessitamos”. E avança uma data para o regresso a uma vida normal: Julho de 2021.

O único caminho para sair da crise associada à pandemia de covid-19 é vacinar poucas pessoas em cada país e não todas em poucos países. A convicção é de Jeremy Farrar, director da Wellcome Trust, uma instituição de apoio à investigação com sede em Londres. Em entrevista ao jornal espanhol “El País”, publicada esta quarta-feira, o médico britânico diz acreditar numa saída da crise no Verão do próximo ano.

“Se vacinarmos 20% ou 30% da população de cada país, poderemos voltar à normalidade”, estima Farrar. Mas alerta que “em certo sentido, não há um fim” para a pandemia. “Isto já é uma infecção humana endémica. Continuará na população nos próximos anos e, quem sabe, para sempre. Temos de aprender, através de tratamentos e vacinas, a controlá-la, reduzir o seu impacto e viver com ela, como fazemos com a gripe, com outros coronavírus ou com o VIH. Não vai desaparecer”, ressalva.

Ainda que o vírus não desapareça, o director da Wellcome Trust acredita ser possível regressar a uma vida normal. “Aprendemos a viver com o VIH. Adaptámo-nos ao seu comportamento e desenvolvemos fármacos antivirais, mas o VIH ainda circula na sociedade. O mesmo pode acontecer com a covid. Desenvolveremos métodos de diagnóstico e tratamentos, salvaremos vidas e teremos uma vacina, mas [o vírus] continuará a circular na sociedade”, sublinha.

“O COMEÇO DE UMA NOVA ERA EM 2021”

O regresso a essa normalidade depende, segundo o especialista, do desenvolvimento de medicamentos e vacinas. “Creio que chegarão em 2021. Creio que teremos resultados em Novembro e Dezembro deste ano. E teremos boas vacinas em 2021, que poderão estar disponíveis para quem necessite delas em todo o mundo. E isso será o começo de uma nova era em 2021”, prognostica.

Num cenário que descreve como “optimista”, Farrar aponta para um regresso a uma certa vida normal em Julho do próximo ano, desde que haja vacinas em Dezembro e se vacine 20% a 30% da população de cada país. “Há nove vacinas experimentais na última fase de desenvolvimento. Não sabemos quais funcionarão. E antes temos de confirmar que são seguras”, recorda, traçando, ainda assim, um cenário em que “no Verão de 2021 podemos começar a ver uma redução na transmissão do vírus, com as vacinas a começarem a estar disponíveis”.

Há, contudo, um ponto fulcral que não poderá ser descurado e que Farrar reitera: “a via para salvar vidas, abrir a economia e recuperar as escolas é vacinar algumas pessoas em todos os países”. “A economia mundial está a gastar cerca de 500 mil milhões de euros todos os meses para manter os postos de trabalho. Para termos os medicamentos e as vacinas de que necessitamos, só fazem falta 35 mil milhões de euros. Este seria o melhor investimento da história da humanidade porque salvaria vidas e permitiria voltar às escolas e aos postos de trabalho”, destaca.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 23 de Setembro de 2020.