PJ faz buscas em clínicas privadas por suspeitas de fraude ao SNS

PJ faz buscas em clínicas privadas por suspeitas de fraude ao SNS - 

Foram constituídos dez arguidos e foi detido, em flagrante delito, um profissional de saúde do sexo masculino com 65 anos.

A  Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, e com a colaboração do Ministério Saúde, realizou nove buscas domiciliárias e duas a clínicas privadas por suspeita dos crimes de burla qualificada, falsificação de documento e atestado falso.

"No âmbito de um inquérito que corre termos no DCIAP, relacionado com o combate à fraude ao Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente, emissão de atestados médicos falsos e prescrição de receituário comparticipado a 100% pelo SNS, para aquisição de hormonas de crescimento", lê-se no comunicado. 

Foram constituídos dez arguidos e foi detido, em flagrante delito, um profissional de saúde do sexo masculino com 65 anos.

"Foi ainda apreendido diverso material relacionado com a prática da actividade criminosa, nomeadamente, medicamentos que tinham sido comparticipados de forma fraudulenta".

Esta investigação, que contou com o apoio do Infarmed, prossegue no sentido de determinar "todas as condutas criminosas e o seu alcance, bem como apurar o total do prejuízo causado ao Estado Português".

 

Fonte: Site da "tvi24.iol.pt" e autor em 27 de Janeiro de 2020.

Glintt: “Portugal é um modelo europeu. Os outros países tentam adoptar a tecnologia que usamos nas farmácias”

Glintt: “Portugal é um modelo europeu. Os outros países tentam adoptar a tecnologia que usamos nas farmácias” - 

O CEO da tecnológica nacional considera que a injecção de dinheiro na Saúde não é suficiente e apela à partilha de informação em tempo real. Em entrevista, Nuno Vasco Lopes explica ainda a ‘joint venture’ que está a criar com a distribuidora espanhola Cofares e a aposta no país vizinho, onde já implementou software em mais de 10 mil farmácias.

A empresa portuguesa Glintt – Global Intelligent Technologies, que nasceu em 2008 da fusão da ParaRede e da Consiste, está à procura de negócios complementares em Espanha, sobretudo nos hospitais. O mercado espanhol é um dos maiores pilares da actividade desta tecnológica que implementou o seu software em 2.700 farmácias nacionais e mais 12 mil no país vizinho. A Glintt emprega hoje 1.100 colaboradores e em Espanha está presente em Madrid, Barcelona, Valência, San Sebastián (Guipúscoa) e Dénia (Alicante). “Hoje em dia, uma empresa tecnológica mede-se pela capacidade que tem de incorporar competências e inovação e de satisfazer as necessidades dos seus clientes”, disse o CEO, Nuno Vasco Lopes, em entrevista ao Jornal Económico.

O Programa Operacional da Saúde foi reforçado com 800 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2020. Como viu este investimento?

A área da saúde ocupa 75% do volume de negócios da Glintt. O investimento na saúde foi penalizado na crise e vemos com bons olhos este novo investimento, mas achamos que injectar dinheiro na saúde não é a única solução para o problema. Tem de haver outro tipo de soluções, que não passam por questões ideológicas mas sim operacionais e de melhorar a forma como prestamos cuidados às pessoas. Uma das oportunidades que penso que há tem que ver com a optimização da utilização da informação globalmente. Neste momento, a informação ainda não é partilhada de uma forma sistemática entre os profissionais e os doentes. Com informação em tempo real os profissionais poderiam tomar melhores decisões. Muitas vezes, olhamos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e não para o sistema de saúde. Se conseguirmos aproveitar toda a capacidade instalada que existe na sociedade – SNS, economia social e privados – daremos melhores cuidados de saúde às pessoas.

A presença da Glintt na Bolsa de Lisboa é para manter?

A Glintt é uma empresa muito particular, porque tem um accionista que detém cerca de 76% do capital [Farmiveste], o que a leva a ter uma performance na bolsa que é muito particular, porque, fundamental, é conhecida por ter um accionista de referência e, portanto, pouco alvo de especulações. Por um lado, é bom, por outro, olhamos para o mercado de capitais numa lógica de transparência e de reconhecimento da actividade da Glintt. O mercado de capitais português tem um problema de liquidez, transacciona pouco, mas isso não condiciona o dia a dia da empresa. A Glintt continua a crescer em termos de rentabilidade e melhorou o rácio de dívida vs EBITDA. Estamos mais focados na nossa operação diária do que em como os mercados olham para nós. Obviamente que estar na bolsa dá-nos alguma visibilidade e isso, na relação com as entidades financeiras, é importante.

Como está a correr a recente operação da Glintt nos Açores?

O lançamento da Glintt nos Açores foi um projecto importante na vida da Glintt, porque, na prática, montámos um centro de desenvolvimento de software dos nossos produtos tecnológicos no âmbito de um programa com o Governo Regional dos Açores, o Terceira Tech Island. Isto permitiu-nos ganhar capacidade de desenvolvimento de software [Sifarma] e garantir alguma proximidade aos clientes dos Açores. As nossas soluções têm uma presença significativa nos Açores, quer nas farmácias quer nos hospitais. Neste momento, temos cerca de 20 colaboradores no escritório e algumas pessoas fazem também suporte directo aos clientes das ilhas. A nossa quota de mercado é superior a 90% nos Açores, tal como o é em Portugal continente.

Ter um centro na Madeira está nos vossos planos?

Esta iniciativa partiu muito do desafio que o Governo Regional dos Açores nos lançou. Obviamente que hoje em dia, com a necessidade de captação de talento que existe nas empresas tecnológicas, estamos abertos a poder fazer instalação de outros centros de desenvolvimento noutras regiões, que nos permitam captar lamento.

Ou seja, se Miguel Albuquerque vos convidar…

Analisaremos com muita atenção, seguramente.

Quais as expectativas de resultados para o último trimestre de 2019?

Entre 2008 e 2015 a empresa sofreu algumas alterações não só decorrentes da própria fusão mas também da crise económica que se viveu no país, o que teve um impacto na Glintt e obrigou-a tomar algumas medidas no sentido de se reposicionar no mercado: reestruturou a sua oferta e vendeu algumas áreas [energia, terminais de Multibanco, BPO e netpeople – que valiam 20 milhões de euros] não-core. Nessa altura, as áreas core que ficaram dentro da Glintt tinham um volume de negócios de 56,6 milhões de euros. Desde aí temos assistido a um crescimento significativo do volume de vendas [em 2018 foi de 86,2 milhões de euros, mais 21,5% face ao ano anterior]. No terceiro trimestre de 2019 o crescimento das vendas foi na casa dos 6,4%. Prevemos encerrar o ano com a mesma tendência.

O que é que motivou esse crescimento?

A prestação de serviços e a venda de produtos. A venda de produto representa uma parte importante do volume de venda, mas também o aumento do volume de negócios em Espanha permitiu fazer crescer. Neste momento, Espanha representa cerca de 20 milhões de euros do volume de negócios para a vinda. É um mercado, para nós, muito importante e estratégico. A Glintt é líder no mercado espanhol e foi um crescimento inorgânico, por aquisição. Começámos por adquirir empresas de software na área da farmácia e, depois, fomos adquirindo empresas que fazem suporte aos clientes de farmácia. Estamos à procura de oportunidades não só em farmácia mas na área hospitalar.

No verão, anunciaram a criação de uma joint venture com a distribuidora farmacêutica espanhola Cofares. Em que consiste a plataforma tecnológica que vão desenvolver em conjunto?

A Cofares é o maior distribuidor de medicamentos em Espanha, é uma empresa que tem um volume de negócios de 3 mil milhões de euros. Tendo 17 mil clientes, a decisão de fazer uma joint venture pareceu, para ambos, uma decisão óbvia. A oportunidade surgiu pelas sinergias que podem ser criadas. O que é que esta parceria vai entregar? Novas soluções que permitam desenvolver negócio adicional para o distribuidor e para as farmácias. É uma forma de agilizarmos a utilização da informação entre farmácias e distribuidores, com uma plataforma comum que consiga criar sinergias com os diferentes sistemas informáticos que a Glintt tem no mercado espanhol. Em Portugal temos uma solução idêntica a que chamamos PharmaLink 2.0. Aliás, o sector das farmácias em Portugal é modelo na Europa. Muitas vezes, somos olhados pelos outros países, que fazem alguma tentativa de adopção das tecnologias que utilizamos noutras realidades.

De que beneficia um trabalhador ao estar na Glintt?

Investimos muito no salário emocional, na cultura e no ambiente de trabalho. Temos uma empresa muito jovem – a idade média na Glintt são 36 anos – portanto tentamos que as pessoas tenham as melhores condições para desempenharem o seu trabalho. Tipicamente, o que acontece é que as pessoas se sentem atraídas a ir para a Glintt pelo efeito boca-a-boca. O presidente da comissão executiva da Glintt recebe todos os meses todos os novos colaboradores e, na prática, pretende mostrar-lhes um pouco da cultura e conhecê-los, ouvir as suas experiências e motivações. A Glintt é uma empresa tecnológica, mas colocamos as pessoas no centro da nossa actividade. Queremos que se divirtam a trabalhar, que sintam entusiasmadas e que consigam entregar o máximo de valor no seu dia a dia.

 

Fonte: Site do Jornal "Económico" e autor em 27 de Janeiro de 2020.

Pagamentos em atraso do SNS atingiram "o valor mais baixo desde 2012"

Pagamentos em atraso do SNS atingiram "o valor mais baixo desde 2012" - 

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) faz ainda questão de salientar que os dados de 2019 demonstram uma maior aposta por parte do Governo no SNS.

De acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), os pagamentos em atraso do Serviço Nacional de Saúde (SNS) "atingiram os 259,4 milhões de euros no final de 2019", menos 226,3 milhões do que os "485,8 milhões registados no final de 2018", esclarece o Ministério da Saúde, em comunicado enviado esta sexta-feira às redacções.

Este é "o valor mais baixo desde 2012", "ano a partir do qual há dados consolidados sobre este indicador", sublinha a tutela.

Ainda, segundo os dados referentes ao ano passado, o SNS registou um "saldo provisório consolidado de -620,9 milhões de euros em 2019", representando uma descida de cerca de 15% "em relação ao valor de 2018", no qual o saldo se entrava nos -732,8 milhões de euros. 

O ministério refere ainda que os números da ACSS mostram uma maior aposta por parte do Governo "na melhoria do acesso e qualidade dos serviços prestados no SNS", considerando que "a despesa efectiva do SNS atingiu os 10.680 milhões de euros", o que representa um crescimento do investimento em 4,8% face a 2018.

"O aumento da despesa é justificado, sobretudo, pelo acréscimo dos gastos com pessoal [7,3%], em resultado da contratação de novos profissionais e do impacto do descongelamento das carreiras [cujas progressões se encontravam suspensas, desde o tempo do XIX Governo - PSD/CDS]; das Compras (4,9%), nomeadamente em medicamentos (5,1%); e dos Fornecimentos e Serviços Externos (2,3%). As despesas de capital atingiram os 158,6 milhões de euros em 2019, o que traduz uma subida de 16,9% relativamente ao ano anterior", sustenta a tutela. 

Refira-se que, já esta manhã, confrontada com a notícia do Jornal de Negócios de que o défice na saúde baixou para 620,9 milhões de euros em 2019, um valor abaixo dos 90 milhões previstos no Orçamento do Estado, a ministra Marta Temido reconheceu, porém, que a redução do défice no SNS ficou aquém do previsto. 

"Aquilo que conseguimos alcançar em 2019 foi uma redução do défice do SNS [Serviço Nacional de Saúde] em relação aos resultados finais de 2018. Contudo, por diversos factores, designadamente custos com pessoal (...), fruto de um conjunto de escolhas de fizemos ao nível da contratação, dos descongelamentos e das valorizações remuneratórias implicaram que tivéssemos um crescimento despesa", afirmou a governante quando falava no auditório da Caixa Geral de Depósitos - Culturgest, em Lisboa.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 24 de Janeiro de 2020.

 

Infarmed autorizou 142 pedidos para ensaios clínicos em 2019

Infarmed autorizou 142 pedidos para ensaios clínicos em 2019 - 

O Infarmed recebeu 142 pedidos para realização de ensaios clínicos em 2019, tendo autorizado todos, segundo dados hoje divulgados, que apontam uma diminuição de 15% do tempo médio de decisão para 34 dias, menos seis dias que em 2018.

Em 2018, a Autoridade Nacional do Medicamento autorizou a realização de 141 ensaios clínicos dos 159 pedidos recebidos, quase igualando o máximo histórico de pedidos registado em 2006 (160).

Segundo dados publicados no Portal do SNS, foram concedidas 843 autorizações substanciais, o número mais elevado de sempre, representando um aumento de 53% face a 2018, "tendo sido demonstrada elevada capacidade de resposta com um tempo médio de decisão de 21 dias".

O número mais elevado de ensaios clínicos autorizados foi nas áreas de oncologia (53), sistema nervoso central (27), gastrointestinal e metabólico e sistema cardiovascular (13).

De acordo com o Infarmed, 85% dos pedidos de ensaios clínicos, estudo destinados a descobrir ou a verificar os efeitos de um ou mais medicamentos experimentais, foram autorizados dentro do prazo (56% em 2018).

A maioria dos pedidos parte da indústria farmacêutica (128 em 2019, menos 20 face a 2018), sendo os restantes académicos (14 em 2019, 11 em 2018).

De acordo com o Infarmed, na última década, a maior parte da investigação em Portugal foi realizada nas áreas terapêuticas onde actuam os medicamentos imunomoduladores e antineoplásicos (medicamentos oncológicos), área em grande expansão do conhecimento científico mundial, seguindo-se a investigação nas patologias da área do sistema nervoso central e do aparelho cardiovascular.

 

Fonte:  Site "noticiasaominuto.com" e autor em 24 de Janeiro de 2020.

Farmacêutica Hovione abriu um novo laboratório em Loures

António Costa esteve presente na inauguração.

A empresa investiu 23 milhões de euros nas instalações e prevê contratar 400 profissionais. De acordo com o primeiro-Ministro, a farmacêutica é uma fórmula de sucesso para a economia portuguesa.

 

Fonte: Site da "sicnotícias.pt" e autor em 24 de Janeiro de 2020.

 

 

 

OMS: Cigarros electrónicos definitivamente são perigosos

OMS: Cigarros electrónicos definitivamente são perigosos - 

Os cigarros electrónicos são definitivamente prejudiciais, quer para os que os fumam quer para os que são expostos ao fumo, alertou a Organização Mundial de Saúde.

“Não há dúvida de que eles são perigosos para a saúde”, conclui a OMS num relatório sobre cigarros electrónicos.

No documento, a organização diz que “ainda é cedo para se ter uma resposta clara sobre o impacto a longo prazo da sua utilização ou da exposição” aos cigarros electrónicos.

No relatório sobre os cigarros electrónicos, lançado no início da semana na forma de perguntas e respostas, a OMS observa que não há provas suficientes de que esses cigarros ajudem os fumadores a deixar de fumar. Ao contrário, os que utilizam o vapor são mais susceptíveis aos cigarros tradicionais.

Os aparelhos de vaporização são “particularmente arriscados” junto dos adolescentes, acrescenta a OMS, que divulga agora alertas mais fortes do que os que tinha feito no ano passado.

“A nicotina é altamente aditiva e o cérebro dos jovens desenvolve-se até aos 25 anos”, advertiu a OMS, insistindo nos “efeitos nocivos a longo prazo” ligados à exposição da substância mais encontrada nos cigarros electrónicos.

O uso dos cigarros electrónicos cria “riscos significativos para as mulheres grávidas, porque pode alterar o desenvolvimento do feto”, diz a OMS.

O “vaping” também aumenta o risco de se contrair doenças cardíacas ou de se ser vítima de complicações pulmonares, acrescenta.

Citada pela ‘Lusa’, a organização diz ainda que os cigarros electrónicos “colocam em risco os seus consumidores e aqueles que não os usam”.

A OMS exige que o uso de cigarros electrónicos seja supervisionado e que seja proibida a venda a jovens e o uso em locais de trabalho confinados, mas também em espaços públicos.

A exposição aos fumos dos aparelhos electrónicos é perigosa, devido à presença de substâncias tóxicas, incluindo o glicol, que é usado na fabricação de anticongelante para automóveis, afiança a OMS.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 24 de Janeiro de 2020.