APIFARMA estabelece parceria com Universidade Europeia

APIFARMA estabelece parceria com Universidade Europeia - 

A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) assinou o protocolo que regula a cooperação com a Universidade Europeia em prol de uma maior aproximação da indústria farmacêutica (IF) à academia.

Em comunicado, a APIFARMA explica que esta “parceria é o reconhecimento de que a integração entre as componentes académicas (ensino, formação e investigação) e ‘o mundo real’ das empresas farmacêuticas é essencial para uma formação mais completa e abrangente”. Assim, permitirá a “estudantes e investigadores da Universidade Europeia o acesso a instalações e equipamentos da indústria farmacêutica, a desenvolverem projectos colaborativos de âmbito nacional e internacional com profissionais do sector”, destaca a associação.

De igual forma, é referida a “valorização e alargamento de ofertas formativas especializadas, nomeadamente nas áreas de pós-graduação em domínios farmacêuticos, de gestão e regulação na Indústria farmacêutica e de saúde baseada em valor” que, como consequência, permitem “o alargamento do número de profissionais qualificados que poderão aceder a uma carreira na Indústria Farmacêutica e na área das Ciências da Vida”.

“O estabelecimento desta parceria com a APIFARMA significa associar a Universidade Europeia a esta área e a um conjunto de empresas absolutamente fundamentais para o desenvolvimento do tecido empresarial português. É mais um passo no caminho que a nossa instituição tem vindo a construir na área de Ciências da Saúde em Portugal, com o forte investimento que tem feito e na dinamização do crescimento económico e social do nosso país”, destaca a reitora da Universidade Europeia, Hélia Gonçalves Pereira.

Já o presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, refere que “a indústria farmacêutica nacional está muito motivada com este projecto que formará futuros profissionais mais completos e que eleva a qualidade e a eficiência do ensino aos padrões de referência internacionais. Sendo certo que a melhor aprendizagem é aquela que é adquirida com um conhecimento do contexto profissional, esta parceria é uma possibilidade única e que garantirá aos alunos da Universidade Europeia um desenvolvimento académico ímpar”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 27 de Julho de 2022

Especialistas querem rastreio universal às hepatites e menos burocracia no tratamento

Especialistas querem rastreio universal às hepatites e menos burocracia no tratamento - 

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) alertou esta quarta-feira para a necessidade de um rastreio universal às hepatites e pediu maior celeridade e menos burocracia no acesso aos tratamentos.

Em declarações à agência Lusa na véspera do Dia Mundial das Hepatites, que se assinala na quinta-feira, dia 28 de Julho, o presidente da SPG, Guilherme Macedo, sublinhou a importância dos médicos de família. “Por isso, a nossa mensagem tem sido por um lado, para os profissionais de saúde, relembrando da importância e da necessidade de fazerem aos seus doentes, pelo uma vez na vida, os testes das hepatites víricas. (…) Por outro, a população deve compreender a necessidade de pedir a realização deste teste”, explicou.

Guilherme Macedo lembrou que “as hepatites víricas crónicas não dão nenhuma manifestação clínica”, sublinhando a importância de “procurar activamente” estas doenças, que têm cura se detectadas precocemente. Sobre os tratamentos, lembrou que o processo ainda é muito burocrático e precisa de ser mais facilitador do acesso: “Há uma assimetria muito grande no país (…) que está muito dependente de uma complexidade burocrática que não faz qualquer sentido”.

O presidente da SPG defendeu que, tal como acontece com o VIH, o acesso à medicação devia ser facilitado logo na consulta: “No caso da infecção por VIH, quando a pessoa tem a consulta faz-se o pedido (…) e o doente vai imediatamente à farmácia hospitalar buscar a medicação”. “Isto ainda não acontece para as hepatites, em particular para a hepatite C. É completamente anacrónico, e até um bocadinho ridículo, que ao fim destes anos todos, em que temos os melhores argumentos para tratar, em que temos toda a experiência e toda a capacidade instalada no país para poder tratar estes doentes, (…) isto ainda não se consiga fazer”, insistiu.

O responsável considerou ainda que esta solução “resolveria em parte o problema da acessibilidade do doente para quem é, de facto, custoso ir a uma consulta hospitalar e, depois, ter que voltar lá quatro semanas depois para ir buscar a medicação”. “Há [também] outros indivíduos que nem sequer às consultas hospitalares vão. São as tais populações vulneráveis, que nós temos de identificar e tratar”, acrescentou.

O especialista afirmou que só se conseguirá atingir a meta assumida com a Organização Mundial de Saúde de eliminar as hepatites até 2030 “se se atacar em todas as frentes”, insistindo que a doença “tem cura” e sublinhou que a implicação social, biológica, individual e económica “é tremenda”. “Alguém que não saiba que tem uma hepatite crónica, por exemplo, pelo vírus C, durante muitos anos, essa doença só se vai manifestar numa fase muito avançada, em que muitas vezes só já vamos poder tratar a pessoa cirrótica ou, às vezes, com outras complicações mais graves, como cancro do fígado”.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 27 de Julho de 2022

Projecto de €5,4 milhões visa criar terapia oral para a Doença de Crohn

Projecto de €5,4 milhões visa criar terapia oral para a Doença de Crohn - 

A investigação europeia, que integra cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto pretende desenvolver a "primeira" terapia oral genética como "um tratamento não invasivo, seguro, eficaz e direccionado". para a doença, que afecta cerca de três milhões de pessoas na Europa

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto integram um projecto europeu, financiado em 5,4 milhões de euros, que visa criar a "primeira" terapia oral para a Doença de Crohn.

Em comunicado, o instituto do Porto revela hoje que o projecto de investigação visa desenvolver a "primeira" terapia oral genética para a Doença de Crohn como "um tratamento não invasivo, seguro, eficaz e direccionado".

A Doença de Crohn é uma das principais doenças inflamatórias do intestino e afecta cerca de três milhões de pessoas na Europa. Face ao seu início precoce e evolução inconstante, a Doença de Crohn tem um grande impacto na qualidade de vida dos doentes, sendo que o mais significativo se prende com o facto de "não existir um tratamento eficaz" para todos os doentes.

"Apesar dos avanços em novos moduladores imunitários e tratamentos biológicos, três em cada 10 pacientes deixam de responder às terapias, o que faz com que seja urgente encontrar novas soluções terapêuticas", salienta o instituto.

Com um financiamento de 5,4 milhões de euros da Comissão Europeia, o projecto, intitulado GENEGUT, é liderado pela Universidade de Cork (Irlanda) e conta com nove parceiros e duas associações de oito países europeus, entre os quais o instituto da Universidade do Porto.

No âmbito do projecto, os investigadores do i3S vão receber 400 mil euros para, ao longo de quatro anos, desenvolver um modelo tridimensional (3D) que simule o "intestino inflamado" desta doença e possa ser usado "para testar a eficácia de nanomedicamentos".

A equipa portuguesa vai também criar e disponibilizar uma "biblioteca de novos biomateriais" que pode ser utilizada para "formular nanopartículas contendo RNA terapêutico (siRNA e mRNA)".

Os investigadores pretendem usar o conhecimento adquirido e comprovado das terapias que utilização o mRNA (como a vacina contra a covid-19) e transferir a "revolucionária tecnologia do mRNA e siRNA para tratar a Doença de Crohn", esclarece o i3S.

A terapia oral que o projecto ambiciona desenvolver vai combinar "biomateriais desenhados para a correcta encapsulação de RNA terapêutico em nanopartículas com capacidade de superar as barreiras existentes no trato gastrointestinal".

Citado no comunicado, o investigador Bruno Sarmento, líder da equipa portuguesa, esclarece que o objectivo do projecto é desenvolver "um tratamento não invasivo, seguro, eficaz e direccionado baseado em RNA administrado oralmente".

"A administração de RNA será possibilitada por uma abordagem combinada onde novos biomateriais, concebidos para ultrapassar as barreiras no trato gastrointestinal, sob a forma de nanopartículas", refere, adiantando que o RNA vai permitir "combater localmente a inflamação no tecido intestinal, evitando efeitos secundários sistémicos".

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 26 de Julho de 2022.

Estudo da Universidade de Aveiro revela confiança na vacinação contra a covid-19

Estudo da Universidade de Aveiro revela confiança na vacinação contra a covid-19 - 

A “generalidade” dos cerca de 2.550 inquiridos num estudo realizado pela Universidade de Aveiro (UA), entre os quais professores, idosos e profissionais de saúde, onde se incluem farmacêuticos, manifestou ter confiança na vacinação contra a covid-19.

O estudo, realizado entre 21 de Abril e 10 de Maio de 2021, incluiu um questionário ‘online’ a 1.062 professores (educação pré-escolar, ensinos básico, secundário e superior) e a 890 profissionais de saúde (médicos, farmacêuticos, enfermeiros e dentistas), bem como um questionário por entrevista telefónica assistida por computador a 602 idosos não institucionalizados.

Segundo a coordenadora do estudo, Teresa Herdeiro, em declarações à Lusa, “de uma forma global, os resultados evidenciam uma elevada confiança da população na vacinação contra a covid-19”. “É igualmente importante salientar que os participantes no estudo que apresentavam maior confiança nas entidades e instituições de saúde também apresentavam maior predisposição a aceitar a vacinação”, diz a investigadora.

Cerca de 60% dos profissionais de saúde e idosos e aproximadamente metade dos professores já tinham sido vacinados com a primeira dose aquando da realização do estudo. No entanto, cerca de 10% de todos os participantes referiram que não estavam dispostos a receber a vacina quando esta lhes fosse disponibilizada e uma proporção superior a 30% mostrou-se céptica em relação ao potencial da vacinação para pôr fim à pandemia.

Uma das conclusões do estudo foi que a hesitação na vacinação “estava principalmente relacionada com a incerteza sobre a eficácia e possíveis efeitos indesejáveis da vacina, particularmente entre professores e profissionais de saúde (cerca de 50%), e não com a origem do fabricante da vacina”. “Mais de 75% dos participantes consideraram as autoridades competentes como uma fonte de informação fiável relativamente à vacinação contra a covid-19”, anota.

“De uma forma geral os resultados mostraram que quem tinha maior preocupação quanto à segurança e eficácia das vacinas era também mais cético em relação à vacinação contra a covid-19”, acrescenta, dando conta de que esse dado foi transversal aos três grupos em estudo (profissionais de saúde, professores e população idosa).

O trabalho foi coordenado por Teresa Herdeiro, investigadora do Instituto de Biomedicina (ibimed), e também assinado por Tânia Silva e Marta Estrela, igualmente investigadoras daquela unidade de investigação da UA.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 26 de Julho de 2022

Doentes que recuperaram de estados graves de covid-19 apresentam sinais de depressão, ansiedade e alterações cognitivas

Doentes que recuperaram de estados graves de covid-19 apresentam sinais de depressão, ansiedade e alterações cognitivas - 

Estudo da Faculdade de Medicina do Porto revela que 23% dos sobreviventes apresentavam sintomatologia depressiva, 21% ansiedade e 19% tinham alterações cognitivas

Os doentes que recuperaram de estados graves de covid-19 apresentam sintomas de depressão, ansiedade e alterações cognitivas, revela um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (Cintesis) e do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) consultado pelo "Jornal de Notícias". A análise contou com uma amostra de 200 pacientes.

O estudo verificou que 23% dos sobreviventes apresentavam sintomatologia depressiva, 21% ansiedade e 19% tinham alterações cognitivas. “Começámos a perceber que havia um número considerável de doentes que tinham sequelas, nomeadamente a nível psicológico, de aumento de ansiedade e depressão. Notávamos, sobretudo nos mais idosos, que havia um agravamento substancial da memória e outras áreas cognitivas”, explicou Lia Fernandes, professora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e investigadora do Cintesis.

Os dados preliminares revelam que os mais jovens apresentaram mais sintomas depressivos e ansiosos. Uma das hipóteses colocadas pelos investigadores é que estes doentes desenvolvam síndrome pós-internamento em cuidados intensivos.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 26 de Julho de 2022.

Gilead Sciences assina novo acordo de aquisição conjunta com a Comissão Europeia para Veklury (Remdesivir)

Gilead Sciences assina novo acordo de aquisição conjunta com a Comissão Europeia para Veklury (Remdesivir) - 

A empresa biofarmacêutica Gilead Sciences e a Comissão Europeia assinaram, a 19 de Julho, um novo acordo de aquisição conjunta (JPA – Joint Procurement Agreement) que assegurará “acesso contínuo rápido e equitativo” a Veklury (Remdesivir) para os Estados Membros da União Europeia (UE) e Espaço Económico Europeu (EEE).

Em comunicado, a Gilead Sciences explica que o acordo, que sucede ao primeiro assinado em 2020, “abrange as aquisições de Veklury durante os próximos doze meses e tem a opção de ser prorrogado por mais seis meses”. Este é o “tratamento antiviral standard of care para doentes hospitalizados apropriado ao longo do espectro de gravidade da doença COVID-19” e tem “ajudado centenas de milhares de doentes em toda a Europa a recuperar mais rapidamente e a reduzir a duração dos internamentos hospitalares, o que gera poupanças para os sistemas de saúde”, garante Johanna Mercier, Directora Comercial da Gilead Sciences.

Nos países da UE e EEE, “Veklury é o único antiviral indicado para o tratamento de COVID-19 em doentes adultos e adolescentes com pneumonia que necessitem de oxigénio suplementar”. A autorização condicional de introdução no mercado europeu foi “apoiada pelos resultados de um ensaio aleatorizado de Fase 3, em dupla ocultação e controlado por placebo para avaliar a eficácia e segurança do tratamento com Veklury durante 3 dias em doentes com elevado risco de progressão da doença”.

Neste estudo, “Veklury demonstrou uma redução estatisticamente significativa de 87% no risco de hospitalização ou morte por todas as causas até ao 28º dia”, não registando “mortes em nenhum dos braços”. Este estudo esteve também na “origem da actualização das orientações terapêuticas da Organização Mundial de Saúde para a COVID-19, que agora recomenda condicionalmente Veklury em doentes com COVID-19 ligeira a moderada, em doentes com factores de risco para hospitalização”, conclui a Gilead Sciences.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt" e autor em 25 de Julho de 2022