Covid-19: Sanofi com resultados inconclusivos no ensaio clínico

Covid-19: Sanofi com resultados inconclusivos no ensaio clínico - 

A Sanofi anunciou que o ensaio clínico internacional de fase 3 que testou a eficácia do seu medicamento Kevzara no tratamento de formas graves de covid-19, não obteve resultados conclusivos.

De acordo com o comunicado do laboratório, este ensaio “não atingiu o seu desfecho primário ou secundário, em comparação com o placebo”.

Embora “não tenha dado os resultados que esperávamos, estamos orgulhosos do trabalho realizado pela equipa que se encarregou de aprofundar os nossos conhecimentos sobre o uso potencial de Kevzara no tratamento da covid-19 “, indicou John Reed, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Sanofi, no comunicado divulgado.

A Sanofi e o laboratório americano Regeneron, que co-desenvolveu este medicamento para tratar a artrite reumatóide, indicam na nota divulgada que “não pretendem realizar outros estudos clínicos sobre o Kevzara no tratamento da covid-19”.

Este estudo foi realizado na Argentina, Brasil, Canadá, Chile, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Rússia e Espanha, e incluiu 420 pacientes.

 

Fonte: Site da "Netfarma.pt"  e autor em 1 de Setembro de 2020

Europa já tem acordos para comprar 1.105 milhões de vacinas contra a Covid-19

Europa já tem acordos para comprar 1.105 milhões de vacinas contra a Covid-19 - 

No espaço de apenas um mês, a Comissão Europeia assinou cinco contratos com várias farmacêuticas que totalizam a aquisição de 1.105 milhões de doses de potenciais vacinas contra a Covid-19.

Promessa dada é promessa honrada”, diz o ditado. A Comissão Europeia comprometeu-se a “trabalhar incessantemente” para fornecer aos europeus uma vacina segura e eficaz contra a Covid-19. E, por isso, o executivo comunitário tem-se desdobrado em negociações com as várias farmacêuticas na “corrida” ao desenvolvimento da vacina. No espaço de um mês, foram realizados cinco contratos que totalizam a aquisição de 1.105 milhões de potenciais vacinas contra a Covid-19. E há a promessa para mais.

O “pontapé de saída” na aquisição de vacinas para fazer face à pandemia foi dado com a Sanofi. Ao todo, são 300 milhões de doses de uma futura vacina da farmacêutica francesa contra a Covid-19 destinada à União Europeia (UE). O acordo foi assinado a 31 de Julho, sendo que esta operação será financiada pelo Instrumento de Apoio de Emergência, tal como acontecerá com os restantes quatro contratos assinados desde então.

Menos de 15 dias depois, a 13 de Agosto, a instituição liderada por Ursula von der leyen anunciaria um novo contrato, desta vez com a Johnson & Johnson. Neste caso, a Comissão Europeia avançou com o direito de comprar inicialmente 200 milhões de doses de vacinas, sendo que poderá ainda adquirir mais 200 milhões caso se prove que vacina é “segura e eficaz”. A confirmar-se serão 400 milhões de vacinas para os 27 Estados-membros da UE.

Seguiu-se a alemã CureVac que, segundo explicou a presidente da Comissão Europeia aquando do anúncio, “beneficiou anteriormente de financiamento da UE para produzir uma vacina na Europa”. Assim, o acordo fechado a 18 de Agosto permite a aquisição de 225 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. De acordo com o executivo comunitário, o este contrato proporciona “a todos os Estados-Membros da UE a possibilidade de adquirirem a vacina, bem como de fazer doações aos países de baixo e médio rendimento ou de a redireccionar para países europeus”.

Cinco dias depois era a vez da farmacêutica Moderna, que chegou a acordo com Bruxelas para a compra antecipada de 80 milhões de doses de vacina. Segundo a Moderna, o potencial acordo com a Comissão Europeia prevê ainda a possibilidade de comprar outros 80 milhões de doses adicionais, totalizando 160 milhões de unidades desta vacina, adiantou a empresa, em comunicado.

Esta vacina, que tem demonstrado resultados promissores, está na terceira fase de testes desta vacina começou em finais de Julho, com o recrutamento de 30.000 participantes e a farmacêutica norte-americana espera conclui-lo em Setembro. Segundo revelou o Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês), esta vacina experimental poderá custar entre 42,6 a 51,1 euros por tratamento aos Governos, isto é, 21,3 a 25,6 euros por dose.

Mais recentemente, esta quinta-feira, a Comissão Europeia chegou a acordo com a AstraZeneca para a compra antecipada de 300 milhões de doses de uma futura vacina. Tal como aconteceu com a a Moderna, este acordo também prevê a aquisição de mais 100 milhões de doses caso a vacina seja considerada segura e eficaz.

Contas feitas, através destes cinco contratos, a Comissão Europeia já garantiu o fornecimento de 1.105 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aos Estados-membros do “Velho Continente”, número que ascende a 1.485 milhões de vacinas se consideradas as opções que são deixadas em aberto nos contratos. Do primeiro lote de vacinas, Portugal avançou com a compra de 6,9 milhões de doses, que poderão começar a chegar em Dezembro deste ano.

A União Europeia, o Reino Unido e outros parceiros europeus contam vacinar contra a Covid-19 cerca de 40% da população dos seus países numa primeira fase, segundo a Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês). Este objectivo é o dobro da meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que prevê vacinar apenas 20% da população mais vulnerável de cada país. Certo é que vários especialistas defendem que pelo menos 70% da população deve ter anticorpos para prevenir um surto.

 

Fonte: Site do Jornal "Eco" e autor em 31 de Agosto de 2020.

Medicamento para a artrite reumatóide pode ser nova esperança contra a Covid-19

Medicamento para a artrite reumatóide pode ser nova esperança contra a Covid-19 - 

Em Espanha, um estudo envolvendo o tratamento de doentes com inflamação pulmonar grave com o fármaco tocilizumab, mostrou que este reduziu o risco de morte e a necessidade de ventilação mecânica. Especialistas defendem agora a realização de ensaios clínicos.

Em Espanha, um estudo que acompanhou 778 doentes veio acrescentar um novo medicamento à lista de possíveis respostas à Covid-19. Trata-se do tocilizumab, um fármaco usado para o tratamento da artrite reumatóide, e que, no contexto da infecção pelo novo coronavírus, mostrou reduzir o risco de morte e a necessidade de ventilação mecânica. De acordo com a pesquisa, pacientes que tomaram o medicamento - administrado com alguma frequência durante a pandemia em hospitais - têm três vezes menos probabilidade de morrer.

“Começamos a observar que o tocilizumab se revelava eficaz a combater a inflamação pulmonar, causa de morte na Covid-19”, explicou ao “El País” Jesús Rodríguez Baño, chefe do serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Virgen de Macarena de Sevilha e coordenador do estudo. O especialista defende agora a realização de ensaios clínicos que permitam conclusões mais rigorosas, já que a pesquisa, como sublinhou, é observacional: apenas recolhe informação para análise.

Do que foi possível concluir, o tocilizumab mostrou-se eficaz para os doentes internados com hiperinflamação pulmonar, problema que afecta entre 40% e 60% dos internados por Covid-19.

Os especialistas envolvidos no estudo frisam que o medicamento está indicado para um perfil específico de paciente e é preciso considerar efeitos adversos, mas defendem que mesmo para os doentes que não possam ser incluídos nos ensaios clínicos, o fármaco deve ser considerado uma opção de tratamento.

Outro estudo recente envolvendo o mesmo medicamento, realizado nos Estados Unidos, chegou a resultados semelhantes, mas para decepção dos médicos que estão neste momento nas unidades de cuidados intensivos, a Roche, laboratório que produz o tocilizumab, desenvolveu um ensaio clínico e afirmou num comunicado que o medicamento não é eficaz contra o coronavírus.

Detalhes sobre este estudo não foram publicados, pelo que, quem está no terreno, quer saber mais sobre o tipo de doentes a que foi administrado.

“Acreditamos que o resultado foi negativo porque o medicamento não foi testado em pacientes com inflamação”, disse também ao “El País” Rodríguez Baño.

No caso do estudo espanhol, os 778 pacientes infectados e escolhidos para observação apresentavam, entre outros sintomas, um quadro febril que se manteve ao longo do tempo ou necessitaram de mais oxigenoterapia. O trabalho foi publicado na revista Clinical Microbiology and Infection e financiado pelo Instituto de Saúde Carlos III.

Até agora, apenas a dexametasona - um corticoesteroide utilizado em inflamações relacionadas com a artrite reumatóide e a asma - revelou ser eficaz no tratamento de doentes graves, infectados pelo novo coronavírus.

 

Fonte: Site do Jornal "Expresso" e autor em 31 de Agosto de 2020.

Covid-19: SNS com mais 361 milhões nos primeiros sete meses do ano

Covid-19: SNS com mais 361 milhões nos primeiros sete meses do ano - 

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi dotado de um investimento de mais 361 milhões de euros, nos primeiros sete meses do ano, em comparação com o período homólogo de 2019, e reduziu o valor dos pagamentos em dívida.

A informação foi dada hoje pela secretária de Estado Adjunta e da Saúde na habitual conferência de imprensa sobre a covid-19, destacando que este investimento de 361 milhões de euros serviu para que o SNS tivesse "mais de capacidade de resposta e resiliência, mais recursos humanos e equipamentos" nesta fase de luta contra a pandemia por covid-19.

A execução financeira do SNS revela que, comparativamente ao período homólogo de 2019, em Julho de 2020 houve um evidente acréscimo de recursos financeiros de cerca de 361 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano", referiu.

Desses 361 milhões distribuídos pelas várias valências do SNS, a governante destacou os 165,1 milhões de euros para gastos com pessoal, mais 48 milhões para despesas com produtos farmacêuticos, mais 47 milhões de euros em material de consumo clínico, mais 52,4 milhões de euros em produtos vendidos por farmácias e ainda mais 90,9 milhões em investimento.

"O SNS também conseguiu reduzir para o número mais baixo dos últimos 10 anos o volume de pagamentos em atraso, reduzindo em cerca de 311 milhões, isto é, em menos 55,6% em relação ao valor homólogo de 2019", frisou.

Para Jamila Madeira, em relação à luta contra a covid-19, "todos os resultados obtidos até hoje têm sido desenvolvidos por todas as entidades dos SNS e, em primeira linha, à dedicação e empenho de todos os profissionais".

Portugal registou mais seis mortes associadas à covid-19 e 401 novos casos confirmados de infecção nas últimas 24 horas, o que representa um aumento 0,7%, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde hoje divulgado.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 832 mil mortos e infectou mais de 24,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 28 de Agosto de 2020

Apenas 20% dos hospitais resolveram espera para cirurgia superior a 1 ano

Apenas 20% dos hospitais resolveram espera para cirurgia superior a 1 ano - 

Os dados, que constam do relatório anual sobre o acesso a cuidados de saúde nos estabelecimentos do SNS, são referentes ao ano de 2019, não reflectindo os efeitos da pandemia da Covid-19.

O objectivo traçado pelo Ministério da Saúde para o ano de 2019, era terminar o ano sem doentes à espera de cirurgia há mais de um ano, com a aplicação de medidas concretas nas especialidades mais críticas. O relatório anual sobre o acesso a cuidados de saúde nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), indicam que apenas 20% dos hospitais cumpriu esse objectivo, avança o Jornal de Notícias.

No final de 2019, havia 27.279 utentes a aguardar por cirurgia há mais de um ano, mais 27% do que em 2018. A situação agravou-se este ano, devido à pandemia da Covid-19, no entanto os números reflectem um problema que já existia ainda antes do país ter sido atingido pelo novo coronavírus.

“Cerca de 20% dos hospitais terminaram o ano sem doentes à espera para cirurgia com mais de um ano, 45% mantinham esta realidade circunscrita a especialidades específicas e os restantes continuavam a perseguir o objectivo traçado, registando ainda melhorias em diversas especialidades”, segundo consta no relatório.

Mais 18 mil utentes inscritos para cirurgia face a 2018

No Plano de Melhoria de Acesso ao SNS, constava ainda uma outra meta que a tutela ambicionava conseguir alcançar – resolver os pedidos de primeira consulta com mais de um ano. Esse objectivo foi atingindo “por cerca de metade dos hospitais” registando-se uma diminuição de “cerca de 40 mil utentes em espera para Consulta a Tempo e Horas (CTH) com mais de um ano” refere o documento. Não há referência de quantos utentes estariam nessa situação no final de 2019.

O relatório mostra também um aumento da procura de cirurgias no ano passado, com mais 18 mil utentes inscritos face ao ano anterior (2,6%) e um aumento de mais 33 mil doentes operados, de um total de 628.282. Nos hospitais do SNS foram realizadas 89,4% destas cirurgias, tendo as restantes 6,1% sido realizadas nos hospitais protocolados e 4,5% nos convencionados, que pertencem ao sector privado ou social.

O Ministério da Saúde concluiu que o Plano de Melhoria de Acesso ao SNS permitiu conter “o ritmo de crescimento” da espera prolongada para cirurgia, apesar do aumento de 27% de utentes à espera de cirurgia há mais de um ano.

 

Fonte: Site da "saudeonline.pt"  e autor em 28 de Agosto de 2020

Farmácias em Portugal têm menor margem da Europa

Farmácias em Portugal têm menor margem da Europa - 

Desde 2011, a margem das farmácias nacionais caiu 2,4 pontos percentuais.

A margem das farmácias portuguesas continua a ser a mais baixa da Europa, a par da Roménia, e tem vindo a sofrer uma redução progressiva desde 2011, de acordo com o mais recente relatório da Federação Europeia de Indústrias e Associações Farmacêuticas (EFPIA).

Em Portugal, a margem das farmácias nas vendas de medicamentos em 2019 foi de 17,6 por cento do PVP. A margem média na Europa era de 19,9 por cento em 2018 (não estão disponíveis dados para o último ano), segundo a publicação “Pharmaceutical Industry in Figures 2013-2020”, da EFPIA.

Comparativamente aos países de referência em 2019 (Espanha, França, Itália e Eslovénia) para a formação do preço do medicamento em Portugal, as farmácias nacionais registam uma margem inferior à média desses países em 36,6 pontos percentuais. Em comparação com os países de referência em 2018 (Espanha, França e Itália), a diferença na margem média aumenta para 66,7 pontos percentuais, segundo dados do “EFPIA Annual Report 2018”, do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR) e dos Sistemas de Informação HMR.

Analisando a realidade nacional, mantém-se a tendência de diminuição das margens que ocorre desde 2011. Nesse ano, a margem das farmácias sobre o preço dos medicamentos (sem IVA) era de 20 por cento e, desde então, caiu quase todos os anos, indicam os dados da EFPIA. Em 2019, as farmácias em Portugal registaram uma quebra de 0,1 pontos percentuais em comparação com 2018 (17,7 por cento). Face a 2011, a quebra é de 2,4 pontos percentuais.

Na maioria dos restantes países europeus, a queda não foi tão acentuada no mesmo período, o que aumenta a discrepância face à realidade portuguesa: em 2011, a margem média europeia era de 21,4 por cento contra 20 por cento das farmácias nacionais; em 2018, a diferença aumentou para 2,2 pontos percentuais (19,9 por cento na Europa e 17,7 por cento em Portugal).

A análise da EFPIA incide sobre os medicamentos com margens máximas regulamentadas (MSRM e MNSRM comparticipados).

 

Fonte: Site da "revistasaude.pt"  e autor em 28 de Agosto de 2020